História Problem Boy - Capítulo 1


Postado
Categorias Boku no Hero Academia (My Hero Academia)
Personagens Izuku Midoriya (Deku), Shouto Todoroki
Tags Fluffy, Osp, Tododeku
Visualizações 167
Palavras 3.652
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Fluffy, LGBT, Shonen-Ai, Slash
Avisos: Homossexualidade, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Hey! Essa fic é um dos meus amorzinhos, ela tá escrita já tem um tempo, porém era para estar sendo postada exclusivamente hoje (12) por ser para o SW do Osp! Espero que gostem! ^^

Capítulo 1 - Capitulo único


Midoriya estava a buscar tediosamente por um bom filme, enquanto esperava que suas pipocas ficassem prontas. Estava com os cabelos verdes desgrenhados, havia passado creme, mas não teve muito pique para continuar a arrumá-los. Sua roupa estava desconjuntada… Uma completa bagunça, mas como estava em casa, ele realmente não se importava.

 As trovoadas ecoaram pela casa, e logo o som da chuva caindo contra a janela se fez presente. O clima começou a ficar friozinho e a calmaria tomou conta, estava tudo bem, perfeito, aconchegante, isso é, até alguém bater na porta.

 As batidas sobrepuseram-se ao alarme do micro-ondas, o qual avisava que a pipoca já estava pronta. O menino levantou-se do sofá, colocando de lado o cobertor que o cobria os pés. A calça moletom negra que vestia caía levemente no quadril, deixando parte de sua cueca à mostra. A regata que vestia não fazia muita diferença em estar ali ou não, sendo que mostrava mais do que realmente devia. Ele andou sem ânimo até a porta, e com um pouco de medo, sendo que não esperava por ninguém. Abriu a porta de forma vagarosa.

 - Oh! - Se surpreendeu com quem estava ali, porém, não foi tanta surpresa assim. Até esperava que ele aparecesse uma hora ou outra.

 De cabeça baixa e cabelos encharcados, pela chuva que agora caía lenta e suave, Todoroki Shoto estava parado em sua porta. Ele olhava para o lado, e não o encarava nos olhos. O bicolor estava com o rosto bem machucado, junto com alguns filetes de sangue que a chuva hora ou outra lavava. Parecia desconfortável com algo.

 Os dois ficaram estagnados quando o olhar do maior caiu para o menor, e ambos ficaram ali se encarando.

 - Eu.... Posso entrar? - Ele falou baixo. Se não fosse pela quietude da noite, e da casa, Midoriya certamente não o teria ouvido.

 - Ah claro, entre. Desculpe. - falou o esverdeado, dando passagem para que o outro entrasse. - Fique aqui, vou buscar uma toalha. - Ele falou, se retirando para perto das escadas e subindo.

 Chegou no quarto, e remexeu no armário, buscando uma toalha mais adequada para aquela visita. Provavelmente mancharia, então teria de ser uma escura. Ele aproveitou para ir ao banheiro e ajeitar as coisas para que o outro pudesse tomar um banho. Após, desceu os degraus, enquanto observava o rapaz.

 - Aqui, se seque. - Ele falou, colocando uma toalha negra nas mãos do maior, que agradeceu levemente. - Aproveite e tome um banho. Senão vai acabar ficando resfriado. - Ele disse, levando Todoroki para o andar secundário da casa.

 - Não precisa… - Disse o maior, passando a toalha pelos cabelos bicolores, embaralhando os fios e desfazendo o penteado de antes.

 - Precisa sim. Nem pense em recusar de novo, senão eu mesmo te coloco debaixo do chuveiro. - Falou o esverdeado, buscando por algo em outro armário.

 - Não quero causar incômodo... - Ele falou, agora retirando o moletom pesado que vestia, colocando-o no braço para não causar o risco de molhar algo no quarto do menor.

