História Promessa de Amor - Capítulo 14


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Categorias Naruto
Personagens Anko Mitarashi, Asuma Sarutobi, Boruto Uzumaki, Chouji Akimichi, Chouza Akimichi, Danzou Shimura, Darui, Deidara, , Fugaku Uchiha, Gaara do Deserto (Sabaku no Gaara), Hanabi Hyuuga, Hashirama Senju, Hidan, Hinata Hyuuga, Hiruzen Sarutobi, Hizashi Hyuuga, Hyuuga Hiashi, Ibiki Morino, Ino Yamanaka, Inochi Yamanaka, Iruka Umino, Itachi Uchiha, Jiraiya, Juugo, Kabuto, Kakashi Hatake, Kakuzu, Kankuro, Karin, Karui, Kiba Inuzuka, Killer Bee, Kisame Hoshigaki, Kizashi Haruno, Ko Hyuga, Konan, Konohamaru, Kurama (Kyuubi), Kurenai Yuuhi, Kushina Uzumaki, Madara Uchiha, Maito Gai, Mebuki Haruno, Mei, Menma Uzumaki, Mikoto Uchiha, Minato "Yondaime" Namikaze, Mirai Sarutobi, Mito Uzumaki, Mitsuki, Nagato, Naruto Uzumaki, Neji Hyuuga, Obito Uchiha (Tobi), Orochimaru, Pain, Personagens Originais, Sakura Haruno, Sasuke Uchiha, Shikamaru Nara, Shino Aburame, Temari, TenTen Mitsashi, Tsunade Senju, Yahiko, Yamato
Tags Boruto Uzumaki, Haruno, Hinata, Menma Uzumaki, Minakushi, Naruhina, Narusaku, Naruto, Sakura, Sasuke, Uzumaki
Visualizações 103
Palavras 2.936
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Ecchi, Hentai, Mistério, Romance e Novela, Suspense, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


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Capítulo 14 - Capítulo 13


Fanfic / Fanfiction Promessa de Amor - Capítulo 14 - Capítulo 13

A imagem que chegou aos olhos de Naruto, quando abriu a porta da cabana, quase o fez rugir de fúria. O que o impediu de agir cegamente e como louco, pondo em risco a si mesmo e a Sakura, foi a própria Sakura. Suas palavras cheias de alegria quase o fizeram rir. Ela estava nua, amarrada a uma cama e coberta de hematomas, mas, mesmo assim, brincava com um sorriso.


-Não sei quem é mais louco, moça, se é você ou eu! - Naruto exclamou, e dirigiu a atenção a Danzou, vendo, com alívio, que o homem estava quase todo vestido.


-Ora, você, é claro, pois eu não saio por aí chutando as portas das pessoas - Sakura respondeu, aliviada por vê-lo vivo e pronto para acabar com a insanidade de Danzou. -Não creio que possa cortar minhas amarras, já que tem que lutar com esse bosta.


-Você tem a língua muito ferina para alguém amarrada a uma cama. - murmurou Danzou e depois sorriu, quase com simpatia, para Naruto. -Lindo corpo a moça tem. E pele macia. Machuca com muita facilidade, contudo. Ah, mas tem um sabor tão bom… como mel na língua.


Não era difícil adivinhar o jogo se Danzou. Naruto lutou contra a fúria. Lutar exigia a cabeça fria, lógica. Um pouco de emoção para dar incentivo era aceitável. Precaução e cuidados eram também uma boa coisa. Raiva, não. Raiva causava descuido, cegava, roubava a perícia de um homem.


Naruto sabia disso tudo, e repetiu para si mesmo sem parar. Não ajudou muito. Cada palavra carregada de veneno que vinha da boca de Danzou alimentava seu ódio. A simples idéia de que ele vira a beleza de Sakura em toda a sua plenitude o fazia ansiar por matar aquele homem. Pensar que pudesse tê-la tocado o sacudia com o ímpeto de cortar cada membro de Danzou e deixá-lo em pedaços.


Sakura podia ver a luta em que Naruto se empenhava. A raiva estava vencendo, e era exatamente isso que Danzou queria. Ela precisava, de alguma forma, eliminar o poder do veneno de Danzou, quebrar o encanto que ele lançara com tamanha esperteza.


