História Promessa de Amor - Capítulo 12


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Categorias Naruto
Personagens Anko Mitarashi, Asuma Sarutobi, Boruto Uzumaki, Chouji Akimichi, Chouza Akimichi, Danzou Shimura, Darui, Deidara, , Fugaku Uchiha, Gaara do Deserto (Sabaku no Gaara), Hanabi Hyuuga, Hashirama Senju, Hidan, Hinata Hyuuga, Hiruzen Sarutobi, Hizashi Hyuuga, Hyuuga Hiashi, Ibiki Morino, Ino Yamanaka, Inochi Yamanaka, Iruka Umino, Itachi Uchiha, Jiraiya, Juugo, Kabuto, Kakashi Hatake, Kakuzu, Kankuro, Karin, Karui, Kiba Inuzuka, Killer Bee, Kisame Hoshigaki, Kizashi Haruno, Ko Hyuga, Konan, Konohamaru, Kurama (Kyuubi), Kurenai Yuuhi, Kushina Uzumaki, Madara Uchiha, Maito Gai, Mebuki Haruno, Mei, Menma Uzumaki, Mikoto Uchiha, Minato "Yondaime" Namikaze, Mirai Sarutobi, Mito Uzumaki, Mitsuki, Nagato, Naruto Uzumaki, Neji Hyuuga, Obito Uchiha (Tobi), Orochimaru, Pain, Personagens Originais, Sakura Haruno, Sasuke Uchiha, Shikamaru Nara, Shino Aburame, Temari, TenTen Mitsashi, Tsunade Senju, Yahiko, Yamato
Tags Boruto Uzumaki, Haruno, Hinata, Menma Uzumaki, Minakushi, Naruhina, Narusaku, Naruto, Sakura, Sasuke, Uzumaki
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Palavras 3.878
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Ecchi, Hentai, Mistério, Romance e Novela, Suspense, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


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Capítulo 12 - Capítulo 11


Fanfic / Fanfiction Promessa de Amor - Capítulo 12 - Capítulo 11

-Viva?


Shikamaru e Choji encararam os três senhores e tentaram não tremer. Estavam cansados, famintos e sujos, mas não tinham intenção de relembrar a Kizashi Haruno as regras da hospitalidade até terem respondido satisfatoriamente às suas perguntas. Embora ele dissesse aquela palavra em tom baixo, pareceu que cortava a atmosfera tensa do grande salão de Donncoil como um grito de fúria. Seus irmãos Kisaki e Ekite, não pareciam menos ameaçadores. E nem Shikamaru ou Choji tinham coragem de olhar para a mãe de Sakura, Mebuki Haruno, ou para as tias. Tinham a sensação de que aquelas mulheres se revelariam mais perigosas que os próprios maridos.


-Sim, Sakura está viva. - confirmou Shikamaru, e apressou-se a mostrar o pequeno anel que ela lhe dera. -Mandou isso por nosso intermédio. Disse que comprovaria que ela sabe que viríamos procurá-los e que aprova. - quase recuou quando Kizashi avançou para arrancar o anel de sua mão.


-Kizashi! - exclamou Mebuki que tinha as feições que lembravam levemente Sakura.


Kizashi se aproximou da esposa e a envolveu nos braços, dizendo com voz rouca:


-Nossa menina está viva, Mebuki.


-Isso quer dizer que não poderemos matar aquele desgraçado do Danzou? - perguntou Kisaki; seus olhos verdes faiscavam de raiva.


-Oh, não! - exclamou Kizashi. -Só quer dizer que temos a chance de trazer Sakura em segurança para casa antes de matarmos o homem.


-Bem, enquanto você decide como, quando e de que forma liquidaremos aquela peste - disse Mebuki ao se soltar dos braços do marido. -Nós, mulheres, cuidaremos desses pobres rapazes.


-Tenho uma dúzia de perguntas para fazer a eles. - protestou Kizashi, enquanto sua esposa e suas cunhadas conduziam Shikamaru e Choji para fora do grande salão.


-Pode perguntar depois que estiverem tomado banho, descansado um pouco e comido alguma coisa.



Era hora do jantar quando Choji e Shikamaru se sentiram em condições de enfrentar o rigoroso interrogatório que sabiam que os Haruno fariam a eles. Shikamaru sorriu quando foram conduzidos diretamente para a cabeceira da mesa, onde os esperavam os três lordes, as esposas, Takashi e o irmão de Sakura, Sora.


