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História Promiscuous Boy - Capítulo 10


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Notas do Autor


Amores, irei responder os comentários amanhã, eu prometo 💕 Estou caindo de sono e amanhã volto a trabalhar KK' É um capítulo só de Jackson e será único! Vão finalmente conhecer a visão de Jackson sobre tudo isso. Boa leitura!

Capítulo 10 - Stripper apaixonado


Capítulo 10 - Stripper apaixonado 


Estava me sentindo em colapso nesta reunião. Fiz uma viagem de moto por seis horas e vim direto sem comer ao menos uma fruta. Eu sentia uma dor funda bem lá no fundo da minha cabeça. A voz de Dong ecoava pela sala e me deixava irritado. Qualquer voz ali. 

-O número de vendas de bucket aumentou na América Latina com o novo design por conta do assunto do momento: alienígenas. Depois que o vídeo de autópsia alienígena foi compartilhado nas redes sociais e atingiram mais de 1 bilhão de visualizações surgiu a nova tendência.

-Pule para o final. -Soltei, sentindo o meu celular vibrar na mesa. -Nari, peça um lanche. Se eu não comer, vou ter um surto. E Dong, a sua voz está me incomodando e está falando demais. Para de enrolar, caramba! Eu entendi que o número de vendas no ocidente aumentou e do Oriente caiu. Você quer mudar o design? O tecido? A forma de comunicação?

-Aí Jackson, por que está mal humorado?! Não fizemos nada de errado!

-Eu viajei malditas seis horas para chegar aqui e não ter nada de comida. Não tive tempo nem de olhar se tem quarto disponível. E você não fez questão de perguntar se cheguei bem. Entendeu o seu erro, imbecil?

Dong bufou e colocou o apontador laser na mesa. 

-Sr. Jackson, pedi frango e carbonara. -Nari falou e levantou da mesa indo até o fundo da sala, me trazendo um copo d’água. -Chegará em vinte minutos.

-Muito obrigado, Nari. A sua voz também está me irritando. -Respondi bebendo a água em único gole. Olhei para os demais e peguei o celular. -Tomarei um ar, quando a comida chegar me chame. 

Soltei um alívio ao sentir o vento gelado bater em meu rosto. Puxa vida, como amenizou. Tirei a embalagem de cigarro do bolso da minha jaqueta. Faz um tempo que não fumava e eu venho tentando e tem dado certo. Mas as reuniões estavam cada vez mais frequentes e estou me sentindo pressionado. Peguei o cigarro e dei uma cheirada sentindo um leve conforto. Como eu queria acender o cigarro. 

Resisti a tentação e parti o cigarro ao meio, jogando-o em uma lixeira perto dali. Puxei o celular para ver a mensagem.

-Jaebum? -Sussurrei estranhando. Tinha muito tempo que eu não conversava com Jaebum desde depois de alguns meses que saí da boate. Quem me contava algumas coisas sobre, era o Youngjae, que só comentava os que os dois fizeram ou irão fazer. 

“Ei, Jackson, tudo bem? Quanto tempo! Tenho um amigo que está precisando de uma ajuda e o indiquei. Não se preocupe que não envolve nada radical. Ele trabalha comigo e eu não lhe posso ajudar, mas acho que você pode ajudar. O que acha? Eu marco o encontro de vocês dois, conversem e você verá se pode ajudá-lo ou não”

-Sr. Jackson, sua comida chegou. 

“Me mande o endereço. Estou na cidade amanhã”

A lanchonete que o Jaebum havia indicado é pequena e ideal para casais. Antes de vir, eu emiti um contrato que eu sempre entregava quando eu realizava os serviços. Jaebum disse que o nome do rapaz é Bambam e que me encontraria às 15 horas, mas ele estava atrasado por quinze minutos. 

Verifiquei a hora e mandei uma mensagem para o Jaebum sobre o atraso. Alguns minutos depois, ele me liga.

-Ele vem mesmo?

-Vem.

-Youngjae? -Questionei, mirando a tela ainda encontrando o nome de Jaebum. -Você está com o celular de Jaebum, sabe disso?

-Oi, Jackson. Sim, eu sei. Eu costumo atender as ligações quando ele não está presente. O Bambam irá sim, provavelmente deve ter acontecido algo no caminho. Espere mais um pouco e sabe de uma coisa? Acho que você vai gostar dele, você deve vê-lo como irmão. 

-Por que está dizendo isso? 

-Ora, porque o Jaebum disse que somos parecidos. – Falou. -Na personalidade, é claro. Na aparência, pelas fotos, parece ser bem alto e magro. Ele é da Tailândia, sabia? Mas, Jackson, sabemos que você tem um humor um pouco difícil, certo? Não seja assim com ele. Jaebum me contou algumas coisas e parece que ele não ama a si mesmo.

-Oh, isso é triste. -Confessei. -Vou esperar mais alguns minutos, mas onde o seu namorado está?

-No banho. Eu atendi a sua ligação porque eu queria te perguntar algo. -Senti o seu tom ficar um pouco hesitante e nervoso. A sua voz veio em um sussurro. -No sexo, você já foi passivo?

Soltei uma risada baixa. Poxa, eu ainda tinha uma imagem angelical de Youngjae e ouvi-lo fazer este tipo de pergunta quebrou essa imagem.

