História Procurado: Vivo ou Morto - Capítulo 8


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jeon Jungkook (Jungkook), Kim Taehyung (V)
Tags Abo, Bottom!jeongguk, Medieval, Misturado Com Velho Oeste, Realeza, Robin Hood!au, Romance, Taekook, Top!taehyung, Vkook
Visualizações 2.215
Palavras 4.835
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Fluffy, Lemon, Luta, Magia, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Universo Alternativo, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Adultério, Álcool, Gravidez Masculina (MPreg), Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


muuuuuito obrigada pelos 400 favoritos, amores lindos!!! E os comentários KKKKKKKKKKKKKKKK vocês são demais <3

Capítulo 8 - Meu Rei


Fanfic / Fanfiction Procurado: Vivo ou Morto - Capítulo 8 - Meu Rei

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Taehyung sabia que o plano de Jeongguk era arriscado demais. Sem mencionar o quão maluco aquilo lhe soava. Já estava começando a se perguntar onde estava com a cabeça quando aceitou aquilo. O príncipe devia se guardar para seu marido de escolha, assim como o tal marido devia estar se guardando para ele, mas aí, isso não seria possível se Jeongguk se casasse forçadamente com Lee Jongin.

No entanto, se questionava se fazer aquilo realmente era a única alternativa que lhes restava para livrar o mais novo de um compromisso feito pelo Conselho Real. Travava uma verdadeira batalha interna consigo, onde seus instintos primitivos lhe diziam para simplesmente esquecer da prudência e das regras, da mesma forma em que sua consciência lhe alertava sobre o quão errado era.

E não era como se Taehyung fosse idiota. Não mentiria para si mesmo. Se fosse parar para pensar sinceramente, admitiria o quão ardentemente desejava possuir Jeongguk. Era inevitável não imaginar como seria passar a noite com ele. E o pior de tudo era chegar a conclusão de que todo esse desejo e atração não era mútuo, afinal, em sua cabeça, o mais novo dera a ideia apenas por estar desesperado e por ser, convenientemente, o melhor candidato para realizar a “tarefa”.

Podia praticamente ouvir a voz de Hoseok em sua cabeça, lhe alertando sobre como essa noite poderia acabar com uma gravidez, mas ignorava isso, sabendo que as probabilidades de isso acontecer fora do cio eram de uma em cem. Algo extremamente improvável e que dificilmente aconteceria.

Enquanto fazia seu caminho até o quarto do príncipe, Taehyung parou algumas vezes, a vozinha da razão sempre lhe recordando de que não era tarde demais para desistir daquilo, dar meia volta, seguir para seus aposentos particulares e dormir sozinho em sua cama grande e confortável. Porém, não faria isso, não desapareceria sem falar nada com Jeongguk, então, decidiu não pensar muito e simplesmente agir.

O trajeto até o quarto pelo Palácio Real estava cheio de guardas em todos os lugares, certamente uma medida de segurança feita após o ataque que o maldito Duque de Busan havia orquestrado. Segurando uma vela, o jovem conde se perguntou se deixariam que chegasse perto da porta de Jeongguk, acreditando que talvez barrariam sua entrada e lhe escoltariam de volta para seu próprio quarto.

Mas o príncipe deve ter dado algum tipo de ordem aos guardas, pois assim que chegou, não houve impedimento, os homens de armadura sequer se moveram. Respirando fundo, levantou o punho e bateu na porta três vezes, sentindo o estômago dar um salto pelo nervosismo que lhe consumia.

E curiosamente, como se estivesse o aguardando, Jeongguk abriu a porta imediatamente, claramente de pijama, mas um robe de seda estava amarrado em volta de sua cintura. O garoto lhe fitou com os olhos negros, abrindo a boca, porém nada falou, claramente envergonhado. Um ar bizarro pairava entre os dois, como se a frase “nós vamos fazer sexo” estivesse incrustada numa placa bem chamativa.

— Você —, Jeongguk limpou a garganta, levantando os ombros —, você quer entrar?

Estranho. Aquilo era tão estranho.