-Minha esposa me relatou o pouco que você contou sobre minha filha depois do banho e de comer - Kizashi disse ao fixar um olhar sério em Shikamaru. -Em resumo, Sakura está viva, Danzou ainda está em seu encalço, Naruto a salvou, e os dois estão a caminho da Corte do Rei.


-Sim senhor.


Ao ver que os donos da casa se serviam, Shikamaru também fez seu prato, satisfeito com a quantidade e a qualidade da comida, embora não sabia se iria relaxar para apreciá-la.


-Ela e Naruto estão a salvo até que Danzou fareje a direção que tomaram. Houve um ataque violento e custou a vida de cinco mercenários de Danzou. Foi quando Naruto resolveu seguir pelas estradas mais movimentadas e nos mandou informá-los para onde ele e Sakura iriam. Naruto acha que, se Danzou persistir, e se o próprio Naruto não tiver a chance de matá-lo, Sakura poderá correr perigo mesmo na Corte.


-E você sabe como Danzou justifica o fato de raptar minha menina e depois sair a caçá-la por aí?


-Está dizendo a todos que quiserem ouvir que Sakura é sua noiva e que Naruto a raptou.


Kizashi soltou um palavrão.


-E nenhum Haruno está por perto para contestar essa mentira.


-O jovem Naruto tem a habilidade incrível para ser acusado de crimes que não cometeu! - exclamou Mebuki.


-Realmente, senhora - confirmou Shikamaru. -E ele também sabe que, se Danzou chegar a Corte do Rei, pode contar essa mentira a nosso Soberano e ser levado a sério. Creio que essa pode ser outra razão pela qual Naruto concluiu que era mais importante agora tentar falar com os parentes de Sakura. - ao perceber que os Haruno pareciam não imaginar o que aconteceu entre Naruto e Sakura, Shikamaru sentiu-se mais à vontade.


-Irei buscar Sakura! - exclamou Takashi.


-Não! - gritou sua mãe. -Você mal sarou do seu ferimento.


Era evidente que o rapaz sentia necessidade de se redimir, pois Sakura fora raptada quando estava sob seus cuidados. Depois de muita discussão durante o jantar, ficou decidido que Takashi e um pequeno contingente partiriam no dia seguinte, ao amanhecer, para a Corte. Shikamaru não ficou surpreso quando Takashi abordou-os do lado de fora do quarto que lhes fora destinado.


-Há coisas que vocês não contaram aos mais velhos - disse Takashi, cruzando os braços sobre o peito, com os olhos fixos nos dois homens.


-Creio que demos aos seus parentes todas as informações necessárias - retrucou Shikamaru.


-Sim, tudo o que era nescessário, mas não a plena verdade.


-Acha que menti?


-Ora, não falei de mentiras. Falo de coisas omitidas, verdades não contadas. - Takashi esboçou um sorriso. -Sakura e eu sempre fomos próximos. Sei bem como minha prima se sente a respeito de Naruto… e o que ela pode resolver fazer com uma oportunidade perfeita para realizar um sonho. Infelizmente, também sei que o seu belo cavaleiro não é um homem livre, que aquela vagabunda chamada Hinata Hyuuga o mantém preso na mãozinha assassina. Gostaria de um indício daquilo com que posso deparar quando reencontrar Sakura.


Shikamaru e Choji se entreolharam por um instante, antes que Choji dissesse:


-Esperamos que Naruto salve Sakura de Danzou, e que o desgraçado desse sujeito esteja morto. E também esperamos que você descubra que Sakura salvou nosso amigo.




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-Kyo, aonde você vai? - gritou Sakura, quando o gato saltou de repente da bolsa.


Naruto puxou as rédeas e emparelhou a montaria com a de Sakura, assim que ela ia desmontar.


-Talvez precise fazer as necessidades.


-Oh… - Sakura hesitou, a olhar na direção em que o gato sumira. Então, maneou a cabeça. -Não, tem alguma coisa errada. Meu instinto me diz para segui-lo.


Com um suspiro de resignação, Naruto desmontou ao ver Sakura ir atrás do gato.


-Animal estúpido! - ele resmungou, e foi amarrar os cavalos. -É provável que tenha visto algo que pareceu comida, e agora me vejo obrigado a segui-los nessa missão ridícula. Sakura não pode sair por aí sozinha feito uma louca.


Apressou-se a alcançá-la. Naruto julgara que ela houvesse compreendido esse perigo. Quando se aproximou e a viu ajoelhada ao lado de alguma coisa no chão, rezou para que não tivesse prestes a recolher outro pobre animal pelo caminho.



