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História Prom Queen - Fillie - Capítulo 30


Escrita por:


Notas do Autor


queria ter postado esse capítulo ontem que foi meu aniversário mas acabei ficando cheia de coisa e nem deu. Mas aproveitemm que eu escrevi com muito amor 💗

Boa leitura!

Capítulo 30 - Girls Just Wanna Have Fun


Millie’s Point of View

Mais dois dias se passaram e eu ainda não havia conversado com a minha mãe sobre ter entrado na faculdade. Estava insegura sobre isso, por algum motivo. Mas poxa, ela é minha mãe e merece saber. Dentro de algumas semanas seria nossa formatura barra Prom e eu queria que ela soubesse antes dessa data. Tudo se atrasou um pouco por questões privadas da escola, mas eu estava ansiosa. Uma etapa nova na minha vida. O encerramento de uma fase e o início de outra. 

– Mãe! Pode vir aqui por favor? – Gritei do meu quarto. 

– Um instante! 

Me ajeitei na minha cama, esperando que ela viesse. Aproveitei que Vinicius estava em viajando à trabalho e não chegaria tão cedo, estaria livre do monstro por pelo menos duas semanas. Ela entrou no meu quarto e fechou a porta atrás de si, vindo até mim. Provavelmente curiosa, já que não conversávamos tanto. 

– Me chamou? 

– Eu queria te contar... eu fui aceita em três das quatro faculdades que prestei!

– Filha, isso é incrível! – Exclamou. – Eu estou tão orgulhosa de você!

– Está? – Sorri e ela assentiu, me abraçando. 

– Eu sei que você vai se destacar. Você é inteligente, vai construir um futuro lindo.

Ela raramente dizia tais palavras para mim. Sorri abertamente, mentalizando e recebendo seu achismo. Significava muito para mim, mesmo. Me aconcheguei em seu abraço por alguns minutos. Queria que ela me abraçasse com mais frequência. Era bom. Seu olhar estava cansado, mas ela parecia feliz.

– Em quais faculdades você passou?

– NYU, Ivy League e USC. 

– Filha, isso é ótimo! Você pode estudar perto de nós. – Sorriu.

– Na verdade, mãe... eu estava pensando em ir para a NYU. Eu amo a Califórnia, mas.. você me entende?

– Você não pretende continuar aqui?

– Não. – Abaixei a cabeça, sendo sincera. – É claro que eu vou sentir saudades, mas eu tenho que pensar no meu futuro.

– Vai fazer igual o seu irmão, não vai? Pretende me deixar? 

– Não é isso, mãe. Mas eu tenho que construir a minha própria vida, não posso ficar presa à vocês. Você me entende, não entende? 

– Hum, claro filha. – Ela concordou, um tanto quanto pensativa. Creio que ela realmente não esperava isso de mim.

– Mãe, será que você pode.. não comentar nada com o Vinícius? Eu ainda não sei o que vou fazer e não quero mais pressão pelo lado dele. 

– Claro, Mills. Faça como quiser. Mas.. pense bem antes de tomar qualquer decisão, tudo bem? 

Ela me colocou em uma saia justa. Não pensei que ficaria com dó de deixa-la mas seu tom de preocupação me fez repensar. Ao mesmo tempo que eu queria cantar pneu para fora da cidade, também sentia que ela precisava de mim por perto. Minha mãe fora abandonada duas vezes e não queria que ela pensasse que eu estava fazendo o mesmo. Mas, porra, por uma vez na eternidade eu tenho que me colocar em primeiro lugar. Isso não é sobre ela, nunca foi e nunca será. Eu preciso pensar em mim e no que é bom para o meu futuro. Ao final do dia, sou a única pessoa que estará ao meu lado durante todos os meus momentos, até meu último suspiro. Jamais posso me esquecer disso. 

– E, por favor, não ache que eu vou te abandonar. Em duas semanas vamos para Nova York conhecer a faculdade e eu acho que pode ser uma experiência boa. Minha turma inteira e eu. 

– Tudo bem, meu amor. Eu apoio você se é isso que quer. 