Taehyung assentiu, engolindo em seco. Estava com medo de sua voz falhar, e também, não sabia exatamente o que dizer. Em silêncio, o mais novo deu um passo para trás, abrindo mais a porta e lhe dando espaço para entrar. O alfa apertou a vela em sua mão quando o cheiro delicioso de cereja com mel invadiu suas narinas. Seu lobo rugia dentro de si, reagindo ao aroma inebriante do ômega mais novo.

Buscando autocontrole, fechou os olhos por alguns instantes, tentando se acalmar. Não podia fazer nada muito brusco ou que assustasse Jeongguk. Ele era um ômega e tão inexperiente quanto si. Qualquer equívoco poderia destruir essa noite e tornar a experiência um evento traumático para os dois.

— Jeongguk — começou, de costas para o príncipe, ainda com os olhos fechados —, Alteza, tem certeza de que quer fazer isso? Não é tarde demais para desistir.

— Me chame de Jeongguk, Taehyung — respondeu rapidamente —, acredito que o tipo de intimidade que estamos prestes a compartilhar nos dá a liberdade para usar nomes de batismo. Aliás, se eu não estiver errado, você já me chamou pelo meu nome antes e — suspirou —, a resposta é não. Digo, eu não quero desistir. Quero ir até o fim. Eu dei a ideia e não quero fugir dela. A não ser que você queira, aí seria outra coisa.

— Não, eu… — Sabia que não devia estar falando isso para um príncipe, mas não se importou, — eu não quero desistir também. Você não tem a mínima noção de como eu estou querendo subir pelas paredes apenas por…

Sua voz morreu, tendo a plena consciência de que Jeongguk não devia escutar aquilo, não devia sequer saber daquilo, era deveras desrespeitoso. Porém, uma vozinha maldosa sussurrou em seu ouvido que os dois estavam prestes a desrespeitar todas as regras possíveis, então, não fazia sentido algum.

— Taehyung, você me acha atraente? — Perguntou tão baixinho que se não estivesse fazendo um silêncio tão gritante dentro do quarto, onde só se ouviam suas respirações, o alfa provavelmente não teria escutado.

O mais velho travou no lugar, arregalando os olhos. Agradeceu mentalmente por não estar encarando o príncipe, caso contrário não sabia de onde tiraria coragem para responder àquilo.

— Não acho que eu deva responder a isso — replicou —, seus guardas podem ouvir tudo o que estamos falando e…

— Você acabou de falar que como está querendo subir pelas paredes e não vai me responder uma simples pergunta? — Sua voz estava claramente irritada. — E não, eles não conseguem escutar nada. O quarto é à prova de som.

Virando-se finalmente, Taehyung assoprou a vela em sua mão, deixando que a mesma caísse no chão e engolfando o quarto no breu, afinal, a única luz que tinha ali vinha do lado de fora, entrando pela janela aberta. A lua estava cheia naquela noite, majestosa e brilhante, dando um ar etéreo ao aposento. Os dois se encararam através da parca iluminação em silêncio.

— Você sabe que é atraente, Jeongguk — limitou-se a dizer.

O mais novo cruzou os braços, insatisfeito com a resposta.

— Eu não perguntei isso, perguntei se você me acha atraente — insistiu.

— Sim, Jeongguk. É claro que eu te acho atraente, você realmente achou que eu diria ou pensaria o contrário? — Concedeu, a voz baixa.

— Pensei que você só me via como o príncipe tolo e manipulável — admitiu, respirando fundo. Era horrível deixar suas inseguranças transparecem tão livremente assim.

— O quê? Claro que não! — Exclamou, surpreso com a confissão. — Você é um dos ômegas mais inteligentes que eu já conheci.

Jeongguk sorriu, tristonho.

— Que bom que você pensa assim, pois toda essa situação que estamos passando agora é um indicativo claro da minha falta de sabedoria como governante — abaixou a cabeça e fechou os olhos —, se eu fosse inteligente, eu descobriria uma forma de conseguir passar pelo CR, e impor minha vontade como soberano. Não é o que acontece e você sabe.

