História Pro nosso bem - Capítulo 62


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Categorias David Luiz, Lucas Piazón
Personagens David Luiz, Lucas Piazón
Tags Arsenal, Chelsea, Comedia, Copa, David Luiz, Drama, Futebol!, Lucas Piazon, Romance
Visualizações 18
Palavras 3.515
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Famí­lia, Romance e Novela

Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 62 - Capítulo 62.


Fanfic / Fanfiction Pro nosso bem - Capítulo 62 - Capítulo 62.

Acordei, David ainda estava deitado. Só de pensar que hoje eu tinha 3 editoriais, já me dava um cansaço. Me aconcheguei um pouco mais nos braços do David e fiquei aproveitando meus 10 minutos até o despertador tocar de novo. 10 minutos que pareceram 5, levantei, fui pro banheiro, tomei um banho, escovei os dentes, passei os cremes, sai e me arrumei tentando fazer o minimo de barulho possível. Levantei minha camiseta e fiquei me observando, como sempre faço. Passei a mão na barriga e sorri sozinha, não via a hora de senti-los.

- Você está a coisa mais linda do mundo - sorri e virei pra ele.

- Não queria te acordar.

- Não acordou não - sorriu, com aquela carinha de sono, fui até lá e dei um selinho nele, que me puxou pra cama.

- Amor, eu tenho que trabalhar, assim fica difícil - disse, fazendo um biquinho, ele riu e me deu mais um selinho.

- Tava gostosinho aqui com você, agora vou ficar abandonado nesse cama fria e sordida. - eu ri. - Vou descer pra tomar café com você.

- Não, volta a dormir, ta frio, ta cedo e você ta de folga, descansa - disse dando um beijo na testa dele - Fica descansando.

- Certeza? - em assenti, ele deu um beijo no meu pescoço. - Bom trabalho, viu? Qualquer coisa me liga.

- Pode deixar - sorri - Te amo, viu? Boa folga - rimos.

- Agradeço, vou dormir bastante.

- Invejaaaa - rimos.

- Mas ficar sem você vai ser difícil, se te consola.

- Não, só me deixa mais triste - rimos. - Tchau, jogador, estou atrasada - disse, ele fez biquinho, eu dei mais um selinho nele e levantei, deixando meu coração na cama. Peguei minha bolsa e olhei pra ele de novo, que me acompanhava com o olhar, mandei um beijo e sai do quarto. Fiz um misto quente e tomei com café. Escovei os dentes e sai de casa. Meu cu estava totalmente na mão, na verdade, nem cu eu tinha mais, de tanto medo que eu estava. Cada banca que eu passava, só se falava nisso. Mil notícias nos sites de fofocas e se minha chefe não sabia disso, eu iri agradecer a deus 10 dias e 10 noites. Cheguei no escritório, passei na minha sala rapidinho, a Jade me olhou da sala dela com uma cara meio apreensiva, eu sorri, ela sorriu, mas ainda estava apreensiva. Fui pro estúdio e passei o dia todo assim, meio nervosa, tentei focar ao máximo no trabalho, mas não conseguia. Primeiro editorial, ok, e nada. Almocei, segundo editorial, ok, nada. Dei uma pausa pra comer mais um lanchinho, terceiro e último editorial, ok, e nada. Subi pra minha sala, não vi mais a Jadinha, coloquei o cartão no computador e comecei a subir as fotos, bateram na porta.

- Cah? - a Jade disse, colocando a cabeça pra dentro da minha sala.

- Oi meu amor, achei que tivesse ido embora já.

- Não, infelizmente - riu fraco - a Annalise está pedindo para você ir na sala dela. - ela continuava com aquele expressão, meio aflita.

- Ok, vou só terminar de subir as fotos e já subo - ela assentiu e fechou a porta, ok, é agora. Assim que terminei, tirei o cartão de memória de computador e sai da sala, eu chegava tremia. Subi, assim que entrei no andar administrativo, todos me olharam, aquela vontade de rir em momentos inoportunos me tomou por inteira, segurei a risada, fui até a sala dela, respirei fundo, senti o mesmo medo de 5 meses atrás, porém, um pouco pior. Bati na porta e ouvi ela mandando eu entrar, entrei, ela estava virada pra janela.

- Oi, Annalise, você queria falar comigo? - ela virou e jogou o jornal na mesa, com a manchete enorme.

- Você pode me explicar isso aqui?

