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História Projeto Apocalipse Z - Capítulo 7



Notas do Autor


Ontem, 07/09/2020, não postamos pois eu estava numa viagem, que me deu muito mais IDEIAS. Depois do capítulo 08, terão muitas surpresas.

Capítulo 7 - Fugir ou Fugir


Alex chorou a noite, bem baixinho, não queria que Emma escutasse. Fizeram vigílias em rodízio - dois dormiam e dois ficavam acordados impedindo que CDCs entrassem na casa -; umas duas vezes CDCs entraram pelos fundos e Oliver, que estava com Emma, que não sabia nem pegar numa arma, teve que abatê-los sozinho. Como o único que sabia atirar direito ali era Oliver, ele daria uma aula prática para os outros três sobre o assunto. Alex só sabia apertar o gatilho, não mirava; Isaac nem conseguia engatilhar e Emma, como já disse, nem sabia pegar numa arma. Para se sobreviver a um apocalipse zumbi, era preciso saber atirar, ter coragem para matar! Isso Oliver tinha mesmo.

A madrugada estava como uma outra qualquer: no céu nada se enxergava, a lua estava crescente e haviam poucas estrelas no alto. Oliver estava observando o quanto a rua estava infestada de desmortos, estava pensando que os personagens de filmes de zumbi não ficavam na cidade, mas sim iam para um lugar longe como uma fazenda. Todas as luzes da casa, exceto as dos quartos, estavam desligadas para impedir que os CDCs fossem atraídos por elas!

Emma estava distraída com um pedaço de galho que havia caído em sua cabeça. De repente ela começou a falar:

 

- Então você é amigo do Alex? - Indagou ela. 

- Eu sou sim. E era vizinho de vocês também.

- Eu lembro de você… - Ela colocou a mão na cabeça, tentando lembrar. - É verdade, não lembro direito de você, não.

- Dane-se, mesmo assim, estamos nós aqui. Nos conhecemos agora, Emma.

- Queria te perguntar: porque o Alexander estava tão nervoso quando eu perguntei da mamãe? - Ela virou-se, tinha o olhar penetrante.

- Bom, acho melhor você perguntar pra ele, não acha? - Falou ele com secura.

 

Emma chegou mais perto de Oliver e fez cara de brava, mexeu nos cabelos e falou friamente:

 

- Nosso turno acabou, vamos chamar os outros.

- Não! - Ele falou, olhando diretamente para a menina. - Ainda são 2 e vinte e seis da madrugada. Nosso turno acaba daqui a quatro minutos.

- Eu não quero ser obrigada a ficar com um garoto chato como você. 

- Tá falando isso só porque eu mandei você falar com seu irmão sobre sua mãe?

- Claro que não! - Ela falou escandalosa. - Você não manda em mim, o máximo que você pode fazer é me pedir algo e se eu quiser, ou estiver com disposição dificilmente vou fazer.

 

Oliver também se virou e começou, escandaloso como Emma:

 

- Então o que você quer garota? Vai acabar atraindo os mortos desse jeito.

- Ah, é? - Ela começou a fazer movimentos exagerados com as mãos. - Você está gritando mais que eu.

- Como é que é…

 

Quando ele ia terminar a frase, ouviram um som alto e cortante, no ar, sobrevoando a casa… Eram helicópteros! Negros e com uma logomarca do lado que era uma espécie de cruz azul bem bonita acima de uma mulher que parecia a estátua da liberdade, mas não era. A mulher estava com as duas mãos acima da cabeça e juntas, segurando a cruz azul!

 

- Oh merda! - Exclamou Oliver, com os olhos saltando das órbitas. - É o socorro. Grita pra eles!

 

Emma o olhou com desprezo, depois começou a gritar escandalosamente:

 

- Eeeei! - Ela acenava, enquanto os helicópteros seguiam em frente e os zumbis embaixo corriam atrás deles, como se fossem conseguir apanhá-los. - Eeeeei! Aqui.

- Você parece uma gralha, ai meus ouvidos!

 

Emma deu um tapinha em Oliver, Isaac e Alex chegaram correndo com roupas de dormir, a de Alex tinha dinossauros e era enorme pra ele, já a de Isaac mal cabia em seu corpo e era toda azul com listras brancas.

