História Promessa com Carinho - Capítulo 1


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Famí­lia, LGBT, Romance e Novela, Yaoi (Gay)
Avisos: Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Começou mais uma, nessa história iremos conhecer Juca, um jovem espiritualista sonhador que busca novos amigos e acredita no seu grande amor, porém o destino resolve colocar em seu caminho Luiz Henrique que é o oposto, pois este é materialista e de sentimentos superficiais, resta descobrir o que o encontro de crenças tão distintas podem produzir em tempos onde opiniões diferentes geram grandes conflitos.

Capítulo 1 - Promessa com Carinho


Fanfic / Fanfiction Promessa com Carinho - Capítulo 1 - Promessa com Carinho

Era aniversário de morte da esposa de Reginaldo, por isso ele havia acordado bem cedo e levado flores até sua sepultura nas primeiras horas do dia. Pode-se dizer que Reginaldo é um homem jovem e bonito para seus 50 anos de idade, mas desiludido desde que a mulher faleceu por um câncer no intestino há 6 anos.

Em sua casa, no Jardim São Lourenço em Limeira, os três filhos haviam despertado para mais um dia e ao notarem a ausência do pai perguntaram uns aos outros onde ele poderia ter ido tão cedo, pois seu horário de trabalho como diretor de uma escola infantil começava as 11 horas da manhã.

Julia, a irmã mais atenta então diz:
-Acho que já sei, hoje faz 6 anos da morte da mamãe, vocês sabem que ele religiosamente vai todo ano nessa data levar flores ao seu túmulo.

Alexandre entristecido por lembrar confirma:
-Deve ser isso mesmo, agora me lembrei também, nem parece que se passaram 6 anos.

Juca que era o irmão do meio entre os três se recorda:
-O tempo passa, hoje tenho 23 anos, queria tanto que ela me visse formar em Jornalismo esse ano.

Alexandre tenta consolar o irmão:
-Não fique triste, ela está vendo de um lugar bem melhor que a Terra, você sabe.

Julia concorda e também diz:
-Não pense assim, olha eu, nem deu tempo dela estar aqui ao nosso lado pra me ver formar no Ensino Médio, mas tenho certeza que de alguma forma ela nos protege de onde está.

Reginaldo então acabava de chegar e tentava se recompor em frente aos filhos:
-Bom dia meus queridos, como estão?

Alexandre que é o mais velho dos irmãos e tem 27 anos pergunta:
-Bom dia, estamos bem, apesar de lembrarmos que dia é hoje.

Reginaldo prefere evitar remoer o passado triste da perda de sua mulher:
-Sim, eu fui lá como de costume levar as flores, mas a vida segue em frente, hoje tem um dia lindo pra gente lutar.

Juca então conta seus planos ao pai e aos irmãos:
-Hoje vou no Parque Cidade, vai ter um evento lá no teatro Nair Belo, apresentações artísticas e culturais, o Marcelo me convidou, parece que vai ter apresentação de uma turma do Senac por lá, depois vou direto pro faculdade.

Reginaldo fica feliz pelo filho:
-Que bom, nem parece que esse ano você já se forma em Jornalismo no Isca.

Julia então comenta desanimada:
-Enquanto isso eu com 19 anos nas costas não consigo entrar em uma faculdade e nem emprego.

Alexandre tenta animar a irmã:
-Não fala assim, eu com 27 anos só fui me formar no ano passado, nem imaginava que ia dar aulas de Inglês na escola onde comecei como recepcionista, tudo tem seu tempo.

Reginaldo concorda com o otimismo de Alexandre e convida os filhos:
-Isso mesmo, vai dar tudo certo, bola pra frente e agora vamos tomar um café porque saco vazio não para em pé.