Franzindo a testa, o mais velho deu três passos para frente, encarando o ômega com olhos preocupados. Conseguia imaginar o quão impotente ele se sentia perante tudo aquilo, saber que a única alternativa que lhe restou foi pedir para um alfa tirar sua virgindade. O quão vergonhoso aquilo devia ser aos seus olhos.

— Jeongguk, — sussurrou, pegando os ombros do garoto com suas duas mãos —, você é inteligente sim! E o que acontece graças ao Conselho Real não é culpa sua. Você ainda vai mostrar para eles quem é que manda de verdade. Você vai escolher um marido que te agrada, você vai ser feliz, você não vai deixar que eles controlem a sua vida. Acredite nisso, assim como eu acredito também!

Levantando a cabeça, o príncipe fitou os olhos de Taehyung, vendo a segurança que seus orbes castanhos lhe passavam.

— Eu sei que a gente se conhece a pouquíssimo tempo, sei que foi da pior forma possível e… — Respirou fundo, reunindo coragem. — Sei que isso vai parecer loucura para você, m-mas me deram o prazo de três dias para encontrar um pretendente e, bem, Taehyung, eu gostaria de saber se você me daria a honra de… Não, assim não.

Balançou a cabeça, pigarreando duas vezes antes de fixar seu olhar com o do alfa.

— Taehyung, quer casar comigo?

O mais velho arregalou os olhos, completamente pego de surpresa pelo pedido de casamento repentino. Nunca, em um milhão de anos, imaginaria que Jeongguk lhe pediria em casamento, ou que Jeongguk também tivesse atração por si. Mas, ali estava o garoto, lhe fitando com expectativa.

Todas as coisas que a Sra. Bae lhe disse anteriormente voltaram à sua mente, sobre ser um pretendente de Jeongguk, sobre o fato de seus pais claramente aprovarem um eventual casamento entre os dois. E principalmente, a clara atração que tinham. Tiveram um começo deveras irônico e um pouco desastroso, mas aqui estavam. Semanas atrás, quando invadiu o quarto do ômega, não imaginou que chegariam a esse ponto.

Sequer levou a sério quando venceu Woojin na queda de braço cujo “prêmio” era casar com príncipe.

— Jeongguk, eu…

— Olha, eu sei que é inesperado! — Interrompeu, entrando em pânico. — Eu sei que você deve estar pensando que eu sou louco por sugerir, afinal, já dei a ideia de a gente transar, mas… Mas eu não acho que seria tão ruim assim, você disse que me acha atraente, e a gente meio que virou amigo, eu acho…? — Sua voz saiu incerta. — Me desculpe, você pode esquecer que eu falei isso, se quiser.

— Não será preciso. Eu aceito.

— E também se… Espera, o quê? — Arregalou os olhos, chocado.

Taehyung sorriu.

— Eu aceito. Você está tão surpreso assim? — Seu tom era divertido.

— Bem, e-eu não esperava que você fosse aceitar tão rápido assim — confessou —, eu acho que a gente se dá bem e… eu não me importaria de ter você como meu marido e o meu rei.

As mãos do alfa saíram de seus ombros, subindo por seu pescoço até alcançarem suas bochechas, e acariciando as maçãs de seu rosto com os polegares, o mais velho se debruçou devagar, dando um passo para a frente. Estavam tão perto fisicamente que ambos invadiam o espaço pessoal um do outro.

Taehyung se aproximou e encostou seus lábios. Jeongguk estremeceu pelo contato inesperado, fechando os olhos. Os dois estavam dando seu primeiro beijo, completamente inexperientes. Levantando as mãos, o ômega as guiou até os pulsos do alfa, apertando sem fazer muita força.

Incerto, o mais novo pressionou os lábios contra os do mais velho. Tinha medo de fazer algo errado, mesmo que fosse um mero encostar de suas bocas. Aos poucos, Taehyung entreabriu os lábios e incentivou Jeongguk a fazer o mesmo.

