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História Projeto Ampulheta - Capítulo 3


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Notas do Autor


Boa Leitura!

Capítulo 3 - Capítulo 2


* No Capítuilo Anterior *

Dentro da máquina, deitado de lado e com uma perna dobrada. Um homem me olhava com os olhos negros esbugalhados e os cabelos extremamente bagunçados. Os olhos dele percorreram rapidamente a sala e pousaram em mim curiosos e receosos.

Analiso lentamente cada detalhe dele. Os cabelos, os olhos, a face, e então suas vestes. Que tipo de roupa era essa?

Vestia uma calça de… Linho !?! Uma camisa que acredito ser social preta, colete, uma gravata borboleta roxa e por cima um sobretudo, preto com cauda, um par de bota social… e… AQUILO NA MÃO ESQUERDA ERA UMA CARTOLA?

Não… Não pode ser…

Escuto a porta de vidro deslizar e os olhos do homem vão para um ponto atrás de mim. Seus olhos ficam ainda mais esbugalhados (se é que é possível).

- O que é isso? - Escuto o sussurro da Hinata.

- Isso? - Sussurro de volta e então engulo seco me preparando para proferir as próximas palavras.

- Isso é o… - a voz dela soa incrédula.

- Projeto Ampulheta executado com sucesso. - Murmuro.

 

*Agora *

 

- Saky... – A Hinata sussurra atrás de mim.

Eu não conseguia acreditar. Ali, deitado de mau jeito na máquina, estava um homem. UM HOMEM QUE VEIO DO PASSADO!

Engoli em seco e dei um passo à frente e o homem se encolheu ainda mais na máquina. Seus olhos estavam trêmulos. Dei mais um passo e parei ainda o analisando. Os olhos dele ficaram estreitos e ele começou a olhar ao redor. E devo dizer que ele estava muito, muito assustado e curioso.

- Oi... – Falo baixo.

Os olhos dele pousam sobre mim.

- Ah... Me chamo Sakura Haruno. Está é a Hinata Uzumaki. – Aponto a Hinata – Você é...?

Ele ainda nos olhava assustado.

- Está tudo bem. – Hinata falou baixo e se aproximou – Pode falar.

- O-Onde es-estou? – sua voz extremante rouca e grave invadiu o local.

- Na Tókyo Technology.

- Perdão? – Franziu o cenho.

- Ah... – Dou um passo em sua direção, ficando junto à máquina – Digamos que... fizemos um experimento e o Senhor veio parar... aqui. – Murmuro o final.

- E onde... onde exatamente é... aqui? – Ele olha ao redor.

- Tókyo. – Hinata responde.

- Eu não entendo. – Sussurra, sentando e baixando o olhar para a cartola em suas mãos.

- O que exatamente você não entende? – Hinata perguntou e ele lhe olhou com o cenho franzido, parecia ofendido.

- Essa não é a Tókyo que moro. – ele parecia bastante aborrecido – Isso é alguma brincadeira?

- Não. Temo que não. – mordo o lábio, nervosa – Poderia nos informar seu nome, por favor?

- Uchiha. Sasuke Uchiha. – Ele olha para cima, parecia bastante perdido.

- Hun... Sasuke...

- Uchiha! – rebate, me olhando com reprovação – Não é correto uma Senhorita chamar um homem por seu primeiro nome. Não se esta não lhe for sua esposa, mãe ou irmã.

Eu arqueio as sobrancelhas e olho para a Hinata. Ela estava com a boca aberta.

- Ah... Certo... Senhor Uchiha... - respiro fundo – Pode nos informar em qual ano estamos?

- 1798. Por que está a me perguntar algo tão simplório? – Franziu o cenho, me olhando questionador.

- Ai. Meu. Odin. – sussurro e coloco a mão direita na máquina, me apoiando enquanto a mão esquerda pousa em meu rosto. – Hina...

- Saky... – A voz dela sai num murmúrio.

- Quem são vocês? Perdoe-me tal grosseria, porém, estou realmente ficando nervoso quanto ao que está acontecendo aqui. Quem são as Senhoritas de fato? E... que roupas são essas? Que lugar é esse? – Ele levanta, ajeitando a cartola – Se isso é algum tipo de brincadeira, peço para que acabem-na agora mesmo.

