História Private Lessons - Capítulo 2


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jeon Jungkook (Jungkook), Kim Namjoon (RM), Kim Taehyung (V)
Tags Abo, Bottomfatale, Busancity, Busanwriters, Crítica Social, Heteronormatividade, Jimin!alfa, Jimin!seme, Jimin!top, Jkpowerbottom, Jungkook!hyung, Jungkook!ômega, Jungkook!uke, Jungkookbottom!, Lemon, Power!bottom, Pwp, Universo A/b/o
Visualizações 606
Palavras 8.701
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ficção Adolescente, Lemon, LGBT, Romance e Novela, Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oi gente, como vocês estão?

Cês ainda lembram disso aqui? Pois é.

Não me matem por favor, deixem isso pras notas finais!

Obrigada pelos 200 fav e 61 listas de leitura com só um cap, além dos comentários lindos que eu recebi, sério, muito obrigada :")

Boa leitura >~<

Capítulo 2 - Tudo o que você precisa saber


Fanfic / Fanfiction Private Lessons - Capítulo 2 - Tudo o que você precisa saber

— Tchau hyung, boa noite. E boa sorte com a conclusão do seu TCC, mas tenho certeza que irá se sair bem.

— Você é tão adorável, sabia disso? — o mais velho respondeu do outro lado da linha e riu em seguida, o menor a essa altura já deveria estar com o rosto ruborizado de vergonha. Bom, o ômega de fato não estava errado. — Boa noite anjo, e obrigado pelo apoio.

— D-de nada! — a resposta veio como um murmúrio gaguejado, num tom tão manhoso que o constrangeu.

Mas que culpa tinha se o Jeon era um hyung atencioso que lhe tratava com tanto carinho? Claro que seu irmão era um hyung tão amável e atencioso o quanto, mas o alfa sabia que não era a mesma coisa.

Três semanas haviam se passado desde a vinda inesperada de Jungkook à sua casa, e também fazia três semanas com eles mantendo contato, sendo por mensagens, ligações ou até mesmo pela webcam. O nível de proximidade entre eles havia se tornado algo tão forte que era até mesmo estranho para o Park quando não falava com o ômega antes de dormir. A afeição que o loiro desenvolvia a cada dia pelo mais velho até mesmo assustava-o, porque era o tipo de apego que ele nunca pensou que fosse sentir por alguém que não fosse seu irmão ou melhor amigo.

E de um modo inesperado, Jungkook surgiu em sua vida, expulsando o comodismo que havia se alojado dentro de si. O comodismo de aceitar as coisas facilmente, de alegar que estava tudo bem quando, obviamente, não estava. Jimin havia se acomodado com o bullying que sofria, havia se acomodado com as ofensas, nunca se opondo contra aquelas pessoas que o faziam mal, deixando-o que acreditasse em coisas que nunca foram verdade. Aquilo, aos poucos, o matava por dentro, o peso das ofensas que constantemente ouvia, estavam lhe esmagando ao ponto de sufocar.

Mas aquilo havia mudado a partir do momento em que Jungkook lhe fez perceber que estar fora do padrão, fora da “caixa”, não denotava algo necessariamente ruim e fora pensando assim que ganhou uma mancha roxa no olho esquerdo e um corte no canto inferior dos lábios quando resolvera finalmente responder as ofensas dos alfas babacas que viviam para importuna-lo. E fora assim também que parou na sala do reitor pela primeira vez em sua vida como estudante, mas pelo menos havia sido recompensado quando o alfa em questão que havia lhe agredido, fora transferido para outra escola. Desde então, as piadas e as ofensas haviam diminuído, e agora o Park poderia transitar pelos corredores sem se preocupar em ser parado por algum aluno idiota. Mas claro que ainda haviam pessoas dispostas a incomoda-lo, porém logo paravam devido a frustração que sentiam já que o Park não demonstrava se sentir abalado diante das piadas de mau gosto, sem contar no fato de que o loiro os ignorava completamente, ainda mais do que antes.

 

Kookie hyung:

Boa noite de novo, anjo

Durma bem

e tente não se estressar muito com aqueles idiotas

(emoji heart)

 

O sorriso se perdurou em seus lábios volumosos por longos segundos, as bochechas gordinhas levemente ruborizadas com o apelido. O Jeon o fazia se sentir como a pessoa mais preciosa do mundo, e embora fosse vergonhoso para o alfa admitir, ele gostava, gostava de todo o afeto que recebia, e naquela altura pouco lhe importava se estava aparentando ser alguém muito carente, ele gostava de todo aquele cuidado e atenção para consigo. E os apelidos carinhosos — apesar de corar a cada vez que o maior os mencionava, — era uma das coisas em que o loiro mais gostava em sua amizade com o ômega. A intimidade entre os dois tornou-se tanta que o loiro se permitiu chamar o mais velho de “hyung”, assim como o mesmo se referia à ele como dongsaeng as vezes. 

O loiro sorriu largo enquanto digitava uma resposta para o maior:

 

You:

Ainda bem que eu tenho um psicólogo particular

(emoji heart)

 

Riu baixinho, apertando o celular entre seus dedos gorduchos.

“Fico me perguntando se eu mordi a canela de algum humano na minha vida de lobo passada pra ganhar um pateta como você para compartilhar a mesma essência que eu!”, seu lobo rugiu.

“Vai uivar para a lua, vai!” o loiro revira os olhos, embora ainda sorrisse se lembrando de seu hyung.

“Humanos...”, o ser lupino resmunga.

 

(...)

 

— Como é fazer sexo? É... bom?

O beta arqueou as sobrancelhas diante da pergunta inusitada do melhor amigo, permanecendo por alguns segundos com o cenho franzido em direção ao alfa que já começava a sentir as suas bochechas quentes devido ao constrangimento. Porra, se arrependimento matasse...

Mas para ao seu alívio, — ou não, — o silêncio fora cortado pelo beta que se proferiu em um tom escárnio:

— Ué, mas não foi você que me pediu... não, ordenou, para que eu nunca te contasse minhas aventuras sexuais? — o maior sorria em deboche, contornando seus lábios com o dedão esquerdo. Provavelmente o veneno que deveria estar escorrendo de sua boca naquele instante.

— Aish, eu nem sei porque eu ainda te considero como meu melhor amigo! — o loiro grunhiu envergonhado, acariciando o topo da cabecinha de Nala que fechou os olhinhos de forma manhosa, se deleitando com a carícia.

A expressão do beta se fechara em um semblante sério. Seu corpo grande adotou uma postura mais rígida enquanto se ajeitava na cadeira giratória que havia no quarto do menor.

— O que foi? — o mais velho indaga, estranhando a súbita mudança de humor do Kim.

