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História Procurados - Capítulo 12


Escrita por:


Notas do Autor


Fala seus galango.
Vamo que eu hj eu tô a todo vapor, postando fanfic adoidada.

As visualizações cairam no cap passado...Vcs acharam meio direto o beijo dos nossos babys? Podem dizer ;-;

Vou tentar melhorar.

Escrevi esse ep ao som de Billie Eilish, entt o bagui ta doido

Boa fic ;)

Capítulo 12 - Sempre será você o resultado


Fanfic / Fanfiction Procurados - Capítulo 12 - Sempre será você o resultado

[Deku]

O som da chuva que me despertou. Pisquei várias vezes pra me acostumar com a pouca claridade, já que aparentemente o dia estava nublado. Senti meu queixo encharcado. É sério que eu babei?

Me sentei, sentindo alguma coisa cair no colchão. Ali estava, a rosa vermelha que assombrou os meus sonhos esta noite. Abri um sorriso aliviado ao notar que ela não havia murchado. Pelo contrário, aos meus olhos, á cada dia que passava, eu sentia que ela estava ainda mais majestosa.

Soltei um bufo ao notar que adormeci com as mesmas roupas de ontem, e nem mesmo meu cabelo colaborara.

Porem tudo foi substituído pelas lembranças de Todoroki. Não fora um sonho. Nós realmente nos beijamos...E estávamos juntos agora. Minhas bochechas esquentaram e eu dei um sorriso bobo, caindo para trás como uma criança sorridente. Eu ainda me encontraria com ele hoje, o que só melhorava tudo.

Resolvi tomar um banho pra me livrar de toda aquela roupa apertada. O cheiro da comida provavelmente estava empregnada nas roupas, assim como o cheiro dele. Por mais que quisesse ficar com esse cheiro, resolvi deixar pra uma próxima vez.

Entrei no banho, sendo recepcionado pela água quente. Meu corpo se arrepiou com o choque térmico, e eu levei á mão aos cabelos, os alisando pra trás. Enfim aquela sensação de “limpo” tomou o meu corpo, me deixando muito mais calmo. Em quanto misturava os cabelos ao condicionador, comecei á pensar em algum lugar que eu poderia mostrar á Todoroki. Algum lugar que ele não conheça, o que me pareceu quase impossível, se pensar no tanto de lugares que ele já deve ter ido.

 

Me: Todoroki? Está ai?

Todoroki: Oi Midoriya.

Me: O-oi! Acho que já achei um lugar perfeito pra irmos hoje!

Todoroki: E onde seria esse lugar?

Me: Vai ser surpresa. Vem me buscar ás 14:00!

 

Desliguei o celular, deixando-o com um ponto de interrogação. Espero que ele goste desse tipo de coisa como eu. Mesmo que o lugar vá estar todo molhado, eu não me importo desde que a diversão ainda esteja á solta. E pensando bem, desde que estejamos juntos, vai ser mais que perfeito.

Meu celular começou a tocar em algum lugar da casa. Eu me vesti na velocidade da luz e fui até a cozinha, atender quem estava me ligando.

 

-Olááááá!! Espero que não tenha esquecido que você tem coisas pra me contar!

Engoli em seco ao reconhecer a voz aguda e animada da castanha. Oh puxa, não se tem mais tranquilidade hoje em dia.

-Óbvio que eu não esqueci né? Mas pensei que preferiria saber disso pessoalmente.—Tentei ao máximo fugir das suas perguntas.

-É, eu sei. Mas quando eu comecei a pensar nisso, acabei ficando sem paciência pra esperar até amanhã. Então, vamos lá, desde o começou!

Se o volume da chamada não estivesse baixo, eu provavelmente ficaria surdo. Soltei um longo suspiro.

Porem antes que eu pudesse começar a falar, batidas na porta soaram por toda a cozinha, e foram tão altas que até Uraraka pôde ouvir.

-AI. MEU. DEUS!!!! VOCÊS VÃO SAIR DE NOVO?!!!

-Escuta Uraraka, eu te conto tudo amanhã! Como pode ver eu posso acabar me atrasando, então bye bye!—Desliguei sem deixar chance de resposta.

Ela me mataria por desligar em sua cara, e ainda mais por não ter contado nada. Mas eu tinha preocupações maiores no momento. Olhei no relógio, constatando que ainda era meio dia. Se era Todoroki, por que ele viera tão cedo?

