História Prom queen - Capítulo 1


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Notas do Autor


Eu não sei se está fazendo sentido.

Mas espero que gostem! :)

Capítulo 1 - Capítulo único


O gosto do sangue é metálico.

Enquanto rastejava seu próprio corpo pela extensão do cômodo, a sensação angustiante de suas feridas abertas sendo roçadas contra o carpete fazendo-a perder os próprios sentidos, Victória notou, inoportunamente, que a descrição sobre o sangue que impregnava sua língua era exatamente aquela. Contraiu seu corpo enquanto sufocava a infeliz vontade de expurgar o gosto que trazia náuseas à garota.

Seus braços estavam dormentes, suplicando em forma de dor que a garota cessasse-os. Ainda assim, ela obrigou-os a carregarem suas pernas imóveis e seu corpo dolorido. Sentiu o corte que teria sido feito em sua barriga raspar no tecido fino do vestido e gritou. Lágrimas acumulavam-se em sua linha d’água, mas ela não permitiu-se um descanso.

Rastejou-se em direção ao seu telefone que havia sido colocado em uma das mesas no canto do quarto. Quando aproximou-se, retirou para si alguns poucos segundos para expirar fundo, sentindo como se cada órgão de seu corpo estivesse traindo-a. Era como se seus pulmões, estômago, garganta estivessem suicidando-se naquele súbito momento de desespero. Eles estavam abandonando-a, tal como suas pernas haviam feito.

Violentamente, empurrou uma das pernas da mesa, deixando a madeira desabar contra o chão em um ruído grotesco. Há poucos centímetros, observou enquanto o telefone saltitava, a tela virando-se para o chão. A garota não acreditava em entidades religiosas, mas rezou mesmo assim enquanto esticava dolorosamente seu braço em direção ao aparelho. Ao notar apenas um rachado superficial na superfície, suspirou aliviada.

A tentativa de uma ligação demorou mais do que deveria. Em grande porcentagem das vezes, preenchia seu tempo permutando mensagens com amigos e conseguia realizar determinada proeza em menos de cinco minutos. Ali, contudo, o cenário havia sido distorcido. Seus dedos estavam trêmulos e escorregadios e sua visão estava turva, enxergando o mundo de maneira embaçada. Sua digital não era reconhecida pelo aparelho devido ao sangue, incitando-a a limpá-lo contra o vestido. Quando lembrava-se de quanto o tecido havia custado, sentia vontade de chorar.

Quando finalmente conseguiu, sentia-se exausta.

No terceiro toque, a voz de um homem relaxou os ombros da garota.

— ...Em que posso ajudar? — desnorteada, ouviu apenas o final da frase, notando o timbre profissional e uma entonação ensaiada, como se repetisse aquelas mesmas palavras diversas vezes durante o dia.

Victória descobriu naquele momento que pronunciar as palavras era tão difícil quanto exercer qualquer uma das atividades que estava esforçando-se para realizar. Tossiu algumas vezes antes de conseguir pronunciar, em um sussurro rouco e quase inaudível.

— Ajuda... Por favor...

No outro lado a ligação, ela ouviu o barulho de alguns botões serem pressionados, simultaneamente enquanto o homem prometia-a que ela ficaria bem. Solicitou a localização ou qualquer informação ou referência que pudesse ajudá-los a encontrá-la.

O endereço passou pelos lábios da garota com fraqueza, de uma maneira que não conseguia ter certeza se estava realmente falando. Questionou-se se sua mente também estava traindo-a.

Notou então, tardiamente, que estava repetindo a localização diversas e diversas vezes, sentindo as palavras rasgarem sua garganta, mesmo quando foi alertada que não precisava mais. Havia desespero em cada palavra pronunciada, assim como podia sentir o medo percorrer suas veias de maneira maligna, destruindo-a lentamente de dentro para fora. Havia estado tão imersa em seu próprio sofrimento que demorou em encontrar novamente a voz do homem confortando-a enquanto dizia sobre estar encaminhando uma ambulância também. Não recordava-se de ter pedido, assim como não lembrava de ter cochilado. Acordou após um determinado tempo que não conseguia identificar, ouvindo a voz do homem perguntando se Victória ainda estava ali.

