1. Spirit Fanfics >
  2. Professora de Tango? >
  3. Maldita aposta

História Professora de Tango? - Capítulo 2


Escrita por: e Rannymin


Capítulo 2 - Maldita aposta


Quando o despertador tocou pela segunda vez, Jin pensou que estaria atrasado o suficiente. Claro, ele queria ver se Arya era tudo que Hope dizia. Já havia falado com seu pai, o mesmo não pensou duas vezes antes de dizer sim para o pedido do filho.

 

Jin estava tomando banho, a água fria o despertava lentamente. Quando ele estava totalmente acordado, saiu do quarto com uma toalha na cintura enquanto enxugava os fios negros com outra. Por mais que Jin nunca tivesse dançado, ele sabia mais ou menos como deveria ir vestido.

 

— Roupas leves… — Começou a procurar pelas peças em seu guarda-roupa, optou por uma calça moletom cinza e uma blusa de mangas longas preta. — Ok… Acho que passei dos limites, o que há comigo? Sempre fui pontual.

 

Por mais que ele tivesse acordado atrasado por conta própria, Arya invadiu seus pensamentos: o rosto angelical e doce e os olhos atentos fizeram com que ele se sentisse mal por ter feito tal ato. Entrou no carro e começou a dirigir rápido, dessa forma, não iria chegar tão tarde. Durante o decorrer do trajeto, questionou-se diversas vezes por que resolveu acordar atrasado, o que lhe pareceu infantil e agora ele realmente estava receoso pelo que poderia acontecer. Por um lado, Jin não queria deixar Hoseok chateado (por mais que soubesse que Hope só queria rir dele); por outro, mesmo que só tivesse conhecido Arya há um dia, não queria decepcioná-la. Claro que isso estava fora do seu alcance no momento que decidiu ser infantil.

 

O carro parou em frente à academia, e naquele momento, estando sozinho, parecia que a academia tinha duplicado de tamanho. Havia muitas pessoas entrando nela, algumas com roupas de treinos, outras com várias bolsas. Jin checou a hora e percebeu que não estava tão atrasado assim, porém, iria se atrasar se ficasse ali. Entrou rapidamente e por um momento se esqueceu de onde era a sala.

 

— Licença, você é o cara que veio ontem com o Hoseok, certo? — Alguém perguntou e Jin apenas assentiu. — Entendo, então a sala para onde deve ir é à direita, a sala de Tango. 

 

Jin sorriu em um agradecimento e correu para a sala. Quando chegou, uma música ecoava.

 

— Ela já está ensaiando… Sem mim? — Jin deu leves batidinhas na porta, imediatamente a música parou e a porta foi aberta, revelando uma Arya ofegante. Seu semblante estava sério. — Oi.

 

— Está atrasado! Hoseok não disse que odeio atrasos? — Perguntou ela, arrumando o rabo de cavalo. — Olha, Jin, eu sei que você não é experiente e nunca dançou, mas, mesmo assim, quero total responsabilidade sua, entendeu? E a pontualidade é algo que admiro muito, principalmente quando a pessoa não sabe nada.

 

Ela levantou uma sobrancelha e Jin abaixou a cabeça, o que ele poderia fazer? Discutir com uma coreógrafa não iria ajudar em nada, só iria deixá-la com mais raiva, isso sim, e o rapaz não queria isso.

 

— Desculpa, aconteceram alguns imprevistos…

 

— Tudo bem, como esse é seu primeiro ensaio, vou dar um desconto, mas é só hoje. Se chegar atrasado amanhã, nem precisa vir, não vou dançar com um cara que não tem responsabilidade.

 

"Uau, isso foi um tapa e tanto na cara", Jin pensou, ela não media palavras, não estava nem aí com os possíveis 'imprevistos' dele, nem mesmo se fossem graves. Ela abriu mais a porta, dando passagem para ele entrar. Jin tinha ido no dia anterior, mas não tinha visto a sala - que se parecia com a sala de ensaio de uma bailarina, rodeada por espelhos -  ainda. "Talvez todas as salas de ensaio sejam assim, não seja tolo, Jin". Porém, eles não estavam a sós, havia um rapaz lá dentro, mais baixo que Jin, porém mais alto que Arya, seus cabelos eram loiros.

 

— Então, esse é Jin, Hoseok o trouxe ontem e ele quer dançar tango no nosso festival do próximo mês. Jin, esse é Jimin, o melhor dançarino masculino em tango, além disso ele também dança balé.

 

Jin acenou assim como o Jimin e torceu para que o outro não ficasse, uma pessoa só bastava para ver a vergonha que ele era na dança.

 

— Jimin irá ficar hoje. — Disse Arya.  Jimin sorriu, já Jin queria correr. — Jimin e eu iremos mostrar a coreografia que vamos dançar, então preste bastante atenção, Jin, tá bom?

 

Jin concordou e se sentou um pouco distante.  Arya ficou do lado oposto de Jimin, de costas para ele, que foi até à caixa de som e colocou a música. Jin não a conhecia.

