História Problemas de família - Capítulo 39


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Categorias Eliane Giardini
Tags Eliane Giardini, Maite Proença, Werner Schunemann
Visualizações 295
Palavras 7.798
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Romance e Novela
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Agradeço a todas que acompanharam e comentaram até aqui.
Chegamos ao final, espero que tenham gostado.
Comentem!!!
Obrigada

Capítulo 39 - Capítulo 39


Fanfic / Fanfiction Problemas de família - Capítulo 39 - Capítulo 39

Guto planejou jantar conosco em um restaurante que havia inaugurado. Para seguir os planos da festa surpresa concordei. Ele foi para o trabalho e logo recebi uma mensagem de Manu "Laurinha, as coisas que você me pediu estão prontas, precisamos arrumar. Você está em casa? Vão entregar aí, alguém precisa fiscalizar" "Eu não posso, preciso ajudar a Margô, vou deixar a chave e você deixa tudo no meu quarto" respondi "Tudo bem, vou ajudar! Você vai adorar" Balancei a cabeça rindo "Me fala o que é!" "Não! Depois você vê! Beijos" - Já peguei minha mochila, mamãe - Alice apareceu - Então vamos - Peguei as meninas e fomos para a casa de minha sogra. Todos da casa adoravam as crianças e as mimavam o tempo todo. As duas ficavam muito felizes quando iam passar um tempo por lá e durante os preparativos da festa conversamos sobre o bebê - Já sabem o nome? - Márcia perguntou - Ainda não, estamos em dúvida - Respondi - O daddy já escolheu... - Alice se intrometeu - Ah é? Ele escolheu qual? - Márcia sorriu - Lucas - Me olhou e balancei a cabeça - É verdade, mas eu quero Mateus - Apertei o nariz dela - Mas Lucas é tão lindo, Laura - Margô nos olhou - Eu também prefiro Mateus - Minha cunhada falou - Mas eu e o daddy votamos Lucas, a tia Laura e a Ceci Mateus - Gesticulou - A Cecília votou? - Margô colocou as mãos na cintura - Ai vovó, ela sabe falar - Alice falou impaciente e rimos do seu jeito - Mas ela não entende ainda - Margô retrucou - A tia Laura pede pra ela falar Mateus e ela fala "teus" mas quando o daddy pede pra ela falar Lucas, ela não obedece. Só que vai ser Lucas mesmo - Falou metida e dei risada - Quem escolheu o nome da Ceci foi a Alice e agora quer escolher o nome do Mateus também - Reclamei - É Lucas - Falou e abraçou minha cintura - Né Luquinhas??? - Beijou minha barriga e rimos - Teimosa - Passei as mãos por seu cabelo. No meio da tarde voltamos para casa, as crianças estavam cansadas e consegui coloca-las para dormir. Em seguida fui até meu quarto ver o que Manu havia trazido e quando abri a porta me surpreendi. Várias pétalas de rosas estavam espalhadas pelo chão e também na cama. Em cima do criado mudo havia um refratário vazio com duas taças e alguns chocolates e ao lado havia um bilhetinho "O champanhe está na cozinha, abra na hora certa" - Ai Manu - Falei sozinha e encontrei um incenso. Só então reparei uma barra quase no centro do quarto, não entendi como conseguiram colocar aquilo ali. E quando constatei que era um pole dance, gargalhei sozinha - Você me trouxe um pole dance? Como você fez isso? - Foi a primeira coisa que disse quando Manu atendeu - Não é pra sempre, ok? Aluguei por 48 horas - Riu - Manu você está louca? O que eu vou fazer com um pole dance? Eu não sei dançar - Reclamei - Laura, você disse que queria um adereço para dança. Aproveita - Respondeu - Disse, mas jamais imaginei que surgiria um pole dance no meio do meu quarto. Eu não sei o que fazer com isso - Ouvi sua risada - Dança segurando nele, abraça, não sei Laura. A fantasia é sua, inventa uma coreografia - Ri ao ouvir - Obrigada por ter se dado ao trabalho. Tirando essa barra no meio do quarto, eu adorei tudo - Nos vemos mais tarde! Aproveita para ensaiar - Debochou e rimos. Em seguida desligou. Tomei um banho demorado e muito relaxante na banheira. Estava me sentindo leve. Passei um bom tempo ouvindo as músicas que Manu havia trazido e ao ouvir o barulho do carro chegando na garagem corri para receber Guto - Demorou - O abracei - Desculpa amor, depois do trabalho fui tomar um chopp com o Jorge e o Leo - Beijou meu pescoço. Os dois também estariam na festa e  logo perguntei - Só vocês? - Passei a mão na sua nuca - Só - Me apertou - Você está muito bonito, não gosto que fique saindo assim - Falei no seu ouvido e ele riu - Foi só um chopp - Beijou meus lábios - As crianças estão dormindo? - Assenti – Que bom, vamos tomar banho comigo – Falou malicioso - Não, acabei de tomar- Beijei seu ombro - Me faz companhia então - O abracei - Tá bom, mas quero te pedir uma coisa - O encarei - O que? - Eu quero te dar um presente, mas está no nosso quarto e eu não quero que você veja agora. Me pede a roupa que você quer e eu pego - Ele riu - É sério? Me mostra o que é - Neguei - Só depois, não adianta insistir. Guto concordou mas a cada momento tentava descobrir o que era. Fiquei no banheiro conversando através do box enquanto ele tomava banho e suas armadilhas para tirar informações eram constantes, mas eu me controlava para não dizer nada. Depois que as meninas acordaram, arrumei as duas e enquanto Guto se arrumava no quarto de hóspedes. Eu me vestia no nosso com a porta trancada. Coloquei uma lingerie muito pequena.  