História Promessa de Amor - Capítulo 18


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Categorias Naruto
Personagens Anko Mitarashi, Asuma Sarutobi, Boruto Uzumaki, Chouji Akimichi, Chouza Akimichi, Danzou Shimura, Darui, Deidara, , Fugaku Uchiha, Gaara do Deserto (Sabaku no Gaara), Hanabi Hyuuga, Hashirama Senju, Hidan, Hinata Hyuuga, Hiruzen Sarutobi, Hizashi Hyuuga, Hyuuga Hiashi, Ibiki Morino, Ino Yamanaka, Inochi Yamanaka, Iruka Umino, Itachi Uchiha, Jiraiya, Juugo, Kabuto, Kakashi Hatake, Kakuzu, Kankuro, Karin, Karui, Kiba Inuzuka, Killer Bee, Kisame Hoshigaki, Kizashi Haruno, Ko Hyuga, Konan, Konohamaru, Kurama (Kyuubi), Kurenai Yuuhi, Kushina Uzumaki, Madara Uchiha, Maito Gai, Mebuki Haruno, Mei, Menma Uzumaki, Mikoto Uchiha, Minato "Yondaime" Namikaze, Mirai Sarutobi, Mito Uzumaki, Mitsuki, Nagato, Naruto Uzumaki, Neji Hyuuga, Obito Uchiha (Tobi), Orochimaru, Pain, Personagens Originais, Sakura Haruno, Sasuke Uchiha, Shikamaru Nara, Shino Aburame, Temari, TenTen Mitsashi, Tsunade Senju, Yahiko, Yamato
Tags Boruto Uzumaki, Haruno, Hinata, Menma Uzumaki, Minakushi, Naruhina, Narusaku, Naruto, Sakura, Sasuke, Uzumaki
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Palavras 2.470
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Ecchi, Hentai, Mistério, Romance e Novela, Suspense, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


:l

Capítulo 18 - Capítulo 17


Fanfic / Fanfiction Promessa de Amor - Capítulo 18 - Capítulo 17

Sakura achou que fosse desmaiar. A dor latejava pelo seu corpo a cada batida do coração. E ela não tinha certeza do que provocava mais sofrimento: a visão de Naruto e Hinata abraçados, ou as palavras dele, que soavam como o sino da morte para todas as suas esperanças e sonhos. Ela perdeu o jogo.


-Sakura - Naruto começou, ao se livrar da mão de Hinata, mas não conseguiu pensar em nada para dizer. -Quanto tempo está aí?


-O suficiente, Naruto. - ela respondeu.


A expressão tensa e a palidez do rosto de Sakura mostravam que ela ouvira tudo que ele e Hinata tinham dito um ao outro. Teve vontade de correr até Sakura e falar aos berros que tudo era mentira, tentar retirar cada palavra que havia pronunciado. Qualquer coisa que afastasse o olhar de dor daqueles belos olhos. Não poderia fazer isso com Hinata, no entanto. Ela não merecia ser magoada, tanto quanto Sakura não merecia. E agora, ele não tinha mais certeza se havia mentido para Hinata. Precisava de tempo para analisar o próprio coração e ver se não estava se entregando a luxúria.


-Sakura, precisamos conversar! - exclamou, olhando de relance para Hinata, quando ela se levantou.


-Não temos absolutamente nada para dizer um ao outro - retrucou Sakura.


-Claro que você tem, menina. - disse Hinata, alisando o vestido, a sugerir com o gesto que ela e Naruto tinham sido ardentes a ponto de deixá-lo amarrotado. -Sairei para que possam conversar. - roçou a boca nos lábios de Naruto. -Mande notícias mais tarde, meu amor. Quando estiver livre. Depois, poderemos nos encontrar novamente.


Não foi fácil, mas Sakura resistiu à tentação de enfiar a mão na cara de Hinata quando ela passou ao seu lado, exibindo uma expressão presunçosa de triunfo no rosto perfeito. Hinata vencera. Ambas sabiam disso. Não era preciso se vangloriar.


