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História Problematico - Capítulo 1


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Notas do Autor


Olá!

Particularmente não acho que essa história ficou tão boa quanto eu esperava, mas espero que gostem!

Boa leitura!

Capítulo 1 - Capitulo único


Fanfic / Fanfiction Problematico - Capítulo 1 - Capitulo único

  Era um dia normal na cidade Z, tranquilo até demais, não parecia que nenhum monstro apareceria naquele dia, não que fizesse alguma diferença pra Saitama, já que nenhum dos monstros que enfrentava era realmente forte, mas como nada apareceu, queria dizer que estava sozinho com Genos no apartamento. Não que não gostasse do Ciborgue, havia se acostumado com sua presença e até começado a apreciá-la, e esse era o problema, talvez estivesse a apreciando demais.

-Está tudo calmo hoje Sensei.

-Uhum. -Tentava se distrair com um dos mangás que pegou emprestado de King sem pedir, mas seus olhos voltavam para o loiro antes que notasse.

  Genos estava limpando a janela já impecável, essa era uma das coisas que era notável no outro, ele era uma máquina ambulante de limpeza, Saitama não fazia ideia do porquê, mas cada superfície era tão limpa que até o que não era ilustrável parecia ilustrado. Particularmente nunca se importou em deixar tudo limpo e impecável ao extremo, mas admitia que era bom ter alguém pra fazer isso, mas ultimamente estava começando a deixá-lo desconfortável.

  Genos era seu pupilo auto-declarado, moravam debaixo do mesmo teto, quase 24 horas por dia, faziam tudo juntos, tinham até o mesmo emprego! E apesar de ter sido contra a ideia do outro morar ali, não era porque não queria um inquilino (apesar disso também), mas era principalmente porque não tinha nada para ensiná-lo, se tinha alguém ali que fazia algo por um deles, era o Ciborgue, que limpava, passava, cozinhava e lhe dava coisas e dinheiro, a relação deles não parecia em nada com o que deveria ser um mestre e seu pupilo, na verdade era mais como se Genos fosse sua... sua esposa ou algo assim.

-...! -O pensamento o fez corar ferozmente e antes que notasse o mangá estava rasgado em dois. -HAA!

-O que houve Sensei?

-HAA! O King vai me matar! -Os olhos brilhantes como fogo se focaram no que antes era uma revista em quadrinhos, daquela forma intensa que indicava a Saitama que o outro estava analisando a situação.

-Eu vejo, você puxou com muita força as duas extremidades causando um rasgo no centro, sua força  é mesmo incrível Sensei. -Em outra ocasião talvez dissesse como qualquer um poderia rasgar um manga, mas naquele momento estava ocupado demais pensando no que havia feito.

-Isso não é algo que precisava ser analizado! É óbvio o que aconteceu!

-Há sim, sinto muito. -Ele não parecia nem um pouco arrependido.

-Há... -Não importava o quão simples e óbvio fosse uma coisa, seu pupilo auto-proclamado ainda se daria o trabalho de analizar, bem, devia ser uma coisa automática em seu cérebro de Ciborgue. Costumava achar aquilo mais irritante, e ainda era, mas agora também achava...fofo.

  "Fofo...Fofo...!" Ele não devia achar Genos fofo! Isso era errado! Bem... não exatamente errado, mas...mas o jovem só tinha 19 anos e era seu pupilo!

  "Claro, é errado pensar que ele é fofo, mas não é errado deixá-lo cozinhar e limpar pra você Saitama" -Maldita consciência.

-HAA! -Bateu a cabeça na mesa a sua frente, tomando cuidado para não quebrá-la, precisava parar de pensar em coisas estranhas.

-Sensei, algo parece estar o incomodando hoje.

-É mesmo é? Como você e inteligente Genos!

-Hum... Não consigo imaginar o motivo que o deixaria nesse estado de espirito atualmente, é um dia calmo e sem ataques, não perdemos nenhuma promoção e... -Quase pôde ver uma lâmpada se acender na cabeça do loiro, e tinha a sensação de que não era uma coisa boa. -... Não me diga que é o novo shampoo que o Dr.Kuseno me deu?! Sinto muito se isso o fez se sentir mal, posso retirá-lo de sua vista imediatamente e...

-Não tem nada haver com isso! Por que você sempre acha que o problema é meu cabelo?! Ou no caso a falta dele. Você por acaso acha que não sou bom desse jeito?! Acha que seria melhor se eu tivesse um cabelo bonito igual o seu?! -Quase se sentiu mal ao ver a surpresa nos olhos brilhantes. Genos não sabia como reagir a aquele tipo de atitude sua.

-Não foi o que eu quis dizer Sensei! Apenas supus que isso poderia estar o incomodando já que não é comum que homens na sua idade sejam calvos e isso o faz ganhar alguns olhares estranhos de pessoas curiosas e mal intencionadas quando saímos na rua, e o que o fez ganhar seu nome de herói "O careca da capa", ao qual tenho plena consciência de que não lhe agradou, também sei que isso faz sua temperatura corporal se abaixar mais facilmente na chegada do inverno, apesar de nunca reclamar disso em específico. No entanto não creio que exista alguém mais forte do que você e com toda certeza que meu cérebro robótico possa me capacitar, não pensaria duas vezes antes de desistir de todo meu cabelo para que eu pudesse me igualar a você Sensei! Além do mais, é estimado que boa parte da população feminina sente algum grau de atração por homens calvos, tenho certeza que existem muitas pessoas que o consideram atraente, mesmo devido sua falta capilar, e meus fios são apenas fibrar capilares super resistentes implantadas em minha cabeça na intenção de deixar minha aparência mais semelhante a de um humano comum, então levando em consideração o fato de que sou apenas uma máquina, é melhor para você Sensei, não ter cabelo do q...

-CHEGA! Você fala demais! Já disse, resuma tudo em 20 palavras ou menos! -O Ciborgue automaticamente se calou com olhos de cachorrinho que o fizeram se sentir mal.

  "Ele sempre teve esse olhar quando o mandei ficar quieto das outras vezes?!" -Provavelmente, mas agora estava prestando mais atenção, isso era uma das provas de que algo mudara, antes não se apegava tanto a esses detalhes, agora não gostava da ideia de ter magoado o outro, em outras palavras, havia ficado mais frouxo.

-Quis dizer que você é perfeito do jeito que é Sensei, ao menos pra mim.

-...

  O silêncio reinou entre eles, se Genos notou como seu coração disparou com suas palavras, ao menos não fez nenhum comentário sobre isso.

-Urgh, você é sempre tão... -Por que o Ciborgue tinha que falar daquel jeito?! -Há...esquece.

-Sensei e...

-Eu vou sair. -Saitama se colocou de pé, sentindo os olhos alheio lhe seguirem.

-Pra onde vamos Sensei? -É claro que iria querer vir junto.

-Vou procurar uma cópia desse mangá antes que o King note que sumiu.

-Posso analizar o banco de dados de todas as livrarias disponíveis e verificar qual delas contem o mangá que deseja, irá lhe poupar tempo e...

-Genos, agradeço, mas não precisa. Por que você não fica aqui fazendo seja lá o que você faz normalmente?

-Mas sensei eu n...

-É só até a livraria, não me siga.

-Hai.

  Podia ver na cara do loiro que ele queria ir, realmente Genos parecia um cachorrinho as vezes, mas precisava de um pouco de ar puro ou iria enlouquecer, ou pior, talvez finalmente pulasse no Ciborgue e soltasse seus instintos e desejos reprimidos. "O que ele faria se eu relamente fizesse isso?" Um arrepio passou por sua espinha com as imagens nada puras que sua mente lhe proporcionou. "Vamos Saitama, você perdeu o cabelo, não o cérebro, respire fundo , o Genos é apenas seu discípulo, não pense no que não deve" -Sim, seu foco agora era encontrar ouro mangá para King.

  

   Genos permaneceu sentado no chão, perto da mesinha em que estavam anteriormente, apesar do que Saitama disse, ele não tinha muito o que fazer em seu tempo livre, quando não estava com Dr.Kuseno, costumava enfrentar monstros ou seguir seu Sensei no que este quisesse fazer, o que ultimamente consumia boa parte de seu tempo, e ele gostava disso.

  No início claramente o que atraiu sua atenção em Saitama-Sensei foi sua imensa força, se sentiu fiscado pelo ser que apesar da aparência inofensiva, era posuidor de uma força inacreditável, capaz de destruir monstros de nível Dragão e talvez ate deus com um único soco, sim, havia ficado fascinado com tal poder e queria descobrir como conseguir tamanha façanha para si mesmo também, por isso insistiu para que Saitama o aceitasse como seu discípulo, e foi aceito, mesmo que tenha terminado se tornando um herói, o que não estava em seus planos iniciais, mas não era realmente um problema. Tantas coisas haviam acontecido desde que conheceu seu Sensei, se encontrava aprendendo coisas novas todos os dias, sejam coisas úteis ou não, mas era claro que Saitama-Sensei era forte, não somente fisicamente, mas também com um coração poderoso e naturalmente bondoso, era um homem sem igual, o respeitava profundamente e faria qualquer coisa por ele, não saberia o que fazer caso fosse mandado embora, por isso saber que deixara o outro chateado ou que piorara seu estado de humor, o deixava receoso. 

  Aquela mulher, Fubuki-san havia lhe dito mais de uma vez que era irritante e estranho a forma com que estava sempre por perto do outro, que uma hora Saitama iria se cansar de si e o mandar embora, nunca levou muito em consideração suaspalavras, afinal ela dizia muitas coisas estúpidas, e ele era discípulo de Saitama-Sensei, por que ele se cansaria? Ao menos era o que sempre pensou, mas recentemente começou a se perguntar se aquilo não poderia acabar se tornando uma verdade, pensando bem o próprio Genos não gostaria de ter alguém lhe perseguindo o tempo todo, e mesmo que não parecesse, talvez estivesse sendo uma espécie de empecilho em determinadas áreas da vida de seu professor. Não seria uma surpresa se fosse o caso, como estava sempre por perto, o outro herói de classe B, não podia viver sua vida como sempre, talvez esse fosse um dos motivos pelo qual andava tão estressado ultimamente, talvez fosse... frustração sexual.