Sakura avistou Kyo sentado ao lado do que parecia ser um monte de trapos. Franziu a testa diante do jeito com que o gato cravava o olhar naquele embrulho; então, percebeu que dos trapos saía um bracinho roliço que se agitava, e se ouvia um balbucio alegre. Custou um momento antes que ela pudesse se livrar do espanto, mas, por fim, aproximou-se para espiar. E viu o bebê. Olhou ao redor. Não havia nada além dos trapos que envolviam a criança. A única outra pessoa por perto era o homem de cara feia que marchava direto em sua direção.


-Oh, pobre coisinha - Sakura murmurou ao tirar a criança do embrulho e examiná-la. Não havia nenhum sinal de ferimento. -Foi abandonada, não foi? - depois de enrolar de novo a criança, a pegou no colo.


-Ah, não, um bebê! - exclamou Naruto aproximando-se.


-Alguém o deixou aqui - disse Sakura, indignada a ponto de tremer sua voz. -Largou o pobre menininho como se não passasse de um monte de feno sem serventia.


-Por que está me olhando assim? - ele indagou.


-Estou esperando você dizer que eu sou uma tola, nada mais que uma idiota. Que ninguém largaria esse pobre bebê aqui.


Naruto suspirou e enfiou os dedos nos cabelos. Sakura parecia chocada e magoada. O choque ele poderia compreender facilmente, mas não a mágoa. Era como se aquele ato terrível a atingisse no coração. Como se estivesse sentindo toda a dor da rejeição que o bebê, naquela idade, não poderia sentir por si mesmo.


-Quem sabe a mãe ou o pai se afastaram apenas por um momento. - era uma tentativa patética para disfarçar a triste verdade, mas Naruto sentiu-se estranhamente orgulhoso de si próprio quando Sakura abriu um largo sorriso de gratidão e lhe beijou a face.


-Você é muito meigo, Naruto - ela murmurou, e então ficou séria outra vez. -Mas agora que o meu espanto passou, sei a verdade. Alguém abandonou o bebê, o deixou aqui para morrer. Que crueldade!


-Estranho um garoto ser abandonado. Isso acontece com frequência com meninas, se a família tem muitas bocas para alimentar - Naruto comentou. E soltou um suspiro de pesar. -Sakura, não podemos levar o bebê conosco.


-Não podemos é deixar o menino aqui!


-Oh, eu não estou dizendo que faríamos isso. O problema é que estamos fugindo de um assassino. Pode não ser seguro para o bebê. Ele não é um gato que você pode enfiar em uma bolsa… e que consegue se virar sozinho.


-É óbvio que o bebê vem daquela vila - Sakura apontou para um pequeno ajuntamento de casas logo além.


-Acho que é mesmo. Um bastardo, talvez. O segredo de alguma moça.


-Esse bebê não é recém nascido, Naruto. Realmente, uma moça pode esconder o fato de estar carregando um bastardo de algum homem, mas é quase impossível esconder a criança depois que nasce. Bebês são criaturas barulhentas. - olhou de novo para a vila. -Alguém lá saberá de onde essa criança vem. Se isso não ajudar em nada, certamente alguém ficará com um moleque saudável.


Naruto ficou extremamente aliviado de ouvi-la falar em encontrar um lar para a criança.


-Tem certeza de que é saudável?


-Claro, olhei debaixo dos trapos. O menino é perfeito. Corpulento, de uma cor saudável e de bom gênio, eu creio. Oh, tem uma linda marca de nascença na barriguinha. Parece uma estrela.


Ao fitar os brilhantes olhos negros do bebê, Naruto começou a se sentir inquieto. Um menino e bem alimentado não poderia ter sido abandonado. Por mais injusto que fosse, filhos homens eram considerados de maior valor que meninas. Sakura estava certa em pensar que alguém ficaria com o garoto e, no entanto, por que ninguém fizera isso ainda?


Procurando ocultar sua dúvida repentina. Naruto ajudou Sakura a voltar aos cavalos. Segurou o bebê enquanto ela acomodava o gato na bolsa e, depois, montava. Ao lhe entregar a criança, teve a inquietante sensação de que a comitiva acabara de ganhar uma criança completamente indefesa e exigente.