— Tem certeza que ainda me considera como melhor amigo? — o outro retruca, quase como um rosnado. O Park até sentiria medo de sua fisionomia séria, se ele não tivesse transformado a carranca em um enorme bico choroso segundos depois. — Você me trocou pelo seu ômega gostosão e universitário, seu traidor que só pensa com a cabeça de baixo! É por isso que está perguntando sobre sexo não é? Porque você quer perder o cabaço com ele! — disparou a dizer, e por um momento pensou que o rosto do mais velho fosse derreter de tão vermelho que o mesmo se encontrava no momento.

— Não é nada disso! — berrou em um tom de voz agudo, desesperado. — E ele não é meu ômega! — retrucou com uma voz ainda infantil, levando suas mãos gordinhas até as suas bochechas avantajadas. Se assustou quando as sentiu levemente quentes.

— É mais fácil eu cair de boca no pau do professor Seokjin do que acreditar nisso, Jimin. — o maior revira os olhos, estalando a língua contra o céu de sua boca. — Eu pensava que era o único na sua vida. Por acaso eu não fui bom o suficiente? Ele é melhor que eu? — suspirou dramaticamente, colocando a mão no peito como se realmente estivesse ofendido.

— O que? Para com essa bestei–....

— Que seja. — o cortou impaciente, fazendo o loiro bufar indignado. — Mas falando sério agora: eu nunca te vi ficar entrosado com alguém em tão pouco tempo e considerando a sua personalidade reservada, isso é um grande avanço e eu realmente estou orgulhoso de você. — esboçou o seu sorriso de formato único e Jimin quis soca-lo, tanto pelas suas palavras, quanto pelo fato do beta ser tão fofo e lindo.

— Ele é incrível, Tae. — suspirou. — De início foi estranho, eu ainda me sentia muito envergonhado e fora da minha zona de conforto. Mas o bacana é que ele respeita os meus limites sabe? E sempre tenta me deixar confortável, acho que isso é um dom dele entende? Ele é um hyung tão atencioso, paciente e inteligente, o Jungkookie me ajudou tanto...

“Será que eu conto?”, Taehyung pensou enquanto observava a carinha apaixonada do Park ao falar do ômega rosado.

— Depois fala que não quer perder o cabaço com ele! — resolveu tirar sarro com o mais velho, deixaria a conversa sobre os sentimentos do Park para outro momento.

— T-TAE! — exclama envergonhado, abraçando Nala contra seu peito quando a mesma sobressaltou devido ao grito que o loiro havia soltado. — Desculpa, Nana. — pede em um tom de voz infantil, acariciando as orelhas da bolinha de pelos que novamente fechou os olhinhos de modo dengoso, se encolhendo mais em direção ao loiro. — E pare de dizer essas coisas! — se dirigiu ao mais jovem novamente.

O platinado riu, debochado.

— Tá, mas por que você queria saber se sexo é bom?

— Não pode mais perguntar agora? — tentou soar grosseiro, mas o vermelho em suas bochechas evidenciava que ainda estava constrangido.

O Kim então sorriu venenoso, antes de responder:

— Sim hyung, sexo é maravilhoso. Ah, você não sabe como é bom... Sentir as mãos alheias te tocando de forma prazerosa, explorando seus pontos erógenos com a boca, com os dedos, com o pau. Quando você encontra alguém que é realmente bom no que faz, porra... É uma delícia. Você perde a noção do tempo, perde a noção de tudo. Eu adoro que puxem o meu cabelo enquanto me fodem, que elogiem a minha bunda dizendo o quanto eu sou apertado, que me ensinem qual é o meu lugar na cama. Mas adoro mais ainda desfazer a pose de “fodão” dos alfas no sexo, é tão excitante vê-los implorar desesperadamente pelo meu pau os arregaçando. Os passivos encubados são os melhores, eles rebolam que é uma maravilha, e gemem manhoso quem é uma delici–...

— Tá, tá, eu já entendi! — Jimin o interrompeu com um semblante horrorizado, a boca entreaberta em descrença e as bochechas em um tom escarlate pela vergonha. Droga, por que seu corpo estava reagindo perante aquelas palavras indecentes de seu amigo pervertido? O que estava acontecendo? Por que sentiu-se tão cálido de repente? — Você é um tarado! — o alfa inflou as bochechas de modo infantil, tampando as orelhinhas de Nala que se movimentou inquieta nos braços do Park. — Como teve coragem de falar isso na frente de uma criancinha, Taehyung?

— Primeiramente não sou um tarado, e sim alguém que apenas gosta muito de fazer sexo. Segundo, primeiramente. Tô brincando, desculpa Nala. — falou em um tom pueril, arrastando a cadeira giratória em direção a cama para ficar mais próximo do alfa. — Mas sério, por que você isso de repente? Você nunca demonstrou interesse por sexo. Pelo menos não até onde eu saiba.

— É que... — murmurou fracamente, as palavras morrendo em sua garganta com um suspiro ruidoso.

— O que, hm? Você pode desabafar comigo, não sou tão bom em conselhos como o seu ômega... — provoca. — Mas ainda continuo sendo o seu melhor amigo e você pode me contar tudo. Soulmates para sempre, lembra?

— Sim. — riu levemente, as bochechas — ainda ruborizadas — como sempre espremendo seus olhos um pouco miúdos, fechando-os em um lindo sorriso.

— Então conta pra mim, conta. — sorriu de modo doce e calmo, querendo conforta-lo através daquele sorriso.

O sorriso do Park vacila em seu rosto.

— Eu realmente nunca demonstrei interesse por sexo até o meu primeiro cio que aconteceu no ano passado. Meu corpo foi tomado por sensações que eu nunca senti antes sabe? O famoso prazer carnal. — riu novamente, mas agora sem nenhum humor. — Mas eu não pude experimentar tanto essas novas sensações porque me entupi de supressores e dormir durante os três dias de cio, como também aconteceu no segundo. Acontece que... nos últimos meses eu estive pensando muito na questão de ainda ser virgem e me comparando com os outros adolescentes, e até mesmo com você... — confessou extremamente envergonhado, sentindo-se patético.

— ChimChim... — lhe repreendeu com o apelido de infância.

— Eu sei, eu sei. — suspirou, ainda acanhado. — As minhas razões para perder a virgindade eram completamente idiotas e superficiais. Eu queria ser aceito pelos outros entende? Queria me encaixar nos padrões. Eu me sentia tão excluído Tae, de alguma forma eu queria fazer parte daquilo também, ser como a maioria de vocês... Vocês vão à festas, beijam, transam, curtem a vida sem se preocupar tanto com os problemas... Eu também queria ser assim, estava de saco cheio de ser o alfa careta que sofria bullying dos outros porque não era considerado um “alfa de verdade”. Mas graças à Deus eu conheci o Jungkookie hyung que me fez desconstruir essa linha idiota de pensamentos e é por isso que eu sou tão agradecido à ele, o hyung me ajudou muito, de verdade. E eu pensei que depois disso o fato de eu ainda ser virgem não me incomodaria mais, só que não foi bem assim. — corou.

