História Project K (New Beginnings) - Capítulo 7


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Categorias Bangtan Boys (BTS), Blackpink
Personagens Jennie, Jeon Jungkook (Jungkook), Jisoo, Jung Hoseok (J-Hope), Kim Namjoon (RM), Kim Seokjin (Jin), Kim Taehyung (V), Lisa, Min Yoongi (Suga), Park Jimin (Jimin), Personagens Originais, Rosé
Tags Aliens, Bangtan Boys (BTS), Colônia, Distopia, Jikook, Kim Taehyung, Realidade Virtual, Robôs, Sobrevivencia
Visualizações 6
Palavras 1.908
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Crossover, Ficção Científica, Hentai, Literatura Feminina, Romance e Novela, Sci-Fi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 7 - Comprinhas


Abalada pela notícia da morte do companheiro de nave, Starla decidiu caminhar sozinha pelas ruas de cidade. 

Não teve coragem de entrar na sala do crematório para falar com  Lapage Blanche. 

Não sabia mais se queria proximidade com ele.

Além de tecnossexual, o sujeito era mórbido. Que espécie de maluco assiste reprise de cremação? De uma pessoa que nem conhece ainda por cima?

Não. 

Era demais.

Tudo era muito estranho e ela estava se sentindo bem perdida naquela cidade com aquelas pessoas. 

Passou em determinado momento por um ponto de bonde em frente a um prédio grande onde grupos de jovens uniformizados aguardavam por condução. 
Concluiu que só podiam ser estudantes. 

Lembrou-se de repente da atendente andrógina do crematório dizendo que humanos não podiam multar ninguém. 

Resolveu então pedir informação aos garotos. 

Acabou descobrindo que o prédio em frente ao ponto era o Complexo Educativo, seu futuro local de trabalho. Um prédio arredondado comprido e curvo como uma cobra prestes a devorar o próprio rabo. 

Como só precisaria estar lá no dia seguinte, achou melhor não se preocupar com ele naquele momento. 

Preferiu perguntar sobre a tal loja de roupas da MAU.

Uma garota que devia ter a idade da mala da Zenyx, lhe explicou muito solicitamente como chegar até o Complexo Comercial e ainda lhe mostrou o mapa em 3D da cidade que havia em todos os pontos de bonde. 

— Poxa, muito obrigada! — a selvagem agradeceu sem graça e se sentindo burra como há tempos não se sentia — Espero não ter te causado nenhum problema por te fazer me explicar essas coisas tão simples. 

— Ah, não se preocupe. — a menininha riu enquanto se afastava para entrar na condução.

— Nós somos kativos. Os robôs pegam mais leve com a gente.

Starla seguiu então pelas ruas dos centro até o tal Complexo Comercial onde a loja da MAU estava localizada. 

Não conseguiu parar de pensar no que a menina havia lhe dito. 

Kativos.

Só podiam ser as crianças nascidas dentro do Projeto.

Dentro daquela maldita prisão. 

A ideia lhe arrepiou dos pés a cabeça.  

Nem durante os sete meses a bordo da nave sentiu tanto o peso da condenação quanto naquele momento. 

Era real. 

Pessoas realmente ficavam ali para sempre.

E ela agora era uma delas. 

O complexo comercial, quatro bolotas de vidro conectadas com uma área de lazer ao ar livre no meio, surgiu finalmente depois de uma boa caminhada.

A garota entrou na primeira bolota e logo sua mente estava mais ocupada com o preço das coisas que com o absurdo de estar presa em um planeta esquisito para sempre. 

20 koinz só por um kit com a bolsa e as embalagens para guardar os alimentos? Ela nem estava muito por dentro do novo sistema monetário, mas sabia que aquilo era muito dinheiro. 

Ainda assim pegou o maldito kit.

Teria que comprá-lo cedo ou tarde, já que nem uma droga de bolsa o governo deixava o prisioneiro levar da Terra. 

O preço dos produtos nas máquinas era assustador.

10 koinz por um litro de suco de maçã, 20 por 100 gramas de batata chips, 30 por 200 gramas de bombom de chocolate... Ora, se enchesse as seis embalagens do kit ficaria praticamente sem dinheiro nenhum. 

Levou só o suco.

Preferiu gastar 50 koinz em luva para pentear cabelo, escova de dente e chinelo para usar no banheiro do prédio. 

Saiu chateada do supermercado automático e foi procurar a tal loja de roupas que dava desconto, torcendo para que o desconto fosse bom mesmo. 