Abri a porta, um pouco receoso. E realmente, o bicolor estava parado em frente a porta, com um sorriso leve, e diferente de ontem, ele já não se sentia tão desconfortável por estar sozinho comigo. Seus olhos passaram por todo meu corpo, e eu corei ao presenciar as roupas velhas que usava, ainda mais com seus olhos tão profundos as encarando.

Vendo meu desconforto, ele colocou suas duas mãos em meu rosto e se abaixou para alcançar meus lábios. Tudo que consegui fazer foi fechar os olhos e retribuir, ainda um pouco assustado pela rapidez que sua língua se engatou a minha.

Nós demos alguns passos pra trás, entrando na casa novamente. Com o pé, ele conseguiu empurrar a porta, que acabou fazendo um estrondo ao bater. Seu rosto se afastou pra pegar ar.

-Estava com saudade...—Sua voz trouxe um calor ás minhas bochechas.

-Nós nos vimos ontem Todoroki!!—Ri e passei meus braços em volta de seu quadril, presenciando que eu era muito menor que ele. Ele também estava com uma mochila.

-Tempo demais.—Seus lábios depositaram leves selinhos em minha bochecha corada.

Minhas mãos acariciavam suas costas, apreciando demais o gesto carinhoso dele, que me trazia um misto de felicidade com vergonha, por estar com alguém tão incrível quanto ele.

-Mas então, o que veio fazer aqui tão cedo?—Suas mãos ainda estavam em meu rosto.

Ele as soltou, desvencilhando de meus braços para poder mexer na mochila. Tirou de lá, duas grandes sacolas, que espalharam um cheiro quente e agradável. Um tipo de Fast Food que ativou a fome em meu estômago. Ele deu de ombros, me fazendo rir.

 

Nunca pensei que eu poderia me divertir tanto em meio á um almoço. Por segundos, acabávamos entrando num assunto que envolvia o relacionamento alheio de nossos amigos, e por mais que talvez fosse errado, nós ríamos de cada situação absurda que criávamos. Consegui até mesmo comentar sobre alguns assuntos que eu e Uraraka conversávamos, obviamente, não dando detalhes sobre seu nome citado na conversa de alguns dias atrás. Agradeci internamente por ele não ter desconfiado de nada.

 

[Todoroki]

Depois que terminamos de almoçar, ele insistiu para me mostrar seu quarto. Acabei cedendo, percebendo que eu não teria chance nessa discussão.

Seu quarto era pequeno. A grande cama de casal ocupava a maioria do espaço, junto com o armário de madeira. A pequena escrivaninha combinava com o bidê ao lado da cama, e o quarto era totalmente iluminado pela luz do dia.

O que me chamou atenção foi a pequena rosa, repousada sobre o cobertor claro da cama. Eu sorri.

-Você guardou?—A peguei.

-Claro que sim. Ela é maravilhosa, eu adorei...—Ele soltou um sorriso, como se falasse dela com apego.

-Vou lembrar de te dar mais.—Toquei as pétalas. O menor corou.

Braços desajeitados circularam minha cintura, seu nariz se afundou em minhas costas, e seus cabelos fizeram cocegas em minha nuca, me arrepiando. A textura sedosa deles me dava vontade de toca-los, mas no momento, eu aproveitei a sensação de ter seus braços entorno de mim.

-O-obrigado...—Ele falou com a boca enterrada em minha roupa.

Com a rosa ainda em minhas mãos, coloquei meus braços sobre os seus. Por ele ser bem menor que eu, era difícil conseguir algum contato mais próximo, então só me permiti aproveitar desse gesto simples e significativo que fazia suas bochechas esquentarem. Quando ele percebeu que eu queria vira-lo, se afastou.

-Agora vaza que eu quero trocar de roupa!—Seu braço me puxou pra fora.

-E por que eu não posso ficar?—Arqueei uma sobrancelha, tentando segurar o sorriso.

-O-oras!!—Ele ficou sem jeito, tropeçando na frase que falaria.—D-deixa de ser tarado.—Ele fechou os olhos constrangido.

A porta foi batida com força, provavelmente por sua vergonha. Com isso, acabei caindo na gargalhada. Talvez continuar com essas investidas não seja tão ruim assim...

