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História Professor Hardman - Capítulo 34


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Notas do Autor


Boa leitura 💕

Capítulo 34 - Marcando Território


Fanfic / Fanfiction Professor Hardman - Capítulo 34 - Marcando Território

                   •══•⊰❂⊱•══•

Cerro o maxilar, mirando o rapaz na porta da residência, sustendo um capacete preto no braço.

Luccas encontra-se com a visão focada somente em Amélie e ainda não distinguiu que há outras pessoas na sala de estar.

— Seu irmão está em casa, amor? — perguntou, acariciando o rosto dela. Amy apenas assentiu e apontou para o irmão sentado aqui no sofá. — Ah... — emitiu quando nos avistou.

Amor? Almejo ter os ouvidos arrancados agora.

— Eu vou sair com o Luccas. — Liam se ergueu, avisando aos pais. — Não me esperem.

Então eles são amigos. Portanto, Luccas frequenta a casa e certamente possui muito contato com a Amy.

Senti como se fosse uma alerta de perigo.

— Em plena quarta-feira, meu filho? — Robert o questionou.

— Qual o problema? — frisa o cenho.

— Está no meio da semana e o seu trabalho requer atenção e disposição. Não seja imprudente.

— Eu sei separar as coisas. Não vou ultrapassar os meus limites. — disse, pondo a mão sobre a cabeça do pai e bagunçando os cabelos grisalhos.

— Para, moleque.

Liam deu risada e olhou o Luccas.

— Eu disse que iria encontrar você lá. Por que veio aqui? — questionou o amigo.

— Sei lá... — deu de ombros e fitou momentaneamente a menina em sua frente. É evidente que veio aqui apenas para vê-la. — Senti falta dos seus pais. — desprendeu um riso e nesse momento me olhou, automaticamente modificando o semblante para indignado. — O que esse cara faz aqui?

Todos me direcionaram o olhar e eu não soube como reagir àquilo. Que maravilha, agora terei que explicar para eles o motivo de tamanha raiva.

Levantei-me, ajeitando o blazer e encarando o rapaz que se aproximou, como se estivesse me intimidando. Coitado.

Amélie fechou a porta e se encostou na parede, tensa pela situação.

— Algum problema? — ponho as mãos no bolso da calça, defrontando-o.

— Vocês se conhecem? — Helena perguntou e sucessivamente estavam todos de pé, assistindo a ceninha ridícula provocada pelo garoto.

— Não tivemos um bom começo. — revelei e fitei Amy que está retraída, ainda comendo o pudim.

— O que ocorreu entre vocês? — Liam indagou, curioso.

— Digamos que... ele havia roubado meu lugar. — dou de ombros.

— Numa fila? — Robert entrelaçou os braços, nos investigando.

— Quase isso. — semicerro o olhar para Luccas.

— A culpa não é minha se você foi lerdo e perdeu. — ele arqueia as sobrancelhas, se considerando o vitorioso.

— Mas recuperei. — dou alguns passos, aproximando-me dele, que apresenta-se ansioso, seu peito infla muito rapidamente.

— É mesmo? Até quando? — ergueu o rosto, supondo que essa marra me sobressalta.

Desato a rir, meneando a cabeça.

— Tem certeza que foi uma fila? — Liam parece assimilar o que aconteceu. — Parece mais um disputa.

— Você está um pouco emocionado. — digo, abeirando o Luccas. — Melhor ficar na sua. — aviso, cochichando para ninguém ouvir.

— Senão o quê, professor? — deu risada, forçando tranquilidade. No entanto, sei que não está de fato calmo.

Não acredito que Amélie contou que sou professor dela.

— Quer pagar pra ver? — questiono entredentes e sinto o braço do Liam me afastando.

— Relaxem ou eu vou contar para meu pai que essa briguinha patética é por causa da minha irmãzinha. — sussurrou apenas para nós dois. — Coisa que vocês dois deveriam ter vergonha na cara. Certamente sairiam daqui sem as bolas.

Luccas recua dando um passo para trás e sorrir de canto para mim.

Simultaneamente escutamos a campainha repercutindo outra vez e todos se entreolham, sem ter a noção de quem seja agora.

Amy que situa-se mais próxima, abre a a porta, revelando do lado externo o homem loiro que meu cérebro reconhece instantaneamente.

Isso aqui virou um circo. Tá a porra de uma palhaçada!

O pai da Megan deseja boa noite para a garota, e nem sabe camuflar o olhar de comedor tarado que deu na menina. Que merda é essa?

Amélie mantém-se estagnada e não o responde, apenas me olha por cima dos ombros. É perceptível que se abala perto dele e isso não é bom.

— Jeff! — Robert parecia empolgado ao vê-lo.

Será que não percebeu a forma como o cara olhou sua filha ou eu que estou paranóico? Às vezes alguns pais se tornam cegos.

— Oi... Estou atrapalhando? — o tal Jeff perguntou, à medida que adentra a sala.

— Não, de forma nenhuma. — o mais velho partiu para um abraço. — Está havendo um desentendimento, mas não é nada de absurdo. — deu risada.

