História Prometidos - Clace - Capítulo 8


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Categorias Os Instrumentos Mortais, Shadowhunters
Personagens Alexander "Alec" Lightwood, Aline Penhallow, Church, Clary Fairchild (Clary Fray), Imogen Herondale, Isabelle Lightwood, Jace Herondale (Jace Wayland), Magnus Bane, Personagens Originais, Sebastian Morgstren, Sebastian Verlac, Tessa Gray
Tags Clace, Clary, Jace, Os Intrumentos Mortais, Romance, Romance De Época, Shadowhunters, Tmi
Visualizações 182
Palavras 3.577
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Fantasia, Literatura Feminina, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo
Avisos: Adultério, Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


NA MORAL
OSO APAIXONADA NESSAS COISAS DE ÉPOCA!
FICO HORAS PARA ESCOLHER A CAPA! 😍❤

E PRA COMPENSAR A DEMORA, UM CAP ENOOORRRMEEEEEE

BOA LEITURAAAAA 🏰💖

Capítulo 8 - A cabana


Fanfic / Fanfiction Prometidos - Clace - Capítulo 8 - A cabana


  Jace sai rapidamente do quarto, descendo os degraus ainda mais rápido. Querendo com todo seu corpo sair dali. Ele não poderia encontrar Clary. Não. Não agora, não depois de tão pouco tempo de ter uma experiência ruim tentando se tocar lembrando dela, ou do seu beijo. Talvez de como seus mamilos pareciam precisar de seu toque.

Ele ficava animado só de imaginar. Maldição! Ela era a única mulher que ele jamais poderia sequer encostar! Quanto mais lhe dar prazer da forma como ele imaginava e fantasiava durante a noite, e no banho. E talvez algumas horas durante o dia. Mas era importante lembrar que ele não podia. E nunca poderia encostar nela daquele jeito. Não de novo.

Após atravessar a trilha ao lado do lago, ele se dirigiu ao estábulo, querendo sair logo para trotar e disparar algumas flechas. Resumindo; se acalmar um pouco e fugir da tentação. Mas como ele fugiria dela se Clary estava em todos os lugares?! Por Deus!

– Clary? – Ele perguntou hesitante. Entrando no estábulo de pedras.

Ela levantou o olhar do livro de lia, corando. Fechou e escondeu a capa entre os braços, Jace estranhou mas não falou nada. Clary deu um meio sorriso e olhou para o cavalo deitado ao seu lado. Os dois estavam separados por uma grade enferrujada.

– Oi, Jace. - Ela se levantou, ainda com o livro atrás de si.

– Oi... – Ele desviou o olhar para o cavalo, e arqueou uma sombrancelha.

– Ele é o cavalo da Emma. – Clary se abaixou e fez carinho no mesmo, enfiando o braço magro na grade e alcançando o fucinho do animal. O cavalo aceitou o carinho de bom grado. – O bonitão aqui está se recuperando. – Ela fitou o animal, e fez uma voz infantil. – Não é?

Jace sorriu, reparando o quanto de carinho e amor sua amiga tinha para dar. Ela era toda feita disso, e por fora ainda era linda e delicada. Ele conteu seu suspiro de admiração enquanto ela fazia mais um carinho no animal e se levantava, olhando-o. Com seus olhos verde-folha curiosos.

– E o que você está fazendo aqui? – Ela perguntou, com delicadeza.

– Vou dar uma volta. – Jace abriu uma das portinholas do lugar, pegando Trote pela rédea já colocada. Ele puxou o animal para fora.

Quando se virou, ele tomou um susto com Clary saindo montada em um cavalo, da mesma altura que Trote. Só que o animal era praticamente ruivo, assim como ela. Jace olhou atentamente a bolsa de flechas no ombro da amiga. E o arco no outro braço.

– Isso é meu, baixinha. – Jace sorriu, apertando os olhos para ela.

Clary apenas riu e deu de ombros.

– É mesmo?

O cavalo dela dançou embaixo de Clary, ela ostentava um sorriso presunçoso.

– É melhor me devolver...

– Se não o quê? – Ela riu e corou. – O que você faria comigo?

Jace achou melhor não revelar seus pensamentos em voz alta.

– Você não iria gostar. – Ele garantiu.

Ela deu um sorriso de canto.

– Você não pode ter certeza.