-SE TENTAR ESPIAR EU QUEBRO ESSE NARIZ ATREVIDO!!!—Ele gritou para que eu ouvisse, percebendo minha mão sobre a maçaneta.

Infelizmente, a porta estava trancada. Só pude suspirar e esperar ele acabar. Quando percebi que a rosa ainda estava em minha mão, resolvi coloca-la num copo água. Se Izuku gostou tanto dela, eu não poderia deixa-la murchar, mesmo que estivesse em meus planos comprar mais dessas.

 

Depois de uma eternidade, o esverdeado saiu do quarto saltitando, orgulhoso de ter conseguido impedir minhas espionagens, e ainda mais satisfeito por ter conseguido encontrar uma roupa legal. Apenas dei de ombros, derrotado.

-Pare de agir como uma criancinha.—Ele ficou na ponta dos pés para enlaçar seus braços ao meu pescoço.

-Eu que pareço uma criança?—Passei os olhos por sua estatura.

-Vai ser assim é?—Sua sobrancelha se arqueou em desafio.

Meus lábios capturaram os seus numa tentativa de evitar seu mal humor, o que pareceu ajudar, já que seu corpo relaxou e sua língua só se deixou levar. Me atrevi a passar as mãos por seu quadril, e puxa-lo pra mais perto, sentindo o cheiro dos cabelos esverdeados baterem em minha testa. Sem ar, ele se afastou, completamente corado.

-Desculpe?—Eu sorri.

-Só dessa vez.—Ele disse num tom emburrado.

De mãos dadas, nos dirigimos ao meu carro, estacionado do outro lado da rua. Quando entramos, ele pegou o celular, procurando por alguma coisa.

-E ai? Pra onde vamos?—Disse em quanto colocava o cinto.

-Vamos até essa rua. De lá vamos a pé.—Ele me mostrou o celular, que tinha uma localização no mapa.

-Por que a pé?—Estranhei sua sugestão.

-Pra se exercitar um pouco! Anda, vamos logo!—Sabia que era apenas uma desculpa esfarrapada para não revelar o lugar, porem aceitei rindo.

No caminho, ele me fazia algumas perguntas, como o que eu tinha feito além de me encontrar com ele. A verdade, é que evitei ao máximo citar o nome de meu pai, ou que ele estava envolvido com meus planos. Só disse que visitei minha mãe no hospital assim que podia. Ele não questionou, não queria estragar o clima legal que se formara entre nós dois no momento, mas eu sabia que um dia, ele me cobraria aquela pergunta.

-Eu também tentei visitar o Bakugou, pra contar as coisas pra ele. Mas ele me disse que estava ocupado.—Soltei um suspiro ao me lembrar.

-Pffff...—Ele tapou a boca, tentando disfarçar a vontade de rir.—Foi isso que ele disse pra você?—Seu rosto estava vermelho.

-Foi.—Franzi as sobrancelhas.—Por que?—O olhei pelo canto do olho, tentando entender.

-Você é muito ingênuo Shouto!—Sua mão deu um tapinha em meu ombro.—Bom, digamos que sim, ele estava ocupado, tendo uma romântica e melosa noite com Kirishima. Só isso.—Ele se permitiu rir.

-Misericórdia...—Arregalei os olhos.—Sério?

-Serissimo. O Kirishima não sabe esconder as coisas de mim.—Ele se vangloriou.—Me agradeça depois que der o sermão no Kacchan.—Seu sorriso era zombador.

-Claro...—Aquilo me deixou bastante confuso.

Por um lado, eu entendo o Bakugou. Ele queria ter um tempo com um próprio namorado no meio dessa vida louca e agitada que temos, então eu compreendo a parte dele. Mas por outro lado, fico frustrado que ele não tenha me contado isso. Será que ele falaria?

Quando percebi o celular de Midoriya indicar que já havíamos chegado na tal rua, estacionei o carro em um dos lados. Parei para encara-lo, esperando que ele dissesse alguma coisa.

-Não, eu não vou te contar onde vamos.—E saiu do carro.

Frustrado, suspirei e sai do carro também, o trancando. Caminhei até o lado do esverdeado.

-D-desculpa.—Ele corou.