— Com quem? — o loiro questionou, observando-me minuciosamente. Óbvio que me reconheceu.

— Entre eu e essa réplica do Boy George. — me pronuncio, apontando para o Luccas que encara-me de forma violenta. — Quer participar, Jeff? — indago, em tom de ironia.

— Eu sou da paz. — cruzou os braços, intercalando o olhar entre eu, Luccas e Amélie.

O silêncio pairou no recinto, o clima manteve-se sufocante e abafado. Experienciei o sangue fervilhar nas veias, contudo, necessito controlar-me e não perder o juízo.

Estou na casa dos pais da minha aluna, caçando brigas desnecessárias. Preciso me pôr no lugar certo. Sobretudo porque não desejo passar uma impressão errada à Helena e Robert.

Também é nítido que Amy não apresenta-se confortável com minha infantilidade. Porém, não sou de ferro e nem tenho sangue de barata.

A gargalhada grave do Robert rompeu a taciturnidade e atenuou a tensão instalada entre os homens na sala. Assemelha-se a uma briga por território e senti-me envergonhado por me prestar ao papel do macho alfa.

Não faço o tipo possessivo, nunca fui assim, entretanto, parece que Amélie aflorou esse meu lado. Não é algo bom, preciso rever meus conceitos.

— Você é engraçado, Dylan. — o pai de Amélie ainda ria.

— Eu e o Luccas estamos saindo. — Liam apertou o antebraço do amigo e praticamente o arrastou para fora.

Devo agradecê-lo ou acabaria perdendo a cabeça com o seu amiguinho.

O cômodo ainda possui um peso que é barganhado por olhares entre eu e Jeff. Ele sabe o que estou pensando e compreende a maneira nada amigável em que encaro-o.

Amy se orienta em minha direção, mas desvia, entregando para Helena a tigela em que comia o doce. Pedindo para ela levar à pia. Mesmo estranhando o pedido, a mãe se dispôs a fazer.

Posteriormente, Amélie se põe ao meu lado, enquanto o pai dialoga com o amigo.

— Você tem que ir, Dylan! — a menina sussurrou disfarçadamente. — Rápido.

— Jeff, esse é o Dylan Hardman. — Robert apresentou-me para o loiro. — Ele é pro...

— Ninguém! — Amélie grita, estupefata e seu pai a olha sobressaltado, assim como eu. — Sr. Hardman disse que precisa ir agora. Irei levá-lo lá fora.

— Tão cedo? — Robert inquiriu, frisando o sobrecenho.

— É... — ponho a mão na testa ponderando uma desculpa. — Tenho um compromisso agora. Sinto muito, Sr. Dannel! — sou conduzido pela garota até a porta. — Diga a sua esposa que o jantar estava ótimo e muito obrigado. Perdoe-me por qualquer coisa.

— Tudo bem, meu amigo... — mesmo sereno, ele parecia desconfiado.

Atravesso para o lado de fora, Amélie continua empurrando-me para ir embora. Passamos pelo jardim da propriedade e estou me irritando com esse desespero repentino dela.

No momento em que cheguei à calçada, afastei bruscamente sua mão que apertava e me impelia a andar. Ela deu um passo para trás e parecia ofegante.

— Para de me empurrar, Amélie. — esbravejo, pegando a chave do meu carro no bolso. — Você já me expulsou, então estou indo. — aperto o botão do alarme, destravando o veículo.

— Desculpa... — suspirou longamente e acariciou meu braço, mas desviei-me do seu toque. — O que foi? Só estou protegendo você. Ele é o pai da Megan, imagine se ele descobrir que você é nosso professor?

— E daí? — abro a porta do automóvel e olho para ela. — Luccas também sabe, e disponho da certeza que ele não contaria a ninguém. Assim como aquele loiro não vai falar porra nenhuma, porque também não está em posição de ser o certinho. — explico algo inteligível. — Imagina o que seu pai pensaria do Jeff se soubesse que a maior vontade dele é comer você. — menciono entrar no carro, mas ela segura meu punho.

— Olha como fala comigo! — rosnou, apontando o dedo na minha cara e eu puxei meu braço.

— Pode voltar lá para sua casa, Amélie... — sento no banco do motorista e fecho a porta.

— O que você está insinuando? — se apoiou na janela do carro, me encarando com os olhos marejados.

— Nada. — ponho a chave na ignição. — Mas por que você acha que estou insinuando alguma coisa?

— Porque eu não sou idiota, Dylan!

— Tem razão. O idiota sou eu. — ligo o carro. — Eu não deveria ter vindo, foi uma tremenda burrice.

— Não fala assim. — tateou meu braço e eu sentia o peito apertando, mas o orgulho falou mais alto. — Não vá embora com raiva.

— Não estou com raiva. — olho para ela uma última vez. — Só estou arrependido.

Pressiono o botão das travas elétricas e o vidro sobe.

— Não, não... Espera, por favor... — sua voz foi abafando, conforme a janela fechava.

Dei partida no veículo, deixando-a para trás.


Notas Finais


❤😊


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