História Projeto ChanBaek -on crack?- - Capítulo 7


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Categorias EXO
Personagens Baekhyun, Chanyeol, Chen, D.O, Kai, Kris Wu, Lay, Lu Han, Sehun, Suho, Tao, Xiumin
Tags Chanbaek, Crack!fic, Exo, Hunhan, Kaisoo, Kristao, Longfic, Ot12, Sulay, Xiuchen
Visualizações 881
Palavras 4.577
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Fluffy, Lemon, LGBT, Romance e Novela, Slash, Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Chegayyyy

Mais cedo dessa vez por motivos de: tretas meus bem, tretas. É gata pra fazer cirurgia, prova do curso, enem... tá foda. Aí como eu n sei se vou conseguir postar amanhã, resolvi postar hj pq me recuso a atrasar fic.

Então vamo adiantar q assim eu n ganho hate rs

AH, LEMBREI DE UMA COISA PORRA
80 FAVS CARALHO VCS SÃO UNS BB MSM OBRIGADA BANDO DE COISA CHEIROSA <3

E MAIS UMA COISA, PCC FEZ 1 MES ANTES DE ONTEM ÊEEEEEE
Eu ia postar dia 7, mas segurei pq senão eu ia postar 2 caps essa semana e isso ia acabar com meu planejamento todo.

Pronto, falei td, agr sim.

Divirtam-se, meus nene <3

Capítulo 7 - Casais, couples e shipps causando no parque.


Fanfic / Fanfiction Projeto ChanBaek -on crack?- - Capítulo 7 - Casais, couples e shipps causando no parque.

“Segurem os cus que o bondinho arco-íris vai entrar na universidade desfilando, meus queridos.”

Foi o que eu disse, né? Pois bem, quem teve que segurar o cu pra entrar naquele lugar fui eu. Não que nós não tenhamos entrado desfilando. Entrei plena, rebolando e jogando o cabelo, mas por dentro eu tava tremendo mais que vara verde.

Aquele lugar era enorme, tinha tanta gente, tantas pessoas altas, tanta informação. Eu estava totalmente sem saber o que fazer. Pelo menos eu e Chanyeol cursaríamos a mesma coisa, então nos perderíamos juntos, como o bom casal de lerdões que somos.

Tivemos que nos separar dos outros assim que descobrimos em qual prédio estudaríamos. Na Universidade de Seul tinham várias opções de cursos diferentes, por isso os doze estudariam ali.

Eu e Chanyeol estávamos cursando música. Kyungsoo e Minseok escolheram cursar letras, seriam professores, assim como Yixing, mas o chinês cursava matemática e física. Nosso querido urubu gótico, vulgo Jongin, foi pro mundo da dança. Jongdae estava em engenharia, Sehun e Kris em administração, Tao cursava moda, Junmyeon optou por medicina e Luhan realmente tava fazendo design. Kris antigamente dizia que não queria fazer faculdade, mas acabou entrando com a gente porque ele e Tao planejaram abrir uma empresa de moda quando terminassem os estudos, assim ele poderia administrar tudo enquanto Tao criava as coisas extravagantes deles.

Felizmente todos nós conseguimos nossos horários apenas na parte da manhã, ou seja, almoçávamos todos juntos e podíamos curtir a tarde como antigamente. Não estudávamos mais na mesma sala, mas pelo menos ainda podíamos nos ver todos os dias e aproveitar o tempo juntos.

Os fins de semana na casa de Kris ficaram mais raros por causa dos estudos, já que mesmo sendo só pela manhã, a faculdade consumia nossas vidas com trabalhos e apresentações. Mas ainda nos encontrávamos lá pelo menos duas vezes por mês, pra termos nossas noites de álcool, filme e comida.

Em um dos almoços descobri que Taemin era da turma de Jongin e os dois tinham virado amigos. Vez ou outra Tae almoçava com a gente, o que deixava Chanyeol com cara de cu.

 

O final de fevereiro chegou junto com o fim do primeiro mês de aulas e o meu segundo mês de namoro com Chanyeol. Pois é, dois meses já e nada de sexo, nada de boquete, nada dele deixar eu pegar nas partes baixas, nada de nada. Foram só beijos, umas mãos na minha bunda e olhe lá. Isso tava me deixando frustrado. Por que será que ele não queria esse tipo de coisa comigo?

