História Grupo para Jovens Problemáticos - Capítulo 9


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Tags Agressão, Álcool, Bullying, Drogas, Escola, Festas, Gay, Sexo, Violencia
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Palavras 834
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Colegial, Drama (Tragédia), Escolar, Festa, Romance e Novela, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Olá pessoal! Mais um capítulo!

~Boa Leitura!

Capítulo 9 - ANNA


 

ANNA

SEXTA-FEIRA, 10 DE MARÇO DE 2017

 

NOITE

 

 

– Ela voltou para a aula, Patrick – digo enquanto cozinho.

– Quem? – Ele está pondo a mesa.

– A Kendra. A garota que te falei – me viro para olhá-lo e ele faz uma cara de quem estava tentando lembrar.

– A que chamam de “Monstra de Chocolate”?

– É. Mas não estão mais chamando ela desse jeito. Eu conversei com eles.

– Não falam na sua frente né.

Desligo o fogo e me viro.

– Gosto de pensar que eles levam para sempre as coisas que aprendemos na aula. Pode me chamar de otimista demais ou empolgada, mas... é a primeira semana que estamos juntos e eu sinto que estamos progredindo.

– Isso é muito bom – ele passa por mim e vai até o armário. – Só espero que dá próxima vez que riscarem seu carro, eles usem a vírgula de maneira correta. – Ele pega os copos e se senta.

– Eu já disse, eles não vão mais fazer isso – me sento também e olho pra ele que se serve. – Você não vai acreditar no que fizemos hoje?

Patrick respira fundo e então volta o olhar para mim.

– O que vocês fizeram?

– Nós vimos O Milagre de Anne Sullivan.

– Um filme em preto e branco legendado? – Ri baixinho. – Para uma turma acostumada a ver Velozes e Furiosos e American Pie?

– Para a sua informação eles prestaram atenção no filme inteirinho. – Me sirvo também. – Você tinha que ver. Eles estavam com os olhos grudados assistindo e nem fizeram tantas piadas. Eu acho que foi o primeiro filme legendado que muitos viram. Eu ajudei a Kendra e li as legendas para ela. E duas garotas estavam com lágrimas nos olhos quando o filme acabou.

– Isso é muito bom.

– Sim! É. – O espaguete está uma delícia. Patrick ama espaguete e faço pra ele toda sexta-feira. – E, no final da aula, o William, aquele garoto que me confrontou no primeiro dia, veio até mim e disse que eu era como a Anne...

– Espera – ele me interrompeu. – Podemos não falar do seu trabalho somente por hoje?

As palavras continuaram presas na minha garganta e o sorriso foi aos poucos sumindo do meu rosto. Limpei a boca, respirei fundo e assenti com a cabeça, voltando a olhá-lo.

– Me desculpe. Tem razão. – Ele assente. – Como foi no trabalho hoje?

 

 

SEGUNDA-FEIRA, 13 DE MARÇO DE 2017

TARDE

 

Passei o sábado inteiro fazendo planos de aula para a próxima semana. Se tudo desse certo, veríamos Um Sonho de Liberdade na próxima sexta.

Patrick e eu fomos jantar à noite com um casal de amigos dele: Beth e Victor. Eles eram bastante snobes e só falavam sobre a empresa, a empregada mal-educada e os filhos adolescentes na fila de espera da universidade. Bebi mais do que planejava naquela noite e Patrick não gostou muito. Me desculpei na manhã seguinte por qualquer coisa que eu tenha dito, mas ele me garantiu que não fiz nem falei nada demais. Só ri um pouco além da conta.

O domingo foi mais caseiro. Acordamos cedo, transamos, tomamos café da manhã na varanda, fomos ao supermercado e passamos o resto da tarde vendo filmes na cama até ele ter que terminar um relatório do trabalho.

 

São quase três horas agora e o estacionamento já está cheio de carros, motos e bicicletas. Passo por todos aqueles jovens que me olham de cima a baixo e entro na escola.

O corredor está lotado também e de alguma forma, não me sinto tão desconfortável quanto antes em estar aqui. Mesmo com todos aqueles olhares, risadas e piadas, eu até que estou me acostumando.

Antes de ir para a sala, resolvo ir ao banheiro e quando entro, está vazio. Ainda bem. O espelho está quebrado e tem marcas de batom por toda parte e pelas paredes. Quem coloca batom para sair beijando os espelhos?

Ajeito o cabelo e retoco o batom antes de entrar em uma das cabines estreitas e com mau cheiro. Nesse instante, entra alguém. São várias pessoas na verdade.

– Eu já estou ficando preocupada! – Uma das garotas diz.

A porta se fecha.

– Olha, – conheço aquela voz – eu não contei isso a ninguém ainda, e se eu não contar para vocês, vou surtar. – Sim! Eu conheço aquela voz. É Jillian. A garota loira de olhos verdes da aula. A que passou mal naquele dia.

– Jill, você está estranha já faz uns dias, está tudo bem? – Também conheço essa voz. Megan.

– Não. – A voz de Jillian está trêmula, como se fosse chorar a qualquer momento. Eu pensei em sair dali naquele momento para não ouvir a conversa delas, mas algo não me deixou sair.

– Nos conta o que aconteceu. – A outra garota diz. – Você voltou com o Stiven?

– Não...

– Brigou com o Oliver? – Megan pergunta.

– Não, não. – Ela está chorando agora. – Naquela noite, que eu fui até a casa do Oliver, ele me contou uma coisa.

– O quê?

– Que... nós não devíamos ter transado sem camisinha. – Meu coração acelera. – Eu estou me sentindo mal já faz uns dias e... acho que estou com HIV.



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