Sim, estava. Dolorosamente, ainda estava.

Manteve o aparelho próximo ao seu ouvido, escutando sem atenção a voz do outro lado informando-a quantos minutos faltavam para que as viaturas chegassem ao endereço. Grunhiu em resposta, como um agradecimento. Quando foi-lhe perguntando se havia alguém perigoso perseguindo-a, Victória não respondeu, mas sua visão periférica traiu-a. Era possível enxergar apenas parte da silhueta deitada sobre a cama, uma parte de sua mão até o antebraço estendida para o lado de fora do colchão. Sangue pingava por entre os dedos. Ela não sabia se tratava-se do dela ou do dele, mas ambas opções enojavam-na de qualquer maneira. Em um desespero para escapar daquele cenário, ela fechou os olhos.

Não sabendo se estava resgatando suas memórias ou alucinando, Victória deixou que a esfera de algumas horas atrás fosse reconstruída em sua mente. Vagarosamente, a enorme cortina negra embolsava novas cores. Roxo e azul adentraram em sua pálpebra enquanto, distantemente, conseguia ouvir a música que tocava naquela noite. Começara a enxergar as silhuetas dançando ao redor da pista de dança, assim como a precária decoração que percorria pelo ginásio. Embora não recordasse o nome da música que estava sendo reproduzida, recordava-se da sensação de tremor em seus pés conforme a batida explodia pelas caixas de som. Sentia o breve gosto de álcool em seus lábios enquanto pressionava-os apaixonadamente nos de Nicholas. Suas mãos enlaçavam o pescoço do garoto enquanto sentia-o percorrer as suas com graciosidade pelo seu corpo, apenas o tecido fino do vestido de seda impedindo o contato pele com pele.

Quando afastaram seus rostos, ainda conseguia sentir a respiração quente e ofegante do garoto contra a sua pele. Sentindo que estava sendo observada, a garota abriu os olhos, sendo recepcionada pela expressão calma e suave de Nicholas, que por sua vez, aparentava avaliar com atenção cada perímetro do rosto da garota enquanto sorria.

— Está pronta? — ele perguntou.

Houve uma pequena pausa até a resposta da garota. Ela umedeceu os lábios, sentindo a textura do batom ainda impregnado, forjando uma expressão pensativa. Nicholas conhecia a garota o suficiente para identificar que ela estava esforçando-se para não soar prepotente. Ele riu.

— Você sabe que estou, Nick — respondeu-o enquanto ajeitava os cabelos loiros, preocupando-se em não desmanchar os pequenos cachos que formavam-se nas pontas. Observou a expressão do garoto por alguns segundos antes de acrescentar: — E você?

Ele obtinha um pouco mais de humildade do que ela ao encolher os ombros.

— Não quero me precipitar.

— Não é precipitação. É confiança. Há uma diferença entre eles, não acha?

Se ele havia uma resposta, não deu-lhe. Ainda mantendo os braços envoltos no corpo da garota, Nicholas abriu e fechou a boca ao mesmo tempo em que a música parava de tocar. Ele soltou-a, mas manteve-se ao seu lado. Em um gesto ansioso, Victória agarrou o braço do garoto, segurando-o firmemente.

Aos poucos, o baile de formatura dissolveu-se devido à ausência da melodia animada. Os adolescentes interrompiam os movimentos entusiasmados, os olhos sonolentos com o efeito do álcool transportado clandestinamente sendo direcionados ao pequeno palco improvisado no centro do ginásio, onde uma banda alugada libertava-se de seus instrumentos para prestar atenção no homem grisalho que reivindicava a posse do microfone.

— Bom, eu espero que vocês estejam se divertindo — começou em um tom animado. Algumas respostas vieram através de gritos e aplausos, e o diretor do colégio sorriu de maneira orgulhosa. — Certo, certo. Estou feliz que vocês estejam aproveitando a formatura, mas agora iremos para a hora mais aguardada por todos... — alguns sussurros soaram atrás de Victória. Ela ignorou-os, estalando a língua em desaprovação. — Iremos anunciar o rei e a rainha do baile de formatura!

