História Procura-se (Destiel) - Capítulo 9


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Categorias Supernatural
Personagens Adam Milligan, Amara, Balthazar, Castiel, Dean Winchester, Gabriel, John Winchester, Miguel, Sam Winchester, Samandriel
Tags Destiel, Drama, Spn, Supernatural, Suspense
Visualizações 42
Palavras 1.452
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Lemon, LGBT, Policial, Romance e Novela, Slash, Suspense, Universo Alternativo, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Estupro, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 9 - Nuances


O contraste frio dos beijos deixados por toda a área do seu quadril foi sua primeira constatação, e o gelado dos lábios do loiro em sua pele quente o fazia arrepiar. Dean ergueu seus olhos, sorrindo de lado para Castiel, voltando a contornar seu corpo com os lábios, desenhando cada forma de Cass até alcançar sua boca, a qual Dean beijou com carinho. Castiel agarrou a nuca de Dean, intercalando entre friccionar a pele de seu pescoço e acariciar os cabelos claros do loiro, apreciando o contato trocado e todo o afeto compartilhado naquele beijo. Pouco a pouco eles se separaram, e Dean baixou seu olhar de volta ao quadril do moreno, dedilhando seus dedos por sobre a pele quente junto as letras ali gravadas.

"Little angel rebel"

 

- Então você é um anjinho rebelde? - O Winchester riu fraco, encarando os olhos de Castiel com malícia.

 

- Talvez. - O Novak respondeu, encarando Dean com aquele olhar recheado de uma ingenuidade quase autêntica.

 

Apenas Castiel conseguia parecer inocente estando completamente nu, tendo little angel rebel tatuado no lado direito do seu quadril. E Dean adorava o paradoxo que Cass conseguia ser! Seu sorriso doce e discreto, ao que se ajoelhava no colchão, inclinando somente seu pescoço para ver Dean, que o segurava forte pela cintura. E seus gemidos baixinhos enquanto era penetrado bagunçavam todos os sentidos do Winchester.

 

Castiel era intenso! Seus movimentos descordenados, rebolando enquanto era penetrado por Dean contribuíam para a excitação do loiro subir a altos níveis. Além do normal! Completamente desmedida era a mistura de sensações as quais passavam pelo o Winchester, ao que impunhava cada vez mais força e velocidade em suas investidas, o som características do choque entre os dois corpos, perdendo-se em meio aos gemidos zunindo nos ouvidos de Dean, instigando-o a buscar por mais, sempre mais.

 

Insano, a definição que melhor cabia ao seu desespero em ter Castiel, o suor escorrendo por sobre seus músculos tensos, não aplacando em nada o calor intensificado por seu ritmo inabalável, e todas as sensações pareciam se multiplicar ao ter seu pênis comprimido pela entrada de Cass, ao passo que o moreno se derramava sobre os lençóis. As mãos do Winchester pesavam por sobre as coxas do Novak, apertando com força inversa ao seu ritmo que diminuía, consequência do orgasmo que se seguia minutos depois de Castiel, preenchendo o moreno.


E o cansaço pós sexo fez com que os dois homens caíssem estirados na cama do Novak. O êxtase do prazer ainda dominando cada célula de seus corpos, ao que se ajeitavam sobre a cama, em um abraço torto, com suas pernas entrelaçadas. Dean sentiu a respiração quente de Castiel bater em seu pescoço, sorrindo fraco com a maneira que seu moreno se aninhava sobre ele. O Winchester acariciava as costas de Cass, vendo seu moreno reagir manhoso ao carinho. Castiel só queria ser abraçado em silêncio até estar novamente disposto para qualquer atividade, não sexual, dessa vez.

E Dean somente apreciava o modo como seu Castiel podia passar de excitante e sexy para doce e tranquilo numa fração tão curta de tempo. Um homem de muitas formas e surpreendentemente incrível em cada uma delas! A sentença gravada no corpo que o loiro abraçava com tanto afinco era uma das provas das muitas nuances que seu anjo poderia mostrar, sendo Dean apaixonado por todas elas.


Um little angel rebel....

 

A frase havia sido tatuada dois meses depois de oficializado seu namoro com o Winchester, em um momento de rebeldia contra sua mãe, que insistia em rejeitar Dean. Castiel queria provocar, e não nega seu orgulho ao ver Naomi arregalar os olhos quando seu eterno garotinho abaixou o cós de seu moletom o suficiente para deixar visível sua pequena obra de arte. Sua mãe deixou seu apartamento exaltada, dizendo que Dean o estava influenciando e outras bobagens que Cass preferia esquecer. Ele só queria que seus pais entendessem que ele já não era a criança perdida que eles acolheram, Castiel havia se tornado um homem, e poderia fazer suas escolhas sozinho.