— Primeiro: — o beta ergueu o dedo indicador, esboçando uma expressão séria. — SHIPPO! — o platinado grita com uma voz infantil, pulando animado sob a extensão da cadeira. — Em segundo: sério, vai a puta que pariu! — xingou, fazendo alfa arregalar os olhos. — Por que não me contou que se sentia assim, poxa? — cruzou os braços, verdadeiramente chateado.

— Porque eu sentia vergonha de mim mesmo, Tae. — respondeu tristonho.

— Mas eu sou seu melhor amigo e merecia saber!

— Eu sei, me desculpe. — pediu chateado consigo mesmo, acariciando as orelhinhas de Nala que encontrava-se deitada em suas pernas.

O Kim suspira, por fim levantando-se da cadeira giratória, ao mesmo tempo em que guiava seu corpo para a cama do alfa, sentando-se ao lado de um loiro triste e envergonhado.

— Ei, olha pra mim. — ditou em um pedido calmo e manso, como se estivesse falando com um gatinho assustado. O Park lentamente ergueu sua cabeça, revelando suas bochechas manchadas com um forte tom de escarlate e um olhar entristecido marcando as íris castanhas — Estou chateado, não irei mentir. Mas eu também te entendo, então desfaz essa carinha triste ok? Está tudo bem, sério.

— Mesmo? — proferiu hesitante.

— Unrum. — disse sorridente, levando seus dedos longos em direção as orelhas pequenas do alfa. — Você agora quer perder sua virgindade por razões comuns e isso é normal, não precisa ficar envergonhado, hyung. Eu perdi a minha com dezesseis, não porque alguém me disse “fazer sexo é a melhor coisa do mundo” embora seja mesmo. — riu. — Eu perdi a minha porque estava pronto. Pronto para descobrir coisas que apenas o sexo me proporcionaria, pronto para tocar e permitir ser tocado por outras pessoas de uma forma íntima e consensual. Então todos os questionamentos que você vem fazendo a si mesmo é sinal que, tanto o seu psicológico quanto o seu corpo, estão finalmente prontos para se entregar ao sexo. — segurou as mãos fofas do alfa ao mesmo tempo em que acariciava o corpinho pequeno de Nala.

— Será Tae? — mordeu o lábio inferior, apertando os dedos grandes e finos entre os seus semelhantes que eram menores e mais cheinhos. — Mas como você realmente soube que era o momento certo?

— A primeira vez de alguém não é como vemos em filmes ou livros de romances, Jiminnie. Não aposte muitas expectativas, porque você pode se decepcionar. — segurou o dedo mindinho esquerdo do alfa. — Eu aconselharia você a perder sua virgindade com alguém que tenha mais experiência sabe? Que te oriente de modo que você não se sinta desconfortável ou constrangido, que saiba lidar com a sua timidez e ansiedade.

— Tá, e aonde eu encontraria alguém assim? — o alfa gargalhou de maneira contida, balançando a cabeça de um lado pro outro. Taehyung e as suas ideias viajadas...

— Você fala com essa pessoa todos os dias. — comentou como quem não quisesse nada.

— Credo Taehyung, eu não vou deixar você tirar a minha virgindade! — ralhou com o beta enquanto fazia uma careta de nojo.

— Se fode tu e essa lerdeza do caralho, porra! — o beta fecha a expressão sorridente e ralha com o menor em um tom de voz zangado. — Eu não tava falando de mim!

— Ué, de quem então? — questionou confuso.

O platinado suspira irritado.

“Deus, dai-me paciência, porque se o senhor me der forças, eu chuto as bolas de um!”, pensou o beta, sorrindo de modo engraçado para o alfa a sua frente.

— Estou falando do Jungkook-ssi, Minnie. Ele seria a pessoa perfeita para te orientar.

— O que? M-mas... — gaguejou descrente, com os olhos arregalados e a boca partida em um círculo perfeito.

— Antes de você surtar, deixa eu explicar meu ponto de vista: você mesmo me disse uma vez que, depois quando ele terminar a faculdade, o Jungkook-ssi pretende fazer uma especialização na área da sexologia, isso já o torna alguém apto para te guiar e ensinar. Além, claro, a relação de amizade entre vocês. Não é você que diz que ele sempre respeita os seus limites? Então... Não seria diferente nessas “aulas particulares” que ele te daria.

— M-mas espera... você disse “perder a sua virgindade com alguém que tenha mais experiência”, e eu não quero perder a minha virgindade com ele! — falou com certa urgência na voz, extremamente acanhado.

O beta revira os olhos.

— Tá, então esquece essa parte. Ele pode apenas te guiar na parte teórica, pra quando você for perder o cabaço não ficar tão “O que eu faço?”. Eu até te ajudaria, mas acho que o Jungkook-ssi é o mais qualificado para te introduzir nesse mundo tão gostoso que é a vida sexual.

— Eu não sei, TaeTae... — murmurou nervoso e hesitante, umedecendo os lábios carnudos com a ponta da língua. Merda, estava realmente considerando aquela ideia maluca?

— Converse com ele. — o beta leva a mão destra em direção as bochechas rubras do alfa, onde acaricia a tez macia com a ponta dos dedos longos. — Não acho que irá se arrepender. — sorriu de modo sutil.

“Já disse o quanto eu amo o TaeTae?”, seu lado lupino ruge, satisfeito e feliz.

 

(...)

 

— Tá, me conta: o que tá acontecendo? — o rosado inquiriu impaciente.

Há dias o loiro estava estranho consigo. Mal respondia suas mensagem e quando respondia, era apenas um “oi”, “bom dia”, tchau”, “boa noite”, para logo em seguida sumir do kakao novamente. A relação deles estava regredindo e aquilo o preocupava. Até as caronas que oferecia ao menor começaram a ser recusadas, assim como os pedidos para se encontrarem. Fora insistindo muito que convenceu o menor para ir até ao seu apartamento com a desculpa de que iria adotar um animalzinho de estimação e precisava de sua ajuda. E agora estavam ali: Jimin com a boca aberta em descrença por não esperar uma abordagem tão direta vindo do mais velho e um ômega de braços cruzados com uma expressão impaciente e zangada.

— Sempre deixei claro que eu iria respeitar o seu espaço, me policiar para não dizer nada que não te tirasse de sua zona de conforto. Então o que está acontecendo, Jimin? Até onde eu saiba eu não fiz nada de errado pra você me ignorar assim. — a voz soava de maneira firme e grave, e o alfa estremeceu, não soube pelo o que exatamente, mas ele estremeceu. — Eu juro que tentei uma abordagem não tão direta anjo, mas você não me deu escolhas. — se proferiu agora de uma maneira mais suave e calma, descruzando os braços.

