História PRÓLOGO - Hawaii 5-0 - Capítulo 14


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Categorias Hawaii Five-0
Personagens Chin Ho Kelly, Daniel "Danny" Williams, Kono Kalakaua, Personagens Originais, Steven J. "Steve" McGarrett
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Palavras 2.620
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Ecchi, Policial, Romance e Novela, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Spoilers, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


OLha só quem voltou! E eu nem acredito que consegui terminar esse cap... Estou muito feliz!

Bom, abrindo alguns adendos.... Esse capítulo vai fechar algumas janelas que ficaram abertas, vai abrir mais algumas que se fecharão ao longo da história. Aqui será o "enceramento"da primeira parte da história. Mais ou menos isso... Eu resolvi dividi-la em partes para que assim ficasse mais fácil para eu escrever, mas para vocês continuará igual... Não quero confundir vocês, então sem mais delongas, boa leitura!

Capítulo 14 - Capítulo 13


“A vida pode ser boa em certos momentos. Mas, às vezes, isso depende de nós.” Charles Bukowski

 

Era bem cedo quando Steve recebeu a ligação do Hospital de Honolulu dizendo que o capitão Grover queria vê-lo. Dentro de mim, algo rezava para que não fosse só mais uma armadilha para qual estávamos indo sem nos preocupar. Isso mesmo, nós.

Mesmo que dizendo para o comandante que talvez eu não precisasse ir, ele foi bem objetivo em sua resposta: “Você faz tanto parte disso quanto nós da 5-0, e merece a mesma resposta que vamos receber.” Essa é a frase simples dele antes de entrar no banheiro para fazer a higiene pessoal, fez eu me sentir mais parte da família do que eu poderia imaginar.

Como é muito cedo, decidimos que a outra parte da família, vulgo Nahele, não precisava ir. Ele trabalha ainda hoje então merece descansar. Principalmente depois do que passamos ontem, todos merecíamos descanso, mas não podemos ter esse luxo, portanto o garoto pode aproveitar pela gente.

No caminho para o hospital, Steve fez questão de avisar toda a equipe, ele queria todos lá para ouvir o que Grover tinha a dizer em sua defesa do porque dele ajudar Lamartine. Esperamos todo mundo chegar, Danny foi o primeiro, seguido de Kono e Chin que chegaram juntos, a expressão de todos era de pura curiosidade e um pouco de tensão.

- Chefe... – Kono o chamou enquanto éramos levados por uma enfermeira ao terceiro andar do hospital, onde ficam os internados. – Você pensa em readmiti-lo no time?

- É muito cedo para qualquer decisão, mas eu sei que Lou quebrou a confiança de todos nós aqui, então ele precisará de uma boa desculpa para tê-la novamente. – Steve apenas seguiu andando enquanto todos se olhavam, ele parecia frio e impassível, outro lado dele que eu não tinha visto até agora.

- Lealdade é algo que Steve preza muito. – ou eu devo ter deixado muito aparente a surpresa que senti ao ver Steve assim, ou Chin leu minha mente e tentou me tranqüilizar. – Ele fica muito na defensiva quando essa lealdade é colocada à prova.

- Eu compreendo. – limitei em apenas dizer isso. Sinceramente, eu não tinha nem o que dizer.

O quarto em que o capitão está é o último do corredor, assim que nos aproximamos mais foi possível ver dois homens, grandes como armários fazendo guarda na porta.

- Isso é estranho... – ouvi o moreno de olhos puxados resmungar atrás de mim.

- São os guarda-costas do Governador... Ei Hugo, o que o Governador faz aqui? – Steve e o homem cumprimentaram-se com um aperto de mão e ele acenou com a cabeça para os demais.

- Não sei dizer comandante, ele me fez vir aqui mais cedo para saber do seu agente, assim que soube que ele havia acordado, veio para cá imediatamente. E ainda pediu que alguém do hospital te avisasse sobre... – o homem parecia totalmente sincero aos meus olhos.

- Tudo bem Hugo, podemos entrar?

- Esperem um minuto, vou perguntar...