"Será que estou atrapalhando a vida íntima dele? Nunca o vi com uma mulher antes, mas ele pode estar apenas sendo cuidadoso para não fazer com que eu me sinta um empecilho, o Sensei é mesmo gentil..." -Como era um Ciborgue, sexo não estava na lista de coisas necessárias para si, seu corpo nem mesmo portava orgãos sexuais originalmente, mas teve aquela última atualização que Dr.Kuseno instalou nele sem explicações e sem motivos, era um buraco em sua bunda, provavelmente semelhante a um ânus, mas o doutor disse que internamente se sentiria mais como uma vagina, com algumas diferença, quando perguntou-lhe o motivo para ter colocado isso nele, a resposta foi curta e acompanhada de um sorriso estranho: "Prazer", aquilo era muito vago, mas como não o atrapalharia numa luta, nem precisaria estar se preocupando em limpá-lo constantemente já que não o usava pra nada, não pediu por mais explicações e deixou quieto, mas agora começava a entender o motivo pelo qual aquilo havia sido feito.

  Dr.Kuseno era um homem experiente, talvez ele tivesse previsto que sua ida para morar com Saitama-Sensei poderia causar inconveniências para ele, e colocou aquilo em si como uma forma de ajudar seu mestre, mas não tinha certeza se ele iria concordar, afinal eram ambos originalmente do sexo masculino, mesmo que seu corpo não tivesse todos os apedrechos que um humano teria, era inevitável negar seu rosto e sua voz. Devido o fato de já ter ouvido Saitama-Sensei dizer que não estava em homens, havia grande porcentagem de chances dele recusar e se ofender com a oferta. Bem, Saitama-Sensei era um homem inteligente, poderia ser que aceitasse usá-lo para satisfazer suas necessidades, se este ignorasse seu rosto e se focasse em obter prazer com sua parte íntima inexplorada, poderia funcionar. "Sim, dessa forma sua frustração seria liberada e ele voltaria a ser como sempre, li que privasão do prazer por um longo  tempo pode causar alterações nos hormônios que regulam o humor, principalmente em homens, defintivamente é o que está acontecendo com o Sensei, mesmo não querendo correr o risco de aborrecê-lo, não tenho muitas opções. Poderia pedir ajuda a Fubuki, mas não gostaria de ter meu Sensei a tocando, ela não merece tal privilégio, o que me deixa como última opção. Creio que o Sensei estará bem com isso....Terei que perguntá-lo diretamente quando voltar."

-... -Seus olhos vagaram pelo partamento enquanto seus sistemas analizavam o perimêtro, sem sinal de Saitama ou de qualquer um. Pelo visto só poderia esperar mesmo.

 

  Saitama se considerava razoávelmente azarado, normalmente as coisas não davam muito certo pra ele quando não tinham monstros envolvidos, então esperava que o destino o fizesse rodar por todas as livrarias da cidade atrás do manga de King, e daquela vez não reclamaria já que queria demorar pra voltar para seu apartamento, mas por alguma piada do destino, assim que saiu da área isolada da cidade (onde morava), encontrou um pequeno mercadinho onde estava vendendo uma cópia exata do que queria.

  "Hã?! Desde quando mercadinhos de esquina vendem mangás?!" -Pensou seriamente em ignorar o mercadinho e seguir adiante para uma das grandes e distantes livrarias, mas a vozinha em sua cabeça lhe dizia repeditamente que poderia não ter o mangá em outros lugares e ele perderia a aportunidade. -"Droga..."

  Logo após comprar o mangá, ficou parado por alguns minutos decidindo o que fazer a seguir, bem, suas opções eram simples: Voltar pra casa e lidar com sua vontade de fazer coisas pervertidas com o Ciborgue surpreendentemente ingênuo, "Sim, o Genos é definitivamente ingênuo sobre essas coisas, masmo com a idade dele tenho certeza que nunca pensou em sexo, até mesmo ele ficaria tímido num momento desses, sei que ele pode corar, ele ficaria sem toda aquela pose séria de sempre, ofegando e gemendo pra mim...HA!!! merda! O que estou pensando?!" -Sim, seus pensamentos estavam fora de controle, não seria uma boa ideia ver Genos agora, há... fala sério, quando e como pôde desenvolver aqueles sentimentos pelo herói de classe S?! Sentimentos eram mesmo um mistério.

  Bem, suas outras opções eram ir jogar vidoegame com King, o que poderia lhe deixar mais irritado ainda, já que sua habilidade de lidar com botões era péssima, e duvidava muito que o outro tivesse algum conselho útil sobre como lidar com qualquer tipo de assunto amoroso, há... não era do seu fetio ter que lidar com coisas complicadas assim, uma coisa era matar um monstro, outra coisa era decidir o que fazer em relação ao seu discípulo, e ele nem gostava de homens, o que queria dizer que o Ciborgue era ainda mais especial, HAAAA!!! Sair de casa para dispersar seus pensamentos não estava saindo como o planejado (Talvez porque mal tivesse andado dez quilômetros), e sua última opção era ficar perambulando pela cidade durante horas.

-... -Deu um longo suspiro, encontrar um monstro forte agora caíria bem né?...pena que isso não aconteceria.

  Então era isso, iria para casa de King jogar video-game e devolver o mangá antes que acabasse rasgando o outro volume também.

  "Talvez ele tenha alguma frase tirada de um mangá que me seja útil..."

 

-Você está pior do que de costume. -Saitama rangeu os dentes, se controlando para não estraçalhar o controle em sua mão.

-Acha que eu não sei?! E de quem você acha que é a culpa?! -King deu de ombros, sem desviar os olhos da televisão.

-Não consigo imaginar o que te deixaria assim. Por acaso brigou com o Genos? -Olhou surpreso para o loiro. -O que? Acertei?

-Não brigamos, mas por que acha que ele tem algo haver com isso?

-Não é óbvio? -Não, não era nada óbvio. -Vocês são bem próximos não é? E normalmente você não aparece de surpresa aqui, então acho que a resposta clara é que você não queria ficar em seu apartamento e por isso veio. -O raciocínio fazia sentido.

-...

-Ele fez algo que te irritou? -Levando em consideração que o outro héroi de classe S estava sempre perseguindo o outro pra cima e pra baixo, não seria uma supresa se tivesse deixado-o irritado.

-...Não exatamente. -Saitama largou o controle de video-game e se inclinou pra trás, encarando o teto.

--Então o que é?

-...Talvez eu esteja frustrado comigo mesmo... -Afinal não podia culpar o Ciborgue por não ter ciência de seus sentimentos, mas talvez estivesse um pouquinho irritado com ele por não ter um filtro sobre quais palavras usar em devidas situações. As palavras ditas mais cedo ainda ecoavam em seu cérebro e o fazia ter arrepios: "Você é perfeito do jeito que é Sensei, ao menos pra mim", há... o que Genos tinha na cabeça dizendo algo assim? Ele não tinha ideia de como essas palavras soavam impróprias de um discípulo para seu sensei?

-... -King olhou de soslaio para o outro homem ao seu lado, era raro vê-lo parecendo tão sério.

-Há... É tudo culpa dele, me coagindo a ser seu Sensei, invadindo meu partamento e minha vida, me idolatrando como se eu fosse a pessoa mais especial do mundo pra ele, não é esperado que eu me sinta assim?!

-... -O loiro sabia que Saitama estava divagando sozinho, mas devido ao que ouvia, não era muito difícil supor qual era a situação, na verdade já suspeitava que algo assim poderia acontecer, provavelmente qualquer um que passasse mais de vinte minutos ao redor de Genos e Saitama poderia dizer que havia algo ali além de um discípulo e seu Sensei, não que ele fosse um especialista no assunto (definitivamente não era).

-O que eu deveria fazer? -O herói de classe B deu um longo suspiro.

-Por que não diz pra ele?

-O que? -Saitama o olhou como se tivesse se esquecido de sua presença, o que provavelmente havia acontecido.

-Você gosta do Genos não é? É isso que está o deixando distraído? -King ainda olhava para a televisão fixado no jogo. -Não acho que deva se preocupar, é óbvio que ele gosta de você também.

-He?! O que?! Eu... Eu nunca disse que gosto dele! -Seria possível que estava tão estampado em sua testa assim?! Droga, quem mandou ser careca! -Eu nem gosto de homens!

-E daí?

-E daí que o Genos é obviamente um homem!

-Tecnicamente não é um homem, é um Ciborgue. -Saitama o olhou feio.

-Você está fazendo piada com a minha cara ou o que?

-Só estou dizendo a verdade.

-Hum.

-E não sei se importa ele não ser uma mulher, desde que você gosta dele de todo jeito. -Isso era, mas...

-...Ele só tem 19 anos, ele nem tem a idade legal para beber alcóol.

-Eu não acho que ele tenha um fígado ou sistema digestório de qualquer forma.

-Não é esse o ponto... -E Genos podia comer normalmete apesar de não ser obrigatório, o Ciborgue tentou lhe explicar isso uma vez, mas como não tinha paciência, não prestou muita atenção, se não se enganava, tudo era automaticamente encinerado quando chegava em seu "estômago", isso queria dizer que ele defecava cinzas? Bem, não era o momento certo pra pensar nisso.

-A diferença de idade de vocês nem é tão grande também, são apenas 6 anos.

-Ele é um Ciborgue, nem tenho certeza se consegue amar.

-Mas ele já foi humano não é? Deve ter uma noção do que é amor, e de todo jeito, o Genos tem um cerebro e um coração, mesmo que não sejam iguais os dos humanos, não quer dizer que não sentem o mesmo, ou está dizendo que ele é só uma máquina?

-Claro que não! O Genos é completamente diferente de apenas uma máquina. -Sim, havia passado tempo suficiente com o loiro, e mesmo que ele não fosse tão sensível ou perceptível como os humanos normais, era bem óbvio que tinha um coração.

-Então por que está tão confuso? Não quer se declarar? -Ótimo, havia saído de casa para evitar pensar no ser que habitava sua residência, e agora estava fazendo terapia romântica com King, oh Deus.

-Me declarar? Impossível.

-Por que?

-...Quer mesmo saber King? -O loiro mais velho pausou o jogo que estava jogando e o olhou silenciosamente.

-Me diga.

-O Genos tem um coração e talvez ele tenha uma ideia do que seja amor, mas não sei se ele vai saber diferenciar o amor de outras coisas. -King o olhava com uma expressão óbvia de: "Não faço  a menor ideia do que está falando".

-O que quer dizer?

-Ele não é naturalmente altruísta, mas sempre faz de tudo para me deixar satisfeito, não quero que... -As palavras garravam em sua garanta, dizê-las em voz alta era mais difícil do que pensava, provavelmente porque não poderia mais se fazer de desententido depois.