- Acho que não... - ela fechou os olhos, sem paciência.

- Só me fala uma coisa, essa manchete é verdade ou não? - eu olhei para os lados.

- Sim, é verdade. - disse, olhando pro chão, estava me sentindo uma criança quando a mãe descobre que fez merda.

- Ótimo. Minha melhor fotografa está esperando dois etezinhos, vai virar uma impossibilitada e meu escritório que vai ficar no prejuízo. Você tem noção do quão irresponsável foi?

- Espera... Impossibilitada? Annalise, eu passei meses trabalhando igual uma condenada, dando nome pra esse lugar, visibilidade, mudando a forma de trabalhar de vocês. E se isso não tivesse vindo a tona, esconderia até onde desse. Estou grávida, sim, errei ao esconder isso de vocês. Mas tinha medo exatamente dessa reação.

- Carolina, eu preciso de uma profissional, que possa fazer o que precisamos, não de uma grávida fresca, que daqui um tempo não vai poder nem sentar direito porque a barriga não vai deixar. Não quero ninguém instável emocionalmente trabalhando comigo, quero resultados, apenas. O que vai ser de você agora? Vai ficar cada vez mais gorda, chorona, e ainda por cima, vai se ausentar por meses, tudo isso por causa de um bebê? Sério? Achei que você fosse melhor que isso, Carolina. Achei que você fosse uma mulher de princípios, agora, engravidar de um jogadorzinho de futebol? Com esse futuro brilhante que você tem? Sei que não ta fácil pra ninguém, mas... ta meio batido. E sei lá, existem métodos pra impedir isso, né? Esperava mais esperteza de você.

- Isso? Etezinho? Você está falando do meu filho, Annalise, meus filhos, na verdade. Te admiro como profissional, a forma como você trabalha é maravilhosa. Mas, você está sendo arrogante e ainda por cima, reproduzindo machismo de uma forma nojenta. Eu não estou impossibilitada de fazer nada. Não, minha gravidez realmente não foi planejada. E eu também não sou nenhuma interesseira. Eu sempre defendi algumas causas, e uma delas é o direito das mulheres, defendendo, acima de tudo, o fato de não sermos vistas como sexo frágil, e sempre tento deixar isso claro nas minhas fotografias. O que acho engraçado, é que você sempre admirou isso, sempre disse que era a minha marca registrada, e que ao mesmo tempo que receberia muitas críticas, ia alcançar o sucesso de uma forma rápida. Não vou ser ingrata ao dizer que vocês não me trouxeram diversos aprendizados, abriram portas, abriram minha mente e sou muito grata pela oportunidade que me deram. Mas se você não pode aceitar meus filhos, acho que é sinal de que devo caminhar sozinha - disse, tirando o crachá do escritório, ela me olhava indignada.

- Carolina, Carolina volta aqui agora - disse, me seguindo, agora sim estou dando motivo para todos me olharem. Saí de lá pisando duro, sem olhar pra trás e sem nenhum sinal de arrependimento. Na verdade, a única magoa que eu tinha era de ter trabalhado tal qual uma cadela o dia todo, nesses 4 meses, poderíamos ter tido essa conversa assim que descobri. Entrei na minha sala, a Jade estava lá.

- Você já sabia, não é? - disse, olhando pra ela, que assentiu.

- Amiga, me desculpa - dei de ombros - A Annalise é uma chefe maravilhosa, mas ela pode ser uma megera quando quer. Mas está tudo bem com vocês?

- Comigo sim, com ela, já não sei, acho que está meio nervosa - disse, arrumando minhas coisas.

- Calma, ela te demitiu? - arregalou os olhos - Ela disse que só ia te afastar alguns dias, porque não queria nenhuma polêmica envolvendo o escritório.

- Ótimo, agora ela não vai ter mesmo. Eu sai fora. Foi meio do nada, mas sinto que foi a melhor decisão, até porque, se eu não fizesse, ela faria. Amanhã já chega outro fotografo aqui, não farei falta.

- Pra mim fará - olhei pra ela e sorri fraco. - Vou sentir sua falta, bahiana - eu a abracei.

- Desculpa, viu? Não queria te deixar sozinha também, mas sei lá, acho que encerrou meu ciclo por aqui.

- Eu te entendo, Carolzinha. No seu lugar, faria o mesmo, iria me preservar. Mas, ó. Você tem um futuro brilhante, viu? Se você desistir, vou na sua casa só pra te dar uns tapas - rimos.

