História Promessa de Amor - Capítulo 13


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Categorias Naruto
Personagens Anko Mitarashi, Asuma Sarutobi, Boruto Uzumaki, Chouji Akimichi, Chouza Akimichi, Danzou Shimura, Darui, Deidara, , Fugaku Uchiha, Gaara do Deserto (Sabaku no Gaara), Hanabi Hyuuga, Hashirama Senju, Hidan, Hinata Hyuuga, Hiruzen Sarutobi, Hizashi Hyuuga, Hyuuga Hiashi, Ibiki Morino, Ino Yamanaka, Inochi Yamanaka, Iruka Umino, Itachi Uchiha, Jiraiya, Juugo, Kabuto, Kakashi Hatake, Kakuzu, Kankuro, Karin, Karui, Kiba Inuzuka, Killer Bee, Kisame Hoshigaki, Kizashi Haruno, Ko Hyuga, Konan, Konohamaru, Kurama (Kyuubi), Kurenai Yuuhi, Kushina Uzumaki, Madara Uchiha, Maito Gai, Mebuki Haruno, Mei, Menma Uzumaki, Mikoto Uchiha, Minato "Yondaime" Namikaze, Mirai Sarutobi, Mito Uzumaki, Mitsuki, Nagato, Naruto Uzumaki, Neji Hyuuga, Obito Uchiha (Tobi), Orochimaru, Pain, Personagens Originais, Sakura Haruno, Sasuke Uchiha, Shikamaru Nara, Shino Aburame, Temari, TenTen Mitsashi, Tsunade Senju, Yahiko, Yamato
Tags Boruto Uzumaki, Haruno, Hinata, Menma Uzumaki, Minakushi, Naruhina, Narusaku, Naruto, Sakura, Sasuke, Uzumaki
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Palavras 3.767
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Ecchi, Hentai, Mistério, Romance e Novela, Suspense, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


:/

Capítulo 13 - Capítulo 12


Fanfic / Fanfiction Promessa de Amor - Capítulo 13 - Capítulo 12

Naruto compreendia a raiva de Sakura ainda mais agora, depois que falara com algumas pessoas. Ouvir tais atrocidade serem ditas contra uma criança de apenas poucos meses fazia a náusea lhe subir pela garganta. Yagura Siru era o nome da mãe do bebê e, obviamente, não se esforçara muito para conquistar o amor e a admiração das pessoas da vila. Bela e vaidosa, era evidente que se deitara com os maridos de muitas mulheres. Havia um ou dois idiotas que acreditavam que fosse uma bruxa, que realmente pensavam que o bebê moreno nascido de uma mãe tão loira era fruto do mal. Mas, na verdade, a maioria das pessoas tinha decidido que aquela era uma boa maneira de livrar-se de alguém de quem não gostavam.


Naruto suspeitava que, na ocasião em que amarraram a mulher à fogueira, grande parte dos moradores da vila havia começado a acreditar na conversa de feitiçaria. Exaltados pelo medo e ódio, tentaram livrar a vila da criança também. Certamente, não iriam se contradizer agora, não depois de matarem a mulher. Queimar uma bruxa era aplicar a justiça sagrada. Porém matar uma mulher que era indesejável, assassiná-la daquela maneira brutal só porque não mantinha as pernas ou a boca fechada, não era. A morte de Yagura fora um erro, mas pelo menos, tinha uma explicação.


Não havia, contudo, argumento que justificasse a tentativa de eliminar uma criancinha.


Só uma pessoa vira o jovem lorde que Yagura afirmava ser pai do bebê. Dissera para alguns ter notado, lá pelos fundos da cabana em que ela morava, um homem tão moreno como a criança, alto, robusto, de aspecto ameaçador. Era um beberrão, e Naruto duvidava que ele confirmasse o fato. Andava mais embriagado, angustiado pela culpa, pois se encontrava longe da vila quando Yagura fora acusada e depois morta. E sua esposa havia sido uma dentre aquelas que gritavam mais alto pelo sangue da infeliz.


Ao entrar na hospedaria, Naruto franziu a testa. Um barulho enorme vinha do alto das escadas, e uma pequena multidão se formava ao pé dos degraus. Ao se recordar de como todos se sentiam sobre o órfão que Sakura resgatou, Naruto receou que o barulho viesse de seu quarto. Empurrou as pessoas e subiu as escadas.