 - Dê aqui, vai tomar banho. Me dá suas roupas molhadas, vou colocar para secar. E a propósito, não é incômodo nenhum. Agora ande, antes que fique doente. - O verdinho era do tipo receptivo, e como tinha desenvolvido uma boa relação com o maior, certamente não haveria problema em tê-lo por lá. Fora que, os dois já haviam se pegado uma vez ou outra, eram quase que ficantes na vista dos outros.

 Ele pegou o moletom em mãos, e esperou que o maior entrasse no banheiro. Após o bicolor entrar, tomou as roupas encharcadas que o outro usava e as levou até o andar de baixo, colocando-as na máquina para que fossem devidamente lavadas e secas.

 Enquanto esperava pelo maior, o esverdeado notou que o chão estava molhado e que tinha deixado a porta escancarada. Se xingando mentalmente, pegou um pano e se pôs a secar a entrada e todo o trajeto que estava molhado, após fechar a bendita porta.

 No banheiro, Shoto se encarava no espelho, tocando levemente os diversos machucados e cortes no rosto. Ele suspirou, se sentindo idiota. Não devia ter se envolvido naquela briga, sabia que seu rival batia bem. Talvez devesse ter sido mais cuidadoso, porém não foi, e agora sofria as consequências.

 Todoroki ligou o chuveiro e colocou apenas uma mão embaixo da água, a retirando logo em seguida pela ardência que causava nos machucados. Sem muita vontade, se enfiou debaixo da água, praguejando pela ardência em diversos pontos do próprio corpo, tentando se manter longe da água escaldante do chuveiro. Infelizmente, não podia ficar fugindo da água. Tinha que se lavar, sendo que possivelmente o verdinho iria querer fazer algum curativo. Suspirou, aquela não era a primeira vez, sorte que Izuku nunca o tinha negado ajuda.

 Todoroki tinha Midoriya como um porto seguro e confiava nele, coisa que não ocorria com frequência. Era extremamente difícil para alguém conseguir o carinho e a confiança de Shoto. Gostava do menor, ele o cativava, além de ser também um dos primeiros que beijou, e que realmente desejou estar perto.

 Largando um suspiro para o nada e sem muita vontade, começou a esfregar os cabelos com um pouco de shampoo, notando uma grande quantidade de água colorida de vermelho escorrer dali. Logo, uma ardência forte em determinado ponto se fez presente. Ele gemeu baixo, resignado pela dor aguda no local que ainda ardia. Tinha que aprender a controlar seus nervos, ou acabaria morrendo. Mas o que mais poderia fazer? Estavam falando mal de seu garoto, não deixaria barato.

 O bicolor desligou o registro, após notar que o sangue finalmente havia estancado e que a água agora descia limpa de sua cabeça. Respirando fundo, ele saiu do chuveiro. Seu corpo ainda continha algumas gotas de água a escorrer, o que não o incomodava. Um pouco desconcertado, ele parou em frente ao espelho para olhar a lateral da cabeça, buscando pelo machucado, e o achou. Por sorte, o corte não foi numa área onde seu cabelo cobria, senão seria difícil para fazer algum tipo de curativo ali.

 Shoto abriu a porta levemente, sentindo uma rajada de ar frio se chocar contra seu corpo desnudo, e pegou a toalha que o menor havia deixado ali. Parou para olhá-la. Não era mais a toalha negra, mas sim uma azul. Sorrindo de maneira boba, Todoroki a enrolou na cintura e foi até o quarto do menor, se deparando com ele ali, sentado na cama, com uma caixinha de primeiros socorros ao lado do corpo.

 - Sinceramente, podia ter me esperado comprar mais água oxigenada, não? Já é a terceira vez, Shoto. Como vou limpar seus machucados? Água e sal? - Falou Midoriya, mexendo dentro da caixinha, e assustando o maior, que deu alguns passos para trás.

 - Não vai fazer isso, né? - Ele recebeu um olhar acusatório do verdinho, e depois um falso olhar ofendido.