– Obrigada, mãe. – A abracei.

Seus braços deslizaram pelas minhas costas e ela cutucou a região.

– Está sem sutiã, Millie Brown?

– Ah mãe, fala sério.

– Batendo na porta dos dezoito anos você não usa sutiã, garota? – Ri. 

Coisa de mãe. Eu gostava quando ela me tratava assim, como uma criança normal. Revirei os olhos, me jogando na minha cama em seguida.

– Fala sério, mãe. – Resmunguei.

– Em falar em sutiã.. o que está acontecendo entre você e o tal de Finn?

– Nós estamos juntos, mãe. Ele me pediu em namoro na virada do ano.

– Por que nunca me contou sobre isso?

– Não queria que Vinicius ficasse enchendo o saco. Você sabe como ele é rígido, sem motivo. 

– Milena, já fazem quase dois meses! 

– Qual é a diferença? Você sabia que estávamos juntos. A única diferença para um relacionamento à aquilo é que agora somos exclusivos. 

– Ele é bom para você?

– Ele é o melhor. – Sorri sozinha ao pensar em Wolfhard. – Ele é absolutamente incrível. Já me ajudou muito.

– Ele me parece um cara legal. Mas toma muito cuidado, homens não são confiáveis. E sem sexo até pelo menos um ano de relacionamento. – Sorri de canto e ela me fuzilou com o olhar. – Vocês já fizeram, não fizeram?

– Mãe! Nós não conversamos sobre isso há um tempo atrás? 

– Mas eu não pensei que você fosse realmente.. meu Deus! Garota, você é só uma criança. Por que não me falou antes? Você precisa ir ao ginecologista, tomar pílula.. imagina se engravida?

– Não é para tanto, mãe. Mas tudo bem, vamos marcar eventualmente. 

– Eu não acredito que você já fez sexo. – Olhou para baixo, confusa. – Quando foi que você se tornou essa mulher? 

– Eu não sei. – Sorri. 

Ela ficou me encarando por alguns segundos e fez uma careta, como se realmente não conseguisse me imaginar transando. Era estranho mesmo. Também não conseguia imaginar minha mãe fazendo isso. Bizarro.

– E você? O que está rolando no seu relacionamento? 

– Está tudo ok. Por que a pergunta?

– Você parece cansada. Está tudo bem mesmo? 

– É coisa de adulto, filha. Você não entenderia. 

– Eu sou quase uma adulta agora! Pode me contar qualquer coisa.

– Estou bem, filha. Mas agora chega de papo-furado, tenho que voltar à trabalhar. 

Ela me deu um beijo na testa e saiu do quarto. Minhas férias estavam quase acabando e faltaria só mais um período para finalizar completamente a escola. Mas agora tudo estava mais tranquilo, já que as provas mais complicadas já haviam passado. Meu boletim estava bom e era isso que importava já que nos Estados Unidos é isso que é levado em consideração. 

Os dias passaram rapidamente. Adriana e Sadie ainda me mandavam mensagem constantemente falando que eu deveria dar mais uma chance ao Coach, mas eu realmente não tinha isso nos meus planos. Não queria mexer com o que estava quieto. O meu medo de homens apenas aumentou depois disso. Comecei à associar qualquer pisada firma à o som que ouvi atrás de mim, na minha própria mente. De que me ajudaria, no final das contas? Não quero sair da zona de conforto de maneira alguma. 

18 de Fevereiro, 2021.

Girls Just Wanna Have Fun - Charlotte Lawrence. 

Finalmente! O dia antes da nossa viagem para a universidade de Nova York. Estava ansiosa para viajar com meus amigos e explorar uma nova cidade. Não é todo dia que sua escola reúne a galera para passear e aprender. Minhas amigas vieram em casa para me ajudarem à arrumar as minhas coisas. Preparei uma mala além da minha mochila de costas. Eu e as meninas fizemos skincare e hilárias interpretações das cenas de High School Musical. Curtimos clássicos dos anos oitenta e fizemos cupcake. Estava com saudades de tê-las por perto.