- Desistir jamais, Jadinha. Sinto que chegou a hora de me virar sozinha. - ela sorriu.

- Parabéns, de novo, viu? - sorrimos - Me orgulho muito da força que você tem - eu sorri e beijei o rosto dela, continuei a arrumar minhas coisas, sentia um pouco de medo, mas ao mesmo tempo, me sentia viva, mais viva que nunca. Pedi um uber, só queria chegar em casa logo.

(...)

Entrei em casa, David estava na sala, vendo o jogo do Corinthias x São Paulo.

- Cara, tu não cansa? - disse, tirando os sapatos.

- Oi, meu amor - riu. - Nunca, vem, vem assistir com o pai.

- Só assisto os jogos do Bahia, Corinthias o que tenho a ver - ele riu e eu sentei ao lado dele.

- Como foi o trabalho? - disse, meio apreensivo.

- Ah... foi bem cansativo, mas digamos que agora estou livre - ele arregalou os olhos.

- Como assim?

- Sai de lá.

- Carol, me desculpa, sério. Não era minha intenção, não pensei na hora, tenho que parar de ser impulsivo, acabei atrapalhando sua vida profissional, te expondo, eu - disse afobado, eu ri e segurei a mão dele.

- Eu que me demiti, amor, calma. - ele me olhou meio confuso. - A Annalise me chamou pra conversar, a gente meio que discutiu, ela falou umas merdas, eu me alterei um pouco também e percebi que não ia mais ter clima pra ficar lá, não queria ninguém duvidando da minha capacidade por causa dos meus filhos. Eles só estão me fazendo mais forte, e não me impossibilitando de exercer minha profissão, e se não acreditam no meu potencial, não tinha porque eu ficar lá. - dei de ombros e ele sorriu.

- Você... é maravilhosa - disse, meio bobo, eu ri - Não, sério. Acho que nunca conheci uma pessoa tão bem resolvida assim. Eu, sinceramente, achava seu trabalho bem abusivo. Já discutimos sobre algumas vezes, sei o quanto você gostava de lá, mas, sei que tu merece mais. E saiba que quaisquer que forem seus planos, estarei do seu lado, pra tudo, ok?

- Eu sei bem disso. Não foi atoa que aceitei casar com você - ele riu e me puxou pra perto dele. - Acho que foi um empurrão para eu começar a caminhar com as minhas próprias pernas.

- Eu tenho certeza. Você é uma profissional maravilhosa, não sei o que rolou nessa conversa, imagino que não tenha sido das melhores, e nem quero saber o que houve, porque sei que não vou gostar. Mas, qualquer pessoa que duvide do seu potencial, não merece ter você. Caminhar sozinho não é fácil, mas sei que você vai tirar de letra - eu sorri e selei nossos lábios.

- Te amo, jogador.

- Te amo, minha noiva - disse, me dando mais um selinho - Agora vem, vem que eu fiz uma jantinha pra gente, e dessa vez não é fondue - eu ri e nós fomos para a cozinha.

(...)

Acordei com meu relógio despertando, nem acredito que agora não acordo mais de madrugada. Virei pro lado, e dei alguns selinhos no David, que murmurou.

- Acorda, bonita.

- Não, quero ficar com vocês. - me abraçou.

- Mas não dá, meus filhos querem ter um pai bonitão, atleta e sarado, levante - ele riu.

- Isso eu já sou, só manter - rimos e ele me deu um selinho - Bom dia, coisa linda - sorriu.

- Bom dia, jogador - ele me de mais um selinho, deu um beijo na minha barriga e levantou, eu fiquei deitada mais um pouco, depois levantei, preparei dois lanches e suco pra ele ir comendo no caminho porque certeza que o trouxão vai se atrasar e não vai conseguir comer aqui, embrulhei o lanche e coloquei o suco em uma garrafinha, deixei do lado da bolsa dele e fui pro banheiro, me sentindo a própria dona de casa. Entrei no banheiro, escovei os dentes, passei uma agua no rosto, fiz um coque no cabelo e voltei pro quarto, deitando na cama. Logo o bonito saiu do banheiro todo cheiroso.

- Posso te falar uma coisa?

- Lá vem - ri.

- Não, dessa vez é sério, juro.

- Fala menino, fala.