-Me surpreende você saber o que é passivo e ativo. Influência de Jaebum, imagino. A resposta é não. -Falei vendo um rapaz alto entrando na lanchonete. Não parecia que ele é um estrangeiro. Observei seus passos indo até uma outra mesa rodeada de amigos. -Eu tenho que questionar. Vocês namoram tem quase quatro anos? É impossível não terem feito até agora. E o conheço tem mais de dez anos. O que me resta uma única opção. Você quer ser ativo agora?

-Você consegue ler tão bem as pessoas. -Seu elogio me deu um baita sorrisão. -Eu conversei com Jaebum sobre isso e ele recusou. 

-Jaebum não é versátil. -Expliquei. -Youngjae, você querer ser ativo depois de anos de namoro é, no mínimo, estranho para ele. É difícil mudar este cenário agora. Se eu conhecesse um rapaz e tivermos em uma relação em poucos meses e ele me disser que algum dia gostaria de experimentar o outro lado, iria me preparar. Mesmo que demore. Mas são quatro anos. Sabe o que isso significa?

-Que não vai acontecer? 

-Na verdade, pode acontecer. Mas pode levar tempo. Youngjae, lhe darei um exemplo de mim. Eu não fumava? Estou há um tempo sem fumar, mas no início quando decidi parar, não foi nada fácil. Eu sabia que tinha de parar, mas não conseguia. Não consegui me adaptar inicialmente. É o seu caso, o Jaebum precisa absorver a informação e tentar adaptar. Eu diria que você passasse a dar mais indireta, conversar mais, mas não insistir a ponto de ser insuportável.  -Ouvi um suspiro do outro lado e a voz de Jaebum no fundo. -Suponho que agora é uma boa hora para desligar. Até mais. 

Assim que desliguei a chamada, uma mensagem de Dong veio rapidamente. Pedia para que eu olhasse a página da empresa concorrente e visse os seus produtos. Ser sócio não tinha nada de bom a não ser o salário. Eu recebia tantos e-mails e tinha que participar de todas as reuniões. 


Pedi um mocchi de morango e um latte americano, passando a navegar pela rede social, um rapaz se aproximou da minha mesa. Oh, é um rapaz lindo. Alto, magro, bem vestido e muito perfumado. O seu rosto estava um pouco animado e ansioso, exibindo um sorriso aberto. Que belos dentes e boca.

-Bambam, certo? Nome peculiar. -Falei, estendendo a mão. Senti uma maciez da sua pele. Não, ele não poderia não amar a si mesmo. Um rapaz bem arrumado com autoestima baixa? Youngjae estava errado. 

E estava errado mais ainda em dizer que o trataria como irmão. 

-É um apelido. -Respondeu colocando a mochila na cadeira ao seu lado e observando a lanchonete.

-Eu pedi um mocchi de morango. Jaebum disse que gostava. -Falei conseguindo atrair a sua atenção. O que seria o seu serviço? Vingança? Ser seu namorado? Namorar a sua irmã? Irmão? -Então, -Iniciei, observando os seus lábios novamente. Ele sabia que seu lábio é tão atrativo? Foco. -preciso que me conte o que precisa. Jaebum não quis entrar em detalhes, mas me garantiu que não é nada radical. 

Bem, se fosse radical definitivamente aceitaria. Ele veio com uma história triste de ser rejeitado, mas queria fazer o rapaz se apaixonar por ele. Sinceramente? Prefiro fazê-lo apaixonar por mim. No entanto, eu entendi as palavras de Youngjae. Ele não se amava. Como ele não ver que poderia ser muito melhor que isso? Ah, Bambam, você tem que aprender a amar a si mesmo primeiro.  E ele terminou a história dizendo que queria dicas de conquista. 

Conquistar um coração sendo uma outra pessoa? Eu definitivamente não lhe ensinarei a ser outra pessoa, mas poderia fazê-lo entender como funcionava a arte de conquista por terceiros. Desviei o assunto, fazendo algumas perguntas sobre a sua rotina e Mark, para ver se eu conseguia fazer que ele comece de algum ponto. De alguma forma, eu sentia que o Mark não estava sozinho. Existe alguma informação que o Bambam não me contou, mas eu descobriria agora. 

-Não estou garantindo que dará certo, Bambam. Só que eu preciso saber uma coisa antes. -Iniciei olhando atentamente para o seu rosto. -Mark gosta de alguém? Se ele gosta, será muito difícil. Principalmente quando ele não tem a pessoa, porque aí que ele vai querer a pessoa de qualquer jeito. A conquista é gostosa, mas quando o alvo é "difícil", ela se torna prazerosa e valorizada.

Ele não respondeu de imediato, mas desviou o olhar rapidamente, como se tivesse pensando. Foi o ato suficiente para saber que o tal de Mark tinha alguém. 

-Ele não gosta. Não que eu saiba. -Por que está mentindo, Bambam? Eu não iria fazê-lo desistir da pessoa.

Sorri e peguei o contrato. Ele assinou rapidamente e dei a carona para ele. Durante o caminho, deixei o rádio ligado para não haver um desconforto entre nós, principalmente para ele, que não pareceu ligar para isso e curtiu as músicas que passavam. 