- Olha... – Respiro fundo – Senhor Uchiha, pode parecer maluco, mas... o Senhor está no... no...

- No...? – Ele incentiva.

- Futuro. – Murmuro e então olho para ele.

O rosto do homem não muda em nada. Simplesmente nada. Ele parecia analisar se era brincadeira ou não. Seu rosto vira para a Hinata e ela afirma levemente com a cabeça. Os olhos dele passeiam analíticos pela sala e então caem sobre mim.

- Avise por favor ao meu irmão que estarei em meus aposentos. Cansei das brincadeiras dele. – Faz uma pequena reverência – Passar bem.

O Uchiha coloca a cartola na cabeça, ajeita o sobretudo e começa a caminhar. Ele passa pela Hinata e para em frente a porta de vidro. Seus olhos passeiam pela porta e ele parecia perdido. Ouvimos um murmuro incompreensível e então ele se vira para nós.

- Como se abre isso?

Meu queixo cai.

- Temo que não possa sair, Senhor. – Hinata tenta falar o mais tranquila possível.

- Como não? – Ele olha para ela – Vamos, abra isso. Já chega dessa brincadeira desgastante. Já compreendi os desejos do meu irmão. Apenas abra e deixe que eu me resolvo com ele, sim?

- Irmão? – Ele olha para mim – Senhor Uchiha, isso aqui não é brincadeira. Estamos no ano de 2016.

Ele pisca atordoado.

- Antes que fale, não é brincadeira. Isso aqui... – aponto a máquina – ... é uma máquina do tempo. O Senhor está no futuro.

Eu sei que é meio... insensível, falar tudo de uma vez só, mas ele precisava saber e eu não sabia ser delicada. Não mesmo.

Ele sorri. Não era uma gargalhava, mas era um sorriso bastante divertido até, sorriso esse que durou pouco mais que 5 segundos.

- Já entendi. Já entendi. Ele não vai desistir não é? – Ajeita a gravata.

- Pelos céus! – Passo uma mão na franja – Olhe ao seu redor. Acha mesmo que é uma brincadeira?

Os olhos dele ficaram presos nos meus. Só agora percebi quão negro eram. Não dava para ver nem a íris. Os cabelos rebeldes caíam-lhe sobre a face, deixando-o charmoso e selvagem ao mesmo tempo. O Uchiha respirou fundo e então concordou com a cabeça.

- Certo, vou entrar no jogo de vocês, porque já entendi que ou eu faço isso, ou o Itachi não vai me liberar.

- Céus, Sakura. – A Hinata resmungou – O que vamos fazer com ele?

- Ele não pode ficar aqui. – Olho para a Hinata – Vamos tentar manda-lo de volta.

Rapidamente caminho até o computador para programar a máquina novamente, mas assim que coloco os olhos na tela vejo que os dados de programação estavam todos bagunçados. Um gemido involuntário escapa de minha boca e então olho para a Hinata assustada.

- Não. – Ela murmura e caminha até onde eu estava, seus olhos analisam a tela – Isso é merda, não é?

Antes de responder, escuto um murmuro espantado e olho para o Homem. Ele olhava com reprovação para a Hinata.

- O que houve? – Ela pergunta.

- Como assim “o que houve?” Senhorita, tenha mais pudor perante um cavalheiro! – Seu cenho franzi – Não pode falar palavras desaprovadoras em minha frente.

- Quê? – A Hinata franzi o cenho e me olha sem entender nada.

Dou de ombros. Do que ele estava falando? Olhamos para o homem que permanecia com suas feições sérias e autoritárias.

- Mas o que foi que eu falei demais? – A voz da Hinata saiu aguda.

- Oras... Não se faça de desentendida. – Ele girou nos calcanhares e caminhou até a máquina, sentando na mesma – Era só o que me faltava... Mas o Itachi me paga, ah sim ele me paga!

- Deixa pra lá. – resmungo – Primeiro precisamos tirar ele daqui. Até consertarmos isso, não podemos deixa-lo aqui sozinho. – Olho para a Hinata.