Bom Deus! Aquela garota não tinha noção do perigo em que se colocava?!

– Me devolva. – Disse Jace segurando nas rédeas de Trote, se preparando para subir.

– Se você quer tanto... – Ela se virou, e jogou um olhar sedutor por cima do ombro. – Venha pegar.

Então ela saiu galopando floresta adentro.

Diabos! Jace não conseguiu fazer outra coisa a não ser montar em seu cavalo e segui-la. Na maior velocidade que conseguia. Ele teve um sonho parecido noite passada, mas não tinha cavalos, e nem roupas. Como alguém tão pequena e linda podia ser tão atrevida? Esse sempre foi o mistério sobre Clary, para Jace. Tinham mulheres que se destacavam pela sedução, outras pela beleza, às vezes até pelo carisma. Mas Clary não se destacava apenas em algo. Tudo nela brilhava.

Seu cabelo lembrava o Sol nas falésias de um morro, quando ele se punha. E no lugar vinha a Lua, sua luz pálida lembrava a pele de Clary, com várias sardinhas nos lugares de estrelas cintilantes. O sorriso era tão comum como constelações, mas bonitos como estrelas cadentes. O modo que os vestidos se encaixavam nela... Jesus! Ela era o diamante brilhando em mil facetas, e suas vestes apenas o suporte, emoldurando Clary como um presente.

Um presente que ele jamais ganharia. Um diamante que ele jamais teria nas mãos... Jace se lembrou com pesar, ainda cavalgando rapidamente. Até que se deu conta que havia a perdido. Ele umideceu os lábios e fez uma concha em volta da boca.

– Clary! – Ele chamou. – Srta Morgensten?!

Ele ouviu uma risada feminina ecoar pelas copas das árvores.

– Garota atrevida. – Ele disse para si mesmo enquanto andava em um tom mais ameno em Trote. Desviando dos galhos baixos das árvores.

Até que ele a ouviu:

– Jace! Aqui!

Ele olhou para a direita, e depois para a esquerda. E apertou os olhos para um monte de cabelos ruivos esvoaçantes que pulavam em cima de um arbusto. Ele riu vendo a dificuldade de Clary para chama-lo, por sua altura.

Ele trotou rapidamente até lá, descendo do cavalo com um movimento fluído. E depois lhe fazendo carinho.

– O que foi, baixinha?

Clary arfava. Ela colocou uma mão sobre o peito, acalmando a respiração.

– Olha o que eu achei! – Ela saiu correndo.

Jace suspirou e levou Trote consigo. Seguindo o meio de musselina rosa-claro esvoaçante, coroada com um cabelo vermelho lindo. Jace se lembrou que segurou esse cabelo, guiando-a no beijo no dia anterior. Os dois não tinham tocado no assunto. Melhor assim, pensou ele.

– Ta-dãm! – Ela fez um gesto amplo para uma clareira, onde havia uma cabana baixinha, feita de madeira clara.

A casinha parecia nova, observou Jace, e logo ouviu um barulho lá de dentro. Em menos de cinco segundos tinha Clary nos braços, de forma protetora. Ele apertou os olhos para casa, enquanto Clary ficava quieta no mesmo instante.

– Quem ousa me incomodar?! – Um velho, um pouco mais baixo que Clary. E tão enrugado quanto um buldogue saiu da casa, com uma espingarda em mãos.

                           ~ • ~

Clary arfou ao ver a arma, escondendo-se entre os braços fortes do amigo. Quase entrando dentro de seu casaco. Jace firmou a mandíbula e disse em tom autoritário, o qual ela tinha ouvido em escassas vezes:

– Eu sou Lorde Jace, sucessor do marquesado de Alicante. Estou com a Srta Morgensten, noiva do atual marquês de Alicante. Meu irmão. – Os olhos pequenos do velhinho se arregalaram. Ele rapidamente baixou a arma.

Os músculos de Jace relaxaram.

– Oh! Mil perdões meu lorde. – O pobre homem fez uma mesura atrapalhada.

Clary sorriu, saindo dos braços de Jace. Mas se mantendo perto.

– O que lhes devo a honra desta visita? – O homem deu um sorriso torto. – Minha lady. – Ele baixou o olhar.

Clary virou a cabeça para o lado, como um filhotinho.

– O senhor pode me chamar de Srta. Ainda não sou uma lady.

