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História Prometidos - Capítulo 2


Escrita por:


Notas do Autor


Mais um capítulo de Prometido!

Boa leitura!

Capítulo 2 - Pedido concedido


Sete anos depois...


Taehyung se tornava a cada momento mais belo do que já era, os traços infantis estavam começando a sair e dando espaço aos traços de uma pré-adolescência. O rosto estava ganhando traços mais fino, assim como a cintura e os cabelos estavam mais alinhados e bem mais cortados. E era por muitas dessas causas que o Kim era quase uma lenda dentro da aldeia, todos comentavam da grande formosura que era o filhote mais novo dos Kim. E também era por isso que Minjun ainda mantinha a ordem de deixar Taehyung sempre dentro dos portões da casa.


Enquanto isso Jungkook se mostrava um excelente estudante das artes da guerra, treinava incessantemente todos os dias e mesmo com a pouca idade era considerado um prodígio dentro do clã, ficando atrás apenas do seu próprio irmão. Hoseok mesmo que disperso, conseguiu adquirir o prazer de ser um guerreiro e honra seu sobrenome, era considerado o melhor arqueiro do reino, e o mesmo estava cumprindo seu tempo no exército, o que vinha lhe trazendo um grande amadurecimento.


No clã Jeon, Jungkook treinava sobe o olhar atento de Junghyun que sempre vinha fiscalizar as atividades do filho. Jungkook estava no momento com uma espada de madeira atacando e se defendendo do primo Min Yoongi um alfa pequenino para sua idade, mas um verdadeiro lobo selvagem quando o assunto eram as batalhas. Assim como todos os alfas os dois adolescentes eram cercados das grandes histórias sobre guerreiros e de como eles fizeram de seus clãs um lugar mais honrado.


O clã Min era conhecido pela sua grande produção e venda de tecidos, era um clã rico e bem conhecido e por esses motivos que quando ainda era um ômega jovem, o irmão de Jeon Junghyun foi prometido ao filho mais velho dos Min. E mesmo que não se vissem em todos os momentos os clãs mantinham seus acordos e principalmente seu grande respeito um para com o outro.


– Você precisa se concentrar mais Jungkook. – o pai gritou observando a afobação do filho em querer vencer a luta.


– Estou concentrado! – gritou de volta e por causa disso recebeu mais golpe de Yoongi.


– Muito bem Yoongi! – Junghyun gritou em incentivo ao garoto.


A luta perdurou por mais alguns minutos, até os dois garotos se encontrarem estirados no chão por conta do cansaço. Jungkook se permitiu fechar os olhos e no mesmo instante a imagem de Taehyung lhe veio a mente, o ômega sempre era cercado de um encantamento que Jungkook não entendia, e sempre que o via era como se o estivesse o vendo pela primeira vez.


– Pensando no seu ômega priminho. – perguntou Yoongi com escárnio.


– Mas é claro que não. – bufou e saiu em disparada com o primo tagarela em sua encosta.


– Eu também ficaria com essa cara de bobão se tivesse o tão famoso Kim Taehyung como prometido. – Yoongi falou passando na frente de Jungkook, que em um momento de raiva correu atrás do primo folgado.


Era isso que mais irritava o alfa, todos estavam sempre com os olhos postos em Taehyung como se ele fosse uma joia que todos desejam ter; não deixava de reparar nos olhares furtivos que seu ômega levava sempre que era visto por alguém. Não iria nunca permitir isso, afinal o ômega era seu, e de mais ninguém. Entrou na grande casa afobado ainda, os cabelos negros pingavam de suor e as bochechas estavam vermelhas, mas não por causa do exercício físico, era por causa de todos os pensamentos que o afugentava a mente.


– Caramilolas na cabeça meu pequeno filhote? – Yejun pai ômega de Jungkook e Hoseok perguntou ao ver a afobação do filho.


– Appa, eu... Eu... – não conseguiu dizer nada, porque era sempre muito difícil falar sobre as coisas que envolvia Taehyung.

– Não se preocupe, quando quiser conversar estarei aqui. Mas agora precisa tomar um bom banho, porque hoje é dia de visita em Taehyung e eu não quero que meu filhote vá fedendo a gambá. – o ômega fez uma careta como se o filho estivesse muito sujo, o que o fez reclamar e correr para o banheiro para se preparar para ver Taehyung.