– Yeollie, qual o problema dessa vez? Já tem quase três meses que a gente namora e eu não posso nem tocar em você! – Falei indignado quando Chanyeol, mais uma vez, recusou as caricias que eu tentava fazer naquela área maravilhosa do corpo dele.

– Baek, eu já falei que agora não. – Ele bufou pela enésima vez naquele dia.

– Por que não?

– Temos que estudar.

– Porra Chanyeol, estamos estudando há quase quatro horas! A gente não precisa estudar tanto pra um trabalho que é pra entregar no meio de março. Você só tá fugindo, como sempre.

– Eu não tô fugindo, bebê.

– Então me diz por que eu não posso te tocar.

– Quantas vezes eu vou ter que te dizer que ainda não tô pronto?

– Como não tá pronto? Você não confia em mim?

– Claro que confio, mas tenta me entender, Bae. Você é o primeiro cara que eu namoro.

– Tá, mas você já ficou com outros meninos. Até disse que gostava mais de ficar com homens do que com mulheres.

– Sim, mas eu nunca cheguei a namorar nenhum deles.

– O que isso tem a ver com a situação?

– Eu não tô pronto pra fazer isso contigo ainda.

– Você não precisa fazer nada, mas o que custa deixar eu fazer?

– Bae, por favor...

– É só um boquete, Chanyeol.

– Baekhyun!

– Ah, qual foi, você tá parecendo uma menininha virgem.

– Ok, chega. Eu vou pra casa.

– Não Chan, desculpa, fica aqui.

– Eu preciso ir.

– Por favor fica, eu já parei, juro.

– É sério, eu tenho mesmo que ir agora. Outro dia a gente termina o trabalho, ok?

Fiz um bico, que foi prontamente beijado por Chanyeol que, em seguida se levantou do tapete do meu quarto, recolheu seu material e foi pra casa.

Droga. Preciso dos meus passivos pra me ajudarem.


Bonde das passivas.

Baeklícious:
Bebês, podem vir aqui em casa? Quero falar sobre o fato do cuzão do meu namorado não deixar eu chegar perto do pau dele.


Luhanjo:
Deixa eu só acabar com o Sehun que eu vou aí.


Xing:
Tô indo Bae.


Baeklícious:
Lu, vc ta transando?


Luhanjo:
Sim.


Corujinha:
Credo Luhan kkk termina o coito antes de mandar mensagem. Já chego aí Baek.


Minnie:
Eu ia lá no chenchen, mas como vc precisa de mim eu vou pra sua casa
Amanhã saio com ele.


Baeklícious:
Ain minnie, vc é tão preciosinho <3


Minnie:
Own <3 Te amo :3


Baeklícious:
Tbm te amo bb <3


Taozi:
Gays.
Vou pedir pro Kris me levar.


Luhanjo:
Terminei rs
Tô com dor na bunda, mas to indo. Me esperem.


Corujinha:
Informação desnecessária hein more


Xing:
Kkkkkk ridículos

 

 

Bloqueei o celular ainda rindo da idiotice dos meninos e fui tomar um banho rápido. Meia hora depois todos estavam lindos e coloridos no meu quarto. Xiumin rodando na cadeira do pc, Yixing na minha cama, recostado na cabeceira enquanto tinha um intruso platinado deitado entre suas pernas com a cabeça em seu peito, recebendo carinho. Luhan, Kyungsoo e Tao estavam sentados no tapete, apoiados na cama.

– Gente, o Yeol não quer me comer. – Falei fazendo bico. – Na verdade, ele não deixa nem eu pôr a mão no pau dele. Disse que precisa de tempo, que tá muito cedo, que não tá preparado ainda e tal, mas porra, já vamos fazer três meses de namoro!

– Ah Baek, ele deve estar nervoso. – Lay falou ainda com a mão em meus cabelos. – O Jun demorou quase cinco meses pra me tocar dessa forma. Ele disse depois que tinha medo de não me agradar.

– Mas Xing, ele sabe que eu gosto dele há um tempão, não tem como ele não me agradar.

