História Procura-se um Marido (Vondy) - Capítulo 26


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Categorias Rebelde, Rebelde (RBD)
Personagens Christopher Uckermann, Dulce Maria
Tags Casamento, Christopher, Dulce, Fanfic, Fanficsbrasil, Rbd, Romance, Ucker, Vondy
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Palavras 693
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ficção Adolescente, Romance e Novela
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 26 - Capítulo 9 (Parte 1)




- Ah, meu Deus! - Any exclamou ao abrir o jornal e ler a seção de classificados. - Você não fez isso!


- Ficou bom?


Ela me lançou um olhar severo antes de começar a ler em voz alta, sentada à mesa da pequena, porém organizada cozinha.


 


Procura-se um marido para curta temporada. Homem entre 21 e 35 anos, que tenha imóvelpróprio e emprego estável, disponível para matrimônio. Boa aparência não é exigida.Apresentação de antecedentes criminais obrigatória. Casamento de aparência. Sexo estáexcluído do acordo. Paga-se bem no término do contrato. Tratar com Dul pelo telefone...


 


- O que você acha, Any? - perguntei, roendo as unhas.


- Acho que você enlouqueceu de vez! - ela baixou o jornal. - Como você vai pagar alguém para ser seu marido? Você está mais dura que o pão da minha mãe!


Suspirei exasperada.


- No final do acordo, você não prestou atenção? Quando eu tiver a minha fortuna de volta.


Ela revirou os olhos claros e bufou.


- Você ficou doida, só pode ser!


- Doida não, desesperada - argumentei. - Agora é só esperar pra ver o que aparece.


- Dul - ela inspirou profundamente, me encarando com determinação. - Você não pode se casar com total desconhecido. Isso é loucura!


- E por que não? Casamento arranjado foi uma prática muito comum e bem-sucedida no século passado. 


- Bem-sucedida? Meu Deus, de onde você tirou isso? As pessoas eram infelizes, e os maridos tinham pencas de amantes. - Ela bateu a mão fina no tampo da mesa de maneira imperiosa. - E as coisas mudaram! O mundo mudou. Você não pode morar com um cara que não sabe nada sobre você, ou pior, 
que você nem conhece. Ele pode ser um psicopata, um pervertido ou coisa pior!


Revirei os olhos.


- Você acha que eu não sei disso? Foi por isso que pedi o atestado de antecedentes criminais.


Sua boca se escancarou, choque e raiva se estampavam em suas feições delicadas. Mas então ela se recuperou, me lançando um olhar cheio de escárnio.


- E você vai apresentar o seu? - arqueou uma sobrancelha desafiadoramente. - Porque duvido que algum homem queira se casar com uma mulher que já foi presa em todos os cantos do planeta.


- Eu não fui presa em todos os cantos do planeta! - reclamei ofendida. - Só aquela vez em Amsterdã... e aquela na Tunísia. E... uma na Bulgária. Mas foi tudo um mal-entendido. Como eu ia saber que não podia chamar o policial de filho da puta fascista? Ele queria confiscar meu MP3, pelo amor de Deus! Além disso, sou eu quem está alugando um marido, não vou precisar apresentar nada - sorri animada. Eu cumpriria a cláusula imposta por vovô, mas do meu jeito!


Any se recostou na cadeira, passando a mão pelos cabelos louros.


- Se é assim, não seria mais seguro casar com alguém que você já conhece? Um amigo ou ex-namorado?


- De jeito nenhum! Um ex-namorado ia começar a ter ideias depois de um tempo. Um amigo provavelmente ia ter ideias antes mesmo de eu dizer sim perante o juiz. Complicaria tudo. Um conhecido poderia deixar escapar alguma coisa por aí sobre a minha tentativa de burlar o testamento. Com um estranho não coro esse risco. São apenas negócios. É o plano perfeito.


- Tudo bem. Vamos supor que você esteja certa e que alguém te ligue. Quem responde a anúncios desse tipo? Gente normal é que não é.


- Não sei - suspirei pesadamente. - Vou torcer pra alguém responder. Esse anúncio custou muito caro. Tive que usar o cartão de crédito pra pagar o jornal ontem à tarde, e graças a Deus ainda funcionou. Não pense que estou feliz com isso, Any. Eu não escolhi nada disso. Só estou seguindo o fluxo e me virando como posso.


Ela sacudiu a cabeça, fazendo os cabelos longos tremularem. 


- Você ficou doida mesmo. Vamos logo pro trabalho antes que você se atrase de novo e tenha mais descontos no seu pagamento.


- Não fica brava comigo - pedi, colocando a bolsa sobre o ombro.


- Eu não estou brava. Estou preocupada.


Suspirei.


- Eu sei. Prometo ficar atenta a qualquer sinal de perigo.


Ela sorriu, tristonha.


- Isso é o que mais me preocupa. Você é fascinada pelo perigo.



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