O homem assentiu, trêmulo.

Jace chegou perto dela, e sussurrou com os lábios tocando em sua orelha, ela se arrepiou:

– Não seja tão gentil. Você não o conhece.

Eles trocaram um olhar cheio de significado. E ela sabia o que era: Fique próxima de mim.

– Pedimos desculpas, senhor...

– Wood. Podem me chamar de Wood. – O velhinho sorriu. Ele quase não possuia dentes.

Jace franziu o cenho, enquanto Clary achou graça.

– Eu peço desculpas, senhor Wood. Eu sou muito curiosa e....

– Curiosidade é uma virtude, Srta Morgensten. – Ele respondeu com sabedoria. – Meu lorde, minha dama, gostariam de entrar?

Clary deu um sorriso ansioso para Jace. Sim, ela queria juntar as mãos e fazer um biquinho. Por favoooor!

Mas Jace estava irredutível. Tinha assumido o posto de Lorde.

– Por que nos convida, senhor?

O homem olhou para a casa, triste.

– Por que preciso vendê-la... – Ele apoiou a mão envelhecida e manchada na moldura da porta.

– Vender sua morada? – Clary deu dois passos, ignorando o olhar de Jace queimando as costas. – Oh, por que?!

– Não possuo mais nada que esta velha cabana. – O homem deu um sorriso triste para Clary, fazendo seu coração derreter. – E pretendo morar com meu primo, na vila. Mas não posso aparecer sem nenhum xelim, sequer.

Quando menos percebeu, Jace estava ao lado dela. Parecia um soldado. Ela sorriu para o velhinho.

– Quanto é o valor?

O homem quase deu um salto.

– A Srta está interessada?

Clary assentiu, com as mãos cruzadas na frente do vestido.

– Oh! Ótimo! – O homem deu espaço da porta. – Por favor, entrem. E fiquem a vontade.

– Esperaremos aqui fora. – Respondeu Jace, seco.

Depois que o velhinho, sorridente e alegre sumiu para dentro da cabana. Clary deu um tapa no ombro de Jace.

– Onde está sua educação? – Ela o repreendeu baixo.

– E onde está a sua noção?! – Ele rebateu. – Não sabemos quem esse homem é, Clary.

– Mas...

– E você ainda quer comprar a casa dele?! Com que dinheiro?

– O meu. – Ela começou a andar em direção aos degraus que levavam a varanda da casa.

– Que droga, Clarissa! – Jace só foi alcança-la quando ela estava dentro da casa. Na pequena sala de estar. E do outro lado, um balcão. E armários com suprimentos.

– Que tapete lindo! – Clary ignorou Jace e trocou olhares entre o tapete peludo, branco. E o homem, que estava procurando algo em uma mala.

– Era do meu pai. Ele foi até as Índias, e comprou este tapete.

– Deve ter custado muito. – Ela disse, maravilhada.

– Na verdade... – o velhinho riu, sem graça –, foi uma pechincha. Meu pai levava o tapete de graça, se cassasse com a minha mãe.

– Então ele não comprou. – Corrigiu Jace, contrariado por estar ali.

– Jace! – Clary o repreendeu novamente. – O senhor, por favor, perdoe ele.

– Lorde Jace tem razão. – O homem deu uma pena mergulhada no tinteiro, e um documento. – O quanto puder pagar, Srta. Serei eternamente grato.

Clary pegou a caneta e apoiou o papel na parede, rabiscando a quantia de cinco mil libras. Afinal, ela não queria gastar todo seu dinheiro. E embaixo, o nome dela.

– Aqui está, senhor Wood. – Ela entregou ao velhinho, mais baxinho que ela.

Ele leu a quantia.

– Cinco mil libras?! – Ele parecia estupefato. – Oh, minha dama! Como posso lhe agradecer?!

– Me dando esta casa. – Ela riu.

Senhor Wood também riu, dando de ombros.

– Claro... claro. – Ele colocou uma pequena mochila com seus pertences nas costas. – Agora... se me dão licença.

Ele fez outra mesura, e saiu da casa. Alegre e rindo.

Clary não segurou a própria gargalhada.

– Viu como é linda, Jace? – Ela andou calmamente até lá fora. Ele a seguiu, fechando a porta atrás de si.

– Vi. – Ele respondeu, suspirando.