E o que Hinata ganhara? Sakura pensou ao voltar os olhos para Naruto. A raiva brotou do fundo de seu coração, expulsando a mágoa por um breve instante. E Sakura se apegou àquele sentimento. Naruto era um cego sem conserto, um imbecil. Ela estava disposta a lhe entregar tudo que qualquer homem poderia desejar e, no entanto, Naruto se agarrava a uma mulher que fazia dele apenas o seu brinquedinho. Se prendia a um juramento por senso de honra, e Hinata usava isso para mantê-lo cativo. Sakura pensou em quando se tornara também uma imbecil. Era a única explicação para haver tentado com tamanho empenho conquistar um homem que não conseguia enxergar além de um rosto bonito; por amar um homem que provavelmente ainda acreditaria que Hinata fosse uma doce vítima, mesmo se a surpreendesse sobre o cadáver do marido, com um punhal ensanguentado na mão.


Naruto amaldiçoou a própria fraqueza ao jogar as pernas para o lado da cama e descobrir que não conseguiria ficar em pé sem se desequilibrar. Não deveria ter se esforçado tanto ao caminhar. Seria melhor se pudesse se firmar, mover-se depressa e, se necessário, segurar Sakura com firmeza. Em vez disso, iria depender da força das palavras e não confiava na própria habilidade de acalmar a fúria de Sakura.


Sakura começou a recolher seus pertences.


-O que está fazendo? - ele perguntou.


-Indo embora. - ela respondeu, ao jogar as poucas posses dentro da sacola que trouxera.


-Precisamos conversar, Sakura.


-Sobre o quê?


-Sobre o que viu ou ouviu aqui.


-Vi e ouvi velhos amantes renovando seu caso de amor. Vi que você não pode quebrar um juramento, não importa que idade tenha e quantas coisas mudaram para ambos. O que mais eu deveria ver?


Naruto passou os dedos pelos cabelos.


-Eu não estava renovando nada com Hinata.


-Não? - Sakura jogou a última de suas coisas na bolsa, e depois a amarrou com toda força, como se o pescoço de Naruto estivesse no meio das cordas. -Ela enfiou a língua na sua boca porque estava infeliz que você lhe dissesse adeus, não é mesmo?


-Você sabia que eu vinha pra cá me encontrar com ela.


-Sim, eu sabia. É óbvio que sou uma grande idiota por pensar que o que aconteceu entre nós poderia provocar uma pequena mudança em seus planos. Bem, parece que a sua querida tem razão e é hora de dizer adeus à sua vagabunda.


-Hinata foi indelicada.


-Não peça desculpa por ela. Sim, Hinata se expressou sem nenhuma delicadeza, mas não tentou dizer que não falava sério. Disse o que quis.


-Ela não teria si expressado daquela maneira se soubesse que você poderia ouvir.


Sakura pensou como um homem inteligente podia ser tão estúpido. Estava ficando cansada disso.


-Hinata sabia que eu escutaria, pois sabia que eu estava parada ali. - acomodou Kira na faixa de apoio, que passou pelo pescoço, e depois colocou Kyo dentro da cesta.


-Não… - Naruto se calou quando ela o encarou com desdém. -Sakura, você precisa tentar compreender. Estou comprometido com Hinata. Ela tem uma vida muito dura e infeliz. Precisa de mim.


Tudo aconteceu antes que Sakura conseguisse recuperar o controle de si mesma. Atingiu-o com a bolsa duas vezes. Por um momento, ficou horrorizada por ter batido em alguém ferido. Então, Naruto se endireitou, esfregou a cabeça e a encarou de cenho franzido. Quando Sakura viu que na verdade não o machucou, teve um impulso de bater de novo. Queria magoá-lo, se não emocionante, pelo menos no físico. Mas bastava. Era hora de partir. Ao ver negado o costumeiro alívio, a violência que Sakura sentiu abriu caminho através das palavras iradas que ela o agrediu:


-Sim, pobrezinha da atormentada Hinata. - caçoou. -Ótimo. Corra para ela como tem feito por tanto tempo, e me xingue, se posso ver o que você ganhou por seus dez anos de martírio. A maioria dos homens teria considerado esse juramento sem efeito depois do primeiro casamento, quanto mais depois de quatro.


-Casamento que foram forçados. Não foi culpa dela que tenhamos nos separado tantas vezes. Sinto muito se você acha que a usei injustamente.


-Claro que usou.


-Bem, não vi você chorando! - Naruto esbravejou, furioso consigo mesmo por fazer tal confusão, e com Sakura, pelas palavras cortantes que o machucavam até às entranhas.


