História Promise - ChanSoo - Capítulo 19


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Categorias EXO
Personagens Byun Baek-hyun (Baekhyun), Do Kyung-soo (D.O), Huang Zitao (Tao), Kim Jong-dae (Chen), Kim Jong-in (Kai), Kim Jun-myeon (Suho), Kim Min-seok (Xiumin), Lu Han (Luhan), Oh Se-hun (Sehun), Park Chan-yeol (Chanyeol), Personagens Originais, Wu Yifan (Kris Wu), Zhang Yixing (Lay)
Tags Amizade, Amor, Chanbaek, Chansoo, Exo, Kaisoo, Sebaek, Sulay, Xiuchen
Visualizações 33
Palavras 3.801
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Luta, Romance e Novela, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Olá! Trazendo mais um capitulo para vocês...

Boa leitura <3

Capítulo 19 - Inseguranças


Fanfic / Fanfiction Promise - ChanSoo - Capítulo 19 - Inseguranças

POV Chanyeol

 

— Se sente melhor? — Jongin sorri em deboche enquanto levanta. — Me bater não muda o fato de que você perdeu Chanyeol.

— Você é ridículo, você é covarde. — grito.

— Covarde? — ele limpa a manga do casaco e cruza os braços me encarando.

 

Por que estou tão irritado? Essa notícia não deveria ter me afetado tanto assim. Kyungsoo é livre para fazer o que quiser, e com quem ele quiser, mas... Por que sinto como se algo tivesse sido arrancado de dentro de mim?

 

— Yeol! Jongin?

 

Sua voz me chama atenção; vejo Baekhyun e Jongdae se aproximarem.

 

— Aconteceu alguma coisa? — Baek vem até mim, me segura pelo braço e tenta me beijar, mas permaneço imóvel encarando Jongin.

— O que está fazendo aqui? — Jongdae questiona a ele.

— Vim trazer novidades, sobre o Soo. — Jongin conta. — Ele está começando a se lembrar, quero dizer, ele se lembrou de algo.

 

Baekhyun me solta pigarreia e cruzas os braços rapidamente.

 

— Do que exatamente ele se lembrou? — ele questiona.

— De mim. — Jongin responde. — E eu vim trazer essa novidade ao Yeol, afinal nosso grande amigo tem uma grande preocupação com ele, mas vim dizer que não precisa mais ficar de olho no Soo.

— E por qual motivo? — Dae questiona. — Somos todos amigos, todos nos preocupamos com ele, ainda mais agora com isso que falou ele ter flashes de memória não é perigoso?

— O motivo é que a partir de agora eu sou aquele que toma conta do Soo, estamos juntos, estamos namorando.

 

Meu sangue ferve novamente, meus punhos cerram, mas o toque de Baekhyun em meu corpo alivia minha tensão. Abro um falso sorriso.

 

— Estou feliz pelo Kyungsoo, e por você é claro. — digo. — Desculpa minha reação exagerada, acho que me assustei quando disse que ele lembrou de algo, você o ama, jamais o forçaria a lembrar de coisas mesmo sabendo o que isso pode trazer a ele.

— Claro. — Baek diz. — Isso é algo bom, Soo e Jongin estão juntos, nós dois estamos juntos, tudo parece estar finalmente se encaminhando.

— Vocês estão juntos? — Jongin questiona.

 

Baekhyun abre um gigante sorriso e acena em confirmação.

 

— Eu não consegui falar com você antes, e nem com o Soo, mas já que esta aqui gostaria de convidar para ir a minha seletiva esse sábado. — Jongdae fala.

— Seletiva?

— A empresa do Sehun está organizando um Reality Show para um novo musical, e ele achou que eu levaria jeito para isso, as seletivas começam nesse sábado, seria muito importante pra mim ter todos vocês lá.

 

Jongin coça a cabeça em desconforto.

 

— Dae, desculpa.  — ele pede. — Mas Minseok já nos chamou para as eliminatórias dele, e também é nesse sábado.

— A! Claro... Eu entendo. — Jongdae fala nitidamente desconfortável. — Eu... Eu vou esperar lá dentro.

 

Ele entra rapidamente sendo seguido por Baekhyun.

 

— Acho melhor eu ir embora. — Jongin fala.

 

Ele se vira de costa e começa a andar. — Me sinto irritado, sinto que seria capaz de afundá-lo contra o chão.

 

— Não sei com qual intenção veio aqui. — digo fazendo-o parar. — Me atingir, se vangloriar... Não importa se é você que o Kyungsoo escolheu, se é com você que ele quer estar, faça jus a isso. Dê a ele amor, carinho, e acima de tudo o proteja de si mesmo.

 

Jongin vem até mim e fica com o rosto bem próximo ao meu.

 

— Acho que você já tem alguém para se preocupar, não dê palpites em meu relacionamento.

 

Ele então se vira e parte.

