História Procura-se um príncipe - Capítulo 2


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Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


* Silla : um dos três reinos existentes na Coreia antigamente e o que unificou a Coreia em 668 sob a dinastia da Silla Unificada (668–935).

Capítulo 2 - Um ladrão


Fanfic / Fanfiction Procura-se um príncipe - Capítulo 2 - Um ladrão

No dia seguinte...

Saí cedo como de costume para vender algumas frutas na pequena feira do vilarejo. Já na feira não demorou muito para alguns soldados aparecerem. Sempre imponentes. Mandões. Chegavam e pegavam as mercadorias sem pagar. De repente uma movimentação estranha começa. Muitas pessoas gritando e alguém de capuz e com roupas bem velhas, passa correndo por mim. No meio da bagunça eu não consegui ver quem havia passado as pressas. E vários populares passaram correndo na mesma direção. Alguém no final da multidão gritou:

             - É O LADRÃO. É ELE. VAMOS PEGÁ-LO!

Bom, parece que aqueles homens do dia anterior iriam realizar as atrocidades que tinham planejado. Confesso que sentir pena do ladrão, afinal parecia que ele roubava para sobreviver.

Depois que a confusão dissipou voltei para casa. Enfim estaria sozinha em casa, pois era aquele momento do dia que todos estariam em seus afazeres.

Chegando em casa, muito radiante por ter um momento só para mim, escuto um barulho que vinha do quarto de costuras da minha mãe. O medo tomou conta de mim por uns instantes e minhas pernas tremia enquanto meu coração batia forte como os tambores das apresentações no Palácio. Munida de coragem e de uma vassoura resolvo enfrentar o tal barulho.

Entrei no quarto de costuras como um lutador de sumô entra no tatame. Mas a princípio não vi nada de anormal. Já que havia criado coragem de entrar ali, então investigue um pouco mais e notei uma das janelas abertas. Me dirigi até a janela, olhei através dela e não tinha nada. Fui chegando para trás e pisei em algo macio que logo soltou um berro.

Berro desconhecido: 

              -  AAAAAAAAAHR!  Meus dedos! Quebrou! Quebrou meus dedos, cara!

Sim, tinha alguém ali. O infeliz tinha pulado a janela e se escondeu embaixo da mesa. E eu pisei na mão dele. Ao perceber sua presença deferi várias vassouradas no sujeito. Ele pediu que eu parasse de bater, mas eu estava cega de medo.

Desconhecido: 

             -  Pare. Pare. Eu não vou te machucar. Me escuta.

Aquele era com certeza o ladrão que vi mais cedo. Só parei de bater quando ele conseguiu tomar a vassoura das minhas mãos. Quando isso finalmente aconteceu eu pude ver seu rosto, pois o capuz havia caído.

Seu rosto estava sujo, mas eu podia ver traços bonitos. Ele sorriu para mim e por instantes eu esqueci que ele era aquele ladrão. Incrível o que um sorriso bonito faz né?!

S/n :     -  Você é aquele ladrão  que vi na feira. O que você quer? Nós somos pobres. Por favor não faz nada com a minha família. Eu não vou contar para ninguém que você veio aqui. E vou fingir que não sei de nada. Por favor!!!!

Falei muito mesmo porque estava tão nervosa que acho que troquei o R pelo L. Ele só sorria e acenava negativamente com a cabeça. Parecia afronta. Até que eu parei de falar para respirar, então ele começou a falar:

              -  Eu não vou fazer nada. Calma. Eu só entrei aqui para me esconder. Não tenho intenção de machucar ninguém. Você é quem é a perigosa aqui. Quase quebrou meus dedinhos com esse pezão. Afinal acho que você precisa fazer um regime.   -_-

S/n :       -  Quanta insolência  hein?! Você sabe com que está falando?

Desconhecido:

               -  Com a doida da vassoura?!

Ele disse isso enquanto mordia uma das maçãs que estavam sobre a mesa da minha mãe. Lembro que só consegui reparar em suas unhas que estavam imundas. Não demorou muito para que eu começasse a fazer perguntas. Acho que sei de onde a Baek In Ha herdou o talento de falar demais.