Quando eu parava em algum semáforo, observava o seu rosto pensativo. Estaria ele pensando no Mark? Assim que cheguei ao bar, dei a ele um conselho que era tão importante. Ser autêntico é importante, pois além de transmitirmos características verdadeiras damos a oportunidade para que o outro se apaixone por quem somos de forma certa e correta. Porque somente assim, o outro não sofrerá mudanças indesejadas. 

Entrei na garagem, desligando o motor. Coloquei as chaves em cima da mesa e subi para o meu quarto. Peguei o celular do meu bolso e entrei no Instagram. Puxei o nome do Bambam e facilmente encontrei o seu perfil. A sua última postagem é de um ano atrás e estava com um amigo. Na legenda, estava escrito: a essência da verdadeira amizade é a reciprocidade.

Observei a foto, especialmente o seu amigo. Havia um sorriso de lado, os seus cabelos estavam jogados para baixo e usava uma jaqueta jeans. Estavam em uma lanchonete. Entrei no seu perfil e descobri seu nome, Park Jinyoung. A sua postagem foi de alguns dias atrás de um livro, que foi presente de um amigo, que pressuponho que seja de Bambam.

Seu perfil resumia em suas fotos em preto-e-branco e livros. Voltei para o perfil de Bambam e fui em "seguindo". Puxei o nome do Mark, encontrando quatro deles. Como poderia saber quem era?

"Ei, Jaebum, você sabe o sobrenome de Mark?"

Sua mensagem veio em minuto.

"Não, está tentando achar o perfil dele?"

Óbvio.

"Sim, mas o Bambam segue 4 Mark. Você sabe alguma informação diferencial?"

A sua mensagem demorou alguns minutos, mas veio. 

"Veio de Los Angeles"

Bingo! Achei o perfil de um rapaz que tinha muitas fotos. A maioria exibia o seu carro, o seu rosto e tinha bastante vídeos cantando. De fato, ele é muito bonito, mas não era o cara certo para Bambam. Sou eu. 

Bloqueei o celular e entrei no banheiro para um rápido banho. Mandei uma mensagem para meus pais desejando uma boa noite e avisando que iria visitá-los. 

Passei a semana ocupado e ansioso para o encontro de Bambam. Mandei uma mensagem para ele para que marcássemos um encontro para que eu ensinasse algumas macetes.

Foram os dias também que conversei bastante com Youngjae e Jaebum. Quando o Youngjae me contou que a sua casa havia sido invadida por conta do imbecil do seu pai, senti tanta raiva. O pai de Youngjae era um viciado em bebidas e jogos. Gastou mais que devia e fez dívidas nos jogos.

Mandei uma mensagem para ele dizendo para que viesse a minha casa. Estava aguardando a sua chegada até que a campainha tocou. 

Youngjae entrou na casa colocando a mochila na mesa e indo direto para a geladeira. Seu rosto não estava bonito, com muitos hematomas. 

-Você deveria morar comigo. -Sugeri, sendo reprovado em seguida. -Jaebum tem ciúmes de você ainda?

-Se ele não tem ciúmes, não gosta de mim. -Respondeu. É claro que não, seu tonto. -Vou morar com Jaebum por um tempo até as coisas acalmarem. E me conta, como está indo com Bambam?

-Ele vai ser meu. -Falei ouvindo a sua gargalhada. -Mark não tem nada a ver com ele, mas o Bambam tem que ver isso. E isso me lembra que você e Bambam são realmente parecidos.

-Em que?

-Querer mudar a si mesmo para ser aceito por outro. Ele parece ser um pouco ingênuo também. Ele precisa pegar um pouco de maldade para entender como funciona. Eu recomendei a ele para que ouvisse a conversa dos clientes. 

-Vamos ao shopping comigo? 

-Vamos, tenho que encontrar com Bambam mais tarde. O que vai fazer no shopping? 

-Comprar presente para o Jaebum, o dia dos namorados está chegando. Vou dar depois da apresentação.

-Que apresentação?

-Do Bambam, ele vai cantar. -Falou terminando de tomar o suco. -É em outra cidade, fale com Jaebum. Vamos?

Concordei, mandando uma mensagem para Jaebum para que me falasse sobre a apresentação. Passei algumas horas opinando sobre o presente e ele escolheu dar um moletom. Espera, espera. A apresentação seria no mesmo dia que a minha reunião. 

A mensagem de Jaebum chegou e eu abri rapidamente.

"Bambam vai cantar em uma outra cidade. Vou te mandar a localização. Vai ser a noite por volta de 19 horas, no dia dos namorados. Nós iremos de ônibus"

Eu precisava falar com Bambam que estarei fora da Coreia por uma semana. Primeiro visitarei meus pais e de lá irei para a reunião. Poderia falar por mensagem, mas iria perder a oportunidade de vê-lo.

Uma outra mensagem chegou e eu sorri abrindo a mensagem de Bambam. 

"Jackson, vamos cancelar o encontro de hoje. Estou muito ocupado com o clube musical, a professora não está liberando a aula cedo e não chegarei a tempo. Chegarei atrasado no meu trabalho"

-Você pode me dar uma carona até a casa de Jaebum?

-Claro. -Respondi, guardando o celular. Paguei o estacionamento e entramos no meu carro. -Só espera um momento. 