 - Eu não seria tão ruim! - Disse em tom ofendido, mesmo que soubesse ser capaz de fazer algo do tipo. - Vem aqui. Sobrou um pouquinho desde a última vez. Senta. - O maior se sentou, de costas para o menor. A primeira coisa que Izuku viu, foi o corte na área raspada da cabeça. - Oh céus. Lá vamos nós. Acho que vou me formar em enfermagem ao invés de direito. - riu e teve a risada acompanhada.

 - Você leva jeito, poderia ser meu enfermeiro particular. Com certeza vou aparecer mais vezes aqui. - Ele falou, enquanto acompanhava o menor numa risada leve.

 - Céus, alguma hora vai acabar morrendo Shoto. Olha o tanto de sangue que você perde. Deus, vou ter que comprar agulha de sutura, esse corte aqui tá feio. Imagina como vão ser os próximos? - Ele falou, passando levemente o dedo pelo corte, analisando. - Vai arder. - Avisou, para depois passar um algodão com água oxigenada sobre o machucado.

 - Ugh... - O rapaz trincou os dentes e fechou os olhos. Realmente era incômoda a sensação. Seus olhos criaram gotículas de lágrimas por conta da dor e da ardência.

 - Aguenta, ainda tem esses da mão e no seu rosto. - Falou o esverdeado que agora colocava um curativo na cabeça do outro. - Você tem que deixar de ser inconsequente Shoto. Pode me contar qual o motivo dessa vez? - Falou o menor, finalizando o curativo e deixando de lado o algodão manchado com um pouco de sangue.

 - Nada de mais Izuku, é só que... - Ele até ia falar, mas assim que encarou os olhos verdes do menor, o olhando em apreensão, se sentiu envergonhado e com o coração batendo mais forte, e só de pensar em contar que tinha entrado numa briga por estarem falando única e exclusivamente mal do verdinho, já se sentia entorpecido pela vergonha. - Ah, deixa pra lá... - Falou, desistindo da ideia.

 - Ora vamos, conte. - Pediu o menor, agora se sentando de frente ao maior, colocando a mão no maxilar dele - Levanta a cabeça. - Ele tinha um machucado próximo a orelha, na região do pescoço, que ainda sangrava um pouco.

 - Aii... - Reclamou ao sentir o algodão úmido ser passado pela ferida.

 - Você querendo ou não, eu preciso limpar. Senão vai inflamar. - Falou o esverdeado, já colocando mais um curativo no outro. - Olha pra mim. - Shoto abaixou o queixo e mirou os próprios olhos nos de Midoriya. - Credo, você se machuca demais... fica quieto. - Ele colocou a mão no rosto do maior e inclinou o corpo para frente, se aproximando para terminar o serviço.

 Alguns curativos a mais no rosto e nas mãos e lá estava Shoto, todo remendado. De novo.

 — Valeu... - Falou o bicolor, aproximando suas mãos da cintura do menor e o segurando ali, enquanto o apertava num abraço, o impedindo de sair de perto.

 - Sem problemas. Agora, vai ou não dizer o que te fez ficar nesse estado e por quê? - perguntou o menor, se colocando sobre o colo do outro enquanto se ajeitava. Todoroki aproveitou e passou os braços em volta do tronco dele. - Vamos Shoto, me conte. - Ele pediu, acariciando os fios úmidos, enquanto pegava a toalha com uma das mãos.

 - Tinha um grupinho, perto daqui. Estavam falando mal de você... Não consegui me conter... - ele disse, olhando para o lado, evitando encarar o outro.

 - Espera, o quê? - Riu desacreditado. Como assim Todoroki tinha brigado com alguém por estar falando mal de si? Com certeza era por outro motivo, ele apenas não queria contar. - Ah Shoto, fale a verdade, vamos...

 - Mas essa é a verdade... - Falou o maior. Por que Izuku não acreditava e ainda por cima, ria? Tinha dito algo de errado?