No outro lado da cidade, no Parque Egisto Ragazzo, em uma mansão bem pomposa, vivia Luiz Henrique com sua avó Vilma de 63 anos. O rapaz com 20 anos estuda Nutrição na Unicamp, campus de Limeira, apesar disso é muito infeliz por conta de seus pais. Acontece que os pais de Luiz Henrique sempre deram mais importância aos negócios e vivem em São Paulo, deixando-o sob a tutela de sua avó, eles pensam que o dinheiro que mantem o filho é o suficiente para que não lhe falte nada, porém com esse estilo de vida o rapaz cresceu materialista e com sentimentos quase nulos pela ausência dos pais.

Vilma também pode ser considerada uma mulher infeliz apesar do dinheiro que possui, mesmo rica e com saúde aos 63 anos, parece que nunca pode viver em sua vida um verdadeiro amor e isso a fazia uma pessoa muito amarga.

Luiz Henrique tomava café da manhã no jardim da casa em frente a piscina e então chega sua avó dizendo:
-Bom dia, dormiu bem essa noite?

Luiz Henrique responde de forma áspera:
-Fazer o que, tem que dormir, né?

Vilma irritada com o tom de resposta:
-E precisa ser grosso desse modo comigo?

Luiz Henrique ainda em tom mal humorado:
-Ah, vovó, são tantas coisas que nem sei viu, se for pra começar encher melhor me deixar sozinho.

Vilma não se conforma:
-Mas encher por quê garoto? Eu apenas te perguntei se dormiu bem!

Luiz Henrique desabafa:
-A senhora pode não ter culpa, mas estou irritado com meus pais, eu me sinto órfão de pais vivos, eles vivem em São Paulo e se quer dão sinal de vida, nem uma ligação, uma mensagem por WhatsApp pelo menos, essa apatia me irrita.

Vilma tenta defender:
-Mas eles fazem pensando no seu bem, eles cuidam dos negócios, das redes de hotéis, pensando no seu futuro, e você acaba sendo ingrato...

Luiz Henrique interrompe a avó:
-Viu só, depois não quer que eu desconte na senhora também, você é cumplice deles.

Vilma ainda tenta se defender:
-Como você é injusto Luiz Henrique, tem tudo o que um jovem da sua idade gostaria de ter e é mal agradecido.

Luiz Henrique protesta:
-Um jovem da minha idade que é normal busca apenas compreensão e amor.

Vilma segue a discussão:
-E isso eu não te dou?

Luiz Henrique argumenta:
-Mas não é a mesma coisa, eu quero ser como os outros, se não fosse pelas fotos em redes sociais eu nem ia lembrar do rosto dos meus pais.

Vilma esgotada com a discussão resolve sair da presença do neto, mas antes diz:
-Se nada está bem procure um psicólogo, porque você reclama de barriga cheia, ou então uma igreja ou centro espírita pra ver se você se encontra.

Após a avó sair, Luiz Henrique ri e diz para si mesmo:
-Essa minha avó só pode estar louca, eu procurar igrejas, centros espiritas, médiuns ou coisas do tipo, logo eu que não acredito em nada dessas bobagens, mas quem sabe eu possa tentar, eu adoro me divertir com essa gente que acredita nessas baboseiras, pelo menos isso me servirá para matar o tédio.

Luiz Henrique se apressava a pesquisar pela internet em seu celular algum lugar ligado ao sobrenatural onde pudesse consultar. Encontra um terreiro de umbanda que faziam trabalhos e consultas durante o dia e estaria aberto naquela tarde.

O rapaz então debocha e resolve:
-Irei nesse lugar, quero ver de perto essas palhaçadas onde vão as pessoas fracas da cabeça quando estão desesperadas, pelo menos pra alguma coisa a sonsa da minha avó serviu, me levar a um lugar onde eu possa fugir do tédio e me divertir. 

Após aprontar-se em sua casa, Luiz Henrique saiu e foi para esse terreiro, ao chegar lá observava com ar de deboche os trabalhos que aquela casa realizava. Quando então é perguntado por um dos médiuns que ali estavam:
-Moço, vai querer se consultar?

Luiz Henrique olha incrédulo para aquele rapaz que lhe fizera a pergunta e responde:
-Pode ser, sim!

