História Professor Hardman - Capítulo 6


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Boa leitura 💕

Capítulo 6 - Impulsiva


Fanfic / Fanfiction Professor Hardman - Capítulo 6 - Impulsiva

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Desço apressadamente os degraus da escada, simultaneamente empenhando-me para ajeitar os fios do meu cabelo que não tive tempo de pentear. Disparo para a sala de jantar, onde meus pais estão tomando café-da-manhã.

— Bom dia! — me sento à mesa, pegando uma banana e despejando suco no meu copo de uma maneira célere.

— Bom dia. Que desespero é esse? Tão cedo. — minha mãe questionou, encarando-me sobressaltada.

— Preciso chegar cedo no colégio hoje, o professor Hardman pediu. — digo de boca cheia, conforme devoro a fruta.

— Se não tivesse se atrasado para a aula, isso não teria acontecido! — meu pai resmungou, bebericando seu café tranquilamente.

— Desculpe, pai. — pego uma fatia de pão e passo manteiga de amendoim, coisa que realmente amo. — Mas necessariamente não é culpa minha, e você escutou ele dizendo que sou ótima aluna, não foi? Então dá um desconto.

— Hum... sei. — ele estreitou os olhos para mim. — Falando em ótimos alunos, advinha quem está retornando para casa?

Parei de mastigar meu pão com pasta de amendoim ao ouvi-lo.

— O Liam? — inquiro ansiosa e eles assentem sorridentes. — Céus! — suspiro com leveza. — Ainda bem, estou com saudade daquele idiota. — dou risada.

— Olha como fala do seu irmão. Tenha modos. — minha mãe me repreende.

— Por favor, mãe! — reviro os olhos e bebo meu suco. — É meu irmão, posso chamá-lo de idiota.

O Liam mudou-se há alguns anos para Oxford, fazer sua faculdade de Direito. Quando foi aprovado na Universidade não pensou duas vezes antes de arrumar as malas e sair daqui. Sentimos a falta dele no decorrer desse tempo, mas sabíamos que era por uma boa causa.

Felizmente, nas férias ele sempre vinha nos visitar, mas agora finalmente retornará e eu estou demasiadamente feliz por isso.

— Quando ele chega?

— Nesse fim de semana. — respondeu com um sorriso orgulhoso, pois desejava muito que o Liam seguisse os passos dele. Hoje ver o filho formado é uma alegria desmedida.

Meu pai é Juiz e um pouco ambicioso. Sempre nos incentiva a estudar ao máximo e procurar uma área profissional que entupa nosso bolso de dinheiro.

Não estou dizendo que o Liam se assemelhe a ele, porque são totalmente diferentes, no fundo tenho convicção de que meu irmão só estudou Direito por imposição do meu pai.

Temo que ele faça o mesmo comigo.

— Quer uma carona para o colégio, Amy? — mãe perguntou, levantando-se.

— Com certeza, seria ótimo! — deixo a metade do pão no prato e bebo um pouco do suco, posteriormente me levanto também. — Mas vai sair tão cedo?

— Tenho que receber um carregamento na floricultura. — disse fitando o relógio no pulso.

— Tudo bem, então vamos.

Já a mamãe, é plenamente o oposto do meu pai. Aquele velho ditado "os opostos se atraem" é eufemismo quando se trata de Helena e Robert.

Ela é florista, sempre amou trabalhar com tudo que envolva natureza. Um pouco desapegada dos bem-materiais e realmente não vê nenhuma vantagem nesse mundo do meu pai. Mas os dois se amam e se entendem de uma maneira única.

                   •══•⊰❂⊱•══•

Aperto os passos em direção a sala do professor Hardman. Não posso atrasar hoje, ele ordenou que eu fosse pontual, caso contrário me presenteará com mais uma semana.

Adentro e percebo que ele já encontra-se na sala, colocando seu material sobre a mesa de madeira. Organização é algo que realmente posso afirmar sobre ele.

— Bom dia, Sr. Hardman! — brado animadamente, me aproximando e repouso na mesa as atividades que me pediu para corrigir ontem.

— Bom dia. — me olhou, posteriormente pegou os papéis das atividades. — Admito, pensei que chegaria atrasada.

— Eu gosto de você. Mas não quero trabalhar de escrava por 2 meses. — dei um sorriso.

— Entendo. — assentiu e sentou.

— Não vai nem agradecer? Eu passei muito tempo corrigindo essas atividades. — brinco, mas me arrependo quando ele me olha seriamente.

Deu uma respirada pesada e cruzou os braços, encarando meu rosto de uma forma assustadora.

— Me diga, os alunos agradecem quando os professores entregam as atividades corrigidas? — indagou sem retirar os olhos de mim, o que me fez ruborizar.

— Acho que não. — respondo, meneando a cabeça. Ele tem o poder de me deixar constrangida e nervosa sincronicamente.

— Exato. — desviou o olhar. — Agora pegue uma cadeira e ponha aqui, a aula começará em breve.

Faço o que ele pediu e sento-me ao seu lado, aguardando mais alguma ordem do professor. Ele está verificando as atividades que eu corrigi, alguns minutos depois ele me fita irritado e eu não compreendo sua reação.

— O que houve?

— A terceira questão dessa atividade está correta e você marcou como errada. Tenha mais atenção da próxima vez. — resmungou e voltou para as atividades. — Tem mais uma semana.

Mas isso é sacanagem!

— Professor, eu tenho 1 mês e 3 semanas, se for me punir por cada vez que eu errar, vamos ficar nisso o ano inteiro. — reclamei e encostei na cadeira.

