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História Produced┊Moonsun. Mamamoo. - Capítulo 2


Escrita por: sweetiebyul

Notas do Autor


Olá, sim eu sei que eu demorei á publicar. Sinto muito. Boa leitura <3

Capítulo 2 - Capítulo 2


O café quente derreteu sobre sua boca novamente em uma tentativa de se acalmar, mas não funcionou.

O que estava na frente dela era o suficiente para estourar todos os seus nervos e não estava longe de isso acontecer. Seus dedos agitados, suas veias que pulsavam e seus pés inquietos que batiam no chão com força só tinham uma justificação: o que estava na tela de seu notebook.

Fotos de um ensaio fotográfico que Moonbyul fizera dias antes para a Idol mais famosa da coreia do sul, porém muito diferentes.

O que havia na imagem não era uma pessoa, e sim uma boneca de porcelana baseada nos padrões coreanos. A pele de Yongsun, que antes tinha um aspecto amarelado de fraqueza agora tinha sombras rosadas. Suas pernas, antes fracas de tão magras estavam com aspecto vibrante e, por mais impossível que fosse, mais finas. E o detalhe mais gritante: o seu rosto. O sorriso que antes fazia suas bochechas ficarem gordinhas e redondinhas mais do que já eram, foi transformado em um sorriso cínico em um rosto em formato de v com um par de bochechas magras. 

Para Moonbyul não importava se havia assinado um contrato ou se a garota consentia com as edições extremas, a força e a raiva de pensar no tanto de garotas que se sentiriam mal e se comparariam à Yongsun fazia ela querer quebrar uma parede.

Quantas garotas iriam ver aquelas fotos e chorar? Quantas iriam parar de comer para emagrecer? Quantas iriam se odiar pelo resto da vida? Tudo por qual preço? O preço de tentar ser algo que nem existe?

Levada pela raiva e pelo impulso, dirigiu em sua moto até GY. A energia negativa do lugar adentrou seu corpo novamente, era quase como um vento pesado que te puxava para trás obrigando você a sair.

– Olá, quero falar com o seu superior — Disse Byul colocando a mão no balcão e tentando esconder a raiva em sua voz. 

— Com um… superior? — deu um sorriso sarcástico e analisou Moonbyul da cabeça aos pés, levantando a sobrancelha quando notou as suas roupas largadas e o seu rosto limpo — Os superiores não falam com pessoas… normais assim. 

— Como? — Sentiu seu sangue ferver — Eu não quero saber, quero me encontrar com o superior de qualquer forma. É importantíssimo.

A mulher se virou para o telefone alegando ligar para um dos seus superiores enquanto sussurrava coisas que Moonbyul não tinha vontade alguma de escutar. 

O salão se encontrava vazio, exceto com uma mulher sentada em um dos sofás chiquérrimos que ali haviam. Byul se entretia ao olhar para a mulher que tentava ao máximo possível ser discreta por motivo sei lá que fosse e falhando miseravelmente. Ela vestia um sobretudo preto, suas pernas eram cobertas por um fino tecido marrom, seus olhos eram protegidos com um óculos escuro e seu rosto era revestido de um lenço em sua volta. A questão era que, com o objetivo de parecer ocupada a mulher lia uma revista de cabeça para baixo.

Acordando Moonbyul de seu entretenimento gratuito, a secretária disse: — Por incrível que pareça, ele aceita lhe ver. Seu escritório se encontra na última porta do último andar, e te desejo boa sorte porque o elevador deu problema e terá de subir de escadas.

Ótimo, nada poderia ficar melhor.

Entrou no cômodo das escadas e começou a subir as escadas. O estranho era que alguém a seguia a cada passo que dava: a mulher discreta de anteriormente. Se subia um degrau, a mulher subia um, se descia outro, ela também descia. 

Moonbyul então se virou procurando questionamentos e franziu o cenho, então a mulher balançou as mãos para ela ir rápido.

— Está me seguindo? 

— Não. Caso não saiba, se você não sobe um degrau não tem como eu subir — Disse ríspida.

— E quando eu desço?

— Eu sou educada para te dar espaço caso queira descer, o que você deve fazer imediatamente.

— Como? 

Byul foi surpreendida por dois braços magros que por mais que parecessem fracos tinham força suficiente para prendê-la na parede, a mulher então retirou os seus óculos e mostrou ser Yongsun. Por que que ela estava ali e por que ela sentia que iria sofrer um sequestro?

— Não pode falar com ele, sua idiota. Ele vai destruir sua vida, vai procurar as piores coisas da sua vida e vai de chantagear com isso depois. Ele tem dinheiro e poder, nós não temos nada — Sussurrou apressada.

Havia recebido muitas informações ao mesmo tempo, quem era o homem? Era o dono da empresa? Ele poderia fazer coisas contra a lei?

E afinal, o que Yongsun tinha a ver com isso e por que ela parecia se importar tanto com Moonbyul? 

Os segundos que se passaram enquanto a tensão crescia no meio de Yongsun e Moonbyul pareciam anos. Yongsun parecia esperar uma resposta rápida de Moonbyul, que franzia o cenho e olhava para a expressão séria da morena.