Abaixei um pouco minha cabeça pra ficar com o rosto alinhado ao seu. Ele arregalou os olhos, surpreso. Sua expressão era extremamente fofa, e eu me tentei á tocar seus lábios de novo.

-Não precisa...—Ergui seu queixo.—Eu gosto...de todos os seus jeitos.—Forcei um sorriso.

Suas bochechas coraram até as orelhas, e ele parou de tentar desviar o olhar. Ele juntou nossas bocas num selinho curto, como uma quebra de dúvida. Que eu não deveria duvidar se seus sentimentos eram recíprocos ou não. Ele queria que eu tivesse a certeza absoluta. E eu estava quase lá...

-V-vamos...—Sua mão segurou a minha e me puxou.

Quando consegui acompanhar seu passo animado, nossos dedos se entrelaçaram, e seu corpo relaxou, sentindo a palma quente de minha mão. Seu corpo estava um pouco mais gelado, mas ele não aparentava sentir frio. Estava apenas com um enorme brilho nos olhos, e um sorrisinho contido, claramente animado. Sorri também, agradecendo por essa visão privilegiada.

 

Enfim, entendi o motivo de sua animação. Em nossa frente, um enorme parque de diversões surgia. Brinquedos clássicos que ocupavam toda a visão do céu, além de gritos entusiasmados das pessoas.

Ele insistiu para poder pagar as entradas, dizendo que era como um presente pra mim. Realmente nunca teria pensando em vir num parque de diversões, por não ser muito minha praia. Mas eu não estragaria sua animação, então concordei.

Ele olhava os arredores com os olhos arregalados. Era como se tudo ali o encantasse, lhe fazia feliz. Eu precisava admitir, o lugar era muito bonito e agradável, misturando cores infantis e de tons pastéis.

-Ah, muitos brinquedos estão molhados...—Ele fez um biquinho emburrado.

-Que tal aquele?—Apontei a grande roda gigante, que não estava muito longe de nós.

-N-não é meio alto?—Engoliu em seco, acompanhando até onde o grande brinquedo ia.

Apertei um pouco mais sua mão, fazendo um carinho reconfortante. Ele observou o gesto.

-Eu vou estar com você, não se preocupe...—Aproximei um pouco mais meu corpo.

Suas bochechas voltaram a ficar vermelhas, e ele não conseguiu evitar um sorriso. Acabei corando também, pensando no quão lindo ele ficava com a combinação de suas sardas misturadas ao rubor, e o sorriso brilhante.

-Aaaah, faz anos que não como um desses!—Seus olhos foram até a barraca de algodão doce, próxima da onde estávamos.—Me espera na fila, eu quero um!—Ele caminhou rápido pra lá, não me deixando responder.

Sorri. Ele parecia uma criança feliz por ganhar um doce. Ao mesmo tempo, era tão maturo que me assustava. Uma combinação ligeiramente perigosa, na minha opinião. Era como se sua boca fizesse falta a cada segundo que ele não estava ao meu lado, o que me fazia pensar que eu estava começando a trata-lo como uma necessidade. Uma grande necessidade.

-Pronto!—Me assustei ao notar sua presença ao meu lado novamente.—Já está quase na nossa vez.—Demos alguns passos para acompanhar a fila.

Eu ainda estava um pouco atordoado. Meus pensamentos realmente voaram para longe, e era curioso como ele conseguia engatar minha atenção mesmo sem querer. Fiquei o observando mastigar o conteúdo doce do algodão.

-Quer?—Ele esticou o doce em minha direção.

-Não o doce.—Voltei meus olhos aos seus.

-A-ah...—Sua voz falhou e ele corou pela décima vez naquele dia.

Soltei um risinho. Como alguém poderia ser bipolar á esse nível? A minutos estava me repreendendo por minhas investidas, e agora se sentia constrangido. Era adorável...

Finalmente, nossa vez chegou. O moço que tomava conta dali nos pediu pra esperar, em quanto arrumava a pequena cabine branca que ficaríamos, com banco separados. Terminando seu doce, o menor conseguiu joga-lo no lixo antes que entrássemos e nos acomodássemos, cada um num dos bancos.

O brinquedo começou a subir lentamente, fazendo a cabine se mexer. O menor sentiu as pernas estremeceram, e antes que eu pudesse perceber, se acomodou agarrado ao meu braço, escondendo o rosto.

