História Promessa - Capítulo 4


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Categorias Naruto
Personagens Gaara do Deserto (Sabaku no Gaara), Hinata Hyuuga, Ino Yamanaka, Itachi Uchiha, Kiba Inuzuka, Naruto Uzumaki, Rock Lee, Sasuke Uchiha, Shisui Uchiha
Tags Abo, Incesto, Itachi, Lemon, Mpreg, Narusasu, Naruto, Omegaverse, Sasuke, Sasunaru, Shiita, Shisui, Uchiha, Uchihacest, Universoalternativo, Yaoi
Visualizações 297
Palavras 3.282
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Famí­lia, Fantasia, Lemon, Romance e Novela, Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Gravidez Masculina (MPreg), Homossexualidade, Incesto, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Boa leitura amores^^

Capítulo 4 - Promessa do Destino


Fanfic / Fanfiction Promessa - Capítulo 4 - Promessa do Destino

Quando se faz uma promessa por mais que ela não seja cumprida, ela estará lá, e não haverá tempo ou espaço que faça com que ela desapareça.

Jordânia Figueiredo

Promessa do Destino

As luzes do painel do elevador iam se apagando uma a uma conforme os andares iam ficando para trás. A ação programada era pacientemente observada por Itachi. Esperava encontrar o irmão em boas condições. Hinata ligou e contou sobre o encontro inesperado entre ele e Naruto Uzumaki. Inspirou o máximo de ar que podia assim que as portas metálicas se abriram.

Andou até o apartamento 402 e tocou a campainha. Não demorou para ouvir pequenos e rápidos passos pelo corredor, a porta abriu e ele sorriu de forma genuína. Yue estava usando um pijama de coelhinho com direito a pantufas em formado de cenoura e uma enorme toca com orelhas caídas para os lados.

- Tio Tachi! – Pulou para o mais velho que o segurou de imediato. – Veio tomar café da manhã com a gente?

- Sim – entrou no apartamento e fechou a porta atrás de si. – Onde está o seu pai? Você sabe que não devia abrir a porta desse jeito – caminhou em direção a sala com o sobrinho no colo.

- Mas o porteiro ligou dizendo que você – argumentou risonho, mas em seguida ficou sério e deixou um bico nascer nos lábios vermelhos, parecendo bem preocupado. – Tio, meu papa está agindo de um jeito esquisito.

- Esquisito como?

Como se para responder a questão o som de vários objetos indo ao chão assustou os dois Uchihas. Yue olhou para tio que retribuiu e o colocou no chão. Temendo que sobrasse para si o menino correu para sala ficando e longe do barulho. Compadecido pela esperteza do sobrinho, Itachi foi à direção oposta e cruzou os braços ao ver Sasuke organizando uma porção de panelas. Seu irmão com certeza já havia sentido a sua presença, mas não fez alarde nenhum sobre isso.

- Não diga nada – resmungou em voz baixa.

- Eu não disse nada.

- É, mas ta pensando.

Finalmente os dois irmãos se encaram e o mais velho sentiu o peito apertar ao reconhecer o brilho de nervosismo e medo no fundo dos olhos negros gêmeos aos seus. Se pudesse evitaria todo aquele sofrimento, Sasuke não merecia, em sua opinião já tinha passado por provações demais. Mas não se escolhe quem vai amar, ele mesmo era exemplo disso. Puxou uma cadeira e se serviu de café.

- Eu vim aqui hoje para te contar uma coisa.

- Hinata pediu para você vir? – Encheu a própria xícara com café, mas diferente do outro bebeu sem colocar açúcar.

- A Hinata me contou sobre o que aconteceu no bar sim, mas não é sobre isso que eu quero falar. – Sasuke arqueou a sobrancelha. – Bem, pelo menos não sobre isso.

O ômega concordou com a cabeça sem força para debater com o irmão mais velho. Estava distante e distraído desde o reencontro com Naruto. Até eu filho de quatro anos tinha notado isso e vinha se mantendo afastado, provavelmente temeroso com aquele seu comportamento incomum. Sentia vontade de se estapear por isso.

- Conta aí – bebericou o liquido fumegante. – Quais são as suas novidades, espero que sejam melhores do que as minhas.

