História Procede? - Capítulo 2


Escrita por: , ShiroiChou e artxwur

Postado
Categorias Naruto, Yu Yu Hakusho
Personagens Botan, Deidara, Fugaku Uchiha, Gaara do Deserto (Sabaku no Gaara), Hinata Hyuuga, Hyuuga Hiashi, Ino Yamanaka, Itachi Uchiha, Jiraiya, Kakashi Hatake, Kankuro, Karin, Kiba Inuzuka, Koenma, Kurama (Kyuubi), Kushina Uzumaki, Mikoto Uchiha, Minato "Yondaime" Namikaze, Naruto Uzumaki, Neji Hyuuga, Personagens Originais, Rock Lee, Sai, Sakura Haruno, Sasori, Sasuke Uchiha, Shikamaru Nara, Shizune, Suigetsu Hozuki, Temari, TenTen Mitsashi, Tsunade Senju, Yamato
Tags Itasaku, Narusasu, Naruto, Nejiten, Sasodei, Shikatema
Visualizações 139
Palavras 1.592
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Comédia, Crossover, Festa, Romance e Novela, Shoujo-Ai, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Yoooo mina-san!
Mais um capítulo novo pra vocês. Aproveitar o tempo que tenho porque em breve a coisa vai ficar dificil.
Esperamos que gostem! Se gostarem, deixa lá seu comentario que vamos amar responder.
Tenham uma ótima leitura!
E desculpem qualquer erro de ortografia :)
Bjos😘

Capítulo 2 - Ou vai ou racha.


Fanfic / Fanfiction Procede? - Capítulo 2 - Ou vai ou racha.

[Baku]

Eu estava preocupado. Preocupado não, desesperado. Enquanto dava lupes pelo céu procurava um jeito de explicar tudo, sem deixar faltar detalhes e de um jeito não tão impactante. Pensei tanto que quando dei por mim já estava a menos de 100 metros da pessoa com quem eu iria me encontrar.

Observando o mundo do alto de um prédio nem parecia que aquela criatura, com seu cabelo laranja balançando ao vento, era tão agressiva. Parecia um anjo. Ou o capeta encarnado na minha opinião. Quem a olhasse daquele jeito nunca imaginaria que ela quase afundou minha cabeça com um cascudo...

"Quem não te conhece que te compre"

Retruquei mentalmente.

Assim que os olhos de Hashimoto Kurama pousaram em cima de mim um sorriso enorme distendeu de seus lábios e ela veio voando na minha direção. Quem imaginaria que um ser magrelo e pequeno como ela tivesse tanta força...

Vou lembrar desse cascudo pela eternidade.

— E aí? — Me olhou. — Notícias?

Fiquei desconcertado. Não sabia como dizer o que precisava então fiquei calado.

— Baku, diz alguma coisa. — Insistiu.

E eu continuei mudo e isso pareceu irritar a Kurama.

— Desembucha, trapizomba! — Me agarrou pela jaqueta e me chacoalhou.

— Nãotemvagapravocênoceu! — Falei de uma vez.

Ela levantou as sobrancelhas, me encarou e ficou assim por um tempo.

— Não entendi.

— Nãotemvagapravocênoceu. — Repeti.

— Fala pra fora, trapizomba! 

— Não tem vaga pra você no céu caramba! — Me irritei. — Nem no inferno. E para de me chamar assim!

Ela ficou espantada.

— Como assim tão tem vaga pra mim nem no céu nem no inferno?! Que negócio é esse?! — Vi uma áurea de irritação ao redor dela. — É bom me explicar isso direitinho!

— Calma aí, laranja azeda! — A parei antes que voasse pra cima de mim, após isso, tirei do bolso um pequeno livro. — De acordo com o livro de acontecimentos futuros, sua morte não era esperada pelo mundo espiritual.

— Ainda não estou entendendo.

— Vou tentar resumir a história toda. — Fechei o livro e o fiz desaparecer da minha mão. — Pelo livro, o que deveria acontecer era a sua mãe tentar desviar e acabar se machucando no seu lugar. Nenhuma das duas iria morrer, mas sua mãe iria sofrer um bocado no hospital.