Completei com o espartilho, as meias e a cinta liga. Passei uma maquiagem leve e um vestido tomara que caia longo e soltinho, alcançava meu tornozelo por isso tapava tudo o que eu usava por baixo e para completar um sapato estilo botinha que combinava com o modelo - Tia??? O daddy já desceu com a Ceci - Alice bateu na porta e sai rapidamente - Ah, vamos – Sai rapidamente, segurei a mão dela e Guto me esperava na garagem enquanto brincava com Cecília - Nossa você está linda! - Falou ao me ver - Mami - Ceci correu e agarrou minhas pernas - Você também está muito lindo - Sorri e mordi os lábios quando ele piscou para mim. Durante o caminho mandei uma mensagem avisando minha cunhada que estávamos saindo e assim que viu o sinal, ela ligou para Gustavo - Agora não dá...- Ele falou -... - É que estou atrasado, eu combinei que... -...- Eu sei Márcia, mas é que...- O que foi? - O olhei fingindo não saber - Minha mãe quer que passe lá agora porque quer me dar um presente - Tapou o celular - A gente passa rápido. Vamos - Falei - É daddy, eu quero ver a vovó - Alice piscou pra mim - Mas vamos perder a reserva - Reclamou - Não vamos. Vai dar tempo - Tentei convencê-lo e depois de pensar ele disse a Márcia que estávamos indo - Vê se não fica conversando, vamos só pegar o presente e ir embora - Me olhou - Interesseiro - Encostei nele e ele riu - Vovó, vovó - Alice chamava mesmo depois de termos apertado o interfone - Vóvi vóvi - Ceci batia palma e imitava a irmã. Alguns minutos depois o portão foi liberado e tudo estava muito escuro. Guto riu desconfiado e Alice grudou nele com medo - O que significa isso? - Perguntou no meu ouvido quando já estávamos quase na porta mas antes da minha resposta os fogos indoor que estavam posicionados no chão fizeram barulho, em seguida acenderam, iluminando o jardim com a chuva de prata. O mesmo aconteceu com as luzes e logo todos os convidados foram revelados. Cantamos parabéns, Guto riu pela surpresa e também bateu palma - Vocês me enganaram - Apontou para Jorge e Leo que riram - E você também! - Me puxou pela cintura e trocamos um beijo - Parabéns outra vez meu amor - Cheirei seu pescoço e nos abraçamos. Em seguida todos vieram cumprimenta-lo e dar os presentes. Guto adorava festas e sorri ao ver que estava se divertindo. Tudo foi acomodado no jardim e logo as bebidas começaram a ser servidas - Oi maninha - Manu me assustou ao dar um abraço por trás - Não me assusta, eu estou grávida - Segurei suas mãos - Eu esqueço - Respondeu e beijou meu ombro - Já treinou suas danças eróticas? Vadia! - Gargalhei ao ouvir sua brincadeira e me soltei dela - Manu da onde você tirou a ideia de pole dance? Eu só ia fazer um strip tease pro meu marido, eu só precisava de umas músicas - Ela riu - Não diga bobagem! Você está assim, mas garanto que vai usar - Apontou - Nem sei como usar isso. Vai ficar de enfeite - Revirei os olhos - Eu não te conheço mais, Laura, porém com certeza minha ideia vai ser útil - Rimos e nos enturmamos com os outros convidados - Tia, nós podemos entrar na piscina? - Pedro veio sozinho me pedir - Não, já está a noite. Isso se faz de dia - Falei carinhosa e ele concordou, alguns minutos depois senti João agarrar minha cintura - Oi meu amorzinho - Apertei a bochecha dele - Titia?? Posso te pedir uma coisa? - Ele já era mais desinibido e pelo seu jeito de falar já imaginava o interesse - O que? - O olhei séria - Está tão quente, a gente pode entrar na piscina? - Ri e neguei com a cabeça – Não está quente e eu já disse para o Pedro que não! - Olhei em volta e vi Alice escondida apenas espiando - Foi a Alice que pediu pra você vir aqui? - Perguntei - Ela disse que se eu pedisse você deixava e que se ela pedisse não. Deixa? - Cruzou os braços - Não deixo! Fala pra ela mesma vir aqui me pedir - João saiu correndo e logo Alice chegou - Me chamou? - Perguntou cínica e abaixei da sua altura - Para de ser fingida - Abracei seu corpo - Amanhã a gente toma banho de piscina o dia todo na nossa casinha - Beijei várias vezes o pescoço dela e ela ria pela cócega - Mas chega de mandar seus primos me pedirem, quando você quiser alguma coisa, peça você mesma - Segurei seu rostinho e a beijei - Você é uma chata - Apertou meu nariz - Uma chatinha linda - Gargalhei - Agora vai brincar - Bati em sua bunda e ela voltou para as crianças. Em seguida fui ficar com Guto, estávamos nos divertimos com as conversas de seus amigos e suas esposas - A Nice ficou sem falar comigo por dois dias porque cismou que eu tinha olhado pra garçonete do restaurante onde jantamos - Contou e rimos - Mas olhou! - Retrucou - Sabe o que ele