- Ah não, nem vem. – Ela dá um passo para trás.

- Hina... – resmungo.

- Não, não. É seu projeto. Seu Senhor Certinho. E eu sou recém-casada. – ela faz que não com a cabeça.

- Eu não vou saber como agir com... isso. Cacete! – Esbravejo.

- POR DEUS! – O homem grita e tanto eu quanto a Hinata nos assustamos, olhando-o – Senhorita Haruno por favor, mantenha a compostura. Que falta de educação de vocês duas! – ele levanta e caminha até nós – Poderiam ao menos, ser educadas e por favor, respeitosas?

Eu e a Hinata nos entreolhamos com a boca aberta.

- Será que vocês não receberam a mínima educação!?

Estou me sentindo uma criança mal-educada levando uma bronca daquelas do professor.

- Mas do que está falando? – minha voz sai aguda. – Oras essa Senhor Uchiha, mais respeito! – Esbravejo.

- Então mantenha seu requinte!

- Hina... – olho para ela.

- Não, não. O problema é seu!

- Grande amiga você é! – Reclamo. – Ok... Ok... – respiro fundo – Mas eu vou precisar de sua ajuda e... – olho para o homem e solto um gemido baixo – Céus Hina... Eu vou morrer...

- Espero que em seu testamento você tenha me colocado como herdeira. – Ela rebate.

- Traíra. – Faço careta – Ok... Senhor Uchiha – respiro fundo – O Senhor vai precisar nos acompanhar sim? É que... O Senhor não pode ficar aqui. Este é o nosso local de trabalho e...

- Trabalho? – Franzi o cenho – Vocês trabalham?

- Sim. – A Hinata responde.

- O mundo está mesmo perdido! – reprova.

- Enfim. – tento não me sentir ofendida – O Senhor precisa vir conosco, ok? E em silêncio! – ordeno!

- Quanta falta de educação mandar um cavalheiro calar-se.

Bufo e dou as costas. Rapidamente eu e a Hinata arrumamos tudo ali enquanto ele permanecia olhando curioso. Assim que terminamos seguimos para a porta de vidro e ouvimos ele exclamar quando apertamos o botão para a porta de vidro abrir. Seus olhos pareciam scanners. Enquanto caminhávamos pelo corredor, ele olhava para cima: As lâmpadas. Quando chamamos o elevador e as portas abriram, ele pareceu bastante assustado e isso se comprovou quando entramos e a Hina acionou o P2. Quando as portas fecharam, ele segurou na barra de apoio do elevador e fechou os olhos.

Fiz uma força tremenda para não sorrir.

Ao menos ele permaneceu em silêncio.

Quando as portas abriram, ele foi o primeiro a sair do elevador e pisou firme algumas vezes tentando ter certeza de que aquilo era real, mas paralisou quando olhou para frente. No estacionamento haviam dois carros. Sendo o Porsche Panamera da Hina e o meu Huracán. A Hina era uma adoradora da velocidade, assim como eu.

- O que houve? – A Hina perguntou.

- O...O...O que são... isso? – a voz dele saiu num sussurro.

- Carros. Nosso meio de transporte. – ela responde.

- Cadê os cavalos e as carruagens?

- Esqueça-os. – Informo e caminho até meu bebê, desativo o alarme e abro a porta, dou a volta no carro e abro a porta do carona para ele – Entre.

- Não. – dá um passo para trás.

- Vamos, entre logo. Não podemos ficar aqui com você... assim. – olho para as roupas dele.

- Eu não vou entrar nessa coisa!

- É seguro. – A Hinata informa – Isso é... enquanto ela não decide correr. – Sorri.

- Eu quero minha carruagem. – Exigiu.

- Faz assim... – A Hinata vai para trás dele e com as mãos em suas costas, o empurra na direção do carro – O Senhor vai com ela, enquanto isso eu vou solicitar essa tal carruagem.

Ele estagna quando olha para dentro do carro. O Huracán tinha o painel iluminado de forma esplêndida. Dava um ar de sonho, até... Ela o ajuda a sentar e sem autorização, coloca o cinto de segurança e ele quase se infiltra no banco com o contato repentino dela. Fecho a porta do carona.