- Então – começou incerto. – Eu tomei uma decisão recentemente e quero que você seja o primeiro, a saber. – Abriu um sorriso genuíno para a surpresa de Sasuke. – Eu e o Shisui decidimos que vamos nos assumir.

Por um segundo os dois pares de olhos idênticos ficaram apenas se encarando sem demonstrar reação, até Sasuke rir e cruzar os braços com presunção no rosto.

- Ora, ora, ora... Finalmente aquele papo “você está vendo coisas demais”, “nós somos só amigos”, “otouto, somos dois alphas nunca daria certo”, ficou para trás? Até que enfim, achei que o Sui ia cansar de esperar por você – provocou risonho.

Foi com muito esforço que o mais velho conseguiu se controlar para não corar diante da alfinetada do irmão. Havia verdade nua e crua nas palavras de Sasuke e por isso não tinha defesa contra elas. Não era de hoje que negava seus sentimentos para com o primo usando a desculpas de seus segundos gêneros. Sentia um medo latente de se entregar, algo que não sabia explicar o porquê de estar ali. Mas o amor falou mais alto e como Sasuke fez questão de frízer, ele finalmente estava pegando o que era seu.

- Ainda bem que nós Uchihas somos insistentes.

Depois da fala de Itachi os dois ficaram calados, mergulhados em seus próprios pensamentos e se preparando mentalmente para o que viria. O alpha encarou o irmão por cima da xícara de porcelana, ele estava muito feliz por ele ter tomado vergonha na cada e assumido seu romance com primo, de coração, estava. Mas aquele sentimento estava sendo ofuscado por uma gama de outras emoções não tão claras ou boas. Ansiedade, saudade, temor, raiva e um pouco de ressentimento. Tudo misturado e tudo dirigido exclusivamente a uma pessoa.

- O que foi que você sentiu ao vê-lo depois de tantos anos?

Sasuke abriu um sorriso tão cansado, triste e magoado que foi como se garras invisíveis apertassem o coração de Itachi.

- Eu senti... Tudo o que eu sentia antes – admitiu em voz baixa. Se fosse qualquer outra pessoa questionando-o, conseguiria mentir tranquilamente, contudo seu irmão sempre teve aquela estranha habilidade de ver através dele. – Por um segundo parecia que não tinha passado tanto tempo, que tudo estava igual, mas...

- Mas aí a Barbie descontrolada chegou e te despertou do encanto – Sasuke franziu a testa e Itachi deu os ombros. – Descrição da Hinata.

O Uchiha ômega balançou a cabeça, rindo de verdade dessa vez.

- Ela o chamou de noivo. Eu pesquisei, Ino Yamanaka, eles estão juntos há quase um ano, mas sinceramente não é algo que me surpreenda. O que eu tenho que considerar agora é muito mais importante do que eu.

Yue. Temia tanto que seu filho fosse ferido de alguma forma. Conhecia Naruto há muito tempo e sabia que ele não era o tipo de homem machucava os outros, quanto mais uma criança. Entretanto não sabia bem como ele reagiria a notícia da paternidade. Ele era uma figura pública agora, muito amado e com vários seguidores mundo afora. E aparentemente, noivo de uma alpha absurdamente bonita e com a mesma carreira. Talvez uma criança não fosse tão bem-vinda assim. Ele tinha dito que não tinha nada com a Yamanaka, mas achava que aquilo era só para não o magoar diante do reencontro.

- Eu sei que você quer se proteger, eu sei que quer proteger seu filho, eu também quero – esperou o mais novo olhá-lo. – Mas precisa dar uma chance a eles, eles merecem isso, os dois.

Sasuke concordou de forma relutante, sabia que o irmão tinha razão e não devia sofrer por antecedência. Ajeitou os utensílios sujos na lava louça.

- Nós vamos dar uma volta no parque quer ir com a gente?

- Claro.

Yue tinha muito energia e nos finais de semana e como não tinha aula ficar em casa não era uma opção. Por isso eles iam ao parque correr, aprender a andar de bicicleta, brincar de bola, qualquer coisa para saciar um pouco daquela hiperatividade genética.

~*~

O parque da cidade era grande, arborizado e considerado muito seguro. Possuía um lago que era cercado por uma grade de proteção a fim de impedir as crianças de praticarem qualquer tipo de mergulho. Também tinha uma ciclovia onde os ciclistas podiam pedalar sem preocupação.