– O que foi? – Ela encostou na cerquinha da varanda. Também de madeira. – Eu acho que fiz uma boa compra.

– Talvez. – Ele deu de ombros. – Mas para que raios você vai usar isso?!

Foi a hora de Clary dar de ombros.

– Eu não sei.

Então, navegando o olhar pela clareira, seus olhos brilharam com algo que não tinha visto.

– Tem um lago aqui do lado! – Ela desceu as escadas, segurando as saias, Jace foi atrás. Ela virou para a esquerda, em menos de 5 metros da casa, tinha um laguinho. Pequeno, mas parecia fundo o suficiente para ficar no peitoral de Jace.

– Parece mais uma poça. – Jace reclamou.

– Você está muito chato hoje. – Ela foi até o cavalo, desamarrando o mesmo do galho baixo, e pegando uma manta e seu livro. – Seu arco está no meu cavalo.

Jace pegou o arco, e a bolsa de flechas. Clary sentou abaixo da varanda da casa, na manta, encostando na madeira. E abriu o livro.

– Desculpe, ruivinha. – Jace disse após disparar a primeira flecha.

– Só se me deixar atirar, também. – Ela disse com o rosto no livro.

Ele resmungou algo em concordância. Clary sorriu e foi, levando seu livro.

Esquecendo totalmente do que se tratava, ela deu para ele segurar e pegou o arco. O engasgo de Jace fez ela estremecer.

O caso de dois amantes?! – Ele disse o nome assustado.

A flecha disparou sozinha. Clary nem viu onde, ou o que acertou. Apenas se virou, corada para pegar o livro de volta da mão do amigo.

– Isso é um conto erótico. – Jace estava com os olhos arregalados para ela. – O que você está fazendo lendo isso?!

Corando e baixando o rosto, ela deu um longo suspiro.

– Satisfazendo minha curiosidade.

Ela voltou a olhar para ele. Jace encarava a capa de couro preta.

– Pode me chamar de depravada. – Ela estremeceu. – Ou espalhar isso...

Jace devolveu o livro para ela.

– Eu jamais faria alguma das duas coisas. – Ele riu, constrangido. – É só que... não é todo dia que se vê uma dama lendo contos eróticos.

Ela corou ainda mais, rindo.

– Você sabe que eu não sou uma dama. – Ela se analisou, e depois deu de ombros. – Bem, eu não tenho modos de uma dama.

Jace riu.

– Tudo bem, ruivinha. Satisfaça sua curiosidade. – Ele juntou os lábios carnudos em uma linha fina. – Posso lhe perguntar uma coisa?

Ela assentiu.

– Pode, claro.

– Por que está "curiosa", para saber sobre isso?

Ela ficou constragida ao responder. Mas o fez mesmo assim.

– Eu... nunca tive uma temporada. – Ela fitou a grama no solo. – E logo fui pedida em casamento por Sebastian. Diferentes das minhas amigas, eu nunca tive uma noite de paixão louca e avassaladora.

– Ah, sim. – Jace assentiu. – Sem comprometer a virtude, obviamente.

Clary apenas assentiu.

– Sebastian nunca nem me beijou.

Jace congelou no movimento de abaixar para pegar seu arco, caído na grama. Seus olhos dourados, ao fitarem-na possuiam um brilho diferente.

– C-Como?! – Ele engasgou.

– Você foi meu primeiro beijo. – Ela disse baixinho.

– Por Deus! – Ele exclamou passando a mão nos cabelos. – Maldição! Não pode ser!

– Mas foi... – A voz dela subiu uma oitava. – M-mas... tudo bem.

– Tudo bem?! – Ele a encarou, incrédulo.

Se Clary fosse contar sobre seus sentimentos, ela teria desistido.

– Digo. Foi apenas um beijo. – Ela inspirou fundo, e forçou a voz a permanecer sem falhas. – Algo que eu faria na minha temporada.

Jace pareceu mais calmo.

– É. – Ele concordou. – Isso. Isso, mesmo.

– Foi apenas o momento.

Um momento. Ela suspirou, fundo. Apenas um momento.

Jace pegou seu arco, e tirou uma flecha da bolsa que estava no chão.

– Vamos apenas esquecer isso. Fingir que foi apenas um beijo em sua temporada-não-existente.

– Isso. – Ela não sabia se ficava alegre, ou se entristecia.