-Ora, cala essa boca, Danzou! - Sakura exclamou, em um tom irritado. -Fica aí se gabando de falsas conquistas como um menininho que goza nos lençóis ao encarar a primeira mulher nua.


O olhar de espanto na face de Danzou quase fez Naruto soltar uma gargalhada. Ainda sentia raiva, mas as palavras cruas e duras de Sakura tinham trazido de volta seu bom senso. Ela não se salvaria se ele fosse morto ao ceder à toda fúria que tinha dentro de si naquele momento. Ali estava a chance de pôr um fim à ameaça, e Naruto não podia fracassar.


Danzou investiu e Naruto bloqueou o golpe. E depois se empenhou na luta. Em um certo momento, conseguiu aproximar-se da cama e cortar as cordas que prendiam um dos pulsos de Sakura. Esperava que, assim, ela pudesse se libertar sozinha. Pressionou Danzou até que o encurralou em um canto.


Ignorando completamente as dores no corpo, Sakura se esforçou para soltar as cordas do outro pulso. O tinir das espadas, os gritos e pragas dos homens eram um pano de fundo preocupante enquanto, lentamente, ela soltava os nós. Suas pernas e braços latejavam, os hematomas doíam, e os pulsos e tornozelos formigavam, esfolados pela fricção das cordas apertadas, mas Sakura ignorou tudo isso. Quando se viu livre, por fim, pegou a veste no chão, onde Danzou a jogara, e se enfiou nela. Olhou para os dois homens e pensou se haveria algo, qualquer coisa que pudesse fazer para ajudar Naruto.


Tapou a boca com a mão para sufocar um grito quando a espada de Danzou rasgou o braço direito de Naruto. Era um corte raso que ia do ombro ao cotovelo, mas sangrava muito. Sakura sabia que a perda de sangue poderia enfraquecer um homem. E lhe roubar a força do braço da espada, dando a Danzou uma vantagem fatal.


Naruto passou a espada para a mão esquerda e continuou lutando sem aparentar perder a perícia. Mas ainda sangrava muito.


Então, Sakura arregalou os olhos quando viu o que temia: um ligeiro passo em falso e Naruto perdeu a elegância letal com que lutara até então. Danzou também notou, pois sorriu. Antes que ela pudesse fazer alguma coisa para ajudar, Danzou o atingiu na perna. Sakura abafou mais um grito de pavor quando Naruto tropeçou e caiu. Danzou investiu, ansioso para desferir o golpe fatal, mas Naruto rolou para longe. Danzou praguejou e atacou novamente. Julgava o adversário derrotado, assim, deitado de lado, lutando para rastejar e se afastar do perigo. Ergueu a espada. Um erro. Naruto agiu tão depressa que até Sakura arquejou surpresa. Virou-se e, em um único e ágil movimento, enterrou fundo a espada no peito exposto de Danzou.


Sakura sentiu que tudo se imobilizava, até sua respiração. Por um horripilante momento, Danzou ficou parado, a espada ainda erguida em posição de ataque, olhando com incredulidade para a lâmina que lhe transpassava o peito. Então, sua arma caiu e ele desabou no chão. Naruto mal conseguiu livrar a própria espada antes de se desviar da queda do corpo de Danzou.


-Naruto! - Sakura gritou, vendo-o cair de costas no chão.


Ajoelhou-se perto dele, e Naruto agarrou-lhe a mão. Embora tonto e fraco pela perda de sangue, e consciente da dor lancinante do ferimentos, estava interessado apenas em uma coisa. Tudo o mais poderia esperar até que ouvisse a confirmação dos próprios lábios de Sakura.


-Cheguei tarde demais?


-Não - ela murmurou. -Eu me debati e tentei lutar contra ele, Danzou não fez mais do que me estapear um pouco. Foi bastante desagradável, mas irei me recuperar. Depois, ele exagerou no soco. O meu desmaio não lhe agradou. Queria me humilhar, estando eu plenamente consciente.


-Graças a Deus! - Naruto fechou os olhos. -Acho que preciso descansar um pouco.