Mais gritos animados irromperam no salão. Victória trocou um breve olhar com Nicholas.

— A contagem dos votos foi feita pelos professores e eu estou carregando o resultado aqui comigo —explicou, balançando dois envelopes pequenos em frente ao público. — Vamos começar pelo rei, assim como é a tradição — ele puxou o pequeno lacre que selava o envelope e direcionou um olhar entusiasmado ao público. — O rei do baile de formatura deste ano é... — com a mão livre, puxou o pequeno papel que escondia-se dentro do envelope, os olhos negros lendo o nome cuidadosamente, transmitindo um mistério dramático. E sorriu abertamente enquanto anunciava: — Nicholas Cooper!

Victória não queria ter soado tão convencida ao encarar o namorado com um sorriso orgulhoso e, ao mesmo tempo, desafiador. Ele, contudo, não parecia se importar.

— Eu te disse — e beijou seus lábios rapidamente. Soltou seu braço, observando o garoto ser conduzido pelos colegas eufóricos em direção ao palco.

Aplausos se transformaram em gritos quando Nicholas foi coroado. Victória acompanhou o ritmo, mantendo os olhos apaixonados e fixos nele. Ele fazia o mesmo enquanto agradecia.

— Agora, iremos anunciar a rainha do nosso reino. Garotas, estão prontas? — alguns gritos femininos concordaram. — A rainha do baile de formatura é... — o diretor era esperto o suficiente para demorar um pouco mais ao abrir o envelope e retirar o papel, mantendo a tensão tempo o suficiente para que os adolescentes prendessem a respiração. — Victória Walker!

Em uma reprodução imperecível aos anos anteriores, as garotas recebiam o título de rainha quase da mesma forma; tons vivazes e expressões surpresas. Suspiravam como se estivessem imersas em um conto de fadas e arriscavam derramar lágrimas como se não esperassem. Elas caminhavam pelo corredor de adolescentes que formavam-se, repetindo os mesmos discursos como um disco que havia sido comprometido. Emocionavam-se sobre a importância e o significado por detrás da nomeação. E eram chamadas de autênticas pois ninguém lembrava-se dos discursos anteriores.

Mas Victória não era como elas.

Erguendo um olhar confiante, ela caminhou em direção ao palco. Havia um sorriso diplomático estampando seu rosto, a pele naturalmente rosada dando a falsa impressão de timidez. Aceitou os aplausos e comemorações em agradecimentos silenciosos e esperou ansiosamente pelo peso da coroa em sua cabeça.

Ela não chorou ou perguntou-se o que teria feito de tão magnifico para ter merecido os votos de seus colegas. Ela não minimizou a importância da coroa. Porque haviam pouquíssimas coisas cujo a garota dispunha de certeza. Entre elas, havia o item que mantinha-se no topo de sua lista interna; ela havia nascido para ser uma rainha.

Victória lembrava-se da triunfante sensação de ter ganhado. Contudo, a garota caída no chão de um quarto de hotel não conseguia recordar-se do próprio discurso. Se quer poderia ter certeza se havia feito algum. A dúvida esmagou-a aos poucos.

Ainda assim, recordava-se dos próximos eventos. Lembrava-se de como havia dançado com Nicholas ao som de uma de suas músicas preferidas. Lembrava-se de beijá-lo outras diversas vezes no decorrer da festa, até que ambos não aguentassem a ansiedade e transformassem o evento em algo mais particular. Não lembrava-se de entrar no carro ou de quantos minutos havia demorado em chegar ao hotel, mas conseguia alucinar o suficiente para ouvir o barulho dos próprios saltos contra o piso em direção ao quarto.

Nicholas abriu a porta com os dedos trêmulos e ansiosos, esforçando-se em acertar a chave na fechadura. Antes mesmo de acenderem as luzes, seus corpos já estavam unidos novamente. Ele trilhou a pele do pescoço da garota com beijos quentes e ela procurou o cinto do garoto enquanto livrava-se dos próprios saltos.