Precisava mostrar que aquela era uma experiência que estavam compartilhando juntos. Não havia necessidade de ter medo ou de sentir-se tão inseguro. Tentando passar mais segurança ao parceiro, o Kim levou suas mãos até a cintura fina do ômega, puxando-o para mais perto. Seus peitos se encostaram finalmente e Jeongguk arfou, surpreso com a ação.

— Você não precisa ficar com vergonha ou com medo de me tocar — Taehyung assegurou —, eu estou aprendendo junto de você. E não farei nada que você não queira.

Mordendo o lábio inferior, fitando o mais velho com olhos incertos, o garoto envolveu seu pescoço com os braços, visivelmente temeroso. Seus dedos mergulharam nos cabelos louros do alfa e observou, encantado, a forma como ele suspirou baixinho, inclinando-se um pouco para trás, claramente aprovando a carícia sutil.

— Nós ainda vamos fazer isso, não é? — Perguntou, inseguro. — Digo, nós vamos deixar para fazer isso só depois do casamento?

— Só se você quiser — respondeu, sorrindo.

Jeongguk balançou a cabeça, inclinando-se um pouco para deixar um selar rápido nos lábios de Taehyung.

— Quero ir até o fim.

Afastando-se do alfa, o mais novo apartou o contato dos dois para pegar a mão do garoto mais velho, segurando-a firmemente, e o puxando em direção de sua cama. Seu coração batia acelerado, tamanha era sua excitação. Parando ao lado do dossel, Jeongguk respirou fundo, olhando em seus olhos e lhe dando um consentimento mudo para prosseguir.

Sem proferir uma palavra sequer, Taehyung soltou o laço do robe de seda do ômega, e desceu a vestimenta por seus ombros. O tecido caiu aos pés do caçula, mostrando seu pijama comportado.

Sentou-se na cama e empurrou-se para trás, até que seus pés estivessem sobre os lençóis e seu corpo deitasse completamente. Foi seguido pelo alfa que logo se debruçou sobre si, pressionando-o contra o colchão. Taehyung lhe beijou novamente, mas dessa vez, o mais velho tomou seus lábios avidamente, lhe incentivando a corresponder.

Não sabia muito o que fazer, porém, abriu a boca, permitindo que o alfa lhe beijasse apropriadamente. Quando a língua do alfa adentrou sua cavidade bucal, Jeongguk gemeu baixinho, extasiado com o choque que percorreu seu corpo ante àquela ação. Em resposta, um rosnado saiu pela garganta do mais velho, arrepiando todos os pelos de seu corpo.

Interrompendo o ósculo, Taehyung lhe fitou, ofegante. Silenciosamente, o ômega levou suas mãos trêmulas até o cordão que ficava abaixo do pescoço do Kim, amarrando a blusa de seu pijama. Levantando os braços, o alfa lhe ajudou quando agarrou a barra da vestimenta, subindo-a por sua cabeça.

Corando furiosamente, Jeongguk desamarrou o cordão da calça branca também, observando cauteloso todas as reações que o outro garoto demonstrava. Ele não parecia se importar de ser o primeiro a se despir e isso causou uma estranha sensação de satisfação no mais novo.

Abaixou a calça devagar, vendo Taehyung erguer os quadris e lhe ajudar. Estava com vergonha de olhar para baixo e olhar o membro do mais velho. Sabia que ele tinha a mesma coisa que si naquele lugar, mas não queria ver. Não ainda.

O alfa completou o serviço, terminando de retirar a calça e a chutando para longe. Jeongguk sentiu o rosto esquentar ainda mais, tendo a plena consciência de que havia um alfa totalmente nu em cima de si. O cheiro de grãos de café torrado era tão gostoso e tão inebriante. Era um cheiro másculo e que lhe passava uma estranha sensação de segurança e contentamento.

— Por que você está com tanta vergonha? — Taehyung perguntou, divertido.

Cobrindo o rosto com as mãos, o ômega respondeu:

— Até parece que você vai entender. Eu sou virgem!

— E eu também sou — contou.

— Para de mentir, seu idiota — resmungou, sem tirar as mãos.

O alfa soltou uma risada melodiosa, desamarrando o cordão da calça do mais novo.