faz? Sorri! Quando percebe que alguma vagabunda está dando em cima, fica cheio de sorrisos - Apontou para Jorge - O Guto também! - Reclamei - Isso é paranóia - Guto falou e os homens concordaram - A Laura chamou uma enfermeira de piriguete, eu fiquei morrendo de vergonha. A moça não tinha feito nada - Gesticulou - É sério? - Nice riu e assenti - Com certeza não foi sem motivo - Falou - Não mesmo, ela queria o telefone dele - Apontei – E você passou? – Nice perguntou pra Guto – Claro que não – Respondeu prontamente – Isso é o que ele diz... – Falei fazendo drama - Olha bem pra você, eu preciso do telefone de alguém com essa mulher maravilhosa ao meu lado? - Abraçou minha cintura e ri com a sua mordida em meu rosto. Os amigos da roda também riram e gritaram ao ver nosso rápido beijo - Faço minhas as palavras do meu amigo - Jorge falou e agarrou Nice e dessa vez nós que gritamos. Em seguida Guto pediu licença e me puxou para dançar - Estou adorando tudo - Roçou os lábios por meu rosto - Que bom, meu amor - Passei as mãos por seu peito – Mas me conta o que tem no quarto - Pediu em meu ouvido - É surpresa amorzinho - Mordi sua orelha e ele me apertou - Quero ver logo - Sussurrou depois me girou e voltamos a dançar - Olha amor,o céu está lindo - Olhamos para cima e ele sorriu - Em homenagem a nós - Ri ao ouvir e abracei seu pescoço - Lembra quando eu desmaiei ali e nem sabíamos que eu estava grávida da Ceci? - Apontei para o local - Lembro... a gente tinha brigado - Deitei a cabeça em seu peito - Eu tinha passado uns dias sem te ver e quando te olhei de novo aqui, meu coração deu um salto. Eu tinha tanto medo de te perder - Sussurrei - Você nunca vai perder, você nasceu pra ser minha - Sorri ao ouvir sua voz rouca - Está vendo, meu coração ainda bate do mesmo jeito quando estou com você – É? Como? – Apertou minha nuca e fechei os olhos ao sentir um arrepio, a outra mão ele repousou sobre o meu peito como se tentasse sentir – Acelerado, parece que tudo em volta para, nada mudou, só melhora - Rocei os lábios nos dele - Eu amo tudo isso - Encostou a testa na minha e me beijou. Depois puxou meu cabelo para trás e encarou meus lábios, meus olhos e sorri. Seus olhos azuis pareciam ver muito além do meu rosto. Roçou a barba sobre meu queixo e logo capturou minha boca novamente, de uma maneira mais brusca e o apertei contra mim - Papi - Ceci nos interrompeu manhosa e puxou a perna de Guto. Separamos nossos lábios e tentei recobrar a consciência enquanto ele deu atenção para nossa filha - O que foi? - Me soltou e a pegou - Lice... - Apontou para Alice que brincava com os primos e algumas amiguinhas filhas dos amigos de Guto - Ela não deixou você brincar? - Falou carinhoso - Não - Ceci agarrou o pescoço dele sentida - Porque você é pequena, meu amor - Beijei as costas dela que fazia manha – É, fica aqui com a gente - Guto falou e voltou a me abraçar, me aconcheguei em seu peito largo e ficamos dançando lentamente mesmo com ele a segurando. Depois de um tempo, decidimos cantar os parabéns para servir os doces e o bolo. Guto deu o primeiro pedaço para mim e para as crianças, como já imaginávamos. O ambiente estava muito descontraído e animado, mas já ficou tarde e alguns convidados foram embora. Acompanhamos a maioria até o portão e quando passamos pela sala, Guto viu Alice escondida atrás do sofá - Wonderfull, brinca com a Ceci também! Ela estava triste - Reclamou - Daddy, ela é fofoqueira. Sempre mostra onde está nosso esconderijo - Falou impaciente - Não! - Ceci falou brava como se entendesse e rimos - Deixa ela, amor - Puxei a mão de Guto para não atrapalhar a brincadeira, mas logo Alice saiu correndo em direção a porta e Ceci a seguiu. Quando ficamos sozinhos, Guto me segurou – Já tive muitas surpresas boas hoje, agora só falta saber qual é o outro presente que você disse que tem pra mim - Me abraçou por trás - Esse é só quando chegar em casa, eu já falei - Virei o rosto para ele - Não vai mesmo me adiantar o que é? - Beijou meu nariz - Você vai gostar, só posso adiantar isso - Rocei nossos lábios - Eu tenho certeza que vou - Falou malicioso e rimos. Deitei a cabeça no ombro dele - Te amo tanto - Sussurrou e roçou os lábios pelo meu pescoço - Você sempre vai ser meu maior e melhor presente - Entrelacei minhas mãos nas dele que envolviam minha cintura - Eu amo saber disso - Sussurrei - Você é perfeita, eu quero você pra sempre. Eu não canso de te olhar, te tocar, de te ouvir - Segurou meu rosto e nos olhamos - Eu também, meu amor. Você é a melhor pessoa que já conheci - Rocei o nariz por sua bochecha - Minha Laura - Chupou meu lábio inferior - Linda - Sorrimos - Promete que vai me dar esse amor pra sempre? - Virei de frente e passei as mãos por seu peito - Prometo! Minha rainha - Abraçou minha cintura - Amorzinho - Beijei seu pescoço - Só meu - Dei um tapinha em sua bunda e ele riu - Você também é toda minha - Apertou meu rosto e me deu um selinho - Minha surpresa tem a ver com isso? - Olhou a pequena parte da lingerie exposta no decote do meu vestido - Deixa de ser intrometido - Cobri o que apareceu e ele riu - Mami quer colo - Ceci voltou depois de ter sido excluída da brincadeira outra vez - Vem aqui pequenininha - A peguei - Deixa que eu pego pra você, amor - Guto fez sinal para ir com ele - Não papi, quer mami - Ceci agarrou meu pescoço - Todo mundo quer a mami - Respondeu para ela e ri - Tem mami pra todos vocês - Encostei as costas no peitoral dele que abraçou minha cintura - Quer mais bolo? - Ela negou e me abraçou - Está com soninho meu amor? Por isso está tão chatinha - Beijei Ceci - Mami, quer dormir cama - Tentou falar - Na sua cama Cecília - Guto respondeu por mim - Não! Na cama papi - Falou manhosa querendo chorar - Ela já está enjoada - Passei a mão por seu cabelo e ela deitou em meu ombro - No carro ela vai dormir - Guto falou e senti que ele deslizava a mão pela lateral do meu corpo e também por minhas costas - O que foi? - Sorri ao ver que ele também estava sorrindo - Você está de espartilho? - Perguntou em meu ouvido - De cinta liga também - Não esperei sua resposta, sai andando para o meio da sala e coloquei Cecilia deitada no sofá, pois ela já havia dormido - Mamãe - Alice chegou correndo - O que princesa? - Abriu os braços e a peguei no colo. Alice já estava maior e um pouquinho mais pesada. Mas entrelaçou as pernas em volta de mim e se agarrou em meu pescoço - Também está com sono? - Andei até o jardim onde a festa continuava - Não, só quero seu colinho - Beijou meu ombro e sorri - Laura, não fica pegando a Alice assim, faz mal - Minha sogra falou - Está tudo bem, já vou sentar - Sentei e Alice continuou agarrada em mim. Guto me olhava a cada instante, mesmo quando estava conversando com outras pessoas - Eu tô com frio - Alice sussurrou - Amor? - Chamei por Gustavo - Empresta sua jaqueta a Alice está com frio - Ele prontamente me entregou e eu a enrolei nela. Então ele sentou ao meu lado - Melhorou bebê? - Ela assentiu - Eu posso dormir com você e com o daddy? - Falou com o rosto escondido em meu pescoço - Não. Nós estamos muito cansados. Já conversamos sobre isso - Respondi - O que foi? - Guto olhou - A Alice pediu pra dormir com a gente - Ele balançou a cabeça - Ela também? Não entendo a razão das duas quererem isso todo dia, duas grudentas - Reclamou em tom de brincadeira - Para daddy - Alice falou manhosa - Sem reclamar, dorme no meu colinho - A apertei contra mim e falei com carinho - Isso é culpa de vocês mesmo. Deixaram elas mal acostumadas - Minha sogra falou - Verdade! Tinham que falar não desde o começo - Minha mãe concordou. Guto revirou os olhos - É que tem dias que estamos tão cansados que queremos só chegar e dormir. As duas ficam chorando na porta e a gente acaba cedendo pra poder descansar - Tentei explicar - Mas agora vocês estão no terceiro. Se continuar cedendo não vão ter espaço na própria cama - Margô respondeu e fiquei sem saber o que dizer, apenas olhei pra ele - Mães... sempre se metendo - Guto falou descontraído e rimos - Ela dormiu - Apontei - Vou por ela no sofá - Guto levantou - Pode deixar amor, não está pesada - Levantei com ela e fui em direção a sala - A Laura é muito teimosa - Ouvi minha mãe reclamar e depois de deitar Alice perto de Ceci levei um susto ao sentir Guto me abraçar por trás - Guto!!! - Reclamei - Desculpa - Beijou minha nuca - Colocando as crianças pra dormir... discutindo sobre filhos... - Falou em meu ouvido enquanto eu tentava andar - O que tem? - Ri tirando as mãos dele da minha cintura - Você engana muito bem - Falou rouco - O que você acha que eu engano? - Apertei seus pulsos e ele me empurrou contra a estante - Que é uma santa - Nós rimos - É nosso segredinho - O provoquei e ele me apertou - É segredinho que por baixo disso tudo tem um espartilho e uma cinta liga? - Apertou minha cintura - É... e também é segredo que estou louca pra chegar em casa e deixar você arrancar tudo - Puxei sua nuca. Guto mordeu meu pescoço, segurou firme meu cabelo e empurrou meu rosto lateralmente sobre a estante, o deixando apoiado nos livros - Por mim eu tirava sua roupa agora - Falou em meu ouvido - Se controla – Sussurrei mas ele segurava meus pulsos contra a estante e me prendia com seu corpo. Se esfregou em mim algumas vezes - Eu quero ir pra casa – Falei baixinho - Vocês estão loucos de se pegarem no meio da sala? - A voz indiscreta de Manoela ecoou pela sala nos interrompendo e pelo susto Guto acabou me soltando bruscamente. Esbarrei na estante e derrubei dois livros - Calma, não quis assustar - Manu riu - Está tudo bem - Ele respondeu sem graça – Ainda tem gente aqui, outra pessoa poderia ter flagrado essa cena – Riu e ao perceber que ficamos constrangidos continuou a fala -É que já vou embora, vim me despedir - Explicou e nos abraçamos. Depois de algum tempo todos foram embora e finalmente seguimos para casa. 