– Argh, como eu odeio esses caras! – Iris resmungou ao comentar sobre sua desilusão amorosa.

– Eu coloquei Caleb na linha. Ele também estava enchendo meu saco, e não estava sendo um bom namorado. Agora ele melhorou, graças aos meus puxões de orelha. – Ri ao ouvir Sink.

– Que bom que eu não estou com nenhum garoto. Jillian é tudo na minha vida, eu a amo demais. Estou tão aliviada que estamos vivendo algo.. achei que nunca daria certo. – Comentou Lilia.

– Vocês duas são lindas juntas. – Disse.

– Obrigada Mills. Como está você e Finn?

– Bom, completamos um mês e meio de relacionamento. É um início. – Ri. 

– Ele tem cara de que transa bem. – Sadie não perdeu tempo para dizer. – Ele apresenta esse perfil.

– Que tipo de perfil? – Dei risada.

– Estilo bagunçado, meio maconheiro misterioso, low profile, pinta a unha.. não tem masculinidade frágil mas também tem uma postura de homão. 

– Pior que ele é assim mesmo! – Iris riu.

– Agora vamos ouvir da Mills. – Buckingham exclamou. – Como ele é?

– Como ele é.. em que sentido?

– Fala sério, Brown! Na cama. – Apatow foi direta, me fazendo rir.

– Céus, ele é.. – Fechei os olhos, ao me lembrar das sensações que vivi ao seu lado. – Incrível.

Elas vibraram me fazendo rir. Sempre fui mais tímida pra falar sobre esse tipo de coisa, mas todas elas sempre compartilhavam suas experiências então creio que não havia motivo para ficar com vergonha. É normal falar sobre isso com as amigas, não é?

– Queremos detalhes! – Sink explorou.

– Não tem muito o que falar, só é.. muito bom. – Mordisquei o lábio inferior. – Nossa ele é tão bom em ir lá embaixo em mim, é uma loucura. 

– Ui! – Exclamaram em uníssono. 

Ficamos conversando sobre isso por mais algum tempo. É claro que eu não dei todos os detalhes dos nossos amassos porque não me sentia completamente confortável e também por respeito à Finn. Elas dormiram aqui em casa e minha mãe nos levou de carro até o aeroporto no dia seguinte, bem cedo. Seria uma viagem longa, mas eu mal podia esperar. Me sentei ao lado do meu namorado no avião. Nossos amigos ficaram próximas de nós, de maneira que pudéssemos todos conversar sem fazer muito barulho.

Porém dormi praticamente o percurso inteiro porque estava completamente exausta. Acordei quando chegamos ao aeroporto novamente e pegamos o ônibus. 

Me sentei no colo de Finn, apoiando minhas pernas no assento ao lado. Toda a turma ficou entusiasmada com a linda estética da cidade. Era tudo muito alto e animador. Haviam pontos maravilhosos que tivemos a oportunidade de apreciar de perto, ainda dentro do ônibus. I Like Me Better tocava lá na frente, fazendo com que o som ficasse como um barulho de fundo gostoso para nós, que estávamos sentados nos bancos de trás. Me remexi no colo de Finn, tentando encontrar uma posição melhor.

– Se eu fosse você não me mexeria demais. – Sussurrou no meu ouvido.

Meus pelos se arrepiaram e eu o entreolhei. Eu entendi o que ele quis dizer. Estávamos rodados de pessoa e a última coisa que queria era deixá-lo com uma ereção em um ônibus de viagem, sem que pudéssemos saciar a frustração do prazer. Tentei ficar imóvel em seu colo, apenas admirando a linda vista e apontando para os lugares que mais me chamaram atenção. Cole, um amigo de Finn, se sentou no banco que eu estava antes de aconchegar-me nos braços do meu namorado. Seus cabelos eram mais compridos que os meus e ele tinha um estilo similar com o de Wolfhard.

– E aí, vocês dois? – Nos cumprimentou casualmente. 

– Fala, Cole. – Finn disse com desdém.

– Não sabia que estava namorando, cara! Ainda mais a famosa Millie Brown.

