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História Procura-se a herdeira - Capítulo 8


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Notas do Autor


Olá leitores(as) lindos(as)!!!
Estou atrasada e aviso que possivelmente continuarei atrasando para um ou dois dias, as postagens dos capítulos. Como havia dito (eu acho), estou fazendo uma pesquisa com a faculdade, então tenho que ler milhões de livros e formular um relatório gigantesco até final de julho.
Fiquei sabendo disse na semana passada.
Tenham paciência comigo. Juro que vou postar os capítulos, mesmo que alguns dias atrasados.
Vamos ler?

Capítulo 8 - Um Bom Vinho


Fanfic / Fanfiction Procura-se a herdeira - Capítulo 8 - Um Bom Vinho

A campainha toca.

Passo as mãos pelo meu vestido vermelho curto de bolinhas, enquanto Fred deixa o último copo sobre a mesa e vai até a porta. Ele está usando sua blusa favorita dos seus tempos de jogador de futebol. Segundo ele, as pessoas ficam encantadas quando percebiam com quem estavam falando.

-Mike! - O cheiro da comida que ele traz é mais rápida do que a sua voz.

-Fred! Eu amei sua blusa. - Ele entra em minha vista e logo seus olhos param em mim. Ele me joga uma piscadela e diz: Está bonita Bella. - Sorrio.

Ele não era gay?

Poderia parecer apenas um elogio banal, sem importância alguma, mas depois do que Frederico disse ontem, fiquei com a pulga atrás da orelha. Talvez ele fosse bissexual.

-Obrigada! - Respondo, sorrindo. Olho rapidamente para a sua camiseta roxa com as mangas arregaçadas pelos antebraços. Seu cabelo ainda está molhado, e seu perfume é forte. Meu nariz começou a arder e eu acho que posso espirrar a qualquer momento. - Você está muito bonito também. - É a única coisa que digo quando me viro para Fred e vejo seu olhar para nós dois. Ele parece estar assistindo a uma boa novela.

Pego mais um prato, talheres e copo, colocando-os sobre a mesa. Meu avô parece curioso sobre isso agora.

-Qual é o cardápio? - Mike está de costas com a panela no fogão. Ele solta um pequeno risinho antes de falar.

-Ravioli a cogumelo. - Meu prato favorito.

-Eu amo cogumelos. - Digo sorrindo, buscando a cadeira do meu quarto para colocar na mesa.

-Fred me avisou sobre isso. Espero que goste. - Ele grita sobre os ombros.

-Tenho certeza que vou. - Respondo sorrindo e já de volta na cozinha.

-Teremos outro convidado? - Pergunta Fred, curioso.

Abro um amplo sorriso para ele e seus olhos parecem cautelosos diante da minha expressão.

-Chamei Leah para o jantar.

Mike e Fred dizem ao mesmo tempo.

-Quem é Leah?

-Porque a Leah?

Rio do meu avô e decido responder a Mike.

-Ela é minha melhor amiga. Fiz mal? - Questionei, sabendo que ele fez a comida para uma quantidade de pessoas.

-Não. Eu fiz comida para um batalhão. - Sorrio, sentindo o cheiro da comida. Minha barriga começou a reclamar.

-Não temos muito espaço nessa casa. Porque convidar mais um? - Diz Fred.

-Não temos espaço para mais de duas pessoas e ainda assim vamos recebê-las. - Fito meu avô, até que seus olhos cruzam com as costas de Mike.

Merda!

-Mike... eu não...

-Está tudo bem. Eu sei que isso não foi algum tipo de “saia da minha casa moleque”. - Ele ri. - Está tudo bem.

Escutamos a tampa tilindar sobre a boca da panela antes de Mike se virar e decidir assistir a minha conversa com Fred.

-Ela é minha melhor amiga. Precisa superar isso. - Digo, passando as mãos no assento.

Pegando meu celular, eu olho a hora. Eles podem chegar a qualquer segundo.

-Essa garota Mike, adora me irritar...

-Uruuu! Irritar? - A voz de Leah do outro lado da porta me faz sorrir e o Fred murchar.

Corro para abrir a porta e ela me recebe com seus cabelos brilhantes soltos sobre o ombro e um sorriso de tirar o fôlego. Ela está usando calças e um tênis confortável. Sua blusa é decotada, e quando passa por mim, vejo suas costas nuas. Ela está trazendo algo na mão.

