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História Project Alpha - Capítulo 4


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Notas do Autor


Voltei e o final desse capítulo me quebra toda. A falta de comentários tá me desanimando por dentro, mas vou ignorar e continuar postando porque eu posto isso não só pros outros mas pra mim também, tenho que manter isso em mente.
Espero que gostem! ❤️✨

Capítulo 4 - Capítulo IV


Fanfic / Fanfiction Project Alpha - Capítulo 4 - Capítulo IV

Todos já haviam se recolhido para dormir quando um relâmpago cortou o céu, poucos segundos depois sendo seguido de um trovão longo que estremeceu as janelas, gotas grossas não demoraram a vir, chocando-se contra o vidro com força e abafando o som do lado de fora do apartamento. A luz amarelada dos postes em conjunto com o brilho pálido da lua iluminavam a sala o suficiente para que Leon não precisasse acender a luz em seu caminho até a geladeira. Os barulhos da tempestade haviam o acordado e sua garganta parecia ter sido estufada com serragem quando ele esfregou os olhos e procurou algo ao seu redor, inconscientemente.

O grito que ecôou pelo corredor o fez congelar no lugar, mão a meio caminho do rosto, um arrepio gelado atravessando sua coluna. A voz chorava em agonia, como se tentasse gritar com a boca coberta, soluços abafados pela chuva. Quando se deu conta de que vinha do quarto do último quarto do corredor, a garrafa de água cai esquecida no chão enquanto ele corre, não hesitando em abrir a porta imediatamente. Com os clarões da rua, ele consegue distinguir a silhueta de Dorothy das sombras, retorcida entre uma bagunça de lençóis, travesseiros jogados ao chão, braços e pernas debatendo-se em desespero. Seu corpo estava completamente tenso como se ela fizesse força contra algo, contra alguém, e ele sabia que ela estaria toda dolorida quando acordasse.

O coração dele afunda no peito quando finalmente escuta a voz dela, o que acreditaria serem sussurros, ela implorava para que quem quer que estivesse a segurando soltasse e, por mais que ele saiba que é apenas a cabeça dela, sua voz é tão dolorida e triste que ele não consegue evitar o ímpeto que o impulsiona a se aproximar. Uma súbita vontade de protegê-la.

Leon se aproxima devagar, cuidando para que seu peso contra o colchão não a assuste ainda mais e chama seu nome primeiro, e então seu apelido. Seu choro diminuí, sendo identificado só pelos soluços que ainda irrompem dos lábios inchados, os movimentos bruscos diminuem conforme as mãos dele percorrem os braços dela até os ombros. Ele se aproxima de sua orelha e sussurra, incitando-a a acordar lentamente.

— Dot... Tudo bem, Dot, eu não vou deixar eles machucarem você. — Seus dedos movimentam círculos firmes contra a pele quente dela, tentando puxá-la de volta. — É só um sonho, Dottie, acorde.

E como se um botão clicasse dentro da cabeça dela, seus olhos se abrem já arregalados e ela surta, arrastando-se para longe dele e encolhendo-se contra a cabeceira da cama, cabeça disparando para todos os lados em busca de algo que não existe, realidade e sonho se misturando pelo terror que fazia seu coração quase explodir contra as costelas.

— Sou eu, Dot. Leon.

Quando o borrão some e ela enxerga claramente outra vez, reconhece o quarto em que adormecera, o rosto preocupado esticando uma mão hesitante para tocá-la. Leon. Seus olhos voltam a se encher de água e ela engatinha desastrada até ele, quase caindo ao tropeçar no lençol, e se agarra em seu corpo. Mãos desesperadas tentam segurá-lo com tudo o que tem, como se sua camiseta se desfizesse debaixo dosdedos, aquilo não era o suficiente. É quando Leon a abraça, puxando seu corpo para cima do dele, que ela se acalma. As mãos mornas e reais acariciando suas costas em longas passadas, sua voz sussurrando que tudo não passou de um pesadelo. Ela desabou a chorar de novo, assustada com tudo e com medo de que se fechasse os olhos e tudo voltasse outra vez.

— Desculpe... — Ela murmura quando se dá conta de que a camiseta dele está encharcada com suas lágrimas.

— Tudo bem.

— Eu assustei você. — Ela engasga com o choro e enfia a cara de volta na curva do pescoço dele, envergonhada. Seu corpo tremia compulsivamente e por mais que soubesse que deveria soltá-lo, ela não quis. Ele era quente e aconchegante e seu carinho era tão reconfortante que tudo que ela fez foi derreter contra ele. Afastando seu rosto, ele segurou o dela entre as mãos e ofereceu um sorriso pequeno, acariciando as bochechas molhadas. Ela se perdeu nos olhos dele até que seu coração estivesse batendo normalmente outra vez, seguindo o ritmo do dele indiretamente, e não havia mais nada além de uma bagunça, vergonha e seu rosto molhado

Leon manteve seu braço ao redor dela até que estivesse calma o suficiente para se afastar completamente por conta própria, ela brincou com os dedos sobre as costas dele, apertando o tecido nervosamente. Havia um pedido silencioso naquele toque interminável, na sua postura encolhida e nervosa. Ele sabia. 

Entretanto, ele se obrigou a internalizar a expressão de incredudilidade quando viu ela se erguer, sussurrar um agradecimento e beijar sua bochecha por mais tempo que o necessário só para então pegar seu travesseiro como uma criança e arrastar os pés descalços até estar diante da porta de Chris. Ela abre silenciosamente e se aproxima. A chuva havia parado, perto da porta, ele conseguiu ouvir a voz dela.

"Tive um pesadelo", ela pergunta. "Posso dormir aqui?". Leon espia pela fresta na porta, Chris grunhe mas não abre os olhos, apenas ergue o cobertor num consentimento mudo. Há um farfalhar nos lençóis e ela se enfia ali, aproximando-se o suficiente dele mas sem o tocar, cara-à-cara com o moreno que já havia adormecido outra vez. Ela se aconchega e logo Leon pode ouvir o ressonar baixinho.




Notas Finais


E esse balde de água fria? Eu me matei rindo imaginando a cena, desculpa. Acho que fazer um Leon irritado na manhã seguinte sem querer explicar o porquê vai ser ainda mais engraçado.

Obrigada por lerem até aqui, até o próximo!


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