— Então pare de errar. — disse simples.

— Como se fosse fácil. Até parece que você não erra também. — torci os lábios.

— Por acaso, você já presenciou algum erro meu, senhorita? — sua voz firme me fez estremecer.

— Não... — meneio a cabeça.

— Pois é. — desviou o olhar. — Você tem algum compromisso para depois das aulas?

— Por que? — crispo o cenho.

— Tem ou não? — perguntou ríspido.

— Você é muito grosso! — cruzei os braços, me negando a responder.

Os olhos semicerrados juntamente com as sobrancelhas frisadas me causaram um tremor. Talvez eu tenha exagerado dessa vez.

— Você que é irritante. — bradou. — Me responda. Tem ou não?

— Acho que vou sair com a Megan. — dou de ombros. — E eu não sou irritante.

— Desmarque. — desviou o olhar, voltando a corrigir.

Por que ele age como se mandasse em mim? Devido as circunstâncias eu entendo, mas essa grosseria é desnecessária. Mesmo que seja meu professor e eu morra de paixão por ele, não tolero isso.

— Não. Não vou desmarcar não! Sinceramente, eu não aturo essas atitudes rudes só porque você é meu professor e se acha no direito de me tratar assim. — cruzo os braços e assisto sua feição se transformando. — Ah... e não estou ligando se você vai mandar me suspender ou ir na minha casa contar aos meus pais que eu sou uma rebelde. Não ligo mesmo e não vou ficar calada! Eu vou embora e se o senhor ainda quiser minha ajuda, aprenda a ser educado. — levanto-me, sentindo minhas pernas bambearem.

Certo, não sei onde estava minha cabeça. Agora receio a reação dele, então antes que possa emitir algo, disparo para fora da sala.

Sigo andando pelos corredores do colégio, eu realmente não sei para onde ir, nem o que fazer agora. Esqueci meus materiais na sala dele e também daqui a pouco inicia sua aula, terei que voltar de qualquer forma. Os alunos já começaram a chegar.

Sou uma completa imbecil! Terei que retornar na cara de pau depois de ter surtado. Odeio ser impulsiva, juro que empenho-me para controlar, mas quando me dou conta já falei besteira.

No momento em que me viro para retornar à sala do professor Hardman, me deparo com ele atrás de mim.

— Sr. Hardman... — engulo à seco.

— Você pode me acompanhar, Srta. Dannel? — apontou para o lado esquerdo e eu assenti.

O professor caminhou na frente e eu o segui, até que parou em uma sala vazia e adentrou. Mesmo apreensiva entrei também e mantive-me em pé e de cabeça baixa, esperando o sermão. Escutei seu suspiro e cogitei os piores xingamentos saindo de sua boca.

— Entendo que se sentiu incomodada. Mas sou seu professor e não te darei moleza, você é uma garota inteligente e vejo potencial o suficiente para você ser e fazer o melhor. Sou grosso às vezes, mas não diga que sou mal-educado, porque não é verdade. — se aproximou e tocou meu queixo para eu levantar a cabeça, mas logo se afastou. — Não vou pedir desculpa, pois não vejo necessidade. Mas se serve de consolo, eu vou tentar ser menos grosseiro. Só peço que seja obediente e se esforce, dessa forma, vamos trabalhar em harmonia e ninguém se estressa. — deu de ombros. — Eu não sou um homem mau, senhorita. Na verdade, você nunca esteve diante de um assim, e peça a Deus para nunca estar. — seus olhos ficaram tristes, como se contassem um segredo. — Para você não dizer que sou ruim, estou te liberando das 3 semanas. Agora só tem 1 mês.

Fiquei sem palavras, juro que pensei no pior, mas aparentemente me equivoquei, talvez não seja tão terrível como presumi.

— Obrigada, professor! — dei um sorriso. — Perdão pela palavras, eu não pensei antes de falar.

— Sem problemas. Mas se continuar me afrontando e cometendo erros, você com certeza vai continuar ganhando semanas! — disse antes de se virar. — Ah... desmarque com sua amiga e me encontre no Hoss depois da escola. — se retirou, me deixando sozinha.

Claro que sim! Estava bom demais pra ser verdade.

Dei risada e balancei a cabeça para os lados. Parece algo tão idiota, no entanto, o toque dele deixou-me acesa, senti-lo encostar em meu corpo é uma sensação agradável, como se eu fosse feita para isso.

Bom, agora eu tenho um encontro com meu professor. Não necessariamente um encontro, mas vê-lo fora do colégio é de fato um avanço para as minhas ilusões. Eu gosto de nos imaginar juntos, fantasiar em como seria beijá-lo, tocar nele em cada centímetro...

Fecho a porta da sala em que estou e me encosto nela. Suspendo a saia do uniforme e deslizo os dedos por dentro da calcinha, tocando minha intimidade, acariciando meu clitóris, enquanto aperto meus seios e imagino as mãos do professor Hardman no lugar das minhas. Fantasio com seu membro, seu corpo nu e quente encostado ao meu, me penetrando. Os músculos sobre mim, prendendo-me e sua boca em todos os lugares do meu corpo.

Estou retendo meus gemidos que às vezes escapam sem querer, continuo me estimulando, experienciando a sensação gostosa de me masturbar pensando no meu professor.

Meu orgasmo bate e sinto minhas pernas fraquejarem. Dou um sorriso enorme sentido os efeitos. Ajeito minha roupa e saio da sala como se nada tivesse ocorrido ali.



Notas Finais


😊❤


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