História Projeto 1.000 - Capítulo 1


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Categorias Histórias Originais
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Palavras 1.589
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Ficção Científica
Avisos: Sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 1 - Últimos preparativos


Fanfic / Fanfiction Projeto 1.000 - Capítulo 1 - Últimos preparativos

– Por favor, quero que leve ao meu escritório os papéis para assinar o termo de licença que vai ser enviado semana que vem ao governo – falou Gonçalo ao celular enquanto partia para o topo de sua casa para pegar o veículo voador.

Rumo à empresa da qual é dono, a Correia Simulations, geralmente não tinha tempo para apreciar a vista que estava ao seu dispor enquanto pilotava seu veículo. Embora tivesse consciência de que a vista que vê todos os dias antes de ir ao trabalho fosse um privilégio, mal tinha tempo para prestar atenção ao movimento da cidade de cima, especialmente no dia de hoje.

Tivera uma noite horrível, dormira apenas três horas. Passou a madrugada preocupado com os preparativos finais para o lançamento de um novo protótipo de uma máquina simuladora super moderna, a N1000, que estava sendo lançada pela Correia Simulations. A primeira etapa estava quase concluída: semana que vem serão enviados os documentos, laudos e outras burocracias necessárias à aprovação do projeto final pelo governo.

Justamente por causa disso passara a última noite revisando os papéis que lhe foram enviados pelos departamentos de marketing e ciência do grupo Correia.

Caso tudo dê certo, semana que vem dar-se-á início a uma ampla campanha comercial divulgando os aspectos técnicos da nova máquina simuladora, bem como algumas imagens promocionais.

Após 15 minutos sobrevoando a cidade, Gonçalo pousa no heliporto localizado no topo de um alto prédio de 50 andares, sede do grupo, e segue rumo ao seu escritório.

Assim que a porta do elevador abre, os funcionários de seu gabinete subitamente ficam em silêncio, como se antes estivessem conversando, e começam a mexer em seus computadores.

- Me leve o termo de licenças e as cópias pra que eu assine, Vera - Gonçalo falou rispidamente e de uma forma quase grosseira a sua secretária. Ainda rumo ao seu escritório, deparou-se com Vânia, a robô que assumia a função de copeira em seu gabinete e lhe ordenou: - E você: me leve café.

- Sim, senhor - assentiu a andróide, não reagindo nem de forma insatisfeita com a forma com que foi e é habitualmente tratada, nem expressando satisfação.

Já dentro de seu escritório, Gonçalo está terminando de ligar seu computador, quando Vera, sua secretária, entra com as papeladas que o chefe pediu.

- Tá tudo aqui senhor - gentil e cautelosamente informou a moça. Depois de uma fração de segundo de hesitação acabou emendando outra pergunta: - Hm... a-algo mais? - fizera de tudo para não gaguejar, mas sem êxito.

- Apenas mais eficiência. Mas isso só o nosso setor de ciências pode resolver aprimorando nosso projeto de inteligência artificial.

Enquanto falava isso para sua secretária, a qual estava visivelmente desconcertada e internamente arrependida por ter feito a segunda pergunta, Gonçalo a olhava de cima a baixo, concluindo sua resposta:

- Mas por enquanto tenho que me dá por satisfeito não é...

- Pois não, senhor.

Assim que abriu a porta do escritório, Vera cruzou com Vânia, a robô, a qual já estava com a xícara de café do chefe.

- Aqui o seu café senhor.

- Obrigado.

Logo em seguida, adentrou a sala Ferreira, o diretor do departamento de ciências.

- Posso ter com você Gongalo?

- Na atual situação, ainda bem que não tive nem que pedir pra você vir até aqui.

Entendendo como uma confirmação para que entrasse, Ferreira já foi logo se sentando à cadeira em frente à mesa de Gonçalo.

- Vi que já está assinando os termos.

- Sim, daqui a pouco peço que a Vera digitalize e envie pro Ministério do Comércio.

- Então você não tem mais nenhuma dúvida?

- Dúvida? Que dúvida?

- Sobre o atual estágio do projeto - esclareceu Ferreira, com a testa franzida, como se estivesse sem acreditar na pergunta feita por Gonçalo.

- Projeto não. Já é mais que isso. Já vai ser lançado, já adiei demais. Não há mais tempo pra esperar.

- Mas você... - começou Ferreira, no entanto, logo foi interrompido.

- Mas, mas, mas NADA, meu amigo - falou de forma meio afetuosa a Ferreira, amigo de longa data. - A Correia Simulations já perdeu tempo demais desenvolvendo o Projeto Mil. Chega de desperdício de recursos humanos.

- Então já tá na hora de conhecerem a N1000... - ponderou Ferreira.

- Sem dúvida! - concluiu Gonçalo, esboçando um sorriso no rosto, enquanto se dirigia à porta de seu gabinete para entregar à Vera os documentos a serem digitalizados.

 

 

Enquanto tomava banho em um mar extremamente azul, o qual só tinha visto em imagens editadas por computador, Dora apreciava a brisa em seu rosto.