Não era sempre que se encontravam e em todas as vezes era sempre na casa do ômega, com a supervisão de Namjoon que era extremamente rígido em relação ao irmão, apesar disso, Jungkook amava todas as visitas ao ômega.


No clã Kim, Taehyung também já se preparava para encontrar seu alfa, seu noivo. A veste bonita e delicada já estava posta em seu corpo e os cabelos eram penteados por Nari, que sempre estava disposta a dá carinho aos filhos.


– Está pronto querido, fiquei aqui, quando Jungkook chegar venho lhe chamar. – a ômega já estava pronta para sair do quarto quando ouviu o filho falar.


– Queria falar com o papai, depois voltarei para o quarto e esperarei Jungkook. – a ômega não se importou e pediu para que o filho não demorasse muito.


Taehyung seguiu pelos corredores até o escritório do pai, entrou sem bater e pode ver o homem concentrado em muitos papéis que em sua maioria tinha o selo real. – Posso fica um pouco com você aqui? – perguntou o ômega para ser notado e o alfa concordou sem lhe dar muita atenção. Taehyung sentou de frente para o pai e mesmo que tentasse, não pode deixar de mostrar sua ansiedade.


– Meu príncipe, se deseja me contar algo faça isso; sabe que lhe darei o mundo se me pedi. – o alfa era verdadeiramente apaixonado pelo seus filhos, tinha uma aliança tão forte com Namjoon e Taehyung, que para ele era algo selado pelos próprios deuses.


– Meu pai, sei que deveria estar satisfeito com tudo; mas não aguento mais as aulas particulares com o professor Lee, quero pode ir a escola como Namjoon, quero pode conhecer pessoas da minha idade. Só vejo as paredes do jardim. – Taehyung queria ir devagar com suas palavras, mas quando percebeu já tinha despejado todas suas lamúrias em cima do pai.


– Eu entendo meu príncipe, mas essa decisão não é só minha. Jungkook é seu prometido, e uma das coisas que mais me foi alertado é para você estar sempre protegido. E não me olhe assim, comparado às minhas exigências, as que Junghyun fez são as mínimas. – o pai falou e se levantou para está ao lado do filho.


– Minhas exigências são para que Jungkook seja um grande alfa, e que lhe dê tudo que você sempre teve. Não irei dá meu precioso ômega a alguém que é incapaz de lhe oferecer àquilo de melhor no mundo. E Jungkook e Junghyun vem cumprindo sua parte, o clã Jeon ainda é muito maior do que quando você nasceu e ter Jungkook como seu prometido é sim uma das minhas melhores escolhas; por isso não posso permitir esse seu desejo. – Taehyung concordou e sorriu para o pai.


– Eu entendo papai, mas o senhor me dá a liberdade de conversar com Jungkook sobre isso? Lhe prometo que serie breve e se ele não permite, deixarei esse assunto para trás. – o alfa concordou e abraçou o filho que era sempre tão amável e compreensível.


– Senhor Taehyung, o senhor Jungkook já se encontra a sua espera. – a serva informou pela porta e Taehyung se despediu do pai com um sorriso singelo nos lábios, as mãos já estavam suando e o coração acelerava sem seu consentimento.


Ao chegar na sala pode ver o alfa em pé ao lado de seu pai ômega, que já estava em uma boa conversa com sua mãe. – Finalmente Taehyung! Venha, vou tomar um chá com Yejun e você acompanha Jungkook. Qualquer coisa é só pedir para uma das servas me chama. – Taehyung assentiu e cumprimentou de forma respeitosa o pai de seu noivo, que lhe abraçou dizendo que não era necessário tantas formalidades.


Mesmo já fazendo anos que se encontravam, Taehyung e Jungkook ainda ficavam em uma grande formalidade, eles mal conversavam sobre assuntos diferentes, era sempre sobre as novas flores que Taehyung plantava ou sobre os treinos de Jungkook. Como em um ritual se sentaram na grama do jardim verde e Taehyung começou a mexer delicadamente nas flores, quase em uma carícia.


