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História Proibido - Capítulo 14


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Notas do Autor


Oi, oi.

Como vocês estão?
Ó, esse capítulo vai ser dividido em DUAS partes, certo? A gente conversa mais lá em baixo.

Narrado em TERCEIRA pessoa.

Boa leitura <3

Capítulo 14 - Quattuordecim - Pars I.


Fanfic / Fanfiction Proibido - Capítulo 14 - Quattuordecim - Pars I.

A respiração ruidosa do alfa lúpus podia ser sentida por todos os homens presentes naquele jato particular. Ali, Jeon Jungkook estava na sua faceta mais cruel e devastadora e não tinha ternos importados ou sapatos lustrados que escondessem aquilo. Toda a quintessência de sua natureza atroz se moldava a cada ínfimo detalhe de sua postura ameaçadora, sob seus ombros rígidos, até na palma nervosa da mão que ele passava pela outra, ansioso. 

 O homem das madeixas acerejadas, neste momento, não só carregava o título de lúpus ou chefe de seu terço da facção criminosa ancestral, tampouco o sangue de dragão em seus veias. Era poder mesclado à sua força sobre-humana, sua agilidade excepcional… seu ódio transcendente. Ele transpirava isso. Um ódio tão puro e genuíno, capaz de destroçar a primeira coisa que cruzasse o seu caminho e não sobraria sequer a carcaça para contar seu trágico fim.

Segurou-se tanto para não mostrar qualquer resquício da fera intocada de seu próprio cerne àquela quem, genuinamente, queria gostar e acabou deixando-a à mercê de seu próprio inferno. 

A fatalidade de Mia ter sido pega e estar vivendo cada pútrida memória do próprio limbo era, estritamente, por sua causa. Ele era o culpado e sentia muito. Todos ali eram provas vivas do quanto ele sentia, mas infelizmente, ninguém poderia pôr em palavras o que parecia lhe corroer a cada mísero segundo. 

O espírito lupino problemático e controlador que habitava em si se revirava, ameaçando reivindicar lugar e espaço, assumindo sua forma crua e desimpedida; o lobo negro. Porque, assim como Jungkook, seu lobo queria — talvez até mais que do que o próprio homem — fazer cada imunda alma sofrer por ter pego a ômega que escolheu para si. 

Seokjin, calado e observando o mais novo de longe, conseguia entender todas as mudanças; as insônias, a instabilidade mental e, às vezes, o cansaço físico junto de enxaquecas fortes. Ele sabia. E sabia que os sintomas que seu aprendiz tinha, a ômega tinha em dobro.

Porque ambos estavam inevitavelmente conectados um ao outro através de uma ligação lupina

Era esquisito e raro ver uma conexão antes da marca, que consuma duas almas. Mas não era impossível. Afinal, até as lendas têm sua parcela de verdade e para um visionário estudado como Seokjin, o cunho científico que aqueles dois poderiam estar representando para uma sociedade como a tríade era perfeito. 

O problema, no entanto, da possível ligação lupina entre Mia e Jungkook é que, se os dois humanos, portadores dos lobos ligados, não estiverem em sintonia mútua, os animais ficam instáveis. 

Para ter certeza de suas próprias teorias, visto que Jungkook apresentava um comportamento muito mais irracional do que o comum — observado na noite que Seokjin encontrou o rapaz bebendo, indo contra o fato de que Jeon não bebia por ter pouca tolerância ao álcool — o ômega da fragrância de ameixa negra pediu, naquela mesma noite, pediu permissão para ficar de olho na ômega. E o das madeixas acerejadas, ébrio e curioso, cedeu, dando permissão ao Kim. Seokjin, sucessivamente, mandou Woojin, um do membros da tão estimada equipe especial gama, para observar a ômega de longe, descobrindo, assim, o rapto. 

O alfa — Woojin — não conseguiu interceptar o carro em que colocaram a moça, então reportou ao Kim. E a mansão virou anarquia logo após. 

No jato particular do Ryong, estavam e equipe gama — com exceção de Woojin e Jeongin —, Rosé, Namjoon, Seokjin, Yoongi, Jimin, Jungkook e Diane, que pilotava. Aquele era um vôo extremamente longo e enfadonho, mas ninguém queria dormir. Estavam apreensivos sobre o que os esperaria em solo mexicano, porque se dá ao luxo de ignorar que tudo isso não passava de uma armadilha para conduzir um dos três homens mais poderosos — talvez — do mundo era burrice. 

E se tinha algo que Jeon Jungkook e toda sua alcatéia não eram, com toda certeza, seriam burros ou ingênuos. O risco era real, assim como as chances de dar errado, mas nada disso importava. 

Nada importava mais do que resgatar Mia Myles. 

Além do jato do lúpus, também havia um avião comercial equipado e abastecido por armas pesadas, pistolas e bombas de gás, onde estavam Woojin e Jeongin à bordo. O ômega mais novo, estava com os rastreadores ligados seguindo a única pista que tinham e ela tinha haver com Park Jimin. 