S/n :       - Por que você  estava roubando ? O que você quer aqui nesse vilarejo? Aqui é todo mundo pobre.

Ele se aproximou de mim dando outra mordida na maçã. Me olhou bem nos olhos com um olhar intimidador e disse:

               - Estou em uma missão. Eu estou procurando o Príncipe que foi raptado quando criança. 

Eu pensei que ele só podia estar louco ou mentindo. Como alguém como ele estaria em uma missão tão séria e importante quanto essa?! Aquele garoto parecia ser mais novo que eu. De onde ele tinha tirado tanta destreza para mentir?!

Enquanto eu olhava para cara dele meu rosto se contorcia de acordo com meus pensamentos de desdenho. De repente a porta da frente de casa faz barulho. Era minha mãe voltando para casa.

Nesse momento eu não consegui pensar direito e empurrei aquele mentiroso pela janela e mandei ele abaixar. Fechei a janela como o vento de uma tempestade. Minha mãe já estava entrando no quarto.

Mãe da s/n :    -   Por que fechou a janela , filha?

S/n :      -  Eu pensei ter visto um rato entrando. Até trouxe a vassoura para mata -lo. Mas acho que ele já fugiu.

Saí do quarto de costuras, encontrei meu pai que chegava. Meus irmãos estavam na frente de casa brincado. Fiquei com medo que eles tivessem visto aquele garoto. Mas acho que não viram. Uffa!

Meus irmãos entraram em casa após um grito que meu pai deu. É sempre assim, só obedecem sob gritos. Kkkk

Aproveitando isso, dei a volta na casa para ver se o mentiroso tinha ido embora. Mas eis quem vejo ainda sentando sob a janela. Fiquei de longe acenando para que ele fosse embora, mas ele só me olhava sem reação.  Talvez eu me arrependa, mas fui até ele e o arrastei pelo braço. Escondi ele no quartinho de ferramentas. Meu pai incrivelmente nunca entra lá.

 

Desconhecido ( on )

Eu fui criado por um senhor em Silla. Esse senhor me contou que eu fui encontrado desacordado e com muitos machucados perto de um rio ali mesmo na província de Silla. O engraçado é que não me lembro de nada de antes de conhecer esse senhor. Acho que aconteceu algo comigo, mas não me lembro. Despois que esse senhor faleceu eu fiquei novamente sozinho e comecei a fazer trabalhos variados para sobreviver. Estava tudo bem até o exército de Silla começar a recrutar todos os jovens do vilarejo. Acontece que eu nunca gostei de lutar, então fugi.

Durante minha fuga ouvi muitas histórias sobre a disputa dos reinos e sobre o Príncipe que foi sequestrado. Um senhor me disse que se encontrassem o Príncipe toda a disputa acabaria e as províncias e todas as pessoas viviam nelas ficariam bem. Como disse antes odeio lutar. Mas queria viver em paz em Silla e queria que os outros também tivessem paz. Resolvi por conta própria investigar e quem sabe e encontrar o Príncipe desaparecido.

Quase esqueci de me apresentar. Heheh . Meu nome é JiMin. E tenho 18 anos. Pareço ter menos porque não sou muito alto. Por que todo mundo é tão alto?!

Sobre a minha investigação, resolvi dar início por onde ocorreram os fatos, Goryeo.

Antes que pense mal de mim, eu roubei porque estava com fome. E as roupas peguei porque precisava parecer com os habitantes de Goryeo. Mas acho que não deu muito certo né?!

Na feira, roubei uma ameixa de um feirante. Depois vou tentar retribui. Quando peguei a ameixa o tiozinho começou a gritar e um monte de gente começou a correr a trás de mim. Minha sorte foi que os guardas do palácio pensam muito com suas armaduras. Kkkk . Encontrei uma casa que aparentemente não havia ninguém.  Então me escondi lá. Para me azar uma das habitantes da casa chegou. E ela é doida ( cochichando). Pisou na minha mão e me bateu com a vassoura. Mas alguma coisa me diz que ela vai me ser de serventia.

 


Notas Finais


Obrigada por ler essa viagem aqui. kkkkkkkkkkkk


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