– Ah sei lá, Bae. – Xiumin disse enquanto rodava na cadeira. – Espera mais um tempo. Uma hora ele vai fazer alguma coisa contigo.

– Para de rodar menino, você tá me deixando tonto. – Tao ralhou e se virou pra mim. – Eu concordo com a beyblade roxa ali, você devia esperar um pouco mais. Chanyeol sempre foi lerdo.

– Eu acho que ele não tem interessem em mim.

– Se não tivesse não teria tido um ataque de ciúme e te puxado no meio da festa de formatura, na frente de todo mundo. – Luhan pontuou.

– Verdade. Ele gosta de você, só deve estar meio receoso ainda. Daqui a pouco ele te come, só tenta respeitar o tempo dele. – Kyungsoo finalizou.

– Eu respeito gente, mas é estranho, sabe. Eu achei que ele confiasse em mim.

– Talvez ele esteja preparando uma primeira vez especial pra vocês. – Xiumin ainda rodava na cadeira.

– Acho que não é isso Minnie. Bom, vou seguir o conselho de vocês e esperar até ele resolver fazer alguma coisa. – Suspirei. – Mas gente... e se ele não fizer nada?

– Ué, você continua esperando. – Yixing falou como se fosse óbvio.

– Não, mas, e se passar, sei lá, um ano e ele não fizer nada?

– Ele não vai ficar um ano sem fazer nada, afinal ele é homem também, né.

– Hm, ok, vou esperar então. É o que me resta né. Agora vamos comer que eu tô com fome.

– Ave maria, parece um saco sem fundo. – Tao riu.

Fomos comer e ver séries porque era a melhor coisa que tinha pra fazer.

 

Depois que os meninos foram pra casa eu deitei e comecei a pensar com meus botões. Eu decidi esperar o Chanyeol, certo? Certo.

Mas por quanto tempo?

Pode ser que ele demore muito, pode ser que não demore.

Será que eu sou bonito o suficiente?

Olha as perguntas que eu tô fazendo!

Claro que eu sou bonito o suficiente!

Eu sou Byun Baekhyun, porra. Um Byun Baekhyun platinado ainda por cima.

Deixei os pensamentos de lado e fui dormir, já que precisaria acordar ás cinco da manhã no dia seguinte.

A faculdade seguiu normalmente. Eu e Chanyeol estudando juntos, fazendo os trabalhos e provas, curtindo a primavera, almoçando com os meninos, se beijando horrores e tal. O fato de não poder tocar de forma mais íntima no meu namorado ainda me incomodava, mas eu tentei relevar, afinal tinha que respeitar o tempo dele.

Os dias foram se passando de forma até que rápida, visto que eu tava atolado de matéria e desesperado pra dar pro Chanyeol. Finalmente o verão chegou. Junho estava lá, quente igual o inferno e nós ainda precisávamos aguentar as aulas até julho, e então teríamos férias, as tão merecidas férias.

Foi em um desses dias absurdamente quentes que Kris chegou todo animado durante o almoço.

– Gente, gente, gente! Aquele parque de diversões enorme tá aqui em Seul, nós temos que ir!

– O parque que tão anunciando direto? Que tava em Busan? – Luhan perguntou com os olhinhos brilhando.

– Esse mesmo!

– CACETE! – Jongdae gritou. – Quando que nós vamos? – Ele tava igual uma criança pulando animado na cadeira.

– Como nas férias aquele lugar vai estar mais lotado que a fila da cantina em dia de bolinho, eu pensei da gente ir esse fim de semana. O pessoal ainda tá estudando, então vai ficar mais vazio. – Kris explicou.

– Eu topo. – Jongin falou.

– Eu não sei se é uma boa ideia. – Falei receoso.

Eu gosto de parques de diversões, mas só pelas comidas. Morro de medo de altura e lá só tem brinquedos que te levam pra conhecer Jesus.

A única coisa que eu gostava era o carrossel, mas depois que fiz quinze anos me disseram que eu não podia mais entrar. Desde então nunca mais fui em um parque.

– Ah vamos, vai ser legal. – Chanyeol pediu, com os olhinhos brilhando enquanto juntava as mão“zinhas” num pedido que ficou extremamente fofo, apesar dele ser gigante.