Os passos começaram lentos, Jimin e Arya pareciam estar muito conectados com a música à medida que os passos iam aumentando, a roupa que Arya usava era uma espécie de saia rodada que quase chegava aos joelhos, com uma meia calça por paixão e uma blusinha justa. Seus movimentos estavam sincronizados com a música, e Jimin a conduzia perfeitamente pela sala.

 

"Vou dançar essa música? Nunca vou conseguir dançar como esse garoto! E essa coreografia, além de difícil, é muito provocativa, isso não vai dar certo.”

 

A música se encerrou e Jimin desligou o som.  Arya ficou na frente de Jin, observando as expressões dele. Ela quase sorriu, o garoto parecia assustado com o que viu. "Com certeza ele acha que não vai conseguir, que bobinho!", ela pensou e um sorriso brincou em seus lábios. "Talvez seja legal ensiná-lo do zero.”

 

— Muito bem, Jimin. Foi perfeito. — Arya elogiou, Jimin sorriu, envergonhado.

 

— Aprendi com a melhor. — Ele ficou um passo atrás de Arya.

 

— Muito bem, Jin. O que achou da coreografia? Ela não era assim, mudei muitos passos.

 

— Eu acho… — Ele se levantou. — Que nunca vou conseguir me mover desse jeito!

 

— Pensei a mesma coisa quando Arya me chamou para o tango. — Disse Jimin. — Tango nunca foi minha especialidade.

 

— É, mas você já dançava, então já era alguma coisa. — Resmungou Jin. Jimin deu de ombros.

 

— Não se preocupe, Jin, irei te ajudar, mas, se chegar atrasado amanhã, você irá se arrepender. — Jin engoliu em seco quando escutou isso. — Vamos começar com os alongamentos, se tiver alguma dúvida e sentir vergonha de mim, o que acho desnecessário, você pode tirá-la com Jimin.

 

— Mas e se eu não conseguir…

 

— Você vai, mas, se não conseguir, tenho Jimin. — Jimin assentiu mesmo fazendo uma carinha de quem não queria. — Jimin está com o mesmo receio, ele não quer dançar por conta de fazer pouco tempo que dança tango, mas, mesmo assim, com duas semanas de ensaio, ele se tornou perfeito. E você, Jin, terá um mês, então não quero escutar durante esse tempo que não irá conseguir, ok?

 

— Tudo bem…

 

— Ótimo, agora…

 

— Desculpe Arya, mas tenho que ir. — Disse Jimin.

 

— Tá bom, nos vemos depois. — Disse Arya, ele assentiu e acenou para Jin. "É… ele é até legalzinho…", pensou Jimin.

 

— Eu não sei nada sobre tango… — Disse Jin, ele nem ao menos pesquisou nada no dia anterior.

 

— Tudo bem, não é tão complicado assim. Segundo Discépolo: ''Tango é um pensamento triste que se pode dançar".

 

— Está mais para pensamento pervertido… — Resmungou.

 

— Isso é porque você não está sentindo a música… — Arya colocou a mão na cabeça. — Tango tem uma história extensa e muito incrível e, antes de ser praticada como nós praticamos hoje, ela realmente foi visto como algo pervertido.

 

— Falei…

 

— Porém, isso mudou, e é uma das danças que mais transmite sentimentos. Ela deve ser dançada de uma forma única, você deve sentir a música, se não se conectar com ela, você falha... e se pensar pequeno também.

 

— Entendi, mas… não tem uma coreografia que seja mais fácil, não? 

 

— Bom, eu fiquei em dúvida entre duas músicas, a 'Por una cabaz' que foi feita por Carlos Gardel, ou ‘Libertando’, de Bond. As músicas de Carlos são divinas, mas dessa vez iremos dançar a segunda, pois uma outra dupla já escolheu a música de Carlos e não posso fazer nada a respeito.

 

— Então vamos dançar essa mesmo… — Arya assentiu.

 

— Vamos começar agora, Jin. Primeiro se alongue, ou irá ficar dolorido amanhã, só vamos parar para almoçar e vamos continuar até às seis da tarde. — Jin arregalou os olhos, Arya era muito exigente. — Tudo tem que sair perfeito, sim?

 

Jim confirmou levemente com a cabeça, seus pensamentos eram indecisos e até ao almoço ele estava literalmente odiado Arya. Lançou vários olhares mortais sobre ela, que apenas se divertia com tudo.

 

— Bom… — Disse ela, enquanto bebia água. Eram cerca de duas da tarde, Jin sorriu, era seu primeiro dia e ela já havia dito que tinha sido bom. Antes que Jin se sentasse no chão, Arya prosseguiu. — Vamos continuar, não se acomode. 

 

18:00 horas….


 

Jin desabou no chão quando o relógio da parede marcava as seis horas, sentiu todo seu corpo pesado e  olhou para a garota que estava com ele. "Como ela pode ser tão linda e ao mesmo tempo ser tão má?”

 

— Ya, eu não sou má. — Falou Arya sentando ao lado dele. — Você deveria se ver como sortudo.

 

— Sortudo? Você quase me matou! — Exclamou Jin, apoiando-se nos cotovelos para a olhar melhor.

 

— Hoseok nunca me disse que você era tão dramático! — Ela sorriu. — Quer dizer, ele sempre disse que você era exagerado. 