Jungkook sempre vinha com muitos assuntos para comentar com Taehyung, mas tudo se apagava em sua mente quando olhava aquele ômega. Jungkook já estudava na única escola da aldeia e mesmo estando sempre cercado de muitos ômegas e que em sua maioria estavam sempre dispostos a chamar sua atenção, nenhum deles conseguia esse feito, pelo simples fato de Taehyung existi.


– Jungkook. – Taehyung quebrou o silêncio.


– Hum. – Jungkook não queria uma conversa agora, queria apenas fica ali admirando a beleza de Taehyung.


– Como meu noivo você poderia me dar um presente? – perguntou receoso, mas viu Jungkook confirmar com a cabeça para que continuasse – Sei que já recebi muitos presentes vindo do seu clã, mas dessa vez eu poderia escolher? – o ômega se pôs de frente para o alfa a espera de uma resposta.


– Depende. – respondeu Jungkook sem humor.


– Falei com papai e pedir para começar a frequentar a escola da vila, mas ele disse que essa decisão não era apenas dele. Então gostaria de saber se você concordar... – Taehyung nem conseguiu terminar sua fala, sendo logo interrompido.


– Não. – respondeu o alfa mais uma vez sem humor.


– Jungkook, esse é o meu sonho. Me permita apenas... – não pode deixar de se sentir horrível quando seu alfa mais uma vez o negou.


– Não, você é meu ômega. – Jungkook respondeu como se isso fosse um grande argumento.


– Mas não irá acontecer nada, serie seu ômega para sempre, nada irá me tira de você, meu alfa. – Taehyung já sentia a garganta trava e quando percebeu que a expressão de Jungkook não mudou, soube que seu sonho havia acabado.


– Eu já disse não Taehyung. – o alfa se levantou e se despediu do ômega de forma rápida e fria, pois sabia que Taehyung choraria e se existia algo que Jungkook não aguentava era Taehyung em prantos. Mas mesmo assim não conseguiria, não conseguiria ver todos aqueles adolescentes remelentos olhando e desejando seu Taehyung.


O ômega se manteve firme quando seu sogro veio para se despedir, se manteve firme no jantar da família, mesmo que Namjoon insistisse para saber o porquê estava tão tristonho. Mas ao deita na cama grande do seu quarto, já tomado banho e vestindo um pijama cheiroso, não conseguiu segurar, as lágrimas grossas desciam como cachoeira, chegando a soluçar.


Taehyung nunca havia sentido isso, essa dor no peito, o desespero, e ainda assim não conseguia deixar de pensar em Jungkook, em como ele havia crescido e estava se tornando um homem tão bonito, não conseguia deixar de pensar em seus olhos tão expressivo, e na marquinha na bochecha que sempre quis toca, mas nunca o fez. Eles sempre se mantinham afastados e Taehyung achava que depois de hoje Jungkook nunca mais o olharia.


Já era madrugada Jungkook se remexia na cama e não conseguia fechar os olhos por mais de cinco minutos, as palavras “meu alfa” rondava sua cabeça e o olhar triste de Taehyung lhe fazia querer correr para pode acalmar o ômega, mesmo já fosse tarde da noite. E mesmo estando nervoso e com um grande conflito interno, decidiu seguir seu coração e a primeira coisa que fez quando o sol raiou foi ir atrás do pai, que se assustou com o filho tão elétrico aquela hora da manhã.


Conversaram sobre o assunto e Junghyun estava muito orgulhoso do filho, Jungkook veio conversar com pai parecendo estar na frente do rei, já tinha todos os argumentos montado e uma certeza que fez seu pai concordar e prontamente os dois seguiram para a casa do clã Kim. Diferente do clã Jeon que estava se preparando para receber de volta os alfas que foram para o exército, incluindo Jeon Hoseok; o clã Kim estava calmo e o silêncio da manhã se perdurava por todas as casas do clã.


Ao chegarem na casa principal do clã, Junghyun não pode deixar de sorrir com a expressão de surpresa que um dos servos que estavam na frente da casa fizeram. Ele entrou em disparada para dentro da grande casa e na volta trouxe consigo uma outra serva, que os levou até a sala de jantar, lugar em que a família Kim estava reunida, Taehyung tinha os olhos arregalados e por um momento pensou que Jungkook tinha falado com seu pai sobre sua insistência e que terminariam ali seu noivado.