"Onde é seu clube? Vou te dá uma carona. Tenho um assunto a discutir"

-Youngjae, tem um caderno e uma caneta dentro do porta-luvas, pegue e vai escrevendo o que eu disser. -Sem questionar, pegou o caderno, puxou uma folha e esperou. Liguei o carro e saí do estacionamento dirigindo devagar. -Número um e traço. Comece a andar com a postura reta. Eu observei...

O caminho rendeu boas buzinadas, pois andava devagar para que ele pudesse anotar direito. Deixei-o na casa de Jaebum, agradeci pelo papel, que guardei na minha jaqueta. Passei em casa rapidamente e troquei o carro pela moto.

O clube era bem grande e antigo. Havia três andares. Peguei os dois capacetes entrando no local. Não havia recepção, somente uma moça concentrada no celular. A saudei e perguntei onde ficava o clube musical. 

Encontrei o Bambam na sala perto de Mark e seu outro amigo, Jinyoung, do outro lado do canto. Estar na porta chamou atenção de todos ali. Mark me observou por alguns instantes antes de desviar. Sorri para o Bambam e fui até a ele.

-Ei, me apresente os seus amigos. 

Ele me encarou por um tempo e eu não entendi o porquê. Por fim, desistiu seja lá o que for e me apresentou o Jinyoung, que não foi com minha cara. Quando questionei sobre Mark, ele adiantou chamando-o de uma uma idiota. Então ele detestava o Mark? Interessante. Isso mostra que Jinyoung importava com amigo. 

No entanto, achei exagerada a sua atitude quando eu disse que iria dar a carona para ele. Não despediu-se de mim e deu esbarrão em meu ombro. Observei a sua saída e voltei a encarar o Bambam, que estava sem graça e não sabia como agir. 

Antes de ir, mirei o olhar para o Mark, o estudando rapidamente. Não havia nenhum interesse dele em Bambam e isso era ótimo. Continue assim. 

Fiquei muito curioso quando entrei na casa de Bambam, que não era nada mais que uma casa muito pequena. Sentei no sofá, esperando o Bambam entrar no banho. Assim que ouvi o chuveiro ser ligado, fui para o seu quarto abrindo o guarda roupa. 

A primeira coisa que encontrei foi uma gaveta de suas cuecas. Que encontro maravilhoso. E usava cuecas de Calvin Klein. Aproximei o rosto da sua cueca e dei uma cheirada, sentindo os arrepios espalharem pelo meu corpo. Que cheiro gostoso. 

Joguei a cueca de volta para a gaveta e vasculhei as suas roupas, vendo que o Bambam é vaidoso. Um rapaz que se arruma muito bem, mas não gosta de si mesmo. Troca irônica e oposto. 

-Ei! Isso é invasão de privacidade.

Se ele soubesse que fiz mais que isso… Já deve ter esquecido que fui um stripper.

-Tenha uma boa viagem, Sr. Wang. A primeira classe lhe aguarda ansiosamente. -Sorri e peguei novamente os meus documentos antes de dirigir-se para o avião.

A viagem durou duas horas e meia. 

Pedi o táxi e lhe mandei o endereço. A mamãe me esperava na porta, sentada na escada. Quando me viu, abriu um sorriso largo e ficou emocionada.

-Mamãe, está chorando de novo? Eu a vejo a cada quinze dias. 

-Chorar nunca é demais, meu bem. -Respondeu, me abraçando fortemente. -Venha, eu fiz Dim Sum para meu querido filho. 

Papai estava vendo a televisão e rindo do seu programa favorito. Fiz um gesto de silêncio para a mamãe e sentei ao seu lado rindo alto. Ele se virou para mim e sorriu, me abraçando.

-Grande Jackson, grande filho. 

Papai desligou a TV e fomos para a sala de jantar. Contei um pouco do dia a dia e eles fizeram o mesmo. Quando a noite tornou-se a madrugada, levei a minha mala até o meu quarto. 

Puxei o celular, verificando se havia alguma mensagem de Bambam. Ele não tinha iniciativa para nada. Ele deve ter lido as dicas, mas será que estava praticando? Seria ótimo, a sua autoestima precisava ser levantada de novo.

Vi que o Dong estava online e puxei o papo com ele.

"Avise a todos que iremos fazer a reunião às cinco horas da manhã"

Se eu adianto, consigo chegar a tempo da apresentação de Bambam. Ele é tão bonito e atraente. Estava louco por ele. 

Dong retornou minha mensagem e não estava nada contente.

" O quê? Por quê? A equipe não vai gostar"

Dong conseguia me irritar facilmente. Infelizmente, ele é um ótimo funcionário e demiti-lo não seria uma boa opção. 

"Você deveria lembrá-los que eu moro em outra cidade e vocês moram um pertinho do outro"

"O.k. Vou avisá-los"

"Prepare um grande café da manhã para a equipe. Isso vai melhorar os humores da manhã"

O retorno não veio e eu não me importei. Bloqueei o celular e acabei adormecendo. 

Passei durante toda a semana saindo com meus pais. Imaginem cada dia um lugar diferente comprando tantas coisas para casa e para eles. O dia dos namorados seria na sexta-feira e eu iria embora hoje, vulgo quinta-feira. 