Tem como dizer não pra isso?

– Tá bom, eu vou. – Me rendi.

– Eu sempre quis fazer um programão de casais assim! – Minseok Disse sorrindo, com as mãozinhas nas bochechas. Coisinha mais fofa.

 

A semana passou voando, só porque eu tava com medo da bosta do parque, mas beleza, sigo firme.

Quando sábado chegou eu só queria que Deus me levasse. Me arrumei quase chorando e esperei por Chanyeol, que chegou em vinte minutos.

Assim que cheguei no parque e vi o tamanho dos brinquedos decidi que se Deus não me levasse eu ia sozinho mesmo.

Só tinha brinquedo alto. Mas não eram só altos. Eram altos pra um meritíssimo senhor caralho.

Roda gigante, montanha russa, kabum, trem fantasma... Será que não tinha nenhum brinquedo realmente seguro, devagar e sem sustos pra ir? Engoli em seco enquanto Chanyeol comprava nossos ingressos.

Nos encontramos com os meninos e todos pareciam muito ansiosos. Eu só queria ir pra casa mesmo. Um calor do cacete, um sol desgraçado e altura eram coisas que eu não queria encarar naquele dia.

– Onde vamos primeiro? – Kris perguntou animado.

– Comer. – Falei rezando pra não ter que ir naqueles objetos de tortura tão cedo.

– Baek, ainda são dez da manhã! – Luhan falou.

– Eu sei, por isso mesmo, café da manhã.

–Duvido que você não tenha tomado antes de vir. – Tao riu.

– Ele tomou. – Chanyeol respondeu por mim. – Duas vezes.

– Meu deus, como que você não engorda? – Kyungsoo perguntou descrente.

Bufei e revirei os olhos.

– Vamos na montanha russa primeiro. – Xiumin falou.

Olhei na direção do brinquedo escolhido por Xiumin e quase me mijei vendo aquele troço descer na mesma velocidade em que o Luhan digitava quando tava com raiva.

Fomos todos em direção à morte, mais precisamente pra fila da montanha russa.

– Gente, eu vou ficar aqui vendo vocês, tá bom? – Falei já tentando me afastar daquela fila desgraçada.

– Nem pensar. – Luhan me puxou de volta. – Você vai com todo mundo.

– Mas Lu...

– Você precisa superar esse medo.

– Não dá, isso é muito alto!

– Segura na mão do Chanyeol e vai.

Nossa vez de entrar no inferno chegou. Senti o ar sumir dos meus pulmões quando sentei naquela cadeira e o cara pôs aquele cinto em mim. Agarrei na mão de Chanyeol como se fosse a minha vida e vi a barra de ferro descer.

– Viu, além do cinto tem essa barra. Duas medidas de proteção, significa que é seguro. – Luhan explicou, do meu lado.

– Não, significa que é tão perigoso que precisa de duas medidas de proteção! – Minha voz saiu esganiçada.

– Para de ver pelo lado ruim, amor. – Chanyeol falou do meu outro lado.

Nem tive tempo de derreter pelo apelido carinhoso, porque o carrinho da morte começou a andar.

– A GENTE VAI MORRER! – Gritei a plenos pulmões e ouvi a risada dos meninos ao meu lado.

– Calma, só começou a andar. – Luhan tentou me tranquilizar. – A diversão começa agora.

Arregalei ainda mais os olhos após a fala daquele filho da puta de cabelo rosa, porque a desgraça do carrinho começou a ir mais rápido.

– NÃO! NÃO! NÃO! EU QUERO SAIR!

– Vai ficar tudo bem, bebê – Chanyeol apertou mais minha mão, tentando passar conforto.

Não pude responder porque o carrinho ganhou ainda mais velocidade e, após uma curva horrível, ele começou a subir, diminuindo a velocidade aos poucos enquanto eu ia chegando no céu.

– meu deus, meu deus, meu deus... – Falei enquanto o carrinho subia devagar. – MEU DEUS NÃO! – Chegamos ao fim da subida, dava pra ver a cidade. – PELO AMOR DE DEUS NÃO!