-Tenho um delicioso vinho em minhas mãos e já aviso que estou louca para beber. - Ela o entrega a Mike que sorri com a sua agitação e alegria. Ele lê o nome do vinho antes de esbugalhar os olhos.

-Uau, esse vinho é muito bom. - Meu avô pega das mãos de Mike e observa a safra.

-Ele parece meio caro para quem trabalhar em um bar.

-Frederico! - Repreendo-o. Leah finge nem ouvir, sentando-se no seu lugar habitual de quando jantávamos juntas. Ela sorri para Fred, passando suas unhas bem feitas na cadeira ao seu lado.

-Senta ao meu lado, Fredinho.

Fred fica vermelho com seu convite enquanto eu e Mike ficamos vermelho de tanto segurar a risada. Se eu desse um piu, Fred me mataria.

-Garota atrevida! - É a única coisa que ele diz quando decide abrir o vinho. Mike começa a ajudá-lo e eu encaro Leah. Ela parece estar avaliando o nosso cozinheiro do dia.

-Gostoso! - Ela mexe a boca e eu rio baixinho.

Contei a ela sobre Mike e as suspeitas de Fred. Isso a deixou mais interessada em conhecê-lo, mas tudo piorou quando contei a ela de Edward, o cara da mansão. Ela praticamente se convidou para esse jantar.

-Quem quer vinho? - Diz Mike, orgulhoso. Leah pega animadamente seu copo e estende até ele que sorri em resposta e enche o copo de minha amiga.

-Cadê o outro? - Leah pergunta enquanto seus olhos brilham pelo líquido escuro subindo no seu copo.

A campainha nos alerta e então temos nossa resposta. Antes que eu pudesse ir, não sei como isso é possível, mas Fred corre e abre a porta alegremente.

-Sr. Cullen, seja muito bem vindo!

-Frederico... - Meu avô olha-o, um pouco chateado. - Fred. - E o sorriso volta ao seu rosto.

Dando um passo a frente, seu corpo parece ser o único alvo da minha atenção.

Ele está usando camiseta branca com as mangas arregaçadas, sua calça é escuro, mas dá para ver que elas são jeans. Seu cabelo está uma bagunça e ainda molhado, e seu perfume substitui qualquer outra coisa no ambiente. Ele não é forte, e não me dá vontade de espirrar, e sim, de me enterrar em seu pescoço e senti-lo mais intensamente.

Esse perfume faz com que minha mente tenha um ataque de imagens do fim de semana, mas a maneira que seus olhos se viram para mim e me fitam, faz com que meu corpo inteiro se lembre também.

-Isabella, você está encantadora.

Fred vira lentamente sua atenção para mim. Vejo-o observar alguém em minhas costas, mas ignoro. Meu rosto está pegando fogo.

-Obrigada Edward. Está muito elegante também. - Ele apenas assente com a cabeça, dando atenção as minhas costas também.

-Boa noite a todos! - Ele diz, um pouco mais alto. Voltando a focar em Leah, vejo-a de boca aberta, enquanto Mike continua tenso.

-Eu trouxe vinho também. Não sabia que teriam já o que beber. - Ele aponta para o copo de Leah.

-Ah, vinho é sempre bom... - Frederico parecia excitado com alguma coisa essa noite. Quando ele traz Edward até a pequena mesa de madeira, eu furto a garrafa de suas mãos e lhe digo no ouvido: Sem vinho para você.

Ele até tenta me enviar olhos de cachorrinho, mas sabe que não vou voltar atrás. Desanimado, ele volta para a mesa e senta na única ponta.

Como o nossa apartamento era pequeno, a cozinha era ainda mais. Então, a ponta da mesa ficava embutida na parede, fazendo que apenas os lado e a outra ponta pudesse ser usada. Com a mesa cheia de talheres e copos, acho que os convidados entenderam antes mesmo que eu dissesse, que o melhor seria cada um se servir no fogão.

Leah foi a primeira. Olhando para meu avô na ponta e se levantando, ela mexe seu quadril fazendo todos nós observá-la colocando a comida em seu prato. Depois dela, Mike e Edward foram para a panela. Peguei o prato de Fred e o do meu avô e coloquei os raviolis. Minha boca estava cheia d’água.

-Então Edward, no que você trabalha? - Perguntou Leah.

Estava tão entretida em colocar os pratos na mesa, que não percebi o erro dela, mas Fred percebeu.