Quase todos os dias, eu verificava se havia alguma mensagem de Bambam, mas ele não havia feito nada. Eu gostaria de mandar uma mensagem, mas queria vê-lo tomar uma iniciativa. Isso fazia parte da sua reconstrução da autoestima. 

Quando cheguei em casa, junto com meus pais, já era noite. Não queria que eles gastassem a nossa última noite fazendo comida, então eu solicitei uma comida pela internet que chegou um pouco depois de uma hora. 

Nós jantamos e disse que iria limpar a cozinha. Assim que terminei de jogar o resto de comida na lixeira, um toque sonoro avisou que uma mensagem havia chegado. 

"Disse para o Jinyoung que você trabalha no bar na área interna"

Era uma mensagem simples, mas me deixou com o coração aquecido. Larguei a esponja e digitei uma mensagem. 

-Está apaixonado, meu bem?

Olhei para a mamãe que estava sentada na mesa me esperando. Sorri para a mulher que me deu a luz. É a melhor mãe do mundo. Foi tão compreensiva quando contei a ela que sou homossexual. 

-Você acredita em amor à primeira vista?

-Claro, foi assim com seu pai. -Disse dando um sorriso de lado.

-Aconteceu com seu filho também. 

A mamãe sorriu ainda mais e foi mais uma prova que ela queria a minha felicidade. Já o papai, quando contei, demorou um tempo para acostumar.

-Ele é um bom rapaz?

-Oh, sim. Não estamos juntos. -Falei. Ainda. Porque o farei ser meu. Farei aqueles lábios serem somente meus. -Não o conheço tanto tempo, mas é um ótimo rapaz, mamãe. Ele… Ele é gentil, bonito, simpático e tem responsabilidade.

-Bem, sabe o que fazer, certo? -Assenti. Eu puxei esse lado da mamãe. -Faça-o ser seu, assim como fiz seu pai ser somente meu homem.

Ouvir a mamãe falando isso ainda é estranho, embora mostre claramente que tenho esse lado por conta dela. Voltei a limpar a cozinha e subi para quarto para tomar um banho. 

Chamei um táxi e enquanto eu esperava, ouvi todos os conselhos que a mamãe me dava sobre o amor. 

-A vida é simples, Jackson, mas nós adoramos complicar. Tudo resolve com conversa e compreensão. Não somos perfeitos. Se há reciprocidade, persista e continue. Mostre que você está lá para ele, para que ele passe a confiar em você e troque confidências. 

Dei um beijo nos dois quando o carro chegou e fui para o aeroporto. 

O corredor da empresa estava muito perfumada o que era muito bom. Fui para a cozinha onde a mesa se encontrava farta de comida. Nari estava acabando de tirar uma selca e acabou assustando com a minha presença, sorrindo sem graça.

-Bom dia, Sr. Jackson.

-Bom dia, Nari. -Cumprimentei-o de volta, dando uma petiscada no bolinho de arroz. Dei uma rápida olhada em seu corpo, vendo que usava uma roupa ousada. -Tire uma foto no jardim, a cafeteria sendo incluída na foto não será uma boa foto. -Ela deu um sorriso envergonhado e peguei mais um bolinho de arroz indo para a sala de reunião. -Bom dia, Dong.

Ele me fitou por alguns instantes antes de voltar a mexer no computador.

“Jaebum, me mande um áudio que o Bambam esteja cantando”

-Quando irá acontecer de novo? -Mirei o olhar confuso para ele, que revirou os olhos. -Estou com saudades, porra. Você não sente?

-Claro que eu não sinto, você me dopou, não lembro exatamente nada do dia. 

-Eu não dopei. -Retrucou, me observando com o seu olhar irritado. -Você bebeu demais e me beijou.

Podia ver claramente que o Dong mentia só pelo olhar. Eu tinha um talento natural, como dizia a maioria, em conseguir entender as pessoas só pelas expressões. Alguns até diziam que eu poderia ser um psicólogo ou um psiquiatria.

-O quão mentiroso você consegue ser, Dong. -Soltei. -Eu sou tão forte para bebidas que já ganhei competições. Você não me engana. Você é um sortudo por eu não conseguir achar provas, mas fique tranquilo. Se você não ficar no meu caminho, nada lhe acontecerá. Não esqueça onde trabalhei. 

Um medo surgiu no olhar de Dong e eu fiquei muito contente. Um toque sonoro desviou as nossas atenções e vi que o Jaebum enviou um clipe de áudio. Meu coração acelerou ao ouvir a sua voz cantando e eu não imaginava, mas queria muito que a noite chegasse. Em pouco tempo, a sala estava reunida com a equipe satisfeita.

Foi uma reunião tranquila e dinâmica, ainda que a voz de Bambam cantava em minha mente. Assinei alguns papéis e fui embora. Liguei o GPS e segui a rota até o colégio. A arquibancada estava lotada e foi difícil encontrar o Jaebum e Youngjae. Só fui encontrá-los depois de um tempo, no meio e um pouco mais acima. 

-Ei. -Cumprimentei sentando na cadeira vaga ao lado de Jaebum. -Vocês estão bem?

-Olá. -Sorri de lado estranhando o Jinyoung me cumprimentar. -Fizemos uma boa viagem e você?