Ela decidiu escolher a primeira opção.

– Posso lhe perguntar algo, também?

Jace mirou com precisão na árvore, soltou os dedos da flecha. A mesma rasgou o ar e acertou bem no alvo. Ele comemorou com um sorriso.

– Pois, não?

– Você já dormiu com várias mulheres.

Jace enrijeceu com a pergunta.

– Já, sim. Por que?

Ela deixou a vergonha de lado. Afinal ele era seu melhor amigo, e o único que podia lhe ensinar sobre essas coisas devassas. Reuniu sua curiosidade, e respondeu:

– Por que eu queria que me contasse como é.

                          ~ • ~

Jace piscou duas vezes, chocado.

– O quê?

– Como funciona. – Ela disse. – Se é realmente como está no livro.

– Bom Deus, Clary! – Ele engoliu em seco. – Eu não posso falar disso com você.

– E por quê não?!

– Você é uma dama. Noiva do meu irmão. Virgem, e inocente.

– Eu não sou inocente. – Ela cruzou os braços como uma criança.

Jace reuniu toda a paciência e reserva de auto-controle que possuia. Se ele começasse uma aula sobre sexo com ela, no meio da floresta... só os dois... sozinhos? Maldição. Ele já via o que aconteceria. E o que não podia de modo algum acontecer. E nunca aconteceria também, Jace se lembrou.

Ela nunca será sua.

– Você apenas está lendo um livro erótico. – Ele disse, calmo. – E aposto cinquenta mil libras que fica escandalizada com cada coisa que lê.

Ela corou. O tom de rosa das bochechas combinando com o vestido.

Ela resmungou e se sentou de volta na manta.

– Mesmo assim. – Ela disse soprando um cacho teimoso do rosto. – Você vai responder minhas perguntas.

– Se não o quê?

– Você não vai gostar de encontrar com um pato na sua banheira.

Jace estremeceu. Ele iria ao inferno, mas nunca ficaria perto daquela criatura. Nunca mais.

– Pergunte. Mas não diga que eu não lhe avisei sobre a resposta.

Jace decidiu que seria melhor trabalhar com as mãos, disparando mais flechas enquanto respondia as perguntas da amiga.

– No livro... diz que o... o membro masculino... – Ela disse hesitante.

Jace não conseguiu segurar a gargalhada.

– O que foi?!

Jace disparou mais uma flecha. Quase no alvo, droga.

– Tenho certeza que não está escrito assim no livro.

– Não. – Ela bufou. – Não está.

– E como está? – Ele não resistiu a provocá-la.

Ela ficou um tempo em silêncio. Quando de repente, disse:

– Pau.

Jace arregalou os olhos e se virou para ela, ainda mais chocado.

– Como?!

– Está escrito pau. – Ela disse olhando as páginas do livro. Corada. – E não qualquer pau! Seu... – Ela começou a ler. – "Seu pau duro e grande, com anseio de comer Liz".

Jace piscou, boquiaberto.

Ela levantou o olhar para ele, com raiva e as bochechas pegando fogo.

– Satisfeito?!

Ele apenas ficou em silêncio. Assimilando aquelas sílabas. Aquela pequena palavra devassa, que Clary nunca deveria falar na vida.

– Tudo bem. Não precisa mais repetir.

Ele se virou de volta, ouvindo-a bufar e resmungar um "bom mesmo".

"Bom mesmo" era ele manter a calma, e o foco. Pois faltava menos de um fio de lã para a excitação de Jace surgir no meio de suas pernas. Só de ouvi-la falar... ele fantasiou inúmeras coisas. Começou até a se sentir mal.

– Então... – Ela continuou. – Eu queria saber quanto mede o "pau" – ela deu ênfase, provocando.

Jace franziu o cenho. E tentou não se afetar pela palavra.

– Eu não faço idéia.

– Então, quanto o seu mede?

Diabos! Parecia que o membro de Jace havia escutado. Porque se esticou ao máximo, para tentar mostrar seu tamanho. Jace se virou, envergonhado.

– Isso acontece sempre? – Clary perguntou, como um cientista perguntaria como borboletas voavam. – Eu li que... acontece quando os homens querem... – Jace sentiu uma onde de hesitação da parte dela. – Querem fazer amor.

