História Proibida - Fillie - Capítulo 34


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Categorias Stranger Things
Personagens Eleven (Onze), Mike Wheeler
Tags Fillie, Finn, Meio-irmão, Millie, Stranger Things, Universo Alternativo
Visualizações 89
Palavras 2.023
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Festa, Ficção Adolescente, Romance e Novela, Saga, Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


A margarida apareceu
MILAGRES ACONTECEM
Pode me matar no coments
Eu mereço
Depois de 7 meses praticamente
Caraca mt tempo
Me dediquei aos estudos, tô precisando de 2 pontos pra passar em matemática mas acho que consigo
Bem
A partir de hoje eu volto
Não vou sumir muiiiiiitooooo que nem dessa vez mais não
❤❤
Amo vocês

Capítulo 34 - Eu e Elas


EU E ELAS

Eu nem podia acreditar que estava lá, dentro do casarão, naquela festa. Nunca tinha pisado naquela fazenda antes. Quando nasci, já morávamos fora da cidade. E longe das terras que antes eram nossas, mas que agora faziam parte da Fazenda Wolfhard. Terras que queríamos de volta, com juros e correção.

Tinha sido difícil chegar ali. Precisei de muito trabalho, tanto para me aproximar de alguém que fosse convidado quanto para me disfarçar. Não queria ser reconhecida, se por algum motivo no futuro eu precisasse aparecer como eu mesma. Mas tudo deu certo e lá estava eu, quieta, segurando um copo de vinho, meus olhos velados passando em cada canto e cada pessoa.

Eu tremia por dentro. Cresci ouvindo o que aquela gente fez com minha família, com nossa propriedade, com nossa vida. Vi aquele velho na cadeira de rodas quando cheguei e não senti pena. Continuava lá, com aquele olhar arrogante, aquela cara de mau. Afinal, ainda era rico e poderoso.

Seus filhos ampliaram seu poder, sua riqueza. Ele estava vivo.

Evitei-os. Assumi meu papel de moça tímida, fazendo o possível para não chamar atenção. Meu cabelo loiro estava bem preso sob a peruca de cabelos negros. Meus olhos muito chamativos, azuis, precisaram de lentes descartáveis castanhas e um óculos sem grau, apenas vidro. Usava calça escura, jaqueta preta, pouca maquiagem. Já era pequena mesmo. Ninguém olhou para mim com muito interesse.

Eu acompanhava um dos contadores da Wolfhard no escritório da cidade. Era um homem solitário, gordinho, tímido, de quase trinta anos. Vivia para o trabalho e para ler livros de suspense.

Aproximei-me dele numa livraria em Pedrosa, cidade vizinha. Puxei assunto, pedi recomendação de livros. Claro que já estava disfarçada. No início gaguejou, ficou nervoso, mal me encarou. Mas fui simpática, doce, insisti. Ao final, sentamos para tomar um café e ele relaxou um pouco. Passei horas entediada ouvindo-o falar de livros de terror e de zumbi, sorrindo e fingindo interesse. Depois, nos encontramos de novo para um jantar e novamente a conversa foi sobre livro.

Mas então, no último encontro, conduzi o papo para onde eu queria. Falei de gado e fazenda. Ele, Robson, acabou me contando o que eu já sabia: que trabalhava para os reis do gado. Sugeri sairmos no sábado e me falou daquela festa. Ao final, pareceu que ele teve a ideia de me convidar, mas o manipulei o tempo todo para isso. E lá estava eu.

Felizmente Robson também não chamava muita atenção. Paramos a um canto da sala, conversando com outro contador amigo dele, tão chato quanto. E tive tempo e oportunidade de observar tudo. Eu já tinha o mapa da casa na cabeça. Nossos informantes me passaram, pelo menos o que eu precisava saber. E a arquitetura da casa estava boa para o que eu queria.

A escadaria de madeira que levava ao andar superior ficava em uma saleta lateral, entre a sala e a sala de jantar. Era um local quase vazio. E perto de um dos banheiros, justamente sob a escada.

Eu poderia ir lá e, quando tudo estivesse livre, subir as escadas. Era muito arriscado, ainda mais com a casa cheia. Se eu fosse pega, poderia pôr tudo a perder. Mas não era de fugir sem tentar. Só esperava a oportunidade certa. Enquanto isso, só observava.

Em minha visão lateral, vi Finn Wolfhard ir até onde o pai estava com a enfermeira e Winnora, a mulher que tomava conta de tudo no casarão. E depois levar o pai embora, enquanto Winora ia conferir algo em direção à cozinha.

Depois ele voltou sozinho. Já o tinha visto várias vezes na cidade e soube, por meus informantes, que era o mais possessivo com Millie. Dava para notar que havia uma relação forte entre eles e aquilo me preocupou.