Muita gente também trazia seus bichinhos de estimação para fazer exercícios. Era o caso de Naruto, ele adotou um cachorro vira lata engraçado, pois em muito se assemelhava a uma raposinha. O pelo era em um tom alaranjado e as orelhas e focinhos finos garantiram a Kurama aquela aparência exótica e fofa, ele ainda tinha uma marcação negra sobre os olhos que ia até as orelhas. O animal era energético exatamente como o dono e o modelo estava aproveitando aquela manhã para dar uma espairecida junto dos amigos, Kiba, Gaara e Shikamaru.

- Tem certeza de que esse cachorro é normal? – O ruivo do grupo indagou ao ver o animal correr sem rumo e em seguida começar a perseguir o próprio rabo.

- Deixa ele – defendeu o Uzumaki. – Foram horas no avião e é a primeira vez que ele está em espaço aberto.

Os quatro se acomodaram sob uma frondosa arvore.

- Notícias do Lee? – Shikamaru olhou para o cunhado enquanto abria uma lata de suco.

- Ele vai ficar treinando até a hora do almoço e vai nos encontrar em casa.

- Cara, eu queria ter metade dessa disposição – Kiba reclamou já abrindo um pacote de salgadinhos.

Gaara apenas sorriu tentando esconder o orgulho. Lee era um alpha bastante excêntrico. Vinha de uma família composta majoritariamente por betas, onde a probabilidade de nascer um alpha era baixa, mas aconteceu. O pai deste, Gai era um exemplo de homem e treinador da equipe de atletismo, esporte que Lee se dedicou desde o momento que começou a andar e enganava-se quem achava que ele relaxava por ter genes alphas, ao contrário, depois que descobriu seu segundo gênero passou a se esforçar dobrado. Não queria ninguém dizendo que era vitorioso por ser um alpha. Era o que mais admirava em Lee, ele não permitia que seu segundo gênero dominasse em nada sua vida.

Foi aquela energia vibrante e forma altiva de encarar a vida que conquistou Gaara. Sua situação era inversa do companheiro, vinha de uma família de muitos alphas e ele foi o primeiro ômega em gerações, exceto Kankurou que era beta, ele era a única “fraqueza” dos Sabaku. O estigma de ser do terceiro gênero comandou sua vida até o dia que conheceu do par de alma.

- Conseguiu se entender com a Ino? – Shikamaru perguntou baixo para Naruto que estava imerso aos próprios pensamentos, o Nara sabia exatamente quem estava na cabeça do Uzumaki que apenas deu os ombros.

- Não há nada para ser entendido. Nosso relacionamento sempre foi de amizade e sexo ocasionalmente e ela sabe disso.

O moreno assentiu em concordância, aliviado. Gostava muito da prima e sabia que por um tempo ela nutriu uma paixonite por Naruto que foi rapidamente superada ao notar que o coração do loiro não estava e nem nunca estaria disponível. Ajeitou as pernas quando Kiba se levantou para atender o celular.

- Pergunta Kitsune – o apelidado mordeu a parte interna das bochechas.

-Você vê muito ele?

- Não muito, ele é arquiteto da Leque de Fogo agora, mas se afastou de tudo que remete a você – apiedou o olhar quando o outro se encolheu. – Só a Hinata que não aceitou isso e até onde eu sei eles continuaram muito amigos.

- Ele ta em algum relacionamento? – a forma suave como ômega falou no telefone aquela noite não saia da sua cabeça.

- Para ser sincero... eu não sei. Sasuke é um poço de discrição em relação a própria vida e depois que vocês terminaram todos concordamos em respeitar o espaço dele, mas a pessoa que pode te responder isso é o nosso cachorrão aqui.

Kiba que tinha acabado de falar com Hinata no celular, prometendo que daria o mínimo de informações possíveis, engoliu a seco ao ser ver alvo de todos os olhares.

- Nem vem! – As íris azuis de Naruto se estreitaram de forma perigosa e o Inuzuka suspirou alto. – Ele não tem ninguém então pode ficar tranquilo quanto a isso, mas é só o que eu vou dizer!

