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História Prometida ao Duque - Capítulo 31


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Notas do Autor


Voltei e.e
Tenho mais um cap prontinho para postar amanhã!
Boa leitura

Capítulo 31 - Capítulo 31


Fanfic / Fanfiction Prometida ao Duque - Capítulo 31 - Capítulo 31

Paola Carosella

Quando o doutor ouviu os sintomas que estava tendo há algumas semanas ele nada disse apenas sorriu de forma intensa e pegou um aparelho estanho, Maria e Judith estavam presentes e não poderia ser diferente, uma mulher só pode ser tocada com a presença de outra mulher na sala ou quarto para que fosse atestado nenhuma intenção maliciosa no ambiente, elas pareciam saber o que ele já sabia e não entendo o motivo da felicidade delas.

— Bom senhora Fogaça, pelos sintomas acredito que não seja nada sério, mas irá durar alguns meses alguns deles, outros surgirão com o tempo. — ele coloca o aparelho e após um período de tempo exclama — Eu tenho um parecer, mas antes quero ter certeza — ele vira para trás e pede — uma das senhoras pode buscar vinhos? — Judith se prontifica enquanto ele pede a Maria — pode providenciar a tina.

— Claro doutor! — ela pega a tina que fazemos nossas necessidades e ele pede.

— Peço que faça xixi na tina para que possa findar as suspeitas. — estanho seu pedido e ele vira de costas me dando privacidade, Maria me ajuda a me levantar e mesmo sem muita vontade consigo fazer o que pede, deito novamente na cama e me sinto um pouco melhor.

— Perfeito, agora vamos esperar o vinho! — estava curiosa e pergunto.

— Porque vinho? — ele sorri guardando o instrumento.

— Porque você me descreveu sintomas de que há um bebe a caminho, mas para ter certeza eu preciso comprovar e misturar sua urina com vinho dará a coloração que definira se está gravida ou não! — instintivamente coloco minha mão em meu ventre e não sei o motivo, mas não preciso de teste para saber que estava gravida, sentia em meu íntimo e deveria ser aquele instinto que muitas mães dizem possuir.

— Que coloração?

— Depende muito da mulher, já ouvi relatos de algumas que apresentarão uma coloração esverdeada e no meu caso vejo a mais comum a branca. — arregalo os olhos e questiono.

— A cor interfere em algo se ele é saudável ou se terei alguma complicação? — ele vem até mim e ajuda a me cobrir, balança a cabeça e segura minha mão.

— Não, não há nada que possa mostrar se o bebe terá algum problema ou se a gravidez terá algum problema, a cor em nada interfere apenas me confirma a suspeita se está gravida ou não! — respiro mais aliviada e vejo Judith entrar com uma taça de vinho, ele pega a tina e coloca em cima da mesinha e despeja o vinho dentro, alguns segundos depois ele exclama.

— Parabéns Paola, você está gravida e logo trará um belíssimo bebe a esta casa! — mal podia conter as lagrimas que se formaram em meus olhos, Maria e Judith sorriram felizes e eu estava feliz também, mas ao mesmo tempo sentia medo por essa criança, não estava preparada para ser mãe e não sei o que fazer e qual será a reação de Henrique.

— Obrigada doutor, pode chamar meu marido Judith? — ela se afasta e abre a porta e vejo Henrique entrar extremamente preocupado, ele me encara intensamente e antes que fale algo ele vai até o doutor e o segura pela gola totalmente irritado.

— O que fez com a minha mulher? — reviro os olhos pela forma rude que ele o trata e tento intervir.

— Henrique solte o doutor por favor! — ele me encara e tento explicar que ele não fez nada e que teríamos um filho, após contar devagar tudo ele parecia ainda incrédulo e tento chamar sua atenção, temendo sua rejeição, mas o que veio a segui acalmou meu coração, vejo-o acariciar meu ventre por cima do lençol e sorrir como um bobo, havia lágrimas em sua face — Diga algo Henrique! — peço e ele apenas me abraça acalmando todo o meu ser.

— Realmente teremos um bebe doutor? — ele pergunta todo sorridente, ele iria contar a todos e a sociedade exigiria um menino e eu apenas desejo que venha com saúde e bem.

— Sim, suspeitei após o relato da sua mulher, pôr fim fiz o teste com o vinho e ele não nega, terá uma criança em breve aqui duque! — ele acompanha o medico até a saída enquanto as mulheres se aproximam para me darem parabéns.

— Minha senhora está gravida, logo teremos um duquezinho ou uma duquesinha aqui! — Judith estava empolgada com a possibilidade, mas foi Maria que concluiu.

— Ou teremos os dois em breve, porque tenho certeza que foi muito bem feito não é mesmo senhora? — arregalo os olhos e sinto minha face corar.

— Maria que isso! — chamo sua atenção e começamos a rir, mordo o lábio e peço — Poderia me trazer algo para comer, um pedaço de bolo e suco! — elas fizeram uma pequena reverencia e saíram, me ajeito na cama e espero Henrique, sei que mesmo com essa novidade ele iria querer uma justificativa da minha parte.

***

Ouço a porta abrir e vejo Henrique entrando com uma bandeja nas mãos, ele fecha a porta com certa dificuldade e caminha até a cama, ele ajeita na cama e senta na minha frente me encarando, mas não havia raiva em sua face nem tristeza muito menos decepção, ele suspira e pergunta.