-Que?

-...

-Há compreendo.

-...

-Está com medo de que ele aceite seus sentimentos apenas para te deixar feliz? Que ele na verdade não te considera um amante, mas como não sabe diferenciar acaba indo na sua?

-Algo assim.

-Entendo.

  De fato Genos respeitava muito Saitama, mas desde a primeira vez que os encontrou, até os dias atuais, tinha a impressão de que a relação deles mudou bastante, era óbvio que haviam se aproximado, por Deus, já havia os visto compartilhando sorvete igual um casal, e Genos não era exatamente um cara gentil demais, ele só era assim com Saitama. Pra ele, parecia muito óbvio que os sentimentos eram recíprocos, talvez porque estava observando como um telespectador.

-Ei, não acha que devia dar uma chance ao garoto primeiro? Antes de decidir que ele não te ama de verdade antes mesmo de perguntar?

-Como posso perguntar pra alguém que nunca amou se ele me ama? -Uau, era uma boa pergunta.

-Então porque não o ensina? Não é muito diferente de namorar alguém pela primeira vez, certo? -Olhando desse ponto de vista, King tinha razão. Tecnicamente só precisava namorar com Genos e ensiná-lo a separar os sentimentos de "meu Sensei querido" para "meu namorado querido", há...isso parecia complicado.

-Não sei se consigo fazer isso, não sou um cara tão legal quanto o Genos me faz parecer. -Saitama desviou seus olhos para a janela, observando o céu azul. -Na verdade acho que sou do tipo que gosta de bulinar meu namorado... -E definitivamente gostaria de bulinar o Ciborgue.

-É, eu posso ver isso. -Pelo visto o outro homem não tinha noção de como estava sempre provocando Genos.

-Hum? -O que King quis dizer com isso?

-Então, o que planeja fazer? Pretende continuar ignorando seus sentimentos e ficando confuso pelos cantos? O Genos pode acabar entendendo errado a situação e achar que você está se cansando dele. -Sim, isso tinha passado por sua cabeça.

-Haaa!!! Eu não sei! O que devo fazer? -Teoricamente sabia que como um adulto deveria criar coragem e se declarar diretamente, mas na prática a história era outra.

-Você está pensando demais. -King pegou o controle de video-game novamente e voltou a jogar.

-Se você estivesse no meu lugar não iria dizer que estou pensando demais.

-Pode ser.

-Hum. 

-No fim das contas você só tem duas opções, ou se declarar, ou não se declarar, simples.

-...

-Não precisa ter medo, tenho certeza que o Genos não vai sair do seu lado independente do que escolha.

-É, provavelmente...

  Genos era sempre tão direto com as palavras, talvez Saitama devesse agir como ele pra variar... Sim, quando voltasse pro apartamento iria conversar com ele e abrir seu coração, tinha certeza que o Ciborgue ao menos iria aceitar sair consigo, e depois, poderia ensiná-lo a decifrar o que é o amor, e esperançosamente, o loiro já o amava sem perceber.

-Huhu. -Saitama sorriu para si mesmo e pegou o controle que jazia esquecido perto de si. -Vamos mais uma partida King! Eu não vou perder agora!

-Veremos. -Era bom que seu amigo tivesse tomado uma decisão, esperava que tudo desse certo, apesar de... "Esses dois vão ser insuportáveis quando se tornarem um casal...".

 

 Quando Saitama resolveu voltar pra casa, já estava escurecendo, "O Genos deve estar preparando o jantar..." -Havia demorado mais do que esperava pra voltar, era fácil perder a noção do tempo enquanto jogava video-game.

-... -Parou na porta por alguns segundos, o Ciborgue provavelmente já havia notado sua presença, então não podia sair correndo, não que pretendesse fazer isso. 

"Vamos Saitama, seja homem! Você já decidiu que iria voltar pra casa e dizer seus sentimentos pro Genos, não amarele agora!" 

-... Há... okay, vamos nessa... -Respirou fundo e abriu a porta. -Tadaima! (Cheguei)

-Sensei, okaeri! (Bem vindo de volta). 

-Oh, você está fazendo o jantar. -Olhou para o loiro usando o típico avental com sua cara (numa batata), sempre sentia vontade de esconder o rosto quando o via usando aquilo, não fazia ideia de como o mais novo tinha coragem de usar. "Talvez ele realmente goste de mim então".

-Sim, você demorou um pouco e imaginei que estaria com fome quando voltasse. -Tão atencioso...

-Estou mesmo com fome. -Se aproximou de onde Genos estava. -Oh, iremos comer caranguejo hoje.

-Se quiser outra coisa me diga que farei pra você. -Olhou para os olhos brilhantes do mais novo, seu coração falhou numa batida, ah...como poderia não se apaixonar por ele? Sempre tão fofo e disposto para deixá-lo feliz... -Sensei?

-Hum?

-Algum problema Sensei? Você está olhando demais pro meu rosto. -Desviou o olhar ao notar o que fazia.

-Não é nada, só estava pensando que você é fofo. -Colocou a mão sobre os fios loiros, acariciando gentilmente.

-S... Sensei, não acho que eu seja fofo... -Saitama sorriu ao ver a coloração rosada se apoderando das bochechas alheias, era raro ver o Ciborgue corar tão facilmente.

-Hai, hai, mas você é. 

-Sensei...

-Bem, eu vou tomar um banho enquanto o jantar fica pronto.

-H...Hai! Não irá demorar muito. -Concordou.

-Okay.

  Saitama lhe deu as costas e foi em direção ao banheiro.

-... -Genos fechou os olhos por alguns segundos, era bom que aparentemente o mal humor de seu Sensei tivesse ido embora, mas ainda precisava se oferecer para ajudá-lo a aliviar sua frustração sexual,  "Ele disse que sou fofo, então pode ser que aceite a oferta..." -Pensar em seu Sensei o usando para se aliviar lhe causava sensações estranhas, como se pequenas correntes elétricas passassem por seu corpo, e sentia seu rosto corar de timidez, mas como seu discípulo precisava estar disposto. 

"Sim, irei trazer o assunto depois do jantar".

 

  Saitama encostou as costas na beirada da banheira, sentindo seu corpo afundar na água quente, há...era bom tomar um banho no ofurô (benheira) quando se estava estressado, sim, podia passar horas ali se a água não fosse ficar fria e se não estivesse com fome. "O Genos está cozinhando pra mim...", já fazia um tempo que estavam morando juntos, o Ciborgue já sabia quais eram suas comidas preferidas, na primeira vez se sentiu inseguro dem deixá-lo cozinhar, mas o jovem era surpreendentemente bom em culinária, Dr.Kuseno realmente o deixou cheio de habilidades hein.

-Hum... -Pegou um patinho de borracha que estava ali e o encarou. Sabia que quando Genos era machucado em batalha (o que acontecia bem frequentemente), ele iria desaparecer por alguns dias e depois voltaria inteiro, nunca havia conhecido o famoso Dr.Kuseno.

  "Será que devo pedir a mão do Genos pra ele primeiro?" -Era uma pergunta um pouco constrangedora, mas fazia sentido, "Sentido, você nem se declarou pro garoto ainda Saitama!" -Maltida consciência.

-Há.... Será que devo mesmo contar pra ele? -Afundou-se na água, até a altura do nariz, estava tão decidido a contar pro outro quando estava no apartamento de King, mas agora, com o Ciborgue a poucos c9modos de distância, não estava mais tão certo. Estava com medo de que se fosse rejeitado, sua relação com o loiro mudasse..." Por isso que não namorei ninguém nos últimos anos, é tão complicado..."

  "TOC! TOC!"

-Sensei? -Saitama se indireitou ao ouvir a voz alheia.

-Hai Genos?

-O jantar já está pronto, caso pretenda demorar, posso manter aquecido. -Ter um Ciborgue com poder de fogo era útil.

-Eu... Já vou sair. Me espere para comermos juntos. -Quis se bater assim que as palavras sairam de sua boca.

-H...Hai. O deixarei terminar seu banho agora.

-Okay. -Ouviu os passos do mais novo se afastando e deu um longo suspiro. Era hora de sair do banho e encarar seu discípulo.

  Genos estava sentado esperando, a comida já estava posta a sua frente, seus sensores detectava a presença alheia ficando cada vez mais próximo.

-Oh isso parece bom Genos.

-Fico feliz em ouvir isso, por favor coma Sensei.

-Hai, você também.

-Hai. -Logo ambos comiam silenciosamente.

  Não era anormal que ambos estivessem em silêncio, mas daquela vez parecia diferente, talvez porque estivessem ocupados presos em seus próprios pensamentos, procurando o melhor jeito de falar o que queriam.

-Há, estava delicioso como sempre. -O loiro sorriu satisfeito, gostava de saber que fizera algo de bom para o outro.

-É muita gentileza Sensei, irei preparar um chá agora, por favor espere um pouco. -Concordou.

-Uhum. -Saitama observou o mais novo se afastar.

  Em breve Genos estaria voltando com o chá, e então seria a hora de lhe contar tudo, havia passado o jantar inteiro pensando nisso, mas não parecia o momento certo, no entanto, era agora ou nunca.

"Quanto mais eu demorar pra dizer, menos irei querer dizer" -Qual é, ele era um herói certo? Algo assim não deveria deixá-lo inseguro.

-Aqui está Sensei. -Uma xícara foi depositada cuidadosamente à sua frente.

-Obrigado.

-De nada.

  Voltaram a ficar em silêncio um de frente pro outro, alguns segundos se passaram com cada um olhando para sua própria xícara decidindo o que dizer.

"É agora ou nunca" -Saitama.

"Tenho que pensar no Sensei" -Genos.

-Genos eu...

-Sensei eu... -Ambos falaram em uníssom, se olhando surpresos a seguir. -Desculpe, pode falar primeiro.

-Er... Não, fale você primeiro Genos. -O heroi de classe B riu sem graça, tinha a sensação de que o loiro estava ansioso para lhe dizer algo.

-Tem certeza? Não seria melhor se falasse primeiro? É o dever de um discípulo escutar seu mestre. -E lá ía ele com isso de novo.

-Pode falar primeiro, vá em frente.

-Se insiste.

-Claro.

-... -Apesar do que disse, o Ciborgue permaneceu em silêncio.

-Ei Genos, eu disse que você podia falar primeiro.

-Eu sei, apenas estou...tentando resumir tudo em 20 palavras ou menos.