O rapaz que trabalhava naquela casa lhe dá uma ficha para que Luiz Henrique esperasse a sua vez, até que ele é chamado.

Naquele momento uma entidade espiritual incorporava em um médium e olhando fixamente para Luiz Henrique diz rindo:
-Você é incrédulo, mas vai aprender a crer, mas pode escolher aprender pelo amor ou pela dor.

Luiz Henrique de fato incrédulo pergunta:
-Por amor ou pela dor?

Então o espirito incorporado no médium diz:
-Aceite seu amor, ele está te esperando, tem 23 anos, assim não vai precisar passar pela dor.

Luiz Henrique saiu daquele terreiro confuso, pois debochava de tudo aquilo, mas não deixava de intriga-lo o que ouviu, quem poderia ser um amor de 23 anos que o esperava, isso era utópico e sem sentido para sua visão de mundo. Enquanto seguia para seu carro recebe uma ligação no celular, era sua amiga Karina, uma jovem de 22 anos que cursava teatro pela escola Senac e iria se apresentar no Teatro Nair Belo naquela tarde.

Em ligação Karina pergunta:
-E aí Rick, como está? Não diga que esqueceu que hoje tem que assistir sua amiga se apresentar no teatro?

Luiz Henrique com ar debochado diz:
-Não amiga, eu fiz questão de lembrar, mas graças a você que me ligou.

Karina diz em tom de brincadeira:
-Como você é insensível bicha, já ia deixar de prestigiar sua amiga no palco.

Luiz Henrique pede calma:
-Sem drama, já estou chegando aí, já está no teatro.

Karina confirma:
-Acabei de chegar, mas ainda vou entrar no camarim.

Enquanto no mesmo Parque Cidade, a famosa hípica de Limeira, chegava Juca para assistir ao teatro, convidado por seu amigo Marcelo. Mas o rapaz estava sozinho, o amigo ainda não havia aparecido.

Então o celular toca e Marcelo diz na ligação:
-Amigo, desculpa, vou atrasar um pouco, mas você pode ir entrando pra guardar lugar pra mim, eu vou chegar um pouco atrasado, mas questão de uns 15 minutos estou aí, problemas no trabalho aqui, mas relaxa que logo estou aí.

Juca pacientemente compreende o amigo, Marcelo vivia na cidade sozinho e sua família toda era de Campinas, ali ele trabalha como corretor de imóveis, foi amigo de Juca desde o Ensino Médio. Marcelo é um rapaz belo, de pele negra, umbandista, assim como Juca ele também é gay e havia acabado de completar 24 anos, era alguns meses mais velho que Juca com seus 23 anos.

A questão é que Juca tinha pouco costume de sair sozinho, estava meio perdido naquele Parque, não sabia que direção certa tomar até o Teatro. Então chega um moço de carro e Juca resolve pedir informação:
-Moço, desculpa incomodar, eu queria saber pra que lado fica o Teatro Nair Belo.

O moço responde:
-Eu vou pra lá também, se quiser podemos ir juntos.

Juca aliviado responde:
-Graças a Deus, assim é melhor, eu ia ficar perdido aqui.

Então o moço pergunta:
-Você não é dessa cidade?

Juca responde:
-Sou sim, é que tenho pouco costume de sair, ainda mais sozinho, e meu amigo atrasou.

O moço diz:
-Mas já encontrou outro amigo aqui, prazer, meu nome é Luiz Henrique, 20 anos.

Juca se anima por ter encontrado alguém que se sentisse confiante onde não conhecia ninguém:
-Meu nome é Juca, tenho 23 anos.

Luiz Henrique ri e pergunta:
-Você tem 23 anos? 


Notas Finais


Alguém já disse que não existem acasos e coincidências, tudo tem um motivo mesmo que desconheçamos. Agora esse encontro de pensamentos opostos começará a produzir seus frutos, talvez Luiz Henrique tenha muito para aprender, mas se nem ele mesmo acredita nisso, como isso poderá ocorrer?


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