 

"Então quer dizer que ele falava sobre mim para ela? Qual a razão de tudo isso?"

 

— Mas sim, se considere sortudo, sabe quantos alunos aqui me odeiam?

 

"Acho que sou um deles…"

 

— Talvez você me odeie também… — Murmurou Arya.

 

— Às vezes penso que consegue ler meus pensamentos… 

 

— Eu estou sendo muito boa com você, lembre-se disso.

 

— Por quê?

 

— Porque você é amigo do Hoseok e… Gostei de você também. Parece ser uma pessoa legal… 

 

— Se você está sendo boa comigo, me pergunto como seria se fosse má…

 

— Eu sou paciente… Mas odeio atrasos…


 

"Ela não esquece que me atrasei… Foram apenas alguns minutos.. "

 

— Então… — Continuou. — Eu teria gritado com você, te daria um belo sermão e faria você sair daqui só às oito. — Arya olhou para Jin, o mesmo estava com os olhos arregalados. — Então eu te marcaria e dificultaria sua vida, melhor dizendo, transformaria sua vida em um inferno.

 

— Isso… Não foi muito legal de se ouvir…

 

— Eu sei, estou tentando moldar minhas atitudes… Afinal, sou humana sabe…

 

"Então quer dizer que ela já passou por isso, ou seja, que ela já passou por uma situação muito pior…? O que aconteceu com ela?"

 

— Olha, não chegue atrasado amanhã, está bem?— Arya sorriu sem mostrar os dentes, suspirou e se levantou. Pegou as suas coisas no chão, tirou os pequenos saltos que tinha que usar na dança e colocou uma sapatilha preta.

 

Jin juntou toda a coragem que ele não tinha para se levantar e fazer o mesmo que a garota. Ele pegou as chaves do carro que havia deixado no chão e foram juntos para fora.

 

— Quer uma carona? — Jin pergunta, ela sorri.

 

— Mas não vou por aí. — Responde a dançarina, apontando.

 

— Ah, sem problemas. Te levo até casa. — O rapaz anunciou. Ela assenti;  tá que Jin não havia gostado muito de Arya, mas ela parecia cansada e pegar um táxi ou um ônibus seria muito mais cansativo. Decidiu perguntar: — Dança desde quando? 

 

— Danço desde criança… Mas tango faz apenas cinco anos. — Arya começou a pensar em tudo que já teve que passar por conta de sua paixão pela dança.

 

— Por isso que é tão boa.

 

— Nem sempre foi assim… — Ela sorriu, fracamente. — Mas era meu sonho dançar, então me esforcei.

 

— Valeu a pena então?

 

— Sim, valeu. — Concordou, distante.

 

— Você deve ter suado muito. — O carro parou em um sinal vermelho, Jin olhou para ela, que, por sua vez, olhava para a frente, as lembranças deveriam ser tristes, ela parecia triste.

 

— Não foi apenas suor que fez parte da minha trajetória… — Arya forçou um sorriso fraco. O sinal foi aberto e Jin achou melhor não tocar novamente no assunto. Saindo do carro, a professora se despediu. — Te vejo amanhã..

 

 Jin sorriu de volta e olhou para onde seria a casa de Arya. "Ela mora sozinha?"

 

As luzes da casa estavam apagadas, ele esperou ela entrar dentro de casa, então deu a partida. Depois de alguns minutos, já tinha chegado à sua. Agora estava relaxando em um banho morno. Seu corpo estava exausto, Jin achava que Arya havia passado por algo difícil, mas ele também não havia de fato gostado da garota. Ela parecia muito má, e ele jurava que iria sofrer muito nas mãos dela.


 

   Como foi seu primeiro ensaio?


 

Jin olhou para a tela do seu celular, ele se sentou na cama, depois de vestir uma calça, ainda sem blusa, e se pôs a responder.


 

   Olha, seu pivete, nunca mais, entendeu? Nunca mais vou jogar aquele maldito jogo apostado!


 

Deixou o celular de lado e foi pegar uma blusa, quando voltou, viu que tinha outra mensagem.


 

Me diz que não chegou atrasado.



 

Jin sorriu, porém, queria gritar com todas as forças que, apesar de Arya ter dito que pegara leve, o seu corpo doía com todos os movimentos feitos no dia. Sabia que, no dia seguinte, acordaria dolorido, mas tinha certeza que ela não iria pegar leve. Mesmo assim, lá no fundo Jin achava que ela até poderia ser legal.


 

Não exatamente, mas suspeito que ela queira me matar, me diz, você quer se livrar de mim? Porque acho que vai conseguir, ela vai me matar, tenho certeza, já tou morto hoje, imagina daqui a um mês! Eu sou literalmente HORRÍVEL!


 

Desabou na cama, suspirou, tudo que ele queria era dormir, o próximo dia seria pior. Jin mal se mexeu e adormeceu do jeito que estava. 

 

***

 

Acordou lentamente quando escutou o alarme tocar. Ele abriu os olhos e não acreditou que já era de manhã.

 

— Ai, meu Deus! Ela vai me matar se eu chegar atrasado! 

