História Profecia - Capítulo 10


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NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Fantasia, Luta, Magia, Mistério, Romance e Novela, Sobrenatural, Survival, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 10 - A Verdade (Final)


— Vamos manter a calma. — o rei ordenou ao ver a preocupação estampada no resto de seu conselheiro que se encontrava ao seu lado esquerdo. — Como sabe que a profecia fala sobre este reino, e o que exatamente ela diz, Hela? — questionou a bruxa, o cenho franzido e o rosto apoiado sobre os dedos entrelaçados.

— É uma língua antiga, mas pelo que pude entender, basicamente fala sobre uma criança nascida no inverno que será a salvação de um reino, e a destruição de outro. — seu olhar se direcionou para cima à esquerda enquanto buscava as imagens em sua mente. — No exato momento em que terminei a tradução tive uma visão, e nela você era morto pela criança da profecia.

Ao ouvir as palavras de Hela, Edward empalideceu enquanto pousava as mãos sobre seu colo, na tentativa de esconder o quão tremulas estavam, antes de voltar a falar.

— Nem tudo está perdido, temos um mês até o inverno... — ele começou na tentativa de tranquilizar a si mesmo, mas foi interrompido pela bruxa.

— Esse é o problema, o pergaminho fala sobre o inverno de cinco anos atrás.

O rei permaneceu em silêncio por longos minutos ponderando, e tentando não entrar em pânico.

— Em sua visão você pode ver o rosto? — Hela assentiu. — Então junte quantos soldados precisar, encontre essa criança, e acredito que eu não precise explicar o que fazer depois. — ele se levantou rumando em direção a seus aposentos.

— Antes precisa saber de algo. — Hela se colocou em frente ao rei, bloqueando seu caminho. — Se fosse assim tão fácil matar alguém que está ligado a uma profecia todas que já aconteceram teriam sido evitadas, e tem mais uma coisa que precisa saber. — fez uma pausa. — Não é uma criança qualquer, é a princesa do reino de Tyrus.

— Isso dificulta um pouco as coisas. — ele se virou para seu conselheiro. — Reúna qualquer um que aceite lutar, seja para defender o reino, dinheiro, perdão por crimes, ou apenas diversão, desde que eles aceitem manter tudo em segredo. Hela junte toda a ajuda que precisar para preparar os maiores feitiços de ocultação e memória que já foram feitos. Eu vou começar a planejar o ataque a Tyrus imediatamente.

Após Edward finalizar todos se dispersaram rapidamente para cumprirem suas tarefas, e em apenas uma semana já haviam se organizado da melhor forma que podiam, já que corriam contra o tempo.

Poucos minutos antes de partirem rumo ao seu alvo o Rei preparou um pronunciamento de última hora para dizer algumas palavras aos envolvidos.

— Hoje é um dia crucial na história de nosso reino, porém é algo que não ficara registrado em lugar algum, apenas os envolvidos vão saber sobre a batalha que enfrentaremos hoje, e como já sabem vocês não deverão contar a ninguém, nunca! Mas é por uma boa causa, afinal é sobre a destruição de nosso lar que estamos falando. Nesse momento Hela e suas alunas já estão começando o feitiço que apagara de todos os outros as memórias sobre o reino de Tyrus, e logo em seguida ela lançara uma barreira sobre ele que o manterá invisível e impenetrável, será como se nunca tivesse existe. Isso não é algo que eu me orgulhe, mas é necessário, eu realmente preferia que houvesse outra maneira, mas já que não podemos parar a profecia vamos molda-la a nossa maneira. — ele fez uma pausa desembainhando a espada e a erguendo acima de sua cabeça. — A criança será a causa da destruição de um reino, mas não do nosso! — ele aumentou o tom em sua última frase, e logo a sala do trono foi preenchida por gritos e urros de guerra do exercito que era formada por todos os tipos de criaturas desde vampiros a fadas.

A ideia do rei era que destruindo o reino por causa da princesa, faria com que a culpa fosse dela, cumprindo a parte da profecia que falava da destruição de um reino, restando apenas à parte da salvação a ser cumprida.

Quando o Sol daquele mundo começou a se por juntamente aos planetas coloridos a sua volta que sempre o acompanhavam, o céu não ficou alaranjado como de costume, mas sim com um efeito holográfico causando um espetáculo que acontecia raramente. Seria algo belíssimo se não fosse pelo fato de que aquele simples show de cores no céu costumava a vir anunciando grandes tragédias, e dessa vez não era diferente. Conforme o Sol desaparecia por completo no horizonte, levando consigo as cores quase como se as absorvesse e deixando para trás um céu escuro e estrelado, o ataque ao reino de Tyrus começava.