 - Não está mentindo? - Falou o menor, notando agora o olhar confuso no rosto do outro. Era como se o bicolor estivesse com um enorme ponto de interrogação desenhado na testa. - Ah meu deus. Shoto!

 Se sobressaltou, ele não estava mentindo? Tinha realmente brigado com alguém que estava falando mal de si. Certo, informação demais pra ser ingerida de uma vez só. Se ele tinha brigado com alguém por conta de algo tão... Insignificante. Isso por acaso diria que ele gostava de si ao ponto de o defender até quando não estava presente? Não. Impossível.

 - Como assim brigou por isso? É tão... insignificante. Não precisava se meter numa dessas por isso. Oh Deus, com quem você brigou? - Perguntou, tentando conter as próprias teorias.

 - Com o Bakugō... - Disse ele entre dentes, descontente de apenas mencionar o nome do loiro.

 Ah claro, tinha que ser. A tensão entre os dois é palpável, não demoraria para que eles entrassem numa briga, e Bakugō sabia bater. Todoroki estava até que bem para quem se envolveu numa briga com aquele trombadinha.

 - Ah... Tá explicado o seu estado. Ele deve estar igual. Por Deus Todoroki! - Chamou-o pelo segundo nome, algo não muito usual para o esverdeado, o que demonstrava que estava bravo. - Vamos fazer assim, da próxima vez que o ouvir falando algo de mim ou até mesmo se ele tentar te provocar, apenas ignore, sim? Se não fizer isso por você, faça por mim. Combinado? - Disse, obrigando o maior a olhá-lo.

 - Certo. Não vou mais fazer algo do tipo. - Disse Todoroki, com um sorriso tranquilo no rosto. Não tinha intenção de repetir a vergonha que tinha passado.

 - Ótimo. - Disse ele, acariciando o rosto do outro, e o dando um beijo na testa. - Agora, se vista. Acho que tem umas roupas suas aqui. Deixa eu olhar. - O menor saiu do colo do outro, e se virou para o armário, abrindo uma das gavetas. Como se lembrava, haviam algumas peças do maior por lá, devidamente dobradas e cheirosas. Ele pegou uma calça e uma camiseta, junto da peça íntima e jogou nele. - Desce quando estiver pronto, vou por um filme pra gente.

 Midoriya desceu as escadas, deixando o maior sozinho no quarto. Realmente ficou sem saber se deveria o agradecer ou bater por cima. Deus, como aquele garoto era inconsequente.

 Ele foi até a cozinha, onde abriu o micro-ondas que já apitara várias vezes, e retirou o saco de pipocas de lá de dentro, as despejando numa vasilha de vidro, juntando o sal a elas. Era pouco. Colocou mais pipoca para estourar. Suspirando meio desconcertado com os próprios pensamentos, pegou dois grandes copos no armário e os colocou na mesa, junto de uma garrafa de refrigerante. Não demorou para que ele se derretesse levemente com o cheiro do perfume do outro, o que denunciava que ele estava ali, consigo, na cozinha.

 - Não ia por um filme? - Perguntou Shoto, se aproximando mais, ao ponto de conseguir abraçar a cintura do menor.

 - Vou, mas tinha pouca pipoca, aí pus mais para estourar. - Disse simples, dando um tapa na mão do maior que se enfiava na bacia de pipoca. - Não! - Riu ao perceber que o bicolor continuava a tentar pegar as pipocas, batendo na mão dele para que a afastasse.

 Todoroki desistiu depois de ver que realmente não conseguiria roubar as pipocas. Suspirando frustrado, afastou a mão e a voltou para a cintura do menor.

 - Você é mau. - Disse com o ar risonho, fazendo o menor se virar para si.

 - Sou. - Falou em tom zombeteiro e decidido, rindo segundos depois, fazendo com que Todoroki se hipnotizasse com a visão que estava tendo.

 Ficaram ali por mais alguns minutos, se observando.

 - Hm... Shoto... Por que você entrou numa briga com alguém que estava falando mal de mim? - Perguntou, buscando sanar as dúvidas que faziam doer a sua cabeça.