— Eu não estou mentindo, Jeongguk — sussurrou, a voz engrossando consideravelmente —, você é o primeiro ômega com quem estou fazendo isso. — Desceu os lábios para o pescoço branquinho, começando a distribuir beijos sobre a pele imaculada. — Nunca beijei ninguém assim. Nunca toquei ninguém assim. — Desceu a calça do pijama do garoto devagar, passando por seus quadris e seu traseiro. — Eu nunca cheguei nem perto de fazer isso com alguém. Nunca senti desejo por alguém como o que sinto por você. — Quando a calça chegou aos joelhos do mais novo, Taehyung abriu mais os lábios sobre seu pescoço e marcou sua tez, chupando com força. Extasiado, o ômega gemeu alto, afundando a cabeça no colchão. — Naquele dia, na biblioteca, eu te quis tanto. Mesmo sabendo que era errado, eu te queria. Ainda te quero.

— Tae… — Suspirou, agarrando as madeixas louras.

— Você consegue sentir o quanto eu te desejo? — Abaixou o quadril, encostando os dois membros. — Consegue sentir como eu fico por sua causa?

Jeongguk estremeceu, gemendo manhosamente pelo contato. Sua extensão começou a responder ao estímulo, endurecendo pelo toque. Involuntariamente, o ômega puxou os quadris para cima, tentando obter mais de Taehyung.

Notando seu desespero, o alfa apanhou seu pênis com uma mão e começou a masturbá-lo, movendo para cima e para baixo devagar.

— Está gostoso assim? — Perguntou, estudou as expressões faciais de Jeongguk.

— Mais, Tae. Eu quero mais — gemeu, puxando seus cabelos.

Surpreso, Taehyung grunhiu baixinho, gostando do ato, e o mais novo, felizmente, percebeu, fazendo novamente.

— Você gosta de ter seu cabelo puxado — sorriu, entre gemidos.

O alfa devolveu o sorriso, abaixando-se para beijá-lo mais uma vez. Mais seguro de si, Jeongguk agarrou-se com mais força às madeixas louras e correspondeu, dando o seu melhor durante o ósculo que Taehyung guiava. Percebia que beijar não era muito difícil, embora ainda fosse desajeitado, batendo os dentes vez ou outra. Apenas precisava de um pouco mais de prática. Felizmente, o alfa parecia ser incrivelmente paciente, não se importando quando perdia o ritmo.

Seu lubrificante natural começava a escorrer por sua entrada e molhar a cama abaixo de si. O mais velho sentia o cheiro forte e adocicado, tomando seus lábios de maneira afoita, não interrompendo o ósculo por nada no mundo.

Circundando a cintura do garoto com suas pernas, Jeongguk tentou puxá-lo para mais perto de si, sentindo-se estranhamente contente por mesclar ainda mais seus cheiros. Queria que todos soubessem que haviam passado a noite juntos, mas sabia que era impossível. Traria um escândalo enorme ao reino, a descoberta de que o príncipe se deitara com um alfa que não era seu marido legítimo, mesmo sendo da nobreza.

E infelizmente, a questão relacionada à sua virgindade sequer fazia sentido agora que estava com ele.

Taehyung findou o beijo e se afastou brevemente para lhe observar. Os olhos do alfa transmitiam tanta segurança que Jeongguk não teve dúvidas ao assentir devagar, indicando que poderia prosseguir. Ambos estavam ansiosos para aquilo, seus corações batendo com força dentro de seus peitos.

Segurando seu pênis inchado, o mais velho se posicionou na entrada lubrificada do ômega e empurrou devagarinho, vendo o príncipe fechar os olhos com força e arfar, sofrido. As mãos agarraram os ombros amorenados, buscando apoio em algo pela dor que lhe consumia.

— Está doendo muito? — Perguntou Taehyung, preocupado. — Eu devia ter ido mais devagar.

— Fica parado um pouco, não se mexe — pediu, baixinho, lágrimas finas escorrendo por suas bochechas.

— Eu vou tirar e a gente pode tentar de outra forma — sugeriu, tentando disfarçar a tristeza e a vergonha na voz —, me desculpe por ser tão inexperiente quanto você, se você estiver sentindo muita dor e quiser parar, eu vou entender.