-O que está acontecendo aqui? - indagou ao ver o estalajadeiro, a esposa e as duas criadas paradas à porta aberta do quarto de Sakura.


-Dorcas veio alimentar o bebê. - disse o hospedeiro. -E aquele animal não a deixou tocá-lo.


Naruto olhou de relance para a criada, que choramingava, passando a mão sobre o braço bastante arranhado.


-Por que ela viria cuidar do bebê?


-Ele estava chorando e parece que sua esposa o abandonou.


Um calafrio correu pela espinha de Naruto. Com um empurrão, afastou o homem e entrou no quarto. Kyo estava sobre a cama, perto da criança que chorava. Tinha o pêlo eriçado, as orelhas machucadas inclinadas para frente, e rosnava, os dentes arreganhados. E não havia sinal de Sakura.


Por apenas um instante, Naruto temeu que o dono da Hospedaria tivesse razão, que Sakura o abandonara. Então, balançou a cabeça, expulsando aquele pensamento ilógico e ridículo. Sakura jamais deixaria aquela criança para trás ou o gato. Suas coisas ainda se encontravam no quarto. Havia um banquinho caído de pernas pra cima. A janela estava aberta. Naruto correu até lá. Olhou para baixo mas não viu nada. Fechou a janela. Uma certeza o invadiu: enquanto ele esteve fora, Danzou tinha raptado Sakura.


-Alguém viu quem levou minha mulher? Ou estavam todos tentando proteger as pobres almas para perceber que ela estava sendo raptada?


Naruto aproximou-se cautelosamente de Kyo.


-Não vimos ninguém! - esbravejou o estalajadeiro, e a esposa sacudiu a cabeça em concordância. -Ela o deixou.


-Não, foi levada. - com afagos suaves, Naruto finalmente conseguiu acalmar o gato. -Sakura jamais abandonaria a criança ou seu bicho de estimação. Mesmo que eu esteja enganado a esse respeito, ela nunca deixaria todos os seus pertences para trás. Há sinais de uma pequena luta. Dorcas, você estava pronta para cuidar da criança?


-Sim, senhor - a criada respondeu. -Mas o gato não me deixou chegar perto dela.


-Ele vai deixar. Estava assustado com o que aconteceu aqui. Venha, Dorcas.


-O gato não gosta de mim, senhor.


-Ele já está mais calmo.


Levou alguns instantes para que Naruto conseguisse convencer Dorcas a alisar o pêlo de Kyo. Estava ansioso para sair atrás de Sakura, mas sabia que precisava tratar da criança primeiro. A criada se acalmou e tomou coragem assim que Kyo se sentou e ficou a observá-la. O menininho parou de chorar.


-Você não tem medo desse enorme e monstruoso demônio, tem? - Naruto perguntou a Dorcas quando a criada começou a trocar as fraldas da criança.


-É só um lindo bebezinho - ela retrucou, lançando um olhar nervoso para as três pessoas que espiavam da soleira da porta. -Foi horrível o que tentaram fazer com ele, mas eu fui muito covarde para impedir ou tentar ajudá-lo.


-Não havia muito o que uma moça pudesse fazer contra uma multidão gritando por sangue. Quando o bebê começou a chorar?


-Uma hora atrás, talvez menos.


-Então, foi quando Sakura foi levada. Quero que você tome conta do bebê.


-O senhor não vai dar o fora e deixar essa cria do demônio aqui! - exclamou o hospedeiro, a última palavra a soar em um guincho agudo quando Naruto o agarrou pelo casaco e o ergueu do chão.


-Estou cheio dessa conversa imbecil. Ele é só um bebê! - soltou o homem tão de repente que o sujeito cambaleou e chocou-se contra a esposa. -Dorcas ficará aqui e tomará conta do menino. Se alguma coisa acontecer com ele, eu lhe arranco a cabeça!


-E se o senhor não voltar? - o homem perguntou, embora em um tom mais respeitoso. -Não ficaremos com ele.


-Eu não pensaria em dá-lo a você ou em deixá-lo nesse manicômio. - jogou umas poucas moedas sobre a mesinha ao lado da cama. -Se nem eu ou minha esposa retornarmos, mande o gato e o bebê para Kizashi e Mebuki Haruno, em Donncoil. Diga-lhes que Sakura gostaria que a criança fosse adotada. - avançou, empurrando os três para trás no corredor, e fechou a porta do quarto. -Tenho certeza de que vocês têm serviço a fazer. Não são necessários aqui. Aconselho que cuidem para que Dorcas tenha tudo o que precisar.