Ele beijou-a pela última vez antes de separar-se da garota e ir em direção à cama. Ele sentou-se na beirada, retirando os sapatos e livrando-se do paletó. Enquanto observava-o, Victória levou os dedos em direção à fechadura, trancando-a. Ela escondeu a chave em sua bolsa, sabendo que o garoto estava entretido demais com suas próprias vestes para perceber.

Eles ainda usavam as coroas quando a garota finalmente aproximou-se, seus olhos claros atentos à Nicholas. Ele encarou-a por alguns segundos antes de puxar seu corpo contra o dele, os lábios eufóricos procurando os da namorada rapidamente. Ela beijou-o sem emoção por alguns segundos antes de separar-se.

— Vire-se, por favor — pediu em um sussurro.

Nicholas arqueou a sobrancelha, confuso. Então, como se a informação estivesse sendo processada lentamente, ele entendeu. Abrindo um pequeno sorriso brincalhão, ele assentiu enquanto virava-se de costas para a garota, sentando-se no meio da cama. Aproveitando o momento, o garoto retirou sua camisa. Estava desabotoando-a quando sentiu algo duro atingir suas costas.

Houve um baque. A seguir, silêncio.

O garoto gemeu, sentindo a região atingida queimar desconfortavelmente. Ele demorou poucos segundos em entender o que estava acontecendo, seu corpo virando-se a tempo de encontrar a namorada largando o abajur no chão. Seus olhos encontraram-se, ambos inexpressivos.

Os próximos eventos ocorreram rápido demais.

Victória lembrava-se do confronto com amargura, sentindo seus ferimentos arderem onde o garoto havia a atingido. Lembrava-se da maneira como ele empurrou-a contra a parede, as mãos fechando-se contra o pescoço da garota com fúria no olhar enquanto gritava diversos palavrões.

Vivenciou o momento que sentiu sua visão escurecer, os sentidos alarmados em encontrar alguma solução. O medo era desenfreado dentro de Victória. A garota não lembrava-se de como conseguiu reunir forçar e chutar o garoto entre suas pernas. As cores voltaram ao seu campo de visão enquanto via-o encolher-se entre gemidos, ainda murmurando palavreados.

Ela lembrava-se de sentir a lâmina do canivete de Nicholas cortar sua barriga enquanto o garoto estava deitado em cima dela, ambos no chão após continuarem minutos brigando. Embora houvesse conseguido acertá-lo novamente no rosto, o hematoma já aparecendo na altura da maçã, sabia o quanto o namorado era mais forte do que ela. Infelizmente, esse fato já era um lembrete incômodo e recorrente na memória da garota.

Namorar com Nicholas era saber que o garoto sempre andaria com o canivete no bolso, não importasse onde estivessem. Naquela noite, contudo, Victória estava contando com o hábito doentio do namorado.

Enquanto sentia o corte em sua barriga arder, juntamente com o corte em sua coxa que ele teria feito minutos atrás, ela obrigou-se a ignorar a sensação angustiante e abriu um sorriso ao garoto. Um sorriso que não alcançou os olhos, mas que foi o suficiente para trazer uma expressão confusa nele.

— Nick... — ela chamou-o em um sussurro dolorido. — E-eu sinto muito.

Esperou que o garoto enfraquecesse, como se sua sanidade retomasse aos poucos, segurando novamente as rédeas da mente de Nicholas. Imaginando que o pedido de desculpas se tratasse do comportamento agressivo de Victória, ele abaixou a arma, suspirando fundo.

— Eu sei que você não tinha intenção, Vic...

Ele nunca terminou a frase. Ainda assim, Victória sabia como ela provavelmente terminaria. Sabia que ele nunca pediria desculpas por tê-la machucado, escondendo-se no fato de que ela teria começado. Mas sabia que ele a beijaria em um gesto apaixonado e a deixaria sozinha para cuidar dos ferimentos enquanto iria cuidar do seus. Sabia que o garoto se afastaria esperando que a namorada fosse sentir-se culpada.