Poucos segundos depois, não sabe precisar ao certo, aliás, não sabe nem por quanto tempo estava ali, Dora sente um toque brusco em seu pé esquerdo.

Assim que olha para baixo, visualiza dois golfinhos nadando pelo azul cristalino do mar.

Depois de se recompor do breve susto, voltou a sentir a brisa em seu rosto e a mergulhar totalmente na água.

Sempre lera nos livros que não dava para ver nada a não ser uma luz opaca refletindo nos olhos enquanto se estava de olhos abertos em baixo da água do mar. Sempre tivera curiosidade em enxergar debaixo da água do mar. Mas a maior apreensão era o ardor nos olhos.

Assim que se sentiu segura, procurou relaxar e seu deu conta de que nada do que lera iria acontecer. Por isso, resolveu abrir os olhos.

Ficou deslumbrada com o lindo azul que se estendia a sua frente. As águas límpidas lhe permitiam ver a metros de distância, algo bastante semelhante à piscina de sua escola. O sal marinho estava presente, embora não em abundância. Era diferente das imagens antigas a que tinha acesso.

Tinha certeza de que embora nem tudo nesse mar fosse igual à outrora, pelo menos as maiores qualidades estavam presentes, e os maiores inconvenientes, como o excesso de sal e sargaço, não existiam nesse mar. Tinha o sal e o sargaço como aspectos ruins do mar, pois lera um comentário de mais de trinta anos atrás de uma pessoa na internet. Essa pessoa não gostava do mar por causa do excesso de sal, o que a fazia sentir coceiras na pele.

Mas ali, naquele lindo dia, com o céu completamente sem nuvens, e com um sol forte, mas agradável, sentia-se plena e feliz. Sempre tivera vontade de entrar na água do mar e sentir a brisa em seu rosto.

Desde que tinha sete anos de idade, Dora vivia lendo livros e relatos na internet de pessoas que viveram antes do grande cataclismo que atingira três continentes, dentre os quais o que ela vive. Ocorrido há quase quarenta anos, o grande cataclismo devastou inúmeras cidades e alguns pequenos países.

Depois de tanto tempo na expectativa e de tanto pesquisar imagens e vídeos de mares, ali estava ela. Curtindo a brisa em seu rosto, e melhor: do pescoço para baixo mergulhada naquele lindo mar azul.

Estava tudo tranquilo, até que começaram a surgir gritarias:

- Cale a boca, eu já falei com você! Me respeite Daniel, eu sou sua mãe - gritava muito aborrecida a voz de uma mulher. Logo após, era possível ouvir uma voz abafada de um menino respondendo, mas não dava para entender. - Se você não for à escola você vai se arrepender!

Incomodada com o barulho, Dora decidiu colocar seu tapa ouvido e mergulhar mais uma vez no mar - dessa vez para abafar definitivamente aquela voz.

Resolveu.

Aproveitou esse tempo para nadar. Espera, nadar?

Pois é, depois de alguns segundos nadando, sem nem se dar conta, Dora ficou feliz ao ver que estava conseguindo nadar. Nunca conseguira. Resolveu continuar, pois estava gostando muito daquilo. Sentia uma sensação boa, como se estivesse fugindo de sua realidade. Era relaxante.

Enquanto nadava visualizava lá no fundo do mar as algas marinhas e alguns animais marinhos que só vira em documentários do National Geographyc. Mas estavam ali muitos daqueles animais. Estava muito feliz.

Após nadar, continuou usando o abafador de ouvido. Não queria que aquela experiência fosse estragada por aqueles gritos de briga que ouviu minutos antes. Enquanto estava ali, recebendo a brisa em seu rosto e uma ou outra onda lhe cobrindo a face, Dora se recompunha e ria feliz da vida.

Alguns minutos depois saiu da água e voltou para a areia. Permaneceu deitada e recebendo pequenos banhos das ondas fraquinhas que lhe chegavam aos pés.

Que sensação boa! Dora poderia até dizer que aquilo era um sonho. Na verdade, era um sonho que agora estava se realizando.

Enquanto estava deitada na areia começou a se incomodar com o silêncio causado pelos abafadores de ouvido, mas não os tiraria de jeito nenhum. Preferia não arriscar. Não queria perder o prazer daquela experiência de jeito nenhum.

Não tendo passado nem um minuto depois desse pequeno incômodo, Dora ouviu um sutil ruído de passos se arrastando na areia. Logo após, ouvia a risada de uma pessoa que, ao que tudo indica, pela tonalidade do som, era uma idosa. Alguns segundos depois, começou a ouvir crianças. Até que diversos outros sons começaram a crescer. O barulho não parava de aumentar. Isso a incomodava. Parou de olhar para o céu. Olhou para os lados.

O que antes era uma praia deserta e silenciosa, sendo o silêncio interrompido apenas por breves barulhos de onda, agora, do nada, era uma praia com várias pessoas barulhentas. Resolveu tentar afundar o tapa ouvido ainda mais para dentro de sua orelha, mas não fazia efeito nenhum. Dora começou a se desesperar.



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