No momento em que os três se foram, Naruto correu para fora da hospedaria e foi examinar o chão debaixo da janela de Sakura. Era fácil ver que ela fora levada do quarto por aquele caminho. Não conseguiu ver nenhuma marca dos pés de Sakura, mas as pegadas que se afastavam do local eram mais fundas que aquelas que conduziam até ali, e isso indicava que quem se afastava carregava algo, e esse algo era provavelmente Sakura. Naruto apressou-se em pegar o cavalo, rezando para que Danzou continuasse deixando uma trilha clara. E que a luz do dia que já estava no fim durasse o suficiente para que ele pudesse seguir o desgraçado até onde acamparia para passar a noite.



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-Não posso acreditar que você ameaçou uma criancinha! - Sakura exclamou quando Danzou a arrancou do cavalo e a empurrou para dentro de uma cabana. -E um gato!


No que não não podia realmente acreditar era que, depois da fuga, da luta e das mortes, Danzou simplesmente tivesse entrado em seu quarto pela janela e a raptado. E Sakura, paralisada pelo choque, nada fizera além de arquejar quando ele ameaçou o bebê e o gato com a faca. Aquilo havia lhe dado tempo para desferir um soco em seu queixo, que a fizera perder a consciência. Ela tornara as coisas muito fáceis para Danzou. Sakura pensou, irritada, ao esfregar a mandíbula machucada.


-Funcionou. Você está aqui! - ele exclamou com frieza, ao acender o fogo em uma pequena lareira.


-Naruto virá atrás de mim! - ela disse, em um tom mais confiante do que se sentia.


-Pois venha. Estou louco para matar aquele desgraçado.


-Por que está fazendo isso?


-Você é minha. - Danzou a encarou com fúria. -Ninguém me diz não. Achou realmente que eu iria me retirar com o rabo entre as pernas feito um cachorro açoitado, sem me vingar desse insulto?


-Que insulto, homem? Você me pediu em casamento. Eu disse não, e com muita educação e gentileza, se me recordo.


-E quem você pensa que é para me dizer não? Tem quase vinte anos e ainda não se casou. Vem de um clã pequeno. Possui um dote insignificante. Sua mãe não passa de uma filha da puta. Eu lhe concedi uma grande honra pedindo que fosse minha esposa.


-Não fale da minha mãe desse jeito ou eu vou lhe arrancar as tripas como o porco que você é!


Sakura não se surpreendeu quando seu insulto valeu um forte tapa que a fez cair de costas. Sempre sentira a crueldade latente daquele homem. Seria prudente conter a língua, mas duvidava que conseguiria. Era difícil acreditar que todos aqueles acontecimentos horríveis e tantas mortes fosse por causa de alguém vaidoso demais para aceitar um não. E Danzou proferira todos aqueles insultos sobre a sua família. Por que a pedira em casamento? Por que a queria tanto como esposa?


Naquela altura, Naruto já teria descoberto seu desaparecimento, Sakura pensou. Esperava que ele não julgasse que ela o abandonara, que soubesse que havia sido raptada. E por quem. A questão era: Naruto viria atrás dela? E, se viesse, Danzou teria deixado um rastro claro para ser seguido? Disse a si mesma para não ser idiota. Naruto faria o melhor para salvá-la. Tinha jurado mantê-la a salvo. Infelizmente, Sakura sabia muito bem com quanta tenacidade ele se agarrava a um juramento. Só lhe restava rezar para que, ao honrar sua promessa, Naruto não acabasse morto.


-Suponho que o jovem Naruto a tomou - disse Danzou, em um tom quase agradável. -Embora pareça passar a vida correndo atrás daquela vagabunda chamada Hinata Hyuuga, você seria uma coisinha muito apetitosa a que ele pudesse resistir. Então, tirou sua virgindade?


A despeito do tom amistoso daquela voz, o instinto avisou Sakura de que a verdade deixaria o homem enraivecido. Havia uma espécie de expectativa em torno da pergunta. Danzou controlava a fúria com rédeas curtas.