– Isso é uma grande surpresa, ter vocês dois aqui tão cedo. Venham fazer o desjejum conosco. – Jungkook e seu pai se sentaram e admiraram a grande mesa com uma grande fartura de comidas.


– Me desculpe o horário, mas Jungkook estava ansioso. – Junghyun sorriu e alisou os cabelos desgrenhados do filho.


– Há! – Minjun ficou curioso e olhou de Jungkook para Taehyung, que se olhavam como se só existisse os dois naquele mesa – Me diga Jungkook, porque está aqui a essa hora da manhã? – perguntou não conseguindo deixar de sorrir com o nervosismo do pequeno alfa.


– Bom, o senhor sabe que o maior desejo de Taehyung é pode estudar na escola da vila, e sei que existe muitos motivos para manter Taehyung sempre em casa. Mas acho que seria de grande valia permitir que meu noivo pudesse também viver a experiência de ir para a escola. – Taehyung não conseguia deixar de olhar para Jungkook, e quando escutou a última parte sorriu, o sorriso mais bonito que Jungkook já viu, os lábios moldaram um sorriso quadrado cheio de dentes, e naquele momento Jungkook percebeu que ainda existia muitos lados de Taehyung que queria conhecer.


– Lhe dou minha palavra que estarei com Taehyung em todos os momentos, ele estará na minha sala e sua segurança será minha responsabilidade. Meu pai também se disponibilizou para manter um dos nossos guardas do clã Jeon sempre aposto para qualquer coisa. Taehyung será o aluno mais bem protegido daquela escola. – o ômega deixou seu sorriso morrer um pouco, ele seria vigiado a todo momento, com Jungkook sempre ao seu lado; mas não se permitiu fica triste por isso, tinha conquistado seu sonho quando o pai concordou e Namjoon se disponibilizou para também está com Taehyung nos intervalos.


Tomaram o desjejum em uma conversa calorosa e no fim todos estavam se despedindo e Taehyung não pode deixar de se aproximar de Jungkook. Foi cauteloso ao se aproximar, esperou seus pais finalizarem as conversas paralelas e finalmente se juntou a Jungkook com as mãos, escutou seu irmão resmunga, mas ignorou Namjoon e seu ciúmes.


Jungkook ficou parado, olhando as mãos entrelaçadas, e isso fez o Kim apertar a mão do alfa ainda mais. – Muito obrigado por ser um grande alfa, obrigado por me fazer sentir que também sou forte. – o ômega sussurrou e soltou a mão do alfa que apenas sentiu o vazio de não ter aquelas mãos próxima a si.


No caminho de volta para casa, Jungkook não escutou uma palavra se quer vinda do pai. Seu coração ainda batucava sem sua permissão, queria ter ficado mais tempo com Taehyung daquela forma, queria manter o ômega sempre perto de si mesmo. E foi no meio de todos aquelas sensações confusas que sentiu seu corpo ser erguido do chão, olhou em desespero para pai, mas o mesmo já estava agarrado a si.


Só quando o espanto passou viu Hoseok na sua frente, o irmão estava diferente de quando saiu de casa a um ano atrás; os cabelos estavam maiores e os músculos estavam a mostra, tinha um sorriso enorme nos lábios e quando foi soltado pelo seu pai e seu irmão, pode ver os dois se abraçando como nunca viu. Seus pais era carinhosos e amavam muitos os filhos, mas não eram de se abraçarem daquela forma.


Jungkook sorriu ao ver seu pai ômega correr para a entrada do clã, lugar em que muitos se abraçavam e comemoravam a chegada dos Jeon. – Meu filhote, você não chegaria amanhã? – Yejun perguntou limpando as lágrimas que caiam, e mesmo que Hoseok tentasse responder o ômega não deixava beijando as bochechas do filho ao qual tinha tanta saudades.


– Meu filho, que bom que chegou é a hora de preparar a cerimônia. – Junghyun falou para filho mais velho.


– Eu sei pai, está na hora de tomar para mim minha prometida. Meu ômega. – Hoseok falou com orgulho, porque estava morrendo de saudades da sua ômega, da sua Jisso.



Notas Finais


Esse capítulo já estava pronto e por isso decidi postar logo.

Espero que estejam gostando, é um enredo diferente do que costumo escrever, por isso tenham paciência. 💕


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