—  Me desculpa. — o menor pede em um murmúrio de voz que soou arrastado e dengoso. Estava encolhido no canto do sofá e de cabeça baixa, como se fosse uma criança levada que tivesse levando bronca dos pais.

— Só irei te desculpar quando me disser o que está havendo contigo, príncipe. — em um movimento sutil para não assustar o alfa, o ômega sentou-se ao lado do loiro, posicionando a mão canhota no joelho direito que encontrava-se desnudo devido ao fato do jeans ser rasgado naquela região. O Park deixou um suspiro inconsciente escapar com a carícia que o rosado começou a fazer em sua pele, um toque inocente que não deveria significar nada, nada. Mas que era o suficiente para fazer seus músculos se contraírem em sensações que nunca foram experimentadas pelo seu corpo.

Merda.

— E então? — o mais velho voltou a se pronunciar, de maneira calma e paciente, embora estivesse ansioso pela resposta do alfa.

O loiro soltou um suspiro longo.

“Droga Taehyung, isso é tudo culpa sua!”, o alfa grita em pensamentos, querendo socar o melhor amigo por faze-lo enlouquecer com aquela proposta estúpida e idiota.

— Semana passada eu estive conversando com o Tae... — começou a se pronunciar com a voz levemente trêmula, ainda de cabeça baixa. — E eu contei a ele sobre tudo sabe? Sobre como o fato de ser virgem ter começado a incomodar e de como eu queria perde-la pelos motivos errados, para me encaixar nos padrões idiotas, ser parte de alguma coisa, me tornar um adolescente “normal”. Ele ficou bastante chateado no início porque eu não contei nada disso pra ele, mas disse que me entendia e...

— E? — indagou curioso, incentivando-o a continuar.

— A gente conversou sobre a questão da virgindade e sobre o fato de eu não querer continuar sendo mais virgem, mas pelos motivos certos dessa vez entende? Não para me encaixar, ser aceito ou coisa do tipo. E sim porque eu realmente quero. — murmurou envergonhado.

— Não sabe como eu fico feliz em ouvir isso. — sorriu de canto, apertando o joelho do alfa. — Mas apesar de estar feliz, continuo não entendendo. O que isso tem haver com o fato de você estar me ignorando?

— Novamente peço desculpas por ter agido assim hyung, é que... aish, eu me senti tão envergonhado... — as mãos gordinhas cobriram o rosto que já se encontrava ruborizado.

Era adorável a forma como o alfa conseguia corar facilmente e o Jeon se via perdido no nuance vermelho de suas bochechas, que parecia combinar perfeitamente com o tom da tez macia e levemente bronzeada.

— Sentiu vergonha pelo o que, hm? Conte-me. — o rosado pede com ternura, apertando o joelho do loiro entre seus dedos, sentindo-o retesar com o toque.

— Porque ele me sugeriu algo bastante constrangedor, envolvendo você... — murmurou com a voz abafada, já que seu rosto ainda encontrava-se coberto pelas mãos pequenas. — Aish! — exclamou de súbito, afastando as mãos de seu rosto e encarando o mais velho de esguelha.  — Ele sugeriu a ideia de você se tornar o meu professor de sexo particular, é isso! — o loiro dispara a informação rapidamente, ao mesmo tempo em que se afundava mais contra o estofado do sofá. Vergonha, vergonha, verg–...

— Tudo bem.

— O que? — olhou-o de modo incrédulo enquanto partia os lábios carnudos em um perfeito círculo. O loiro estava descrente com o que tinha acabado de ouvir.

— Eu disse que tudo bem. — riu, achando graça do outro. — Será um verdadeiro prazer ser seu professor particular.

 

(...)

 

O ruído característico de uma porta sendo fechada ecoou no ambiente. O mais jovem deixou os sapatos recostados à parede e fora em direção a cozinha de sua casa enquanto o maior copiava o seu movimento de retirar os sapatos e deixa-los próximos a parede da residência do loiro. Em seguida o ômega sentou-se no estofado amarronzado do sofá fofo e confortável e esperou pacientemente o alfa voltar da cozinha.

Estavam ali depois do loiro pedir para que o maior o desse uma carona até a sua casa e no meio do trajeto o convidou para jantar. De certo o assunto que fora a causa para estarem ali não havia sido esquecido, mas ambos concordaram silenciosamente em conversar sobre aquilo em outro momento. Talvez à mudança de ambiente os ajudasse um pouco, já que agora o Park estava em sua residência, o que poderia diminuir o seu desconforto e constrangimento com tal situação, uma vez que se encontrava num ambiente familiar e que lhe trazia conforto, de certa forma.

Ou talvez ele apenas estivesse olhando pro lado “psicológico” das coisas.

O ômega interrompe sua linha pensamentos devido à chegada de Jimin na sala, o mesmo sustentava dois potes de lámen em suas palmas cheinhas.

— Desculpe não ter preparado algo melhor. — o alfa se pronuncia sem graça, entregando o pote de lámen que estava em sua destra para o ômega e em seguida lhe estendendo o jotgarak.

— Mas eu amo lámen, é uma das minhas comidas preferidas. — sorriu, levantando-se do sofá para se acomodar no chão. O loiro imitou o movimento, também sentando-se no chão que encontrava-se gelado. — Está muito bom. — o rosado elogia enquanto mastiga, as bochechas fartas com a quantidade de macarrão que havia em sua boca. Jimin sorrir de modo encantado, o ômega não parava de ser lindo nem mesmo comendo? — Já dá pra casar. — continuou, a voz soando de maneira fofa e engraçada pelo fato de estar com a boca cheia.

— Coitado de quem for meu futuro marido então, pois eu só sei sobreviver a base de macarrão. — brincou.

— Ele continuará sendo sortudo do mesmo jeito. — o Jeon afirma, piscando o olho direito.

— Aish... — o alfa resmunga envergonhado.

O diálogo seguiu entre brincadeiras enquanto esvaziavam os potes de lámen. E quando terminaram, o Jeon se encarregou de levar os potes descartáveis de volta para cozinha, enquanto que o Park permanecia na sala, voltando a ser engolido pela chuva de pensamentos a respeito do assunto que tanto lhe tirou o sono durante noites e agora, com a resposta positiva do maior, fora o ápice para tudo se revirar dentro de si, a ponto de enlouquece-lo. Maldito Taehyung, ele iria mata-lo!

Tivera que disfarçar a sua expressão que denotava muitíssimo mau humor quando o rosado voltara para a sala, esboçando um sorriso de canto nos lábios fininhos.

— Quando eu estava jogando os potes descartáveis de lámen no lixo me lembrei da vez em que eu... — e lá estavam eles ingressando em uma conversa que novamente tinha haver com algum episódio engraçado ou aleatório da vida do mais velho.

Por alguns minutos o diálogo distraiu o alfa de sua tensão, mas repare bem, só por alguns minutos. Novamente Jimin se via inquieto e com o corpo contraído numa visível ansiedade que realmente estava o enlouquecendo... Porra, qual era o problema? Ele de fato queria aprender e o Jeon estava disposto a ensina-lo.