 

 

Narrado por ele

Durante o caminho Laura olhou para trás e se certificou de que as crianças ainda dormiam, depois se soltou do cinto e se inclinou para mim - Dirige com cuidado, tá? - Roçou os lábios em meu pescoço - Tá - Sussurrei e tentei pegar na perna dela - Não, as mãos no volante - Mordeu minha orelha e empurrou minha mão - Deixa eu ver o que você está usando por baixo - Pedi baixinho - Só quando chegar em casa - Mordeu meu rosto e eu dirigia mais devagar - Você está a cada dia mais charmoso - Suas unhas arranharam meu peitoral mesmo por cima da blusa - Laura... - Senti meu membro latejar - Eu adoro quando fica assim...- Passou a mão pelo volume que já apontava em minha calça - Adora? Sua safada! - Tentei pegar nela outra vez - Sem me tocar, se não eu não te faço carinho - Me encarou e apertou a mão sobre meu membro - Então faz carinho - Respondi safado. Laura abaixou o rosto e mordeu minha coxa, em seguida mordeu bem devagar meu membro coberto pela calça jeans. Ela apertava os lábios sobre ele e fazia uma deliciosa massagem com sua boca - Cacete... que gostoso - Puxei seu cabelo e continuei dirigindo com uma mão. Já estávamos na rua de casa - Deixa eu abrir - Ela negou e quando estacionei na garagem seus beijos subiram meu corpo até chegar em minha boca - Agora você não vai mais escapar! - A segurei pelo pescoço com uma mão e pelo cabelo com a outra. Facilmente invadi sua boca e beijei com desejo - Hummm, que beijo gostoso - Ela sussurrou e eu a agarrei de novo - Tudo o que você faz com essa boca é uma delícia - Apertei seus lábios e os abocanhei de novo. Minha língua brigava com a dela e eu tentava ir para o seu banco - Para! Chega...- Empurrou meu peito com as duas mãos - Vou te dar seu presente mas vai ser lá no nosso quarto - Limpou os lábios - Então vamos logo - Falei afobado e saímos com as meninas do carro. Enquanto eu fazia Cecília dormir novamente. Laura foi para o quarto. Demorei alguns minutos, pois ainda tive que fazer uma mamadeira, mas finalmente ela dormiu. Fui em direção ao quarto animado e sorri ao abrir a porta. O cheiro delicioso do incenso invadiu minhas narinas, o ambiente estava apenas em meia luz. E uma música deixava o clima mais excitante. Havia uma espécie de barra no meio do quarto, muito semelhante a um pole dance e mordi os lábios ao pensar nas coisas que Laura estava planejando - Laura? - A chamei ao ouvir um barulho vindo do banheiro e ela apareceu na porta - Oi? - Meus olhos imediatamente percorreram seu corpo. Ela usava um hobby de seda vermelho. Tranquei a porta e me aproximei, sorri contemplando seu olhar misterioso que estava ainda mais verde com o delineado gatinho preto. Seus lábios também se destacavam com o batom vermelho. Nenhum de nós precisou dizer nada, ela apenas foi desatando o nó que prendia a roupa lentamente. Abriu aos poucos e a peça deslizou por seu corpo até cair nos deus pés que agora usavam um scarpin da cor preta. Quando finalmente seu corpo ficou a mostra, senti minha boca salivar ao vê-la vestir um espartilho preto mas transparente na região do abdome, com vários detalhes em renda. Ela usava uma meia também preta que alcançava em metade das suas coxas e a cinta liga dava o toque final juntando as peças. Massageei meu membro ao ver a minúscula calcinha que cobria sua intimidade. Laura se virou e pude ver o quanto era pequena na parte de trás também, havia se perdido entre seu bumbum. Ela jogou o cabelo para o lado e voltou a ficar de frente, então reparei que ela usava um colar preto no estilo coleira. Estava preso em seu pescoço e cada detalhe a deixava ainda mais sexy - Que presente delicioso - Falei sem deixar de encara-la e sentei na beira da cama - Pode usar e abusar do seu presente - Apoiou um joelho em minha coxa e segurou em meus ombros - Você vai fazer o que eu quiser? - Apertei forte sua coxa e depois lhe dei um tapa firme - Ahh... vou - Falou manhosa e a virei de costas - Você sabe como me deixar louco! - Mordi sua bunda e bati em sua coxa outra vez. Me levantei e a abracei por trás. Seu corpo exalava um cheiro delicioso. Eu puxava seu cabelo e chupava seu pescoço enquanto esfregava meu membro contra seu bumbum, tentando aliviar um pouco do desejo. Uma nova música começou a tocar e Laura passou a se mexer encostada em mim. Jogou os braços para trás, se segurou em mim e continuou a dança sensual de olhos fechados enquanto minhas mãos e minha boca se aproveitava de sua pele. Apertei sua intimidade e pude sentir o quanto sua calcinha já estava úmida, ela me olhou e tirou minha mão da li, em seguida se soltou lentamente de mim e foi até o "pole dance" – Gostosa! Muito gostosa! – Ela mordeu os lábios ao ouvir e piscou para mim. Segurou a barra e deu uma voltinha, encostou as costas e foi deslizando o corpo por ela lentamente. Quando quase alcançou chão, subiu de uma maneira sensual. E sempre se esfregava na barra enquanto me olhava. Eu sentei em sua frente e abaixei minha calça. Ela sorriu ao ver meu membro exposto e passou a me provocar ainda mais. Apertava seus seios, depois deslizava as mãos por seu abdome e coxas – Que delicia! Quando eu te pegar... - Falei alto e apertei meu membro - Você gosta? - Se virou de costas. Com uma mão se apoiou na barra e com a outra alisou seu bumbum, ela o apertou e deu um tapa em si mesma. Me mostrou sua calcinha pequena e se empinava para me deixar ver entre suas pernas, literalmente se oferecendo para mim - Eu não aguento só olhar - Levantei afobado - Pode ver mas não tocar. Ok? - Voltou a ficar de frente e concordei. Me aproximei ainda mais e podia sentir seu cheiro. A medida que ela rebolava na dança, ela também girava no pole dance quando o ritmo da melodia diminuía, ela apenas se esfregava, uma vez em seus seios outras em seu bumbum e até mesmo sua intimidade. Eu estava no meu limite, batia meu membro com muito desejo, sentia que  explodir. A abracei por trás e ela ficou emprensada contra a barra - Eu tenho que te tocar - Apertei seus seios com as duas mãos - Ahhh meu deus! - Apertou as mãos por cima das minhas. A empurrei em direção a penteadeira e Laura se segurou nela. Abriu as pernas e apoiou os cotovelos sobre o móvel. Eu olhava sua cara pelo espelho e sorria ao vê-la na expectativa - Está vendo a cara de safada que você faz? - Segurei firme seu cabelo e ela mordeu os lábios se olhando - Olha o que você faz quando te toco assim - Enfiei uma mão dentro de sua calcinha e massageei sua intimidade - Porra Guto! - Apertou o móvel e sorriu olhando seu reflexo - 