-Consegue chegar até a cama?


-Me ajude - ele sufocou um gemido de dor quando Sakura o ajudou a ficar de pé.


Cambaleando um pouco, ela o levou até a cama.


-Agora descanse, que eu vou cuidar desses ferimentos.



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Só quando abriu os olhos e viu Sakura enrolando um pano de linho em torno do ferimento limpo e costurado em sua perna, é que Naruto se deu conta de que havia desmaiado. Percebeu que estava nu e limpo e também tinha uma atadura no braço. Era evidente que ficara sem sentidos por um longo tempo. Um olhar rápido pelo quarto revelou o corpo de Danzou coberto por um lençol.


-Ah, ótimo - murmurou. -Eu ganhei.


Ao cobri-lo com uma manta, Sakura maneou a cabeça.


-Fiquei muito preocupada ao tentar estancar a sua hemorragia, Naruto. Você quase se esvaiu em sangue.


Ele esboçou um sorriso e ergueu a mão para afagar o rosto machucado de Sakura.


-Lutou muito, não é, meu anjo?


-Com certeza. - ela suspirou ao sentar-se na beira da cama. -Eu sabia que não poderia vencer, mas lutei. E Danzou me bateu com força. Quando recobrei a consciência, percebi que ele havia tirado vantagem disso. E ao me ver amarrada e nua - Sakura estremeceu. -Me senti tão indefesa… embora soubesse que teria que me resignar a ser violentada, conseguia manter a calma por estar lutando. Isso ajudava, não sei por quê. Se ele me estuprasse quando eu estava sem poder me defender, acho que isso me destruiria.


-Talvez lutar até o amargo fim fizesse com que você não sentisse que havia perdido de todo a honra, Sakura. Danzou revelou o motivo de tudo isso.


-Foi porque eu o recusei. Achou que me concedia a maior das honras pedindo que eu fosse sua esposa, e eu o rejeitei. Disse que eu era uma opção medíocre, e que o sacrifício que fez ao pensar em se casar comigo merecia minha humilde gratidão. Minha recusa foi um insulto insuportável. E ele também achava que eu tinha um dom especial.


-Um dom?


-Sim. - ela sorriu. -De fato, eu sou capaz de captar o que as pessoas sentem. Com Danzou, pude sentir a crueldade latente, embora ele falasse com gentileza e sorrisse com doçura. É difícil de explicar.


-Sei o que quer dizer. Sente mais do que sabe sobre as pessoas. Ou vê. Ou fareja. O que importa? Você consegue enxergar além das máscaras. É um belo dom.


-Oh, realmente. Um dom herdado de minha mãe, que diz que o meu é mais apurado que o dela. Ajudou minha família a escapar de uma ou duas armadilhas. E às vezes me ajuda no trabalho de cura, pois eu posso sentir onde a dor se localiza. Infelizmente, capto também quando uma pessoa ou animal está morrendo. Há uma expressão no olhar, um cheiro, uma sensação na pele, algo que me diz isso, que mesmo que a pessoa lute com tudo o que tem, não pode ganhar. Logo acaba morrendo. Tentei não permitir que muitas pessoas soubessem desse fato. Mas Danzou tinha conhecimento da maior parte do que posso fazer e queria isso para si, a fim de conquistar riqueza e poder.


Naruto lutou para se sentar, mas Sakura o empurrou para baixo, e ele se admirou com a facilidade com que ela conseguiu.


-Devemos voltar para a vila. Deixei lá todos os nossos pertences, o bebê e o gato. E o seu cavalo.


-A que distância estamos de lá? - Sakura perguntou ao se levantar para preparar um sonífero.


-Um quilômetro e meio, talvez menos. Fiquei muito surpreso que Danzou parasse tão perto.


-Então irei até lá e pegarei tudo.


-Não, não podemos ficar aqui. A menos que… será que Danzou matou a pobre alma que vivia nessa cabana?


-Não, foram os moradores da vila. Esta é a casa da mulher que eles consideravam bruxa.


-O nome dela era Yagura Siru. Então, agora pertence ao bebê.


