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História Prometida (aguslina) - Capítulo 9


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Capítulo 9 - Oitavo capítulo.


— Bom dia! adivinhem quem irá ajudá-los com as compras. — Disse Carolina, ao adentrar a cozinha com um largo sorriso em seu rosto. E mais uma vez havia acordado mais cedo que as galinhas.

— Agradecemos muito senhorita, mas creio que não seja necessário. — Diz Isabelle da forma mais educada possível. — Não queremos que a senhorita entre em problemas, Alteza.

— problemas? O que há de errado em querer ajudar o próximo? — Pergunta a morena, com um semblante de dúvida em seu rosto. — Por favor, Isa. Da última vez deu tudo certo.

— Bom dia! — Desejou Jorne ao entrar na cozinha e negar com a cabeça ao ver Carolina. Essa menina não toma jeito mesmo, pensou. — O que faz acordada a essa hora, vossa alteza?

— Jorne! — Diz alegremente o nome de sua ama e a abraça bem apertado. — Por favor, Jorne. Diga a Isa que posso ir ao centro com ela fazer as compras da semana... Por favor. — implora, a morena.

— Como estão seus pés? Sabia que vai andar bastante? Não sei se aguentaria...

— Está me chamando de fracote, Jorne? — Perguntou Carolina fingindo está chateada. 

— Estou querendo saber como estão seus pés. 

— Eles estão bem. Não doem tanto quanto antes e essas botas são confortáveis, irei aguentar firmemente todo o percurso. — Diz firme, olhando para Isa e Jorne, que a encaravam com um semblante de desconfiança.

Jorne desviou seu olhar da princesa para a governanta, que a olhava como "Não ouse deixar que ela vá". A ama parou para pensar por alguns segundos, batendo levemente o pé contra o chão enquanto suas mãos estavam em sua cintura. Deixar Carolina ir seria a mesma coisa que concordar com problemas, mas Jorne sabia que quando a princesa queria alguma coisa ela iria até o final.

— Tudo bem, você pode ir. — Disse a ama por fim, o que fez Lina pular de alegria, abraçando novamente a velhinha de cabelos brancos. — Se comporte. Estou a falar sério, Carolina.

Lina concordou e olhou para Isa, perguntando com o olhar "Quando vamos?".

— Espere um minuto, alteza. Irei chamar Simon. — Isa deixou seu caderno sobre a mesa e foi em direção aos quartos dos empregados.

— Bom dia, Teria um copo de leite quente? — Lina se virou, sentindo seu sorriso sumir ao poucos. Ótimo. O que ele fazia acordado aquela hora? pensou ela.

— Mas é claro, Alteza. Em cinco minutos levo para o senhor. — Jorne se afastou de Caro, indo preparar o leite do senhor insuportável.

— Irei esperar aqui mesmo, tudo bem? — Jorne concordou com a cabeça, Levando seu olhar até Carolina, querendo ver como ela estava reagindo. Jorne sabia que ela não o suportava. — Bom dia, vossa alteza. Vai cavalgar? — Se sentou no banco e Caro ficou alguns segundos pensando se respondia ou não.

— Bom dia. Por que se interessa? Irá me seguir novamente? — Perguntou em um tom irônico, que fez Agustín se remexer na cadeira, desconfortável.

— Gostaria de me desculpar com a senhorita. Não tenho sido muito cavalheiro ultimamente. Sinto muito. — Ele diz suavemente olhando para ela. Carolina fica parada, ele a pegou de surpresa. Ela não esperava por nada daquilo. 

— Aaah... — engoliu seco, sem saber o que dizer e se sentou ao lado dele no banco. — Está tudo bem.

— Então estamos de bem? — Pergunta animado e a morena recua, se afastando um pouco dele. — Eu... Não quer... — Agustín é interrompido por uma Isabelle furiosa entrando na cozinha.

— Acreditam que Simon está doente? E agora? Quem nos ajudará com as compras? — Isa levou seu olhar até Lina e se assustou, ao ver o príncipe ali. — oh... Vossa alteza, mil perdões, não o vi. — Agustín apenas rio baixo e negou com a cabeça, como se falasse que ela não precisava se desculpar.

Jorne entregou o leite quente à ele e o mesmo segurou com cuidado, Carolina o observava atentamente, se esquecendo totalmente do novo problema. Simon doente.

— O que tem Simon doente? A senhora não sabe dominar uma carroça? — Perguntou Lina um pouco confusa, não havia razão para que Simon fosse tão preciso na viagem.

— O problema não é esse, Vossa alteza. É que Simon ajudava a levar as compras pesadas. Não sei dizer se somos fortes o bastante.

Carolina automaticamente se levantou em um pulo do banco, olhando horrorizada para Isabelle.

— Somos fortes o bastante sim! — Disse firme e olhou para baixo, ouvindo uma risada de Agustín. — Qual a graça?

— Não quero ser grosso, mas a senhorita nunca conseguiria carregar os mesmos pesos que um homem carrega. — Lina sentiu seu rosto ficar vermelho, mas não de vergonha e sim de raiva.

— Olha aqui seu... — Jorne a interrompe, a mandando um olhar desaprovador. Carolina respirou fundo e tentou fazer o que fazia de melhor, o deixar irritado. — Então está me dizendo que não sou capaz? Tudo bem, eu aceito essa derrota, mas me diga, Vossa alteza, que tipo de homem aguentaria pesos como aqueles que mulheres não conseguem aguentar?