Já sabia que ela se dava bem com todos eles e era mimada pelos “irmãos”. Seria mais fácil se fosse mais distante deles. Minha mãe contou com o fato de serem frios e arrogantes. Alertar Milena e trazê-la para nosso lado seria mais fácil assim. Aquela relação com eles poderia atrapalhar tudo, principalmente com Finn, que parecia estar sempre com ela, cercando-a, protegendo-a. Era até possessivo demais, como ficou claro no cinema.

Eu começava a desconfiar que não seria fácil trazê-la para nós. Contávamos que o sangue falasse mais alto, que ela entendesse tudo aos poucos, tivesse raiva daqueles ladrões e assassinos e quisesse justiça. Mas poderia ter sido corrompida pela criação que lhe deram. E também não acreditar na gente. É o que eu já havia falado com “Elas”, tínhamos que ter um plano B. Ou seria tudo em vão.

Robson e o outro contador continuavam falando de trabalho. Ambos feios, chatos, maçantes. E meus olhos seguiam Heitor Wolfhard, que conversava com as donas do Wolfhards. Como os irmãos, era muito atraente, só que mais moreno, com barba, cabelos levemente compridos e negros.

Sorria e parecia à vontade com elas, nem parecia estar em uma festa, usando camisa escura e jeans, relaxado. Pensei que, se eu não soubesse que era um Wolfhard, poderia até achar que parecia um bom homem. Tinha algo nele que passava essa sensação, de masculinidade e ao mesmo tempo uma certa ternura. Talvez devido ao sorriso ou aos olhos escuros aveludados.

Desviei o olhar para o outro, Pedro Wolfhard. Era mais agressivo, tanto fisicamente, quanto sua aura. Talvez pelo fato de ter investigado e ouvido falar sobre todos eles, tinha aquela impressão. Pois enquanto Heitor era homem da terra e mais tranquilo, contido, Pedro vivia parecendo extravasar energia. Mesmo conversando com uma mulher, olhava em volta, se mexia, observava. Não sei se estava incomodado, sentindo que eu estava de olho neles. Por isso quase não o fitava diretamente.

Tinha uma beleza bruta, rosto quadrado, alto e musculoso, cabelos loiros arrepiados, olhos glaciais que desmentiam seu furor interno. Soube que perdia a cabeça fácil, ia para Pedrosa lutar boxe, dar e tomar socos, e de vez em quando enchia a cara. Um descontrolado. Capaz de tudo. Devia ser o que fazia o trabalho sujo para eles.

Nicholas Wolfhard tinha passado ali perto, mas estava longe das minhas vistas. Vi-o apenas de relance, usando casaco, calça e camisa pretos, elegante e com o porte de todo poderoso. Era sério, semblante fechado, rosto magro marcado por um bigode e uma barba cerrada. Apesar de moreno e com cabelos escuros, tinha olhos de um azul forte, penetrantes, duros. E um nariz romano arrogante, talvez uma mistura de italiano e grego. Tudo nele gritava poder. Até andava como se fosse dono do mundo, coluna reta, queixo erguido, algo de perigoso cercando-o.

Era o que eu mais odiava. Por ser mais velho, devia saber de todas as maldades do pai e loucuras da mãe. Devia ter sido coadjuvante nos crimes de Eric Wolfhard. E dera continuidade a eles, como o desaparecimento do meu namorado Flávio. E como de outras pessoas ao longo dos anos. Eu o odiava, pelo que era e representava. E queria derrubá-lo. Se Milena passasse para nosso lado, seria fácil. Teríamos a faca e o queijo nas mãos. Sempre achei um risco muito grande o que minha mãe fez, largando-a no meio deles. Mas agora era tarde, tudo já tinha sido preparado. E era hora de começar a acontecer.

Millie entrou de repente. Parecia furiosa e foi direto a Pedro, dando o braço a ele, dizendo algo, sorrindo forçado. Então Finn veio atrás, intempestivo, de cara feia. Parou meio incerto, olhando dela para o irmão. E então, furioso seguiu em frente, saindo pela lateral. Percebi que Millie o olhava, parecendo muito chateada.

Algo na relação deles me incomodava, mas não conseguia dizer o que. Fiquei lá, na minha, fingindo ouvir a música de fundo que tocava. Só de olho, atenta, esperando. Pessoas circulavam, entravam e saíam. Quando Heitor se afastou e depois Pedro com Millie, vi que não havia ninguém da família perto. Era a minha chance.

- Vou ao banheiro. – Avisei baixo a Robson, que acenou com a cabeça. Era muito tímido e ainda não me encarava direito.