 

- Merda Alex, a ajuda! - Gemeu Oliver.

- Que ajuda é essa? - Indagou Isaac.

- A Isla El Faro? - Alex perguntou e Oliver mexeu a cabeça freneticamente. - Oh, jesuítas! Faltam só nove dias!

- Sim! Precisamos ir a Santa Mônica agora mesmo.

- De quê vocês estão falando? - Gritou Emma.

- Você não viu? - Perguntou Alex perplexo. - Em Santa Mônica há ajuda, vamos pegar um navio direto para Venezuela até a Isla el Faro, onde prometem comida e abrigo. Lá não tem zumbis, pois é uma ilha isolada!

- Minha nossa, então vamos logo! - Eles estavam gritando muito!

- Então vamos. Sei dirigir, tirei a carteira. - Falou Isaac, e todos o olharam de baixo a cima. - Eu tenho dezenove anos!

 

“Ahh!”, todos exclamaram em compreensão. De repente as luzes começaram a acender e desligar (as luzes da casa e da rua). Alguém exclamou “Merda!” e foram correndo direto pra dentro de casa; passaram pelos corredores extensos, pela cozinha e chegaram a sala, onde a televisão piscava como na loja de armas. Logo apareceu uma mulher alta, cabelos loiros e cortados bem curtos, usava grandes vestes vermelho púrpura de cetim que iam até seus pés, parecia uma veste real. Ela estava sendo filmada por completo, e estava numa sala completamente branca! Ela começou a falar, séria e com olhos nos telespectadores:

 

- Olá a todos. Vim aqui novamente porque preciso que venham rápido até o píer de Santa Mônica, pois o vírus está sofrendo uma terrível mutação! - Atrás dela tudo começou a colorir. Apareceu atrás dela uma forma pouco visível e grande, de uns três metros, certamente era um zumbi, mas diferente. Era mais deformado e tinha no alto da cabeça o que pareciam dois chifres! - Este é um novo tipo de HeadHunter! Ele é mais forte e perigoso que os HeadHunters comuns, pois é capaz de matar em um só golpe. - Ela apontou para o monstro. - A criatura pode se reproduzir, e sua reprodução dura menos de duas semanas. Recebemos informações de que já há outros da espécie, dessa espécie.- Ela enfatizou. - Chamamos de Rocco! Por favor, não tenha dúvidas de que a Isla El Faro é o melhor lugar para agora até tudo isso passar! - Outras fotos começaram a passar como slides: bandeiras de diversos países e várias pessoas. - Temos brasileiros, asiáticos… menos russos, criadores do vírus! Por favor, quanto mais rápido melhor.

 

A tevê se desligou. Todos se entreolharam e estavam assustados… A janela se quebrou e um zumbi correu em direção a Emma, que só gritou. Oliver se levantou bruscamente e atirou, matando o desmorto, mas vieram outros e as crianças correram, desesperadas, um para cada lado. Isso não era bom! Vamos focar em uma só pessoa: Emma. Com pouca experiência apocalipses zumbis e sem saber atirar era a mais vulnerável, então devemos nos preocupar com ela. 

Ela entrou no banheiro do quarto de Isaac, mostrando assim, que não era boa e era indefesa. Será? O banheiro estava molhado e ensanguentado, o dono da casa certamente havia se machucado ali. Ela pegou rapidamente a tampa da caixa do vaso e fechou a porta. Silêncio por um instante! Bum. Bum. Zumbis começaram a bater na porta e ela gritou, eles batiam com a cabeça, quando finalmente a porta quebrou Emma começou a acertá-los com a tampa até espocar a cabeça deles e fugiu. Alguma coisa pegava fogo na cozinha e ela ouvia gritos vindos do lado de fora, eram os meninos que chamavam por ela.

 

- Pula. - Isaac e Oliver matavam zumbis e Alex berrava. - Pula logo, vai explodir!

 

Ela via que se pulasse ia quebrar as pernas, não ia fazer aquilo, era inteligente demais para fazer aquela burrice! Ela procurou e achou uma trepadeira, por lá desceu. 

 

A casa explodiu!

...

 


Notas Finais


No capítulo 10 termina a primeira fase!


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