Depois que entraram na vila, a princípio todos pareciam bastante amistosos. Então, a pessoa que os cumprimentou viu a criança que ela segurava e ficou miúda e cautelosa. Todos olhavam para Sakura como se ela tivesse cometido algum pecado grave ao trazer o menininho para aquela vila pacífica. Era como se tivessem medo do bebê indefeso que Sakura segurava, embora isso não fizesse nenhum sentido.


Enquanto Naruto colocava os cavalos no estábulo, Sakura saiu para descobrir quem dera à luz o bebê. Sabia que não teria coragem de devolver a criança aos braços da mulher que abandonara o próprio filho, mas queria perguntar a ela por que fizera uma coisa tão chocante. Depois que várias pessoas se afastaram bruscamente antes que pudesse falar com elas, Sakura cercou uma mulher de meia idade.


-Não se atreva a se afastar de mim - disse ela com firmeza, cortando a tentativa da senhora em dar a volta. -Só quero fazer algumas perguntas; a senhora pode fugir depois, como se eu estivesse coberta de pragas.


-Bem, o que espera ao trazer essa cria do demônio para cá? - exclamou a mulher, e fez depressa o sinal da cruz quando viu que o bebê a fitava.


-Cria do demônio? Que merda é essa? É só um bebezinho, e eu estou a procura da mãe.


-A mãe do bebê foi enforcada, e depois queimada como bruxa faz poucos dias.


-Deus do céu! - murmurou Sakura. -Então, foi algum de vocês que abandonou a criança para morrer?


-Sim. Não podemos manter um bebê assim aqui. Ele carrega a marca do diabo!


-Aquela estrelinha na barriga?


A mulher concordou.


-É a marca do coisa ruim. A mãe se uniu ao maligno. Ora, claro, ela tentou afirmar que era um lorde que seguia para ver o rei. Quis nos fazer acreditar que ele a seduziu e a deixou grávida… ela, que sempre foi insensata e de língua ferina e não tinha moral alguma. Quando isso apareceu, de cabelos e olhos negros, todos soubemos a verdade. A mãe era tão loira como uma loira pode ser e, no entanto, olhe para a coisa que expulsou do ventre. Negra como Satã. E beijada pelo demônio. Ninguém na vila quis atrair a praga para si ficando com uma criança gerada pelo mal. Assim, nós a colocamos na colina.


-Para morrer! Vocês deixaram um bebezinho em uma colina para morrer. Para ser devorado por animais ou morrer de fome ou de frio.


-Deixamos a cria de Satã aos cuidados dele, ou do julgamento de Deus.


Sakura queria espancar a mulher.


-Vá embora!


-Como é? Você é que exigiu que eu parasse aqui, perto desse diabinho, e arriscasse a marcar minha alma, só para responder a algumas perguntas. Agora, grita comigo e me manda embora…


-Sim. E se a senhora tem algum pouco de juízo nessa cabeça, o que eu duvido, sumirá bem depressa!


Não foi surpresa para Sakura que a mulher ficasse pálida e parecesse assustada. Sua voz soara dura e fria, áspera de raiva, que ela própria estremecera. Apertou o bebê contra o peito e acariciou os cabelos negros, enquanto observava a mulher se afastar depressa. Sakura sentia-se desprezada e a tolice supersticiosa que sairá da boca daquela criatura havia a deixado enjoada. Agradeceu a Deus que a criança fosse pequena demais para compreender qualquer daquelas palavras completamente odiosas.


Sempre havia quem acreditasse em bruxas. Por causa da habilidade de cura, sua mãe e ela mesma já tinham provocado não poucos murmúrios. Mas Sakura jamais se confrontara com uma crença assim tão profunda antes, o tipo de credulidade que fizesse as pessoas matarem brutalmente um do seus ou colocar um bebezinho em uma colina para morrer. Sentiu que tremia inteira com a força da raiva e da indignação. Era impossível deixar aquela criança na vila. Naruto teria de compreender.




Naruto viu quando a mulher mais velha praticamente saiu correndo para longe de Sakura. Franziu a testa. Era difícil acreditar que alguém de rosto tão meigo e corpo delicado pudesse fazer ou dizer alguma coisa que apavorasse uma senhora daquele jeito. No entanto, era evidente que Sakura conseguira.


Assim que chegou mais perto, notou que Sakura estava extremamente nervosa. Ao se aproximar, viu que ela tremia. Preocupado, passou-lhe o braço pelo ombro e fitou o rosto muito pálido. Então, Naruto percebeu que Sakura estava furiosa. E ainda segurava a criança.