Não foi difícil achar. 

Era a única com vitrine estática. 

Manequins de plástico branco paradinhos vestidos em roupas coloridas que pareciam feitas de tecido de fibras naturais. 

Starla sorriu como uma criança.

Era como estar em Novamérica de novo!

Correu até a loja sem nem olhar para as outras com skinbots desfilando pelas vitrines.

A decoração da loja por dentro, no entanto, pareceu um pouco bizarra. 

Arranjos de plantas artificiais muito verdes espalhadas entre os cilindros de vidro com o mostruário das roupas.

As paredes de tela de nanoled passavam imagens de celebridades terráqueas, cenas de campeonatos de luta virtual, animais selvagens, florestas, pôr do sol e o pior de tudo, o medonho do presidente Biônico Master III sorrindo e discursando, felizmente sem som porque uma música de cinco séculos atrás tocava em alto e bom som. 

Aqui é o Planeta Terra… Você está olhando para o Planeta Terra… Bob bob bob bob bob bob bop…  dizia a arcaica canção. 

Uma moça alta e bonita com longos cabelos castanhos cheio de mechas louras logo apareceu para atender a cliente. 

Caminhou em sua direção com um sorriso absolutamente doce nos lábios e sem falar nada lhe deu um abraço caloroso e longo.

A garota retribuiu o gesto, mas ficou meio ressabiada com demora estranha da outra em lhe soltar. 

— Bem vinda, compatriota! Eu sou a MAU525 — a moça finalmente lhe falou num tom muito tenro depois de se desfazer do abraço — Fez boa viagem?

Starla assentiu com um sorriso meio amarelo, a moça então passou o braço pelo ombro dela prosseguiu em um tom melancólico:

— Eu sei… Sete meses... Deve ser muito difícil… Nesse trajeto de lá para cá, ao menos… Bem, em que posso ajudar? Precisa de uma roupa para o Baile dos Novos, né? 

Ela largou então a cliente e caminhou até um dos carrosséis de vidro que servia como mostruário. Prosseguiu muito solícita depois de apertar o botão e fazer o cilindro girar: 

— Bem, você pode escolher qualquer uma das peças expostas. São modelos únicos exclusivos desenhados por mim e confeccionados por skinbots treinados pela minha mãe, uma designer selvagem capturada em 2280 e enviada ao projeto na primeira e lendária missão de 2290.

— Ah… — Starla levantou as sobrancelhas interessada — Então você é uma kativa?

O carrossel foi repentinamente parado pela dona da loja, que prosseguiu seca:

— Eu sou uma humana. Filha de mãe terráquea e pai terráqueo,  logo 100% terráquea. Como você.

— Ok... Claro! Desculpa, eu nem conhecia esse termo… Uma garotinha no ponto do bonde em frente ao colégio que comentou agorinha mesmo…

— Essa molecada! — a kativa cortou abanando a cabeça, depois prosseguiu baixo — Sabe, tem muito trabalho a ser feito aqui nessa cidade… Trabalho de base, entende? 

— Sim. — Starla mentiu

— Um trabalho que as pessoas lá no Complexo Educativo deveriam estar fazendo em vez de perder tempo ensinando bobagens como História de Keplerta para as crianças. Quem quer saber sobre quantas noivas aquele Rei Lagarto de 200 anos já teve?! Todo mundo sabe que ele nunca vai ser casar porque as rainhas keplertanas sempre matam os reis depois que eles lhe dão um filho. 

A selvagem arregalou os olhos. Ela definitivamente não era todo mundo porque não fazia ideia dessas práticas alienígenas. 

— Pois é! E eles chamam a você de selvagem, né, amiga? — a moça disse muito aborrecida. Depois de um suspiro profundo voltou a sorrir e a ligar o carrossel — Bem, e aí gostou de algum vestido? 

Starla acabou gostando sim. De vários. Os vestidos da MAU eram todos feitos com tecidos reciclados de roupas que os patrocinadores terráqueos enviavam para o projeto. O caimento era ótimo e os modelos bastante criativos.

O vestido verde escolhido ao final lhe custou 100 koinz e ela só teria que devolvê-lo em um mês. 

Não lhe pareceu tão caro, levando em conta o preço da comida. 

MAU estava botando o vestido na capa protetora para entregá-lo à cliente, quando o agente Hobibot adentrou a loja.

Trazia um buquê de flores turquesa na mão. As exóticas flores em formato de mola perfumaram o ambiente com um cheiro bem fresco e agradável que lembrava menta. 