O progenitor do Park, o atual líder da facção Holang-i, um dos donos da tríade, estava por detrás do sumiço da Mia. Não foi à toa que Jimin, apesar de toda imaturidade, preferiu desertar. O Park viveu a vida toda confinado às ideias incoerentes de seu progenitor. Ele havia desistido de muita coisa, inclusive, da única pessoa que ama e amou. Sua esperança de viver um amor foi negado por um lúpus doentio que visava ter todo o poder das facções para seu bem-querer. E isso foi o estopim. Se Jimin não poderia gostar de quem quisesse e ter que exterminar toda uma história — além das vidas que seriam ceifadas para ter o que o pai quer —, ele não queria e pouco importava se ele também tinha responsabilidades a zelar como o lúpus que era. 

Aliar-se a Jungkook e a sua facção foi o mais sensato que fez. Mas de que adiantaria se seu pai parecia ter sempre a porra de uma carta na manga? Não passou pela mente do Jeon, do Park, até o Kim, que Kyung sería baixo o bastante para mexer com alguém inocente como a ômega raptada. 

Atenção todos os presentes no jato, a comandante afirma que faltam apenas trinta minutos para pousarmos! Repito: TRINTA minutos para o pouso!

A voz de Diane, a ômega nova-comandante do aroma de cereja, avisou num entusiasmo transparente em cada palavra proferida pelo interfone do jato. Claro que não estava nada contente por saber que a moça que lhe ajudara a se impor e aceitar a si própria estava sumida e nas mãos de brutamontes, mas voar dentro daquele pássaro de metal, deixava-lhe eufórica. 

— Ela é realmente adorável — Felix disse baixinho, encantado. 

O alfa loiro e a ômega com cheiro de cereja só se viam vez ou outra, então Felix nunca tinha coragem de falar com a ômega. Mas admirava-a em segredo. Um segredo que, seu melhor aminimigo, Jisung, sabia, por isso, o rosinha que 'tava do lado, jurou que ainda faria esses dois ficarem a sós. 

Aí, no meio de toda a bagunça de pensamentos demais, Jungkook, Seokjin e Jimin acordaram do transe que suas mentes insistiam em deixá-los e ouviram as instruções da comandante. 

Equipe gama, Yoongi, Rosé e Namjoon também estavam em alertas e prontos para a possível chacina que aconteceria em solo mexicano. Uma coisa era certa, apenas um grupo sairia vivo daquele lugar e, certamente, seriam eles. 

Foram longas quatorze horas de vôo, cheias de estratégias de A a Z montadas, comandos estavam passados e tudo, de um jeito ou de outro, teria que sair nos conformes. 

Agora faltavam apenas dez minutos para o pouso. 

— Terão duas vans para a fuga. Obrigada, Namjoon! — o ômega deu um joinha ao alfa que sorriu, ressaltando as covinhas em suas bochechas fartas — A equipe gama com o Namjoon ficará em uma e na outra vão ficar eu, Jungkook, a ômega, Yoongi, Jimin e Rosé — Seokjin, um mestre em estratégias, repassava os últimos detalhes. 

— Certo — Bangchan, líder da equipe gama, concordou. — I.N vai ficar em uma das vans, acessando todos os dados possíveis da gangue. Yoongi fica com o Jimin e o resto da equipe fica comigo. 

— Beleza, irmão. — O Park ergueu o punho, planejando fazer um toca-aqui com o ômega do cheiro de jabuticaba, mas foi prontamente ignorado. Juntando a dignidade que parecia ter se esvaído de si, ergueu o outro punho fechado, fazendo o cumprimento consigo mesmo. 

— Namjoon e eu, vamos dar apoio ao Jungkook, mas precisamos de alguém para dirigir as vans. Essas pessoas terão que ficar dentro dos veículos, esperando nós sairmos e, assim que sairmos, metemos o pé de lá. Não podemos arriscar tanto assim. 

— Eu posso ficar e dirigir umas da vans. — Jisung se manifesta, sugestivo. 

Todos concordam. 

— A outra van fica por sua conta, Rosé — Jeon quem diz, com o porte de um verdadeiro líder. A prima sorrir e assente. Era uma motorista de fuga perfeita. — Nossa prioridade é Mia, minha ômega, não quero que se distraiam com nada, tampouco atirem se virem que, ao fazer isso, ela pode sair machucada. Estamos entendidos? 

— Sim, senhor! — em uníssono todos falaram, audivelmente. 

— Alguma dúvida? — Namjoon indaga, certificando-se uma milésima vez. 

— Eu não quero ser pessimista, mas, como médico, não posso ignorar a o fato dela já estar machucada. Não temos equipamentos para isso. — as palavras de Changbin saíram de forma quebradiça, pois só a possibilidade de pensar em ver Mia machucada fazia Jeon se contorcer em cólera.

E, mais uma vez, Jungkook teve que usar toda a sensatez que continha em seu cérebro para não se deixar tomar por toda aura monstruosa que tentava incessantemente tomá-lo. Respirou fundo, uma, duas vezes, sentindo a fadiga lhe assolar, mas disposto a aguentar tudo por ela e disse:

— O que sugere caso isso vier a acontecer? 