Jeongguk assentiu, limpando o rosto com as costas da mão.

— Eu quero parar — confessou.

O alfa segurou um gemido sofrido quando tirou seu membro dolorido de dentro do ômega. Não ia negar que se sentia decepcionado, mas nunca faria nada contra a vontade do ômega. Aquela era uma experiência que estavam compartilhando juntos e devia ser algo bom para os dois, não fazia sentido que fosse bom apenas para si.

Deitando de volta na cama, viu Jeongguk virar de costas para si, chorando baixinho. Levantou uma mão, intencionando tocar seu ombro marcado, mas parou no meio do caminho, fechando o punho e abaixando o braço.

— Me desculpa — sussurrou, com medo de falar algo errado. — Eu não queria te machucar.

O mais novo enrijeceu em sua frente, e o alfa teve certeza de que fez e falou algo errado.

— Eu… se você quiser, eu vou embora — sua garganta estava seca, segurando a vontade de chorar também. Sentia-se a pior pessoa do mundo naquele momento.

— Não vai embora — Jeongguk respondeu, a voz chorosa e baixinha —, não me deixa sozinho. Fica aqui.

— Eu não vou — assegurou —, vou ficar aqui a noite toda se você quiser.

Para sua surpresa, o ômega se virou para encará-lo, mas ao invés de fazer isso, o garoto se jogou sobre si, abraçando-o com força enquanto escondia o rosto em seu pescoço.

Em silêncio, Taehyung o envolveu com seus braços e o apertou contra seu peito. Acariciou os fios negros, tamanha era sua paciência, aguardando até que o mais novo se acalmasse e parasse de chorar. O colchão que antes já estava melado de lubrificante natural também estava molhado com as lágrimas salgadas de Jeongguk.

— Desculpa — o alfa sussurrou com a voz fraca, engolindo em seco.

— Para de pedir desculpas — resmungou contra seu pescoço.

— Desculp… — Suspirou, apertando o ômega mais uma vez. — Eu preciso me levantar, Jeongguk.

— Por quê?

— Eu estou com uma ereção terrível entre as pernas — murmurou —, seu cheiro e sua presença não são muito eficazes em me aquiescer.

O mais novo, ao invés de soltá-lo, grudou mais ainda em si, nada disposto a ficar longe do alfa.

— Não quero que você saia daqui — fez birra — não quero que você vá no banheiro e me deixe aqui.

Trincando os dentes pela dor e pelo desejo, Taehyung fechou os olhos, procurando manter a calma. Seu lobo rugia dentro de si, lhe incentivando a tomar o ômega para si completamente. Porém, sequer sonhava em fazer isso de novo, não com o príncipe choroso em seu pescoço. Precisava de autocontrole.

No entanto, surpreendo-lhe, Jeongguk desceu uma mão por seu peito até chegar em sua virilha, apalpando sua extensão.

— Jeongguk — seu tom era de aviso —, se você não parar, eu vou me levantar!

— Mas eu não estou fazendo nada demais — replicou, inocentemente.

— Você está me provocando — rosnou baixinho —, eu realmente vou ter que sair daqui.

Ao invés de parar, o garoto apertou sua ereção e um gemido rouco escapou de sua garganta.

Bufando em irritação, Taehyung se desvencilhou de seus braços, sentando na cama, mas antes que pudesse se levantar, o ômega tocou seu braço.

— Não vá — pediu novamente, lhe fitando com aqueles olhinhos inocentes.

— Olha, eu não sei se você notou, mas eu nunca fiz isso na minha vida e estou dando tudo de mim para me controlar, será que você pode parar com isso? — Desabafou.

— Eu quero continuar — afirmou, ajeitando-se na cama.

— O quê? Não, você quis parar, eu te machuquei, acho melhor deixarmos isso para depois — insistiu —, depois do casamento seria uma boa.

— Mas eu quero — fez bico, cruzando os braços. — Eu quero… eu quero gozar.

Taehyung arregalou os olhos, surpreso com as palavras.