– Famosa? – Franzi o cenho e ele deu um sorrisinho de lado. 

– Parabéns para vocês dois! – Falou amigável. Sorri em agradecimento. – Tá bem servido hein, rapaz?

Corei no mesmo instante. Por que todos nessa escola acham que eu sou a Deusa do sexo? Eu era literalmente uma virgem inexperiente antes de me conectar com Finn. Ele abraçou minha cintura, me trazendo para mais perto. Tudo bem você brincar com esse tipo de coisa na frente dos amigos, mas que fosse pelo menos em um momento que eu estivesse longe.

– Com certeza. Agora pode parar de olhar, você não pode ter isso. – Sorriu marcando território. 

– Relaxa, irmão! – Riu em um tom meio drogado. Ele tinha a exata mesma vibe do Finn. – Mérito seu, sua garota.

Eu vou fingir que ele não acabara de me tratar como uma mercadoria. Fiquei um pouco incomodada com sua maneira de se expressar, porém não iria levar isso para o pessoal porque Cole era uma pessoa legal, já havíamos conversado antes. Me aproveitei da situação para memorizar o Finn com ciúme de mim. Ele sempre fora o ser menos ciumento que eu já vi, realmente muito tranquilo. Mas às vezes é gostoso ver alguém que você se importa demonstrando pelo menos uma faísca de ciúmes. Apesar de não demonstrar muito, eu mesma me sentia incomodada com o sucesso dele quando se tratava de garotas. Ele não tinha uma boa reputação.

– Você vai para qual universidade? – Puxei assunto.

– Nem sei, gatinha. Passei na NYU mas estou em dúvida se deveria ir ou continuar trabalhando com meu pai na empresa dele. E você, princesa?

– Hum, entendi. Bem, eu passei em três mas também estou em dúvida sobre qual eu deveria ir.

– Me avise se entrar para NYU. Talvez eu vá só por você. – Me olhou de cima para baixo, sorrindo.

Finn deu um risinho contra meu pescoço. Nós nos entreolhamos e eu o lancei um olhar de dúvida. Cole sorriu e eu fiz uma careta confusa. Fiquei desconfortável por não estar entendendo o que estava rolando. Os garotos se entreolharam rapidamente e compartilharam um sorriso cúmplice. Que porra?

– O que foi? – Perguntei. 

– Esse filho da puta tá dando em cima de você.. na minha frente. – Riu, passando a mão pela minha cintura. – Cai fora, Cole.

– Que isso, irmão? – Ergueu seus braços em rendição. – Sou tranquilo, você sabe. É só bom deixá-la com opções no caso de algum pé na bunda ou algo assim.

– Por que acha que eu terminaria com Finn? – Ri fraco. 

– Ele é cachorro e difícil de lidar. – Brincou, me deixando ligeiramente desconfortável. – Teve uma vez que el..

– Você está drogado, Cole. Depois a gente conversa, pode ir agora. – O cacheado falou simplesmente. Ele não parecia ter ficado incomodado. 

– Vou, mas estou por perto. – Piscou e eu franzi o cenho. – Beijos ao casal.

– Eu não entendo muito bem os seus amigos. - Comentei.

– Eles não sabem lidar com mulheres. – Riu, aproximando-se do meu ouvido. – Mulheres gostosas como você, especialmente. 

Algo se acendeu em mim e ele dedilhou minha barriga por debaixo do moletom, me fazendo cócegas. Dei uma risadinha e segurei seu pulso tentando fazer com que ele parasse. Ficamos conversando um pouco mais sobre nossas expectativas para Nova Iorque e em algumas horas já estávamos no Hotel. Fora uma burocracia complicada para organizar tudo, mas as inspetoras deram conta. Além de que, não éramos mais crianças e já exigiam de nós essa responsabilidade. Infelizmente fiquei em um grupo afastado de Finn mas minhas amigas estavam lá. De qualquer maneira, iríamos dar uma escapada à noite. 