- Você vai comigo. – informo.

- Tudo bem. – suspira. – Vou ligar para o Naruto levar algumas roupas... ele vai pirar.

- Eu sei... e ainda tem a Ino. Avisa para ela.

- Isso aí eu quero ver – Hinata vai até seu carro que estava três garagens depois da minha – A Ino vai enlouquecer esse cara. – Sorri desativando o alarme e entrando no carro.

- E ele vai me enlouquecer. – resmungo dando a volta e entrando no carro. Coloco o cinto e então a chave na ignição. Quando giro e o motor ronca, o homem dá um sobressalto no banco e se agarra as laterais do mesmo. – Fica tranquilo.

Os faróis invadem o local e logo já estamos fora do estacionamento. Ele parecia querer questionar sobre o carro, mas se distraiu ainda mais com a cidade. Parecia uma criança olhando tudo ao redor: confuso e questionador. Enquanto isso, eu me reversava entre olhar para a estrada e olhar para ele. Assim que chegamos na entrada do bairro, me identifiquei, o porteiro me deixou entrar e eu segui dirigindo. Meus dedos coçavam para apertarem o “corsa” mas se eu o fizesse o Uchiha iria enlouquecer.

O que foi uma droga.

Nunca imaginei que demorasse tanto para chegar em minha casa.

Quando finalmente estacionei na garagem aberta. Vi a Hinata estacionar logo atrás. Tirei a chave da ignição e virei para sair do carro, mas parei a ação quando vi os olhos dele perdidos no cinto de segurança.

- Olha, você precisa apertar aqui. – aponto para o botão que soltava o cinto – E depois puxar aqui. – mostro o puxador na porta.

Ele não responde, apenas aperta o botão e quando o sinto solta, ele levanta as sobrancelhas. Depois puxa o puxador e quando a porta abre vejo seus olhos piscarem incrédulos. Saio do carro e fecho o mesmo. O homem repete meu ato e eu ativo o alarme. A Hinata caminhava em minha direção enquanto o Uchiha olhava minha casa com certo espanto.

- Ele já está vindo. Perguntou o motivo de precisar de roupas, mas disse que explicaria quando ele chegasse.

- Obrigada. – Olho para o homem – Esta é minha casa.

- Que tipo de casa é essa? – Sua voz sai num sussurro.

Reviro os olhos e caminho para a porta de madeira. Quando a porta abre, entro e ligo a luz sendo seguida pela Hinata. Jogo minha bolsa em cima da mesa e retiro o jaleco, colocando-o sobre a cadeira. A Hinata faz o mesmo. Olho para o homem e ele permanecia na soleira da porta.

- Pode entrar. – Informo.

- Isso é... – ele estava admirado.

- É. – Hinata sorri.

- Olha Senhor Uchiha, pode ficar à vontade tá? Sei que está curioso, então pode bisbilhotar, mas não bagunce nada! – Aponto para ele.

Caminho para a cozinha e a Hinata senta no sofá ficando de babá do homem. Ele caminhava lentamente pela sala de jantar e de estar. Segue para a segunda sala e olho para a Hinata, ela faz sinal de positivo com a mão. Enquanto isso, eu colocava uma pizza no micro-ondas. Não estava com cabeça para preparar nada.

Enquanto ela não ficava pronta, pego pratos e talheres e coloco em cima da mesa. Coloco copos, molhos e outras coisas. A Hinata levanta e vem para o lado da mesa e o homem se aproxima também, dessa vez, olhando para a luz do balcão. O micro-ondas faz um bip e ele se abaixa, escondendo-se atrás da cadeira. A Hinata sorri e eu mais ainda.

- Não precisa ter medo. – Abro o mesmo e retiro a pizza – Viu? Comida.

- Que bicho é esse? – resmunga, olhando desconfiado.

- Aquilo ali é a salvação. Isso aqui é pizza... Acredito que na sua época ainda não exista, mas é um manjá.