Meu sangue gelou. O carrinho parou por uns cinco segundos. Tempo de eu fechar os olhos e sentir meu corpo descendo na velocidade da luz, enquanto minha alma ficava no topo daquele trilho.

– EU QUERO A MINHA MÃAAAAAAAAAAAAE. – Berrei enquanto sentia aquele carrinho despencando.

Lágrimas se formaram em meus olhos enquanto eu apertava a mão de Chanyeol com uma força que eu não sabia que existia e ouvia os gritos animados dos meninos.

O carrinho continuou subindo, descendo, fazendo curva e virando de cabeça pra baixo ao mesmo tempo em que eu gritava, chorava e apertava a mão de Chanyeol com mais força.

Eu ainda estava de olhos fechados quando senti o carrinho parar e a barra de ferro subir.

– Acabou, amor. – Era a voz de Chanyeol.

Saí do carrinho com as pernas bambas, ainda chorando igual um bebê e abracei Chanyeol, afundando o rosto em seu peito.

– Meu deus, Baek! Não precisa chorar assim. – Yixing falou, acariciando meus cabelos, com uma cara preocupada.

– Eu não quero mais ir nesses brinquedos, por favor! – Implorei pra qualquer um que me ouvisse.

– Tá, acho que a montanha russa foi meio pesada mesmo, vamos em algum mais tranquilo agora, ok? – Luhan tentou me tranquilizar.

– Não, eu não quero mais, eu quero comer e ir pra casa! – Falei contra o peito de Chanyeol, que me abraçava de forma protetora e sussurrava “tá tudo bem, já passou” no meu ouvido.

– Nem se cagando de medo você para de pensar em comida. – Tao falou.

– Vamos fazer assim então: A gente come e depois vai num brinquedo mais tranquilo, pode ser?

Aceitei muito a contragosto.

Comemos algodão doce e pipoca enquanto andávamos pelo parque.

– Vamos no trem fantasma? – Xiumin perguntou animado.

– Ah não. – Falei.

– Esse não é rápido e nem alto, vamos Baekkie, vai ser legal!

Tentei contestar, mas Xiumin já tava me puxando pra fila.

Entrei no trenzinho da morte, entre Chanyeol e Yixing. Assim que começou a andar, a uma velocidade aceitável e perto do chão, eu me senti melhor. Pelo menos esse iria em linha reta até o final, talvez não fosse tão ruim.

Talvez não fosse tão ruim meu cu!

Depois de dez segundo andando, entramos pelo que parecia ser a porta de um castelo e o primeiro boneco desfigurado pulou de algum lugar na escuridão. O grito dele só não foi mais alto que o meu.

Berrei a plenos pulmões e enfiei meu rosto no ombro de Chanyeol, que riu e se afastou minimamente, pra então me abraçar, dando espaço pra eu esconder meu rosto na curvatura de seu pescoço.

E assim eu fiquei até o final, escondendo o rosto no pescoço de Chanyeol enquanto segurava firme a mão de Yixing e berrava junto com cada boneco que pulava de algum buraco do inferno.

Sinto que ensurdeci meu namorado.

Dei graças a deus quando aquela bosta acabou e me senti extremamente feliz por estar vendo aqueles brinquedos malditos de novo.

– Esse é o meu favorito. – O urubu gótico falou. Por que será que não me surpreendi?

– Qual agora? – Sehun perguntou, olhando em volta animado.

– Que tal o Kamikaze? – Junmyeon perguntou.

– EU QUERO MUITO IR NESSE! – Nem preciso falar que quem gritou foi o Jongdae, né?

Mais uma vez o menino Baekhyun foi arrastado, com o cu na mão, pra um brinquedo que eu nem fazia real ideia do que era.

O que o kamikaze faz?

Parece um barco, ok, mas o que esse barco faz? Se mexe?

Entrei achando que não era tão ruim.

Comecei a me desesperar no momento em que, além de um cinto e a barra de segurança, o barco foi fechado dos dois lados, igual uma gaiola.

Por que caralhos fecharam aquilo daquele jeito?

O que essa porra faz?

– Minnie... – tentei olhar pra Xiumin do meu lado, mesmo com aquelas coisas de ferro impedindo. – O que esse brinquedo faz?