Então por que não tentar?

— Aí o Baek disse que soltaria uma bufa na cara do filho da puta se ele não se afastasse e... — Jungkook falava empolgado, gargalhando alto com as lembranças daquela noite 'pra lá de estranha.

Eu quero que você me ensine. — o alfa lhe interrompe por impulso, entretanto, não fora as palavras do loiro que surpreenderam o Jeon — apesar de também ter surtido um grande efeito, — e sim o tom rouco e arrastado de sua voz ao ditar aquelas palavras, que mais soaram como uma ordem, embora soubesse que não fora a real intensão do Park.

Uma bolha de tensão os envolveu a partir dali. As ônix intensas do Jeon estudavam o semblante do alfa com curiosidade e veemência, enquanto que as íris amendoadas faziam o mesmo com o rosado atrás da armação redonda de seus óculos. Parecia até mesmo uma disputa de quem iria desviar o olhar primeiro e surpreendentemente o Park não desviou. Sustentou o olhar com firmeza, embora o vermelho em suas bochechas denunciasse o seu acanhamento, como sempre.

Os olhos de ambos permaneceram grudados na expressão um do outro por mais alguns segundos; a tensão que pairava no ambiente era obviamente palpável. E justamente por senti-la, que o loiro finalmente desiste de sustentar aquela troca de olhares intensa com o ômega, desviando a sua atenção para o piso branco de sua sala, enquanto tentava ignorar as leves fisgadas que começara a sentir em seu baixo ventre.

— Está dizendo por que realmente quer que eu seja seu professor ou apenas está dizendo isso por impulso? — o ômega indaga de modo sutil, como sempre aparentando sua paciência e compreensão em relação ao alfa.

— Eu realmente não sei. — respondeu sincero, sem encara-lo. — Quer dizer... eu quero... Mas ao mesmo tempo não quero. É confuso! — suspira frustrado.

— Eu posso começar a te orientar pelo básico, o que acha? — sugestiona. — Aulas teóricas, sem qualquer envolvimento físico. Mas caso você realmente não se sinta confortável com isso, nós paramos.

— Tem certeza que não vai ser um problema pra você, hyung? — o Park finalmente ergue o rosto para encarar o ômega, revelando a face ruborizada e os óculos posicionados de forma torta sob o seu rosto. O rosado não consegue conter o suspiro inconsciente que escapa de sua boca, Jimin era o perfeito contraste entre a luxúria e a inocência. — Eu realmente não quero te atrapalhar...

— Não irá atrapalhar em nada, estou muito animado até. — o mais velho solta uma risadinha contida. — Sou apaixonado pela área da sexologia desde que terminei o ensino médio, e acredito que essa experiência em te dar aulas também me ajudará na futura especialização que eu pretendo fazer nessa área. Então não se preocupe.

— Ok. — o loiro concorda, ainda que hesitante. — E... ahn... Quando a gente começa?

— Você que decide, anjo.

— E-eu acho que podemos começar agora não é? — tentou — inutilmente — não externar seu nervosismo, mas a tensão estava evidente em seu semblante.

— Podemos. — riu. — Irei te fazer uma pergunta um tanto quanto íntima, por isso vou entender se você não se sentir confortável para responder, ok?

— Certo. — assentiu.

— Você já se tocou?

Céus!

— S-sim. — o alfa responde gaguejando.

— E o que você sentiu ao se tocar?

— E-eu não lembro. — murmurou timidamente. As bochechas levemente gordinhas do menor estavam manchadas com o forte rubor de sua vergonha. — Foi na época do cio e eu estava muito dopado, passei a maior parte do tempo dormindo. — o loiro confessa, desviando o olhar para suas pernas que estavam estiradas no chão.

— E você nunca mais tentou se masturbar?

— Não...

— Ok, começaremos por aí então. — o mais alto dita enquanto se levanta do chão, logo em seguida estendendo a destra para o loiro que, mesmo desentendido, segurou-a para pegar impulso e erguer o restante do corpo. — Tem problema em irmos para o seu quarto? — o ômega indaga, lhe direcionando um sorriso de canto.

— Você... — o encarou descrente.

— O que? Não! — negou rindo, ao perceber o que se passava pela cabeça do mais novo. — Não é isso o que você está pensando, anjo.

— Ah... — respondeu com um murmúrio. De certa forma se sentia... decepcionado?

Não, é aliviado! Puff, é claro que seria aliviado!

Que ideia, Park Jimin!

— Mas bem, isso também faz parte da aula certo? Eu não veria problema algum. — o ômega completa, finalizando a sua frase sugestiva com uma piscada no olho esquerdo. — Então, vamos? — o rosado moldou um sorriso inocente para o alfa antes de dar às costas para o mesmo e seguir pelo corredor que levava até o quarto do loiro. O mesmo loiro que encontrava-se estagnado no meio da sala, com a sua mente trabalhando fervorosamente.

Jungkook...

O seu hyung...

Havia...

Acabado de flertar consigo?

 

(...)

 

— Descobrir o próprio prazer é algo que vem apenas com o autoconhecimento. — Jungkook começa, se posicionando melhor na cama do loiro enquanto assistia Jimin fazer o mesmo. Quando ambos encontraram uma posição que os agradasse, o ômega continuou: — E é aí que entra a prática da masturbação. Ela faz parte da iniciação de uma pessoa na vida sexual, porque é através dela que descobrimos aos poucos o que é prazer carnal. Ela oferece um autoconhecimento de seu corpo, um momento onde você o descobre sozinho, porque você vai descobrir aonde quer ser tocado e aonde não quer. “Você sente prazer ao ser tocado nas costas? Ou nos mamilos? E no pescoço, não gosta?” É esse tipo de informação que a masturbação nos proporciona, o que é fundamental para quando formos nos entregar a outra pessoa, o que nos leva a outro ponto: intimidade. Falar quem você é, como se sente e do que você gosta também é muito importante, principalmente se estiver em um relacionamento. E diferente da imagem que muitos passam, não, masturbação não é apenas “vou bater uma pensando naquela x pessoa porque me sinto necessitado e não posso tê-la nesse momento”. Na verdade bater punheta é um passatempo ótimo, principalmente quando é adolescente já que os nossos hormônios nessa fase estão a mil, também por ser nessa época que ocorre o nosso primeiro cio. Mas compreendeu o meu ponto? Bater punheta não precisa, necessariamente, direcionar seus pensamentos à alguém, naquele dia você apenas quis dar uma gozada e pronto. Está me compreendendo anjo? Ou é informação demais? Posso repetir se quiser...

— Não, eu compreendi, só que... Wow! — exclama impressionado e o Jeon não consegue conter a risada, abraçando ainda mais o travesseiro do loiro contra o seu peito largo. — Você é tão inteligente hyung... — o alfa o encara de forma admirada e embevecida.