Narrado por ela

Guto arrebentou minha calcinha com muita facilidade e quando me dei conta já estava abaixado atrás de mim. Ele sabia muito bem como me enlouquecer, sua língua passeava entre meu bumbum depois invadia minha intimidade e eu gemia sem me controlar - Isso, que delicia - Rebolava contra o rosto dele - Você é maravilhosa - Abocanhava minha bunda e me mordia forte, mas logo voltava a me chupar. Suas mãos esmagavam minha coxa e eu buscava forças pra continuar em pé - Eu estou quase - Falei manhosa - Guto passou a me sugar sem trégua e no auge do meu desespero eu praticamente cavalgava em sua boca buscando ainda mais contato. Puxei meus seios para fora espartilho e os apertava olhando minha própria imagem refletida - Ahhhh - Arqueei minhas costas e gritei ao sentir meu corpo explodir a adrenalina que sentia - Ai Guto - Sussurrei e tentei me apoiar na penteadeira. Ele mordia minha panturrilha e minhas coxas - Eu estou fraca - Sussurrei e ele me abraçou por trás. Sorriu ao ver que meus seios estavam expostos e os apertou, Puxava os bicos e os esmagava novamente, cuidando todas as minhas expressões pelo espelho - E se eu quiser te pegar agora? - Apertava minha cintura e ameaçava me penetrar - Eu deixo - Sussurrei e me virei de frente - Mas antes eu quero sentir seu gosto - O empurrei pelo abdome e o fiz sentar na poltrona próxima a janela  - Essa festinha está muito melhor - Sorriu safado e tirei sua camisa - Eu também acho - Chupei cada parte de seu peitoral, depois de sua barriga até ajoelhar entre suas pernas e segurei seu membro quente - Que boca gostosa - Jogou a cabeça pra trás quando o abocanhei. O chupava lentamente e Guto puxava meu cabelo quando ouvia o barulho dos chupões - Que delicia - Eu falava e adorava ver as reações dele - Cachorra - Sussurrava quando o enfiava todo em minha boca - Safada - O torturava em cada chupada e podia senti-lo pulsar cada vez que o engolia - Você sabe fazer muito bem - Meu corpo já pegava fogo outra vez e Guto movimentava minha cabeça com as duas mãos me fazendo devorá-lo cada vez mais rápido - Não aguento mais - Puxou meu cabelo para trás e nos olhamos - Então goza pra mim amor - O movimentei com a mão muito rápido e os gemidos dele tomaram conta do ambiente. Após sugá-lo pela ultima vez, Guto explodiu lambuzando minha boca - Hummm - Gemi ao senti-lo espirrar em meu rosto, fez o mesmo em meus seios e encostei lateralmente a cabeça em sua coxa - Muito bom - Acariciou meus cabelos com a respiração ofegante e sorri dando alguns beijos sobre ele. Depois de respirar mais aliviada, limpei meu rosto e me levantei. Guto estava relaxado na poltrona - Olha o que nós esquecemos - Fui até o refratário trazido e peguei o champanhe - Parece estar geladinha - Chegou perto de mim - E está, abre pra gente. Uma taça não vai fazer mal para mim - Entreguei e ele chacoalhou a garrafa - Espero que ninguém acorde - Falou e rapidamente o estrondo foi seguido da espuma que espirrou para todo lado e rimos. Peguei as taças e ele serviu - Um brinde??? - Me abraçou pela cintura apenas com uma mão - A que? - Perguntei sorrindo - A nós, ao nosso casamento, à essa conexão que nós temos em todos os sentidos - Levantei a taça - Eu amo essa conexão, amo nosso casamento, nossa família - Sorri e brindamos juntos, em seguida bebemos um gole e nos beijamos, nossos lábios estavam doces pela bebida e nosso beijo ficava cada vez melhor. Alguns instantes depois Guto me puxou para mais perto e começamos a dançar juntos a música que tocava agora, era mais calma e ele me guiava pelo quarto entre os goles de champanhe - Você me deixa completamente seduzido. Eu fico louco só de te ver, onde aprendeu? - Mordeu minha orelha - Não sei... você sente vontade de fazer o que comigo? - Arranhei suas costas - De te dar prazer - Me apertou contra seu corpo - Tenho vontade de te pegar pegar forte e te fazer gemer do jeito que só você sabe - Larguei a taça em cima de um móvel qualquer e ele fez o mesmo. Voltamos a nos agarrar e a conversar no ouvido - Me faz gemer, eu amo gemer pra você - Passei a mão por seu membro - 