Marcar sua pele com aquela pequena frase foi uma das decisões das quais Cass não conseguia se arrepender, assim como trazer Dean Winchester para sua vida. O moreno não se sentia culpado por interferir no plano de vida que Naomi havia desenhado para ele, era simplesmente ridículo ter que seguir os parâmetros que sua mãe considerava os melhores, não haviam roteiros para ser feliz. E sua definição de felicidade estava com ele em seu apartamento, beijando sua boca e fazendo piadas sem graça sobre sua tatuagem, enquanto maratonavam uma nova temporada de Dr. Sexy após mais uma sessão de sexo apaixonado.

E Castiel gostava das piadas bobas, assim como as recordações divertidas que sua pequena frase trazia.

O moreno se amava naqueles tempos, e amava tudo o que havia construído como pessoa, pelo Castiel, aquele jovem homem que um dia existiu em uma realidade humana e feliz em todos os seus defeitos.

Tão diferente do que ele era agora.

***


A porcentagem de consciência que ainda se mantinha ativa dentro de sua mente o fazia refletir sobre o que Castiel foi e no que havia se tornado, e o moreno odiava esse Castiel assustado e submisso em que o haviam transformado. Aquele Cass com os pulsos firmemente amarrados para não escapar ao que sentia a esponja macia deslizar sobre sua pele maculada, a aflição de ter seus machucados lavados em mais um de seus banhos diários, ouvindo o eco do que deveria ser mais um dos monólogos de seu carcereiro consigo. Era este seu eu atual, aquele Cass distante vendo os lábios do seu carrasco se movendo, mas não absorvendo nenhuma palavra vindas deles. Castiel se encontrava distraído, perdendo-se em suas próprias divagações e no quanto ele odiava aquele homem inerte dentro da banheira de mármore, tendo seu corpo lavado pelas mesmas mãos que o machucavam diariamente, sem poder reagir.

O Castiel prisioneiro!

Aquele Castiel exposto e preso há uma sub existência inanimada, a mercê dos desejos sádicos daquele que o acometia. O mesmo Cass que se deixou ser levado de volta ao seu cativeiro, preso a estrutura de uma  cama sem o poder de uma reação.  E cada minuto dentro daquele pesadelo roubava mais um pedaço de vida que, milagrosamente, Cass conseguia manter acessa em meio as suas recordações e o forte desejo de torna-las reais outra vez. Mas nem mesmo suas mais sagradas memórias eram fortes o bastante, e Castiel se via mais morto a cada dia. Exausto, com sua alma ferida e esperanças há muito sufocadas pelas paredes mofadas as quais ele tinha de encarar dia após dia.

O moreno havia perdido as contas de quantas vezes, em seus frequentes momentos de solidão, elaborou planos de fuga em sua mente conturbada, rotas desesperadas a fim de escapar, todas frustradas pelo pânico e o excesso de precaução por parte de seu torturador. Era frustrante o modo como ele sempre parecia prever cada ação de Castiel, como naquela manhã em que o moreno conseguiu manipula-lo a soltar apenas as suas mãos para que pudesse comer sozinho. Castiel usou a obcessão do homem, cada dia mais explícita em suas ações, para dobra-lo,  fazendo bom uso da fixação doente que o outro tinha sobre ele para confiar em desamarrar seus pulsos por alguns minutos.

Ele somente não contava que Castiel fosse ataca-lo, numa tentativa fracassada de o enforcar. Mas mal o moreno havia agarrado seu pescoço e o desgraçado conseguiu derruba-lo. Cass não tinha forças para lutar, no entanto a sede de poder alcançar o mundo real falou mais alto que sua condição debilitada. Ele só queria ser Castiel Novak outra vez, contudo conseguiu apenas uma surra violenta o bastante para o apagar por algumas horas.

O ciclo não se alterava, não importava o quanto tentasse, acabaria sempre amarrado a maldita cama, tendo seu corpo violado e a alma dilacerada em uma nova parte. Preso outra vez ao móvel Castiel matava dentro de sí quaisquer ideia de fugir com suas próprias pernas ou, até mesmo um possível resgate. Àquelas alturas as buscas já teriam cessado e sua morte seria aceita com um fato consumado, ainda que nunca encontrassem seu corpo vazio, aquele conjunto inútil de carne do qual, nos últimos tempos, Cass só fazia odiar. Se movendo em total desconforto no colchão que havia se transformado em sua prisão pessoal, o moreno aceitava mortificado os fatos, com a dor de seus ferimentos o fazendo recordar o evento desastroso daquela manhã.

- Poderia ter sido diferente. - Seu carcereiro murmurou, cobrindo Castiel com uma manta para protegê-lo do frio que fazia.

"Sim, poderia", o moreno concluía, amaldiçoando-se por ter ido ao encontro dele naquela trágica noite de sábado.

***

 

 


Notas Finais


Mais um na visão do Castiel ;-;

Preferi começar com uma lembrança feliz para amenizar o momento horrível que o meu bolinho tá passando, mas acho que não mudou muita coisa né.

Enfim, bjin pra vocês e até a próxima att 💚💙


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