– Você vai ver, é muito legal! – Xiumin disse empolgado.

Fodeu.

O brinquedo começou lento, indo pra frente e pra trás. Eu tava achando divertidinho até. Me permiti sorrir um pouco, afinal, eu tava com tanto medo pra nada.

Um otário iludido.

Meu sorriso logo se desfez, quando aquela desgraça de gaiola começou a ir muito pra frente e muito pra trás.

Ele não ia virar, ia?

Ele não podia virar, né?

Assim que percebi que aquela porra ia ficar de cabeça pra baixo eu me agarrei às barras de ferro como se aquilo fosse a minha vida e gritei como nunca.

O bagulho virou. Eu tava de cabeça pra baixo, com os olhos fechados, gritando igual uma garotinha e sentindo meu sangue ir pra cabeça enquanto Xiumin ria ao meu lado.

Como esse menino pode rir numa situação dessas?

– SERÁ QUE DA PRA CHAMAR UM TAXI DAQUI DE CIMA? – Xiumin perguntou aos berros. – TAXIIII! – Gritou enquanto Chanyeol gargalhava ao meu lado.

A gente de cabeça pra baixo e ele fazendo graça. Pelo amor de Deus, alguém interna o Minseok.

Foram horas de tortura, até que aquela coisa começou a ir diminuindo a velocidade até parar totalmente. Não ousei abrir os olhos em momento algum daquela porra.

A gaiola foi aberta e eu saí de lá mais descabelado que o Kyungsoo saindo do quarto depois de uma noite inteira com Jongin.

– NUNCA MAIS! – Gritei pela enésima vez naquele dia. – NUNCA MAIS EU VENHO NUM PARQUE DE DIVERSÕES!

– Para de drama, Bae. – Kyungsoo falou enquanto arrumava meus cabelos.

– Drama?! DRAMA? ISSO VIROU DE CABEÇA PRA BAIXO, KYUNG! – Gritei indignado apontando pro barco encapetado.

– Sim, é isso que o kamikaze faz. – Ele riu.

– Pra onde agora? – Junmyeon perguntou.

– Pra casa. – Falei.

– Roda gigante! – Chanyeol quem sugeriu dessa vez.

– Podem ir sem mim. – Falei, me virando pra ir embora.

– Baekhyun... – Chanyeol segurou meu pulso.

– Não, Chanyeol! Eu não quero mais, eu já fui em três brinquedos com vocês. Eu só quero ir pra casa, a gente tá aqui desde as dez e meia da manhã, já são quase meio dia, eu não aguento mais. – Eu tava quase chorando outra vez.

– Amor, vamos só na roda gigante, por favor. – Chanyeol me abraçou. – É o último, eu prometo, depois a gente vai pra casa, ok? – Ele se afastou minimamente e beijou minha testa.

– Tá bom. – Só concordei porque fico fraco quando ele me chama de amor.

Fomos pra roda gigante, entrando só os casais dessa vez.

Entrei com Chanyeol e me agarrei nele quando aquilo começou a andar.

Eu tava de olhos fechados, grudado no braço de Chanyeol e rezando pra acabar logo, quando senti a mão dele em meu rosto.

– Ei, bebê. – Ele me chamou e eu abri um dos olhos. – Olha isso!

Ele segurou minha mão enquanto eu me arriscava a abrir o outro olho e olhar pelo vidro da cabine.

Fiquei sem palavras.

Era simplesmente lindo. Dava pra ver a cidade toda sob o céu azul e o sol do verão. Os carros bem pequenos passando pelas ruas, as pessoas parecendo formiguinhas, os passarinhos passando do nosso lado. Tudo era tão maravilhoso que eu não consegui nem sentir medo da altura em que me encontrava.

– É lindo, né? – Chanyeol perguntou, também admirando a vista com os olhinhos brilhando.

– É perfeito!

– Baek.

– Hm?

– Eu sei que íamos comprar juntos, mas eu não aguentei e comprei mês passado. – Ele disse meio sem jeito. – Eu tava esperando o momento certo pra te dar isso. Acho que agora é o momento certo. – O encarei curioso enquanto ele mexia no bolso da calça e tirava duas alianças.