Mas ela havia se desprendido das suas emoções forte demais para se importar.

Victória puxou o canivete da mão de Nicholas e acertou cortou-o na barriga, assim como ele teria feito com ela. Atordoado com a traição, o garoto levantou-se, conseguindo reunir uma força final para chutar a barriga da garota, que gritou, antes de tropeçar em seus próprios pés e cair na cama.

Ela não esperou ele recuperar-se do choque para avançar novamente.

Imitando-o, ela sentou-se em cima dele, esforçando em jogar seu peso contra o garoto e pressionar a ferida forte o suficiente para que ele não conseguisse se levantar. Victória sentia lágrimas queimarem sua bochecha enquanto afundava a lâmina diversas vezes na região do seu tórax, fechando os olhos e tentando afastar os gritos do garoto da sua mente.

Quando a garota finalmente parou, seus braços estavam dormentes. Ela abriu os olhos lentamente, encontrando Nicholas encarando-a de volta, o rosto inexpressivo. Sua camisa estava manchada de sangue, assim como as mãos de Victória. Ela prendeu a respiração com alguns segundos, imaginando se algum dia conseguiria livrar-se daquela imagem.

Largando o canivete próximo ao garoto, ela cambaleou ao sair da cama. Sentindo sua coxa arder com qualquer movimento, tropeçou com a mistura de lençóis bagunçados e sangue e caiu no chão, torcendo o outro pé no percurso. Ela gritou, contraindo-se automaticamente com medo de alguma reação de Nicholas. Lembrou-se, tardiamente, que não teria.

Deitada de costas, a garota manteve os olhos fixos no teto por alguns minutos. Sentia que estava perdendo muito sangue, a força esvaindo de seu corpo.

Ela passou as mãos sujas de sangue pelo topo de sua cabeça, procurando a coroa. Ao notar que ela ainda descansava em sua cabeça, Victória conseguiu sorrir.

Lembrar dos acontecimentos era dolorido. Enquanto esperava a polícia e a ambulância aparecer, a garota pegou-se questionando se os eventos haviam sido sequer reais. Sua mente havia se tornado um compilado de borrões e palavras cujo não sabia se podia confiar. Sabia que tudo que poderia oferecer era sua palavra, seja ela qual fosse. E quando tocou novamente sua cabeça, sentindo as pontas da coroa contra sua pele, respirou fundo em um alívio.

No fim, tudo teria valido a pena.

Quando as autoridades finalmente aparecessem, as imagens poderiam ser explicadas por si só. Eles veriam os dois corpos esparramados, um na cama e outro largado no chão, próximo ao telefone. Apenas um deles estaria vivo, mas a quantidade de sangue e hematomas os fariam duvidar por alguns minutos qual deles seria. Eles iriam analisar os ferimentos recentes e a gravidade deles, mas em apenas um corpo encontraria hematomas de meses atrás, revelando uma história que nunca havia sido contada.

E por detrás de todo cenário caótico, encontrariam as respectivas coroas em sua cabeça.

Eles não saberiam explicar a motivação. Não saberiam identificar quem iniciou ou se havia sido legítima defesa. Se é que em um cenário como aquela isso poderia ser considerado uma opção. Eles nunca entenderiam como adolescentes como aqueles foram encontrar um final assustador como esse.

Contudo, ela sabia. Como uma rainha, Victória entendia o significado de sacrifício. Ela sabia que haviam razões que atravessavam qualquer sentimento que ela poderia ter nutrido por Nicholas no decorrer daqueles anos. Razões que atravessavam a moral e as leis. Enquanto matava-o, Victória sabia que não havia outra opção.

A rainha havia matado o rei porque não poderia reinar com mais ninguém.


Notas Finais


Bom... é isso.

Quaisquer erros de ortografia ou concordância, podem me avisar. Mesmo revisando diversas vezes, às vezes erros passam despercebidos.

Fiquem à vontade em deixarem um comentário se quiserem. Críticas, opiniões, teorias, reclamações, comentários são muito bem-vindos e receberei de braços abertos!
Muito obrigada por lerem!


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