-Não descobriu quem é a mãe? - perguntou.


-Oh, já sei quem é, depois que obriguei aquela velha desgraçada a falar comigo.


-Eu vi. E pareceu evidente que a conversa não foi agradável.


-É provável que seja uma das pessoas que acenderam a fogueira debaixo da mulher que procurávamos. Parece que a mãe do menino foi julgada, condenada e queimada como bruxa faz poucos dias. Espero que tenham sido misericordiosos e enforcado a mulher primeiro. E depois abandonaram o bebê para morrer.


-Meu Deus do céu! - exclamou Naruto, chocado. Olhou para a criança. -O que os fez pensar que a mãe do menino era uma bruxa?


-Ah, uma porção de coisas. Devia ser bonita, pelo jeito que aquela mulher a descreveu. Muito loira. Parece que tinha o pecado de uma língua ferina também. Afirmou que foi seduzida e abandonada grávida por um jovem lorde que passou por aqui a caminho da Corte do Rei, mas sempre foi insensata e imoral, então as mulheres direitas da vila não acreditaram nisso. Depois, teve essa criança morena com essa marca de nascença. Era prova que havia se unido ao demônio. Tinha de morrer para que as boas mulheres dessa vila pudessem continuar a ser boas. E assim que a bruxa estava morta, a cria do demônio foi colocada na colina para que também morresse. Na minha estupidez eu trouxe esse grande mal de volta a vila. E ameacei as almas puras dos moradores desse lugar.


Naruto estendeu a mão e afagou de leve os cabelos negros da criança.


-Então, diante disso, eu concluo que acrescentamos outro perdido ao nosso grupo.


-Mesmo que alguém o quisesse, não posso deixá-lo aqui, Naruto. Não posso.


-Claro que não. Venha, consegui um quarto para nós na hospedaria.


-Podem não nos deixar entrar, carregando todo esse suposto mal que eles dizem.


-Com o humor que você está, duvido muito que alguém se atreva a nos recusar. - Naruto resmungou ao pegá-la pelo braço e rumar para a hospedaria.



Embora o estalajadeiro, a esposa e as criadas não os impedissem de entrar, faziam o sinal da cruz sempre que chegavam perto da criança. Sakura teve de morder a língua para não xingá-los. Quando se acomodaram no quarto alugado, Sakura alimentou a criança com um pouco de mingau e leite que uma das criadas apavoradas lhes trouxera. Depois, cuidou das necessidades da criança para tentar acalmar-se, e não apenas porque seu humor poderia perturbar o bebê. Sua raiva era tão grande que fazia sua cabeça latejar e o estômago revirar. Não havia ninguém em quem descontá-la.


Naruto sentou-se diante de uma pequena lareira, a beber sua cerveja e a observar Sakura atentamente. Aquele problema a aborrecera muitíssimo. Não achava que era porque Sakura sempre havia sido protegida que não percebesse que tais injustiças aconteciam. Suspeitava que saber da morte da mãe da criança e da tentativa de matar o filho tinha algo a ver com ela e a mãe serem curandeiras. Podiam ter enfrentado tal tipo de ameaça alguma vez, o que acrescentaria um toque pessoal e assustador àquela triste história. Felizmente, Sakura e a mãe não haviam sofrido de uma forma fatal por tais preconceitos e superstições.


Olhou para a criança de novo. A mãe havia afirmado que o pai era um jovem lorde a caminho da Corte do Rei. Embora isso pudesse incluir centenas de homens, Naruto duvidava que houvesse muitos morenos.


Com relutância, ele decidiu que iria reunir todos os fatos importantes sobre a história da criança, obter uma descrição melhor e mais detalhada da época da concepção e da mãe. Afinal, junto com as feições morenas do bebê, seria o suficiente. Se o pai estivesse vivo, ele poderia eventualmente achar o homem. Se não, Naruto pensou ao ver Sakura ninar a criança, murmurando palavras doces, encontrara um refúgio seguro e amoroso.


-A mulher disse o nome do menino? - Naruto perguntou.


-Não.


-É fácil descobrir. - ele terminou a cerveja e se levantou. -E ainda há tempo para fazer isso.


-Talvez não devêssemos remexer esse assunto, relembrar a essa gente que o bebê ainda está vivo e aqui, conosco.


-Princesa, acha realmente que aquela mulher idiota que você ameaçou está escondida debaixo da cama, quieta e tremendo de medo? Talvez esteja tremendo, mas jamais calada.


