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História Projeto Apocalipse Z - Capítulo 6



Notas do Autor


Segunda feira tem novo capítulo.
Hoje conheceremos novos personagens!

Capítulo 6 - 48 Horas


 

Alex não conseguiu se segurar: tentou salvar a mãe, mas foi impedido por Oliver, que não o queria morto, ou ficaria sozinho! Alex gritava, chorava e atirava enfurecido nos zumbis que mordiam Sarah em todas as partes. 

Ele derrubou o amigo, Oliver, e pegou um pedaço grande de ferro, batendo em todos os desmortos. Oliver atirou em outros, em seguida puxou Alexander para fora do alcance dos mortos, que começaram agora a correr atrás dos dois.

 

- Vamos logo, Alex. - Gritava Oliver para o amigo, que chorava.

 

Correram muito e chegaram no estacionamento ao ar livre, onde tinham vários carros. Uns abertos, outros quebrados… Eles foram até o carro mais próximo, um Honda Fit branco, que, convenientemente, estava com a chave. Na verdade não foi nada conveniente, o motorista certamente havia esquecido a chave no desespero de fugir. Oliver pedia para o amigo entrar, os mortos chegavam mais perto, as balas haviam acabado e eles não tinham muito o que fazer. Logo que entraram no carro e viraram a chave - mesmo não sabendo dirigir. -, porém, uma surpresa: como nem tudo é tão fácil quanto parece, o carro não ligou e eles tiveram que correr a pés. Vieram outros atrás deles, outros mortos. A partir de agora só chamaremos os mortos-vivos de caçadores de cabeça, ou, para facilitar, CDCs. Eles saíram correndo e entraram em uma floresta densa e fechada que ficava ao lado do hiper supermercado! CDCs correram e alguns caíram em poças pequeninas que ficavam ao longo do caminho; eles sabiam que certamente, logo, logo, iriam se perder.

 

- Vamos por aqui! - Guiou Oliver, pois o outro estava incapaz de se localizar ou guiar-se. - Vem logo Alex! - Gritava desesperado, mas não havia mais motivos, pois agora estavam fora do alcance do faro dos CDCs. Alex escorregou e quase torceu o tornozelo, Oliver o puxava… Quando deixaram de ouvir barulhos estranhos e gemidos, pararam.

 

Alex estava em choque e chorava muito. Ele se jogou no chão e começou a bater na terra, que voava cada vez que ele fazia isso, era uma força incomum! Oliver se abaixou e abraçou o amigo, chorando também; a noite estava longe, ainda era manhã. Eles ficaram abraçados e chorando por um tempo, até que Oliver se afastou do amigo, segurando ainda a cabeça dele e começou a falar:

 

- Calma. - Seus olhos estavam vermelhos de tanto chorar. - Não chora, pensa que agora ela está bem…

- Bem? - Alex gritou. - Ela foi devorada por zumbis… Foi uma morte dolorosa e eu nem tive a chance de falar com ela… Você faz ideia de quanto tempo eu não falo “eu te amo” pra ela? De quanto tempo eu não dou um beijo ou um abraço nela?

 

Oliver se afastou do amigo por um momento, com raiva.

 

- E eu? - Falou, elevando um pouco a voz. - Eu nem tive a chance de falar com minha mãe direito, frente a frente. De quinze dias pra cá ela estava acordando primeiro do que eu, não falava comigo e quando voltava pra casa eu já estava dormindo, porque eu não conseguia ficar esperando ela até onze horas da noite! - Ele se levantou bruscamente, começou a soluçar. - Tinha dias que a babá ficava comigo até o outro dia (dormia lá em casa) porque minha mãe não voltava! Você permaneceu com sua mãe até ag… - Ele não aguentou e desabou de chorar.

 

Alex se levantou e correu até Oliver, o envolvendo em um abraço apertado, que ele pretendia não quebrar, pois era bom abraçar Oliver. Mesmo estando ambos tristes, a energia positiva conseguia perpassar de um para o outro. Eles se amavam! Não podiam deixar um ao outro sozinho, sem cuidado.

 

- Eu fui egoísta, desculpe Oliver. - Oliver o abraçou também. - Eu não pensei nessa situação, em como é difícil pra você… pra nós dois. 

 

Eles continuaram no abraço por dois minutos, até que se separaram e ficaram se olhando, viam como eram parecidos agora.

 

- Sinto muito pela sua mãe. - Falou Oliver, mas Alex ficou em silêncio, depois olhou para o chão. - Precisamos ir embora daqui.

Foram embora rapidamente. Depois de duas horas chegaram na casa onde estavam e encontraram alguém que, para a surpresa de Alex, estava mais viva do que nunca: Emma. 

 

- Que merda! - Alex gritou, mas não parecia feliz. Obviamente, sua mãe havia acabado de morrer!

- Quem é você vadia ladra? - Berrou Oliver.

- É a minha irmã, porra.

- Ata, desculpe.

 

Emma correu até o irmão e deu um grande abraço nele.

 

- Ah, meu Deus, babyzinho.

- Babyzinho? Como assim? - Indagou Oliver, Alex revirou os olhos.

- Quem é esse débil mental? - Perguntou a menina, apontando para Oliver.

- É o Oliver, Emma. É meu amigo.

 

Ouviu-se um estrondo vindo do andar de cima da mansão. Os dois meninos olharam assustados para cima e pegaram suas armas.

 

- Calma! - Falou Emma assombrada. - É só Isaac, ou você acha que eu ia sair por aí desacompanhada?!

 

Todos correram até o andar de cima e viram um jovem que usava óculos redondo, parecidos com o do Harry Potter. Era alto e magro, cabelos pintados de verde. Estava caído no chão, o alçapão aberto e cheio de caixas enormes em cima dele. 

 

- Me ajuda. Ou vocês vão ficar aí me olhando? - Ele parecia estressado. 

 

Todos foram devidamente apresentados. Oliver não gostou de Isaac; Emma não foi informada da morte da mãe, mas também, quando ela perguntou, Alex só falou que ela havia sumido.

 

- Ela havia ido ao hospital… estava trabalhando! - O nervosismo na voz dele era perceptível, menos a garota. - Eu não sei Emma!

- Você acha… 

- Não! - Ele pulou da cadeira. - Não fala isso! - E saiu correndo. Oliver o seguiu.

 

A porta do quarto que o garoto estava foi fechada com violência, bem na cara de Oliver.

 

- Abre a porta Alex. - Pediu o amigo, batendo a porta. - Anda! Vamos logo. Abre caralho!

 

Ele bateu a porta com toda a força e Alex abriu.

 

- O que é?

- Porque não contou pra ela? 

- Ela não precisa saber. Não agora.

- Ela merece saber. - Oliver estava gritando. - Ela é filha da Sarah!

 

Isaac apareceu no corredor e perguntou o que estava acontecendo.

 

- Não te interessa. - Falou Alexander, com grosseria. - Vai embora por favor. - Agora ele se dirigia a Oliver, que falou bem no ouvido do “amigo”:

- Te dou 48 horas pra contar a ela. Mesmo eu não gostando dessa menina, ela é sua irmã, e merece saber.

 

Oliver saiu e puxou Isaac. Alexander só tinha 48 horas…

...

 


Notas Finais


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