-Também. -Desviei o olhar para o palco que estava com as cortinas pretas fechadas. Contei para o Youngjae sobre a reunião e perguntei se ele gostaria de ser garoto-propaganda, mas Jaebum recusou antes. -Como você é ciumento, Jaebum. São bonés e chapéus-pescador, ele não vai ficar nu. 

-Minha resposta continua sendo não. -Jaebum tinha o seu jeito controlador que me irritava, mas não disse nada. Joguei um olhar de desgosto para Youngjae que pegou a mensagem. -Eu vi esse olhar.

-Que seja.  -Respondi, levantando. -Se quer controlar o Youngjae e ele deixar, isso é problema de vocês. 

Eu e Jaebum nos encaramos por um tempo, enquanto os outros dois sentiram a tensão. Desviei o olhar descendo as escadas e procurando o camarim. Uma mulher alta que estava nervosa me barrou me encarando.

-Quem é você?

-Namorado do Bambam. 

-Ótimo, ele está surtando lá dentro. -Respondeu me dando uma olhada de cima para baixo. -Olha, temos dez minutos para ele vir aqui e calmo. Eu conheço os hormônios dos jovens de hoje e eu preciso dele dentro de dez minutos. DEZ MINUTOS, ENTENDEU?

A mulher é maluca. Concordei e apontou para uma porta vermelha. Bambam estava em um canto sentado em um sofá com a cabeça abaixada. Algumas pessoas olhavam para ele, mas não faziam nada. Uma garota maquiava um garoto e olhava preocupado para o Bambam. Por fim, ela deixou o pincel na mesa e foi em sua direção.

Avancei, impedindo-a. 

-Deixe que eu falo com ele.

Sentei ao seu lado, não sendo percebido por um tempo. Soltei uma risada baixa e dei um esbarrão nele. Seu olhar foi de surpresa e sua voz saiu rouca ao pronunciar o meu nome. Porra, foi muito sexy. Ele estava tão lindo, mas tão lindo. Coloquei a mão no bolso, me controlando para não tocá-lo. Disse algumas palavras de conforto e isso lhe deixou animado. 

Voltei para a arquibancada, juntando-me aos rapazes. Tudo ao meu redor perdeu a atenção quando ouvi a sua voz. A sua voz expandiu por todo local, mas o tom da sua voz agradou tanto meus ouvidos que meu corpo reagiu. Meus pelos estavam arrepiados e eu sabia que o público também. Eu sabia reconhecer uma voz maravilhosa. 

Meu interior pegou fogo quando seus olhos miraram para o meu rosto. Puta merda, ele não sabia o que estava fazendo comigo. Como eu queria que ele fosse meu. Aquele momento foi o nosso e guardaria muito bem esta cena. 

Espontaneamente, como sempre, ele arrancou um sorriso meu. A imagem só quebrou quando ouvi aplausos e a cortina ser fechada.  Soltei a respiração, sentindo meu corpo relaxar. Jaebum deu uma cotovelada de leve em mim.

-Desculpe-me por antes.

-Não será primeira vez que discutiremos. -Falei e ele concordou. -Ele cantou muito bem.

-Sim. -Concordou, mas seu olhar divertido me fez sorrir. -E eu vi. -Soltei uma risada baixa. -As coisas estão mudando?

-Vai mudar. 

Uma outra melodia iniciou, mas ainda assim vi o Bambam sentado do outro lado da arquibancada. Seu olhar foi atraído para o palco e não era nada mais que o Mark. Estava muito bonito, embora eu fiquei mais interessado em suas palavras.

-Essa música é para uma pessoa por quem estou terrivelmente apaixonado. 

Sabia que o Bambam havia mentido. A letra estava muito claro que a pessoa por quem estava apaixonado o havia rejeitado várias vezes. Apesar de que no final da música, aparentemente, o Mark estava esperando uma resposta. Novamente. O que me deixou desperto é o seu olhar que não mudou para uma outra direção sequer. Segui o seu olhar encontrando-o no Jinyoung, no rapaz de cima e uma mulher ao seu lado.

-Você sabe por quem o Mark está apaixonado? 

Jaebum assentiu, levando a boca até o meu ouvido.

-Jinyoung. 

Puta merda. O garoto está competindo com o seu melhor amigo? Mirei o olhar para onde o Bambam estava, mas não o encontrei. Ouvi algumas reclamações quando levantei, mas ignorei-as. Quando abri a porta, Bambam estava agachado e aquilo me deixou triste. 

-Quer voltar comigo?

Bambam ficou animado quando disse que iríamos a uma praia. E vê-lo esquecer um pouco do que havia acontecido me deixou feliz. Ouvir sua risada enquanto entrava no mar só confirmou que eu estava apaixonado demais por um garoto que só me contratou para conquistar o outro. Estava fodido? Talvez. Mas o faria esquecer o outro e tornar meu. 

Ele não me deixou vê-lo seminu quando entrou na água, mas esqueceu do seu corpo quando saiu. Aproveitei a oportunidade quando vi que ele estava um pouco a frente a mim. As ondas não estavam fortes. Andei devagar dentro do mar, vendo-o sair do mar. 

