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História Procura-me - Capítulo 18


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Notas do Autor


Ei pessoal como estão?
Já vai algum tempo e peço desculpa por isso, mas uma vez mais a inspiração meteu-se no caminho. Não sei o porquê mas tenho vindo a batalhar muito com a inspiração nestes últimos meses.
Quero desde já avisar que vou voltar para a faculdade no inicio desta semana e este vai ser o semestre mais importante da minha vida por isso acho que vocês não me vão ver por aqui durante algum tempo.
Sem mais delongas, espero que gostem deste capitulo.
Kiss, bea

Capítulo 18 - Capitulo 17


Scott parecia que ia desmaiar a qualquer momento enquanto eu parava o carro em frente da mansão dos Whitemore.

Eu já ali tinha estado no inicio da minha carreira quando fui escoltado após assaltarem aquela casa. Na altura nenhum dos Whitemore estava ali e assim acabei por não ter nenhum contacto com nenhum deles por ser um simples polícia que tinha acabado de sair da academia.

-Sentes-te bem? - forço-me a perguntar apertando o volante nas minhas mãos enquanto mantinha os meus olhos presos na casa diante de mim, a entrada estava rodeada de carros indicando que a família Whitemore estava ali.

-Sim, claro... Isto é só mais um dia no escritório. - as palavras de Scott fazem-me finalmente olhar para ele e perceber o quão pálido ele estava.

-McCall tu já notificaste famílias, certo? - obrigo-me a perguntar não tendo a certeza se queria saber a resposta.

-Sim, dezenas de vezes. - responde ele fazendo com que um peso se livrasse dos meus ombros ou perceber que não estava a lidar com nenhum novato, mas ainda assim a sua expressão facial não melhorou.

-Scott...

-Eu não gosto de dar más notícias às pessoas. - apressa-se a falar Scott impedindo-me de continuar, os seus olhos estavam fixos num ponto à sua frente como se estivesse a arranjar forças para admitir aquilo em voz alta. -Eu não sou bom em fazê-lo. Eu sei que o treino nos obriga a fechar as nossas emoções quando são situações destas, mas eu não consigo porque sou...

-És humano! - apresso-me a falar percebendo aquilo que ele estava prestes a dizer. -Todos nós somos humanos, todos nós queremos chorar com a pessoa que está a receber esta terrível notícia, mas isso não é possível porque só vai piorar a situação. A partir do momento em que perderes isso em ti, essa empatia e compaixão que tens por aqueles que estão a sofrer, é o momento em que te deves afastar porque significa que já não estás a fazer um bom trabalho.

A sua atenção a certa altura do meu discurso virou-se para mim e pude ver a confiança a tomar conta dos seus olhos e o a sua pele voltar ao tom certo dando-me a coragem para prosseguir naquilo que dizia.

-Então, pronto?

Obtenho a sua resposta quando ele abre a porta do carro e é o primeiro a sair deste avançando em direção à mansão, só parando quando se apercebeu quando eu não o seguia. Não consegui deixar de sorrir perante a sua ação ao mesmo tempo em que começava a aceitar a ideia de ter um novo parceiro.

Talvez as coisas não fossem correr assim tão mal.

Scott foi quem tocou à campainha e por alguns segundos aguardamos a chegada de quem fosse, quando ninguém veio obriguei-me a tocar novamente à campainha não obtendo nenhuma resposta novamente.

-Será que não está ninguém em casa? - sugere Scott fazendo-me franzir a testa em confusão antes de olhar para todos os carros parados na entrada, Scott pareceu perceber que tinha errado ao sugerir aquilo em voz alta.

Voltei a tocar à campainha prolongando agora o meu ato durante uns segundos para logo de seguida reforçá-lo com batidas fortes na porta.

A porta foi finalmente aberta por aquilo que parecia um empregado de mesa, mas que ao mesmo tempo eu não tinha a certeza se era isso. Vestido com uma saia ao xadrez, lembrei-me rapidamente que devia ser um kilt daqueles que os escoceses normalmente utilizavam.

-Estamos aqui para ver a Senhora e o Senhor Whitemore. - apresso-me a falar mostrando o distintivo para o homem diante de nós ao mesmo tempo em que Scott fazia o mesmo.

-Eles estão numa festa privada. - revela o homem não parecendo de todo desconfortável com a forma como estava vestido.

As suas palavras fazem-me notar o som de fundo que vinha de alguma parte daquela casa, as vozes e risadas eram acompanhadas com uma melodia que eu não conseguia acompanhar.

-Este assunto não pode esperar. - afirmo invadindo a casa de uma vez por todas começando a ficar cansado de todos os discursos que as pessoas tentavam inventar quando nos viam às suas portas.

Alguns até que eram originais, mas chegava a um ponto que a piada deixava de ter graça.