- Seu noivo é muito gato - disse, colocando touca, eu revirei os olhos.

- Da pro gasto.

- Trouxa - rimos.

- Tchau, vai treinar, cansei se você.

- Tchau, cansei de ser maltratado nessa casa.

- Bye, honey - disse, dando tchauzinho.

- Enfia lá esse seu tchauzinho.

- Com prazer - fiz uma cara maliciosa e ele riu.

- Carolina, tchau, sério - riu.

- Da um beijo aqui, mozão - ele riu e sentou do meu lado, me dando um beijo.

- Se cuida, viu? Não esquece de tomar café e comer fruta às 11, na hora do almoço eu chego, mas qualquer coisa me liga, ta?

- Sim senhor - ele revirou os olhos, rindo.

- Besta, tchau - disse me dando mais um selinho - Tchau, pimpolhos, até daqui a pouco - disse, colocando a mão na minha barriga, eu ri.

- Tchau, gigante. Bom treino. Até mais tarde. - ele me deu um beijo na testa, saiu do quarto, eu voltei a me cobrir e em menos de 5 minutos, peguei no sono novamente.

(...)

Acordei com o sol no meu rosto, já eram dez horas, levantei, desci, fiz um sanduiche pra mim, comi com o restinho de suco do David, e subi pro quarto. Tomei um banho quentinho, lavei o cabelo, e passei meus cremes, naquela sessão de admirar minha barriga na frente do espelho, diária. Hoje, finalmente eu ia descobrir o sexo deles, e estava o nervosismo purinho. Sequei meu cabelo, coloque minha roupa. Hoje estava bem calor, então coloquei uma camiseta, calça jeans e um chinelinho mesmo. Arrumei o quarto, desci, coloquei uma música na sala, fiquei procrastinando com as meninas no grupo um pouco, e depois fui fazer o almoço. Assim que terminei, o David chegou.

- Opa, quem é você e o que fez com a minha mulher? - disse, entrando em casa.

- Sou a mulher da sua vida, muito prazer - rimos e ele me deu um selinho.

- Ta a cara da mãe de família, nem parece que é uma capetinha - eu ri.

- Não, de capetinha só o pai, já viu?

- Não, mas já ouvi falar que é gatão.

- Mais ou menos, viu? Espero que eles puxem minha beleza.

- Nunca - disse vindo me abraçar, mas eu coloquei a mão na frente.

- Eca, nem vem - rimos - daqui a pouco meus filhos sentem o cheiro do suor de dentro da barriga - ele gargalhou.

- Para, não fico fedendo nem em dia de jogo, quem dirá treino.

- Você que pensa - ri - Vai, tchau, banho já. - ele riu e começou a arrumar a mesa, fizemos nossos pratos e sentamos.

- Acho que nunca fiquei tão ansioso na minha vida - riu. - Será que hoje eles colaboram?

- Tem que colaborar, né filhotes? - disse passando a mão na barriga. - Eu nem sei o que eu quero - ri.

- Eu aceito tudo - rimos - Mas dois molequinhos ia ser legal... apesar que duas menininhas também, imagina, decorar o cabelo tudo - ri.

- Eu juro que não sei, meu instinto materno ainda não chegou - rimos. Ficamos conversando, lavamos a louça, enquanto ele tomava banho, eu separei uma roupa pra vestir. Assim que ele saiu, entrei, e passei o banho todo falando com os meus babys, pedindo pra colaborarem com a mamãe. Sai, me sequei, passei meus cremes, me vesti, sequei o cabelo, peguei minhas coisas, coloquei na bolsa e nós partimos pro consultório. Assim que o David deu partida, a Gabi me chamou no FaceTime.

Carol: Não da um minuto de paz você ein - disse, assim que atendi.

Gabriela: É só pra vocês não esquecerem de me avisar assim que descobrirem o resultado.

David: Não vamos falar nada não.

Lucas: Eles vão me ligar, já te falei, padrinho é o primeiro a saber - disse, aparecendo do lado dela, que o olhou feio.

Gabriela: Filho, vão ligar pra mim, isso já foi acordado, se conforma.

Lucas: Seu celular vai tocar e eu que vou atender, filha - nós rimos.

David: Se meus filhos não abrirem as pernas, a culpa vai ser de vocês aí.

Gabriela: Apoio a live.

Lucas: Quero live para os padrinhos.