-Há sim. -Às vezes se surpreendia com o quão a sério o outro levava suas palavaras.

-...

-... -Quase podia ver as engrenagens rodando na cabeça alheia, e isso estava o deixando nervoso. O que podia ser tão sério assim? "Talvez ele também vá se declarar pra mim?" -O pensamento fez seu coração acelerar.

-...Espere mais um pouco por favor Sensei, estou quase achando as palavras certas. -Esperar?! Se esperasse mais iria acabar enlouquecendo.

-Leve seu tempo. -"Mas que seja logo!"

-Obrigado Sensei.

-Hai.

-...

-...

-...

-...

  Saitama podia ouvir o barulho dos ponteiros do relógio, da torneira pingando, e podia ver as bochechas do jovem corando às vezes, o que só o deixava mais ansioso. Se considerava uma pessoa razoávelmente paciente, mas iria perder a cabeça se ficassem em silêncio por mais um segundo, foda-se!

-Porra Genos! Fale logo droga! -Os olhos brilhantes se arregalaram de surpresa por alguns segundos.

-D...Desculpe, acabei pensando demais e...

-Só fale!

-Por favor me use para satisfazer suas necessidades sexuais e aliviar sua frustração.

-...

-... -Genos encarava seu professor seriamente, observando a expressão incrédula que aparecia no rosto alheio, aquilo era uma boa reação ou não? Droga, deveria ter usado outras palavras? -Sensei?

-... -Ok, talvez devesse ter deixado o outro herói pensar mais, havia mesmo ouvido o que achava que tinha ou havia finalmente enlouquecido?

-Sensei? Você me ouviu? -Sim, mas devia ter algo de errado ali.

-...

-Sensei?

-...O...O que você disse Genos? -Fixou seus olhos no Ciborgue, o vendo endireitar a coluna e se aplumar.

-Por favor sinta-se livre para fazer sexo comigo. -Certo, aparentemente não havia enlouquecido, mas não podia dizer o mesmo do loiro.

-...Isso é algum tipo de piada?

-Claro que não Sensei!

-Então o que é isso? Explique. Por acaso quer fazer sexo comigo? -Talvez Genos estivesse confuso sobre seus próprios sentimentos e queria resolvê-los através do sexo, se fosse esse o caso, quem seria ele para negar? Aquilo lhe dava uma pontada de esperança.

-Eu... -As bochechas do jovem coraram.

-Genos, fale logo antes que eu resolva te chacoalhar para fazê-lo funcionar melhor.

-Não acho que isso iria melhorar meu funcionamento e...

-Genos. -Sua voz firme fez o outro se calar. -Apenas me explique o que quer dizer.

-...O loiro fechou os olhos por alguns segundos, criando coragem. -Ultimamente venho notando certas mudanças em seu comportamento Sensei, anda mais frustrado e parece sempre estar pensando em algo, não importa o quanto eu pensasse, não conseguia decifrar o que poderia estar lhe causando isso, então esta tarde depois que saiu para comprar o mangá do King, fiquei ponderando sobre isso, e cheguei a conclusão de que deve ser frustração sexual.

-... -"Frustração sexual?", bem, não estava 100% errado, de fato ver o belo Ciborgue vagando tão atraente por seu apartamento o deixava frustrado. -Então é isso que fica fazendo no seu tempo livre? Pensando nas minhas ações?

-Hai! – De certa forma aquilo não o surpreendia. 

-Sei...Continue. -Devia ter alguma coisa errada no cérebro de Genos, definitivamente tinha que ter.

-Como estou morando com você Sensei, imaginei que não poderia trazer nenhuma mulher para satisfazer suas necessidades, e levando em consideração o tempo que deve estar se segurando, é normal que esteja estressado. Em primeiro lugar, agradeço a consideração comigo e peço desculpas pelos inconvenientes.

-... -Como sempre Genos entendia tudo errado, estava começando a ficar irritado.

-Considerando a situação, cheguei a conclusão de que seria mais viável para nós dois se me usasse para tais atos. Dessa forma, eu não precisaria me preocupar em estar o atrapalhando, e nem o Sensei precisaria se segurar.

-... -Ok, agora estava realmente se irritando.

-Sei que você não está em homens e por isso minha oferta pode soar repugnante, mas peço para que entenda que é a melhor solução, se ainda se sentir relutante, não me importo de usar uma peruca ou um saco de papel na cabeça para que não precise ver meu rosto, e não deixarei minha voz sair, então não parecerá que está fazendo atividades sexuais com outro homem.

-... -Saitama fechou a mão num punho, aquela era a primeira vez que sentia vontade de socar Genos.

  Usar uma peruca?! Um saco de papel na cabeça?! Até onde o loiro podia ser tão estúpido ?! Estava pronto para abrir seu coração e contar seus sentimentos, e o outro vinha com essa?! Estava praticamente lhe dizendo para usá-lo como uma boneca sexual, ele achava mesmo que estaria tudo bem pra si?!

-Não se preocupe, o Dr.Kuseno instalou uma nova parte no meu corpo, que permite o ato sexual, não tenho certeza de como funciona, mas creio que o fará se sentir bem. -Então o Dr.Kuseno também estava nessa? E ele achando que o cara era um cientista sério.

-...Eu vejo, e você Genos? -O jovem ainda lhe olhava tão ingenuamente como sempre, e aquilo o irritava ainda mais, sentia como se seus sentimentos não passassem de uma piada.

-O que tem eu Sensei?

-Não se importa em me deixar usá-lo? -As palavras tinham um gosto amargo em sua boca.

-Eu... -A pergunta lhe deixou um pouco tímido, mas não era hora para isso, estava fazendo aquilo para o bem de seu Sensei, além do mais, quem não gostaria de ser tocado por alguém tão incrível?! -...Eu não me importo, como seu discípulo seria um prazer satisfazê-lo. É meu dever.

-He... -Quando achava que não tinha como se sentir mais irritado, Genos o surpreendia. "Então é isso hã, meus sentimentos não passam de uma piada pra você, não se importa que eu o use porque sou seu Sensei". -Não podia pensar numa forma mais cruel de ser rejeitado.

-O que me diz Sensei? -Observou o herói mais velho se levantar com o rosto impassível, não sabia o que lhe dizia isso, mas tinha a impressão que  o outro estava irritado.

-Se eu estivesse frustrado sexualmente poderia apenas procurar uma prostituta Genos. -Saitama deu a volta na mesa, se aproximando de si.

-S...Sei disso, mas é um homem decente demais pra tal coisa.

-Decente hã. -Um sorriso irônico cruzou seus lábios e empurrou o jovem para o chão, prendendo-o abaixo de si num movimento rápido.

-S...Sensei!

-Acha que um homem decente iria aceitar foder seu discípulo? Um menor de idade ainda por cima? -Oh droga, havia mesmo deixado Saitama-Sensei irritado, o que estava pensando quando fez aquela oferta?! Claro que não era digno de ser tocado pelas mãos fortes de seu Sensei. -Só de olhar pra você sei que está entendendo tudo errado de novo. Como pode ser tão estúpido Genos?

-Eu...Eu sinto muito, não era minha intenção ofendê-lo e...

-Você ao menos sabe pelo que está se desculpando?

-Claro, minha oferta lhe ofendeu porque sou menor de idade, um homem e seu discípulo. Apenas achei que seria melhor, e saiba que não me importo em satisfazê-lo , se estiver preocupado com minha idade, eu... -Rangeu os dentes com as palavras.

-Cale-se Genos, antes que eu fique bravo de verdade.

-Desculpe. -Droga, era raro ver seu Sensei irritado daquele jeito, na verdade podia ser a primeira vez que o via assim. Podia sentir seu corpo tencionado, mesmo que tentasse se levantar e tirá-lo de cima de si, não obteria sucesso.

-Não se importa de me satisfazer hã, tudo bem, já que faz tanta questão irei foder você. Não é como se eu fosse um homem decente de qualquer jeito. -Afinal, um homem decente não iria querer fazer sexo com seu discípulo, não iria querer fazer dele seu amante, e principalmente um homem decente não iria jogar suas frustrações na pessoa que gostava.

-Não diga isso Sensei, você é um homem decente e s... -Tampou a boca do jovem com sua mão, aproximando seus rostos, os olhos brilhantes de Genos pareciam num misto de confusão e receio.

-Não foi você quem disse que iria segurar sua voz Genos?

-...Desculpe, eu...ficarei em silêncio . -Sorriu debochado.

-Bom. -Se sentou sobre as pernas do Ciborgue, e puxou a camisa que usava, podia sentir olhos tímidos em seu torso, quase quis rir disso, "Não é tímido em se oferecer pra ser minha vadia, mas é tímido pra me ver nu, é mesmo um pirralho".

-... -Já havia visto seu Sensei sem roupas antes, mas era diferente daquela vez, se perguntava o que deveria fazer.

-Você é virgem certo? Mas deve ter uma ideia de como o sexo funciona. -Abaixou sua calça de moletom e retirou seu pênis flácido, colocando-o perto do rosto do jovem, ignorando o jeito que suas bochechas coraram. -Me chupe até que fique duro o suficiente para fodê-lo.

-E...Eu... -Chupar? Como...Como exatamente deveria fazer isso?

-É, chupar. -Colocou a mão direita atrás do pescoço de Genos e o puxou pra cima, fazendo-o ficar de joelhos.

-Sensei, eu... -A confusão brilhava em seus olhos, se não estivesse tão irritado, talvez tivesse ouvido a voz em sua consciência lhe dizendo para parar.

-É como chupar um picolé, e não use os dentes, entendeu?

-Hai... -Empurrou a cabeça de seu pênis contra os lábios cor de cereja.

-Então chupe.

-... -Ainda sem muita confiança, fez o que lhe foi dito.

  Saitama observou enquanto a língua rosada se aproximava de seu membro, não conseguiu reprimir um arrepio com a sensação molhada, uau, qual foi a última vez que recebeu um boquete? Fazia tempo... Havia se esquecido o quão bom era.

  Genos não tinha ideia se estava fazendo um bom trabalho ou não, mas quando o membro em sua boca começou a endurecer, chegou a conclusão que sim, seu rosto estava quente e sua boca com um gosto estranho, apesar disso estava feliz por estar fazendo algo para seu Sensei, mas se dissesse que não estava envergonhado estaria mentindo.

-Genos, fique parado e abra a boca.

-Hum? -Olhou confuso, mas obedeceu.

