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História Prom - Capítulo 1


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Notas do Autor


Música do capítulo:
First Love/Late Spring by Mitski

Fiz essa one pensando na música, espero que gostem dela como eu gostei!

Capítulo 1 - Capítulo Único ( One Dance)


Fanfic / Fanfiction Prom - Capítulo 1 - Capítulo Único ( One Dance)

Ah, o salão estava deslumbrante, ninguém negaria isso.

Son Seungwan tinha muito orgulho de si naquele instante.

Mesmo que agora estivesse vazio, ainda parecia perfeito.

Ums obra de arte.

Depois de voltar para Coréia, seu país natal, trouxe para o diretor as ideias para um baile antes das férias, com direito a ponche e faixas tortas nas paredes, como vira no seu período de intercâmbio.

Agora o globo estava pendurado no teto, ainda refletindo suas luzes coloridas.

Pratos e guardanapos sujos nas latinhas de lixo perto da porta.

Smooth e bolo por aí.

As caixas de som grandes ainda reproduziam sua playlist.

Seungwan cruzou seus braços sobre o vestido azul longo.

Seus cabelos escuros e batom vermelho eram tão elegantes.

Estava sozinha, é verdade.

Mas não importava.

Fosse no intercâmbio em seu país natal, sempre esteve.

Seu sorriso era sereno enquanto chutava um copo plástico vermelho com o salto azul.

Não dançou.

Passou tanto tempo checando tudo e todos que não dançou com ninguém.

O baile havia acabado antes da playlist, que ainda tinha algumas músicas.

Balançava a cabeça ao som animado das divas pop.

Afastou os pensamentos aleatórios de sua mente, unindo as mãos.

 

Hora de dar uma ajuda para as moças da limpeza. Se eu recolher algumas coisas, elas terão menos trabalho amanhã. ”  — Pensou.

Se dirigiu até a porta dos fundos, vendo a luz da bela e amarela lua ao abri-la.

Focando em encontrar um saco de lixo no quartinho de limpeza do ginásio, ela só parou quando ouviu um chiado agudo ao abrir a porta do mesmo.

Seungwan congelou bruscamente.

Tinha pavor de quase tudo, mas principalmente de barulhos aleatórios.

Parada no lugar como uma estátua.

Seu coração batia desesperadamente.

Outro chiado.

Mais um e eles seguiam vindo.

A Son deixou o ar sair e aguçou sua audição.

Agora não era difícil de identificar, já que os sons começaram a se misturar com soluços.

 

Seungwan olhou ao redor, enfrentando a pouca iluminação que só se focava em um curto espaço central do quartinho.

Estreitando o olhar, lá estava.

Um pé, coberto por um sapato de salto cor de rosa.

 

Seungwan: —Quem está aí? —Sua voz saiu baixa na porta do lugar. —Se sair agora, não contarei nada para ninguém. —Tentou uma outra vez, após só receber silêncio.

 

Seungwan ia tentar uma vez mais quando o pé se mexeu e uma mão apareceu.

A mão de longas unhas decoradas acenou.

Seungwan prendeu a respiração, curiosa para ver quem estava escondida no escuro por sabe-se lá quanto tempo.

A menina saiu então.

A Son arregalou os olhos.

 

Joohyun: —Por favor, não conte nada. —Os olhos dela estavam inchados e a maquiagem borrada.

Aquela garota era Bae Joohyun, a veterana do último ano, sala A.  Era reconhecida por sua beleza e inteligência, ambas acima da média.

Mas agora, a Bae Joohyun que parecia energética e genial era apenas ... um alguém encolhido e fraquejando dentro de seu vestido cor de rosa.

Joohyun: —Eu não vou aguentar se alguém mais souber. —Ela não podia aguentar levantar sua cabeça.

Seungwan suspirou.

Ela adentrou na luz no pequeno cômodo.

 

Seungwan: —Vem comigo, vamos sair do escuro. —A mais velha apenas assentiu, se deixando ser levada como um saco de ossos sendo arrastado.

 

As duas se sentaram em uma das mesas brancas plásticas coberta com uma toalha roxa.

 

Seungwan: —O que houve? —A Son olhou ao redor, não havia mais ponche ou docinhos para oferecer.

Ao menos, nenhum que não tivesse saliva.

 

Joohyun levantou o olhar.

Mesmo assim, ela ainda parecia bonita.

 

Joohyun: —Vim ao baile com o garoto que eu gostava. Viemos como amigos... —Sua voz começava a falhar. —Eu pensei em me declarar nessa noite. Mas... Ele... usou o baile para se declarar para outra pessoa. —Apertou o tecido rosa na saia do vestido.

 

A mais baixa assentiu, fitando as mãos.

 

Seungwan: —Bom, e- —Mas quando ela ergueu a cabeça, a mais velha estava chorando.

O restante de seu rímel fazia trilhas pelas bochechas.

 

Seungwan: —Ah, n-não chore! —Pegou o guardanapo largado na mesa por impulso e a entregou.

 

Joohyun o aceitou para limpar seu rosto.

 

Joohyun: —Isso sempre acontece comigo e-...   —Ela parou de se limpar.

Franziu o cenho para o papel.

 

Joohyun: —Isso no meio... —Abriu-o. —Diga que isso não é bolo cuspido.

 

A mais baixa ergueu-se sobre a mesa.

 

Seungwan: —Oh.... Acho que é sim... —Voltou a sentar-se, constrangida.

 

A Son estava pronta para se desesperar.