Carol: Vai ter live nenhuma não, eu ein. Mas penso no caso de ligar pra vocês, talvez role, talvez não.

David: É, tem que estar vendo essa ligação ai.

Gabriela: Tem que ver é o caralho

Lucas: Quero ser o ultimo a saber nessa porra não, saiu do consultório, ligou pro tio Lucas, assim que tem quer ser.

David: Crianças, tampem os ouvidos, pelo amor de Deus.

Carol: Os tios de vocês não tem postura nenhuma, vocês estão vendo, né?

Gabriela: Isso mesmo, titios, fala de novo - eu revirei os olhos e nós rimos.

Carol: Tchau pra vocês. - disse rindo.

Lucas: Não esqueceu, saiu, ligou - nós rimos e eu desliguei.

 

- Tem noção de que daqui uns dias, nós vamos casar? - David disse.

- Não muita - rimos - na verdade, tenho, mas fingo que não pra não ficar nervosa.

- Não vou te abandonar no altar, pode ficar tranquila - rimos.

- Se me abandonar, vai ficar careca, meu filho. Que nem mulher de traficante.

- Meus cachinhos não, ein? Respeite - nós rimos e logo chegamos na clínica. Fomos chamados rapidinho.

- Boa tarde, papais - Liz disse, com aquele sorriso de sempre.

- Boa tarde, Liz - falamos juntos, cumprimentamos ela e entramos na sala.

- Já pode ir deitando, Cah, vamos conversando enquanto eu preparo as coisas - eu deitei, David como sempre sentou do meu ladinho. Levantei a camiseta, ela colocou as luvas e apalpou minha barriga.

- Aaah, agora sim ela está dando as caras - riu.

- Até que enfim, né?

- Ela ainda vai ficar meio timida, aparentemente, até uns 6, 7 meses. Depois ela vai dar um bum.

- Não vejo a hora - David disse e nós rimos.

- Como está esse quarto mês?

- Maravilhoso - ri - Acabou enjoo, acabou dor de cabeça, acabou as cólicas, só estou com bastante sono ainda.

- O sono vai te acompanhar até o final, infelizmente - riu - De fato, esse trimestre dos quatro até os seis meses são os mais gostosos. Barriga crescendo, babys chutando, aquele mal estar todo passando. Esse período chama lua de mel, de tão tranquilo que é - riu - Eles ainda estão bem pequenininhos, do tamanho de uma pera. Mas já se formaram totalmente, desde braços, dedos, unhas. Não parecem mais um filhotinho de sapo. E normalmente, dançam bastante. Daqui umas 3 semanas acho que vocês já conseguem sentir. Agora, vamos pra melhor parte?

- Bora - David disse e nós rimos. Ela passou o gelzinho na minha barriga, ligou os aparelhos e logo apareceu minhas perinhas na tela, eles realmente já estavam bem mais formadinhos. David apertou minha mão, como sempre. Ele ficava mais emocionado que eu nas ultra. Ela foi falando do desenvolvimento deles, estava tudo bem, graças a Deus.

- Será que eles vão colaborar com a gente? - a Liz disse.

- Eu espero, né? - David disse.

- Sem apressar meus filhos, ok? - eles riram.

- Hmm, acho que hoje eles estão de bem com a vida.

- Da pra ver? - perguntei.

- É, papais. Vem uma menininha aí.

- Meu Deus - disse rindo, segurando o choro.

- É uma menininha, amor... - o David disse beijando minha mão, com aquele sorrisão dele.

- Agora, o outro é mais marrentinho, ta com as perninhas fechadas ainda. Eu vou fazer uma leve pressãozinha na sua barriga, ta? Pra ver se ele da uma mexidinha. - eu assenti e segurei a mão do David um pouco mais forte. Ele só sabia sorrir. A Liz começou a pressionar um pouco mais minha barriga, e eles se mexeram, eu ri, porque eles eram super agitados mas eu não sentia nada. Eles mudaram de posição.

- nossa... esse aqui é marrento - riu - Vou tentar só mais uma vez, se não der certo, nós tentamos de novo na próxima ultra.

- Já sabemos que esse aí vai ser difícil que nem a mãe - David disse e nós rimos.

- Igual o pai, isso sim.

- Agora ele ta se mexendo mais, deve estar ouvindo a voz de vocês. Espera só ele ficar na posição certinha... Pronto, se posicionou.

- E aí? - perguntei animada.

(...)

 



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