— Quer mais alguma coisa? Sente algo? Deseja que chame o doutor de novo? — sorri de sua maneira doce de se preocupar comigo, e balanço a cabeça em negativa enquanto provo o bolo — Bom, acho que precisamos conversar, você sabe do que se trata!

— Sei sim! — exclamei enquanto o encarava.

— Embora não seja o momento certo para tal conversa acredito que preciso pôr um ponto final em um pensamento que me ocorreu no caminho de volta ao quarto — ele faz uma pausa e posso notar um medo genuíno em sua expressão — e preciso perguntar antes que comece a pensar em coisas que não devo ainda mais no estado que está.

— Pergunte Henrique! — bebo o suco e ele tenta se manter calmo.

— Você ainda sente alguma coisa negativa por mim? — arregalo os olhos com sua pergunta infundada e balanço a cabeça em negativa — Você realmente está sentindo algo por mim? Porque eu estou sentindo todos os dias um amor crescer em meu peito e dói em saber o que fez com a minha irmã, mas sei que não posso julgar nem brigar com você meu amor — ele se aproxima e segura retiro a bandeja do meu colo e coloco do outro lado — porque eu comecei isso, eu sou o culpado por ter se sentido traída e forçada a uma situação sem que desejasse, confesso que com a vivencia que tenho hoje eu nunca cometeria esse erro e por Deus, se eu pudesse voltar atrás eu o faria...

— Henrique, não posso voltar atrás, é tarde demais! — exclamei o interrompendo — Mas em meio a nossa magoa, ira, raiva e até mesmo indiferença, a nossa convivência diária começou a exigir que nos visemos como casal e não mais como dois estranhos em uma casa — fiz uma pausa e pude ouvir ele respirar fundo — eu sei que sinto algo muito grande por você, meu coração dispara quando te vejo, minhas pernas ficam tremulas em sua presença e quando fazemos aquilo — mordo o lábio e sinto minha face queimar e pude ver um sorriso escapar em seus lábios — eu sinto algo tão intenso que sei que é real, não posso fugir do sinto por você e sei que no fundo sabe que te amo assim como eu sei que me ama em nossas maneiras, por vezes torta, de sentir e mostrar.

— Fico lisonjeado com tal revelação, meu peito se enche de felicidade e não só pela notícia de ser pai, mas também por saber que por mais que começamos errados estamos tentando fazer com que esse casamento de certo e esse tentar está dando bons frutos e gerou este amor mutuo. — ele segura minha mão e a eleva entre os lábios — Mas preciso perguntar, há algo que ainda á incomode? Tenho que mudar algo para que não se sinta desconfortável comigo? Diga que farei tudo que estiver ao meu alcance! — estou sensível e sei porque estou chorando de novo, mas ele é mais rápido e se move na cama buscando nossa proximidade e seca minhas lagrimas.

— Eu confio em você, sei que não vai me magoar ou machucar... Tenho meus medos e inseguranças, mas é normal para uma mulher na minha idade e posição, mas juntos vamos conseguir superar tudo! — seus lábios cobrem os meus rapidamente e logo se afastam — Não vou pedir desculpa a sua irmã, mesmo que tenha fugido do controle ela foi a única culpada de estar nessa posição e não ouse defende-la, sabe que ela agiu errado e para sorte da nossa família o homem com que se casou tem título, posses e é um bom homem.

— Devo confessar que agi mal ao receber a notícia, mas não posso me intrometer na família da minha irmã apenas rezar que seja feliz — ele pega o prato com o resto do bolo e coloca um pedaço no garfo e leva a minha boca — e jamais poderia obrigar a fazerem as pazes, apenas espero que um dia sejam amigas e irmãs já que são sim da mesma família, mas agora vamos parar de falar de coisas que podem causar mal ao nosso bebe e a você meu amor, vou alimenta-la e depois deixarei que descanse...

— Irá a algum lugar? — pergunto curiosa.

— Sim, irei engolir meu orgulho e pedir ajuda para capturar a pessoa que quer te machucar em nome de uma dívida do seu pai, e peço perdão adiantado, mas assim que puser minhas mãos em seu pai o mandarei para muito longe em um navio e impedir que retorne! — balanço a cabeça concordando.

— Sim, está certo, meu pai passou de todos os limites aceitáveis e agora temos um filho a caminho e não posso sequer imaginar meu próprio sangue colocando ele em risco! — ele beijou minha testa e continuou dando pedaços de bolo até o mesmo acabar, quando terminei o suco ele pegou a bandeja e me ajeitei na cama.

— Nada nem ninguém irá tocar ou sequer machucar a minha família, nem que precise matar e o farei para proteger que eu amo! — engulo em seco e temo que se machuque, mas sei que como homem é seu dever proteger nossa família.

— Eu sei meu amor! — ele sai e me deixa ali pensativa, os guardas reais precisam prender este homem o mais rápido possível.

 

 


Notas Finais


Aviso:
Meninas eu sei que demorei para postar, peço desculpas, mas estou passando por vários problemas pessoais, emocionais e de saúde e está muito difícil conciliar tudo, mas espero resolver tudo em breve!
Grata pela compreensão!


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