– Meu deus, como isso não caiu na montanha russa nem no kamikaze? – Perguntei realmente impressionado.

– Sério que é com isso que tu tá preocupado? – Ele ergueu as sobrancelhas.

– Não, é que... ah, deixa. Obrigado. – Sorri. – Eu te amo, Chan.

– Também te amo, bebê. – Ele selou nossos lábios enquanto colocava a aliança em meu dedo.

 

Saí da roda gigante com um sorriso enorme.

– Viu. – Luhan falou. – Eu disse que era legal.

– Tá, esse foi legal. – Confessei. – Mas os outros não! Agora vamos pra casa, pelo amor de Deus.

– Vamos, espera só o Xiumin e o Chen saírem. Eles foram os últimos a entrar.

Assim que estávamos todos juntos começamos a andar em direção à saída, até que eu percebi uma coisa meio estranha.

– Gente, vocês não acham que o Jong tá mais branco que o normal? – Perguntei e todos olharam pro Jongin.

– Acho que essa é a cor dele mesmo. – Kris falou.

– Não, ele realmente tá meio pálido. – Kyungsoo confirmou. – Tá tudo bem, nini?

– Tô de boa. – Jongin falou, mas a voz saiu meio estranha.

Então ele começou a ficar ainda mais branco, os olhos reviraram e no segundo seguinte o urubu gótico despencou na frente de todo mundo.

Ele caiu igual bosta no chão. Eu riria se não tivesse preocupado.

Os olhos de Kyungsoo triplicaram de tamanho. Foi bizarro, ele ficou parecendo aqueles peixes magrinhos que tem os olhos pra fora da cara.

Mais uma vez, eu riria se não tivesse preocupado.

– JONGIN! – Kyungsoo ajoelhou do lado do corpo.

– MEU DEUS! – Tao gritou. – ELE MORREU?

– CLARO QUE NÃO SEU EMBUSTE! NÃO FALA ESSE TIPO DE COISA! – Kyungsoo lançou um olhar mortal pra Tao.

– O KAI MORREU, O QUE É QUE A GENTE VAI FAZER COM O CORPO? – Xiumin perguntou desesperado.

– Calma, gente, ele não morreu, só desmaiou. – Junmyeon disse.

– Mas parece tão morto. – Yixing comentou, abaixando e cutucando a bochecha de Jongin.

– EU FALEI QUE ESSE PORRA DESSE URUBU DE CEMITÉRIO AINDA IA DESMAIAR POR ANDAR DE PRETO NO VERÃO! – Gritei. – EU AVISEI CARALHO.

– O QUE A GENTE FAZ AGORA? – Luhan perguntou aos berros.

– Chamem uma ambulância! – Kris falou, tentando manter a calma, enquanto Chanyeol prontamente pegava o celular e se afastava dos gritos.

Estávamos todos em volta do defunto daquele urubu, esperando a ambulância e ainda berrando sobre o estado dele.

– ELE PARECE MEIO VERDE, TEM CERTEZA QUE NÃO MORREU, KYUNG? – Xiumin ainda gritava desesperado.

– PARA DE FALAR QUE ELE MORREU, PORRA. – Kyungsoo já estava chorando. – Nini, pelo amor de deus, acorda!

– VOCÊ CHAMANDO ELE DE NINI ACABA COM A SERIEDADE DA SITUAÇÃO. – Tao berrou.

– CALA A BOCA ANTES QUE ELE VOE NA SUA CARA, MENINO. – Luhan gritou em resposta.

– PAREM DE GRITAR! – Chen gritou.

– MAS VOCÊ TÁ GRITANDO TAMBÉM! – Agora eu que gritei.

– CHEGA! – Era a voz de Kris. – Vocês querem deixar o Kai surdo?

Negamos com a cabeça, como crianças sendo repreendidas pelo pai.

– Então parem de gritar no ouvido do menino! Ele tá desmaiado, não morto, os tímpanos ainda funcionam, ou quase isso, depois dos berros de vocês.

– DESCULPA JONGIN, EU NÃO QUERIA TE DEIXAR SURDO. – Xiumin gritou enquanto chorava.

Finalmente a ambulância chegou e levou um Kai desacordado e quase surdo pro hospital, junto com um Kyungsoo muito do desesperado.