 

Jin até se tentou levantar rápido, porém, foi impedido pela dor que sentia pelo corpo, não era tão insuportável, mas, dramático como era, exagerou. Depois de poucos instantes, ele levantou, não acordou atrasado só que, mesmo assim, se arrumou rápido, não iria arriscar.

 

Fez seu café, comeu tranquilamente e saiu, indo em direção ao seu carro, o caminho até à academia Moon foi tranquila, não havia congestionamento.

 

"Meu dia de sorte? Talvez…"

 

Entrou rapidamente na academia, havia chegado adiantado dez minutos, algumas pessoas acenaram para ele. Jin parou em frente à porta, a música tocava, não parecia ser tango, muito pelo contrário, era calma e suave. A porta estava entreaberta, então apenas deu uma olhada.

 

"Ela… Está meditando?"

 

Questionou, vendo Arya sentada no chão, com as pernas cruzadas, as mãos relaxavam sobre as coxas. Ela parecia em paz e tranquila, seu semblante estava passivo.

 

"Devo admitir, por mais que ela seja má… É muito bonita…"


 

Ele não queria atrapalhar, mas tinha de o fazer, senão, ela iria matá-lo pelo “atraso”. Jin suspirou, ela parecia tranquila e, depois de a ter visto com um olhar triste no dia anterior, até sentiu empatia por ela, mas não, a menina não era o tipo dele. Jin gostava de garotas delicadas.

 

— Arya? — Chamou.

 

Ela imediatamente abriu os olhos, por um minuto, não estava entendendo o que via; sempre que meditava, a dançarina fazia questão de esquecer tudo. Franziu o cenho, mas se lembrou do rapaz desajeitado em poucos segundos. Depois, checou a hora e sorriu.

 

— Que bom que não se atrasou. — Se levantou. — Entre e vamos começar.

 

Jin fechou a porta, no canto da sala deixou as chaves. Arya parecia responder alguma mensagem e depois desligou o celular, se aproximando dele.

 

— Ok, vamos iniciar com os primeiros passos, já que ontem foi só um aquecimento.

 

"Aquecimento? Então quer dizer que hoje eu vou morrer?"

 

— Não se limite, se fizer isso, não irá conseguir. Não pense pequeno, não nessa academia, entendeu?

 

— Vou tentar. 

 

O ensaio começou, e, apesar de ser apenas o começo, Kim Seokjin já tinha amaldiçoado Arya de todas as formas, ela não lhe dava folga.

 

— Por que não tiramos essa parte? — Questionou ele, já todo suado, a camisa branca grudando em seu corpo. Arya, por mais que estivesse tentando se concentrar, tinha que admitir: Jin era muito lindo, mesmo quando resmungava.

 

"Me pergunto por que estou pegando no pé dele mais do que dos outros.", Arya sorriu. "É possível que eu esteja gostando da forma como ele está? A camisa grudada em seu peito, ele realmente é muito lindo…"

 

— Não, não podemos tirar, Jin.

 

— Mas eu não consigo… — Fez um biquinho (ele nem sabia que tinha essa mania), estava fofo aos olhos dela, mesmo ele estando lhe lançando um olhar mortal. 

 

"Tudo bem, Jin…", ela pensou um pouco triste, queria que ele gostasse dela, ou que, pelo menos, sentisse um pouco de empatia, mas era inevitável.  "Eu sei que todos me odeiam nessa academia, tanto por eu ser dura nos ensaios quanto por… Melhor não falar… Não quero nem pensar, vou acabar ficando de mau humor".

 

— Não vamos mudar esse passo, vamos treiná-lo, nem que tenhamos que sair daqui às oito.

 

"Nem morrendo, eu já estou cheio daqui e só tem dois dias… Não vou sair daqui às oito, ‘tá, tenho que conseguir."

 

— Olha, conseguiu! — Arya exclamou, pensou que seria mais difícil, mas levou só dez minutos… Dez minutos do mesmo passo… — Agora, vamos fazer um dos movimentos mais importantes. Esse. — Arya pegou o celular e mostrou o movimento que estava mencionando, o rapaz do vídeo levantava a mulher a uma altura impressionante. — Nesse movimento, tem que haver confiança, das duas partes.

 

— Ele é o pior de todos! Não vai dar, não!

 

— Ah, larga de ser tão negativo! Em apenas dois dias você já conseguiu metade da coreografia, isso é chato!

 

"Chata é você…", Jin pensou, porém não teve coragem suficiente para verbalizar.

 

— Vamos testá-lo agora, sim?

 

— Não tenho escolha mesmo… — Falou, indo até ao centro da sala, fazendo a pose.

 

Arya estava a uma distância considerável, então foi rodopiando até Jin. Por uns instantes, ele a achou um anjo. Olhou para a dançarina assim que ela chegou perto o suficiente. "Pena que às vezes parece um…", foi interrompido quando ela colocou a mão sobre o ombro dele.

 

— Vamos fazer o passo agora, preste atenção. — Ele assentiu. Ela saiu novamente dos braços dele e mais um volta e… — JIIINN!

 

"Vou morrer agora, tenho certeza!"

 

— Eu vou te MATAR! — Arya gritou.

 

— Me Desculpe, eu não queria derrubar você!

 

— Me solta! — Esbravejou ela quando Jin foi tentar ajudá-la a se levantar.

