História PROMETEU - Capítulo 11


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Categorias Histórias Originais
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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Famí­lia, Ficção Científica, Sci-Fi, Violência, Yaoi (Gay), Yuri (Lésbica)
Avisos: Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Olá pessoinhas lindas (se alguem tiver aqui ainda hahaha) desculpe a demora..esse semestre foi do cão(Deus me livre)..mas como prometido(trocadilhos tosco parei) demorei mas voltei..
Boa leitura e obg..
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Capítulo 11 - CAPÍTULO 1O: DESTINO



-Mãos ao alto. Ou atiraremos. - tal ameaça vinda do meio das árvores fez, os três levantarem as mãos imediatamente.

E com o coração na boca, viraram o corpo, vagarosamente, em direção à voz que os ameaçava. Várias hipóteses passavam por suas cabeças, mas nenhuma delas era boa.

Alguns indivíduos (aproximadamente uns sete) saíram de trás das árvores, empunhando armas. Cercando-os e fazendo Laurence resmungar, rabugento, um “porque desgraça pouca é bobagem”.

A viagem ocorria bem, mas silenciosa, mesmo que no som tocasse alguma rádio aleatória, que era captada pelo aparelho. Já estavam na estrada a aproximadamente 4 horas, e faltava outras 5 horas para que chegassem ao seu destino.

-Oliver, será que dá pra parar na próxima cidade? - Glória pediu se debruçando entre os dois bancos da frente. - eu preciso muito fazer xixi.

A intenção de Oliver não era parar tão cedo. E caso parassem que, de preferência, fosse na casa de sua avó. Mas ele não podia forçá-los a ficar tantas horas dentro do carro.

Até ele estava sentindo a necessidade de levantar e esticar as pernas, e seus olhos, mesmo com óculos, estavam começando a doer de tanto concentrar na estrada.

-Tudo bem magrela, na próxima cidade a gente para pra você se aliviar. - assentiu, provocando-a para impedir o silêncio no carro. E acelerou um pouco, para que chegassem o mais rápido à próxima cidade.

-Com coisa que você não quer fazer xixi também. - fez um bico se recostando no banco novamente. - Você é como uma grávida de 8 meses.

Gargalhou ao receber a língua de Oliver pelo retrovisor.

Laurence permanecia calado, olhando, atento pela janela. A paisagem que, a alguns bons minutos, se resumia a grandes campos de plantações (desde grãos às frutas), e esporadicamente deslumbres das cidades vizinhas por entre os morros. Aquela era a principal região de cultivo, todos os grãos, frutos e animais produzidos ali, alimentavam quase que o país inteiro. Sendo assim o movimento nas estradas e nas linhas aéreas eram constantes. E os campos se intercalavam às áreas de mata.

Para ele aquela visão por mais que fosse nova, tinha uma certa familiaridade (lembrava-o dos campos de Herven).

-Tudo vai ficar bem, Rence. - Oliver disse quebrando novamente o silêncio do carro. E chamando a atenção do rapaz ao lhe tocar a extensão entre o ombro e a nuca, com a mão livre. Num gesto que sempre trazia conforto a Laurence.

-Eu sei, - disse sem muita confiança e pousou sua mão sobre a de Oliver, fazendo um carinho ali. Vendo que, agora, ele já não mais dirigia, dando total atenção à conversa.

-Então, melhore essa carinha triste. - puxou levemente o canto da boca de Laurence, tentando fazê-lo sorrir. - Daqui a algumas horas vamos chegar a casa de minha avó. E vamos recomeçar nossa vida, longe de qualquer loucura.

-Eu espero que sim. - deu um fraco sorriso, fazendo a vontade de Oliver. Ele se sentia a pior pessoa do mundo por ser tão pessimista, quando os outros tentavam agir naturalmente para atrair coisas boas, como se não estivessem na merda. Mas o Hagen não conseguia não pensar que a qualquer momento um bando de pessoas armadas iriam abordá-los e matá-lo da pior forma possível. Como a aberração que aos poucos estava começando a se sentir novamente merece.

*****

-Meu Deus, como é bom andar. - Glória exclamou ao descer do carro, antes mesmo de Oliver estacioná-lo devidamente.

-Você é louca, mulher?! - Oliver esbravejou colocando a cabeça para fora da janela. Vendo a amiga entrar no estabelecimento correndo. - Depois morre e ainda fala que eu matei.

-Você sabe como ela é, e fica arrancando os cabelos. - Laurence revirou os olhos abrindo a porta do veículo, agora estacionado. - Vai ficar careca e com úlcera no estômago, e Glória vai rir da sua cara ainda.

Riu da expressão de revolta de Oliver e, ajeitando os cabelos e os óculos escuros, deu a volta seguindo os passos da amiga. Com o namorado em seu encalço.

O local em que pararam era uma enorme loja de conveniências, muitas pessoas entravam e saiam do estabelecimento de paredes brancas e azuis, apesar de a cidade não ser tão grande quanto Lothar. Talvez aquela movimentação toda fosse pelo fato de ali ser um polo agrícola e pecuário, além do fato de a loja ser bem próxima da estrada. Sendo assim um ponto de parada de muitos viajantes, como os três.

Fizeram o que tinham que fazer, tentando não chamar tanta atenção como no episódio do estacionamento, afinal qualquer um ali poderia ser um espião de Bruno, porque era bem a cara dele colocar um em cada canto do país. E seguiram seu caminho ansiosos pela chegada ao destino.

Porém, o destino que imaginavam não era o mesmo que qualquer divindade existente ou não desejou para eles.