-E quem disse que eu a ameacei?


-Sua expressão. Ah, você, com esse rostinho tão meigo… - soltou uma gargalhada quando Sakura o fitou furiosa. -Descanse um pouco. Vou sair e fazer algumas perguntas por aí. - beijou-a na testa. -Você está um pouco pálida.


-Acho que estou. - Sakura murmurou ao se acomodar na cama, colocando o bebê a seu lado. Kyo se enrolou do outro lado da criança. -Foi a raiva. Tão grande que me deu dor de cabeça. Parece que as minhas entranhas se reviraram. Cada palavra maldosa que aquela mulher horrível disse só fez crescer a sensação. Queria arrancar a língua dela por dizer aquelas coisas.


-Que feroz defensora dos mais fracos é você, meu amor. Estranho o modo como Kyo encontrou a criança e parece bastante ligado a ela.


-Bem, creio que já tivemos provas suficiente de que Kyo não é como a maioria dos gatos.


-Realmente - Naruto afastou algumas mechas de cabelo do rosto de Sakura e beijou-a com ternura outra vez. -Descanse. - piscou pra ela. -Vai precisar, pois pretendo tirar vantagem de tê-la em uma cama decente outra vez.


-Eis uma idéia para adoçar os meus sonhos. Por que quer saber a respeito da criança?


-Precisamos descobrir o nome do menino e também se foi batizado. E quero o nome e uma descrição melhor da mãe. A época do nascimento seria útil, pois daria uma noção mais exata da concepção, de quando o pai passou pela região.


-Acha que deveria fazer uma busca pelo pai?


-Não uma busca intensa. O garoto tem um lar, não tem?


-Sim. - Sakura murmurou, acariciando os cabelos fartos da criança.


-Mas o pequeno já sofreu bastante. O bom é que é muito novo para entender. Tem um pai, contudo, e pode ser um bom homem. Pode até haver uma boa razão para que não tenha voltado aqui. Tudo o que eu procuro é a verdade, e se depararmos com um homem que poderia ser o pai do garoto, então decidiremos se contaremos a história a ele.


Sakura concordou.


-Compreendo. E o menino, quando crescer, pode querer procurá-lo por si mesmo. Então, deveremos ter algo para ajudá-lo a encontrar os rastros só homem. Meu tio Ekite foi deixado em uma colina para morrer logo após ter nascido, e tinha treze anos quando soube toda a verdade sobre seu nascimento. Era adulto na ocasião em que se reencontrou com os parentes da mãe. - Sakura esboçou um sorriso diante do espanto de Naruto. -Sim, ele não tem sangue da família, mas foi criado como um Haruno até que a verdade fosse descoberta. E preferiu continuar um Haruno. Este menino será um Haruno também. E a menos que escolha outra coisa, pode continuar sendo um. Vá, então. Descansarei, pois também quero me aproveitar de você em uma cama.


Naruto riu e a beijou antes de sair. Sakura suspirou e fechou os olhos. E ficou a imaginar se Naruto estava ciente de quantas vezes dissera nós ao se referir a procurar o pai da criança. Ela não queria se deixar embalar pela esperança. Poderia ser apenas um modo de falar. Também poderia significar, contudo, que uma parte de Naruto já via e aceitava os dois como um casal, vislumbrando um futuro para eles a despeito de Hinata. Se fosse verdade, Sakura rezou para que essa parte de Naruto se apressasse e tomasse posse dele por inteiro, pois Hinata não estava muito longe.


Afagou as costas da criança enquanto esperava que o sono a dominasse. Seria ótimo se o pequeno tivesse um pai em algum lugar que o recebesse com carinho, que o amasse e cuidasse para que tivesse uma vida boa. Também sabia que isso raramente acontecia a um bastardo. Ficaria feliz que Naruto não tivesse sugerido uma busca rápida pelo homem. A pressa poderia resultar em erros e mal entendidos. Se, em algum momento nos anos à frente, o pai do menino fosse encontrado, Sakura queria ter a certeza de que era um bom homem antes de lhe confiar a vida daquela criança.


Assim que começou a mergulhar no sono, Sakura sentiu que era observada. Foi uma sensação que a deixou sobressaltada e plenamente consciente, com uma dolorosa aflição no peito. Abriu os olhos devagar e, pela primeira vez em sua vida quase desmaiou. Parado ali, ao lado da cama, sorrindo friamente, estava Danzou Shimura.


Notas Finais


Até a próxima, talvez


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