-Sim, e nós a usaremos até que você esteja forte o bastante para viajar. - Sakura passou o braço pelos ombros de Naruto e o ajudou a se sentar para beber o chá que ela fizera. -A mulher era prima de Danzou Shimura.


-O sangue não mente. Yagura não era uma boa pessoa, embora não merecesse a morte que teve.


-Danzou contou que existem corpos enterrados por aqui. A mulher abortou alguns fetos e, se não conseguia, matava os bebês logo que nasciam. Danzou insinuou que há um  ou dois homens sepultados também. Por alguma razão ela quis que aquele bebê vivesse. Beba isso.


-O que é essa coisa horrível?


-Algo para aliviar a dor.


Naruto bebeu, fazendo careta com o gosto amargo.


-Ela manteve o bebê vivo para atormentar o pai. Não o batizou porque, como disse ao monge, muitas vezes os bebês morrem, e Yagura queria que o pai soubesse que o filho tinha morrido sem nome e sem a absolvição dos pecados.


Sakura, que o ajeitava na cama, estremeceu a ouvir essas coisas.


-Nossa, não era mesmo uma boa mulher.


-Vai contar aos moradores da vila?


-Detesto dar a eles o motivo para pensar que o que fizeram foi justo, mas vou ter de contar. Se há um ou dois homens enterrados atrás dessa cabana, pode haver uma família preocupada, ansiosa para saber qual foi o destino dessa pessoa.


Naruto começou a se sentir atordoado.


-Esse chá não é para dor, certo?


-Não, vai fazer você dormir um pouquinho - Sakura informou, sorrindo quando ele deixou cair a cabeça, já mergulhado no sono. Então, ela se apressou em se vestir.


Ao procurar pelo cavalo de Naruto, encontrou os corpos dos outros guardas e suspirou. Seus problemas tinham manchado as mãos de Naruto de muito sangue. Tentou consolar-se por saber que fora em defesa própria, uma luta pela vida e honra. Os homens eram mercenários da pior espécie que só se importavam com dinheiro.


A jornada até a vila exigiu toda a sua coragem. Era fim de tarde, e Sakura teve de lutar contra a impressão de ver o perigo em qualquer sombra. Ao entrar na hospedaria, sorriu ao ver os olhares de espanto do dono e da esposa. Sabia que estava horrível com o vestido rasgado e o rosto cheio de hematomas, mas acertou a conta com calma e foi recolher suas coisas, o bebê e Kyo.


-Oh, senhora! - gritou Dorcas quando Sakura entrou no quarto. -O que aconteceu e onde está seu lindo marido?


-É uma longa e atribulada história, Dorcas. Fui raptada, e Naruto me resgatou. Está ferido e, portanto, preciso pegar nossas coisas, o bebê e o gato. - Kyo exigiu sua atenção com um miado alto. -Você é um bom gatinho - disse e coçou-lhe a cabeça. -Tentou proteger o bebê, não é?


-Ele fez isso sim. - Dorcas mostrou os arranhões no braço. -Até de mim.


-Desculpa por isso.


-Não, o gato não queria me fazer mal, e seu marido o acalmou depressa.


-Você é uma boa alma por ter cuidado do bebê.


-É só um bebezinho, não é? Moreno como o próprio diabo, é verdade, mas apenas uma criancinha. Foi errado o que fizeram.


-Para o bebê, foi. Começo a pensar que a mãe merecia ser enforcada. É uma pena que a justiça tenha sido feita pelas razões erradas. Poderia ir buscar o monge, Dorcas? Tenho algumas coisas para contar a ele.


Quando Dorcas voltou com o monge, Sakura já havia arrumado a bagagem e estava pronta para partir. E ao contar a ele o que soubera sobre Yagura Suri e tudo que acontecera com ela e Naruto, receou que o padre desmaiasse. O pobre monge jamais pensara que fosse obrigado a lidar com coisas tão horríveis em uma vila tão pequena. Disse a Sakura que iria até a cabana pela manhã com alguns homens. Ela, então, pediu-lhe que batizasse a criança, a quem deu o nome de Kira, indicando os primos Takashi e Amino como padrinhos. Depois de agradecer a Dorcas, deu ao padre algum dinheiro e seguiu de volta para a cabana, com a escuridão a cobrir quase tudo.