-Ei...Se acalma.—Puxei levemente seu casaco.

Vendo que aquilo não ia funcionar, com uma mão em sua bochecha, puxei seu rosto para perto, tocando a ponta de nossos narizes num gesto carinhoso. Ele ainda estava assustado, mas permitiu que eu o ajudasse.

Nossos lábios começaram com um toque suave, me dando a sensação de seus lábios gelados, e mesmo assim ainda eram suaves como uma pluma. Pedindo passagem com a língua, seu corpo enfim pareceu se acalmar, dando caminho. Enfim o gosto que eu estava desejando á alguns minutos. O contraste de seu próprio gosto, e o sabor doce do algodão aqueceu todo meu corpo e ativou os meus sentidos, me permitindo enrolar sua língua com mais sensualidade. O menor apreciou o gesto, aproveitando de minha exploração por sua boca, em quanto suas mãos se moveram para segurar meu quadril.

Fomos separados por um movimento na cabine e pela falta de ar. Olhamos em volta, percebendo que estávamos praticamente no topo da roda. Fiquei receoso que talvez ele voltasse á ficar assustado. Mas não aconteceu. Ele apenas ficou observando minhas bochechas rosadas pela falta de ar, com um sorrisinho contido.

-Mais calmo?—Voltei a acariciar sua bochecha.

-Demais...—Seu sorriso se alargou, dando visão aos seus dentes.

Meu braço rodeou seus ombros, o outro sua cintura. O puxei para um abraço carinhoso, o qual ele aceitou com o rosto afundado em meu peito. Seu corpo começou á se aquecer, ao mesmo tempo que a roda voltava á girar, nos mudando de lugar frequentemente.

Aquela sensação...Era diferente de todas as outras que eu já havia sentido. Nem se comparava á um namoro de ensino Fundamental.

Era como se só Midoriya tivesse direito á esse sentimento. Eu estava totalmente entregado á ele, abraçado em meu corpo. Não era algo parecido com desejo carnal. Seu corpo tão próximo á mim me causava arrepios, claro que sim.

Mas se eu pudesse chutar...Era o fato de ser ele. Só isso.

 

Quando saímos do brinquedo, o menor parecia orgulhoso de si mesmo, por ter superado o medo de altura. Sua felicidade era marcada por um sorriso cativante, que preenchia seu rosto com um brilho típico.

-Aonde quer ir agora?—Juntei nossas mãos e sorri pra ele.

-Sei lá. Vamos procurar alguma coisa com adrenalina!—Ele franziu as sobrancelhas, destemido.

-Tem medo de uma roda gigante, mas quer ir em algum brinquedo com adrenalina?—Zombei.

-Cala a boca.—Seu entusiasmo foi quebrado pela expressão carrancuda, com o orgulho ferido depois de ser lembrado disso.

Antes que chegássemos no centro do parque, ouvimos gritos desesperados de um homem. Nossa atenção foi para uma pequena barraca, que aparentemente vendia balões. O homem estava de olhos arregalados vendo o bando de crianças que correu por ali e acabou levando um maço de balões embora. Como provocação, elas desamarraram os fios. Assim, os balões se espalharam por tudo lugar, alguns sendo levados pelo vento, outros voando reto para cima. Os pirralhos saíram correndo e rindo do desespero do homem, que olhava pro céu com tristeza.

Um vento forte soprou de repente, fazendo meus cabelos serem totalmente tirados do rosto. Provavelmente seriam uma mistura de cores depois. Mas eu não me importei. A visão que se abriu em minha frente era bem mais interessante, e com a música que tocava nos auto falantes, eu me sentia assistindo um filme com trilha sonora.

Well, i will call your darlin´and everything will be okay

´cause i know that i am your and you are mine

Doesn´t matter anyway

In the night, we´ll take a walk, it´s nothin´ funny

Just to talk

 

Os balões voaram todos em nossa direção, cercando praticamente tudo á nossa volta. O esverdeado rodopiou, maravilhado com o show de cores pastéis que se formaram ao nosso redor, um tom de rosa que se assemelhava ás suas bochechas, rosadas por sua alegria. Ele gargalhou, mostrando todos os seus dentes, os olhos fechados. Suas mãos se juntaram ás minhas, mas ele continuou observando os balões voando junto com o vento.