O primeiro baque despertou-os do mundo dos sonhos. O segundo fez Oliver tomar controle da direção, mesmo sem saber o que acontecia, puro reflexo. O terceiro foi o suficiente para perdê-lo e ver o tronco da árvore se aproximar cada vez mais rápido.

Dor...

Foi tudo o Oliver sentiu quando atingiram o troco. Porém ela não foi tão forte quanto imaginou que fosse. Nem o sangue era tanto assim. Pelo menos o seu não.

Escutou o resmungo de Glória e se soltou do seu sinto com dificuldade, enquanto, olhando para o retrovisor, viu a mulher fazer o mesmo.

-Você está bem, magrela? - perguntou preocupado. E ao receber um aceno positivo se virou para o namorado vendo-o de olhos abertos, mas de uma forma tão estática, que deixou Oliver mais preocupado do que se o rapaz estivesse desacordado. - Rence?!

Chamou, tendo resposta somente na terceira vez, quando o Hagen lhe olhou lentamente. Ele não estava bem. A porta ao seu lado estava muito amassada e seu braço e têmpora direita sangravam   em demasia.

Oliver, mesmo sabendo que era errado, puxou-o para si, sussurrando palavras de conforto quando Laurence gemeu de dor. O estrago não era tanto, poderia ser pior se os carros fossem como os de séculos atrás. Uma parte da lataria havia cortado profundamente a carne de seu braço, deixando um pedaço do osso metálico a mostra,  e provavelmente de sua perna.

O Madison suspeitava, mesmo com o turbilhão de coisas acontecendo, que Laurence tivesse girado o volante para que seu lado fosse atingido. Porque caso contrário Oli teria sido o alvo certeiro daquela árvore.

Não sabiam quem quase passou por cima deles. E por sorte a pessoa nem se deu ao desfrute de conferir se tinha concluído o trabalho. Quem iria descer aquela ladeira para se certificar de algo?  Vai saber!

Assim, eles não podiam permanecer ali tão expostos e vulneráveis.  Por isso quando conseguiram sair dos restos do carro, que insistia em não ligar mais, Oliver deixou os ferimentos de Laurence aos cuidados de Glória, afinal ele era o único realmente ferido ali. E foi tirar algumas das mochilas do porta malas. Não fazia sentido tirar todas aquelas coisa de lá, agora que não tinham mais como carregá-las.

Aos frangalhos, seguiram um caminho que não faziam a mínima ideia de onde os levaria. Esperando encontrar algum lugar para pelo menos tratarem suas feridas e descansar um pouco, antes de arranjar um jeito de voltar ao que foi planejado.

Contudo, os três novamente foram contrariados quando uma voz ordenou que parassem.

-Mãos ao alto. Ou atiraremos. - tal ameaça vinda do meio das árvores fez, os três levantarem as mãos imediatamente, como seus estados físicos permitiam.

E com o coração na boca, viraram o corpo, vagarosamente, em direção à voz que os ameaçava. Várias hipóteses passavam por suas cabeças, mas nenhuma delas era boa.

Alguns indivíduos (aproximadamente uns sete) saíram de trás das árvores, empunhando armas. As quais todos ali sabiam que a aparência frágil desfarçava o estrago que faziam. Cercando-os e fazendo Laurence resmungar, rabugento, um “porque desgraça pouca é bobagem”.

- Pare de resmungar e ponha os braços para cima. - o homem, de traços que lembravam os dos antigos asiáticos, ordenou novamente, acenando com a arma, firme em suas mãos sujas de terra. Assim como as mãos e  roupas de todos ali. - Prendam-nos.

Dessa vez a ordem não era direcionada aos prisioneiros e sim aos seus possíveis subordinados. Que o obedeceram imediatamente, contudo ele e uma garota permaneceram mantendo a mira.

Glória se debateu e provavelmente quebrou o nariz de alguém antes de ser totalmente imobilizada. Mesmo com o corpo dolorido, Oliver se forçou contra os cordões e o corpo do homem que o dominava, amaldiçoando até a última geração do seu carcereiro. Já Laurence, mesmo sendo o mais forte ali não resistiu tanto quanto os outros, seu corpo estava fraco e parecia ficar cada vez mais conforme as gotas de sangue insistiam em escorrer por entre as ataduras feitas por Glória, em sua coxa e braço. E se não fosse a imobilização do rapaz que o prendeu, teria caído de cara quando o braço de Oliver foi puxado de sua cintura.

-Anda, Oliver, pare de escândalo. - repreendeu, quando este se debateu xingando novamente, voltando sua arma para o coldre. - ou as coisas vão ficar piores pra você.

- Como sabe meu nome? Me solta! - rosnou, tentando se libertar.

- Já disse que é pra parar de gritar. Só eu posso ser escandaloso aqui. - esbravejou, fazendo os seus seguidores segurarem o riso. - respondendo sua pergunta: quem não sabe seu nome? Seus rostinhos bonitos estão nos hologramas e TV’s de todas as cidades há 2 dias.

- O que querem de nós? - gritou mais uma vez, fazendo o homem bufar e fechar os olhos. Parecia exercitar a paciência.

- Cansei dos seu gritos - falou com uma calma que não se refletia em seus olhos negros e amendoados. - Johan, apaga ele, por favor.

Oliver não teve tempo de revidar ou articular qualquer xingamento. Só escutou os protestos de Glória e Laurence, e a pressão em seu pescoço, antes de tudo ficar escuro e ele bater no chão.



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