Uma veia saltou na testa dela.

— Ta me dizendo que eu poderia tá vivinha nesse exato momento?! — Tentou me segurar mas eu desviei.

— Sim, é isso mesmo. Ninguém imaginaria que você teria reação numa hora daquelas.

Ela bufou, resmungou, reclamou mil e uma coisas antes de sentar no ar de pernas e braços cruzados. 

— Pelo menos evitei que minha mãe passasse por sofrimento num hospital. — Suspirou e sorriu minimamente. — Isso já é suficiente pra mim.

Fiquei um tanto quanto surpreso. imaginava que ouviria qualquer coisa da boca dela, menos aquelas palavras. Deixei que Kurama se acalmasse um pouco pra que pudesse falar com ela de novo.

— Tem mais uma coisa. — Parei ao seu lado. — Já que você morreu fazendo algo de bom, tem o direito ao que chamamos de "mérito por vaga".

— Mérito por vaga? — Me encarou. — O que é? 

— Você tem duas opções: ficar por aqui vagando sem rumo ou aceitar uma tarefa extremamente difícil. Se caso você aceitar a tarefa, e se conseguir completá-la, vai ganhar como recompensa pelo seu esforço uma vaga no céu.

— E se eu não conseguir cumprir a tarefa?

— Nesse caso eu te mando pra o inferno e você fica por lá pela eternidade.

— Que ótimo incentivo... — Disse temerosa. — E em caso de desistência?

— Se caso você desistir no meio da tarefa vai perder o direito a vaga tanto no céu como no inferno e vai ficar vagando pela terra durante toda a eternidade.

Ela ficou em silêncio.

— Qual vai ser? — A encarei. — Decida-se rápido.

Ela pensou um bocado. Fiquei esperanto impaciente até que ela me olhou e logo as palavras foram saindo.

— Posso assistir meu funeral primeiro? — Pediu.

Eu estranhei.

— Porque quer isso? — Lancei o questionamento. 

— Não sei, mas sinto que preciso ver meu funeral. 

Fiquei a olhando durante um tempo até que um suspiro escapou dos meus lábios.

— Está bem. — Concordei. — Vamos ver seu funeral. Mas vou logo avisando que você vai poder ouvir o que as pessoas dizem tanto em voz quanto no pensamento. Então vê se não fica magoada.

— Não vou ficar. 

Suas palavras eram firmes, ela realmente estava determinada a descobrir algo no próprio funeral. Já perto do final da tarde, durante a ida até onde ela morava, fiquei pensando no que tanto ela queria ver. Ao chegarmos no local, vimos muitas pessoas fora da casa e algumas lá dentro. Todas em completa tristeza.

A olhei uma última vez antes de me afastar e deixar que ela fosse só.

— Eu realmente espero que você não se magoe. Por que hoje você vai ouvir, tanto o quer quanto o que não quer.


[..........]


Passaram-se longas horas. Quando Kurama retornou de dentro da sua casa, quase todas as pessoas que foram dar suas condolências a família já haviam ido embora. Ela estava com uma cara estranha, como se a raiva e a satisfação estivessem misturadas. Parecia até que tinha chupado limão.

— E então? — A encarei. — Já assistiu seu funeral. 

Ela bufou. Parecia que estava sentindo uma gama de coisas diferentes ao mesmo tempo. Cruzou os braços e fez bico.

— Ouvi muita coisa. — Contou. — Boas e ruins. Mas eu supero.

Levantei uma sobrancelha.

— Já se decidiu?

— Pode me dar mais tempo? — Me olhou com cara de cachorro que caiu da mudança.

— Não. Tem que se decidir agora. — Demonstrei minha presa. — Ou vai ou racha.

Ela pensou, bufou, resmungou e por fim se deu por vencida. Afinal, não tinha outra escolha mesmo. Após olhar pra mim com cara de quem comeu e não gostou, abriu a boca e deu sua resposta.

— Tá, eu topo.