O feitiço da memória já havia sido lançado, a barreira mágica ao redor de Tyrus já havia se formado. Eles foram pegos de surpresa, e agora ninguém podia ouvir o reino gritando e clamando por ajuda, afinal naquele momento as pessoas sequer se lembravam de sua existência. Quando o Sol retornou ele trouxe consigo uma forte chuva, quase como se o universo chorasse pelo luto agora que a luz solar iluminava o que restou de Tyrus, revelando os destroços banhados em sangue.

Ferida e chorando abraçada ao corpo de seus pais estava à única sobrevivente de todo o reino de Tyrus, a criança da profecia, a princesa Emerald.

— Está tudo bem? — a versão diminuta de Em questionou a maior, congelando a cena ao ver o choque estampado em seu rosto.

— Sim é só que... — ela parou por um instante, pensando em como explicar. — Até agora tudo o que eu tinha visto havia sido como em um filme, mas no exato momento em que ela... Em que eu apareci eu passei a ver as coisas de dentro, e isso foi assustador. — ela levou a mão tremula até o rosto, enxugando uma lágrima que ela não havia notado escorrer.

— Até então você viu coisas que não sabia, viu o outro lado da história, mas a partir desse ponto você vai ver as coisas pelo qual você passou. A imagem que você acabou de ver começou a quebrar o feitiço, fazendo você se lembrar de sua vida ao menos até esse ponto. — a mini Em explicou, e Emerald percebeu que, de fato, agora se lembrava de sua infância, lembrava-se de um dia antes do ataque ter passado o dia todo com sua mãe escolhendo vestidos para um baile que nunca chegou a acontecer. — Devo continuar ou precisa de um minuto? Se quiser esperar tudo bem, mas precisa saber que o tempo aqui dentro passa diferente, quando sair pode ter passado apenas alguns segundos, ou podem ter se passado anos.

— Não, vá em frente. — respondeu decidida.

— Está tudo bem, querida. — o rei se aproximou de Emerald, agachando ao lado da menina. — Sinto muito não termo chegado a tempo para defender seu reino, mas agora você está segura. — Edward mentia de forma convincente para a criança. — Aqui beba isso, vai aliviar sua dor. — ele estendeu um frasco para Em, que mesmo hesitante o pegou e bebeu o conteúdo em uma única golada, fazendo uma careta ao sentir o gosto amargo.

Poucos segundos depois e a garota estava desmaiada e suas memórias sobre sua vida apagadas. O rei a levou para Icarion e quando ela acordou, ele disse à garota que ela havia sido encontrada em meio a uma carroça acidentada e que era a única sobrevivente. Emerald foi criada em meios aos soldados sob o olhar atento e ainda temeroso do rei. Com o passar dos anos a moça entrou para a guarda real e ela ficava cada vez mais forte principalmente após a descoberta de poderes mágicos, que ela pretendia treinar com Hela. Suas habilidades com a espada apenas aumentavam e ela até acabou por liderar o exercito em uma batalha contra um povo vindo de outro mundo, assim sendo a salvação do reino, e como o rei havia planejado cumprindo a profecia.

Apesar de sua vida consideravelmente boa, Emerald sempre foi curiosa em relação a seu passado, e decidiu investigar por conta própria a respeito.

— Majestade! — Hela entrou apressada pelas portas, reproduzindo a cena de anos atrás. — Eu cometi um erro na tradução da profecia, ela na verdade dizia que Emerald seria a salvação e também a destruição do mesmo reino.

— E ela já foi nossa salvação, o que significa que ela também... — o rei não terminou a frase, não era preciso.

— Tudo o que fizemos apenas nós empurrou para mais perto daquilo que queríamos evitar.

— Mas eu já estou bem mais velho do que na visão que você teve de Emerald me matando. Tem certeza disso?

— Visões do futuro e profecias são coisas muito diferentes. Visões mostram apenas uma das muitas opções do que pode acontecer no futuro, qualquer coisa pode altera-las, já profecias são quase imutáveis. Podemos ter impedido sua morte pelas mãos de Emerald, mas a destruição do reino ainda vai acontecer, e de acordo com informantes ela tem procurado sobre suas origens... — Hela começou, mas foi interrompida.