Sorrio colocando a mesma em cima da mesa, a Hinata senta, eu sento e ele fica de pé nos olhando. Faço sinal com a mão e ele balança a cabeça em desaprovação, mas senta também. Seus olhos percorrem a mesa, parecia procurar algo. Vejo seus olhos capturarem minhas mãos e as da Hinata enquanto nos servíamos e então ele pega o garfo e a faca.

O modo como ele pegou os talheres mostrava o requinte que possuía. Servi uma fatia para ele e começamos a comer.

Claro que ele demorou quase cinco minutos para cortar o primeiro pedaço. Já estávamos terminando a nossa pizza em total silêncio sob os olhos curiosos do homem quando a campainha soou alta na casa fazendo o Uchiha dá um pulo na cadeira. Reviro os olhos e levanto seguindo para a porta. Ao abrir, dou de cara com a Ino e o Naruto. Devo informar que nenhum dos dois pareciam muito felizes em estar aqui.

- Espero que seja um caso de vida ou morte. – Ino esbravejou, entrando.

- Diga você mesma. – Acompanho ela e o Naruto e não tardou para ambos os pares de novos olhos caírem sobre meu mais novo “convidado”.

- Quem é ele? – Naruto perguntou.

- Que roupas são essas? – Ino me olhou espantada.

- Gente, esse é o Senhor Sasuke Uchiha. – respiro fundo – E... – mordo o lábio inferior, olhando para os dois – ... a máquina funcionou.

Tanto o Naruto como a Ino ficaram me olhando por alguns segundos até que compreenderam o que eu havia dito. Eles olharam para o Uchiha por mais alguns segundos e então ambos começaram a sorrir.

- Sério? – Naruto parecia extremamente feliz.

- Caraca! – Ino levou ambas as mãos à boca. – De que ano você é? – Caminha na direção do Uchiha que estava incomodado com a situação e de alguma forma, vermelho.

- 1798. – Murmurou, desconfiado.

- PUTA QUE PARIU! – Naruto gritou e o homem quase caiu da cadeira.

- POR FAVOR SENHOR, TENHA RESPEITO COM AS SENHORITAS AQUI. QUE PALAVRIADO É ESSE? SERÁ QUE O SENHOR NÃO TEM A MINIMA EDUCAÇÃO? – Ele levanta e faz uma pequena reverência para nós três (mulheres) – Perdoem a falta de pudor deste Senhor.

- Meu Deus. – Ino sussurrou piscando várias vezes atordoada.

- Ele reclamou comigo? – Naruto me olhou questionador.

- Bem-vindo ao clube. – Bato no ombro do loiro. – Trouxe as roupas?

- Sim. – Resmungou.

Rapidamente contei sobre o que havia acontecido, desde meu tropeço nos fios, até o funcionamento da máquina. Sobre ele não acreditar que estava no futuro e os dados embaralhados que vi depois que a máquina funcionou. Claro que o Uchiha apenas ouvia tudo parecendo bastante interessado até, mas também desconfiado.

Seus olhos desviavam vez ou outra e passeavam pela casa, curiosos. Quando por fim terminamos de conversar, decidimos que iríamos resolver isso amanhã. Por enquanto ele ficaria aqui comigo (sobrou pra mim), afinal, segundo meus “amigos” (amigos da onça) essa era minha experiência.

Bando de traíra!

Pois bem, agora estou fechando a porta já que os três foram embora. Respiro fundo e viro descendo a pequena escada que dava acesso as salas. O Uchiha estava sentado no sofá, os cotovelos apoiados nos joelhos e as mãos cruzadas em frente ao rosto. Ele estava pensando. Ao ouvir meus passos, ele levantou o olhar para mim e franziu o cenho.

- Isso não é brincadeira, não é? – Sua voz saiu baixa.

- Sinto muito, mas não. – Mordo o lábio inferior.

- Como isso pode ter acontecido? Isso é... Meu Deus! – Passa as mãos nos cabelos.

- Como você bem ouviu, a máquina nunca tinha funcionado e não era para vir ninguém assim. De algum modo, ela lhe trouxe e não sabemos como, mas prometo que vamos tentar descobrir. – Ele não responde, apenas balança a cabeça de forma positiva – Bom... acho melhor irmos dormir, o Senhor deve estar cansado e eu estou exausta.