Mordi os lábios, sentindo a ereção aparecer. Observei a sua cueca box encolhida, mas que marcava muito bem a sua bunda. Dei mais um passo, mas paralisei quando o vi abaixar pegando a sua roupa. Bambam estava de quatro e não tinha percebido. Desviei o olhar sentindo a cueca passar a me incomodar. Porra, vou aproveitar o nascer do sol excitado.

-Caralho! -Gritei, jogando o travesseiro para longe. Eu estava ao ponto de me irritar com qualquer coisa. Mark, Mark, Mark. -Mark, seu filho da puta! Some, diabo! -Berrei de novo jogando o outro travesseiro para longe acertando na TV. -Acalme-se, Jackson. Acalme-se. 

Paralisei só para lembrar da nossa troca de olhares na apresentação. Eu poderia dizer que a cada dia estava ficando mais louco por ele. Eu precisava ter paciência. Os sentimentos não somem de uma hora para outra. Aos poucos, voltei a ficar calmo e adormeci. 

Por volta de dez horas da manhã, Dong me ligou dizendo que eu precisava ir a uma outra reunião e que era realmente urgente. Preparei um lanche rápido e resolvi pegar a moto que seria mais rápido. Cheguei na outra cidade por volta de duas horas da tarde e pela expressão de Dong, algo estava muito sério. 

-As nossas vendas vão cair. -Foi direto ao assunto, me mostrando o gráfico que representa as vendas caindo dentro de um mês. O dia não estava sendo bom. -A previsão é que caia 30% e o presidente está super irritado. 

-Por que o presidente está envolvido? Ele nunca esteve envolvido antes.

Dong passou a mão no rosto exasperado e me entregou o seu celular. Era um vídeo que foi postado de madrugada. O filho do presidente, Kyu, estava bêbado e dançava em cima do balcão de uma boate de stripper. Um outro homem, que estava com boné para trás puxou o seu corpo e o colocou por cima dos seus ombros. Seu rosto mostrava claramente que estava irritado e ao ver a câmera aproximou-se tentando tampar. Quando achei que ia acabar o vídeo, ouvi o Kyu gritar várias vezes “Amor, está bravo comigo?”, “Amor, eu te amo” e “Amor, não me carregue deste jeito, vou vomitar’’.

Eu voltei o vídeo várias vezes tentando relembrar aquele rosto. Eu o reconhecia de algum lugar.

-Está nas manchetes e o presidente está sendo bastante criticado. 

-Quem é o rapaz que segurou o Kyu?

-Ele chama Jung e trabalha o bar GMS.

Assenti, passando a mão no rosto. Porra, o cara trabalha no mesmo bar que o Bambam. Será que os dois conversam? Revi o vídeo sem saber o que fazer. Jung poderia me ferrar de duas maneiras. Com o Bambam e com a empresa. 

-E o Kyu?

-Não sabemos nada sobre ele. O presidente quer marcar uma reunião somente com você para discutirem como podemos recuperar o público em forma de comunicação. Ele ainda não falou com a imprensa e contratou um advogado caso isso venha piorar. O que acha?

-Perfeito, Dong. Só espere eu poder confirmar primeiro. Fale com o presidente que eu já estou adiantando algumas coisas sobre essa situação. Me mande este relatório para o meu email e inclua o detalhamento do público que temos e o que iremos perder. Talvez teremos que adiar o lançamento da coleção, coloque isso em pauta com a equipe. 

Assim que eu terminei de falar, uma mensagem de Bambam chegou.

“Jackson, a professora colocou Mark e eu como uma equipe. Preciso aprender a chamar a sua atenção!!! Não sei de nada!!!! O que eu digo??????? Vamos nos encontrar hoje depois do clube”

Ótimo. As minhas palavras de ontem não adiantaram nada. Mesmo que o Mark não esteja fazendo nada, eu o odeio. A minha cabeça começou a latejar e sabia que a irritação estava chegando. Dong percebeu e saiu da sala, fugindo de mim. Uma solução para as duas coisas.

“Não estou na cidade, chego somente a noite. Se tiver uma ideia sobre o assunto, puxa a conversa sobre o assunto e deixa render. Evite perguntas fechadas”

Voltei a rever o vídeo e foi interrompido por uma outra mensagem de Bambam perguntando o que seria pergunta fechada. Respondi e voltei a rever o vídeo. A dor da minha cabeça intensificou com o vídeo. Em um momento repentino, relembrei uma cena do meu passado. Quando o Jung foi meu cliente.

-Ei, Dong! Tive uma ideia! 

A música estava muito animada no bar e eu tinha dois alvos. Jung e Bambam. Eu estava louco naquela noite. Louco para beijar o Bambam. A troca de olhares estava me deixando quente. Eu poderia beijá-lo naquela noite e dizer que fazia parte do flerte. 

Subi para o segundo andar encontrando o Jung sentado no sofá bebendo uísque. Seu olhar ficou surpreso quando me viu e caminhei até o corrimão, observando a vista de baixo. Melhor, para o Bambam. 

-Jackson?

-Quanto tempo, Jung. -Falei sem tirar os olhos do meu homem. -Estava me lembrando…. Quando você perdeu a sua virgindade comigo para que pudesse ser melhor com um outro homem por quem estava apaixonado, era o Kyu? -Quando o Bambam desviou o olhar, virei o rosto para ver a expressão assustada de Jung. -Então o homem que você disse que era um lance proibido por conta do seu status era o Kyu. Você está tão fodido, Jung. 