 - Não sei... Só não gostei. - Disse ele, segurando a cintura do menor de maneira possessiva. - Você é meu... — disse, dando uma longa pausa — Amigo. - A palavra lhe rasgou a garganta. Como gostaria de chamá-lo de namorado.

 - Ah tá... - disse um pouco decepcionado, mas como sabia que o maior não era bom com palavras, e também que não tinham nada de mais, resolveu não insistir.

 Alheio à situação, soou o alarme do micro-ondas, avisando que a pipoca estava pronta. Com um suspiro cansado, o esverdeado se virou para retirar o saco de pipocas de dentro do aparelho e o abriu, inspirando profundamente o cheiro de manteiga que exalava do alimento.

 Todoroki aproveitou e pegou algumas pipocas da bacia, de forma discreta, saindo da cozinha em seguida, rápida e disfarçadamente.

 - Shoto!! - Ralhou o menor, percebendo o que o outro havia feito, e ao invés de parar, Todoroki continuou sua fuga, sumindo no corredor que dava acesso à sala.

 Algumas brigas depois, e debates sobre qual seria o filme que veriam, acabaram por escolher o primeiro de ação que viram. A noite correu assim, com muitos filmes, discussões, murmúrios, e alguns beijos raros.

 Acordaram os dois, largados no sofá. Um jogado no lado esquerdo e o outro deitado em seu colo. Midoriya até que dormiu bem, mas Todoroki acordou com uma puta dor nas costas, por conta da posição em que dormira, e também da briga na noite anterior.

 - 'Tô quebrado... - Resmungou, massageando a coluna que insistia em dar-lhe pontadas. - Acho que nos atrasamos... - Disse, estendendo a mão para alcançar o celular.

 - É, nos atrasamos... Agora me explica, como a gente vai entrar na sala? - Perguntou o menor, que já se levantava, pegando os copos e a garrafa vazia do refrigerante para levá-los à cozinha.

 - Não vamos. Aizawa não vai nos deixar entrar, e eu realmente não tenho a mínima vontade de ver a cara daquele ser. - disse, tentando se levantar para ajudar o outro, mas falhando miseravelmente ao sentir uma fisgada no meio das costas. A dor foi tanta que ele acabou por perder a linha de raciocínio. - Você tem algum remédio aí? - falou, com o ar faltando levemente. Aquela doeu.

 - Não... - O verdinho respondeu da cozinha, voltando para a sala e retirando a maioria da sujeira, terminando de ajeitar as coisas. - Mas vou dar uma olhada. Enquanto isso, vai lá pro quarto, tenho que refazer seus curativos. — Falou o menor, atencioso como sempre.

 — Certo. — Com um pouco de dificuldade, ele se levantou e subiu para o quarto, reclamando vez ou outra.

 Não muito depois, Shoto percebeu o verdinho chegar no quarto com um copo de água e um comprimido em mãos.

 — Você é sortudo, sabe? Eu não costumo comprar remédios, mas incrivelmente, tinha um na gaveta. — Riu o menor. Todoroki o olhou, sentindo o coração falhar uma batida. — Aqui... — falou ele, estendendo o remédio para o outro e entregando o copo de água junto.

 — Obrigado... — Murmurou, após engolir o comprimido com a ajuda da água.

 — Senta, vou fazer outro curativo em você. — Disse o menor, se aproveitando da caixinha de primeiros socorros esquecida na cômoda.

 Todoroki o obedeceu e se sentou. O remédio parecia ter efeito rápido, sendo que ele já sentia seus músculos relaxando, mesmo que lentamente. Midoriya se sentou atrás dele, e desenfaixou a cabeça, analisando o corte. Ainda estava feio, mas pelo menos não estava inflamado. E lá ia ele novamente passar um algodão com um pouco de água oxigenada na ferida.

