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História Promessas - Capítulo 1


Escrita por:


Notas do Autor


Yoo <2

MINHA AMIGA SECRETA @Rin_senpai, te amo

Capítulo 1 - Capítulo Único


Levy não conhecia a morte, um ser que vivia pela eternidade não temia algo tão banal. Durante sua longa vida, ela aproveitou para ler bons livros, a humanidade prosperava e cada vez lhe dava conteúdos ainda melhores.

Bem, alguns não se comparavam a escritores contemporâneos, mas ela estava satisfeita em ver novas perspectivas de vida. Em saber que as pessoas não se prendiam a um único estilo.

Descendente de elfo, Levy e seu povo moravam em um lugar bem distante, em que humanos não conseguiam colocar o pé ou até mesmo ver, era único para eles.

Não existia nada demais no povo élfico além de sua imortalidade, eles eram estudiosos, sabiam um pouco de magia para sobrevivência, porém nada admirável. E Levy era pior, apenas tinha a inteligência, sua mana era quase zero.

Então na travessia da floresta, ela precisava passar antes do pôr do sol, para sua própria segurança. Em um dia conturbado, ela acabou se atrasando e já era noite, mas deveria voltar para casa, com novos livros.

Levy não tinha nenhum talento em se comunicar com animais, muito menos magia, apenas seu cérebro funcionava para as histórias do mundo, idiomas, fauna e flora, além de outros conhecimentos.

Com seu corpo pequeno, ela adentrou na floresta meio receosa, e estava certa, não demorou em estar cercada por lobos. Ela até poderia pensar em morrer, mas logo se lembrava que era imortal, só que ainda sentia dor, não seria legal vê-los tentando arrancar seus membros.

Levy não apreciava os humanos, eles acabavam com tudo que elfos construíam, mesmo suas histórias sendo boas, eram pessoas que não mereciam apreço. Só que naquele dia que cheirava a terra molhada, ela conheceu alguém.

O humano, Gajeel, foi quem a salvou, da forma mais brutal possível, matando todos a sua volta. Levy não gostava daquilo, eles eram animais da natureza, ela quem estava invadindo seu território em hora errada.

Ele era grosso, simplesmente a jogando em seu ombro como se fosse um saco de batatas. Também não tinha a aparência de um príncipe, era cheio de coisas metálicas pelo rosto e um longo cabelo.

Naquele dia, ela ganhou um apelido novo. Chibi. Um insulto a sua altura, o que ele tinha contra pessoas pequenas? Quando menos percebeu, estava no acampamento dele, sem mais humanos e uma comida horrível.

Sabia que estaria perdendo seu tempo com tal humano, mesmo assim ela ficou. Descobrindo que nem sempre aquele povo falava do mesmo jeito que nos livros e que lhes faltava educação — ou era do sujeito em si.

Porém, naquela noite acordada, ela descobriu muito mais do mundo. Gajeel era burro, não lhe faltava dúvidas, mesmo assim, ele sabia como assassinar animais, para seu desgosto. Poderia citar que ele cantava ruim? Ruim era um apelido educado ainda. Pavoroso? Escandaloso? Nauseabundo? Putrefato?

Gajeel não entendia o significado das últimas palavras, seu minúsculo cérebro não lhe permitia.

Ao amanhecer, Levy se despediu do homem e pensou que nunca mais o encontraria, só que acabou acontecendo o inverso. Ela parecia uma ímã que estava atraindo os ferros de Gajeel, não poderia ser outra coisa.

Um ato de loucura, sim, ela não conseguia expressar com outras palavras, acabou deixando sua casa por um tempo, para viajar com o humano. Designando estado mental como uma afronesia, Levy respirou fundo ao ver que Gajeel não entendia um por cento do que falava.

Conhecer o mundo era diferente de conhecer por livros, mesmo que ela soubesse tudo sobre fauna e flora, percebeu que o seu conhecimento ainda era baixo, existia muitas coisas ainda não explicadas. Culturas diferentes, comidas, a sensação de ver de perto era perficiente.

Aprender sobre Gajeel também não era ruim, Levy passou boa parte do tempo sentada nos ombros do brutamontes. No fim, aprendeu que ele era uma pessoa íntegra, ele não estava matando por diversão, mas sim quando precisava ajudar alguém.

As últimas palavras do homem marcaram a pequena garota; Um dia eu te roubarei para mim, elfinha.

Ela não precisava esperar aquele humano voltar mais uma vez, se apegar a alguém mutável não fazia jus a grande sábia que se tornara. Tudo por viajar o mundo com Gajeel por um ano.

Entretanto, irracionalmente, ela quis o esperar. Pelo que conhecia de Gajeel, não era alguém que quebraria uma promessa com ela, era um homem de palavra, que a fez ver os humanos com outros olhos.

Um ano se passou.

Dez anos se passaram.

Cem anos se passaram.

Humanos não passavam dos cem anos, eram raros casos, mas Levy voltou ao mesmo lugar todos os dias, esperando ele cumprir sua promessa. Que no fim não passaram de palavras banais. Gajeel nunca voltou porque morreu.

Levy não acreditava em contos de humanos, mas ela gostou de crer no akai ito, que duas almas eram ligadas e um dia se conheceriam. Porque Gajeel foi alguém que ela pensou estar conectada. Uma alma gêmea.

Gajeel mostrou coisas que eram mais importantes que seus livros e os milhares de idiomas que sabia, mesmo assim, foi tudo muito rápido e quanto mais os séculos se passavam, ela tentava não se esquecer da doce sensação de um humano, de momentos felizes.

Então para jamais esquecer, Levy escreveu todas as suas aventuras em um livro, eternizando Gajeel em palavras, já que sua memória um dia viria a apagá-lo. Se ela pudesse voltar no tempo, naquele dia, teria continuado junto.

Mas a felicidade era mutável, o destino mais ainda. Um dia Levy esteve por cima, hoje estava por baixo, na expectativa de que um dia pudessem roubá-la, assim como a promessa.

Mesmo que se passassem centenas ou milhares de anos.

Naquele quarto vazio, Levy conseguia sentir uma presença estranha, alguém rindo pavorosamente, enquanto perguntava a razão dela estar triste, de não mais sorrir. E ela só fechava os olhos, aproveitando a falsa sensação de paz.

Nunca mais veria Gajeel, deveria apenas aceitar.



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