Passamos o dia explorando a cidade e conhecendo um pouco mais das histórias; cultura. Era tudo muito cheio de vida. Nunca havia estado em Nova York antes, pelo menos não que eu me lembrasse. Tudo era novo e espetacular para mim. Eu e as meninas tiramos inúmeras fotos que logo estavam em suas redes sociais. Enviei também um vídeo para minha mãe, que perguntou como havia sido a viagem. Comemos algodão doce, compramos coisas inúteis que vendedores ambulantes recomendaram e visitamos a Universidade de Nova York. Me apaixonei instantaneamente por tudo. Rapidamente me vinculei com Nova-Iorquinos amigos de Lilia, que conhecia meio mundo. 

– O metrô está quase fechando, vamos! – Iris agitou, rindo.

Estávamos carregando um sofá pink em mãos que o ex de Cayla, amiga de Buckingham não queria devolver. Invadimos seu apartamento e o tomamos de volta aproveitando que o homem não estava lá. Entramos correndo no metrô com aquele móvel enorme e chamativo em meio à crises de riso. Voltamos para o Hotel em torno das 10:00pm. Tomei um longo banho e descansei por alguns minutos, mas logo vesti um vestido casual para passear com meu namorado.

– Você tá linda, linda! – Exclamou quando a porta do elevador se abriu.

– Você está. – Sorri. – Vamos? 

Ele estendeu a mão para mim e eu a recebi. Corremos para fora do Hotel antes que alguém notasse, ou teríamos um problema. De noite a cidade era ainda mais linda. Tudo extremamente iluminado da maneira mais encantadora possível. Não conseguimos evitar ir à uma confeitaria e compartilhar cupcakes. Finn me contou um pouco sobre suas experiências do dia e eu compartilhei um pouco do meu também. Me perdi em sua risada quando ele começou à me falar sobre sua tarde. Ele é tão lindo. Eventualmente suas palavras pararam de fazer sentindo em minha cabeça porque tudo que eu consegui notar era a maneira como covinhas se formavam ao lado de sua boca quando ele ria. E como suas sardas estavam mais marcadas, devido ao Sol que tomara na pele durante o dia. Demos uma volta pela cidade, apenas trocando ideia. Me sentia tão bem em conversar com ele, tão confortável. 

– Sabia que o Michael Jackson já ficou hospedado em nosso Hotel? – Olhei para cima, encontrando seus olhos enquanto andávamos de mãos dadas.

– Mesmo?

– Não sei. Talvez. – Ri.

– Provavelmente. Ele teve que passar à frequentar lugares mais comuns depois que fingiu a morte. – Disse simples.

– Como? – Franzi o cenho. 

– Ele estava cansado da fama e forjou a própria morte. Nunca soube disso?

– Teoria da conspiração?

– Realidade. – Eu ri. 

– Também acredita que a Avril Lavigne morreu e foi substituída? – Provoquei.

– Eu não acredito, eu sei. – Arqueou uma de suas sobrancelhas, me soltando um olhar convencido.

– Qual sua fonte? – Franzi o cenho, rindo.

– Foram anos de pesquisa. Anos de estudos atrás de um computador e uma cadeira barulhenta. 

– Finn, você está me assustando. 

– Estou? – Virou na minha direção, pegando-me no colo e balançando-me no ar. Dei um gritinho com o susto, que logo virou uma risada. Eu parecia não ter peso nenhum em suas mãos.

Me levou no colo até uma festinha que estava rolando no terraço de um enorme apartamento. Não haviam muitas pessoas. Todos estavam espalhadas devido à grandeza do ambiente, curtindo ao som de uma banda tocando ao vivo. O som era tão tranquilo que me trouxe paz. O prédio era um dos mais altos da região, o que nos permitia ter uma vista incrível da cidade e toda a iluminação. O vento era forte e a adrenalina que percorreu meu corpo, também. Tomamos um pouco de ponche, que até então eu não sabia que estava batizado. Finn tirou de seu bolso uma cartela de cigarros e o acendeu, dando uma boa tragada. O cheiro da maconha era suave, considerando que a ventania soprava a fumaça para longe. Ofereceu para mim e eu não hesitei antes de aceitar. Ele definitivamente não era uma influência muito boa e com certeza estava me corrompendo. Mas eu amava isso. Me dava uma sensação de liberdade inimaginável. Me fazia sentir viva. Compartilhamos mais um gole do ponche, que tinha gosto de frutas. 