Narrado por ele

Saber que Laura estava tão desesperada quanto eu me deixava louco - Nunca foi tão bom, só você tem o que eu quero - Mordi seu pescoço - Eu nunca fiz desse jeito com ninguém. Só você me conhece de verdade - Suas mãos delicadas me empurraram contra a cama e me sentei - Só com você que eu tenho essa vontade louca de transar em qualquer lugar a qualquer hora - Sua voz sexy soava como música em meu ouvido e ao mesmo tempo ela se livrava da lingerie e a jogava em mim. Ficou apenas com a meia - Vem aqui - Segurei meu membro e o estimulei. Laura se acomodou em cima de mim e apertei sua cintura a fazendo sentar lentamente - Nunca vou esquecer a primeira vez que tive você assim - Mordi seu ombro e ela rebolou até se encaixar completamente - Ahhh - Choramingou quando me sentiu por completo - Nem eu!!! Nunca pensei ter tantos orgasmos - Rimos de sua fala e bati em sua bunda - Rebola que vou dar o que você gosta - Ela encostou a testa na minha e me obedeceu. Se apoiou em meus ombros e passou a rebolar mais rápido - Isso - Bati em sua bunda mais forte - Bem gostoso, vai safada - Falava contra sua boca - Você me deixa louca Guto, eu sinto meu corpo pegar fogo - Nossa respiração estava muito ofegante. Laura cavalgava rápido, com força, praticamente pulando em cima de mim. Como se nossa vida dependesse disso - Eu adoro ser sua, cachorro!!! - Mordia meus lábios com força e bastou esfregar seu ponto de prazer que ela desabou em mim. A virei de bruços e subi por cima dela - Você acaba comigo - Apertou os lençóis - Não vou te dar trégua - Respondi e a penetrei outra vez. Segurava seu quadril e o chocava contra mim e com a outra mão a puxava pela coleira que usava. Laura gemia muito e tentava se segurar para não desabar com nossos corpos se chocando. Eu estava  quase chegando ao ápice, sentia meu corpo fraquejar, estava louco por essa sensação por isso invadia Laura de forma quase violenta e seus gemidos só pararam quando me derramei dentro dela e também espirrei meu prazer sobre seu bumbum, em seguida deitei meu corpo sobre o dela que estava de bruços e levei a mão por baixo dele até encontrar sua intimidade. Respirava ofegante no ouvido dela e ao mesmo tempo a masturbava - Eu não vou aguentar de novo - Abria a boca de uma maneira sexy mas tentava não emitir sons – Você gosta, Laura... -  Afirmava em seu ouvido e ela arranhava meu braço e mordia o travesseiro tentando se conter - Ahhh, eu amo isso... Guto... - Gritou meu nome ao alcançar o ápice outra vez e eu cai deitado ao seu lado. Ela procurou minha mão e entrelaçamos nossos dedos - Vem aqui comigo - A puxei para deitar em meu braço. Ainda estávamos suados, puxei o cabelo dela para trás, o arrumando e ela sorriu – Linda – Sussurrei e lhe dei um selinho – Ali tem chocolate, pega pra gente – Apontou e peguei. Mordi um pedaço e dei o outro em sua boca – Hum, que delicia – Sorriu e limpei o canto de sua boca – Toma mais – Depois de comer outro, também dei a ela e nos beijamos - Para de me lambuzar – Empurrou meu rosto e rimos – Você transformou nosso quarto em um motel, como não pensamos nisso antes? – Apertei seu rosto – Isso não foi totalmente ideia minha mas eu confesso que adorei também – Riu e limpou meu queixo que ainda estava com chocolate -  Adorei o meu aniversário - Me abraçou com sua perna e sorri ao sentir seu pé ainda coberto pela meia, deslizar por mim – E que presente!!! – Dei um tapa em sua bunda e ela riu – Você me deixou exausta!!! – Mordeu meu peito – O coroa aqui ainda tem energia – Rimos – E que energia! É a caminhada não é? – Brincou e ri – E a inspiração, olha como você é gostosa. Me deixa insaciável – Virei por cima dela e segurei seus braços – E lá vamos nós de novo... – Falou rindo e me agarrou com as pernas, se acomodando para penetrá-la novamente. Já estava amanhecendo quando finalmente caímos sem força alguma na cama. Sequer nos abraçamos, cada um virou para seu lado e literalmente apagamos. O tempo passou e só me dei conta do quanto havia dormido quando os choros de Cecília e Alice começaram a incomodar. Olhei para o lado e Laura havia escondido o rosto embaixo do travesseiro e precisei me esforçar para levantar –Vocês estão bem? Por que não querem falar com a gente? Só fala se estão – Alice chorava e só então me dei conta do quanto havíamos dormido. Já passava das 10h e nunca dormíamos até essa hora por causa das crianças, mas com a porta trancada não conseguiram entrar antes – Não chora, só perdemos a hora, já vou sair – Respondi – Abre a porta, eu quero ver – Alice insistiu mas não podia abrir com toda essa bagunça – Eu já estou indo, não sei onde está a chave. Espera – Pedi e ela concordou. Juntei nossas roupas espalhadas e toda a bagunça, em seguida tomei um banho rápido e cobri Laura que continuava dormindo, quando abri a porta fiquei contornando todas as perguntas de Alice sobre a barra no meio do quarto e as rosas espalhadas. Em seguida a convenci de descer para arrumar o café da manhã comigo.

 

