História Projeto remanescentes: Açougueiros - Capítulo 2


Escrita por:

Postado
Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Visualizações 0
Palavras 1.854
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Ficção, Ficção Científica, Luta, Magia, Mistério, Misticismo, Saga, Sci-Fi, Shounen, Sobrenatural, Survival, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 2 - O caçador e os açougueiros


            O caçador entrou sem pressa na rodovia central. Fazia poucos minutos que chegará a grande São Paulo e o caos já estava instaurado. Havia mantido as janelas da frente do conversível abertas para poder observar em volta. As criaturas que ajudará a criar estavam atacando toda a cidade, prédios desmoronavam e vidros caiam a todo instante.

Destroços e corpos atrapalhavam a passagem do carro e Asura se viu obrigado a descer e modificar seu veículo, quando saiu do carro, ele se agachou ao lado do capô a fim de materializar um complemento que conseguisse atravessar toda aquela destruição. Ao lado da rua uma mulher estava atravessada contra alguns restos de vidros de uma vidraçaria, o caçador olhou para aquela cena grotesca e se sentiu mal por ela. " Sua culpa" disse uma voz dentro de si, o corpo sem vida a sua frente parecia olhar para ele, mas Asura ignorou o fato.

Entrando novamente no automóvel, o garoto seguiu adiante, fumaça saia de prédios ao longe e cada vez mais criaturas pareciam segui-lo nas sombras. Cinzas e mortos continuavam a cair do céu como uma chuva dentro do inferno, o cheiro de sangue havia se tornado insuportavelmente forte até para o caçador que se viu forçado a fechar a janela.

Quando virou a direita, em uma rua ouviu o som de pessoas gritando e algumas cruzaram seu caminho mas foram arrastadas para longe de sua visão. Um grupo que ainda não havia sido esquartejado, estavam presos dentro de um estabelecimento, a torre de transmissão do prédio ao lado havia caído e invadido o lugar.

Sem se dar tempo para analisar mais friamente a situação, Asura passou por cima de tantos quanto pode das criaturas humanóides. Bateu a porta do carro na cara de uma das aberrações e correu em direção dos sobreviventes, havia projetado uma mascara em torno do rosto para se proteger da fumaça que saia de dentro do lugar.

Havia mais dois monstros tentando atacar aquelas pessoas. O caçador criou uma faca e cortou a cabeça do primeiro e se jogou na frente do segundo a fim de aparar o golpe que ele daria. Ao segurar as garras da criatura com sua lâmina, Asura criou uma escopeta de cano serrado e atirou explodindo a cabeça do monstro. Ele se virou para poder ajudar os sobreviventes mas foi surpreendido por um ataque traiçoeiro.

A temperatura em torno de Asura diminuiu, as garras da criatura que perfuraram suas costas começaram a congelar tomando o corpo do monstro que foi reduzido a um boneco de gelo. Um movimento rápido do caçador com as penas e a figura humanoide se despedaçou no ar.

"Porra, era a minha camisa preferida." Ele retirou a camiseta e a jogou no chão, revelando um corpo cheio de cicatrizes.

Ele passou por uma garota e puxou a ponta da torre do predio vizinho que ao cair invadio o local matando um jovem que ali estava, o corpo sem vida do jovem estava sendo velado em prantos pela gorota. O caçador usou um pouco de transmutação para transformar aquelas toneladas de ferro em um veículo grande o suficiente para os sobreviventes seguirem em segurança, e ainda abrir espaço para seu carro passar.

Quando já ia entrar no impala, um dos sobreviventes se aproximou, estava assustado mas era o único entre eles que ainda conseguia falar corretamente.

"Mas e quanto a nós?" perguntou claramente preocupado "não vai nos deixar aqui para morrer vai?"

Asura poderia apenas ter entrado no carro e ido embora como se nada houvesse acontecido, mas todo o tempo que passou ali já era um grande desperdício de tempo, então por escolha resolveu parar mais um pouco.

"Vá e diga a eles que esse ônibus vai leva-los para um lugar seguro." Mesmo tendo mudado muito, o caçador as vezes se assustava com sua propria boa vontade. "Me chamo Asura Enoch, diga isso a eles."

O homem voltou para dentro do estabelecimento e repetiu as palavras do caçador para que todos ouvissem. Um a um eles iam entrando no ônibus, Asura os contavam para que soubesse quantas vidas conseguirá salvar naquele momento. Virando-se para atras ele viu as criaturas vindo em sua direção.

"Vão" Gritou enquanto batia na traseira do ônibus "Não se preocupem esse ônibus vai levar vocês para um lugar seguro." ao todo dezesseis pessoas estavam naquele ônibus e Asura não perderia nenhuma delas. Quando começou a atirar contra as criaturas, ele viu o veículo sair em disparada seguindo para longe de sua visão. Ele mesmo tomava distância para entra no carro mas se deparou com a garota de antes ainda sentada ao lado do corpo do qual ele entendeu ser o namorado dela.

"Droga" pensou enquanto deixava seus instintos o levarem mais uma vez.

"Ei você" chamou enquanto corria o mais rápido que podia. Asura olhou de relance para os olhos marejados da garota. "Vamos" disse o caçador a pegando pelo braço "não temos tempo, você chora depois."

Se demorasse mais as criaturas chegariam perto o suficiente para ataca-los, é Asura não correria esse risco não com o tempo que tinha. Sombras já atravessavam seu caminho e a paciência do caçador chegará ao fim.

A jovem caminhava atras de Asura ainda choramingando, seu choro era abafado pelo som dos disparos da arma do caçador. Eles correram para chegar no carro do outro lado da rua. Quando sentou no banco do motorista, um tentáculo atravessou o vidro do veículo, quase levando a orelha da moça junto.