Sakura retrucou com arrogância:


-Não creio que seja uma pergunta adequada para um cavaleiro fazer a uma dama.


Danzou esboçou um sorriso, mas seus olhos continuavam frios e duros.


-Você consegue saber o que uma pessoa pensa ou sente, não é? Essa é uma das razões pelas quais a quero. Uma habilidade assim seria inestimável para um homem em busca de poder, como eu.


Sakura protestou:


-Eu capto apenas a sensação de emoções fortes em uma pessoa. E muita gente também conseguiria se prestasse atenção.


-Que importa que seja um dom ou apenas um bom olho para um tique denunciador? Você pode ver agora mesmo que eu estou com muita raiva.


-Isso não exige nenhum dom especial. Você quase fede de tanta raiva.


Sakura praguejou quando o sorriso de zombaria no rosto de Danzou demonstrou que suas palavras confirmavam aquilo em que ele acreditava. De uma carta forma, Danzou tinha razão. Ela conseguia sentir muitas coisas a respeito das pessoas. Raramente alguém conseguia mentir para ela. Sakura captava de uma forma estranha os sentimentos dos outros, ainda que bem escondidos. Mas não podia permitir que Danzou distorcesse esse seu dom para seus próprios interesses.


-E por que acha que estou com raiva? - ele indagou, em um tom casual. -Seria possível que fosse porque a minha noiva saiu fodendo pelo caminho com Naruto Uzumaki? Um Uzumaki, meu amor? - maneou a cabeça -Patifes e ladrões, o bando todo. E esse Uzumaki em especial deve ser o mais infeliz dessa corja triste. Ora, ele está tão apaixonadinho por Hinata que duvido que consiga ficar excitado por outra mulher.


-Oh, você é ultrajante!


Era evidente que Danzou não estava acreditando em sua pose de indignada inocência, mas Sakura concluiu que era tarde demais para mudar o jogo.


-Você tentou testá-lo, não tentou? Afinal, Naruto é o bravo cavaleiro de seus sonhos de donzela. O belo rapaz a deixava ansiosa, no escuro da noite, e toda excitada.


-Estou abismada com a sua completa falta de respeito e boas maneiras.


O que realmente deixou Sakura abismada era que Danzou conhecia até mesmo seu pequeno segredo: que ela ansiara por Naruto durante anos. Havia alguma língua solta em Donncoil, poucas pessoas sabiam dessa paixão por Naruto. Danzou deve ter usado essa pessoa para conseguir informações sobre ela. Assim que pudesse, avisaria a família. Deveria ser alguém bem próximo de Sakura já que esse era o seu segredo mais bem guardado.


-Formaremos um belo casal, você e eu. - Danzou aproximou-se de Sakura. -Você tem uma cabeça esperta. Só precisarei lhe ensinar algumas poucas coisas.


Ela tentou ficar longe do alcance dele, sem parecer que estivesse fugindo.


-Ora, sim, coisas como mentir, matar, roubar e sorrir com doçura enquanto enterro uma faca entre as costelas de um homem.


-Isso. E creio que você provará ser muito competente.


A resposta calma ao insulto deixou Sakura tão estarrecida que ela tropeçou em um banquinho. Danzou estava sobre ela em um instante. Era bem mais esperto do que ela julgara que fosse. Vira como Sakura havia tentado usar contra ele a tendência a se entregar a uma ira cega, e a envolveu naquela rede, virando o jogo.


Ela caiu no chão com um baque tão forte que perdeu o fôlego. A despeito disso, lutou para impedir que Danzou a imobilizasse completamente. E lutou mais ainda contra o desalento de saber que poderia apenas atrasá-lo, mas não vencê-lo.


-Saia de cima de mim, seu porco! - esbravejou, recusando-se a deixá-lo saber que estava com medo.


-Você vai me dar o que tem dado para o Uzumaki. - ele retrucou, e a estapeou com força quando Sakura tentou livrar a mão e socá-lo na cabeça. -Não vai fugir de mim dessa vez; portanto, por que não se deita e aproveita?


-Aproveitar um estupro? Você é louco. Se fizer isso, haverá tantos tentando matá-lo que não encontrará um buraco fundo o bastante para se esconder em todo o mundo. Sim, e eu estarei na vanguarda dessa fileira.