 

Por mais que ele não gostasse dela, não estava nos planos dele derrubá-la, longe disso. Na verdade, naquele momento, ele estava a achando muito linda.

 

— Por que eu ainda me iludo com isso? — Se levantou Arya, passando a mão no bumbum. Ela havia caído de bunda no chão, com toda a força. — O que se passa na sua cabeça, hã? Se não estivesse pronto, era só dizer! Eu sei que me odeia, mas isso foi cruel!

 

"Como ela consegue mudar de anjo para demônio? Meu Deus, isso foi rápido! Ela não me dá nem tempo de tentar explicar, mas o que eu diria? Que estava encantado por ver o jeito como ela se movia na dança? Não, óbvio que não, prefiro escutá-la a gritar…"

 

Arya suspirou, com os olhos fechados, tentando ao máximo se controlar para não voar naquele homem.

 

"Não acredito que vou ter que matar um cara lindo desses…"

 

— Mais uma vez. — Abriu os olhos e encarou Jin, que estava muito assustado. Ele não sabia que ela tinha garganta para gritar desse jeito e havia suspeitado que ela não iria voltar a falar hoje com o tom de voz tão firme. Pode o chamar de frouxo, mas ele não a iria contrariar de jeito nenhum. — Me fala se não estiver pronto, te mato se me deixar cair de novo, entendeu?

 

Jin suspirou.

 

***

 

Duas semanas depois, Jin ainda não havia conseguido fazer aquele passo; não pelo fato de não ter força, longe disso, ele era forte e ela, visivelmente magra, mas pelo fato de ela chegar quase correndo e de ele ter que a levantar e ainda a girar. Isso o fazia ter medo de derrubar a companheira de dança de um jeito não muito agradável.

 

"Me lembro de ela dizer que estava tentando moldar suas atitudes… Parece que não está tendo sucesso…", pensou quando Arya quase explodiu novamente. Já eram duas da tarde e apenas aquele movimento faltava.

 

— Vamos fazer um exercício de respiração antes de começarmos de novo, está bem?

 

Ele concordou. "O que ela tem agora? Qual versão é essa? Ela se acalmou do nada, parece que leu minha mente…”

 

 — Ok, então, inspire e solte. Isso mesmo. Novamente. — Arya instruiu. Eles passaram uns cinco minutos assim, e Jin se sentiu aliviado e um pouco mais relaxado. — Pronto, vamos começar novamente, vou explicar como você tem que fazer. Não precisa ter medo, é só me segurar e girar, só isso, não se preocupe, não estou fora do peso, cuidei disso… — Pensou no que se submeteu a alguns dias. — Fizemos muitos movimentos de aquecimento, então hoje começaremos com os passos de novo, ‘tá bom?

 

Arya, continuando a falar, começou a explicar uma forma de eles fazerem aquele passo, mas parou ao ver a expressão de confusão de Jin.

 

— Estou indo muito rápido?

 

— Um pouco… — Falou o jovem,incerto.

 

— Ah… Me desculpe… 

 

"O que ela tem? Está se desculpando?"

 

— Olha, vamos mais uma vez, tá bom? — Jin concordou. Arya parecia cansada e fraca, parecia que não dormia direito…

 

Ela tomou distância e girou indo até ao rapaz, que prometeu a si mesmo que não a derrubaria de forma alguma. Ele a segurou assim que ela chegou em seus braços, deu impulso e a levantou, girando em seguida. Em seguida, a colocou no chão, a expressão no rosto dela afirmava que Jin havia conseguido e ele estava orgulhoso disso.

 

— Você conseguiu! Ai, meu Deus! Eu sabia que iria conseguir! — Disse ela, sorrindo bobamente.

 

"Quando ela sorri, fica tão mais bela…"

 

— Você viu o que você fez? — Perguntou Arya, excitada. Ele sorriu e, pela primeira vez, não odiou estar perto dela. — Assim, olha, você fez assim! — Ela fez o gesto. Claro que estava alegre e não queria esconder isso. — Tudo bem então! Você conseguiu, deve estar cansado, já são quase quatro horas… Vamos encerrar por hoje, o que acha?

 

— Claro, vamos. — Concordou Jin com medo que ela mudasse de ideia. Ele pegou as chaves, mas, ao contrário dos restantes dias, Arya não juntos suas coisas do chão nem saiu, não, ela se sentou perto de uma das paredes e se encostou nela, ela parecia cansada. O jovem percebeu isso. — Você está bem?

 

"O que eu estou fazendo aqui ainda? Ela disse que já podíamos ir… Mas por que quero ficar com ela? Será que não canso de gritarem comigo?"

 

Já eram duas semanas de gritaria, ele sempre errava, e parece que cada coisa que falava tirava a paciência dela, mas, naquele momento, Arya estava diferente. 

 

"Quer mudar agora? Faltando apenas duas semanas ou ela não é assim e está agindo dessa forma apenas por estar sobre a pressão do evento?"

 

— Estou sim, estou bem! — Deu um pequeno sorriso fechado.

 

— Tem certeza? Está muito pensativa… está preocupada com o evento, já que faltam apenas duas semanas?