Me aproximei lentamente, encostando nossos lábios. Entreabriu meus lábios, invadindo-me com a língua. Ofeguei em aprovação. Segurou-me pela nuca como se não quisesse que eu me afastasse e movimentou sua boca contra a minha. Retribui seu ato, explorando-o com minha língua quando um arrepio atravessou meu corpo. Passei lentamente minhas mãos por seu peitoral e suas mãos involuntariamente desceram para minha cintura. Seu toque era tão inebriante que me fazia delirar. 

– Vamos para um canto só nós dois. – Falou rouco contra minha boca.

Assenti rapidamente com a cabeça, sendo guiado para um dos quartos do prédio. Trancou a porta atrás de si quando estávamos nós dois lá dentro. Havia uma parede enorme de vidro que nos dava a mesma vista do terraço, porém mais privativa. Ainda dava para se ouvir a música de fundo. Wolfhard esticou o braço para que eu viesse até ele e assim o fiz. Ficamos por alguns minutos apenas admirando em silêncio a linda vista da cidade. Surreal. De forma mútua, ambos nos aproximamos ao mesmo tempo para um beijo lento. Desceu-o para meu pescoço, onde passou a ponta da língua com calma. Virei meu corpo no mesmo instante, permitindo com que ele explorasse toda minha nuca e ombro. 

– Você é surreal.. – Falou perto do meu ouvido, passeando a mão lentamente pela minha silhueta. – Cada detalhe em você.. é perfeito. 

Fechei meus olhos em aprovação. Gemi baixinho com seu toque. Levantei meus braços no automático, e ele levantou calmamente meu vestido. Tirou meu prendedor de cabelo do pulso e fez um coque em mim. Depositou ambas suas mãos em meus ombros, dando beijos delicados por todo o meu corpo. Levei meu braço para trás, fazendo carinho em sua pele. Suas mãos alisaram meu abdômen, descendo um pouco mais. Dei meio passo para trás, pelo choque de seus dedos indo para minha área sensível. Voltou para cima e eu me virei em sua direção. Minha respiração já estava acelerada e minha necessidade de senti-lo aumentou. Tomei a iniciativa de beijá-lo dando alguns passos para trás até estarmos na enorme cama. Passei minha mão delicadamente por cada centímetro de seu corpo. Arranquei sua blusa, abrindo seu zíper em seguida. O lancei um olhar faminto quando levei sua mão até minha calcinha. Ele entendeu o recado imediatamente. 

Sorriu maliciosamente colocando-me contra o colchão da cama Queen. Desceu seus beijos até minha barriga e antes de tirar a peça fina que o separava da minha intimidade, desceu para minha coxa. Segurou ambas minhas pernas, tendo mais controle sobre meu corpo. Não despregou seus olhos dos meus por nem um segundo. Beijou minha virilha, ainda por cima da calcinha e então a tirou lentamente. Aquela resistência toda estava me deixando frustrada. Passou sua língua pela região, me fazendo arfar em aprovação. Lambeu-me com apetite e beijou-me calorosamente lá embaixo. Segurei os lençóis com toda minha força, tentando abafar um grito. 

– Argh, Finn! – Gemi seu nome com a voz áspera.

– Seu gosto é tão bom. – Afirmou, apertando minhas coxas e voltando ao que estava fazendo.

Enfiou um dedo lá dentro e logo o tirou, substituindo-o por dois. As veias do meu pescoço começaram à saltar. O cacheado me devorava com o olhar e eu amava. Pressionou meu clitóris com a língua, fazendo um movimento que me trouxe sensações que eu nunca havia sentido antes. Gritei por seu nome, como se fosse uma oração. Para mim era. Meu corpo todo retesou e me senti tremer por dentro e por fora. Afundei minhas unhas nos lençóis e então meu corpo relaxou suavemente, me deixando mole. Finn subiu de volta, ficando em cima de mim.