Enquanto xingava e ameaçava, Sakura lutava com toda sua força. Cada truque que usava, contudo, só dava certo em parte. Enfiou a perna entre as deles e ergueu o joelho, mas Danzou se desviou a tempo, e o golpe acertou a coxa, não sua virilha. Então, ela conseguiu livrar uma das mãos e tentou lhe enterrar os dedos nos olhos, mas ele virou a cabeça, e Sakura apenas lhe arranhou o rosto. Era evidente que Danzou não era um iniciante na prática de violentar mulheres. E Sakura começou a duvidar que houvesse algum artifício que ele já não conhecesse, que não antecipasse e conseguisse evitar.


Ela se concentrou em lutar para ignorar o fato de que Danzou lhe arrancava as vestes.


-Naruto não chegará nem a dez metros desse lugar. Há quatro homens à espera lá fora, loucos para matá-lo. - ele finalmente abriu-lhe o corpete, deixando apenas uma veste fina a lhe proteger os seios. -Ah, que beleza que são! Vou montar em você com tanto gosto.


Quando se inclinou para os seios se Sakura, por um breve momento aproximou a cabeça da dela, e Sakura tirou vantagem disso. Bateu o crânio contra a testa dele com toda força. Ele soltou um urro e afrouxou o aperto o suficiente para que ela o empurrasse. Tonta com a pancada, que sentira tanto quanto Danzou, ela não conseguiu ficar de pé. E gritou ao sentir que ele a agarrava pelas saias, rasgando-as.


Apoiada nas costas, Sakura chutou-lhe o rosto, derrubando-o. Conseguiu se levantar, mas só deu uns poucos passos antes que Danzou a jogasse no chão novamente. Cansada e atordoada, dessa vez foi incapaz de impedi-lo de comprimi-la sob seu corpo. O sorriso de triunfo de Danzou dizia que ele sabia que havia vencido.


Havia ainda uma pequena chance de escapar, Sakura disse a si mesma, para conter a onda de desespero que inundou seu coração e mente. Mas, quando ela tentou mudar de posição, ele bateu novamente em seu rosto com força. Continuou a arrancar o restante de suas roupas. Sakura se debateu, e Danzou a esmurrou de novo. Foi então que se deu conta de que ele pretendia deixá-la atordoada até que fosse tarde demais para se proteger.


Começou a orar. Pediu para ter mais uma chance de escapar. Rezou para que, se fracassasse em evitar a violação de Danzou, isso não a magoasse demais, não a deixasse tão marcada na mente e no coração que se tornasse frígida ao simples toque de um homem. Rezou para que Danzou tivesse mentido a respeito dos quatro homens, do lado de fora, à espera para matar Naruto.





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Naruto olhou para a pequena cabana ao se agachar entre os arbustos. Seguiu a trilha de Danzou tão atento que quase havia cavalgado direto para a porta. O som alto de um espirro o fez parar o cavalo antes que fosse tarde.


Embora tivesse desesperado para correr até lá e salvar Sakura, Naruto se obrigou a esperar. Danzou percorrera apenas pouco mais de um quilômetro para longe da vila. E Naruto tinha a penosa sensação de que ele parou ali porque não conseguia mais esperar para se apossar de sua vítima. A idéia daquele verme tocando Sakura ameaçou descontrolá-lo. Naruto queria fazer alguma coisa, algo além de ficar agachado nas sombras, observando os quatro homens armados que se postavam entre ele e Sakura. Se recordou que uma pressa cega poderia liquidá-lo e deixar sua amada a mercê de Danzou.


Com passos furtivos, se aproximou de um dos homens que veio urinar no pé de uma árvore próxima, tapou-lhe a boca com uma das mãos enquanto com a outra lhe enterrava entre as costelas. Ao baixar o corpo para o chão, sentiu uma espécie de desgosto. Mas apreendeu, fazia tempo, que às vezes matar era necessário.


Ao voltar para o esconderijo, Naruto esperou por outra chance. Três guardas continuavam a postos. Seria inútil confrontá-los. Se um deles fosse idiota o suficiente para sair atrás do companheiro, seria o bastante. De dois, ele poderia dar conta.


Então, depois de uma breve conversa, outro Homem se embrenhou na mata. Naruto o pegou quando o sujeito se inclinava sobre o corpo já morto do companheiro. O matou sem fazer ruído e deixou o cadáver perto do outro.