 

Put your hand in mine

You know that i want to be with you all the time

You know that i won´t stop until i make you mine

You know that i won´t stop until i make you mine

Until i make you mine

 

Com aquilo, me permiti sorrir. Era anormal o jeito com que meu coração acelerava por ver essa cena. Izuku tão feliz, tão leve, e tão aberto, por uma coisa tão boba e simples, que com sua presença acabava por ser encantadora.

Aproximei minha testa da sua, sentindo o rosto agora quente do menor. Ele não parou de gargalhar, mas fechou os olhos e apertou minhas mãos, para aproveitar ainda mais deste momento tão simplório.

“Como vivi sem você por tanto tempo?”

Era a única coisa que conseguia pensar em meio á tanta euforia. 

 

 

Horas se passaram. Eu não sei quantas. Não estava preocupado com isso.

Depois do incidente com os balões, as nuvens acabaram dando espaço ao sol. Isso nos permitiu ir em mais brinquedos, que antes estavam fechados. O clima acabou esquentando também, nos fazendo largar os casacos, amarrados em nossas cinturas.

Porem, quando o dia em si começou á escurecer, percebemos que estava na hora de irmos pra casa. Acordar cedo não seria fácil, mas se afastar seria ainda mais.

 

 

Quando chegamos em frente a casa do esverdeado, nós dois estranhamos a presença de outro carro em frente á casa. Imaginei que fosse alguém que ele tivesse chamado, mas ele mesmo disse que não tinha chamado ninguém.

Dentro da casa, as luzes estavam acesas, e havia cheiro de comida vinda da cozinha. Nos olhamos, ele parecendo mais confuso que eu.

-DEKU!! Finalmente!!!—Uma voz feminina gritou.

 

[Kirishima]

Todos exceto Asui foram para a sala ao ouvir o grito de Uraraka. Lá, Todoroki e Midoriya pareciam assustados e surpresos pelo tanto de pessoas que apareceram ali. Bakugou passou por mim, batendo em meu ombro.

-Meus parabéns! Nunca alguém ouviu meus conselhos, mas eu sabia que você não ia me decepcionar meio a meio!!—O loiro agarrou o pescoço do bicolor e fez um cafuné violento em sua cabeça.

O esverdeado ficou olhando em volta, tentando entender o que estava acontecendo, e porque eu, Bakugou, Uraraka e Asui estávamos ali.

-Eu tive essa ideia! Quando descobri que vocês saíram, eu saquei tudo, dai chamei todos que sabiam para jantar na sua casa!—A castanha apontou o dedo no rosto dele.

-E por que na minha casa?! E sem eu saber!?—Ele gesticulou, mostrando estar indignado com o ato da castanha.

-Não faz drama. Sua casa é a maior.—Ela debochou do espanto dele, limpando o avental de cozinha que usava.

Me aproximei do esverdeado e passei meu braço por seu pescoço, não com a mesma violência que Bakugou, mas de um jeito animado.

-Parabéns Midoriya! Eu sabia que isso entre vocês ia dar certo.—Alarguei o sorriso.

-Meu deus, vocês s-são loucos!—Ele escondeu o rosto nas mãos, corando muito.

-Ah para né merdinha, até parece que ninguém sabia que isso ia acontecer!—O loiro falou alto, rindo da situação que os cabelos do bicolor ficaram.

-Ora Kacchan, então além de ficar dando conselhos furados ainda se mete na minha vida?!—O esverdeado disse, tentando não rir, já sem a vergonha de antes.

-OI?!!—Ele soltou o bicolor, mirando os olhos no menor.—Repete, eu juro que não ENTENDI!!!—Sua voz saiu como um rosnado.

-EEEEI AAAASUI, QUER UMA FORÇINHA COM O JANTAAAAAAR!?!?—Ele saiu correndo e gritando na direção da cozinha.

-ORA NERD FILHA DA PUTA, VEM CÁÁÁÁÁ!!!!—O loiro saiu atrás dele, nos deixando apenas com os gritos dos dois.

Caímos na gargalhada, achando engraçado o jeito com que Midoriya tinha coragem para desafiar Bakugou. E mesmo eu não sabendo que ele havia dado qualquer tipo de conselho, imaginei que Todoroki sabia, pois sua expressão rosada e divertida entregou que ele estava envolvido nessa confusão.