Voltei a olhar para o Bambam que estava entregando um copo para uma mulher loira.  Seu olhar voltou para mim e eu sorri. Mas foi o seu sorriso de volta que me fez tomar uma decisão. Eu iria beijá-lo.

-Eu o amo, Jackson.

-Quanta mentira, Jung…. Eu sei que você transa com a dona do bar. 

-Eu juro, Jackson. Tem uma outra coisa envolvida, por isso.

 -Ah é? -Questionei, mudando o meu tom de voz para ironia. -Vou te dar o benefício da dúvida. Fará tudo o que eu disser. Porque eu vou resolver a merda que você meteu com o filho do presidente. Você fará?

-Claro, Jackson. -Ele respondeu e eu puxei o celular. -Faço tudo por ele.

-O.k, me passe o seu número. -As suas palavras saíram com uma voz tremida. -Faça a chefe sumir por hoje, mas que não envolva o sexo. E outra, você vai ter que ficar longe do Kyu por um tempo. O vídeo está em todos os jornais. 

Desci para o primeiro andar e me juntei ao Jaebum e Youngjae em uma conversa animada sobre um novo filme que estava no cinema. Fiquei alertado quando o vi o rosto de Bambam entristecer e sumir por ali. 

-Ei, o Bambam entrou por ali. O que é ali?

-O banheiro. -Jaebum respondeu e o olhei por um tempo e voltei a olhar para o banheiro. -Pode entrar, estou te devendo uma mesmo.

Dei um sorriso maroto e o Jaebum abriu a pequena porta. Havia uma porta de madeira com os seguinte dizeres: “Entrada somente dos funcionários”. Bambam mirou o olhar para mim e voltou a molhar o rosto.

-O que foi? Por que ficou sério? Eu fiz algo? -Disparei, vendo o negar.

-Não, você não fez nada. 

-Por que está assim? Me fala, bebê. -Tentei novamente, mas vi o seu olhar ficar irritado.

-Para de me chamar de bebê. 

-Fala.

-Não quero falar sobre isso, Jackson.

-Você queria que eu fosse o Mark ali? -Diga que não, Bambam. Por favor. Meu coração ascendeu quando ele negou. 

-Eu nem gosto tanto dele assim mais. -Foi a frase de efeito. Apressei os passos ficando próximo ao seu rosto. Eu vou mostrá-lo o quão louco está me deixando. -O-o q-que está fazendo? -Seus olhos demonstravam assustados, mas não assustado de medo. 

-E eu? Eu causo algum efeito em você? -Eu queria acabar com aquele espaço, mas os seus passos foram indo para trás até encostar na parede. Mas que momento maravilhoso. Perfeito para um beijo que eu poderia marcar.

-Isso é um flerte? Linguagem corporal?

-Sim, é um flerte. -Respondi sentindo a ereção voltar. Minha mão pegou fogo quando toquei a sua cintura. Foi o toque mais íntimo que eu tive até agora. Eu gostaria agora mesmo de levantá-lo e colocar no meu colo. A sua boca estava tão convidativa. Carnuda. Deliciosa. Atrativa. -Deus, eu quero muito te beijar agora.

Acariciei seu rosto, mirando o olhar para seus olhos. Sua pupila…. Sua pupila estava dilatada. Aproximei-me vendo seus olhos fecharem. Sorri, mordendo os lábios. Senti minha ereção apertar. Toquei os seus lábios, sentindo todo o meu corpo arrepiar. 

O seu empurrão me assustou e vi o seu olhar para a porta do banheiro. Entraram alguns funcionários, mas ele me deixou sozinho. Olhei irritado para os rapazes e saí da boate sem despedir do casal. 

Soquei o volante do carro, paralisando o tempo para relembrar o seu olhar. A sua pupila dilatada. Observei a minha ereção e a calça estava me incomodando. Fodas, vai ser assim mesmo. Desabotoei a minha calça e puxei meu pênis para fora da cueca. Fechei os olhos sentindo um pequeno alívio. Voltei a cena da praia relembrando o seu corpo. Aumentei a velocidade e mordi os lábios sentindo o gozo aproximar. 

-Bammie! -Gemi seu nome ao criar a cena imaginando-o abocanhar ali. 

Ele era fruto de todos meus pensamentos impuros e tinha muito tempo que eu não me sentia dessa forma. Tudo que eu queria agora é mostrá-lo o efeito que causa em mim, mas isso provavelmente nos afastaria. Estou perdidamente apaixonado por um homem puro. Um stripper e um virgem. A combinação mais perigosa. Se eu não me controlo sem ele, imagine com ele. Vivi a metade da minha vida de sexo.

Cheguei em casa e corri para meu quarto, indo para a guarda roupa. Eu estava eufórico. 

-Desculpe, bebê. A partir de hoje, você será meu e eu o não te ajudarei com o Mark. -Murmurei a mim mesmo encontrando o contrato. Ao ouvir o papel sendo rasgado, senti-me vigorado e desafiado. Ah bebê, você verá que há um homem melhor para você e sou eu.



Notas Finais


Ficou gigantesco, mas espero que tenham gostado! 💕 O que acharam do Jackson?


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