Mas, surpreendentemente, a garota de longos cabelos castanhos riu alto.

Uma gargalhada que seguiu, convidando Seungwan a rir junto.

 

Joohyun: —Isso sempre acontece comigo... —Suspirou.

 

A Son a fitou.

Lá estava a tão admirada Bae Joohyun.

Quem imaginaria?

 

Seungwan: —Desde quando estava lá? —A mais velha ergueu o olhar. —No quartinho, quero dizer.

 

Joohyun: —Bom... desde... —Fez uma pausa. —A primeira música, eu acho.

 

Se Seungwan estivesse tomando o ponche, teria engasgado.

 

Seungwan: —Passou três horas lá?!

 

A Bae deu de ombros.

 

Joohyun: —Eu não tive coragem para voltar. —Ela ergueu sua postura. —Eu entendo sua surpresa.... Eu não deveria ter me escondido.... Eu.... Não é errado amar alguém.

 

A Son sorriu.

 

Seungwan: —Tem razão.... Não é. —Desviou o olhar para as caixas de som. —Você esteve lá todo esse tempo... não pôde dançar nenhuma música, não é?

 

Joohyun: —Não... —Disse com um sorriso de canto. —Eu pensei que dançaria a valsa com ele..., mas... no fim, eu mal vi o tempo passar tanto assim.

 

Seungwan se dirigiu ao seu celular em outra mesa. Ainda faltavam cinco músicas para a valsa, mas ela adiantou.

 

Joohyun: —O que está fazendo?

 

Seungwan: —Te convidando. —Estendeu a mão para a mais velha.

 

A Bae baixou a cabeça.

 

Joohyun: —Não precisa fazer isso por mim. —Sorriu.

 

Ela parecia tão triste sob aquela luz.

 

Seungwan: —Mas eu quero. —Joohyun arregalou os olhos.

 

Receosa, ela pegou a mão de Seungwan.

 

Elas eram as últimas pessoas no salão.

Rodando devagar, melancólicas, esmaecidas.

Duas pequenas dançarinas, sendo uma o público da outra.

As últimas duas dançarinas.

As janelas escuras já não eram assustadoras.

O cheiro dos perfumes doces se misturava com o cheiro fresco que vinha da noite.

 

So please hurry leave me I can't breathe

 Please don't say you love me

 

One word from you and

I would Jump off of this Ledge I'm on Baby

Tell me "don't" So I can Crawl back in

 

Joohyun se sentia inquieta.

Será que aquele silêncio era o melhor?

Poderia perguntar se foi ela mesma quem decorou tudo, poderia perguntar se a mais baixa queria parar, se ela queria ajuda para limpar depois.

Mas não queria.

Queria rodar para sempre ali.

Ela se sentia em paz, naquele curto período de tempo.

 

Seungwan guiava a mais alta.

Se perguntava o que exatamente a havia feito sugerir aquilo.

Não que se arrependesse, mas.... Por que aquela garota brilhante que chorava como se fosse só uma criança alta demais lhe despertara tamanha compaixão?

Deveria dizer alguma coisa?

Talvez dissesse, mas quando a música acabasse.

Sim, quando se soltasse dela, diria alguma coisa.

Mas naquele momento aproveitaria não estar mais sozinha.

Naquele momento se perguntaria porque seu coração fazia aquele barulho aleatório.

 

Joohyun: —Obrigada. —Sussurrou. —O baile... é perfeito. —E a apertou num abraço.

Seungwan sorriu.

Seungwan: — De nada... —Se soltou do abraço primeiro.

Não sabia bem o que dizer.

Mas tinha que dizer alguma coisa.

 

Seungwan: —Está tarde... —Arregalou os olhos. Não queria sugerir que a mais alta fosse embora. —D-Digo...

 

Joohyun: —Está. —Um sorriso doce surgiu enquanto a Bae olhava pela janela na noite escura. —Eu não quero ir para casa ainda. —Voltou seu olhar para a mais baixa. —Posso te ajudar a limpar tudo aqui?

 

Seungwan: —C-Claro! —Sorriu surpresa.

 

E assim foi.

As duas pegando com certo nojo copos e pratos.

Elas comentavam da bagunça que alguns alunos tinham deixado, e de como suas vidas eram, em um resumo bem breve.

 

 

Seungwan bateu as palmas das mãos.

 

Seungwan: —Está feito! —Sorriu.

 

A Son suspirou. Agora a mais alta iria, e só a veria depois das férias.

Seungwan: —Tenho que pegar o ônibus... —Era uma infeliz verdade. Não tinha muito para um táxi do colégio até sua casa.

 

Joohyun: —Que bom! Eu também! —Sorriu contente.

 

Ela não tinha, não. Mas iria.

 

As pessoas que voltavam dos turnos de seus trabalhos cansadas a ponto de desmaiarem acharam incomum que duas meninas exageradamente arrumadas sentadas com seus vestidos longos em bancos acabados de ônibus, olhando pela janela

 

A Son não notou quando a Bae apagou em seu ombro.

 

Com seus fones de ouvido, Seungwan se lembrou das palavras da veterana.

 

“O baile... é perfeito. ”

 

Sentiu o orgulho te atingir diferente.

Vendo que Joohyun dormia tão pacificamente, brilhando seu rosa naquele acento rabiscado, a mais baixa se perguntou se aquilo que a preenchia era mesmo... só orgulho de si.

 

 

 

 

 

 

 

 

 


Notas Finais


Obrigada por ter lido!


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