Narrado por ela

Abri os olhos e pude ver a luz forte invadir o quarto. Me mexi na cama e deitei de bruços na intenção de dormir mais um pouco, mas logo meu celular tocou me fazendo desistir da ideia. Peguei para ver quem era e atendi Manu - Oi - Falou animada - Bom dia, Manu - Sorri - Você dormindo até agora? A comemoração foi boa - Rimos - Muito! - Respondi - Estou ligando pra dizer que vou viajar alguns dias, mas amanhã ou depois, alguém vai aí buscar a barra - Explicou - Ah, não. Nós vamos querer ficar, não posso comprar? - Pedi e ela gargalhou ao me ouvir - Laura, no que o Guto te transformou? - Brincou - Em uma safada - Gargalhamos - Me manda o dinheiro, vou falar com o meu amigo. Tudo bem? - Concordei - Obrigada por tudo, que bom ter uma amiga, além de irmã - Falei carinhosa - Conte sempre comigo, Laurinha. Te amo - Sorri ao ouvir - Te amo, boa viagem! - Desliguei e depois de tomar um banho me senti como nova. Achei estranho nenhuma das meninas vir me chamar e nem Guto estar por perto, por isso depois de me arrumar sai chamando por eles pela casa e Ceci veio correndo da cozinha - Mami - A peguei no colo - Bom dia meu amor - Dei vários beijos nela - Cadê todo mundo? - Perguntei e ela apontou pro jardim. Fui até lá e me deparei com a mesa posta na cobertura em frente a piscina. Estava repleta de coisas gostosas e Guto e Alice terminavam de arrumá-la - Acordou a dorminhoca - Alice veio correndo e abraçou minha cintura - Bom dia bebê - Beijei seu cabelo - A gente fez pra você - Sorri ao ouvir - Está lindo! Eu adoro quando vocês fazem isso - Falei feliz e abracei Guto - Bom dia pra você também amorzinho - Nos beijamos rapidamente - Achei que não iria mais levantar! Já ia mandar te chamar - Puxou a cadeira e sentei - Eu tive uma noite bem cansativa, precisava me recuperar - Falei maliciosa e rimos - Por que cansativa se a gente dorme pra descansar? - Alice perguntou e rimos - A  Laura teve insônia essa noite, filha... - Balancei a cabeça rindo - Vamos comer que é melhor! - Sorri - Vamos! Você tem que alimentar o Lucas - Alice falou - É o Mateus e já está escolhido - Arrumei o guardanapo em meu colo e ela e Guto me olharam - É sério? - Alice reclamou - É - Peguei minha torradas - Depois a gente conversa sobre isso, vamos comer - Guto piscou pra Alice que sorriu e piscou de volta. Sabia que iriam tentar me convercer mas no momento não me importei. Tomamos um café reforçado e adorava estar em família. Nunca senti tanto amor e tantas coisas boas. Os pequenos gestos das crianças e os simples carinhos de Gustavo me faziam sentir completa e totalmente realizada. Eu nem me lembrava mais  quem eu fingia ser antes de tudo isso. Pois só agora conseguia me encontrar de verdade. Quando terminamos de comer, continuamos ali conversando e falando sobre a festa, mas Alice interrompeu - Eu esqueci de mostrar o texto que eu escrevi. Eu mesma fiz - Falou orgulhosa - Você está cada dia mais inteligente - Sorri para ela – É sobre o que? – Perguntei – Sobre a família que temos – Respondeu - Pega pra mostrar para nós, quero que você leia - Guto falou e ela saiu animada pela casa e logo voltou com seu caderninho. Paramos de conversar e prestamos atenção nela – O texto chama minha família – Sorrimos e ela continuou -  A minha família tem cinco pessoas, o primeiro é o daddy. Ele é lindo e me conhece desde que eu nasci, ele é o meu herói e nunca me deixou sozinha, quando estou sem sono ele faz chá e eu adoro, ele sempre me dá presente e pergunta se estou bem. A segunda pessoa é a tia Laura, ela é minha mamãe, mas também é minha tia. Ela parece uma rainha, eu ajudei ela e o daddy a serem namorados e a gente ama ela mas é engraçado quando eles se beijam. Adoro dormir com ela porque ela conta historia e mexe no meu cabelo, quero ser como a tia Laura quando crescer. A terceira pessoa é a Ceci, ela chama Cecilia mas Ceci é o apelido. Ela é muito lindinha, mais lindinha que as minhas bonecas, eu brigo com ela porque ela é bagunceira mas é minha melhor amiga e eu acho que ela vai querer ser como eu porque ela imita tudo o que eu faço. A pessoa número 4 é o Lucas, a tia Laura chama ele de Mateus, eu não conheço ele ainda mas pelo filminho que eu vi, ele é muito pequeno e quando ele nascer eu vou ficar muito feliz porque amo meus irmãos. A pessoa número cinco sou eu, meu daddy me chama de wonderful por causa do filme que chama Alice no país das maravilhas, ele chama pelo nome inglês porque antes eu morava no EUA, a Ceci me chama de Lice e tia Laura me chama de várias coisas, amor, bebê, princesa. As vezes a gente briga e eu fico de castigo, mas se a Ceci fica comigo eu não ligo. Eu amo minha família e queria que todos fossem felizes como a gente – Ela nos olhou sorrindo ao terminar de ler e eu estava emocionada. Como Alice havia mudado desde a primeira vez que a vi. Aquele jeitinho metido, que escondia tantos problemas que ela nem deveria ter. Hoje, era totalmente diferente, seu olhar sapeca e sua maneira de se expressar revelavam que agora ela tinha se tornado uma criança feliz e eu me alegrava por fazer parte disso. Guto também estava emocionado e pegou no colo, falou algumas coisas em seu ouvido e ela agarrou o pescoço dele, depois encheu seu rosto de beijos. Sorri vendo a cena e parei ao lado deles com Cecília no colo – A gente tem muita sorte de ter você na nossa família, você é nosso anjinho – A beijei e Guto também me abraçou. Alice que continuava no colo do pai, abraçou a irmã e ficamos em um abraço coletivo – Vocês três são as mulheres da minha vida e está vindo mais alguém aqui pra falar isso comigo – Apontou pra minha barriga e ri – Amo vocês – Beijei cada um e Guto colocou uma mão no bolso – Espera, quero registrar esse momento – Pegou o celular e virou a câmera frontal para nós – A Alice tem razão, realmente somos lindos – Falei e enquanto rimos da fala, Guto tirou a foto.









FIM 



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