— Não me olha assim senão eu me apaixono! — o rosado o adverte em um tom de brincadeira, moldando um sorriso largo em seus lábios franzinos. O mesmo sorriso que deixava aparente as ruguinhas ao redor dos olhos redondinhos e a pequena covinha na bochecha esquerda que se contraia sempre que o mais alto ria. Jimin já havia notado o pequeno relevo em sua maçã canhota, mas a cicatriz não causava deformidade no rosto do ômega, ao contrário. O risquinho em sua tez contribuía para deixar seus traços ainda mais únicos e atraentes.

Num movimento inconsciente e ímpeto, o Park leva a sua destra em direção ao rosto do ômega, resvalando a ponta de seus dedos gordinhos na epiderme do outro. A pele era macia e sedosa, como havia imaginado. Jimin então desliza os dedos para mais perto de sua cicatriz, sentindo como aquela região era um pouco mais áspera comparada as outras, mas ainda sim a tez continuava suave e agradável ao tato.

Jungkook permanecia estático, sem esboçar nenhuma reação. Mas assim como o alfa, também admirava a face alheia, demasiadamente cativado pela beleza do outro. O conjunto das sobrancelhas ralas e marrons, os olhos miúdos que facilmente se tornavam dois pequenos traços quando suas maçãs os espremiam contra o seu rosto; as bochechas levemente fartas e costumeiramente rosadas pelo fato do alfa corar com muita facilidade; o nariz afilado e pequenininho, o maxilar arredondado e firme, os fios loiros e enroladinhos que resvalava sob sua testa a cada movimento de sua cabeça; e por último — mas não menos importante, — os lábios carnudos. E todos aqueles traços lindos e exuberantes estava acoplado no rosto de apenas uma pessoa. Jimin havia pegado todos os conceitos da estética de ser um humano e os transformado, ressignificando-os apenas para si próprio.

— Jungkook... — o alfa murmura, perdido e assustado, finalmente estourando aquela bolha que havia o envolvido. E então, para a surpresa — ou desespero — do loiro, Jungkook deita a cabeça na curvatura do pescoço do mesmo, abraçando-o de lado.

— O seu cheiro é bom. — o ômega funga o ar próximo ao pescoço do alfa que retesa os músculos ao sentir a respiração do mais velho tão perto a uma área de seu corpo. — Mas por que é tão fraquinho? — indagou.

— S-se lembra de quando eu te disse que a minha omma me dava remédios para eu começar a produzir hormônios de ômega antes do meu cio? — o mais novo questiona, ainda nervoso com a aproximação repentina.

— Sim, eu me lembro.

— Então, esses remédios resultaram em efeitos colaterais, por isso eu quase não consigo produzir feromônios. — respondeu.

— E isso te incomoda? — Jungkook ergueu a cabeça de seu ombro para fita-lo melhor.

— Não... bom, eu acho que não. Sei lá, eu nunca parei pra pensar a respeito. — riu sem graça.

— Entendo. — murmurou. — Mas continuo achando o seu cheiro maravilhoso, apesar de fraquinho. — cerrou as pálpebras ao fungar o pescoço do alfa mais uma vez, sentindo o aroma de laranja, bergamota e eucalipto. O ômega era um grande apreciador de odores cítricos e amadeirados e a fragrância do loiro era uma mistura dos dois. Por isso não conseguiu conter o impulso de afundar ainda mais o seu rosto contra a epiderme alheia, almejando sentir o olor do outro com mais veemência.

— Hyung, o que você está... — a pergunta morre em um suspiro alto e prolongado ao sentir a ponta do nariz do mais velho deslizar em movimentos circulares sob sua pele, causando arrepios por toda a sua epiderme e eriçando os poucos pelos de seu corpo.

Tal suspiro inconsciente não passou despercebido pelo ômega, que logo ergueu sua cabeça para fitar o menor.

— Você é sensível aqui, anjo? — inquiriu, dando ênfase no apelido que sempre fora proferido de modo carinhoso e inocente, mas não ali, não naquele momento. O tom ao pronuncia-lo daquela vez fora sugestivo e concupiscente.

E Jimin não era um tolo inocente.

Ele havia notado sim aquela mudança.

E gostado dela.

— Eu te fiz uma pergunta, anjo. — o ômega novamente se pronuncia, engrossando propositalmente a sua voz para deixá-la ainda mais grave e autoritária.

— E-eu... eu não sei. — respondeu trêmulo, sentindo-se perdido na mesma intensidade que excitado. E mesmo tentando fazer com que a sua cabeça — tanto a de cima, como a de baixo — entendesse que aquilo era errado; que Jungkook não o queria daquele modo; e que o ômega era apenas um bom hyung e amigo; nada fazia a sua excitação diminuir, preenchendo a sua calça com um volume vergonhoso e indecente, mas felizmente escondido atrás do seu enorme travesseiro que estava entre suas pernas. Droga, ele precisava mesmo transar!

O rosado suspira profundamente, tentando controlar a sua excitação. Não era mais um adolescente cheio de hormônios — embora possuísse suas necessidades como qualquer outra pessoa —, mas o alfa era a porra de um gostoso sem limites que o tirava dos eixos desde o dia que haviam se conhecido. Mas agora que tinha a oportunidade perfeita — com o pedido de Jimin para que lhe ensinasse sobre a vida sexual, — não poderia estragar aquilo apenas porque não conseguia manter a sanidade intacta perto do alfa. Além de que, realmente queria ensinar Jimin aos poucos, mostrar que o sexo não é só penetração como muitos pensam e quebrar qualquer tabu que o menor tivesse com o sexo e o seu corpo. Então, para tudo isso, precisava de paciência e dedicação.

— Acho que já temos o tópico para a nossa próxima aula. — o ômega responde, erguendo o corpo para se levantar da cama do loiro.

— Aonde você vai, hyung? — exclamou confuso, ajeitando a armação redonda que deslizava sob seu nariz, ao mesmo tempo em que puxava os fios loiros para trás, atos feitos de maneira inconsciente por si. Os mesmos atos que quase fizeram o ômega mandar os pensamentos a respeito de “paciência e dedicação” para a puta que pariu e agarrar o alfa ali mesmo.

— Estou te dando a privacidade para começar a aula prática, Ji. — respondeu com um sorriso de canto, o olhar dominante do ômega fazendo o alfa tencionar os músculos de seu corpo em visível excitação. — Aproveite o orgasmo, anjo. — a essa altura o rosado já estava na porta, segurando o trinco da mesma para abri-la. — Nos vemos em nossa próxima aula. — com uma piscadela, o mais velho se despediu, deixando um alfa confuso, constrangido e excitado pra porra, para trás.