-Pensei que soubesse Leah, já que Bella me disse que você é amiga de Edward e os apresentou na sexta. - Fred me encara, esperando por mais informações.

Leah bebe um gole do seu vinho, ganhando tempo e Edward coloca um ravioli em sua boca para mantê-la ocupada.

-Ele ficou desempregado recentemente, mas na sexta falamos por cima e ele me contou que havia um novo emprego. Mas Bella ficou tão encantada por ele... - Minha boca congela. Olho para Leah e espero que ela entenda que vou matá-la mais tarde. - Que ela não me deixou conversar com ele. Por isso a pergunta.

Fred volta-se para mim e eu dou de ombros. O que ele quer que eu fale?

Edward dá um gole no seu copo de vinho e volta-se, tranquilamente para Leah.

-Sou dono do meu próprio negócio agora.

-Que tipo de negócio? - Mike questiona. Mesmo em uma conversa sem perigos, ele parece tenso perto de Edward.

-Sou dono de um hotel. - Engasgo com a sua resposta. Leah começa a dar batidinhas em minhas costas. Será que ele ia realmente falar o que eu acho que ele iria falar.

-Está tudo bem minha neta? - Fred só me chamava assim quando realmente estava preocupado. Eu sorrio para ele, bebendo mais vinho. Meu copo já estava no fim e isso não deveria ser bom.

Fred pareceu ainda mais curioso sobre Edward.

-Onde fica esse hotel? Gostaria de ir lá um dia. - Diz, sorrindo.

-É um hotel na beira de estrada. Poderá ir quando quiser. - Seus olhos verdes cintilam para mim, e no mesmo momento, um movimento em baixo da mesa faz o copo dele se virar e algumas gotas de vinho mancharem sua camisa branca.

Ela parece sangue.

Camisa branca ensanguentada.

Tudo volta para mim. Como eu tinha me esquecido? E ele está aqui, perto de Fred. Como pude ser tão irresponsável?

Escuto Fred perguntando se ele gostaria de se trocar e até vejo rapidamente as mãos de Edward tentando secar com um guardanapo sua blusa branca.

Olho para o meu prato quase vazio. Os raviolis não parecem tão atrativos agora que minha barriga está pronto para despechar tudo que tem nela.

-Bella, está tudo bem? Os raviolis não estão do seu agrado? - A voz esperançosa de Mike vai morrendo e eu sinto a necessidade de acalmá-lo.

-Está tudo ótimo. Você é um ótimo chefe de cozinha. - Ele respira alíviado, sorrindo para Fred e Leah. Para Edward, seu rosto fecha.

-Bella, você está amarela. - É a vez de Leah dizer ao meu lado. Olhando para ela, vejo uma centelha de preocupação. Volto-me para Fred que está contente em manter um dialogo com Edward enquanto Mike parece congelado ao seu lado.

Eu precisava contar para alguém...

Quando começo a abrir minha boca, Fred fala em voz alta algo que chama a minha atenção.

-Eu sinto falta dele. - Oh não.

Leah segue o meu olhar e parece não entender nada.

Nunca contei a ela sobre meu pai. Era algo que eu queria deixar no meu passado, e como já vivia isso todos os dias com meu avô, decidi não atormentar outros planos da minha vida com essa história.

Tudo que ela sabia, era que meu pai havia morrido.

- Fred, você quer mais? - Perguntando, tentando chamar sua atenção. Ele sorri e nega com a cabeça. Quando me levanto para limpar a mesa, achando que o assunto poderia mudar, Mike decide retornar ao assunto.

-Mas ele nunca te mandou nenhuma carta? Nada?

Com um barulho estrondoso, coloco os pratos na pia e ao retornar para a mesa, percebo que nenhum deles estão prestando atenção em mim. Mike e Edward estão olhando fixamente para meu avô, esperando uma resposta. Leah está me fitando, intrigada.

-Nunca. Eu tenho esperanças de que um dia ele mande algo. Bella não acredita mais nisso, mas eu, como pai, aguardo esse dia ansiosamente. - Seus olhos caem tristes para a mesa. - Há a possibilidade de ele estar morto, mas isso é algo que eu não gosto de afirmar a mim mesmo.

-Tive uma ideia - disse Edward. Fred ergue sua cabeça e parece esperançoso por algo. - Porque você não mostra fotos dele a nós? Talvez tenhamos cruzado com ele alguma vez.