-Ei, não podem entrar assim! - consigo ouvir o homem a reclamar atrás de nós assim como o som dos seus passos apressados a tentarem apanhar-nos. -Isto é invasão de propriedade, vou chamar a polícia.

-Nós somos a polícia! - grita Scott bem atrás de mim para logo de seguida acrescentar agora num tom mais baixo que me fez sorrir. -Idiota!

O barulho vinha de um salão que tinha as suas portas abertas em convite para qualquer um que estivesse naquela casa. As mesas e as cadeiras estavam devidamente organizadas deixando um espaço vago para as pessoas puderem circular sem obstáculos e até mesmo ao ponto de formar uma pista de dança onde ninguém se encontrava a dançar.

A melodia que tocava era me desconhecida, havia um piano acompanhado com gaitas de foles que me faziam olhar para os homens que tocavam, todos eles vestidos também com um kilt.

Que tipo de festa era aquela?

Avancei em direção aos músicos pedindo com gestos para pararem de tocar, mas isso não aconteceu o que me obrigou a arrancar uma gaita de foles das mãos de um deles fazendo com que o som ensurdecedor invadisse todo o lugar fazendo com que as reclamações voassem por todos os lugares.

-Quem você é? Segurança! - grita uma mulher vestida com um vestido bege de renda que ia até aos seus pés, segurava um copo de champanhe e os seus lábios pintados de rosa já tinham deixado a marca no copo.

-Polícia! - anuncio apresentando o distintivo para todos e para logo de seguida aproximar-me da mulher que tinha acabado de gritar pela segurança.

O seu rosto estampava todas as revistas de moda que existiam com novidades sobre as suas novas criações ou até mesmo sob a sua vida passada como modelo. Sarah Whitemore, mãe de Jackson Whitemore, o único suspeito que agora tinha no caso da Lydia.

-Senhorita Whitemore. - experimento a falar guardando o meu distintivo, os seus olhos estavam arregalados de surpresa e não levou muito tempo para o seu marido aproximar-se de nós, por essa altura já o Scott estava ao meu lado.

-Não nos avisaram que vinham. - é a vez do Stephen Whitemore falar fazendo-me olhá-lo com cuidado, tudo nele gritava político e o pin com a bandeira americana que tinha no seu fato não ajudava a impedir esses meus pensamentos.

-Não houve tempo para avisos. - informo tentando manter o meu tom calmo, observei as pessoas que começavam a ficar à nossa volta obrigando-me a acrescentar. -Será que poderíamos ir para um lugar com mais privacidade?

Sarah olhou para o seu marido e quando este assentiu ela voltou a olhar para mim.

-No meu escritório. - sugere Stephen antes de apontar a direção que devíamos tomar.

-Qual é a tua tática? - pergunta Scott num murmúrio olhando várias vezes para trás como se quisesse certificar-se que os Whitemore ainda ali estavam.

-Eu quero saber se eles sabiam o monstro que tinham como filho. - é a única coisa que digo não me importando como aquilo soava.

Finalmente entre portas fechadas, vi Stephen Whitemore avançar para a cadeira atrás da sua secretária para ser acompanhado pela esposa que rapidamente ocupou um dos braços da cadeira deixando que a mão do marido descansasse na sua perna.

-Passa-se algo detetives? - questiona Sarah Whitemore com aquela voz profissional como se estivesse a lidar com algum dos seus fornecedores.

-Vocês sabem o paradeiro do seu filho? - começo por perguntar sentindo os olhos do Scott em cima de mim, mantive a minha postura não revelando nenhuma das minhas intenções.

-Do Jackson? - a Sarah Whitemore começava a mostrar alguma preocupação e procurou por apoio no seu marido que parecia manter-se imparcial.

-Ele fez algo de errado?

-Não, só queremos saber se sabem o seu paradeiro? - eu precisava de ver na expressão deles se ambos sabiam aquilo que o filho dos dois fazia.

-A última vez que soube ele estava a chegar a Seattle, tinha um assunto importante para tratar na empresa da família. - aquela parecia uma resposta já preparada, quase como se o Stephen soubesse aquilo que íamos perguntar.

-E se nós falássemos que sabemos onde o vosso filho está?

-Eu iria falar que as suas perguntas anteriores são ridículas. - volta a falar Stephen com um sorriso egocêntrico nos seus lábios, quase como se já tivesse previsto aquilo.

-O seu filho encontrasse na morgue do hospital de Atlanta! - revelo de uma vez fazendo com que de uma vez por todas a máscara que Stephen tinha vindo a aguentar caísse de uma vez por todas.

Havia outras formas para dar a notícia e eu apercebi-me disso depois de tê-lo feito.