Enquanto Hugo entrava no quarto, eu me aproximei do meu comandante e entrelacei nossos dedos. Ele me olhou, naquelas orbes azuis eu podia enxergar tudo o que se passava pela mente dele. Ele parecia travar uma batalha épica entre a raiva e a mágoa. Steve se limitou em apenas sorrir sem mostrar os dentes, eu nem pude fazer isso, estava tensa a ponto de não conseguir pensar em nada.

- Vocês podem entrar. – o outro cara, tão grande quanto Hugo estava com uma mão no ouvido, deduzi ser um ponto eletrônico, onde ele e o outro segurança se falavam a distância.

A equipe inteira respirou fundo antes de adentrar o quarto, que acabou ficando pequeno com aquele montante de gente. O barulho dos aparelhos médicos trouxeram a tona imagens de quando eu acordei fora daquela mansão e meu primeiro encontro com a 5-0, pelo jeito eu causei uma boa impressão, mesmo que machucando algumas pessoas. O capitão Grover, como todos os chamam, estava sentado na cama com aquela camisola de hospital e com algumas agulhas em seu braço esquerdo. Eu nunca o vi antes, mas posso dizer que está bastante pálido e tem um corte na bochecha esquerda e um no supercílio. Havia além de Hugo, uma mulher magra, com cabelos cheios e pele negra sentada em uma cadeira ao lado do leito do capitão, e também um outro homem negro, vestido com um terno de aparência cara e com o rosto indecifrável.

- Olá pessoal. – Capitão Grover se pronunciou, ele não parecia intimidado com a situação. Eu permaneci ao lado de Steve, mas soltei sua mão para abraçar meu próprio corpo, eu não estava nada confortável com aquela situação. Principalmente porque o homem de terno não tirava os olhos de mim.

- Hugo, pode esperar lá fora, por favor? Eu não vou demorar. – o homem de terno tem a voz grave, mas suave, se é que isso é possível.  O tal Hugo assentiu com a cabeça e saiu do quarto rapidamente, fechando a porta atrás de si.

- Como você está Lou? – Kono foi a primeira a se pronunciar depois de um longo tempo. Ela andou até perto da cama e colocou umas das mãos em cima do ombro da mulher que estava sentada.

- Ele teve algumas fraturas nas costelas, desidratação, e alguns cortes superficiais, mas o médico disse que está se recuperando bem. – ela apertou a mão do enfermo que lhe sorriu pequeno. Depois se virou para nós e indagou. – Tudo bem com vocês? Oh, você eu não conheço... – Essa afirmação havia sido feita para mim.

- Me desculpe à falta de educação, me chamo Serena. – senti meu rosto esquentar, e nem faço idéia do por que. Olhei de relance para o homem de terno e ele ainda me olhava, parecia em transe, isso com certeza me assustaria antigamente, mas agora não, ele não parece alguém que faria mal a outra pessoa.

- Não se preocupe, eu sou a Renee, esposa do capitão Grover. É um prazer conhecê-la. – ela sorriu e eu apenas acenei com a cabeça.

- Eu não quero ser chato, mas o que o senhor faz aqui governador? – agradeci a Deus quando Danny se dirigiu ao outro homem perto da janela, tirando a atenção dele de mim.

- Eu creio que o que o capitão irá dizer a vocês tem ligação direta comigo, Detetive Willians.

- Como assim? – Steve também entrou na conversa. Ele olhava diretamente para o governador e depois para o Lou.

- Antes de qualquer coisa, eu quero pedir desculpas a vocês pelas minhas atitudes, mas eu tinha motivo. Um motivo muito bom. Eu apenas ajudei ao Lamartine a mando do Governador Wesley. – aquilo com certeza foi um baque para todos na sala. Olhei para Steve, ele tinha os olhos arregalados e parecia estar sem fala.

 

-STEVE-

Eu me sentia estranho, como assim o governador pegou um dos meus homens, sem a minha permissão e além de tudo o colocou contra todos os outros da equipe.

- Explica isso direito Grover. – Danny parecia tão incrédulo quanto eu.

- Acho que quem tem que se explicar aqui é o governador. Afinal quem te deu o direito de usar a 5-0 desse jeito? Grover podia ter se ferido gravemente, nós o podíamos ter ferido gravemente, achando que ele tinha mudado de lado, e tudo isso era um plano do senhor?