O resto do grupo foi de taxi mesmo.

Chegamos lá e ficamos consolando Kyungsoo na sala de espera.

Sehun andava de um lado pro outro, Xiumin chorava agarrado no Chen e eu tava sentado ao lado de Kyungsoo, abraçando ele, junto com Lay, enquanto Luhan tava agachado em nossa frente.

– Senta, Sehun, você vai abrir um buraco no chão daqui a pouco. – Chanyeol pediu.

– Ah, ok. – Sehun sentou e permaneceu assim por cinco minutos, antes de se levantar e voltar a andar.

– O acompanhante do paciente Kim Jongin? – Um médico perguntou do corredor e todos levantamos ao mesmo tempo.

– O que houve com o Kai? – Xiumin perguntou com lágrimas nos olhos.

– Não foi nada demais, só uma queda de pressão por causa das roupas pesadas demais nesse calor. Foi só isso que fez ele desmaiar.

Eu disse que ele ainda ia acabar caindo duro por causa disso. O menino vai pra um parque de diversões, no meio do verão, usando calça preta, bota preta, blusa de manga preta e boné preto. Ele pediu pra morrer!

– Ele vai ficar bem? – Luhan perguntou.

– Claro, fizemos exames de sangue ele está completamente saudável.

– Ele já acordou?

– Já sim, podem ir vê-lo se quiserem. Quarto 302, ok? Só vou pedir pra checarem a pressão dele mais uma vez e depois ele já pode ir pra casa.

O médico se retirou e fomos nós pro quarto ver nosso urubu favorito.

Kyungsoo foi o primeiro a entrar, seguido por mim e por Luhan.

– Eu falei pra você não ir com essas roupas pro parque, não falei? – Kyungsoo parecia uma mãe coruja.

– Desculpa soo. – Jongin fez um biquinho.

– Não fala assim como ele, soo.– Pedi enquanto abraçava Jongin. – Você sabe que seu namorado é um bicho gótico. Ainda bem que você tá vivo, Jong.

– Não dá pra morrer com isso. – Ele riu.

– Quando é que você vai parar de usar essas roupas pesadas? É verão, nini. – Kyung falou mais baixo dessa vez.

Me soltei de Jongin e fui pro lado de Chanyeol.

– Desculpa, quando a gente for sair de novo eu boto alguma coisa mais leve, prometo. – Kai falou, puxando Kyungsoo e dando um selinho nele.

Tão fofinhos.

– Ai que fofos! – Xiumin externou meu pensamento.

Depois da cena digna de novela mexicana todos abraçaram Jongin. Passamos uns cinco minutos conversando e rindo da nossa própria desgraça, até que um médico entrou no quarto, mediu a pressão do Jongin e depois disse que ele já podia ir pra casa e recomendando o uso de roupas mais leves no verão.

Voltamos pra casa ainda rindo de tudo que tinha acontecido naquele dia. Apesar de odiar parques de diversões, brinquedos que vão muito alto ou coisas que dão susto, tipo Jongin desmaiando do nada, o dia foi bem divertido.

Gritei igual uma garotinha? Sim, mas pude rir bastante e aproveitar um momento muito gay com meu namorado.

Depois de seis meses de namoro ele finalmente comprou as alianças.

Mas aí eu fico me perguntando: Se foram seis meses pra comprar as alianças, quanto tempo será que vai demorar pra gente transar?

Foi com esse questionamento que eu jantei duas vezes, tomei meu banho e fui dormir.

É, acho que vai demorar pra eu conseguir dar esse meu cu.


Notas Finais


É nois meus bb, obrigada mais uma vez pelos 80 favs nessa coisa <3

Eu nunca sei o q botar nas notas finais, então vou jogar aqui q to escrevendo mais 2 fics, uma hunhan e uma sulay, alem de estar com uns 13 plots chanbaek, kaisoo, kristao e xiuchen pra desenvolver rs
É foda viu, eu pisco e brota plot novo na mente, ai baixa o fogo no cu e eu fico até 5 da manhã escrevendo alsjkhlskadh

Tá, chega de falação por hj.

Até semana que vem bebês <3


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