-Eu não acho que seria uma boa ideia. - É a vez de Leah falar. Ela me parece séria, algo que nunca vi. Seus olhos voltam para mim e rapidamente se desviam de novo. Ela está tentando me proteger? - Isso pode trazer mais dor e decepção se vocês não souberem nada sobre ele.

-Ainda assim, é algo Leah! -  Meu avô diz, se levantando e correndo escada a cima. Bebo todo o conteúdo do meu vinho no copo, esperando escutar os passos do vovô de volta.

-Bella... - Leah começa, tocando meu ombro, mas Fred já está descendo as escadas.

-Aqui! - Ele coloca sobre a mesa a caixa de madeira.

A maldita caixa e madeira.

Seus dedos trêmulos abrem a tampa mostrando várias fotos do meu pai com ele.

-Esse aqui, é de quando voamos de avião pela primeira vez. Foi depois que a sua mãe morreu. - Sua boca se repuxa de lado, com um sorriso saudoso. Charlie estava usando uma camiseta de jogador, assim como meu avô. Os dois sorriam enquanto subiam as escadas do avião.

-Essa foto é especial. Foi sua graduação. Ele prometeu que nunca nos separaríamos. - Seu queixo começa a tremer, evidenciando suas lágrimas que logo começm a cair. Sinto as mãos de Leah novamente nas minhas, mas eu puxo as minhas de volta para o meu colo. Eu odiava isso.

-Oh, e essa... - Fred volta a olhar para mim, carinhosamente. - É a única foto que tenho dele com Bella. Seus olhos brilhavam quando a tinha em seu colo. - Eu estava usando uma roupinha amarela com touquinha combinando. Charlie estava com a sua farda de policial, sorrindo para a foto com meus dedinhos em seu dedo indicador.

-Isso é besteira! - Levanto da mesa, apoiando minhas duas mãos sobre a pia.

-Filha... - Fred diz, mas se cala, sabendo que nada ajudaria. Já havia dito para ele milhões de vezes para parar de se iludir isso, queimar essas fotos, esquecer que seu filho um dia poderia voltar.

Eu não podia ter mais essas conversas. Quando conversava sobre, suas emoções vinham até a borda. Depois de dois ataques, todo cuidado era preciso.

-Eu já volto. - Digo, subindo para o meu quarto.

Eu sabia que era falta de educação deixar convidados assim, sem motivo algum, mas eu havia um motivo. Eles que esperassem.

Eu não os devia nada.

Me sento sobre a cama e espero, sentindo meu coração se dessacelerar. O silêncio vai me ajudando, e tomo um susto quando escuto alguém abrir minha janela.

Edward está entrando no meu quarto por ela.

O que somos agora, adolescentes?

Ele consegue entrar tão calmamente e de forma tão elegante, que fico de pé, congelada, assistindo seu corpo ficar ereto, com apenas minha cama nos separando.

-O que você está fazendo? - Sua boca se abre para me responder, mas a grade da minha saída de ar cai sobre a cama e o Mike cai junto com ela. Rapidamente, ele pega uma arma em suas costas e aponta para Edward, que já tem uma arma apontada para Mike.

-Fique longe dela. - A voz de Mike é mais grossa que o normal. Ele está de costas para mim, me impedindo de ver toda a expressão de edward também.

-Fique fora do meu caminho. - O sussurro de Edward me tráz um arrepio que vem da minha coluna e se espalha por todo o meu corpo.

-Eu a vi primeiro. - Diz Mike.

-Mas eu a toquei primeiro... - Eu entendi a intenção na voz de edward, e se antes eu me sentia enjoada, agora me sentia doente.

Minha porta se abre.

Fred!

Não, era Leah.

Ela olha a cena a sua frente, e quando estou prestes a inventar uma desculpa, me dando mais tempo para entender o que estava contecendo, ela fecha a porta, colocando suas de duas mãos no cós da calça e tirando dois revólveres.

Ela para na frente da minha cama, apontando cada arma para a cabeça de um ali.

-Ou você abaixam a arma, ou eu serei bem rápida em matar vocês dois.

Olhei atônica para os dois homens que ainda se encaravam, mas fiquei assustada quando encarei Leah.

Ela não olhava para mim.

Seus olhos eram duros como gelo.  

Quem era essa mulher?


Notas Finais


O que acharam? Continuam confusos?
No próximo capítulo, tudo ficará ainda mais claro, no entanto, acho que vocês começaram a entender um pouco mais o clima dessa história.
Vejo vocês na semana que vem!


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