-Onde esteve? - indagou Naruto, quando Sakura cambaleou para dentro, carregando Kira e o gato.


Ele conseguiu sentar-se e tentava sair da cama.


-Você não dormiu por muito tempo, afinal. - ela pôs Kyo no chão e entregou o bebê a Naruto. -Deixe-me pegar nossas coisas e os cavalos, antes que comece a brigar comigo.


Tonto e fraco, Naruto teve medo de derrubar a criança. Deitou-se de costas com cuidado e colocou Kira sobre seu peito. Quando Kyo saltou para a cama, ele sorriu. Era estranho, mas, apesar da dor dos ferimentos, Naruto se sentia feliz, como se tudo agora estivesse como deveria ser e ele pudesse descansar.


Assim que Sakura acabou de fazer as coisas, de cuidar dos cavalos, de acomodar Kira na cama e de verificar os ferimentos de Naruto, se despiu e enfiou-se na cama. Não havia um centímetro em seu corpo que não doesse. Apesar disso, ela estava contente, pois os hematomas roxos e as marcas feias das cordas não eram ferimentos que precisassem de maiores cuidados. Tomou a mão de Naruto e contou-lhe tudo que havia feito enquanto estivera na vila.


-Kira. Um bonito nome - concordou Naruto ao abraçá-la pelo ombro e puxá-la para si. -Pobre menina… está exausta. - beijou-a no alto da cabeça. -E pobre de mim. Eu tinha tantos planos amorosos para essa noite…


Sakura riu e depois bocejou.


-Eu também. Mesmo que não estivesse toda dolorida, estou cansada demais para isso.


-E eu começaria a sangrar em cima de você.


Ela beijou-lhe o peito e depois esfregou a face contra a pele quente, aliviada pelo fato de Naruto estar vivo e ao seu lado.


-Acabou…


Naruto apoiou o queixo nos cabelos de Sakura.


-Você está segura, agora.


-Acha que os parentes do clã de Danzou ou o seu herdeiro buscarão vingança?


-Não. O herdeiro é o rapaz com quem, a essa altura, minha prima Karin está casada. Ele me pareceu um moço sensato. E não acho que o clã vá chorar muito sobre o túmulo de Danzou. Não é segredo o que ele fez com você e o que pretendia fazer. Descanse, meu anjo. Receio que tenha muito trabalho amanhã, pois acho que não serei de muita ajuda.


-Você poderia dar as explicações aos homens que o monge mandar.


-É justo. Vai contar a Kira sobre a mãe quando ele tiver idade?


Sakura suspirou.


-Não sei. Não é uma história que alguém queira saber a respeito da própria mãe. Por outro lado, todo mundo aqui sabe a verdade, então o que se ganharia em escondê-la? Acho que estou muito cansada para pensar nisso agora. Bom sono, Naruto.


-Bom sono, princesa.


Naruto sorriu ao ver como Sakura adormeceu depressa em seus braços. Então, a encarou, pensativo. Sua vida se tornara muito complicada desde que a havia encontrado. Uma parte dele desejava desistir da jura e fugir com Sakura. Mal conseguia se recordar das emoções que tinham levado a se comprometer com Hinata, anos antes. Contudo não poderia renegar o juramento. Seus pais haviam feito de tudo para manchar o nome da família. Jogavam, se prostituíam, procriavam e abandonavam os filhos, tinham levado sua gente praticamente à miséria, e eram conhecidos como mentirosos e trapaceiros. Naruto decidira havia muito tempo que mostraria ao mundo que nem toda a família dele era tão desonrada, e fizera o melhor para que seus irmãos compreendessem o valor de honrar a palavra empenhada. Dera sua palavra a Hinata, jurou amá-la e honrá-la. Manteria o juramento. Não poderia decepcionar Hinata. Não poderia decepcionar a si próprio. Embora no momento estivesse profundamente confuso a respeito de seus sentimentos, estava seguro de uma coisa: fizera uma promessa e a cumpriria.


Notas Finais


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