Jace refletiu por um instante. E sim, era claro que ele queria mesmo fazer amor com ela. Em seus sonhos eróticos, ou em suas fantasias, não eram coisas violentas. Mas sim coisas feitas com carinho. Com amor.

Ah, sim. Jace queria – e muito – fazer amor.

Mas ele não poderia. Não. Não com ela.

– Isso acontece aleatoriamente, também.

– Oh, interessante. – Clary disse, a voz nenhum pouco falha. – E aqui diz... que –, ela pigarreou – "Freddy era maior que a maioria dos homens. Um tamanho bem impressionante". O que isso quer dizer?

Jace estava em dúvida sobre o que fazia para acalmar seu pau, duro, dentro da calça de camurça. E continuar aquela conversa, não era uma dessas coisas. Então quanto mais rápido acabar, melhor.

– Que ele era maior que a média. Não sei em números. Apenas sei disso.

Jace sabia disso por que ele mesmo era maior que a média. Quando criança, isso foi motivo de gozação entre os amigos de Oxford. Mas na adolescência e na fase adulta... ele era invejado pelos amigos. E desejado pelas mulheres. Jace se lembrava de uma vez, que ficou com uma empregada virgem, foi um suplício para o ato acontecer. E por isso Jace nem sempre "adorava" seu "tamanho".

– Entendi. – Ela disse apenas. – A média é mais que um dedo médio?

– Provavelmente. – Disse Jace.

– Dói, fazer amor?

– Nas primeiras vezes a mulher fica dolorida, sim. – Jace se virou, finalmente normal, de novo.

– Então por que elas fazem isso?

Jace respondeu mais sensualmente do que pretendia.

– Porque é gostoso.

                           ~ • ~

Clary piscou várias vezes, mas não conseguiu desviar seu olhar do de Jace. Ela sentiu o sangue subir e se instalar novamente em suas bochechas. Umidecendo os lábios secos, ela voltou o olhar para o livro, onde tinha marcado páginas que ela havia ficado com alguma dúvida.

Porque é gostoso.


– Como funciona as noites de amor, sem comprometer a virtude da debutante? – Ela perguntou.

Jace demorou para responder, tinha abandonado totalmente a ação de disparar flechas.

– Em sua maioria, usando a boca.

– E na menoria? – Ela perguntou, curiosa.

Ele parou, e pensou um pouco.

– A penetração é... – Ele hesitou. – Em outro... lugar.

Clary arregalou os olhos.

– Oh. – Então ela entendeu onde era. – Oh!

Jace riu.

– Não é tão incomum.

Ela tentou não ficar ainda mais corada.

– E a boca? Eles só se beijam? – Ela sabia que não. Mas queria ouvi-lo explicar.

A teoria fez seus mamilos endurecem. Ela corou ainda mais, cruzando os braços. Jace pareceu não ver.

– Para beijar, chupar e lamber o corpo todo. – Ele disse sem olhar para ela, indo até a árvore que lhe serviu de pontaria.

Todo? – Clary ecoou, se lembrando do que leu.

– Todo. – Confirmou Jace arrancando as flechas da árvore. Deixando buracos.

– Obrigada por... satisfazer minha curiosidade.

Clary disse se levantando, fechando o livro e deixando na manta, dobrando a mesma.

– Não me perguntou sobre o corpo feminino. – Disse Jace.

– Não tenho dúvidas quanto a isso. – Ela respondeu, pegando a manta do chão.

– Imagino que tenha obtido suas respostas através das próprias pesquisas? – Ele perguntou, de costas, guardando o arco e as flechas na bolsa lateral de Trote.

Ela não ia responder.

Corou enquanto subia no cavalo, lembrando do banho do dia anterior. Do prazer que havia sentido. Pensando nele. Em Jace. Ela guardou a manta e o livro também.

– Melhor irmos para casa. – Disse Clary, começando a trotar. Jace veio logo atrás. – Daqui a pouco vai começar a alvorada.

– Mandará alguém cuidar da sua cabana? – Perguntou Jace, divertido.

– Claro! – Ela sorriu. – Ela ainda vai significar muito para mim.




Notas Finais


Hehehe

Gostaram? 😂🌝🔥

Senhor Wood mlr senhor 😁💕
Jace mlr professor no quesito putaria
Clary, esta dxnd de ser inocente?!
Opsss...
😂💖🔥

Bjo bjo e até o prox cap de Prometidos 🏰❤


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