No exato instante que ela disse isso, fiz surgir uma vassoura parecida com a minha e a entreguei. 

— Pra quê eu quero isso? — Perguntou. — Não vou varrer nenhum lugar.

Revirei os olhos. Justo eu, o melhor guia espiritual, fui designado pra lidar com alguém tão difícil, teimosa, agressiva e impaciente.

Que Kami me ajude...

— Oras, isso é um presente. — A encarei. — Você parece com uma das personagens de Harry Potter, até as sardas se parecem. Então achei que seria legal e um pouco irônico de dar uma vassoura.

Ela bufou.

Já eu tirei do bolso um bonequinho minúsculo do Harry. Não estava exatamente a presenteando, apenas queria testar até onde sua pouca paciência ia e me vingar pelos resmungos e gritos que ela já havia dito comigo, além das outras coisas que realmente me tiraram do sério.

Se for pra conviver com ela, que seja do meu modo.

— Cê ta de brincadeira com a minha cara... — Pegou o bonequinho. — Você só pode tá me zoando.

— Se não quiser o bonequinho então devolve, sua ingrata.

— Tu é chato, hein... Eu não disse que não tinha gostado e nem que não ia ficar.

Senti vontade de rir mas me segurei enquanto a observava pendurar o enfeite na ponta da vassoura.

— Certo. — Passei a mão em meus cabelos sedosos. — Vamos! Vou te mostrar sua missão.

Durante os minutos que se seguiram naquela gelada manhã de inverno, seguimos até o local desejado. Óbvio que Kurama não fazia ideia de como se voar numa vassoura e eu perdi dez preciosos minutos de serviço tentando ensiná-la. Depois de tanto trabalho ela finalmente conseguiu e a essa altura nós já tínhamos chegado ao nosso destino.

A Univesidade Konoha!

— Ei, é aqui que eu estudo. — Contou feliz mas logo percebeu a realidade. — Estudava...

Descemos até a área e começamos a andar tranquilamente. Como ninguém podia nos ver, seria extremamente fácil explicar tudo que aquela laranja azeda iria fazer.

— É o seguinte. — Comecei. — Você vai ter até o fim desse ano pra juntar oito casais.

— Quê???! — A expressão dela era de perplexidade. — Como assim juntar casais?! Eu sou horrível pra juntar casais!

— Você não poder ser tão ruim assim e...

— Eu não consegui juntar nem mesmo um casal de passarinhos, quanto mais oito casais humanos.

Me calei.

— É, a situação tá feia. — Comentei. — Mas pelo menos você não vai ficar sozinha nessa.

Os olhos de Kurama brilharam.

— Você vai me ajudar? — Perguntou esperançosa. 

Dei risada.

— Eu não, mas o manual pra cupidos iniciantes vai. — Lhe entreguei um livro grande e grosso, acho que tinha umas seiscentas páginas. — Faça bom uso dele!

Estava prestes a voar pra longe quando ela segurou o cós da minha calça e me puxou pra baixo.

— Há, não! Você não vai embora coisa nenhuma! — Eu via chamas em seus olhos. — Vai ficar aqui e me ajudar! Que tipo de guia espiritual é você?!

— Eu não tenho obrigação de ajudar você! — Retruquei me debatendo.

Só que Kurama é assustadoramente forte. Nunca duvidem quando eu digo que ela é o capeta encarnado.

— Vai ficar sim! Por bem... — Ameaçou me dar outro cascudo. — Ou por mal!

— Tá bom, tá bom! — Me dei por vencido. — Eu ajudo. Só controla essa violência pelo amor de Kami.

Depois que ela me soltou arrumei minhas roupas e meu cabelo antes de encará-la. Nanica, magrela e extremamente raivosa. Essa era Kurama.

— Pode me dizer quem são os destinados a se juntarem? — Perguntou de braços cruzados.

Fiz um papel aparecer e lhe entreguei.

— Aqui.

Em questão de segundos seus olhos se arregalaram, suas pupilas dilataram, suas mãos pequenas apertaram o papel com força e um grito agudo saiu de sua garganta.

— NANIIIIIII???!



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