"Sempre me obedecendo tão bem hein" -Saitama segurou os fios loiros, firmando sua cabeça e puxou seu pênis da cavidade úmida lentamente, apreciando a sensação, e então o empurrou novamente, fez isso mais algumas vezes antes de começar a estocar ferozmente.

-...! -Viu quando os olhos do Ciborgue se arregalaram de surpresa e sua mãos se levantaram automaticamente para pará-lo, mas as deixou cair ao lado de seu corpo novamente.

"Vai mesmo me deixar usá-lo como eu quiser hã" - Que irritante. Apertou mais forte os fios em sua mão, eles eram mesmo macios.

  Genos sentia a cabeça do pênis acertando o fundo de sua garganta repetidamente (Agradeceria a Dr.Kuseno por não ter reflexo de vômito), sua boca estava cheia de saliva, sentia os pelo pubianos roçarem seu nariz, apesar da brutalidade, o jovem não podia evitar de se sentir quente, era um sentimento estranho e novo para si.

-Droga...Isso é...bom! -Talvez fosse porque era a boca de Genos, mas seu pau se sentia incrível. Uma pequena parte sombria de si (a mesma que estava o impulsionando a fazer sexo com o menor de idade), desejava que o jovem tivesse reflexo de vômito para poder vê-lo engasgando ao redor de si, seria uma cena incrivelmente erótica, mas tudo bem, apena ver o loiro corado, com olhos semicerrados e com a boca ao redor de seu pau, já era o suficiente. "Ele parece estar gostando". -Você aprende rápido não é? Hã ...Ou será que está chupando tão bem porque é o pau do seu Sensei?

-Hun...Hum...Sei... -O Ciborgue se sentia cada vez mais tímido perante o olhar do mais velho, sentia um gosto mais amargo em sua língua, supunha que ele estava perto de vir. "Será que o Sensei vai gozar na minha boca?"- O pensamento disso fez seu corpo aquecer mais, e fechou os olhos, era isso que chamavam de "excitação sexual"? Mesmo que fosse tudo para seu Sensei, seu próprio corpo estava gostando?

-Ha...Hum... -Tudo na expressão de Genos parecia estar lhe dizendo para gozar em sua boca, em outra situação estaria feliz pelo outro estar gostando de chupá-lo, mas naquele momento o irritava, porque seu peito doía, doía pelo Ciborgue estar o deixando fazer aquilo apenas porque era seu Sensei, e não porque o amava, então não, aquele lado escuro de seu ser não queria que o loiro estivesse gostando. -Chega.

-Hum? -Genos sentiu o pênis grosso desaparecer de sua boca e reabriu os olhos.

-Tire as roupas.

-O que?

-Já estou duro o suficiente, agora vou te foder. -As palavras o fizeram corar novamente, quem diria que o herói classe B gostaria de palavras sujas.

-H...hai... -"Foder"...O jovem não gostava dessa palavra em específico, mas se Sensei queria usá-la tudo bem, o que deveria fazer em seguida?

-... -Saitama suspirou, parece que o outro realmente não sabia muito sobre sexo no geral. -Você tem outras roupas certo? Tudo bem se eu rasgar essas?

-Er...hai. 

-Bom. -Segurou a gola da camisa que Genos usava e a puxou de uma vez, fazendo-a se rasgar ao meio, exatamente como aconteceu com o mangá de King aquela manhã, em seguida desceu para as calças, invés de rasgar, resolveu tirá-las normalmente.

  Logo o Ciborgue estava completamente nu sob o olhar do outro, o corpo de Genos era quase inteiramente feito de partes de metal, muitos não o achariam atraente, mas Saitama sentia seu pênis doer, para si o jovem era lindo.

-S...Sensei, eu... eu não... 

-O que foi? Quer parar agora?

-... -Não era que quisesse parar, só estava se sentindo inseguro. -Não, pode continuar.

-Claro. -Saitama tocou no peitoral de metal, era gelado, como o esperado. Moveu suas mãos por alguns instantes, mas não estava com muita paciência para fazer isso de modo amoroso, afinal, era só para satisfazê-lo certo? Ótimo, agora odiaria aquela palavra com todas suas forças (o que não era pouco).

  Puxou as pernas do loiro, as abrindo, de fato havia um pequeno buraquinho no meio de suas nádegas agora, como um ânus, parecia bem apertado...

-S...sensei... -Levantou o olhar para seu discípulo, seu rosto estava incrivelmente vermelho, era óbvio que ele estava com vergonha. "Bem, você deveria saber onde estava se metendo antes de se oferecer pra mim".

-Você disse que seguraria sua voz não é?

-Desculpe. -E lá ia ele quase se sentir culpado novamente. "Foda-se, só vou acabar logo com isso".

-Ei, você não sente dor certo? Então não preciso me preocupar com lubrificante. -Antes que Genos pudesse processar o que estava dizendo, sentiu algo cutucá-lo no meio das nádegas, a sensação o assustou um pouco.

-...!

-Ei, não se mexa. -Nunca havia feito sexo com outro homem, mas imaginava que seus dedos não deveriam entrar tão facilmente deveriam? "Provavelmente Dr.Kuseno o fez não ser tão duro assim, afinal, é bem macio e ...quente por dentro". -Remexeu brevemente antes de colocar outros dois, realmente se sentia quente e macio, seu pau pulsou de interesse.

-...Ha... s...Sensei eu...eu me sinto estranho... -Ignorou a voz de seu aluno e continuou remexendo os dedos, empurrando-os para dentro e para fora, contorcendo-os, era impressão sua ou as paredes internas se apertavam ao redor de seus dedos? 

-He, tenho que dar os parabéns ao Dr.Kuseno, parece bem real pra mim.

-...Sensei, es...espere, e...eu... -Genos arfou com a sensação de algo se remexendo dentro de si, como um Ciborgue a maior parte de seu corpo não era tão sensível assim, na verdade sua sensibilidade era bem escassa, afinal estava sempre sendo quebrado e construído novamente, então seria um problema se pudesse sentir muito, mas aquela parte sua, que estava sendo tocada pelos dedos de seu sensei parecia ser incrivelmente sensitiva, e aquilo era uma novidade para si, precisava se acostumar com isso. -Há...

-Hum... quente e apertado, foi mesmo feito para o sexo não é? Existe uma próstata em algum lugar aqui?

-O...O que? E...eu não sei, apenas es...espere um min...minuto p...Hun! -Sentiu uma corrente elétrica atravessar todo seu corpo, sua cabeça se inclinou pra trás e seus olhos se arregalaram, o que...o que foi isso?

-Acho que sim, você tem uma.

-...! P...Espere...eu...

-Ótimo, vou colocar agora. -Puxou os dedos de dentro do corpo alheio, segurando seu pênis e o guiando em direção ao buraquinho.

-Sensei, p...espere, eu... eu não... não... -As mãos do Ciborgue seguraram seu ombro, tentando pará-lo de avançar, seus olhos estavam arregalados, era óbvio o que estava acontecendo, o jovem está se sentindo inseguro com a sensação do prazer pela primeira vez, talvez com a sensação de sentir pela primeira vez no geral "Parece que Dr.Kuseno esqueceu de avisar o quão sensível essa parte seria hein, bem, isso não é problema meu é?"

-O que foi? Não é sua obrigação me satisfazer como meu discípulo? Então pare de se mexer e me deixe entrar. -Segurou os pulsos do mais jovem e os pressionou no chão, uma parte de seu cérebro lhe acusou de estar se forçando nele, mas a calou rapidamente. "Ele que se ofereceu, então ele que aguente".

-Por favor, Se...Sensei espere um pouco eu...eu s... -Sentiu a cabeça do pênis alheio forçar a entrada de seu buraco e seu sistema disparou, era uma sensação estranha, estava assustado, seu corpo nunca sentiu nada assim antes, "o...o que é isso? E...Eu não sei, o que está acontecendo? P...Pare...!"

-Não me aperte tanto, não quero acabar quebrando você por acidente.

-...est...estou me sentindo estranho... Sensei por favor, p...pare por um tempo, eu...

-Vou parar quando terminar. -Empurrou um pouco mais pra dentro do canal quente e suspirou, havia passado um tempo sem sentir aquilo, era bom, o interior de Genos era diferente do de uma mulher, mas supunha que também era diferente do de um homem, podia sentir algumas vibrações dentro, Dr.Kuseno devia ter posto algumas coisas a mais ali. -Há...isso e bom...

-...S...Sensei...por favor pare... -O tom de voz que alcançou seus ouvidos não era como nada que já ouvira da boca do Ciborgue antes, parou de se mover e levantou o olhar para ele, seu coração se apertou com o olhar assustado em seu rosto.

-...Ei...por acaso está doendo? -Mesmo que estivesse irritado com o jovem, não queria o machucar. Soltou seus pulsos, mas não se moveu. 

-N...Não é isso, eu só ...não sei, é ...é estranho...

-...Dr.Kuseno não lhe disse que seria sensível aqui?

-Ele disse qu...que era para prazer, m...mas... -"Mas pra alguém que nunca sentiu isso deve ser assustador, e não estou sendo exatamente gentil...Droga..."

-Há... Tsc. -Saitama retirou seu pênis e saiu de cima do outro.

  O que tinha na cabeça? Ele era o adulto responsável ali (supostamente), não deveria estar descontando sua raiva em Genos, mesmo que este fosse culpado por deixá-lo assim, droga...tinha certeza de que se fosse capaz, o Ciborgue estaria chorando agora, mesmo que não pudesse sentir dor, a sensação do prazer sexual obviamente o deixou assustado, isso só o fez pensar em como ele era mesmo jovem "Eu realmente não sou um homem decente ".

-...Sensei? -Olhou para o mais velho, ele parecia frustrado, se sentiu culpado por isso. -Sensei, eu já estou bem, meu sistema só precisava de um minuto para registrar as sensações, sinto muito por fazê-lo parar, pode...pode continuar. -Isso não era 100% verdade e nem mentira, seu sistema realmente precisava de um momento para registrar e se reorganizar com as sensações inéditas, mas não tinha certeza se queria deixar seu Sensei continuar, claro, queria deixá-lo satisfeito, mas... tinha a impressão de que sua oferta apenas o irritou mais ainda.

-Esquece, não estou mais no clima. 

-...Sinto muito.

-Não se desculpe, foi a primeira vez que sentiu algo assim, é normal ter ficado assustado.

-Eu não...não fiquei assustado! Sei que o Sensei e gentil, então não tinha porque eu... 