E mesmo ainda confuso e incrédulo com tudo que havia acabado de acontecer, a sua excitação não ia embora, na verdade, as fisgadas em seu baixo ventre aumentavam a cada segundo, e ficou envergonhado ao sentir como aos poucos sua cueca ficava molhada, mesmo que fosse algo completamente normal. Porque ele sabia que era.

O alfa até considerou a ideia de desistir daquilo tudo e tomar um banho gelado. Mas ao se mover na cama para sair dela, sua ereção acabou por friccionar na extensão fofa do travesseiro e um grunhido assustado escapou de sua garganta ao notar como aquele espasmo havia sido... prazeroso? De certo sim, havia.

E ele queria sentir aquela sensação de novo.

Ele queria mergulhar naquele mar de prazer que já havia o afogado.

Suspirando profundamente, o loiro retira o travesseiro de suas partes íntimas ao mesmo tempo em que abria mais as pernas, apoiando os pés no colchão para ficar mais confortável. Sentiu suas bochechas corarem em um forte rubor intenso quando olhou para o meio de suas pernas, vendo o contorno perfeito de seu membro na calça jeans, então, para não ficar mais constrangido, direcionou o olhar tímido para o teto azulado de seu quarto, puxando o ar fortemente pela sua boca entreaberta.

Aos poucos, suas mãos começam a percorrer um caminho pelo seu torso, ainda de maneira tímida. Tentou se lembrar das palavras de Jungkook sobre o autoconhecimento do corpo e pontos erógenos, e timidamente começou a procurar os seus. Livrou-se da camisa polo azulada para facilitar, porém ainda permanecendo vestido da cintura para baixo, ainda não estava pronto para se livrar delas também.

Começara pelo seu pescoço. Aos pouquinhos, descobria aquela área de seu corpo com as pontas de seus dedos gordinhos, ganhando arrepios e espasmos pela sua derme que encontrava-se febril. Se arriscou a arranhar o local com as unhas curtas, contendo um chiado quando seu corpo respondeu de forma positiva, fazendo sua excitação pulsar sufocada dentro das peças íntimas.

Seus óculos estavam embaçados devido ao fluído de seu suor que havia começado escorrer pelo canto de sua testa, acabando então por tira-los, jogando-os sem nenhum cuidado na cama, voltando a apalpar o seu corpo, não tocando-o apenas com as pontas dos dedos, mas também arranhando-o com as unhas, já havia percebido que aquilo lhe causava prazer.

Um suspiro escapou da boca do loiro quando seus dedos gorduchos alcançaram o começo de seu peitoral. Passou a apalpar ali, arranhando a pele já tão arrepiada debaixo das pontas de seus dedos e soltando suspiros altos sempre quando seu corpo sofria um pequeno espasmo, aquela corrente de prazer mandando vibrações para o meio de suas pernas que latejava fortemente, necessitando de um mínimo toque naquela área.

Seus mamilos foram os próximos alvos de seus dedos. Sabia o tanto de tabu imposta naquela religião, que muitos alfas não gostavam — ou pelo menos fingiam que não gostavam, — de serem tocados ali, por alegarem que era uma área vulnerável demais, e que os deixava submissos, e que portanto seus lobos não gostavam disso. Mas Jimin decidiu arriscar, não se importando com os tabus e preconceitos.

Tocou na auréola amarronzada direita que encontrava-se bastante túrgida e eriçada. O mínimo de contato ali lhe fizera soltar um arfar pela sua boca entreaberta e tentado a sentir mais daquelas sensações prazerosas, rodeou o pequeno bico marrom com os seus dedos, fazendo movimento circulares com a região, quase como se estivesse a massageando. O primeiro gemido se fizera presente ao mesmo tempo que friccionava suas coxas grossas uma na outra, para estimular seu pau que implorava por atenção. A boca que antes se encontrava entreaberta agora estava partida em um perfeito círculo, enquanto que os olhos miúdos se encontravam arregalados e marejados devido ao prazer sentido e que aumentava a medida em que esfregava os pequenos botões com mais força, sentindo-os inchar debaixo dos seus dedos gordinhos.

— P-porra. — gemeu soluçando, com a voz entrecortada.

A ponta de seus dedões já se encontravam avermelhados, assim como ambos os mamilos que estavam vermelhos e inchados. E percebendo que havia passado tempo demais tocando aquela região, Jimin abandona os bicos túrgidos, direcionando seus toques um pouco mais para baixo, próximo ao seu baixo ventre. Começou a passar suas unhas curtas por toda extensão de seu abdômen, sentindo os pequenos gominhos que haviam por li, resultado de alguns meses fazendo academia, mas que havia largado por falta de interesse.

Suspirou, levando as mãos pequenas até a braguilha de sua calça, não resistindo e apalpando o seu volume por cima da roupa e lhe arrancando um guincho alto por estar demasiadamente sensível. Aos poucos suas coxas roliças foram surgindo ao passo que a calça ia descendo, revelando a tez macia e lustrosa devido ao suor.

Chutou a calça para o lado quando ela havia finalmente chego em seus pés. As batidas de seu coração acompanhavam o ritmo de sua respiração acelerada e precisou resfolegar para recuperar o ar que lhe faltava naquele momento, principalmente quando seus dedos brincaram com o elástico de sua cueca branca. Mas por fim abandonou naquela área, decidindo curtir outras partes de seu corpo antes de finalmente chegar em seu real objetivo. Novamente ergueu as pernas, apoiando os pés para apoiar na extensão da cama, e afastando as coxas grossas e firmes, sentindo seu pênis latejar em meio ao processo. Levou a canhota até a sua coxa direita passando a acariciar e arranhar a carne, apreciando a forma como sua pele macia era agradável ao tato. Cerrou as pálpebras, se deleitando não só com o prazer, mas também com o seu corpo, que estava começando a conhecer aos poucos. Porque, depois de muito tempo, Jimin enfim sentia-se bonito. E até gostoso.

Estava amando conhecer cada pedacinho de seu corpo através do toque; e amando também sentir prazer com isso. Cada curva, cada espasmo.

O loiro solta um gemido lânguido ao apalpar sua bunda, sentindo como suas nádegas eram realmente fartas. E querendo sentir mais daquela extensão, o alfa aperta tanto a polpa canhota como a direita, se deleitando com os espasmos que faziam seu corpo contrair em visível prazer e seu pau implorar desesperadamente por atenção.

E ao sentir a sua ereção pulsar mais forte, Jimin finalmente decide retirar a cueca do seu corpo. Brincou com o elástico do tecido por alguns segundos, hesitante, antes de suspirar profundamente e começar a puxar o elástico de sua cueca para baixo, revelando aos poucos o formato de sua pélvis e a extensão de seu pau quando a cueca chegou até as suas coxas, por fim sendo retirada de uma vez e seguindo o rumo das outras peças de roupas que estavam jogadas por ali de qualquer jeito.