 — Ai... — Resmungou o maior, tentando afastar a cabeça do toque do outro, enquanto fechava os olhos. Por sorte, não estava doendo tanto quanto na noite passada.

 — Fica quieto, já estou acabando. — Midoriya ralhou com ele e deu um pequeno tapa no ombro de Todoroki, o repreendendo.

 Mais alguns minutos de sofrimento, e o maior pôde finalmente respirar aliviado. Midoriya se afastou para guardar a caixinha branca embaixo do armário para o caso de precisar.

 O esverdeado se aproximou do outro, que o recebeu com um agarre na cintura, que passou a ser um abraço.

 — Sabe Shoto, eu não gosto de te ver machucado. — falou o menor, se aproximando um pouco mais e acariciando os cabelos de Todoroki — Eu gosto tanto de você... — Falou de forma doce, inalando o cheiro do outro, se derretendo levemente. Deixou escapar parte do que seu coração transbordava, já não se importando. Talvez, não houvesse problemas em falar sobre seus sentimentos para ele. — Mas não gosto de ter que te remendar todo! Veja bem, já é a terceira vez que você aparece aqui, todo machucado... Eu me sinto mal por você, me sinto mal por só poder fazer um curativo depois. Gostaria de poder te impedir, ou de te convencer a não brigar, para sei lá... Podermos ter uma noite decente juntos.

 Todoroki estava estático. Não que aquilo que o menor falou tenha sido uma declaração, bem, para ele não era, mas... Céus! Ele não esperava por aquilo, sequer pensava em algo além de ter sido um belo idiota ao entrar numa briga na noite passada. Receber aquele tipo de comentário, do seu amigo - que já tinha deixado claro que não era só isso - era inimaginável. Porém aconteceu, e Shoto? Não sabia o que fazer. Não sabia se contava de vez como se sentia, ou se pedia desculpas. Simplesmente não sabia.

 — E-Eh... Eu... An... — sua boca o traía, projetando apenas alguns balbucios, enquanto ele tentava formular uma frase na mente.

 — Eu acho que não posso mais ficar escondendo isso de você sabe? Vou ser sincero. Eu gosto de você. — Disse o verdinho, fazendo a mente de Todoroki viajar para longe e entrar em pane. — Pelo que conversamos noite passada, você vai vir mais vezes aqui. Vamos combinar que de cada três vezes, você vai vir ao menos em uma inteiro. — Disse ele, buscando descontrair, enquanto encarava os olhos arregalados do maior. — E não ouse não vir só porque agora sabe que eu gosto de você. Se fizer isso comigo eu não te perdoo.

 — O quê?! — falou, se sobressaltando — Não! Jamais! Eu também gosto de você, não faria isso nem que você não gostasse mim. Espera, você gosta mesmo de mim? — Falou ele, desacreditado da fala do outro.

 — Gosto. — Riu o esverdeado de todo o pânico do maior. — Só não sabia que você também gosta de mim... — Disse ele com um sorriso divertido no rosto.

 — Meu deus! — O alívio chegou e parou na mente do outro, o entorpecendo e fazendo-o soltar um sorriso verdadeiramente feliz. — Meu deus Izuku! — Riu ele completamente feliz, enquanto se levantava para apertar o esverdeado pela cintura, o abraçando com vontade. — Só não te peço em namoro agora porque não tenho um anel.

 — E quem disse que eu preciso de um anel? — Riu da afobação do maior — Shoto, não precisa de um anel para nós namorarmos...

 — Bem... Se é assim... O que acha de namorar comigo Izuku? — Perguntou ele, com um sorriso de orelha a orelha, mostrando as ligeiras covinhas que seu rosto ostentava.

— Eu acho ótimo.


Notas Finais


Agradecimentos ao beta: @YasminUnverse por ter me apontado meus vários erros kkkkk e dado um toque a mais nessa fic. E à Capista (eu não lembro o user ;-;) por ter feito essa beleza de capa para mim!

Obrigada a quem leu! Até mais <3


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