Sarah Whitemore parecia ao ponto de cair do lugar onde estava, vi-a a cravar a mão no braço do seu marido sustendo ali todo o seu peso enquanto lágrimas invadiam os seus olhos sem se libertarem destes. Já o Stephen Whitemore olhava para mim como se esperasse que aquilo fosse mentira, a ameaça era suscetível nos seus olhos e isso só me deu a certeza de que eu tinha agido mal da forma como eu falei.

-Como… Como é que podem ter a certeza? - consegue finalmente questiona Sarah deixando que as suas costas direitas e o seu queixo erguido não mostrassem o quão estava afetada.

-Uma testemunha identificou-o. - é a vez de Scott falar, ele deve ter percebido que tinha agido mal e agora era a vez de ele tentar corrigir os meus erros.

-Uma testemunha? - questiona Stephen confuso, os seus olhos detiveram-se novamente em mim antes de voltarem para Scott. -Que tipo de testemunha?

-Nós não podemos dar esse tipo de informação. - afirma com determinação Scott sendo aquele o momento em que escolhe para tirar do seu bolso do casaco um bloco de notas que não demora em abrir. -Se não se importam nós temos algumas perguntas para lhes fazer, não vai demorar muito tempo.

-Não pode ser em outro dia? Nós acabamos de descobrir que o nosso filho morreu. - justifica Stephen passando um braço pelos ombros da sua esposa quando a mesma solta o primeiro soluço.

-Nós tentaremos ser rápidos. - afirma Scott olhando-me de esguelha como se esperasse que eu dissesse algo, mas mantive-me em silêncio não sabendo qual seria a reação dos Whitemore se voltasse a falar. -Qual foi a última vez que vocês viram o vosso filho?

-Acho que faz dois meses desde da última vez que o vi, ele tem estado muito ocupado nestas últimas semanas. - responde Stephen passando um lenço para as mãos de Sarah quando as lágrimas da mesma começaram finalmente a rasgar caminhos pelas suas bochechas.

-Vocês conhecem alguma Lydia Martin? - o nome da ruiva que se apoderava dos meus pensamentos quase que 24/7 faz-me finalmente sair do meu estado paralisado e ficar agora mais atento aquilo que diziam.

-Lydia Martin? - o nome entoava com confusão em Stephen, olhou para a sua mulher em busca de alguma resposta, mas esta não estava capaz de dar alguma. -Não penso que não. Ela é importante?

Ele tinha acabado de mentir, o seu dedo passou pelo seu nariz como se estivesse a coçar, um claro sinal de quem mentia.

Ele estava a mentir em relação a não conhecer a Lydia e isso só me dava mais a certeza de que Stephen sabia aquilo que o seu filho fazia pelas suas costas e, apostava o meu salário, de que ele tinha as mãos sujas de sangue.

-Achamos que o caminho do seu filho se possa ter cruzado com o da Lydia Martin.

-O que é que isso tem haver com a morte do nosso filho? Foi ela que o matou? - ele estava mesmo a acusá-la de ter sujado as suas mãos com o sangue do cretino do seu filho.

Deus, ele começava a irritar-me profundamente!

-Podemos deixar o resto das perguntas para outro dia. - apresso-me a falar quando me apercebo que Scott estava prestes a responder à pergunta do Whitemore.

Levantei-me do meu lugar fazendo com que os olhos de Stephen voltassem finalmente para cima de mim. Ele estava desconfiado, isso estava estampado em todo o seu rosto e eu tinha a certeza de que assim que saíssemos daquela casa ele faria algo sobre isso.

-Se lembrar-se de mais alguma coisa entretanto, não hesite em ligar. - anuncio estendendo um dos meus cartões com o contacto da esquadra.

Com essas minhas últimas palavras abandono o escritório com Scott ao meu lado. Em alguma altura da nossa conversa, os convidados daquela festa privada tinham se aproximado do corredor que separava o salão do escritório na tentativa de descobrirem a razão para a nossa presença ali.

Dentro da segurança do carro, deixei a minha cabeça tombar em cima do volante sentindo-me completamente derrotado.

-E agora? - a voz de Scott era cuidadosa como se estivesse a testar o ambiente.

Forcei-me a sentar-me como deve ser antes de olhar para o meu parceiro.

-Vou para casa, preciso de um tempo com a minha filha. - aquela era a completa verdade, só a Elanor é que seria capaz de me fazer sentir melhor naquele momento.


Notas Finais


Que acharam?
Eu quero genuinamente saber a vossa opinião sobre os pais do Jackson... Eu quero saber se eles acham se são monstros, se estão metidos no desaparecimento da Lydia. Eu quero saber de tudo mesmo!!!
Que acharam do pequeno momento entre o Scott e o Stiles no inicio do capitulo? Haverá mais destes momentos ao longo da fic.
Stiles descontrolou-se um pouco ao longo deste capitulo e vai ser a partir daqui que vamos vê-lo a perder cada vez mais o controlo.
Espero pelos vossos comentários.
Kiss, bea


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