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História Private Life - SATZU - Capítulo 7


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Notas do Autor


Boa leitura! 💜

Capítulo 7 - 03 - Aquele das múltiplas sensações


Fanfic / Fanfiction Private Life - SATZU - Capítulo 7 - 03 - Aquele das múltiplas sensações

Dedos delicados, mas gelados.

Eles passeavam sobre o meu corpo e a reação da minha pele era arrepiar-se. Definitivamente a sensação mais gostosa que eu experienciava há anos. Uma provocação que despertava a expectativa e o famoso frio na barriga.

Espalmou a mão em meu quadril, massageando-o levemente enquanto sua boca fazia uma trilha perigosa do maxilar ao pescoço. Mordidas curtas com o roçar dos dentes que não deixariam a sua marca, embora meu ventre implorasse por isso.

Quem a vê, não imagina o quão provocativa ela pode ser. Sua frieza era convertida em olhares de puro desejo e um corpo ansioso para ser tocado.

Ela gosta de estar no controle e eu gosto de incentivar isso, todavia, também tenho uma preferência pelo poder e infinitamente, em coagi-lá ao meus desejos mais profundos.

Tzuyu tem uma expressão diferente para cada uma das meninas. Para mim, o olhar dela é misturado, porém certeiro.

Inconfundível, assim como seus gemidos contidos.

Minha mão não podia evitar em apertar a sua nuca, puxando fracamente alguns fios, mudando conforme a intensidade que ela colava seus lábios e impunha seus movimentos carinhosos sobre a minha pele.

A energia que trocavamos naquele porão após certo horário, poderia deixar pessoas envergonhadas.

Arfei mais alto quando Tzuyu optou por sugar a minha pele com um pouco mais de vigor. A língua quente e macia deslizava como quem provasse o mais delicioso sabor, aquele que temos naturalmente e comumente, tornou-se o seu favorito.

Podia dizer com certeza de que a conquistei de vários modos, inclusive, pontuo que Tzuyu tem um interesse por coisas exóticas.

Simples, mas diferente.

Ela não se contenta em fazer sempre a mesma coisa e isso eu agradeço internamente, afinal, gosto de viver o que há de mais distinto e interessante.

Vivenciar e aproveitar cada segundo da melhor forma.

Todavia, confesso que o ritual de preliminares não pode passar batido. Exijo ter esse momento sendo o mais dedicado possível. Gosto de me sentir na beira do abismo, usufruindo todo e qualquer carinho que Tzuyu podia me dar.

Era como uma recompensa por cada dispensa discreta que ela me dava diante o público, que acredita fielmente que ela me odeia.

E de fato, ela odeia.

Única e exclusivamente nas horas em que eu prolongo a necessidade dela em me ter por completo dentro de si.

Nessas horas até um xingo baixo escapa por seus lábios finos.

O que eu adoro.

Procuramos ser versáteis, como eu disse ela adora ter o controle, mas na condição de que eu também o tenha.

Ela passa a imagem de durona, mas no fundo, é um doce.

Dentre algumas das nossas fugas por alívio, em uma delas, Jihyo quase nos matou.

Estávamos tomando banho juntas sem nenhuma intenção, até a página dois, onde ela começou a ensaboar gentilmente (até demais) as minhas costas e parando a mão sobre o meu bumbum, para apertá-lo sem pressa, seguido por um suspiro frustrado.

Fazia umas semanas que não acontecia nada, pois nossas agendas estavam lotadas e não tínhamos tempo nem para dormir direito. Mas naquele dia em especial, ela estava com um brilho que gritava a sua necessidade.

Coloquei a minha mão sobre a sua, acompanhando seu movimento e logo também, soltei um gemido fraco e sôfrego.

Ela não pensou duas vezes antes de me virar para si e alcançar meus lábios que ansiavam por contato. Estávamos em nosso pico de carência, especialmente eu, quando comecei a gemer desesperadamente pedindo por mais e toda aquela bagagem de palavras picadas que nós, em momento de urgência, gritamos no auge do prazer.

Me sentia em outro mundo, com luzes coloridas e uma força dentro de mim precisando dissipar. E ela me tomava, majestosamente na companhia da respiração desenfreada que fazia meu peito subir e descer. Que loucura!

Mais loucura ainda foram as batidas incessantes da minha Best friend pedindo encarecidamente que esvaziassemos o banheiro, pois estava com a "bexiga explodindo".

Maldita hora para se ter apenas um banheiro.

Mas como às vezes Tzuyu tinha umas atitudes "egoístas" para não nos sabotar, aquela não foi diferente. O "egoísmo" dela veio para aplacar o sentimento que estava ali, dessa forma, sacrificar uma para ajudar duas.

- Vou ser rápida dessa vez. - Ela me disse corada e a boca semiaberta. Colei a minha testa na dela, puxando-a para mim com a mão espalmada em suas costas molhadas. Foi incontrolável não fechar os olhos e gemer abertamente enquanto os dedos dela entravam e saiam, fundo e rapidamente.