-Gentil? -Havia quase violado o garoto, mesmo com ele lhe pedindo pra parar, e ainda o achava gentil?

-Você realmente gosta de puxar meu saco não é?

-Eu não...não tenho certeza se entendi o que quis dizer...

-Não importa, é melhor irmos pra cama.

-Mas Sensei... -Ignorando qualquer coisa que pudesse lhe ser dita, Saitama se colocou de pé.

-Boa noite Genos.

-Sensei espere! -Se colocou de pé também, sentindo suas pernas bambearem pela primeira vez na vida (sem ser por causa de uma batalha).

-... 

-Entendo que esteja irritado, mas eu...eu realmente sinto muito, sinta-se livre para fazer isso da próxima vez, garanto que meu sistema não ir... -Ainda com aquilo?! Por que Genos era tão idiota?!

-Não quero usar você pra me satisfazer desse jeito Genos. -As palavras foram ditas num tom frio.

-... É por que sou um homem?

-Não é esse o problema.

-Eu...entendo... -Sim, não era bom o suficiente para seu Sensei, por isso ele não queria o usar para se satisfazer, também, depois do que aconteceu a alguns minutos, era óbvio que não era bom o suficiente, droga...por que Dr.Kuseno fez aquilo ser tão sensível?

-Você não entende nada Genos, e esse é o problema! -Se virou para o jovem, o encarando com raiva.

-Sensei eu sinto muito por deixá-lo irritado, sei q...

-Você não sabe de nada! Você nem mesmo entende por quê estou irritado! 

-E...Eu... -Se não era por causa da tentativa falha de ter sexo, por qual outro motivo ele estaria irritado?

-Meu problema nem é frustração sexual pra início de conversa. -Não?

-Mas eu pensei que...

-É esse o problema, você pensa demais e não chega a lugar nenhum. Como pode tirar 100 no teste da associação de heróis e ser tão... idiota?! -Idiota não era a palavra certa, talvez inocente.

-E...Então qual é o problema Sensei? Por favor me diga, farei o possível para ajudá-lo a resolver e...

-Você é o meu problema Genos! 

-... -O Ciborgue sentiu como se tivesse levado um soco no estômago, então Fubuki estava certa? Seu Sensei havia mesmo ficado cansado de si? O que...O que deveria fazer então?

-... 

-...

-...

-...

  O silêncio caiu entre eles, nenhum deles sabia o que dizer.

-...

-Eu...deveria ir embora então Sensei?  -Saitama suspirou.

-Acho que me expressei mal Genos.

-Não, acho que você se expressou muito bem. -A mágoa era estampada na cara do Ciborgue, há, como aquela noite se tornou naquilo?!

-Eu não quis dizer o que você acha que quis.

-Não precisa ser gentil, eu...sinto muito por ter sido inconveniente. 

-Droga Genos, estou dizendo que não é esse o problema! 

-Me parece claro que é. 

-Por que você nunca me escuta? 

-...Sinto muito por tê-lo deixado irritado, irei embora ao amanhecer.

-Genos eu... -Definitivamente não era daquele jeito que pretendia se declarar. -Eu estou irritado, mas não é porque me cansei de você nem nada assim.

-Então qual é o problema Sensei? Por favor me diga, irei...irei concertar! Não quero que me odeie!

-O problema é justamente o contrário!

-Hã? 

-Eu... Eu não o odeio, acho que eu...gosto de mais de você. -Ótimo, era um homem de 25 anos e isso era o melhor que conseguia fazer na hora de se declarar, que vergonha.

-Também gosto muito de você Sensei!

-Não é isso seu idiota! Não...não é esse tipo de gostar... -Novamente podia ler a palavra "confusão" na testa alheia, por que tinha que explicar algo tão simples pra ele?

-Eu não entendo.

-É esse tipo de gostar seu idiota. -Sem pensar duas vezes, segurou o rosto do loiro e o beijou. 

  Podia ser uma cena interessante caso uma terceira pessoa estivesse vendo, afinal, Genos ainda estava completamente nu, mas nenhum deles estava se preocupando com aquilo agora, estavam se focando no beijo.

  Genos não sabia muito sobre relacionamentos ou coisas assim, na verdade era seu primeiro beijo, mas...mas sentia seu peito aquecer de uma forma estranha com aquilo, levantou os braços para segurar os ombros do outro, sentiu a língua de seu Sensei cutucar sua boca e a abriu, sentindo a língua alheia lhe invadir, seu rosto corou e soltou um pequeno suspiro, aquilo também era novo para si. Ambos se separaram, mas mantiveram suas testas encostadas uma na outra.

-...Genos, se você me disser que ainda não entendeu... vou abrir sua cabeça pra ver o que tem dentro... -Porquê não era possível.

-Sensei eu... eu não tenho certeza, mas... -Saitama sentiu sua respiração ficar presa e torceu para que pela primeira vez desde que se encontraram, que o Ciborgue entendesse alguma coisa direito. -...Está tentando me dizer que...que gosta de mim? Romanticamente falando? 

-O que você acha seu idiota?

-É o que me parece... ou queria apenas me beijar? -Okay, podia abrir a cabeça de Genos para ver o que tem dentro ou devia ser mais paciente?

-É seu idiota, você acertou. -Conteve a vontade de desviar o olhar, era um adulto responsável, tenha coragem e diga tudo claramente, já tiveram maus entendidos o suficiente. -Eu gosto de você Genos.

-Sensei... -Nunca imaginou ter alguém lhe dizendo aquelas coisas, especialmente não seu Sensei.

-Não fique apenas me encarando, diga algo além de "Sensei". 

-Eu...Eu não sei se gosto de você Sensei. -Ótimo, seria rejeitado pra valer agora, podia sair correndo ou era tarde demais para fingir que nada aconteceu?

-Eu entendo Genos, sou mais velho que você e sou careca, você conseguirá alguém melhor.

-Não existe alguém melhor que você Sensei! 

-Você me bajula demais.

-Não estou bajulando, é a verdade!

-Eu sei que você só queria me satisfazer porque sou seu Sensei, e isso me deixou irritado, não quero que faça nada comigo apenas por causa disso, então não aja assim ou só irei ficar mais irritado. -Ai, ai, agora ele estava de coração partido, belo conselho de King. -Sinto muito Genos, eu não deveria ter descontando minha raiva em você, mas... não é fácil quando tudo que quero e que você goste de mim da mesma forma que eu faço. 

-...

-...

  Ambos permaneceram em silêncio, Genos estava absorvendo as informações, e dando uma verificada em seu próprio sistema. Nos últimos minutos, suas emoções foram, receio, medo, alivio, alegria e agora tristeza, estava triste por deixar seu Sensei triste.

-Sensei.

-...

-Eu não sei se gosto de você , mas ... desde que o conheci aprendi muitas coisas.

-Nada útil suponho.

-Tudo que aprendi foi muito útil Sensei! Apenas hoje, fui capaz de experimentar muitas emoções graças a você, na verdade, sempre experimento muitas emoções graças a você. -Aquilo atraiu a atenção do herói de classe B, o que exatamente o jovem queria dizer?

-Sensei, não sei se meus sentimentos correspondem aos seus, mas...mas tem coisas que não sinto por mais ninguém além de você. Quando estamos juntos, estou feliz, e quando penso que pode não me querer por perto, me sinto perdido, sem...sem saber o que fazer.

-...

-Eu quero ficar perto de você Sensei, quero...quero ser o único que pode ficar do seu lado, que o deixa feliz, quero ser o único que cuide de suas necessidades! Eu não sei como classificar esse sentimento Sensei! -Os olhos brilhantes se focaram nos olhos repletos de surpresa do mais velho. 

-...

-Eu gosto muito de você Sensei, mas não sei se é o mesmo tipo de gostar que sente por mim, mas... mas quero ser o único de quem você precise...

-Genos... -O loiro sentiu seu corpo sem envolvido por braços fortes e se deixou afundar no abraço. -...Se você se sente assim por mim, está tudo bem eu acreditar que você me ama também? 

-Eu...Eu acho que sim. -Sorriu, sentindo seu coração acelerar, Genos gostava de si também, isso era inacreditável.

-Um dia o farei ter certeza.

-Tente até ficar satisfeito.

-Eu vou.

  Ambos sorriram um para o outro e trocaram um selinho.

-Agora é realmente melhor irmos pra cama não é? 

-Suponho que sim.

-Então vamos. 

  Eles não comentaram sobre como suas camas eram separadas, apenas seguiram para a cama de Saitama de mãos dadas, onde se aconchegaram lada a lado.

-Sensei?

-Hum?

-Você não...não quer tentar de novo? -Sorriu com a pergunta.

-Hum... Você quer? – Olhou para o jovem, este lhe olhava ansiosamente. – Não quero sobrecarregar seu sistema de novo, e você não parecia ter tanta certeza assim.

-Não é isso, só... As sensações foram...diferentes do que estou acostumado e fiquei confuso... Mas agora acho que estou bem. – Saitama queria suspirar, Genos era sempre tão teimoso.

-Como ainda pode estar pensando em fazer isso depois do que aconteceu a menos de trinta minutos atrás? Eu não fui exatamente gentil com você, não acha que deveria estar mais receoso?

-Hum? – Não, pelo visto ele não achava.

-É melhor apenas dormirmos por hoje.

-Mas... Mas...

-Não precisa se preocupar comigo, não quero ouví-lo dizer que quer fazer sexo só pra me satisfazer de novo, é irritante

-...

-Então? Você quer fazer por si mesmo ou ainda está pensando só em mim?

-... -Genos não tinha muita certeza do que dizer, Saitama-Sensei dizia que não queria que ele fizesse algo apenas para deixá-lo feliz, então o que deveria fazer?

-... Você não parece ter entendido o que eu quis dizer de novo. -Suspirou com a expressão confusa do loiro.

-Talvez. -Se entreolharam. -Digo, não quer fazer isso comigo? -Há, ele queria, como queria, principalmente depois de descobrir o quão sensível o outro era.

-A pergunta aqui é, você quer?

-Claro. -Sua resposta veio direta como sempre.

-Ei, não era você quem estava quase chorando a alguns minutos porquê estava assustado?

-Não se preocupe Sensei, não sou capaz de chorar.

-Não é esse o problema.

-Hum?

-Há, por que você tem que ser tão complicado? -Se sentou, vendo o mais novo imitá-lo. -Ao menos já pensou em sexo antes?

-Claro.

-Deixe-me mudar minha pergunta, já pensou em fazer sexo antes?

-Até hoje não. -Era o que esperava.