— Eu… tá — Respondeu Byul e então Solar soltou o seu corpo. — Quero explicações.

— Te darei — Tirou um papel branco de um dos bolsos de seu sobretudo e entregou para Byul, dentro dele havia um endereço desconhecido e um horário.

Moonbyul então desceu as escadas lentamente, olhando para trás em cada passo. Yongsun continuava com a mesma expressão séria de antes, sem nem querer se despedir.

Que grossa.

-

Aquela ocasião era um dos únicos momentos da vida de Moonbyul que ela tentava se arrumar. Se encarava no espelho agora jogando o seu cabelo loiro platinado de um lado para o outro e colocou uma blusa bem pouco formal com uma pequena gravata. Abriu o Instagram em seu celular e então começou a gravar:

— Hm, olá! Está ocorrendo uma promoção, é um pacote… — Continuou a falar. Enquanto falava mexia sua gravata em sinal de nervoso. No final do vídeo, desejou que ninguém percebesse.

Assim que postou, já havia uma visualização de uma conta no instagram cheia de letras e números que definitivamente era a maior fã de Moonbyul. Em todas as suas fotos era ela quem comentava e curtia primeiro, elogiando suas fotos e dizendo como desejava ser fotografada por ela um dia. Nos stories, ela sempre elogiava o profissionalismo e o preço de seus pacotes. Daquela vez não havia sido diferente.

“Percebi que você começa a mexer na sua gravata quando está nervosa. Seu trabalho é maravilhoso, não precisa ficar nervosa” Um sorriso torto se abriu no rosto de Moonbyul. 

Todas as mensagens daquela pessoa desconhecida fazia com que ela se sentisse cada vez mais segura com o seu trabalho. 

“Tentarei melhorar isso da próxima vez. Você deve saber muito sobre fotografias, trabalha com o quê?” Byul enviou curiosa sobre a vida pessoal da usuária.

“Hm… Meu trabalho é chato, não gosto de falar sobre ele. Mas sim, gosto de fotografias. Tenho que ir. Até a próxima.” Respondeu e então Moonbyul se encontrou sozinha de novo.

Era sempre assim com ela, pergunta pessoal e ela tinha algo para fazer. 

Ela deve não gostar de mim… ou ela é ocupada demais?

-

 

Ao ver o minúsculo letreiro feito de madeira, Moonbyul sentiu seus olhos ferverem. Havia perdido a conta de quanto tempo estava ali procurando aquele local no meio do nada, o gps nem sabia de sua existência e não havia absolutamente ninguém nas ruas por mais que fosse quatro horas da tarde.

Ao entrar na pequena cafeteira se sentiu extremamente confortável. Era um pequeno cômodo com paredes beges e um piso de madeira. Haviam apenas 3 pares de mesas e cadeiras, estas com um lençol traçado com vermelho e branco. No canto, havia uma pequena bancada com uma funcionária que tinha um sorriso maior que tudo. O mais engraçado era que o lugar não havia janelas, apenas uma porta.

Em uma das cadeiras, se encontrava Yongsun. Ela não usava maquiagem alguma e seus cabelos castanhos estavam completamente jogados. Seus olhos encontraram Moonbyul e então ela apontou para a cadeira na sua frente, indicando ela a se sentar.

— Achei que não viria — A voz de Yongsun ressoou. 

— Eu vim. 

— Vamos cortar esse papo mole e vamos direto ao assunto, não tenho muito tempo — Disse e colocou os cotovelos na mesa com os olhos focados nos de Byul.

A seriedade no olhar de Yongsun era clara, o que deixava o clima mais pesado do que já era. Ela parecia fria, nenhum pingo de sentimentos existia em seu olhar e em sua mente pareciam estar tantos pensamentos que ela iria explodir.

— Você é comum, entrou nisso por um erro e não vai entrar de novo, faça o que eles quiserem, respeite-os e estará tudo certo — Disse e deu mais um gole em seu café.

— Isso é a sua explicação? Pelo menos pode me explicar o porquê que continua preso na empresa deles e não processa eles logo?

— Não te devo satisfação nenhuma, deve se proteger e pronto — Yongsun completou enquanto a sua mente viajava pela culpa que carregava.

Ela não costumava pensar em seus desejos nenhum segundo, e naquela vez que tinha pensado, poderia ter destruído a vida de uma garota inocente. Ela não era novata, era experiente e já sabia lidar com aquele tipo de pessoa, não poderia se envolver com pessoas do exterior.

Era assim que era em sua cabeça: pessoas do exterior, pessoas que podiam pensar, que tinham relacionamentos e problemas comuns. Pessoas que podiam falar o que quisessem sem antes pensar se suas palavras quebravam alguma cláusula do contrato.

O que pensava no momento? Que iria sair barato? Ela sabia que seu tempo estava acabando e que era questão de segundos até alguém de sua empresa descobrir o que ela tinha feito, e ela sabia que iria pagar caro.




 



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