História Procuro-me nestes pensamentos enormes. Não acho. Onde estou? - Capítulo 1


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Visualizações 31
Palavras 500
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Drabs, Drama (Tragédia), Droubble

Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 1 - Planeta gelado


Eu realmente não sei mais como o mundo funciona fora de mim — é que depois de um tempo comecei a vê-lo apenas por dentro (e o pior lado, já que é o maior). Passo tanto tempo desenhando de forma aleatória, principalmente os olhos já que dizem ser a melhor parte do rosto de alguém (isto quando seus olhos não são tão ferrados quanto você mesmo), mas isso não importa mesmo. Não é? Afinal você está aqui para ver essa peça de teatro onde os pedaços de mármore se destroem sozinhos, desistindo-se do resto. Você está aqui para dizer quão grande é o tamanho do seu medo em relação a mim, só que está tudo bem. Eu também tenho medo do meu sentimento de autodestruição, do ódio que carrego no peito, transformando-se em uma tristeza não-visível em meus olhos completamente fodidos pela miopia e astigmatismo. Está tudo bem e eu escrevo para que as coisas vá se embora, ou ao menos tento para que isso funcione. A caneta preta explode no papel do caderninho; explode, literalmente, em palavras escorridas e tortas. Minha letra é grande e não cabe, então devo ajustá-la diminuindo-a e espremendo como se espremer na caixa minúscula de sua mente (está tudo tão apertado e cheira a papelão) [...] Até lembro de uma vez que escrevi sobre um gato azul uma pintura em poesia, o qual Konrad disse estar impossível de enxergar as letras miúdas. E estou falando tantotantotantotanto para que eu possa esquecer do "eu tenho medo de você", no entanto não dá mesmo e eu ouço, sim, aquelas músicas clássicas para que entrem em mim e os sons se fundam dos ouvidos ao corpo inteiro acabando com o tormento. Eu tento. Depois tudo vai embora, mas volta também. Vaivém sem fim. E o que faço? Escrevo. Mesmo. Tanto. Muito. Tento manter postura e criar algo bom, no entanto se eu me inspiro na minha vida como é capaz que algo fique bom? Eu não sou poeta, nem desenhista, nem pensador... Sou apenas mais um ser perdido por aí que se odeia e não faz ideia de como pode fugir de tudo isso. Eu penso demais e brinco de balanço acima desse imenso planeta gelado (que eu caia no universo, penso) esperando por um fim. E tudo é redondo. Essa circunferência gira gira gira muito o tempo inteiro como o relógio que dá 24 horas e volta tudo de novo. Não tem saída, eu te juro que não tem. E não tem nada que possa ser feito. Até as flores estão morrendo, porque estão super cansadas de tentarem ser felizes enquanto os bichos as matam. Pintores impressionistas se esforçam a achar beleza natural e, na realidade, há horror nos olhos, porém ninguém vê. É tudo como uma parede fria a qual o sol não reflete no espelho, sendo a solução: olhar às estrelas esperando que elas olhem à nossa Terra, no entanto os olhos queimam. Mas está tudo bem, não é? Sou eu quem penso demais. 



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