-VEM AQUI SEU BOSTA!!!—Quando ouvimos sons de coisas caindo, nos entre olhamos.

-Acho que essa vai ser nossa nova função, Shouto.—Abri um sorriso para ele.

-É...Vamos nessa.—Afirmamos e corremos para onde os dois escandalosos correndo, prevendo que teríamos que separa-los de uma guerra de xingamentos infinita.

 

Depois de parar suas discussões, Asui nos chamou dizendo que a comida estava pronta. Todos corremos para nos acomodar na mesa, cada um com um prato enorme de comida, curiosamente separados de nossos parceiros, já que Bakugou resolveu se sentar ao lado do bicolor para ficar provocando-o com um sorrisinho zombador. Izuku aproveitou para conversar um pouco com a esverdeada, já que ao que indica, ela o ajudou muito, e eu e Uraraka apenas ficamos rindo de como a situação parecia engraçada aos olhos alheios.

-E ai, vocês vão nos contar ou não?—Uraraka, que já havia terminado de comer, se inclinou sobre a mesa e sorriu para o esverdeado.

-Tem 6 pessoas na mesa, qual sua perseguição comigo?!—Ele arqueou uma sobrancelha, mastigando a salada em sua boca.

-Vocês são o novo casal na área. Assunto novo, somente isso!—Me inclinei e sorri também.

-Quer que eu fale?—O bicolor encarou o menor, que corou ao perceber da vergonha que logo passaria.

-Isso, vai falando.—O loiro sorriu com maliciosidade.

Com uma afirmação de todos e um rosto corado do esverdeado, Todoroki começou a contar sobre tudo que aconteceu desde que eles saíram na tarde de ontem. Uraraka não perdia nenhuma oportunidade de provocar, assim como o loiro, que se vangloriava pelos “conselhos” maravilhosos que tinha dado. Já o esverdeado parecia querer explodir todas as vezes que o maior aproveitava para elogiar sua aparência ou falar algo dos momentos que se beijavam. Eu só conseguia olhar para os dois, contente com o quanto eles pareciam felizes com isso.

Quando terminou sua explicação, todos ficaram em silêncio, apenas observando o rosto envergonhado do esverdeado, que parecia querer fugir dali o quanto antes.

Para descontrair o clima, Uraraka começou á falar sobre o primeiro encontro que teve com Asui, dois dias depois daquela festa maluca que fizemos. Agora, a esverdeada também ficou envergonhada, mas conseguia ajudar a contar a história em algumas partes. Isso ajudou, já que Midoriya tirou o rubor do rosto para prestar atenção na história da amiga, que parecia até emocionada de lembrar disso.

Ás vezes, eu me arriscava á comentar algo sobre o começo de meu namoro com Bakugou, recebendo olhares curiosos do mesmo. Ele não se incomodou, mas não parecia de sua praia ficar falando sobre relacionamentos. Ele e o bicoloro saíram da conversa, dizendo que iriam pegar um ar. Eu sabia que eles iriam conversar sobre algo mais importante que isso, mas eu preferi não me meter. O esverdeado escolheu o mesmo. Cobraria explicações de Katsuki mais tarde.

-AH POR FAVOR NÉ CARALHO!!—Um grito do loiro ecoou pela casa.

Eu troquei um olhar rápido com Midoriya. Ele entendeu, e juntos, levantamos para tentar entender o que estava acontecendo. As meninas disseram que não queriam atrapalhar, então aproveitaram a deixa para ir pra casa.

-Vocês dois, o que está havendo?!—Chegamos até os dois, que trocavam olhares na sala. O loiro ligeiramente irritado.

O bicolor arregalou os olhos ao perceber que o esverdeado também estava ali. Eles provavelmente estavam falando de algo que não queriam que soubéssemos, e eu me perguntava o que era.

-Você conta, ou eu!?—O loiro desafiou o outro com o olhar.—Não vai querer começar essa bosta de namoro com o pé esquerdo, vai?!—Praticamente rosnou no rosto do bicolor.

-Não...—Ele abaixou o olhar, tentando evitar a expressão preocupada de Izuku.

Ele caminhou para perto do namorado, e pegando em sua mão, procurou o olhar do bicolor. Ele estava confuso, e bastante preocupado com qual seria o rumo de tudo isso, mesmo sem saber do que se tratava.