Caminho até a mesa e pego meu jaleco e a bolsa. Desligo as luzes da sala e começo a subir as escadas, mas paro quando vejo que ele permanecia sentado no sofá com a cartola nas mãos.

- Não vem? – Levanto as sobrancelhas.

- Perdão, não é correto isso. Não posso lhe seguir para o quarto e...

- Oras... – Começo a gargalhar – Não se preocupe. Não vamos dormir no mesmo quarto. Agora venha.

Ele relutou um pouco, mas por fim me seguiu. Ele parou um tempo no mezanino e olhou a casa de cima. Parecia maravilhado. Voltou a me seguir pelo corredor e parou ao meu lado. Eu estava em frente a porta do quarto de hospedes.

- Aquele é meu quarto. – Apontei para a porta da direita. – Esse vai ser o seu. – Abro a porta da esquerda e entro, ele me segue – O Naruto deixou umas roupas aqui, pode usá-las. Aqui está a cama, ali fica a varanda que dá acesso para a frente da casa. É só você puxar essa cordinha aqui que a cortina sobe. – Vou até a mesma e o faço – E para abrir a porta, é só girar essa chave e depois empurrar. – O faço também. – Ali fica o closet. – Vou até o mesmo e abro as portas, mostrando as roupas que o loirinho tinha deixado. – Aquela porta ali é a do banheiro. – Abro a porta e o Uchiha dá um passo para trás – É diferente não é?

- Muito. Não temos banheiro. – murmura.

- Não!? Preciso saber mais sobre isso depois. Certo, vamos com o básico. – Abro a porta do box – Isso aqui é o chuveiro. Você gira isso aqui e sai água. Isso aqui é uma banheira...

- Bem diferente.

- É? – Levanto as sobrancelhas.

- Sim... A minha é de madeira.

- Oh! – sorrio – Deve ser maravilhosa. Mas enfim... você gira isso aqui e ela enche. Para desligar é só girar para o lado contrário. – Enquanto ia falando, eu ia fazendo tudo com calma para ele observar. – Do mesmo modo é com a pia. Você gira isso aqui e sai água. Quanto a privada...

- Pri oque? – Franzi o cenho.

- Privada. Local para você fazer suas necessidades. – Ele franzi ainda mais o cenho – Oh céus... Xixi e...

- Já compreendi! – Me corta ficando corado.

Ele estava constrangido?

Oh God!

- Isso aqui é o interruptor, é só você apertar que as luzes ascendem. Para desligar é só apertar novamente. Alguma dúvida?

- Muitas. – Resmunga.

- Ai céus! – Respiro fundo. – Certo, por enquanto vamos ficar só com isso... Você compreendeu como funciona as coisas aqui?

- Ficarei com a banheira.

- Como quiser. – Saio do banheiro e ele me segue. – Tem toalhas e roupões dentro do closet é só você pegar. Eu vou estar no meu quarto, qualquer coisa é só bater. Ah! – vou até o criado mudo e pego o controle do ar – É só apertar esse botão aqui e... – O ar liga silencioso, mas ainda assim ele se assusta – O quarto vai ficar frio. Lembre-se de fechar a porta da varanda, por favor. – Caminho e paro na soleira da porta – De verdade, não hesite em me chamar caso precise.

- Tudo bem. Obrigado.

- Boa noite, Senhor Uchiha. – Sorrio.

- Boa Noite, Senhorita Haruno. – Ele faz uma reverência.

Franzi o cenho e sorri com aquilo. Cara mais maluco. Dou as costas e escuto a porta fechar, abro a porta do meu quarto e entro fechando-a em seguida. Meu Deus, eu estava exausta. Retiro toda minha roupa rapidamente e coloco-as no cesto, sigo para o banheiro e tomo um banho rápido no chuveiro mesmo.

Me enrolo em meu roupão e visto uma camisola preta de cetim com renda e uma fenda na coxa.  Pego o celular e desativo o alarme. Ligo o ar e me deito, puxando as cobertas, permitindo, enfim, meu corpo relaxar.

 


Notas Finais


Coitado do Senhor Uchiha, gente... Tadinho tá perdidinho.


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Beijinhos.


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