Segui pela sala, me esgueirei atenta, fui até a saleta. Percebi que ninguém prestava atenção em mim. Parei como se esperasse alguém sair do banheiro. Encostei na lateral da escada e então soube que era o momento. Dei uma volta rápida e em questão de segundos, subia a escada silenciosamente.

Senti o sangue bombear rápido, o coração acelerar, o nervosismo atrapalhar minha respiração. Mas fui, cada degrau uma vitória, sabendo que só teria uma oportunidade como aquela. Cheguei ao patamar e dei em um longo corredor. Virei à esquerda, onde me informaram. Último quarto. Fui rápida e logo abria a porta silenciosamente e entrava. Apenas um abajur estava aceso. Vi rápido que era lindo, feminino, enorme. Maior do que o barraco em que eu vivia.

Possivelmente maior que a nossa casa verdadeira. Mas não perdi tempo. Tirei da bolsa o que eu queria, segurando com um lenço, e deixei sobre a cama. Saí cuidadosamente, espiando o corredor. Vazio. Eu tremia, mas fui firme, em frente. Espiei a escada e desci pelo canto, me esgueirando. Não dava para esperar e nem pensar. Rapidamente cheguei ao último degrau e virei, dando de frente à porta do banheiro, meus olhos correndo em volta.

Tudo tranquilo. Continuei em frente e só parei ao chegar ao lado de Robson.

Ele me olhou de relance, corado. Fiz uma cara estranha e falei baixo:

- Desculpe, mas não estou me sentindo bem.

- Como assim?

- Estou enjoada. Mas não quero estragar sua festa.

- Não, eu a levo. Também não gosto muito de festas. Vamos.

Nos despedimos do seu amigo e eu o acompanhei pela lateral da casa até a saída onde os carros estavam estacionados. Já chegávamos à varanda que cercava toda a casa, quando demos de cara com Nick Wolfhard entrando acompanhado de uma morena bonita. Estaquei, pois não tinha como escapar e o vi bem de frente, cara a cara.

Ele fitou meus olhos. Por um momento, senti o ar me faltar, fui pega completamente de surpresa. Perdi o equilíbrio emocional, já abalado pela tensão que tinha sido me esgueirar para o quarto de Millie. Aquele ali, na minha frente, era o atual inimigo número um da minha família. E meu.

Não consegui desviar o olhar. Algo me segurou ali, plantada, alerta, dura, estranhamente abalada pela força que emanava dos olhos azuis escuros dele, quase violetas. Eram extremamente afiados, manipuladores, penetradores. Estremeci por dentro, ódio e certo medo me golpeando, me imobilizando.

- O ... Oi ... Se ... Senhor ... Wolfhard ... – Balbuciou Robson, ainda mais tímido e nervoso do que já era, vermelho ao acenar para a morena:

- Senho ... Senhora Natalia.

- Oi, Robson. – Ela sorriu.

- Já estão indo embora? – A voz grossa e num timbre baixo, rompeu meu olhar fixo. Baixei os olhos, tremendo, mas fingindo a mesma timidez do meu acompanhante. Ainda bem que estava de óculos e lentes e cabelos escuros.

- Sim ... sim. Mas a ... a festa está muito boa. – Garantiu, ansioso. – Mais uma vez ... Parabéns pelos prêmios ... Senhor.

- Obrigado, Robson. – Sua voz era poderosa sem qualquer esforço.

Tive medo de ser apresentada, embora tivesse dado um nome falso para ele. De qualquer forma, me sentia nervosa, acuada, com raiva, abalada. E o olhar daquele homem estava ainda sobre mim, afiado como uma lâmina.

Por um momento, me senti na corda bamba. Mas Robson parecia igualmente perturbado e rapidamente se despediu, afastando-se. Sem olhá-los, acenei com a cabeça e o segui, tentando fazer com que achassem que éramos uma dupla de bichos do mato. Só voltei a respirar normalmente quando estava dentro do carro.

O rosto anguloso e forte de Nicholas, aquele olhar como de uma ave de rapina, ficaram marcados em minha mente. Eu já o tinha visto de longe e em fotos. Mas de perto era outra coisa.

Não entendi na hora tudo que senti. Mas conforme nos afastávamos do casarão, eu disse a mim mesma que agora tinha um rosto bem real para odiar. Pensei em toda minha vida, meu passado, minha história e no desaparecimento de Flávio. Sim, agora eu tinha um rosto para odiar.


Notas Finais


Eu vou pegar o meu cavalo para a estrada da cidade velha pra voltar a realidade agr
Um beijão
Kkkkk
Eu também não entendi esse cap
Mas
Kkkkkkk
Comentemmmm muito se gostaram
Não me abondonem ainda
Vai ter cap de Duff


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