Conforme seguia furtivamente para a cabana, aproveitando as sombras do fim da tarde, empunhou a faca e a espada.


Quando se aproximou da cabana, viu que os dois homens restantes discutiam o que poderia ter acontecido aos outros e tentavam imaginar como se proteger melhor. Naruto quase sorriu. Os guardas iriam facilitar para ele.


Respirou fundo e partiu na direção da cabana em passos rápidos. No momento em que os homens o viram, Naruto arremessou a faca, atingindo um deles na garganta. O outro ergueu a espada, pronto para a luta. Naruto praguejou quando o tinido das armas ecoou. Aquele não seria um combate silencioso. Tudo o que poderia esperar era que fosse rápido o suficiente.



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-Ah, finalmente acordou. Ótimo!


Sakura pestanejou e encarou Danzou, que parecia desfocado. Estava tonta de dor e não tinha certeza de quando ou por que perdera a consciência.


Sua mente clareou depressa ao perceber que não encontrava-se no chão e que não conseguia mover as pernas ou os braços. Estava amarrada pelos pulsos e tornozelos nos quatro postes da grande cama. O que a horrorizou mais, no entanto, foi se ver completamente nua. Não teria nenhuma chance de escapar. Danzou não iria desacordá-la de novo, pois pretendia que estivesse completamente consciente de toda a degradação a que a submeteria.


De uma coisa ela tinha certeza, não daria ao homem a satisfação de saber de seu pavor. Encarou-o com profundo desprezo.


-Indefesa e nua e ainda assim tenta me agredir com o olhar. - disse Danzou, com um brilho divertido na expressão. -Criaremos belos filhos, homens dignos de governar todas as terras.


-Creio que já exista um rei no trono e uma dinastia construída.


-Com o nascimento do nosso primeiro filho, começarei a destruí-la. Sabe de quem é esta casa?


Sakura custou a entender a mudança repentina de assunto.


-Não. Deveria saber?


-Você pegou o filho da bruxa, não pegou? - Danzou sentou-se na beirada da cama e começou a arrancar as botas.


-Você não pode ser o lorde que a seduziu e a deixou grávida. Não é moreno.


-Não. Eu não a engravidei - ele retrucou, com uma risada. -Disse que foi seduzida, é? O povo da vila provavelmente a matou só por ela ter contato tamanha mentira e, pior, pensando que fossem idiotas para acreditar. Não, aquela lá nasceu prostituta. A maioria dos homens da região e aqueles que viajavam para a Corte sabiam tudo sobre ela  - olhou pelo interior da cabana com aprovação, enquanto desamarrava o gibão pesado. -Era bonita o bastante para conseguir o melhor para si.


-Mas não o suficiente para um daqueles que desfrutaram seus favores impedir sua morte.


-Claro que não. Era uma vagabunda e de temperamento ruim. Talvez não fosse bruxa, mas certamente mereceu a forca. Acha que aquele diabinho de olhos negros foi o único bebê que ela gerou? Não, ela não queria filhos, mas era fértil demais. Abortava assim que descobria que estava grávida. Quando era tarde demais para fazer isso com segurança, dava a luz e se livrava do filho depois. Matou uns dois, talvez mais. Estão enterrados atrás da cabana, junto com um ou outro homem que a deixou zangada. Não, eu não sou o pai - disse, com uma gargalhada, respondendo à pergunta que Sakura não conseguia formular. -Minha prima era uma mulher difícil.


-Claro, eu deveria saber disso, já que são tão parecidos. Que conversa interessante a nossa. Poderia parecer que somos velhos amigos. Por que não me desamarra e eu irei buscar uma cerveja?


Danzou soltou uma risada e soltou o laço das calças. Então, de repente, ficou tenso.


-O que foi isso?


Sakura também ouviu. O som distinto do retinir de espadas quebrara a paz do lado de fora da cabana. Algo estava acontecendo. Uma discussão entre os guardas? Ela preferiu acreditar que era Naruto. Riu baixinho quando Danzou tropeçou nas próprias calças e puxou-as para cima, enquanto tentava pegar a espada, ao mesmo tempo que a porta da cabana era aberta com um chute tão forte que a estalou.


-Ah, Danzou, receio que a morte tenha entrado para buscá-lo







Notas Finais


Até a próxima, talvez


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