Suspirou em alívio, o aperto doloroso ao redor de seu pênis finalmente deixando de existir. A ereção pulsava e aquela sensação era nova, mas não deixava de ser prazerosa por tal motivo. Soltando outro suspiro, o loiro olha para baixo, para seu pau, especificamente. Suas bochechas deviam estar ruborizadas, já que ele as sentia levemente quentes, mesmo que não houvesse razões para isso. Era apenas ele ali e um momento íntimo seu, não havia problema nenhum nisso, mas seu corpo reagia de maneira diferente, tanto que segundos depois já estava com o olhar grudado no teto novamente.

O alfa começou a dedilhar a região de suas coxas, próximo ao seu pau, mas sem toca-lo. Estava se torturando, mas aquilo não estava lhe causando aflição ou agonia, era exatamente ao contrário. Aquela tortura lhe causava ainda mais prazer, o deixando ávido por mais.

Um chiado baixinho escapou de seus lábios fartos quando resvalou superficialmente seus dedos sob a extensão pulsante. E sem mais se conter, segurou o seu falo pela base, quase se desvanecendo com o prazer que havia sentido ao tocar em seu membro. Os espasmos que percorreram a sua derme lhe deixaram em estado frenesi, Jimin já estava enlouquecido com tão pouco.

De pálpebras cerradas e suspirando pesadamente, Jimin começou a tatear o seu falo. O comprimento não era tão extenso, e tampouco o loiro se sentiu incomodado com isso. Murmurou um palavrão acompanhado de um gemido entrecortado quando fechou o punho ao redor de sua extensão, movendo-se sem muita dificuldade devido ao pré-gozo que escapava de sua fenda.

— Caralho! — xingou gemendo alto, acelerando o ritmo de seu punho, embora a ideia inicial fosse tocar a região em questão calmamente, como fizera com o restante de seu corpo, mas simplesmente não dava, porque porra, ele precisava gozar, precisava saber qual era a sensação de ter o tão aclamado e adorado orgasmo. — A-ah, droga...

Puxou o ar pelas narinas, resfolegando profundamente. Seu cabelo se encontrava uma bagunça de fios, grudado em sua testa e molhado devido ao suor. As bochechas levemente cheinhas estavam ruborizadas, entretanto, o rubor em sua pele fora causado por sua excitação e esforço e não por sua timidez costumeira.

Não conseguiu conter o gemido alto que rasgou a sua garganta quando pressionou a sua glande, sabendo que era um lugar bastante sensível e agora estava vivenciando isso na prática. Pressionando o lugar novamente, o alfa afasta a pele retrátil da cabeça de seu pênis, sentindo o pré-sêmen lambuzar ainda mais a sua mão, em contrapartida auxiliando mais o seu punho para deslizar na extensão de seu pau que pulsava cada vez mais em sua palma gordinha, que encontrava-se vermelha devido ao esforço de masturbar o seu falo. Trocando então de mão, usando agora a destra, o loiro resolve descer o punho fechado até a base, pela primeira vez tocando os testículos que estavam pesados e hipersensíveis, fazendo o alfa gemer consideravelmente alto, ao mesmo tempo em que sentia todos os músculos de seu corpo enrijecerem.

Por um momento achou que houvesse finalmente chegado ao ápice, já que seu corpo havia sofrido de um espasmo tão violento ao ponto de deixa-lo mole. Mas ao fitar a sua pélvis com os olhos entreabertos, percebeu que seu falo ainda pingava apenas pré-gozo.

Não havia gozado, mas estava perto.

O loiro então abre as pernas, ficando totalmente aberto em sua cama. Segurando o seu falo pela base, o Park começa a ondular o quadril em direção ao seu punho, pressionando a glande contra sua palma quando começou a foder a própria mão, em movimentos completamente erráticos e desesperados.

O alfa estava uma confusão de gemidos, suspiros e movimentos. A boca volumosa permanecia entreaberta, por onde escapava gemidos roucos e até mesmo chorosos. E fora quando novamente pressionou a cabecinha de seu pau, apertando firmemente a base de seu falo — ainda sim, sem se machucar, — que não aguentou. As costas se arquearam, os músculos enrijeceram, seus dedos dos pés se contorceram, a vista escureceu, sua respiração estagnou; todas aquelas sensações se findaram em seu pau, que jorrou todo o sêmen do alfa para fora, o lambuzando com o líquido perolado e pegajoso.

Uma incrível sensação de relaxamento invadiu seu corpo, era quase como se o mesmo tivesse sido desligado após o seu ápice. O loiro suspirou, ofegante e um pouco perdido com todas as novas sensações que seu corpo haviam experimentado em um curto período de tempo.

Permaneceu naquele estado ofegante por alguns minutos, incapaz de se mover. Pensou até em dormir ali pois estava cansado, entretanto, lembrou que suas partes íntimas se encontravam sujas, e quando olhou para baixo, viu o estrago que seu ápice havia causado em si. Seu falo estava flácido e sua mão pequena coberta com o seu sêmen. Então, num gesto impulsivo movido a curiosidade, Jimin leva a canhota até ao seus lábios, lambendo a ponta de seus dedos. Fez uma careta ao provar o gosto, não era um dos melhores, mas também não podia reclamar, era sua primeira vez afinal, ainda tinha muita coisa para aprender e experimentar.

Estampando um sorriso bobo nos lábios, Jimin procura o seu celular que encontrava-se perdido em meio as suas roupas, segurando o pequeno objeto com a mão limpa.

 

You:

Você é um ótimo professor

Obrigado pela aula


Notas Finais


Então, quando eu criei esse plot eu não pensei que seria algo tão extenso. E tentei ao máximo enxuga-lo, me policiar para não escrever muito, mas infelizmente não deu certo. Eu sou perfeccionista demais, e isso é algo que me prejudica muito, e ultimamente também está me atrapalhando nas minhas fanfics.

Eu disse pra vocês que já tinha a continuação pronta, mas pois é, eu apaguei. Não estava me agradando e eu reescrevi, mas acontece que eu veio percebendo que eu to com muita dificuldade em desenvolver um diálogo. Para vocês terem noção eu as vezes demoro mais de meia hora pra escrever uma simples frase. Tudo isso porque eu descobri que tenho TOC.

Enfim.

Não quero encher vocês com os meus problemas e nem que entendam minhas justificativas pois eu fui muito irresponsável. Semana retrasada foi semana de provas e eu realmente não tive como postar, essa semana na maioria dos dias eu tava sem net ou dormindo e eu também preciso de ajuda pra postar os caps, pq como eu posto sem celular os caps não vão editados e é uma droga.

Então meus amores. Eu espero que tenham gostado e POR FAVOR comentem, digam a opinião de vocês, realmente deu trabalho escrever esse cap e eu quero saber o que acharam!

Não vou estipular uma data de novo porque se eu fizer isso só apareço mês que vem-q triste porém verdade.

até mais♡


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