– Olha o que você faz comigo. – Direcionou seu olhar para baixo, mostrando-me o tamanho de sua ereção.

Sua boxer estava definitivamente apertada com aquele volume. Mordisquei meu lábio inferior, recuperando minha energia. Passei minha mão por seus ombros, virando-o de forma que eu ficasse em cima. Ele sorriu sacana quando percebeu o que eu ia fazer. Tirei sua cueca, o deixando completamente nu. Ele era perfeito, esculpido. Beijei todo seu abdômen até estar em sua virilha. Segurei seu membro, massageando-o lentamente. O homem de pele pálida arfou em aprovação. Passei minha língua por sua glande, ameaçando colocá-lo em minha boca mas não o fiz de primeira. Desci novamente e direcionei minha atenção em seus testículos. O chupei suavemente e passei meus lábios pelo início de seu pênis, indo aos poucos à cabeça de seu membro. Subi e desci devagar e comecei à tomar intensidade conforme ele gemia. 

– Oh, Millie.. – Franziu o cenho com a boca entreaberta enquanto eu o chupava calmamente. – Porra, eu amo você!

Meu coração bateu mais forte. Acelerei o passo e tentei colocá-lo completamente dentro da minha boca. Era uma tarefa impossível considerando que seu pau era enorme, o que me fez engasgar um pouco. De longe era algo que me atrapalharia ou atrapalharia ele. Seu corpo respondia de maneira positiva quando eu dava essas engasgadas. Seu corpo deu uma leve temida e ele impulsionou seu quadril para frente. Segurou em minha cabeça, acompanhando meus movimentos. Deu estocadas, fazendo com que fosse mais fundo em minha garganta.

– Eu preciso foder mais do que sua boca.. – Disse com a voz rouca.

Seus olhos eram famintos e acho que nunca estiveram tão escuros. A maneira como ele me penetrava com o olhar era insana. O tirei da minha boca e no exato mesmo instante Finn plastificou seu amigo com uma camisinha que provavelmente estava em seu bolso. 

– Pode fazer o que você quiser. – Dei a permissão, preenchida por adrenalina.

Me puxou para cima, encaixando-me perfeitamente nele. Soltei um gemido alto quando ele forçou meu quadril para baixo. Me acostumei com o calor de seu corpo dentro do meu e comecei à me movimentar. Rebolei em seu colo enquanto ele acompanha meus movimentos com atenção. Desabotoou meu sutiã com facilidade, jogando-o para longe. Massageou meus seios enquanto eu cavalgava em seu colo. 

– Cristo, Millie! – Gemeu. – Isso, senta assim.. não para.

Soltei um gemido que cortou a minha garganta quando senti um prazer inexplicável. Nossos corpos se chocando soava como poesia. Descansei minhas mãos em seu peitoral enquanto continuava sentando nele como se minha vida dependesse disso. O tempo inteiro seu olhos não se despregavam dos meus. Diminui a velocidade dos meus movimentos quando aquilo começou à se tornar cada vez mais íntimo. Meu corpo entrou em combustão quando senti novamente um orgasmo chegando.

– Argh, isso é muito bom! – Falei com frustração. 

– Goza pra mim, Mills. Vamos.. goze pra mim.. – Sua voz rouca fez com que imediatamente seu pedido fosse concretizado.

Gemi alto quando alcancei meu ápice. Meu corpo relaxou para seu lado e ficamos ai encarando o teto com as respirações descontroladas. Finn direcionou seu olhar para mim e sorriu como se eu fosse o último ser do universo. Correspondi com a mesma intensidade. Acariciou meu pescoço, descendo sua mão pelo meu corpo. 

– Se eu fosse fazer tudo o que queria fazer com você, ficaria no mínimo uma semana direto nesse quarto. – Respondeu à minha frase, fazendo-me arrepiar.


Notas Finais


referências à Para todos os garotos [...]
AMARAM????


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