— E se você sentir dor de novo? — Franziu a testa, preocupado. — E se você sangrar? Eu não vou saber o que fazer! E se a gente tiver que chamar um médico? Daí todo mundo vai saber o que a gente estava fazendo!

— Bom que nos arrastam para um templo e nos obrigam a casar o mais rápido possível — brincou. — Mas eu quero tentar sim! Você viu como, hm, lorde Zhang gemia na biblioteca? Ele parecia estar gostando tanto. Eu quero gostar também.

Passando a mão pelos cabelos, o alfa soltou um suspiro alto, como se estivesse pensando seriamente no que iria fazer. Fitou o corpo nu do ômega ao seu lado e assentiu.

— Certo, certo. Eu quero tentar uma coisa, não sei se vai ser bom, apenas espero que seja — brincou com os dedos, visivelmente apreensivo.

Jeongguk assentiu, afastando os cabelos de sua testa. Taehyung voltou para a cama e colocou o mais novo para se deitar normalmente, com a cabeça encostada nos travesseiros fofos. Então, agachou-se entre suas pernas, colocando cada uma delas sobre seus ombros e fitou a entrada avermelhada do garoto.

Estava um pouco inchada, claramente fruto de sua invasão por lá, mas podia ver também o lubrificante natural escorrendo dali. O cheiro de cereja com mel ficou bem mais forte e o mais velho se pegou sedento por provar daquilo.

Chegou perto e com a ponta da língua, lambeu um pouco do líquido incolor. Jeongguk se contorceu um pouquinho pelo toque, e Taehyung se regozijou pelo sabor maravilhoso que aquilo tinha. Era definitivamente uma das coisas mais gostosas que já tinha provado na vida!

Sem nem pensar duas vezes, passou a língua por toda a região, lambendo todo o lubrificante e circundando a entrada vermelha. Em resposta, o ômega gemeu alto, agarrando os lençóis embaixo de si e abrindo mais as pernas para lhe dar mais espaço ainda.

Chupou a área avermelhada, vendo o garoto contrair e relaxar a entrada com os estímulos de sua língua. Logo, a ereção do caçula endureceu-se novamente enquanto suas mãos percorriam sua barriga e seus mamilos.

— Ah, Tae…

— Está bom?

— Sim — gemeu manhoso quando o músculo molhado do mais velho fez uma sucção em sua entradinha.

Prosseguiu com as carícias, enfiando a língua dentro do garoto e lhe dando o máximo de prazer possível. Seu próprio pênis doía pela falta de atenção, mas devia focar em não fazer Jeongguk sentir tanta dor assim.

Quando os gemidos aumentaram, decidiu que talvez fosse o momento de finalmente chegarem ao principal. Tirou as pernas de seus ombros e se ergueu, vendo o ômega respirar com dificuldade e lhe fitar com os olhos enevoados, tamanho era o prazer que estava sentindo.

— Jeongguk, o que você acha de — pigarreou —, tentarmos outra posição? Eu acho que poderia ser… legal.

— Qual posição você quer? Eu não sabia que tem como fazer em diferentes posições — franziu a testa, curioso.

— Você lembra do que vimos na biblioteca? Tem outras posições sim.

— E qual faremos? — Perguntou, animado.

— Eu já vi os alfas das tavernas comentarem sobre como eles amam colocar os ômegas de joelhos e ficarem por trás — contou, corando —, se você quiser.

Assentindo, Jeongguk ficou de joelhos na cama, empinando o quadril e apoiando as mãos no colchão, Taehyung engoliu em seco, ajeitando-se atrás do garoto e fazendo carinho em suas coxas.

— Me avise se estiver doendo — murmurou, sentindo-se nervoso.

Devagar, penetrou o mais novo, indo com mais calma possível. Via a entradinha esticar-se ao redor de seu pênis e as mãos de Jeongguk apertarem o colchão.

— Jeongguk? — Sussurrou.

— Continue — ordenou. — Consigo sentir você me preenchendo totalmente.