 

— Só um pouco… Como já sabe, é um evento importante, além de ser uma data comemorativa.

 

— Data comemorativa? A academia está fazendo aniversário?

 

— Não. — Ela sorriu. — É uma homenagem às datas de nascimento dos criadores de duas vertentes da dança. O Carlos Gardel, nascido a 11 de dezembro de 1890, e Júlio de Caro, diretor de orquestra, que nasceu a 11 de dezembro de 1899.

 

— Hum..  Eu não sabia…

 

— Tudo bem, não há necessidade mesmo, já que depois das próximas duas semanas você não vai querer nem pisar nessa academia, certo?

 

— Bom, não foi tão ruim… — Ele sorriu, afinal, odiava os ensaios, mas gostava de ver Arya dançar, como ela se concentrava. — Talvez eu venha, não para dançar, já sei que isso não é algo que consigo fazer com maestria.

 

— Então, por quê?

 

— Por você. — Falou, sem pensar, e só notou o que falou quando a menina abriu a boca e fechou novamente.

 

— Pensei que me odiasse. — Ela sorriu.

 

— Às vezes, sinto vontade de desistir e ir embora, porque você… — Ela sorriu interrompendo-o. — É linda quando sorri.

 

A dançarina parou, arregalando os olhos, sentiu as faces ficarem quentes.

 

— O que está dizendo? Não vou maneirar os ensaios por conta de seus elogios. — Disse ela, sem graça.

 

— Não falei por isso… Só estava dizendo a verdade…

 

Eles ficarem em silêncio cerca de dez minutos, Jin sentiu que estava sendo observado e olhou para ela.

 

"Wow, o que foi isso? Por que estou sentindo isso? Não consigo nem explicar o que é...", pensou ele, olhando para a garota, ele sorriu e ela corou novamente. "Estou gostando dessa versão dela… ou será que eu gostava das outras também? Não! Para com isso, Jin!"

 

— Quer uma carona? — Ela assentiu. Eles foram até ao estacionamento em silêncio, não estava tão constrangedor como era algumas vezes. Aliás, muitas vezes Jin saiu da academia com sangue nos olhos, mas, naquele dia em especial, ele sentiu que Arya estava diferente. Ou será que era por que ele estava a vendo de uma forma diferente, ou seja, ele estava diferente? — Não lembro de ter saído para almoçar, quer comer algo?

 

— Comer algo? — Repetiu Arya, pensativa. — Tudo bem, não tem ninguém me esperando em casa mesmo. 

 

Mesmo que ela tenha falando de um jeito suave, deu a entender que não tinha ninguém. É claro que ninguém esperava Jin literalmente em casa, mas ele percebeu que Arya sempre almoçava sozinha, falava apenas para saudar alguém. Fora isso, nada, mal viu Hoseok falar com ela ou mesmo o tal de Jimin.

 

"Ela realmente está sozinha? Não tem amigos?", pensou Jin, parando em um sinal vermelho. Olhou para ela, que olhava para fora da janela, observando os casais andando pela calçada. E ele se lembrou de quando a conheceu e o que ela falou nesse dia:  "Então, Hope, em que devo ajudar?"

 

Jin parou em frente a um restaurante, um dos seus favoritos, e iria abrir a porta para Arya, mas ela já tinha feito isso.

 

— A comida daqui é boa, e como você foi legal comigo. — Disse ele, e ela sorriu. "Isso, sorria, não gosto de a ver com os olhos distantes…" — É por minha conta, então coma à vontade!

 

— Se é isso que quer... — Ela sorriu, novamente, e Jin fez o mesmo. "Ok, talvez eu não a odeie". Depois de fazerem os pedidos, a menina perguntou: — O que exatamente faz da vida?

 

— Sou gerente geral de uma fábrica de cosméticos. — Respondeu, apoiou os cotovelos na mesa e pousou o queixo nas mãos, a observando. "O que deu em mim, não consigo não parar de olhar para ela…?" — E você? O que faz quando não está na academia?

 

— Nada… na verdade, até saio para fazer alguns exercícios, mas é só pela manhã, geralmente fico em casa.

 

— Não tem família? 

 

— Tenho, mais ou menos…

 

— Como assim? — Perguntou o rapaz, mas parecia que ela estava desconfortável. — Desculpa se me intrometi…

 

— Sem problemas… — "Talvez não seja tão ruim falar sobre isso… mesmo que ele não goste… mesmo assim, ele é a única pessoa para quem vou revelar minha família…" — O dono da Moon, ele é meu pai…

 

— Uau, estou surpreso, na verdade, nem tanto, você é perfeita dançando. — Ela deu um sorriso triste.

 

"Mas ele exige tanto de mim…", pensou no quanto o pai queria ganhar e a forçava a dançar sem parar ou…

 

— Seus pedidos…  — Disse o garçom, colocando os pratos em cima da mesa. Arya olhou para o prato, Jin lhe olhou assim que o garçom saiu, "Por que ela está olhando assim para a comida?"

 

— O que foi? Não gosta disso? — Perguntou, mesmo achando estranho, já que foi ela quem escolheu.