Aqueles apertões e tapas em meu traseiro me incentivam loucamente. Mas o ápice, foi o seu dedão de encontro com o meu clitóris.

Não me contive.

Gritei, berrei e esperneei arranhando suas costas, me movendo ensandecidamente contra os seus dedos até que ela me calou com um beijo carregado de luxúria.

E bem, Jihyo ainda batia na porta ameaçando abrí-la com chutes e pontapés, dizendo coisas como "Não acredito que isso está acontecendo", "Depois disso precisaremos interditar o banheiro", "Sana tira suas mãos da minha filha", "Você não tem vergonha na cara, Minatozaki", "Vou chamar a Jeongyeon".

Enfim, como explicar que eu não estava fazendo nada e que a "filha" dela é quem estava me fazendo gritar?

No fundo Jihyo sabia, mas era mais fácil acreditar que eu a corrompia do que o contrário.

Com um sorriso de orelha a orelha e completamente satisfeita, abri a porta recebendo o olhar julgador da minha BFF.

Tzuyu fingia tão bem, que parecia que nada havia acontecido ali por seu semblante inexpressivo e olhar inocente.

Safada.

Safada e gostosa.

Ela me surpreendia com aquele jeito tão desinteressado e mais ainda, quando virava a gêmea insaciável que pensava apenas em acabar comigo do melhor jeito.

Como eu amava aquela gêmea. Ambas, na verdade.

E lá vem ela, descendo os beijos quentes dentre os meus seios cobertos apenas pelo sutiã que ela tanto gostava: Preto e rendado.

Uma predileção por conjuntos preto, que tenho uma variedade na gaveta para agradá-la. Me chamam de cadelinha e eu só digo au-au.

E a verdade é que sim, eu sou a perdidamente apaixonada por essa garota que instiga o meu lado safado e contido ao mesmo tempo.

Ah, Deus.

Como pode um ser ter tanta habilidade com a boca como essa garota? Agora os chupões estavam fortes e marcariam a minha pele clara. Com um dos seios por completo entre seus lábios avermelhados, Tzuyu me lançou um olhar divertido antes de brincar com meu mamilo excitado.

Safada mil vezes.

Aquele sofazinho do porão, quantas histórias tinha ali.

Levantei a minha perna para que ela encaixasse a dela bem em meu centro que pulsava a cada roçar de dentes na minha pele fervente.

Não evitei que minha mão fosse para o seu bumbum redondo e durinho, recebendo um suspiro em resposta. Profundo e bem sugestivo.

Isso só me lembrava de todos os meus relapsos muito ousados durante a performance de Fancy, onde eu deslizava a minha mão por ali. Que conforto.

Em meio ao caos, ainda podemos celebrar o amor. Ou expressar o desejo carnal, neste caso.

Mas com amor também.

Com a cabeça um pouco afundada no estofado, deixei minha mão afagar os fios escuros, como um pedido silencioso para não parar.

E bem, funcionou, pois sua mão deslizava por trás e ia de encontro a minha calcinha úmida por debaixo do shorts de seda azul cintilante.

Acho que todo mundo devia receber uma massagem como aquela. Tão agradável, íntima, quente e necessária.

Para a felicidade de Tzuyu, eu já não estava mais loira. Porém, estava com um rosé para o novo comeback. Ela havia reclamado que meu cabelo estava ressecado e descuidado por causa de tanta química.

Como Tzuyu pintara o seu para me agradar, perguntei o que ela achava que eu deveria fazer. Ela foi categórica: corte e deixe com uma cor natural, disse séria.

Eu pensava em deixá-los curtos como os de Jihyo, almejando até mais do que aquela altura. Entretanto, eu precisava ser cautelosa, para não ter comentários negativos sobre isso também.

Sobre a tonalidade, o castanho era legal para dar um descanso a ele e disfarçar o estrago, mas ainda gostaria de um tom avermelhado, diferente da coloração que usei em Yes Or Yes.

Em meio aos meus diversos pensamentos, Tzuyu me puxou novamente para a realidade ao alcançar meu ponto de contentamento, afastando o pano que me cobria.

Engraçado que muitos dos meus pensamentos a envolviam direta ou indiretamente.

Mergulhando os dois dedos em minha coleguinha, sorri de felicidade. Eram raros os momentos em que ficávamos a sós, já que todas gostavam muito de ficar grudadas comendo, rindo e fazendo jogos.

Eram lábios, dentes, dedos, coxas.

Beijos, mordidas, chupões, idas e vindas.

Ela estava em tudo que era lugar e eu apenas podia rezar para que nada acontecesse e atrapalhasse esse momento.

Raros, mas inesquecíveis momentos.


Notas Finais


Hoje é aniversário da Mina! 🎉💚

Só para lembrá-las (os): Essa Fic é um compilado de relatos sem ordem cronológica. Portanto, alguns são capítulos únicos, como este e o anterior.

Espero que tenham gostado!

Até a próxima! 💜


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