— Boa tarde, MAU525! Eu tenho uma entrega para você! Flores!

— Pfff… — MAU desviou os olhos das flores com desdém — São rosas? Girassóis? Margaridas?

— Não! São Kringerânias Mentolyx! Lindas!

— Pfff... Essa cafonice alienígena eu dispenso.  Obrigada.

O robô prosseguiu cheirando  o buquê:

— Hmmmm… Tão cheirosas!

A moça saiu de trás do balcão, pegou as flores da mão do robô e bateu com elas na cabeça dele.

— Você nem sente cheiro, seu trouxa! 

— Multada por agressão leve a um agente eletrônico. Consulte o T.I.E para informações sobre o seu saldo.

A moça deu de ombros.

Starla percebeu que a garotinha colegial tinha razão. Os robôs pegavam mesmo mais leve com os kativos.

Ele prosseguiu:

— E agora informações corretas a respeito do meu olfato: skinbots modelo SH2315K  são especialmente designados para reconhecer quando a ar do planeta Keplerta está contaminado por uma quantia muito elevada de gases tóxicos ao corpo humano. Você sabia que muitos gases altamente venenosos não tem cheiro perceptível pelo olfato humano?

Ela esperou alguns segundos em silêncio e então ofereceu as flores de volta ao robô com uma voz bem  mais macia:

— Por favor, Agente Hobibot. Será que poderia jogar essas flores para mim em uma lixeira? Estou atendendo uma cliente, não posso sair da loja no momento. 

— Desculpe, MAU525. Acabei de fazer um favor para outro beneficiado. Estarei disponível para avaliar pedidos de desvio de função em vinte minutos. 

— Vai embora daqui!

— Eu ainda tenho uma mensagem pendente para a senhorita. Não gostaria de ouvir? 

— Não! Deleta! 

— Entendido. — ele disse com seu sorriso perfeito. Prosseguiu caminhando em direção a porta. — Mas precisa voltar a frequentar o programa de gestão de ódio, MAU525. Vou avisar a Dra.Jennie sobre isso. 

A moça fez uma careta enquanto retornava para o balcão para terminar o que estava fazendo.

— Homens! — resmungou  — Os bons andam em falta por aqui! 

— Em todos os lugares… — Starla sorriu meio sem graça — Acho…

— Sério? Não viu nenhum gatinho nessa nova leva de beneficiados?

— Pffff… Prefiro um robô!

— Ah… Desculpa! — MAU disse sem graça — Achei que você era… Quero dizer… Você não parece muito… atualizada…

— Eu não sou! Era uma piada, claro. Não sou tecnossexual. Nada contra, mas...

— É! Eu também não! — ela soou meio artificial pela primeira vez olhando de soslaio para as câmeras. Prosseguiu entredentes enquanto entregava para a cliente o vestido embalado —  Primeiro porque é proibido. Segundo porque os daqui de KC são todos uns bocós!  

Starla deu um pequeno sorriso. 

Antes de sair a designer ainda lhe pediu um último favor: jogar fora por ela o buquê de flores alienígenas.  

E assim a garota deixou a loja carregada, com as compras em uma mão e o grande buquê azul na outra.

Desistiu de explorar o resto do centro comercial quando viu que já poderia voltar ao apartamento. 

Queria descansar um pouco a cabeça antes de ter que se aprontar para a droga da festa. 

As ruas pareciam  mais movimentadas aquela hora do dia. 

Muitos transeuntes passavam pela a novata e lhe davam boa tarde com sorrisos amigáveis. 

Era interessante.

Ela acabou pegando o bonde sem jogar fora as flores. 

Eram azuis, cheirosas e bonitas apesar do formato meio diferente.
Talvez ainda estivesse um pouco cedo para sentir falta de rosas, girassóis e margaridas.

Ao chegar no apartamento ficou dois minutos feliz pensando que estava vazio, mas logo percebeu que a única cápsula que havia sobrado para ela estava fechada. 

Ela bufou jogando as coisas sobre a mesa de jantar e em seguida foi até a cápsula e levantou bruscamente a portinhola para saber quem era o folgado que estava dormindo na sua cama.

Deu um grito ao se deparar com Bunnyboy deitado nela. 

— O que?! — ele perguntou muito atordoado, batendo a cabeça no teto da cama ao tentar se levantar — Porra! O que está acontecendo?! Onde estou?!

— Você… está… azul!
 


Notas Finais


A música que está tocando na loja da MAU - https://youtu.be/8NF6Qa84mno


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