- Steve, calma aí... – Chin tentou apaziguar a situação.

- Calma nada, eu passei todo esse tempo achando que um dos meus tinha me traído, você mais do que ninguém sabe que a lealdade é a única coisa que une uma equipe Chin.

- Eu entendo sua fúria comandante McGarrett, e peço desculpas por não ter informado nada a você, mas eu não podia colocar em risco a operação, era melhor que você ficasse com raiva da situação, do que tentasse impedir. Eu precisava de alguém de confiança para uma operação paralela. Lembram-se quando eu lhes disse que o Lamartine seria levado de volta para Luxemburgo? Pois bem, eu convoquei o capitão Grover porque ele seria o mais indicado para não parecer uma armação.

- Jacques é esperto, ele logo entenderia que tinha algo de errado, iria entrar na sua mente com brincadeirinhas e gozação, e mesmo inconscientemente você acabaria revelando pequenos detalhes... – Olhei para Serena que ainda estava abraçando o próprio corpo, senti-me estranho por ouvir ela chamando Lamartine pelo primeiro nome.

- A moça está certa. Você tem uma tendência a se irritar McGarrett, eu não podia arriscar perder tudo...

- Mas de certa forma o senhor perdeu, Lamartine e Wo Fat fugiram e Grover quase morreu em uma explosão. – Eu retruquei para ele. Começava a compreender o que havia acontecido, mas isso não me impedia de ter raiva.

- Você fala como se nós dois também não tivéssemos quase morrido... – ouvi Danny sussurrar ao meu lado, mas o ignorei.

- Imprevistos acontecem... Eu estava justamente conversando com o capitão sobre o que aconteceu. – Todos nós voltamos o olhar para o homem grande e fragilizado na cama. Ele suspirou e apertou a mão da mulher como reconforto antes de começar a falar.

- Depois do incidente no shopping, eu percebi que Wo Fat estava tramando algo, ele sempre pedia para conversar com o Lamartine sozinho... Eu estava começando a desconfiar de alguma coisa, até que sem querer eu ouvi a conversa sobre a bomba, e claro que eu não podia deixar acontecer, então eu revolvi ligar para o governador para informar a equipe da 5-0, entretanto meu celular foi interceptado pelos homens do Wo Fat, ele acabou me pegando de surpresa, eu senti uma dor na nuca e desmaiei. Acordei algumas horas depois, eles me torturaram para saber minha posição real ali, não tenho idéia do que aconteceu depois que eu desmaiei pela segunda vez, só me lembro de acordar na cadeira com vocês... – ele apontou para mim e para o Danny, acabei me lembrando sobre o estado lastimável que encontramos o capitão preso naquela cadeira. – Eu tentei avisar sobre a bomba, me desculpem pessoal, vocês devem estar com muita raiva de mim, eu sei disso, mas era uma coisa que eu não podia deixar de fazer...

O quarto entrou em silêncio depois que Lou terminou seu relato, ele era outra vítima dos planos do governador.

- Não se preocupe Lou, nós te entendemos. No seu caso, eu também faria o mesmo, não posso te julgar. – eu nunca fui bom em confortar ninguém. – Agora Governador Weslley, essa foi a primeira e a última vez que o senhor usou minha equipe ou um dos meus, vamos continuar protegendo o Havaí porque é nossa terra, mas não devemos mais jurisdição ao senhor...

- Steve... – Kono tentou me impedir de fazer o que eu estava prestes a fazer, mas eu a cortei com um levantar de mão.

- A força-tarefa 5-0 vai continuar a existir, mas por conta própria. Não recebemos mais ordens de você Governador, um homem que coloca os meus homens em perigo não tem direito nenhum sobre nós.

Eu vi o homem de terno respirar fundo e sorrir de cabeça baixa, ele parecia entender o que eu estava dizendo e respondeu levantando a cabeça:

- Eu entendo seus termos comandante, posso não ter mais nenhum poder sobre a 5-0, mas esse estado ainda está sob meu comando, e o que eu puder fazer para mantê-lo assim, eu farei... – ele arrumou o terno no corpo e começou a andar. – Até mais a todos.