-E de repente está me dizendo que quer fazer?

-Porque é com você.

-... -Aquela noite estava realmente sendo confusa, havia passado por tantos estados de espirito que perdeu a conta.

-...Ainda acho que é melhor apenas dormirmos.

-Está cansado? -Concordou.

-Estou.

-Sexo é bom para relaxar os músculos. -Olhou incrédulo para o Ciborgue.

-Não sabe quando desistir não é?

-Claro que sei.

-Se você diz.

-...

-...Genos, acabamos de entrar num consenso com nosso sentimentos, não acha que deviamos ir devagar? -O jovem ficou o olhando daquele jeito de sempre.

-Não parecia estar preocupado com isso antes.

-Mas era diferente, eu estava irritado.

-Então só faz sexo quando está irritado? -Aquilo na mão dele era seu caderno de anotações?

-Não! Quis dizer que queria descontar minha frustração em você, não é algo que eu deveria ter feito. -Puxou o caderno das mãos alheias. -E pare de anotar essas coisas!

-Mas posso precisar me lembrar disso depois!

-É algo óbvio, claro que vai se lembrar.

-Óbvio?

-Uhum. -Sorriu e colocou a mão na cabeça de Genos. -Quero dizer que eu não deveria ter descontado em você, porque quando gostamos de alguém, devemos ser gentis, e acabei te deixando assustado não foi?

-...entendo... -"O Sensei está sendo atencioso comigo..." -Aquilo o deixava feliz.

-Se entendeu, podemos ir dormir agora?

-Tenho certeza que irei ficar bem se formos devagar. -Ainda não havia desistido?!

-Genos, você é um Ciborgue, não um adolescente cheio de hormônios e tesão.

-Mas eu me senti bem antes, apenas fiquei surpreso. -Belo eufemismo.

-Então está dizendo que quer sentir de novo?

-Hai. -De fato Saitama não reclamaria de fazer sexo com Genos, ainda mais agora que o ouviu dizer que também gostava de si, mas não tinha muita certeza se deveriam, não queria correr o risco de sobrecarregá-lo de novo. -Está tudo bem Sensei, não vou pedir para que pare novamente.

-Não é esse o problema...

-...

-Ei, olhe pra mim. -Olhou nos olhos brilhantes, eles refletiam desejo e ansiedade, assim como certo receio, há...talvez pudessem tentar de novo.

-Hai? -Colocou a mão na bochecha alheia, sempre achou curioso como a pele de seu rosto era quente, acariciou os lábios rosados, evitando pensar que eles estavam ao redor de seu pau a  poucos instantes.

-Tem certeza de que quer fazer isso? -Genos concordou.

-Ok então, irei devagar dessa vez.

-Ok. -Saitama o empurrou gentilmente contra o colchão, notando que o loiro ainda estava nu. "Por que ele não disse nada sobre isso?" -Há, o Ciborgue iria o enlouquecer um dia.

-Se quiser parar me avise. -O jovem concordou.

  Genos sentiu os lábios alheios cobrindo os seus num beijo gentil, havia aprendido uma coisa nova naquele dia (varias coisas), gostava de beijar seu Sensei.

  Suas bocas se moviam lentamente, mas aos poucos a afobação tomava conta, fazendo-os acelerar os movimentos de seus lábios, o mais velho deslizou suas mãos para o peito alheio, acariciando, aparentemente não havia muita sensibilidade naquele área.

-Hum... s...Sensei, o que...o que está fazendo? -Afastou seus lábios, o Ciborgue não tinha a capacidade de ficar ofegante, mas estava satisfeito por ao menos deixar suas bochechas coradas.

-Só estava verificando se tinha alguma parte sua sensível além da sua bunda. -Oh, era impressão sua ou o rosto alheio corou mais? Que fofo.

-Eu...eu não tenho muita...muita sensibilidade no geral. -Balançou a cabeça.

-Imaginei, afinal você não tem mamilos pra isso.

-S....Sinto muito.

-Ei, não precisa se desculpar, de todo o jeito iria ser estranho se você tivesse mamilos de metal. -Sim, definitivamente seria estranho.

-Eu...Eu posso pedir para o Dr.Kuseno aumentar minha sensibilidade se quiser... -"Tão atencioso".

-Isso não causaria problemas quando fosse lutar?

-...

-Então melhor deixar assim. Tem alguma outra parte sua que se sente bem?

-Meu...meu pescoço.

-Hum...Isso é bom. -Para testar o que lhe foi dito, levou a boca para o pescoço de Genos, não parecia uma parte sensível (provavelmente por causa da cor preta).

-...! -Um arrepio atravessou seu corpo com a sensação molhada em sua pele.

-E então?

-É... É diferente...

-Um diferente bom ou ruim? -Mordiscou levemente, sorrindo com um suspiro que escapou do outro. "Pelo visto bom".

-...S...Sensei...

-Sabe Genos, o que acha de usar meu nome ao invés de "Sensei" enquanto estivermos na cama? -Os olhos brilhantes pareceram incrédulos, como se tivesse dito a coisa mais absurda do mundo.

-Impossível! Sensei é Sensei, não... não posso me atrever a chamá-lo de outra forma!

-Ei, não exagere tanto, e agora somos namorados não é? Você deveria usar meu nome.

-M...Mas você ainda é... é meu Sensei... -O rosto do jovem estava tão vermelho que não se surpreenderia caso seus sistemas entrassem em pane.

-Tenho certeza que você consegue Genos.

-N... Não consigo. -E lá ia ele fazer os olhos de cachorrinho.

-Ok, ok, vamos falar sobre isso depois. -Depositou um selinho nos lábios rosados e voltou a tocá-lo.

  Genos não estava assustado, agora sentia os toques gentis das mãos fortes de seu Sensei, e seu sistema já havia reconhecido a sensação nova (o prazer), estava mais preparado para isso, ainda sim não conseguia evitar que seu corpo se movesse de surpresa ao sentir um dedo rodeando seu buraco.

-Ei, tudo bem?

-Sim, só.. me surpreendi.

-Quer que eu use lubrificante? -O jovem negou.

-Não precisa, não sinto dor. -Acenou em concordância.

-Hum, vou colocar um dedo.

-Ok. -Mal deu o aviso e empurrou pra dentro. -...Hn...

-É realmente quente e macio.

-Há... S...Sensei, eu...

-Hum? É bom? -Remexeu o dedo roçando as paredes internas de seu discípulo, o sentiu se contrair e empurrar de leve contra sua mão, era uma reação instintiva que fez o mais velho sorrir.

--S...Sim... -Oh droga, Genos era tão fofo...

-É bom que você não sinta dor, assim não preciso demorar muito. -Também era bom que não precisasse demorar muito, pois já se sentia duro o suficiente para entrar. "Agora quem está parecendo um adolescente cheio de tesão sou eu".

  Logo saitama estava com três de seus dedos dentro do mais novo novamente, seu próprio pênis pulsava para substituí-los, mas gemidos tão doces escapavam dos lábios do outro que se sentia tentado a provocá-lo mais. "Acho que sou meio sádico".

-S...Sensei c...chega... hun...eu...eu já estou pronto...

-Hum, mas você parece estar gostando tanto, é impressão minha ou você está molhado? -Sim, tinha a sensação de que alguma espécie de líquido estava envolvendo seus dedos, e bem, o outro era um Ciborgue então não gozava certo? Mas se podia sentir, então talvez...talvez também pudesse vir.

-Hun! É... É óleo e...eu acho. -Sentiu a mão de metal apertar seu ombro quando roçou naquele ponto especial dentro de seu corpo.

-Óleo? Por que? -De repente uma luz vermelha brilhou em sua cabeça (figurativamente falando), oh Deus! Havia provocado Genos com muita força e quebrado algo dentro dele, por isso estava vazando óleo! -Oh, eu quebrei alguma coisa?!

-O que?... Não! Não é isso! -Segurou a mão do mais velho, impedindo-o de se mover.

-Então por que está vazando óleo?

-... -O loiro se sentia envergonhado, apesar daquilo ser outra novidade para si, tinha uma noção do que estava acontecendo. -E...eu acho que...

-Que?

-...

-Fale logo!

-Acho que...que é porque...porque estou excitado... -As últimos palavras sairam num tom de voz tão baixo que se não tivesse uma audição muito boa, não teria escutado.

-He... É por isso então, hã. -Estocou com força os dedos na próstata alheia, fazendo o arquear as costas.

-Sensei! N... Não hum... não faça isso! -Sorriu malicioso.

-Mas você gosta tanto.

-...N... não me provoque Sensei... -Riu.

-É sua culpa por ser tão fofo. Me diga, você pode gozar então? Mesmo que seja óleo? -Em pensar que o Ciborgue Demôniaco poderia corar daquele jeito, fazia Saitama querer contar ao mundo todo, ao mesmo tempo que guardar só pra si.

-Eu não sei... -Verdade, era a primeira vez que estava fazendo sexo, então não devia saber direito como seu corpo reagiria aos estímulos.

-Bem, vamos ter que descobrir. -Decidiu ter um pouco de piedade e parar de provocá-lo.

-Hun...! Há... -O Ciborgue arfou quando os dedos foram tirados de si.

-Shh, agora vem a melhor parte. -Segurou os quadris de metal e abriu um pouco mais suas pernas para que pudesse se ajeitar entre elas. -Me diga se for demais.

-Hai...

-É pra dizer mesmo ouviu? Nem pense em ficar calado se sentir que vai pifar.

-Eu não vou. -Não levava muita confiança nas palavras do herói classe S, mas resolveu continuar.

  Saitama guiou seu pênis para dentro do outro lentamente, suspirou satisfeito com a sensação quente ao redor de si a medida que entrava cada vez mais fundo, podia sentir as pernas alheias tremerem e suas mãos estavam agarrando o lençol com força, tudo em sua expressão lhe dizia "prazer", e isso o deixava muito satisfeito.

-Ei, como...como se sente? -Os olhos brilhantes pareciam levemente desfocados. -Genos? Está me ouvindo?

-H...hai, estou...estou bem. -Bem demais.

-Mesmo? Não é demais? -Balançou os quadris de leve, apenas para ver o mais novo arfar.

-S...Sensei...n... não faça isso... -Sorriu.

-Pretendo fazer muito mais, me diga como se sente. -Uma parte sua queria apenas ter certeza de que o Cibrogue estava gostando, outra parte já queria apenas provocá-lo, e pela expressão timida do outro, essa última estava ganhando.