— E descobrir o que fizemos me parece um ótimo motivo para querer destruir um reino. — ele completou, e assim como há anos o rei empalideceu com a notícia. — Não, isso não vai acontecer, não enquanto eu estiver vivo, se não podemos impedir vamos adiar as coisas o máximo possível. Hela, apague as memórias dela, a coloque para dormir e mande para outro mundo, use os feitiços mais poderosos que existirem, não importa se for magia negra.

E assim foi feito, as memórias dela foram apagadas, ela foi colocada em uma espécie de coma através de um feitiço que precisava estar ligado a vida de alguém, e mandada para a Terra, onde uma aprendiz de Hela a observava de perto para garantir que ela não estava acordando. O rei ordenou que fosse escrito um livro com toda a história de Emerald, que recebeu o mesmo nome que a moça, para que assim a história fosse passada somente entre os herdeiros do trono para que eles pudessem talvez achar uma forma de impedir a profecia, ou no mínimo continuar adiando o inevitável.

As imagens ao redor de Emerald sumiram, dando lugar novamente a seu reflexo nos espelhos.

— Algumas memórias são piores do que tortura, se preferir pode se esquecer de tudo o que viu e assim que sair da Torre voltara para a Terra como se nunca tivesse voltado a Icarion. Às vezes é melhor apenas seguir em frente. — a pequena sugeriu.

— Não, eu não vim até aqui para simplesmente jogar tudo fora. — ela ergueu a mão, olhando para a própria palma enquanto uma bola de fogo faiscava de forma falha. — Obrigada por me mostrar tudo. — ela finalizou e saiu sem dar chance para sua versão diminuta falar.

Assim que saiu da Torre de Visum, Emerald se viu no mesmo lugar em que ela havia aparecido quando foi levada a Icarion, o jardim real.

— Emerald? — uma voz doce e familiar chamou por seu nome.

— Marea. — ela respondeu sem muita surpresa, já esperava encontrar a moça ali já que se lembrava de ter escutado ela dizendo que costumava passear por ali sempre.

— Já faz um ano, pensei que estivesse morta. — ela correu, abraçando Em que retribui de forma automática e sem emoção. — Não pode ficar aqui, eles ainda estão procurando por você.

— Diga que não precisam mais me procurar, eu irei até eles em breve. E Marea, eu gosto de você, então sugiro que vá embora o quanto antes, você não precisa sofrer com o mesmo destino que eles. — ralhou, um sorrio de escárnio se formando em seus lábios enquanto a princesa a soltava.

— O que pretende fazer?

— Exatamente o que deve estar pensando... Vingança.

— Então ao que parece a história é verdadeira, você realmente é um monstro, eu deveria ter acreditado em meu pai desde o começo.

— Querida, se tivessem te contado a história verdadeira você saberia que foram eles que fizeram com que eu me transformasse em um monstro. — ela finalizou se retirando, sabendo exatamente para onde iria a seguir.

Emerald entrou na mansão indo direto até a biblioteca, onde encontrou Ethan, que pareceu surpreso ao vê-la. Em sinalizou para que ele pega-se o livro que ele havia a mostrado anteriormente, e ele o fez. Sem cerimônias a moça tocou a capa do livro, abrindo o em seguida e diferente da primeira vez que o fez, agora sua história estava perfeitamente descrita ali.

— Eu me lembro de tudo. — ela fez uma pausa se aproximando de Ethan que a observava atentamente. — Posso ainda não saber por qual motivo você me ajudou, mas agora sei que você não está envolvido com o que aconteceu o que já é o suficiente para mim. Não importa o que você queira fazer, eu te ajudo, desde que me ajude em algo primeiro.

— Que seria?

— A profecia já foi adiada por tempo demais, está na hora de cumpri-la.


Notas Finais


E chegamos ao fim da história da Emerald, espero que ninguém coloque fogo na minha casa por esse final aberto ashjakhsahk Mas como a Alex foi pra Icarion no segundo livro dela obviamente vai falar sobre o que aconteceu depois desse final aqui, por isso eu achei que seria melhor parar por aqui do que contar a mesma coisa duas vezes, então não se desesperarem, vocês vão saber o que houve. Enfim, o que acharam do final? Alguém formou uma teoria que pelo menos chegava perto disso? Espero de verdade que tenham gostado ♥ E se preparem, pois logo começo as postagens de "Alexis Diann - Origens" ♥


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