O peso que comprimia o coração do modelo de um jeito que facilitou até sua respiração. Sabia que não tinha o direito de sentir aquilo, mas não pode evitar.

- Naruto...

- O que foi? – Olhou para Gaara apreensivo pelo tom que ele chamou seu nome.

- Cadê aquele seu cachorro doido?

Abriu as pálpebras e rapidamente girou o pescoço não enxergando Kurama em lugar nenhum. Levantou em m pulo e começou a correr pelo gramado chamando pelo cão e rapidamente foi seguido pelos amigos.

...

Hinata estava com a irmã checando os últimos detalhes do casamento. Faltava pouco para o grande dia e ela não podia deixar de sentir aquela ansiedade de noiva. No momento tentava distrair a cabeça terminando de arrumar as lembranças que seriam entregues aos convidados no final da cerimônia. Contudo Hanabi não pode deixar de notar que a mais velha parecia um tanto distraída e se perguntava se ela estava mesmo prestando atenção no que fazia.

A arquiteta realmente estava com a cabeça longe, pensava no noivo que essa hora estava junto de Naruto. Quando ele avisou através de uma mensagem que estava no parque com os amigos ela imediatamente ligou apenas para lembrá-lo de que não devia dizer uma palavra sobre Yue. Sabia que seu futuro marido jamais trairia sua confiança, mas ele era muito distraído e não eram eles que deviam jogar aquilo no colo de Naruto.

- Nee-sama?

- Uh?

- Tudo bem? – A cabeça de Hanabi tombou em preocupação.

-Sim, por que...?

- Você está segurando o mesmo laço a um bom tempo.

- Oh – riu desconcertada. – Me desculpe imouto, eu acho que acabei me distraindo – Hanabi a olhou desconfiada, mas não questionou, provavelmente achando que era coisa de “noiva” e aproveitou para levantar informando a outra que ia até a cozinha pegar alguma coisa para comerem.

Hinata aproveitou o tempo sozinha para checar o celular em modo de fugir das preocupações e ficou surpresa ao notar que tinha uma mensagem de Sasuke. Que raro. Era uma foto. A imagem mostrava o pequeno Yue alimentando os patos no lago... Do lado do parque. Arregalou os olhos de forma fantasmagórica e o aparelho eletrônico escorregou pelos seus dedos. Naruto estava lá naquele exato momento... E Sasuke também estava... E Yue também.

Rapidamente pegou o telefone e tentou ligar de novo para o noivo, mas o número parecia indisponível... Tentou ligar para o melhor amigo, mas o dele estava dando fora de área. Quando estava preste a iniciar a quarta tentativa sentiu um estalo.

Era muita coincidência que os três estivessem no mesmo lugar. Talvez... Quem sabe... Não era a vida juntando o que havia sido separado. Deixou o celular de lado. O parque da cidade era enorme. Possivelmente eles nem se encontrariam, mas pelo sim ou pelo não, não seria por interferência sua.

Ia deixar com o destino.

...

Os olhos azuis infantis brilhavam refletindo o céu estava jogado na grama depois de jogar bola com o tio e alimentar os patinhos com o pai. Os adultos conversavam alguma coisa comendo pipoca no banco perto dele. Sorriu de forma travessa. Ainda queria brincar mais e porque não pique esconde? Levantou o mais silenciosamente possível sem fazer movimentos bruscos, seu pai sempre sabia quando estava prestes a fazer alguma coisa e por isso tinha que ser bem ninja. Andou de costas até ser engolido por uma moita. Agora era só esperar eles se darem conta de que não estava mais lá.

Ouviu uma respiração ofegante e olhou para trás. Orbes alaranjados lhe fitavam com expectativa. Era um cachorrinho! E ele tinha um graveto na boca. O cão colocou a madeira bem na sua frente e sacudiu o rabo com força. Riu divertido e atirou o graveto longe.

Como se estivesse esperando por aquilo a vida inteira o cachorro disparou e o trouxe de volta, mas agora não queria soltar. Sempre que Yue fechava os dedos sobre o galho ele puxava o garoto junto.

- Calma aí rapaz... Você quer me levar em algum lugar? – Os olhos abóbora se fixaram nele em afirmação. – Ta bom então.