 

— Não é nada. — Sorriu, brevemente. Eles começaram a comer, a conversa foi boa, ela  aprendeu bastante sobre Jin e percebeu que ele não era só lindo ou só um poço de drama. — Você é legal!

 

— Digo o mesmo! — Ele disse e o sorriso dela desapareceu.

 

— Não precisa mentir, sei que me odeia…

 

— Na verdade, eu odiava mesmo, mas agora eu gosto, gosto de todas as suas versões… — Ela o encarou, tentando ver se ele mentia.

 

— Eu preciso ir ao banheiro… — Arya se levantou, caminhando até lá.

 

Quando ficou sozinha, desabou.

 

 — Droga! Como demais. — Murmurou, abrindo a porta de um dos banheiros.

 

Levantou a tampa do vaso sanitário. Respirou fundo e colocou o dedo na boca, isso já tinha se tornado um hábito, e começou a vomitar. Sem querer, acabou machucando o dedo entre os dentes, mas foi apenas um arranhãozinho. — Não posso engordar uma grama.

 

 Temeu pelos ensaios, ela teria que ficar no peso ou poderia arruinar a coreografia. Limpou o rosto e agradeceu por não estar de maquiagem, assim, não teria que a retocar. Voltou para a mesa.

 

 — Voltei. — Sorriu, colocou o guardanapo nas pernas, mas Jin segurou seu braço. — O que foi?

 

— Você… não acredito que fez isso! — Arya o olhou assustada, "como ele sabia?", e Jin pegou em seu maxilar, o observando. — Ainda não está inchado. Vamos embora, precisamos conversar… 

 

— Mas…

 

Jin saiu rápido, ele parou apenas para olhar a outra quando já estavam fora do restaurante, seus olhos a encaravam de uma forma séria e, pela primeira vez, Jin viu a versão frágil de Arya.

 

— Posso não saber nada sobre dança… mas você sabe que sua carreira pode ir terminar se continuar com isso? Sabe o quanto machuca seu corpo assim? Por que faz isso? Seu corpo é perfeito! Está com medo que eu a derrube? Quantas vezes eu tenho que dizer que eu apenas não estava preparado porque estava muito ocupado admirando sua beleza? — Esbravejou, acabou dizendo tudo que queria, os olhos de Arya marejaram. — Ei, me desculpa… não chore, isso não combina com você… — E, sem pensar duas vezes, acabou a abraçando, os dois precisavam disso. — Por favor, não se machuque assim, tá bom? É isso que ele faz com você? Seu pai é um monstro! — O rapaz olhou para ela, as bochechas estavam molhadas, ele as limpou. — Não chore….


 

Depois daquele dia, Jin não conseguia dormir se não falasse com Arya e começou a saber até quando ela mentia, os ensaios estavam indo bem, e, quando eles terminavam, Jin sempre levava a menina para casa. Naquele momento, eles estavam ensaiando o final da coreografia, faltavam apenas apenas setenta e duas horas para o grandioso dia e ele já havia aprendido tudo, o que achou um milagre. Arya sorria mais, tanto que os ensaios começaram a ficar divertidos. 

 

"Então, agora tenho um amigo?", pensou ela. "Um amigo bem gato!", sorriu quando o viu todo suado.  “Melhor dizendo, a personificação do próprio pecado…"

 

Eles iriam passar novamente a coreografia toda, e depois iriam para casa. Quando estavam novamente no final, Jin se desequilibrou e acabou caído. Com isso, levou Arya, que caiu em cima dele, junto. O dançarino sorriu, porém, ela não, o coração de Arya batia tão rápido, assim com o de Jin.

 

"É possível eu, Kim Seokjin, estar… apaixonado?" 

 

— Me desculpa… — Pediu ela, tentando se levantar, mas ele a segurou.

 

— Pelo quê? Fui eu quem a puxou. — Disse Jin baixinho, a pela de Arya arrepiou-se. Então, ele fez algo que já estava com vontade fazia tempo: a beijou, um beijo calmo, mas intenso.

 

— Por quê…? — Arya perguntou, em choque.

 

— Você ainda pergunta? — Fala Jin. — Eu gosto de você, não dá para perceber? Na verdade, isso vai muito além de apenas um gostar…

 

 Arya não disse nada, apenas o beijou novamente.


 

                   Minutos mais tarde...

 

Arya estava muito envergonhada, porém, Jin não, eles estavam em frente à casa dela. O jovem havia se apressado e abriu a porta do carro para ela, e, mesmo com a pouca claridade, deu para vê-la corando, ele amava deixá-la assim.

 

— Durma bem. — Disse ele, dando um beijinho na testa da menina. — Vou te mandar mensagem assim que chegar.

 

— Tá bom… — Disse ela, com a cabeça baixa, estava com vergonha ainda porque nunca tinha namorado, tinha dado uns beijos, mas isso era nas boates da vida, nunca teve nada sério.

 

— Você é linda, sabia? — Perguntou ele, pegou o queixo dela com o dedo indicador e o levantou fazendo ela olhar para ele. — Posso perguntar algo? — Ela concordou. — Quer namorar comigo?

 

 Ela arregalou os olhos e ele sorriu. 

 

— Eu… Quero com certeza… — Jin lhe deu um beijinho na ponta do nariz dela e depois um outro foi depositado em seus lábios.