O governador passou por nós, ele olhou para Serena que se encolheu do meu lado, era perceptível seu desconforto, fiquei com vontade de abraçá-la por isso, mas me contive, não sabia qual seria sua reação. Assim que o moreno passou pela porta, ele a fechou-a atrás de si. Pude respirar normalmente, ainda me sentia irritado, todavia sentia-me também arrependido por ter desconfiado do meu companheiro de equipe.

- Lou,acho que lhe dev...

- Pode parar McGarrett. Eu sei que você não faz o tipo que pede desculpas... Será que podemos conversar?

Olhei de relance para todos na sala, eles entenderam o recado e foram se retirando um a um, até Serena estava indo, entretanto Lou a chamou antes dela passar pela porta. A morena me olhou como quem pede permissão, eu acenei com a cabeça e ela voltou para perto de mim, não tanto quanto eu gostaria, por isso eu a abracei pela cintura e colei nossos corpos. Eu me sentia necessitado dela...

- Antes de qualquer coisa, eu lhe devo um pedido de desculpas Serena, no shopping eu até tentei impedir o Lamartine, mas ele estava concentrado em você, queria te levar com a gente à todo custo. Não consigo nem imaginar pelo que você passou, por isso eu repito, me perdoe. - Lou parecia tão sincero que tive vontade até de abraçá-lo. Sorri internamente, isso está se tornando bem comum para mim.

- Não se preocupe senhor Grover, eu entendo seus motivos. - Serena lhe sorriu amigavelmente. - Eu acho que vocês precisam de um tempo sozinhos… - ela me olhou e beijou-me na bochecha. Eu com certeza, não sei mais viver sem essa mulher.

- Eu concordo com você querida, vamos tomar café juntas então. - Renne levantou-se da cadeira onde estava, beijou a testa do marido, e quando passou perto de mim, colocou sua pequena mão em meu ombro, como quem agradece por algo. Depois que as mulheres saíram, um silêncio constrangedor pairou sobre aquele quarto, nós dois não sabíamos o que dizer um ao outro. Até que a expressão do capitão mudou, como se ele tivesse se lembrado de algo.

- McGarrett, enquanto eu “trabalhava” para o governador, algo me chamou a atenção. Sempre que eu o contatava para falar como estava indo a missão, ele me perguntava se o Lamartine havia me falado de algo importante para ele, ou falava sobre o atentado de Luxemburgo… Eu não sei muito bem o que isso significa, mas tenho a impressão de que ele procura por alguma coisa, e acha que o Lamartine está com ela.

- Isso é uma informação e tanto, Lou. Eu vou verificar e quando você sair desse hospital, pode me ajudar a…

- Esse é o caso Steve, quando eu sair desse lugar, eu não vou poder te ajudar…

- Como assim?

- Vou ser franco contigo McGarrett… - eu vi ele suspirar antes de continuar. - Eu saí da SWAT, me aposentei, e achei que não iria conseguir ficar em casa sem fazer nada, e quando você me convidou para participar da 5-0 eu logo aceitei. Mas reparando agora, eu estou aposentado, é o meu momento de relaxar com a minha família, ir pescar quando eu quiser… Eu não vou voltar para o time, agradeço muito por vocês terem entendido o meu lado, mas chegou o meu momento de descansar… Reneé vem me cobrando isso há um tempo, e eu quase morri Steve, isso me abriu os olhos sobre como a vida é curta e como o meu papel ajudando a sociedade chegou ao fim.

Eu fiquei alguns minutos digerido o que Lou havia me dito. Se eu estava surpreso? Sim, ele parece durão demais para ficar pescando, mas se ele acha melhor assim, não serei eu a contrariar.

Eu compreendo meu amigo. Saiba que sempre terá um lugar na 5-0… Obrigado por seus serviços prestados, a ilha do Hawaii agradece. - eu apertei a mão do capitão que apenas sorriu minimamente para mim.

 

Então e me virei para ir embora, agora eu tenho um lugar vago na equipe, e eu já sei quem colocar lá. É claro que um treinamento adequado comigo precisará ser realizado, mas eu sei que ela se dará bem. Eu acredito nisso!

 


Notas Finais


Bom, me digam o que acharam, e eu espero realmente que eu consiga trazer o próximo o mais rápido possível!

Até mais!


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