-Não estou me referindo a toda luxúria a que nos entregamos. A injustiça vem do fato de você nem uma vez ter considerado a possibilidade de mudar de rumo. Nunca tentou ter de mim mais do que satisfação carnal ou me dar mais do que isso. Não fui nada além de um par de pernas abertas e convenientes, e você nunca me deu a chance de ser algo mais.


-Nunca pensei que quisesse mais. - ele murmurou, e percebeu que não era verdade.


-Então, é ainda mais imbecil do que pensei que fosse. Ou um completo mentiroso. - Sakura sabia que o próprio sorriso não passava de um feio torcer de lábios, ao ver que Naruto enrubescia. -Sim, por um tempo eu acreditei realmente que era tão imbecil como você. Saí à caça de algo que nunca poderia ter. Meu único consolo é que, diferentemente de você, tenho juízo para ver que desperdicei apenas o meu tempo.


Naruto levantou-se e estendeu-lhe a mão.


-Fique mais um pouco, Sakura, pelo menos para recuperar a calma.


-Não me toque! - ela quase gritou, afastando a mão dele com um tapa. -Ficar? Creio que não. Não tenho estômago para observar você tentar resolver o que fazer comigo enquanto sai no rastro de Hinata. Você pode não achar, mas eu tenho algum orgulho. Não permitirei que pise em mim mais do que já pisou. Sei que eu disse que não precisava me fazer promessas, mas isso não quer dizer que não deva me respeitar também. Você fez a sua escolha.


-Não pode esperar que um homem ponha de lado dez anos com uma mulher em um dia ou dois. Não, não quando existe um compromisso assumido.


-Não? Eu amo você! Dei-lhe tudo que uma mulher pode dar a um homem. Joguei a porcaria do meu orgulho, minha castidade e meu coração ao seus pés! E estava ansiosa para lhe dar o que você quisesse, bastava pedir! - a raiva de sakura cresceu conforme ela falava, e o seu sofrimento começou lentamente a se libertar dos laços tensos em que o prendera, adicionando uma suave agonia ao seu tom de voz. -Mas não creio que você saiba o que é amor… eu nunca o deixaria. Teria de ser arrastada, amarrada e amordaçada para ficar de pé diante do altar com outro homem. Eu estaria do seu lado enquanto você fugia dos Uchiha e não teria deixado pedra sobre pedra até encontrar o verdadeiro assassino. Eu teria gritado sua inocência por cada canto dessas terras. O amor é assim. Não é ir docilmente de um marido para outro, nem convocá-lo apenas quando os problemas fervem.


Respirou fundo e o encarou de queixou erguido.


-Ótimo. Você escolheu a cama em que quer se deitar. Terá sua preciosa honra intocada. Por mais que eu esteja magoada e enraivecida, rezo para que estejamos todos errados a respeito de Hinata, que ela seja realmente a pobre e doce mulher que você pensa que ela é. Mas creio que encontrará uma cama de pedras. Quem sabe vá pensar em mim, em tudo que lhe ofereci e em tudo que tratou de forma tão insensível e jogou fora. Pois o que jogou fora está descartado, e precisará de muito mais do que você tem a oferecer para recolher isso de novo. Sim, preste bem atenção, meu belo Uzumaki; se você se decidir a meu favor depois que eu for embora, será preciso muito mais que lindos sorrisos e palavras bonitas para me fazer querer me arriscar a essa agonia pela segunda vez. Se resolver que sou quem quer, terá que se rastejar tal como rastejou por Hinata por dez longos anos desperdiçados.


Sakura percebeu que Naruto parecia estupefato de olhos arregalados e de rosto pálido. Ela balançou a cabeça e saiu, fechando a porta atrás de si. Se esforçando para ficar calma, deixou a hospedaria. Não se surpreendeu ao encontrar Hinata à sua espera do lado de fora.


-Não foi muito longe - Sakura disse, tentando ocultar o profundo desdém pela mulher.


-Só queria ter a certeza de que era você que iria bem longe! - exclamou Hinata, com um sorriso de deboche.


-Gosta de se vangloriar quando vence, não é? Isso destoa da boa educação.


Hinata se endireitou toda e a encarou com raiva.


-Sim, eu venci. E estou feliz que você tenha o bom senso de enxergar isso e vá embora. Algumas mulheres podem tentar lutar pelo homem que desejam.