 

— O que fez comigo? Eu estou bobamente apaixonado por você! 

 

— Posso dizer a mesmo coisa… — Sorriu. — Estou loucamente apaixonada por você! 


 

             



 

                   Três dias depois…

 

— Você só precisa manter a calma. — Arya dizia a Jin, ele já estava todo arrumado, assim como ela. 

 

— Você está divinamente perfeita. — Falou, ele estava nervoso, mas era quase impossível não perceber o quão linda a namorada estava. Jin se sentia um cara de sorte, por mais que estivesse nervoso.

 

— Você que é meu deus grego. — Ela fê-lo sorrir. — Agora só respire, a gente é a seguir.


 

— Próximo casal: Arya e Jin, que irão dançar ‘Libertango’ de Bond!


 

Ao escutarem seus nomes serem chamados pelo apresentador, Arya olhou para Jin, que tinha uma expressão nada boa no rosto.

 

— Eu sei que é sua primeira vez, mas vai dar certo, ‘tá bom? Quando terminar nossa dança, vamos embora, não precisamos ficar até o final. 

 

Ele concordou.

 

"Respira, Jin, só respira, Arya está do seu lado!", falava para si mesmo.

 

 A música começou, um de cada lado, Jin rodopiou até Arya, e uma dança bem ritmada começou.

 

Ele se esforçara bastante em cada ensaio, tanto que sua coreógrafa até se tornara sua namorada. Jin não olhava para os pés, se lembrou do que Arya lhe disse uma vez: "Não olhe para os pés, você vai se atrapalhar e não irá sentir a emoção da música. Como eu já disse, tango é um pensamento triste, entendeu?". Então, pela primeira vez, Jin sentiu a música. Arya dançava com nunca dançou, ela estava fazendo algo que amava junto com o cara que ela amava.

 

E agora era o momento decisivo para Jin, ele a levantaria. E não, não se permitiria derrubar Arya e, com maestria, como se sempre dançasse, ele a segurou no alto e a girou. O final estava quase acontecendo, escutou muitas pessoas gritando, eufóricas. Então, ele percebeu que todos estavam gostando da dança que, por fim, terminou.

 

O rapaz encarou os olhos mais lindos que já tinha visto, Arya sorriu radiante para ele, se curvaram e saíram do palco.

 

— Jin, nós conseguimos! — Pulou nele, que nem se tinha apercebido do tremor nas suas pernas. 

 

Foi aí que a abraçou e beijou.

 

— Sim, conseguimos. — Terminou, dando um selinho na dançarina.

 

— Vamos, estou cansada e suada. — Ela puxou-o.

 

Jin nem questionou, queria sair daquele lugar. Ele pegou suas as coisas e saiu com com a namorada. Já no carro, Arya não conseguia não sorrir, era impossível para os dois esconderem a felicidade que tinham, uma vez que tudo foi perfeito. Mais tarde, ligariam para os administradores para falarem se eles conseguiram ou não bater o ranking.

 

— Não repara na bagunça, certo? — Ela disse, meio incerta, Jin sorriu, sabia que todas as pessoas diziam isso.

 

Eles entraram e ela ligou as luzes.

 

"Não acredito! Quando ela disse 'bagunça', eu não sabia que seria uma bagunça mesmo".

 

Havia roupas espalhadas por todos os lados. Ele olhou para ela, que sorriu, sem graça.

 

— Você é uma boa dançarina, porém, bem desorganizada. — Ele sorriu e lhe deu um beijinho no rosto. Ela ficou mais vermelha ainda.

 

— Eu deveria ter mandado arrumar… — Falou, baixinho.

 

Jin sorriu e levantou o rosto dela com o indicador.

 

— Amo essa sua versão, mesmo que ela seja desorganizada. — Arya sorriu.

 

— Vou pedir algo para comermos, porque, se for cozinhar, você pode ser intoxicado.

 

Eles não paravam mesmo de sorrir.

 

— Então quer dizer que não cozinha também? — Rodeou, com seus braços, a cintura fina 

de Arya. Ela negou. — Como eu fui me apaixonar por uma garota desorganizada e que não sabe cozinhar? Hoseok vai ficar brincando. — Falou lembrando que uma vez disse que não iria namorar uma mulher que não sabe cozinhar. 

 

— O quê? Quer terminar? — Arya perguntou e fez um biquinho.

 

— Não, claro que não. — Ele sorriu lhe apertando mais contra si. — Eu posso cozinhar por nós dois. Ela sorriu, e foi surpreendida por um beijo.  — Eu te amo, garota!

 

A dançarina permaneceu com o rosto risonho. Tanta coisa tinha acontecido! Conheceu um aluno emburrado, se tornou sua professora, partilhou seus problemas com ele e, mais importante ainda, dançou ao lado dele. Arya não precisava que a administração lhe dissesse “vocês venceram” para saber que tinha, de fato, vencido. E não, não em relação ao concurso. Ela venceu porque conheceu o homem da sua vida. Foi por isso que respondeu, empolgada, à declaração de Jin:

 

— Eu te amo mais!

 


Notas Finais


Obrigada por acompanhar Jin e Arya❤️


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...