-Todoroki...O que foi?—Sua voz saiu baixa.

-Vem, vamos conversar.—Ele o puxou para seu próprio quarto.

O esverdeado pareceu atordoado, somente acordando quando a porta do quarto se bateu. Eu e o loiro trocamos um olhar rápido, antes dele se jogar no sofá, com a cabeça entre as mãos. Eu me sentei ao seu lado, o encarando com preocupação também.

-Eu posso saber o que foi?—Arqueei uma sobrancelha.

-É esse meio a meio idiota!! Ele ta todo encanado, achando que agora o pai dele vai comer o cu do nerd caso ele descubra!!—Ele estava muito bravo.—Será que ele sempre esquece que tem amigos, ou o que?!!!—Seu corpo se jogou pra trás.

Eu estava surpreso. Bakugou estava irritado por Todoroki não compartilhar seus problemas conosco? Era novidade vindo dele.

Eu passei meus braços ao redor de cintura e aconcheguei minha cabeça em seu peito, numa tentativa de abraço reconfortante. Seus braços me envolveram também, e finalmente, pareceu se acalmar.

-Dê um tempo á ele vai...—Eu estava com o olhar perdido no chão.—Isso é novidade pra ele também.—Me referia aos seus sentimentos.

-Ta, eu sei...—Seu corpo se remexeu, incomodado.

Mesmo ele tendo se acalmado, algo o estava incomodando. Parecia ser outra coisa, mas ele continuou em silêncio, com os olhos atentos na porta do quarto, como se quisesse ouvir algo. Mas eu percebi seu olhar fugindo do meu.

-O que foi? Tem mais alguma coisa te incomodando?—Levantei o olhar para tentar encara-lo.

-N-não.—Não era costume seu gaguejar, o que me fez arquear uma sobrancelha.—Eu...amanhã eu não vou pra empresa. Tenho um assunto pra cuidar em outra cidade.—Finalmente, seu olhar se juntou ao meu.

Mas ele parecia estranho. Não era irritado, ou mesmo triste. No fundo, ele tinha um tom preocupado, como se temesse por minha reação. Sentia ele me esconder algo, mas o que tinha de ruim ali?

-Como assim? O que vai fazer?—Demonstrei minha desconfiança.

-Assuntos do trabalho.—Deu de ombros.

-Bakugou...—Falei num tom repreendedor.

-Sério. Só trabalho, juro.—Seus lábios me roubaram um selinho curto, e logo ele desviou o olhar pra encerrar o assunto.

Algo estava estranho. Mas eu não conseguia descobrir o que era. Ele provavelmente estava apenas preocupado com a conversa dos dois trancados no quarto.

Então por que aquela maldita sensação?

 

Demorou pelo menos uma hora para os dois saírem do quarto, ambos com o rosto triste, mas ao mesmo tempo tranquilos. Bakugou se levantou, os encarando.

-Me diz que você deu na cara dele nerd.—Seu olhar parecia suplicante pra que a resposta fosse sim.

-Por pouco.—O esverdeado lançou um olhar afiado ao maior.

-Me desculpem...—Ele abaixou o olhar.

Surpreendentemente, o esverdeado passou os braços pela cintura de Shouto, ainda ao lado de seu corpo. O loiro observou o ato com curiosidade, entendendo o porque dele. Eu me levantei, e com um empurrão, fiz Bakugou se juntar a nós. Agora todos trocávamos um tipo de abraço coletivo, que por mais que fosse desajeitado, eu sentia ter significado. Ainda mais pra Todoroki, que retribuiu com um gesto aliviado. O loiro bufou, percebendo que fazia parte da cena ridícula, mas eu não o deixei se desvencilhar. Ficaríamos ali a noite toda se fosse necessário.

Só queríamos nosso amigo feliz, e despreocupado.


Notas Finais


Eai, gostaru?

Eu n gostei muito desse ep, porém depois que vi a imagem dos balões eu tive um puta gay panic e precisei fazer. (Além de super combinar com Make You Mine)

Aviso desde já que preparem o coração de vcs pro próximo cap, que agr eu tô só espalhando a gasolina. No próximo ep eu taco o fósforo e queimo o quengaral!

Comentem ai
Bjos

Música do ep:
https://youtu.be/uztfu_LXEPA


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