-E acha que não fiz isso? Lutei muito, na verdade. Mesmo assim, é difícil superar dez anos de escravidão. Dez anos de se acreditar apaixonado por uma mulher que realmente nunca existiu. Dez anos honrando uma jura que ele nunca deveria ter feito, em primeiro lugar. Sim, pode rir. Você conquistou o direito de continuar brincando com o pobre imbecil cego. Por quanto tempo? Joga um jogo mórbido e arriscado, senhora. Naruto é o único que julga que você não passa de uma gananciosa. No momento, creio que esse maldito senso de honra é tudo que o prende a você. Os parentes dele a enxergam como aquilo que é. E também os amigos. E a maioria das pessoas. Você não conseguiu esconder o que é diante dos outros e, um dia, não poderá esconder diante de Naruto também.


-E acha que ele, então, Irá correndo atrás de você?


Sakura deu de ombros.


-Pode ser. Não importa. Naruto fugirá de você, e é melhor esperar que ele faça isso. Afinal, Naruto pode resolver fazê-la pagar por suas traições, e eu, com certeza, não a invejo por ter de encarar um homem que sabe que você fez dele um completo idiota pela maior parte da vida.


-Naruto me ama. Sempre me amou. Você não conseguiu tirar isso dele, não é?


-Quem sabe? Embora eu creia que você já está imaginando se existe nele ainda amor ou simplesmente um homem incapaz de quebrar sua palavra. Apesar de parecer que Naruto a escolheu, eu não irei desaparecer completamente como você gostaria. Não, senhora, estou no sangue dele, em suas lembranças e em uma pedacinho de seu coração. Oh, sim, sei bem que ele vai se recordar de mim. Quem sabe até te compare comigo.


A risada de Hinata foi breve e gelada.


-E você acha que pode ganhar em tal comparação?


-Claro, eu dei a Naruto a única coisa que você nunca teve, a única coisa que não pode dar a ninguém.


-Se pensa que Naruto e eu temos uma relação pura, então realmente é uma imbecil.


-Não falo de paixão, senhora, mas de amor. Eu o amei completamente, sem exigências, sem restrições. Ele sabe que o amei, pois eu lhe disse . E eis onde você fracassará em me vencer, pois nunca o amou. Por dez anos cuspiu em um presente que muitas mulheres matariam para ter. Abusou da honra e do amor de Naruto. E é por isso que a desprezo e sempre desprezarei. É por isso que acredito que você é ainda mais imbecil que o pobre Naruto.


Sakura podia ver, pela expressão fria e sarcástica de Hinata, que a mulher simplesmente não conseguira compreender o que ela dizia.


-Um belo discurso - Hinata revelou todo o seu desdém nos olhos perolados. -Mas creio que você estava de saída, não estava?


-Sim, Takashi espera por mim. Acho que conhece meu primo, Takashi Haruno.


Era, sem dúvida, um pouco de mesquinharia de sua parte, mas Sakura adorou o jeito que os olhos de Hinata se arregalaram, e a mulher empalideceu. Hinata distribuía seus favores tão indiscriminadamente que Sakura estava surpresa de que Naruto não ficasse surdo com os murmúrios sobre a amada. Porém, pensou com tristeza, era provável que ele os ignorasse ou negasse, como fazia com tudo que dizia respeito a Hinata.


-Takashi vai ficar na Corte? - Hinata perguntou, e depois dirigiu a Sakura um olhar malicioso. -Ele é excelente na cama.


-Puxa, Hinata, se não começar a menter as pernas fechadas, não haverá homem por essas terras a quem Naruto possa olhar nos olhos.


Sakura se afastou, fingindo não ouvir o palavrão murmurado por Hinata. Perder para aquela mulher a deixava doente, mas se esforçou para andar de cabeça erguida, orgulhosa. Embora não pudesse ocultar o fato diante do olhar experiente de Hinata, queria deixar a impressão de que Sakura Haruno não sofreria por muito tempo.


Quando ela se aproximou de Takashi, o primo se levantou, a olhou longamente e depois a envolveu nos braços. Sakura não se esquivou do abraço, mas só se permitiu aceitar um pouco de todo aquele conforto. Mais um pouco e iria chorar tão alto como um bebê.


-Estou pronta para voltar a Donncoil. - murmurou ao se afastar.


Notas Finais


Até a próxima, talvez.


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