História Proibida (Romance Lésbico) - Capítulo 19


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Amor, Lésbico, Lgbt, Romance
Visualizações 37
Palavras 693
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, LGBT, Romance e Novela, Yuri (Lésbica)
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Mais um capítulo, espero que gostem.

Capítulo 19 - Ilusões


Saí da loja e olhei mais uma vez para trás, como se me arrependesse do que acabara de fazer.  Lágrimas corriam pelo meu rosto, mais uma vez e comecei a culpar-me excessivamente. Não devia tê-lo feito, sou uma cobarde, fraca, inútil! Apressei o passo para chegar a casa, Gonçalo acabou por ter o que queria: a minha separação, mesmo que por uns tempos, e de Luísa. O que faço agora? Mando mensagem ou não a Gonçalo? Queria que ele soubesse o quanto estou a odiá-lo, o quanto o odeio por isto, o quanto me desiludiu, que soubesse que penso nas suas palavras todos os dias e o quanto isso é horrível. Se ele reagiu assim nem quero imaginar os meus pais... Inspirei o mais que consegui e sustive por alguns segundos. Quando já não aguentava mais, expirei profundamente, tentando livrar-me do aperto que sentia no peito, agonizante, doloroso. Espero que Luísa não pense que eu não gosto dela, muito pelo contrário. Eu fiz isto porque não queria que ela sofresse ao meu lado, espero que ela o saiba mesmo. Como é que ela estará? Estava com demasiadas questões na cabeça, sentia-me tonta, não aguentarei isto por muito mais tempo. Já em casa e até à hora em que decidi ir dormir, tive sempre a olhar para o telemóvel a ver se ela me mandava mensagem. Não mandou. Mas eu compreendo...Como é que vou encará-la amanhã à tarde? Passo a mão na cara e solto um pequeno grito de frustração. No dia seguinte acordei ainda pior que no dia anterior. Não consegui dormir nada, sinto-me ainda mais em baixo que antes, cada vez mais culpada. Não posso continuar assim, mas também não sei como remediar as coisas. Sara, apesar de o tentar, não sabia como me ajudar e tem andado ocupada com o trabalho. Não me resta ninguém a quem pedir apoio. De tarde, Luísa não foi trabalhar. Fiquei preocupada, pensei em ligar-lhe, mas tive medo que não me atendesse, que estivesse chateada, que me andasse a evitar. Apesar de tudo, preferia que ela estivesse ali comigo. Não sei o que quero! Tanto quero que ela esteja comigo, como prefiro que ela seja feliz sem mim, para que não seja humilhada, para que não se arrependa. Houve poucos clientes esta tarde, o que me fez ficar pior, fez-me pensar ainda mais na Luísa. Uma semana se passou desde que lhe pedi um tempo para pensar um pouco. Nessa semana ela veio trabalhar, talvez tenha faltado outro dia porque precisou mesmo... Ela parecia triste, trocámos olhares piedosos, mas nada de palavras. Sempre que tentava pedir-lhe desculpas, ou perguntar-lhe como estava, as palavras ficavam entaladas e de lá não saíam. Uma semana sem poder tocar-lhe, beijar-lhe, ver o seu sorriso. Para além disto tudo, Luísa ainda não sabia que a minha situação financeira não andava muito bem e que por isso teria que arranjar um trabalho a tempo inteiro, o que significa que não poderei vê-la todos os dias. Preciso de falar com ela sobre isso, quer dizer, eu penso que ela ainda se deve importar comigo...A loja estava vazia e Luísa, que estava à minha beira por trás do balcão, deixou cair uma peça de roupa. Era a oportunidade perfeita. Baixei-me ao mesmo tempo que ela para apanhar a camisola, os nossos olhares cruzaram-se e aí, finalmente, ganhei coragem e pedi-lhe desculpas por ter "desistido", se assim posso dizer, da nossa relação por causa daquele que outrora fora meu amigo. Não deixei que ela respondesse, beijei-a de imediato para que não me fugisse. Luísa não deixou de sorrir levemente e mais uma vez pedi-lhe desculpa pelo que tivera feito. Em vez de responder ela abraçou-me.
-Está tudo bem!- disse ela, tranquilizando-me.
Quando ela se calou, um barulho ensurdecedor deu lugar àquele espaço e... acordei com o despertador. Nesse instante, senti um aperto enorme no coração, uma semana se tinha passado, continuava com problemas financeiros mas ainda estava separada de Luísa. Tudo isto não passou de um sonho, de uma ilusão! Queria tanto resolver as coisas com ela... mas não sei se será assim tão fácil como num sonho. Talvez me consiga desculpar logo à tarde.


Notas Finais


Estão a gostar da história? Comentem o que acharam.
Até breve e obrigada pelo apoio! <3


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