Chegando até limite do interior do garoto, Taehyung segurou a vontade de começar a se mover logo. Esperou até o ômega rebolar um pouco em volta de seu pênis para movimentar os quadris.

Jeongguk arfou, enrijecendo as costas. Mesmo dando a permissão para que o alfa se movesse, após um pouco de estímulo, não gostou muito.

— Está doendo assim, eu quero trocar — reclamou, manhosamente.

Trincando a mandíbula pela dor, Taehyung se retirou novamente e esperou o mais novo de levantar. Para sua surpresa, Jeongguk engatinhou para seu colo e se sentou colocando as pernas de cada lado. O ômega abraçou seu pescoço e roubou um beijo de seus lábios.

— Tem como fazer assim? Eu queria olhar para você — mordiscou seu lábio inferior.

— Tem sim — respirou fundo, procurando não se descontrolar novamente.

— Desculpe por te torturar tanto — deixou beijinhos em seus lábios —, eu sei que isso está sendo terrível para você. Eu consigo sentir.

— Tudo bem, Jeongguk. Está tudo bem — sorriu fracamente, ajudando o garoto a subir os quadris e a descer lentamente por sua extensão já terrivelmente dolorida. Como estava aguentando tanto, nem o próprio Taehyung sabia.

Porém, no momento em que o ômega se empalou em seu membro, um gemido alto rasgou sua garganta.

— Está tudo bem? — Perguntou por precaução.

Jeongguk estremeceu, esfregando-se contra seu corpo.

— Eu quero isso de novo — gemeu, manhoso —, de novo, Tae. Acerta lá de novo!

Incerto, segurou a cintura fina com as duas mãos e jogou os quadris para cima, acertando o interior do ômega que gemeu mais uma vez.

Desesperado para sentir mais daquela sensação deliciosa, Jeongguk começou a mover seus próprios quadris para baixo, tentando sentir tudo aquilo novamente. Taehyung notou que na medida em que os movimentos de ambos se encontravam, uma carga de prazer deliciosa lhes tomava conta.

Um arrepio percorria sua espinha e o alfa não se conteve mais. Começou a estocar o mais rápido que pôde dentro do ômega e caiu com os lábios em seu pescoço, chupando a pele já marcada.

O mais novo puxava seus cabelos, descontando todo seu prazer naquilo, surpreso por não ter sentido nada de primeira. A cada vez que o mais velho entrava e saía dentro de si, sentia uma descarga elétrica.

Infelizmente, ambos não tinham estamina suficiente para manter o ritmo e logo, Taehyung se virou cansado de enviar os quadris para cima. Imerso no prazer que nublava sua mente, sequer perguntou nada, apenas saiu de dentro de Jeongguk, obrigando-o a deitar na cama, e escancarando suas pernas, o invadiu sem aviso, acertando seu ponto doce de primeira.

Arqueando as costas, o Jeon gemeu manhoso, sorrindo entre gemidos a cada vez que Taehyung lhe violava. Colocou suas pernas em volta na cintura dele e lhe deu liberdade para fodê-lo contra o colchão, com força.

— Por Luna, isso é… Taehyung… — Gemia, desacreditado que antes achava que aquilo era horrível. Nunca sentiu tanto prazer antes e podia afirmar isso com toda a certeza.

O alfa tomou seus lábios, dominando o beijo da mesma forma como estava dominando seu corpo, completamente fora de controle algum.

— Mais… — Implorou, sentindo todas aquelas sensações explodirem por seu corpo.

Taehyung acertou o mesmo ponto que causava o mais imensurável dos prazeres e inesperadamente, Jeongguk gozou, ouviu o alfa rosnar alto em seu ouvido antes de lhe estocar mais algumas vezes e gemer rouco, gozando dentro de si.

Finalmente, aliviados pela liberação final, os dois respiraram fundo, procurando manter a calma e aquietar seus corações acelerados. Afastando-se um pouco, o mais velho lhe beijou novamente. Contente, o ômega correspondeu e fechou os olhos.

 

♔♔♔

 


Notas Finais


( ͡° ͜ʖ ͡°)
aproveitem a calmaria enquanto ainda resta...


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