Asura deu partida e arrancou acelerando o mais rápido que o carro aguentava. Não havia tempo para uma batalha sem sentido e o caçador sabia muito bem disso.

"O que era aquilo?"

"Um ataque a longa distância daquelas coisas." Asura não estava muito afim de dividir detalhes sobre os monstros que os atacaram "Sou Asura! E você é?"

"Meu nome é Hiana Maria" respondeu a garota enquanto limpava o óculos na manga da camiseta "Você pode me ajudar? Digo, minha família deve está bem não é? Eles devem estar escondidos."

O caçador continuou seguindo pela estrada, ficou pensativo por um momento — mesmo achando que a família dela estava toda morta ele ainda tinha alguns minutos, ajudaria ainda mais se o lugar onde Hiana achava que os pais estavam ficasse próximo do ponto de encontro de Asura. Um exército de criaturas cruzou uma rua a poucos metros do impala, a reação rápida do jovem em desligar o motor e fazer a garota abaixar a cabeça foi o que os salvou de serem mortos naquele instante.

Por um momento ele achou que elas passariam reto, mas barulhos de tiros cruzou seus ouvidos. O exército havia entrado na batalha, tentando parar o avanço das criaturas, mas estavam sendo duramente massacrados, mesmo de longe dava pra ouvir o gritos dos soldados.

"O que são essas coisas?" Perguntou Hiana tão baixo quanto um sussuro. "Elas são tipo zumbis?"

"Não, isso é só ficção." Asura fez uma pausa como se pensasse no que diria "eu os chamo carinhosamente de açougueiros, mas você pode chama-los como quiser."

Hiana levantou a cabeça um pouco, para observar melhor os açougueiros — eram criaturas horrendas, com um corpo humanoide de coloração vinho, tentáculos saiam de seus corpos como caudas de um animal, suas garras cortavam carne e ossos com uma facilidade nunca antes vista. Não eram seres racionais mas pensavam e faziam como se fossem.

"Eles não deveriam estar nesse planeta."

Foi tudo que Asura disse antes das criaturas saírem do campo de visão dos dois. Continuaram seguindo pela cidade o mais silenciosamente possível, atrair os açougueiros só traria confusão desnecessária.

"Me conte mais sobre sua família, onde eles estão?"

"Minha mãe me disse que estaria voltando mais cedo para casa, então possivelmente ela pode está escondida próxima de lá."

O caçador pensou um pouco, se continuasse a perder tempo poderia estar arriscando perder o planeta para os açougueiros, mas se não ajudasse a garota, poderia está traindo os ideias da ordem. Ao cruzar uma rua ele parou, havia duas pessoas correndo em sua direção e uma grande criatura semelhante a um javali saia de dentro de um prédio.

"Temos que sair daqui." Disse Asura dando meia volta com o carro "aqueles dois não vão sobreviver."

"Ajude eles, você pode não pode?" perguntou Hiana tentando abrir a porta do impala "eu vou ajudá-los, abra."

"E uma causa perdida, veja o cara ele, ele esta com perna ferida provavelmente perdeu muito sangue, mesmo que eu o salve ele vai morrer de qualquer jeito, e a garota olhe para ela, ela claramente esta no mesmo barco a um ferimento fatal na costela, mesmo que eles sejam salvos voçê so estaria adiando o inevitavel e atraindo eles pra nós pelo cheiro de sangue dos ferimentos deles."

"Nâo importa, se voçê se recusa a ajuda-los eu mesma faço isso" Protestou Hiana.

A trava de segurança do carro abriu, Hiana caiu no chão rachando a lente dos óculos. Ela se levantou e correu em direção dos dois sobreviventes que tentavam desesperadamente fugir do açougueiro, quando conseguiu se aproximar dos dois, ela se virou para procurar um lugar onde pudesse se esconder e foi então que a garota viu — o carro de Asura ainda estava lá parado com o motor roncando, " ele está me esperando, porque? " pensou enquanto corria para se aproximar, mas pensar foi o maior deslize que poderia te cometido, é isso lhe custou muito caro.

A criatura atravessou o peito dos dois sobreviventes e jogou Hiana contra uma vidraça. Quase inconsciente e com boa parte de seu corpo quebrado a jovem viu a morte diante de seus olhos, tentou se mover, fugir daquela situação mas seu corpo estava atravessado por inúmeros cacos de vidro e suas articulações estavam partidas. Era o fim, é mesmo que não fosse e, ela sobrevivesse sabia que nunca mais poderia andar novamente.

O caçador ainda não entendia o porquê continuava parado olhando a garota tentar ajudar aquelas pessoas, mas quando o fim ia chegar para ela, seu sangue ferveu. Pegou sua espada em baixo do banco traseiro do carro e avançou contra o açougueiro, um golpe certeiro no pescoço e a cabeça da criatura rolou para o lado. Agora sujo de sangue e sem camisa ele começava a se arrepender de ajudar Hiana.

Ao se agachar ao lado dela, Asura injetou uma dose de morfina para diminuir a dor.

"Da próxima vez escute antes de fazer algo tão idiota. Eu estou nesse ramo a mais tempo do que você pode sonhar."

Hiana não respondeu, como poderia? Estava com o corpo em um estado lamentável mas o caçador sabia que poderia concerta-la. Asura retirou cada caco de vidro e a pegou nos braços, depois de carrega-la até o carro e colocá-la no banco de trás do impala, ele se preparou para partir.

Quando ligou o motor, acelerou em direção ao único lugar seguro que tinha conhecimento, a lanchonete de Antonin. Mesmo com tantas coisas na cabeça, o caçador ainda sentiu — havia um remanescente em algum lugar próximo dali. " droga " pensou, já havia feito sua escolha mas jurou que encontraria o dono daquela presença esmagadora.



Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...