— Montar um pequeno pronto-socorro aqui na jato, senhor — Changbin ganha confiança, assim como todos parecem ter soltado a respiração em alívio. — Preciso de soros, seringas, medicamentos, suturas e algumas gases. 

— Dê uma lista com tudo que acha que vai precisar a Namjoon. Ele cuida do resto — o acerejado deu o veredito.

— Não acho que Diane consiga transportar tudo e ainda dê conta de reabastecer o jato e o avião extra com os armamentos, Jungkook. — e essa era a única preocupação de Kim Namjoon, que sacou o celular pronto para dar seu jeito para conseguir tudo que Changbin queria. 

— Deixamos alguém com ela, oras — Minho sugestiona.

— O Felix fica com Diane sem problemas, não é? — Jisung, com todo o plano na sua mente arteira sugere. 

E os olhares recaem sobre o loiro, que ruboriza. 

— Só falta corações sair da cabeça dele — Hyunjin, sempre querendo ver o círculo pegando fogo, comenta.

— Fica quieto — mas é repreendido por Seungmin, o apaziguador. 

— Ok. Sem objeções? — Seokjin toma à frente e ninguém discorda. — Ótimo. Você fica, Felix. Estamos com dois homens a menos, mas damos conta, certo? Temos dois lúpus.

— Mais alguma coisa? — Rosé pergunta, já saturada de ficar naquele jato. 

Para sua infelicidade, Yoongi levanta a mão. 

— Fala logo, infeliz. Não quero ver essa tua cara assombrada nem pintada de ouro! 

Yoongi riu, em resposta, desdenhoso; mas estava sentido. Afinal, ele tinha uma pequena queda por Rosé e sabia que tinha sido um filho da puta com Melissa e que essa era a causa da alfa estar tão possessa consigo, ainda mais porque ela sabia as palavras exatas que o pálido usou com a loira-cacheada. A alfa ruiva era uma defensora dos direitos femininos e aquilo, claramente, foi um desrespeito cheio de estereótipos merdinhas sobre a personalidade da menina franzina que ficara na casa de campo. Batia de frente com todas as convicções da alfa. 

Mulheres devem ser do jeito que elas bem entendem ser. Ser mais sensível não é uma desculpa para fraqueza ou sinal dela; era uma característica da pessoa. Homens também poderiam ser sensíveis — se assim quisessem — e ninguém poderia ferir seus egos e/ou sentimentos dizendo que "é coisa de mariquinha" e que prefere fulano de tal por ser "assim e assado".  Seja quem você é, cacete. E não menospreze os sentimentos alheios

 Rosé admitia que alguns machos tinham a desnecessariedade da masculinidade frágil e a tal arrogância precoce. Talvez Yoongi fosse um desses e isso fazia dele um grande babaca.

Por fim, apresentando uma jocosidade em sua face alva, porém sentindo o peso de suas palavras impensadas e acumuladas dentro de si, o Min, questiona:

— Eu posso tocar fogo no casarão? 

 Jungkook riu pequeno, pela primeira vez desde o pandemônio que sua mente conturbada, coração apertado, e lobo instável se manifestaram, ao começo dessa balbúrdia toda, duas semanas atrás. Certamente, a ideia lhe agradara. Aí disse num tom sádico, sem o mínimo pudor:

— Você não só pode, mas deve queimar cada mísera parede com cada inútil ser daquele caralho. É uma ordem. 

Aquela foi a cartada final, a chancela definitiva. Segundos depois, o avião pousou num aeroporto comercial, o mais próximo que conseguiram da localização que Jeongin achou de Mia. As vans providenciadas por Namjoon já estavam lá, assim como todos os equipamentos e remédios que Changbin listou. 

Jungkook teria Mia ao seu lado novamente e, dessa vez, trataria de nunca deixá-la sozinha. 

[Continua...]


Notas Finais


O capítulo estava gigantesco e a Juju tá de prova, então achei melhor que dividir em duas partes. E sinceramente? Eu tava achando a outra parte — que tem ação para um cacete — muito ruim, apesar de já tê-lo escrito. Vou melhorar ele, juro. E vou apresentar algo legal.

Semana que vem, no caso, na próxima quarta, sai a outra parte. É tensa, viu.

ESSE capítulo é muito importante pra tudo o que vai acontecer nessa nova fase da fic. Guarde cada bendita informação no coração e deixe aí. Se vocês tiverem dúvidas sobre algo, podem falar aí nos comentários ou numa mp. Estou aberta a tudo.

Desculpem se faltei com as expectativas de alguém.

E, ah, muito obrigada por todo carinho e apoio que o spoiler e a fanart da Mel teve numa visitinha surpresa. Vocês são incríveis mesmo ✊👉👈 e, infelizmente, para não comprometer o andamento da fic, tive que apagar. Obrigada mesmo por estarem lá :')

Trailer da fic:
https://youtu.be/T4uKHVergy8

Playlist da fic:
https://open.spotify.com/playlist/5k2PR54Gr4UUeL7EZRrbwI?si=h45fqb6eR4qxIxpgD9X2VQ

Nos vemos por aí 🖤


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