Agustín deu de ombros, bebendo um pouco do seu leite e respondendo em seguida a pergunta de Carolina.

— qualquer um, acredito eu.

— Qualquer um? — Perguntou ela e ele assentiu. — Ótimo, então o senhor não se importaria de nos acompanhar, certo? Já que é tão másculoso e forte, um verdadeiro cavalheiro.

Agustín olhou para ela, só então notando a pegadinha em que havia caído. Ele se xingava mental. Tolo, como fui cair nessa? pensou consigo mesmo

— Eu... — Ele parou, olhando para as três mulheres naquela cozinha. Carolina tinha um sorriso vitorioso, Isabelle tentava não rir e Jorne fingia anotar algo em um papel. — Tudo bem. Eu irei.

Carolina paralisou. Ela não esperava aquela resposta. Ele iria? Agustín realmente iria ao centro com ela em uma carroça apenas para provar o quanto sua masculinidade era forte? Homens realmente eram ridículos. Pensou Lina.

— Não será necessário, Alteza. — Diz Isabelle, se lembrando na bagunça que isso poderia causar. — Acho mais coerente ambos ficarem, só ocorrerá problemas se os dois forem. Imagina se alguém descobre que a princesa e o príncipe estavam no centro comigo?

— O que?! — Disse Lina indignada. — Isso não é justo! Eu praticamente não pareço uma princesa, olhe para mim! — Lina ficou em pé no banco, mostrando seu vestido de cor branca, ele já estava ficando desgastado, um pouco amarelado nas pontas, nada diferente de sua bota de couro, que estava mais suja que a casa dos porcos.

— Realmente não se parece com uma princesa — Disseram os três juntos e todos se entreolharam, surpresos.

— Ótimo, então eu vou. — Afirmou a morena sorridente e voltou a se sentar no banco, sendo observada por Agustín.

— Essa conversa está demorando mais que o necessário... — Reclama, Isabelle. Vendo a hora em seu relógio. — okay, tudo bem. Os dois vão. Vossa alteza, ajude o príncipe a colocar alguma roupa gasta, vou preparar a carroça.

Disse rapidamente e saiu pela porta dos fundos. Carolina olhou em volta e Jorne já não estava mais lá. Ótimo, pensou ela.

— Venha! — Ordenou, o segurando pela camisa e o puxando até a parte dos quartos dos empregados. — Vamos pegar alguma coisa do Simon, certeza que cabe.

— Simon é o moço dos cavalos? — Lina concordou com a cabeça enquanto vasculhava as roupas limpas de Simon. — Ele é o dobro do meu tamanho, Caroli.. Digo, Vossa alteza.

— Ótimo, essas aqui vão servir. — Jogou as roupas para Agustín e o olhou confusa. — Falou algo? — Ele apenas negou com a cabeça e começou a tirar sua roupa. Carolina arregalou os olhos automaticamente e paralisou. Ela não conseguia se mexer e muito menos desviar o olhar do peitoral do loiro.

— O que você está fazendo? — sussurrou ela, enfim conseguindo dizer algo. Agustín levantou o rosto e olhou para ela confuso.

— Estou me trocando... — Disse cuidadosamente, Agustín havia apenas tirado a camisa, ele não pretendia tirar mais que aquilo. — Está tudo bem? 

— Na minha frente?! — Perguntou um pouco eufórica e então Agustín sorrio, se aproximando dela e ela caminhou para trás, tentando manter distância. — O que está fazendo? 

— Não sei, Vossa alteza olhava tanto que achei que gostaria de ver mais de perto. — Um sorriso travesso nasceu nos lábios de Agustín, fazendo Carolina ficar vermelha dos pés a cabeça. 

As costas de Carolina se chocam contra a parede, ela não tinha mais saída, Agustín estava a sua frente a olhando sorridente. Ela o encarou, logo olhando para o peitoral dele e respira fundo, enfim falando.

— Acho que não seja atitude de um cavalheiro se trocar na frente de uma dama. — Agustín ignorou por completo o que ela disse e segurou uma das mãos de Lina.

— Gostaria de tocar? — A morena engoli seco, sentindo a respiração ficar desregulada e seu peito começar a subir e descer rapidamente. — Alteza? — O semblante sorridente de Agustín é substituído por um de preocupação.

— Se afaste por favor. — Pediu ela e ele obedeceu, se afastou e vestiu a camisa de simon.— O senhor está sempre me mantendo em situações de grande aborrecimentos, parece que é natural para o senhor se envolver em problemas, certo?

Agustín ficou calado, pensando no que poderia responder. Ele também não entendia, sempre que se encontravam, acabavam em alguma situação de briga ou de desconforto. Ele não conseguia se imaginar casando com ela.

— Temos que ir. — Fala novamente a morena, caminhando para fora do quarto e não esperando uma resposta dele. — E por favor, pense antes de fazer algo. — Grita sobre os ombros enquanto se afastava.





Notas Finais


😳😳😳 Agustin??? imagina se rolasse beijo??? socorro... KSJSSKSJSKS obrigada a todos que estão comentando, vocês moram no meu coração. Beijos e até o próximo.
obs: Ainda estou selecionando as fotos que irei colocar de capa, sou muito detalhista com essas coisas.


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