Não satisfeito pela velocidade que estavam indo o cachorro deixou o graveto de lado e mordeu a barra da blusa infantil e o puxou por alguns bons metros até Yue travar as pernas.

- Amiguinho eu não posso ir mais longe, meu papa vai ficar bravo comigo – acariciou as orelhas peludas e ouviu latidos altos de protesto. Tentou agarrar a coleira para ver se ele tinha nome, mas o bichinho se afastava. – Preciso saber seu nome para te devolver para o seu dono. Meu pai ajuda a gente, mas eu não posso ir mais com você – falou tristemente.

Em retorno ao seu tom, o cachorro começou a lamber a bochecha e o nariz do moreninho que rapidamente esqueceu a consternação e caiu sentado rindo alto. A língua quente fazia cócegas.

- Kurama! – Alguém o agarrou pela barriga e o afastou. – Graças a Deus! Por um instante eu achei que ele tivesse te atacado.

Yue piscou e encarou os olhos azuis idênticos aos seus, que engraçado, aquele homem tinha marquinhas nas bochechas iguais as suas. Seu pai sempre dizia que eram marquinhas de raposa, mas nunca tinha conhecido ninguém que as tivesse. O estranho também parecia estar o analisando. Será que ele também nunca tinha achado ninguém com marquinhas de raposa?

- Ele só estava brincando comigo – afirmou. – Não me fez mal.

Naruto ouviu a resposta mais não conseguiu verbalizar nada. A semelhança com aquele menino era extraordinária. Soltou Kurama que voltou a correr para ele e lamber sua mão de forma afetuosa.

- Qual o seu nome?

- Você achou?! – Gaara parou ao seu lado ofegante. – Eu juro por Deus que nunca mais venho ao parque com você... – As palavras morreram ao ver o olhar assombrado do amigo. – O que foi? – Olhou na mesma direção que ele e seu queixo caiu em choque. – Mas o que...

- Vocês podiam ter avisado que já tinham encontrado esse demônio em forma de cachorro – Shikamaru brigou de longe se aproximando com Kiba. Ambos ofegantes.

O Inuzuka também tinha uma resposta na ponta da língua, mas ela se foi em um banque total ao quem estava bem perto de Naruto. Um som esganiçado escapou da sua garganta.

Por favor, não, por favor, agora não.

- Tio Kiba! – Yue disparou na direção dele e foi pego no colo por puro reflexo. – Você trouxe o Akamaru hoje?

- Não... – Tentou ignorar a forma como Naruto e os outros dois o olhavam. – C-Com quem você ta aqui?

- Com o meu pai e o meu tio.

Os joelhos no veterinário amoleceram e ele precisou colocar o menino no chão antes que caísse junto dele, aproveitou para ficar um tempo agachado para recuperar as forças.

- Ele é seu amigo? – O garoto apontou para Naruto. – Ele tem marquinhas de raposa na bochecha igual a mim, não é legal?

Shikamaru observava a cena com os olhos estreitos, os números sendo somados rapidamente dentro da sua cabeça. Respirou fundo e tentou relaxar a postura para não oprimir a criança de qualquer forma.

- Qual o seu nome pequeno?

Gaara que também já tinha entendido tudo apertou o ombro de Naruto em uma forma de demonstrar apoio. Contudo o Uzumaki nem chegou a sentir a pressão, completamente vidrado naquela criança. Ergueu os olhos para Kiba que não conseguiu manter o olhar.

- Uchiha Yue

O Nara abriu um meio sorriso.

- Você é filho do Sasuke, não é?

Os imensos olhos azuis picaram surpresos.

- Vocês conhecem o meu pai?

Naruto, ao contrário do que esperavam, não disse uma palavra. Apenas caminhou até o garoto e se deixou cair de joelhos na frente dele, sentia lágrimas enchendo seus olhos e o puxou para um abraço apertado que foi retribuído instintivamente. Afundou o rosto nos cabelos macios que tinham cheiro de bebê.

Yue não sabia quem era aquele moço, o cheiro dele era muito diferente do seu pai, mas o reconfortava do mesmo jeito. Não entendia como e nem o porquê, mas nunca na sua vida tinha se sentido tão seguro.

 

 


Notas Finais


Amanhã vou responder os comentários, ta bom?
Amei cada um deles.
Bjus


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