-Meu corpo e... está quente e... é.... é estranho...

-O que é estranho? -Depositou um beijo delicado na bochecha corada.

-M...Minha cabeça... está tudo...quente e...e meus sistemas não... não sabem direito o que fazer... e estou com vergonha... -Não evitou uma risada com isso.

-Shhh, tudo bem estar envergonhado, e não se preocupe. -Genos sentiu os cabelos da nuca se arrepiarem com a voz rouca em seu ouvido, pelo visto era uma área sensível também. -Farei seus sistemas ficarem ainda mais confusos.

-Sensei!

-Você sabe mesmo ser fofo Genos. Vou me mover agora okay? -Ainda sem muita certeza sobre quais sensações seu corpo teria, balançou a cabeça concordando, deixaria nas mãos do mais velho.

-Ok...

  Daquela vez, Saitama não queria assustar o mais novo, então decidiu começar devagar, retirou metade de seu pênis do canal apertado, grunhindo com a pressão, se o corpo alheio continuasse o puxando pra dentro de forma tão gulosa, iria perder a cabeça. "É oficial, o tal Dr.Kuseno deve ser um pervertido", ninguém iria criar um simulador de sexo (devia chamar disso?) tão bom sem ser um.

-Hn...! Há...! -O loiro arfou quando o penetrou novamente.

-Droga Genos... você é tão...apertado.

-I...Isso é bom? -Somente alguém to inocente perguntaria aquilo.

-Muito, é... é incrível.

-Bom...Hn!

  As estocadas permaneceram lentas por um tempo, mas não demorou muito para que seus instintos sexuais aumentassem e Saitama acelerasse as investidas.

  O quarto se encheu com os sons de seus gemidos e de pele batendo no metal, Genos agarrava com força os ombros de seu Sensei enquanto as sensações inéditas atravessavam seu corpo, sentia que seu cerebro iria explodir a qualquer momento. seus sistemas pareciam em pane, e todo seu foco se concentrava no pequeno feixe de nervos (cabos) dentro de si sendo brutalmente acertado pela cabeça gorda do membro do outro, seus lábios se encontravam a cada poucos segundos numa tentativa de abafar seus próprios gemidos constrangedores, suas mãos apertavam os ombros do mais velho com tanta força que uma pessoa comum certamente estaria choramingando d pé dor, mas os únicos sons que se ouvia aquela noite, eram de prazer.

-Sensei! Há...! Hun!...S...Sensei!

-Ha... G...Genos!...  -Tão quente, tão apertado, com uma expressão tão erótica...podia sentir as pernas trêmulas e seu buraco parecia cada vez mais molhado, tudo aquilo deixava Saitama mais e mais excitado, não se surpreenderia caso acabasse deixando a marca de suas mãos impressas nas coxas alheias, na verdade o pensamento o deixava incrivelmente duro.

"Sou um pervertido"- Não que já não soubesse.

-S...Sensei a...al...Hn!...algo está... está vindo...! -Acariciou os fios loiros.

-Deixe...deixe vir há...Eu também estou...hn...perto.

-Há! Há...

  Genos sentia algo se aproximando, seu corpo era atravesado por ondas de choque cada vez mais fortes e seus gemidos ficavam cada vez mais altos, estava um pouco assustado, mas as mãos de seu Sensei o seguravam firmes e gentis, o dando uma espécie de âncora, sem falar que sua cabeça estava nublada demais para se focar em qualquer coisa.

-Hnn...Sensei, e...eu...Ha!

-Argh...Genos! -Saitama suspirou quando o buraco alheio se fechou de uma forma incrível ao seu redor.

  Observou o jovem apertar seus ombros fortemente e gemer alto, sentiu algo enxargar seu pênis e sabia que o outro havia vindo, retirou-se de dentro do corpo amolecido e veio sobre ele, pintando as partes de metal de branco.

-Arf...arf...

-Arf...Arf... -Genos não podia ficar ofegante, mas seu sistema sobrecarregado lhe dava a sensação de exaustão. -Sensei...

-Genos, e então? -O mais velho se deixou cair ao lado do outro. -Você gostou?

-Foi...foi bom... -Sorriu com o quão cansado o jovem parecia. -E você?

-Também foi bom pra mim, parabenize o Dr.Kuseno da próxima vez que o ver. Diga que achei sua última atualização incrível. -O Ciborgue corou, mas concordou.

-Ir...Irei dizer a ele. -Riu.

-Bom. Venha cá. -Ignorando que estavam sujos, se aconchegaram um no outro. -Seu corpo está bem?

-Um pouco...cansado eu diria. -Provavelmente não era a palavra certa também, mas servia ao contexto.

-Huhu, normal, você vai estar bem amanhã.

-Sim.

-Olhe pra mim.

-Hum?

  O heroi de classe B segurou o maxiliar alheio e se inclinou para um beijo, hum...todo o estresse que havia passado durante o dia valera a pena, agora podia beijar e tocar seu amado discípulo o quanto quisesse. "Ele é todo meu agora" -O pensamento aquecia seu peito.

-Hun...Sensei...

-Ei Genos, por que não tenta usar meu nome agora hein? -Como o epserado, o de olhos brilhantes negou imediatiamente.

-I... Impossível! 

-Ei, não diga que é impossível sem tentar. Vamos, diga: "Saitama", são três sílabas, você consegue.

-... -O olhar perdido era fofo.

"Há isso é ruim, me deixa com vontade de provocá-lo mais".

-Diga.

-...S...Sensei! Eu...Eu não... -Realmente não entendia porque era tão difícil para o outro, ele mesmo nunca foi tão sério com seus professores de escola, ou com seu chefe. "Talvez foi por isso que terminei desempregado" -Fazia sentido se pensasse o quão serios alguns japoneses eram. -Eu não consigo!

-Você tem uma boca certo? Então consegue, se for melhor, pense na cidade. -Afinal tinha uma cidade com o mesmo nome que o seu.

-...

-...

  Ficou em silêncio observando o menor, esperando que este finalmente cedesse, pra dizer a verdade, se sentia desconfortável sendo chamado de "Sensei, Sensei" o tempo todo, ainda mais porque não tinha ensinado nada ao jovem.

-Não vai dizer né? -O tom de voz do mais velho era chateado.

-Sensei...eu só...

-Hun, que seja. -Genos observou o outro lhe dar as costas, havia mesmo o deixado chateado? -Não se importa de fazer tanta coisa pra mim, mas não é capaz de fazer algo tão simples como dizer meu nome.

-Não é isso Sensei! Mas...mas você é meu Sensei! Seria impróprio lhe chamar de outra forma.

-Mas também somos amantes agora certo?

-... -"Amantes", mesmo que seu coração não fosse feito pra isso, sentia uma pulsação quente com as palavras.

-Ou depois de tudo que fissemos e dissemos essa noite você ainda pensa em mim apenas como seu professor? 

-N... Não é isso.

-Não?

-Não... -O herói sem cabelo se virou para olhá-lo com uma expressão ilegível.

-Então me chame pelo meu nome. -Estendeu a mão e tocou o rosto do loiro, acariciando gentilmente. -Diga o nome do seu namorado.

-... -Genos se sentia envergonhado, e ter o olhar alheio sobre si só o deixava mais tímido, mas sabia que era algo importante pra ele, então... então deveria se esforçar pra isso. -S...Sensei...

-É "Saitama", S.a.i.t.a.m.a. -O Ciborgue suspirou com o selinho em seus lábios. -Diga.

-...S...Sai...

-Está quase lá.

-...Sensei... Saitama... Saitama-Sensei! -Saitama deixou sua cabeça cair no ombro do mais novo e riu. Não era o que estava esperando, mas já deveria ter previsto.

-Bem, não é o ideal, mas por enquanto vai servir. -Beijou gentilmente as pálpebras do jovem, este parecia prestes a pifar. "Uau, dizer meu nome foi tão difícil assim?" -Iremos trabalhar para fazê-lo dizer sem o "Sensei" da próxima vez.

-Impossível...

-Disse pra não dizer isso, vou garantir que consiga.

-Hum...

-Que tal dormirmos agora hein?

-Precisamos de um banho... -E Genos o Ciborgue da limpeza ataca novamente.

-Podemos fazer isso depois. -Sim, agora só queria dormir.

-... -Os olhos brilhantes não pareciam convencidos.

-Genos, ficar sujo por uma noite não vai te matar, vai? -Seu corpo era feito de metal, então era impossível que pegasse uma infecção, ao menos supostamente falando.

-Tecnicamente não, mas... -E lá ia suas bochechas corarem de novo, fazendo o homem calvo o olhar curioso.

-Mas?

-Mas eu...eu estou...molhado... -Oh droga, se não fossem dormir logo iria acabar pulando para outro round.

-Há sim, você está, e está sujo aqui também. -Deu duas batidinhas na barriga de metal, indicando o lugar onde havia gozado.

-...Sensei! P...Por favor não diga isso! -E lá estava seu lado sombrio querendo provocá-lo de novo hehe.

-Em pensar que o Ciborgue Demôniaco poderia ser tão adorável.

-Não me provoque...

-É mais forte do que eu.

-Hum... Eu vou tomar um banho.

-Ok.

-E você?

-Eu? -Sorriu brincalhão. -Já esta me chamando pra tomar banho com você? Que atrevido. -Corou ainda mais.

-N... Não foi isso que... -O calou com um beijo. -Hn...

-Você é mesmo fofo Genos, continue assim e posso acabar o quebrando.

-Sensei... -Saitama gostava mesmo de provocá-lo, estava começando a perceber isso.

-Estou brincando, vá tomar um banho e volte logo, quero abraçá-lo.

-Hai! -Genos saiu da cama ansiosamente. -Voltarei em breve Sensei. -"De volta ao Sensei hã".

-Hai. -Saitama o assistiu despaarecer em direcao ao banheiro e sorriu.

  Naquela manhã estava quase criando cabelo apenas para perdê-los novamente de tanto pensar em seus sentimentos, mas agora estava tudo bem, ainda não estava 100% seguro sobre os sentimentos do loiro, mas tinha certeza que um dia teria.

-Há... -Rolou no colchão e abraçou o travesseiro.

  Realmente estar apaixonado era problemático e confuso, e ele odiava esses sentimentos, mas Genos era um problema que estava disposto a aceitar, afinal, ele o amava. 


Notas Finais


É isso!
Agradeço a todos que leram e se puderem deixar seus comentários agradeço

Obs:Me desculpem os erros


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