 

— Se recompõe Chanyeol, seu namorado está lá dentro, ele não merece isso. — digo a mim mesmo.

 

Entro em casa e encontro um Jongdae agitado andando de um lado para o outro.

 

— Ele nem mesmo me avisou que a luta dele era esse final de semana. — exclama irritado.

— Do que ele está falando? — pergunto a Baek.

— Das eliminatórias do Minseok.

— E é no mesmo dia que minhas seletivas, o que eu faço? — ele questiona.

— Como assim o que você faz? — Baek pergunta. — Você vai para aquela empresa, vai subir naquele palco e vai cantar.

— Você não está entendendo, eu fui a pessoa que acompanhou o Minseok em todas as lutas, em todos esses anos, eu estava ao lado dele em cada derrota e em cada vitória, e agora na luta mais importante para ele eu não vou estar lá por causa de um desejo egoísta meu?

— Desejo egoísta? — questiono. — Dae, olha a bobagem que está falando, desde quando seguir seus sonhos, ajudar sua família é um desejo egoísta? E outra, se ele não se deu ao trabalho de te convidar é porque ele...

— Ele não me quer lá. — Dae me interrompe. — Desde o natal não nos falamos direito, eu achei que era coisa com o pai dele, mas... Ele realmente esta me afastando da vida dele.

 

Jongdae se senta no sofá, Baekhyun e eu nos sentamos cada um de um lado seu.

 

— Mesmo que sejamos apenas nós dois torcendo por você lá, você precisa fazer isso. — falo. — Você precisa encontrar sua própria história, seu próprio caminho e viver sua própria vida.

— Eu não sei o que eu faria da minha vida sem vocês. — Dae sorri forçando-se para não derramar lágrimas. — Vou dar o meu melhor naquele palco.

— Assim que se fala. — Baek sorri animado.

 

É difícil, amar e não ser correspondido, eu não sei como Jongdae aguentou por tantos anos amar alguém que só o humilhou. — É assim que fiz Baekhyun se sentir por tanto tempo? Talvez, eu deva ser um namorado melhor para ele, agora que Kyungsoo está aos cuidados de Jongin eu não tenho mais com o que me preocupar, certo?

 

— Yeol me ajuda a pegar as coisas lá em cima? — Baek pede.

 

Faço que sim e subimos até meu quarto, vou até o armário onde pego uma caixa antiga com vários álbuns. — Achamos que pode ajudar Jongdae na escolha da música para sua seletiva.

 

— Yeol. — Baek me chama.

 

Viro para ele e o vejo lacrimejante.

 

— Hey. — coloco a caixa em cima da cama e o seguro pelos braços. — O que houve?

— Você parecia irritado mais cedo. — ele fala.

— Não entendi.

— Quando Jongin estava aqui, você parecia furioso.

— Esquece isso Baek. — pego a caixa novamente.

— Yeol... Seja honesto comigo, ouvir que o Kyungsoo está namorando o Jongin te deixou perturbado?

 

Não tenho certeza dos sentimentos que isso me causou, mas certamente não é felicidade.

 

— Só fiquei surpreso. — conto. — Sabe como sou protetor com aquele nanico, mas é como o Jongin mesmo disse agora ele tem alguém que realmente pode protegê-lo, e eu tenho que ficar feliz com isso, certo? Afinal ele é nosso amigo.

 

Baekhyun sorri se coloca na ponta dos pés e toca seus lábios aos meus.

 

— Vou descendo na frente. — ele pega a caixa de minha mão e desce.

 

Por que me sinto tão fora de rumo? — Caminho até meu criado mudo, abro a gaveta e vejo a pulseira de prata com o pingente em forma de estrela. — Eu menti para o Baek? Eu não sei o que é isso que estou sentindo, mas... Eu apenas sinto que não quero perder o Kyungsoo, e sinto que já o estou perdendo.

 

 

---//---

 

POV Kyungsoo

 

A porta da lanchonete se abre e revelo um sorriso alegre em vê-lo. Minseok entra com a mesma cara de emburrado de sempre e se junta à mesa, junto a meu primo, seu “amigo” Tao, e eu.

 

— Eu realmente espero que tenha acontecido algo muito grave. — Minseok reclama. — Não são nem onze da manhã e já estamos acordados.

— Você é um lutador, deveria estar acostumado a acordar cedo. — Yifan resmunga.

 

Minseok revira os olhos e foca-se em mim.

 

— Então? — ele insiste.

— Na verdade aconteceram varias coisas, mas... Eu gostaria de conversar com você sozinho então...

— Está nos dispensando? — Yifan reclama. — Nossa, vem Tao, vamos para um lugar onde somos bem vindos.

— Dramático. — reclamo.

 

Os dois saem nos deixando sozinhos.

 

— O que houve?

— Eu tive novos flashes de memória. — conto.

— Você está bem?

— Sim, é que... Foi diferente das outras vezes onde eram imagens desconexas surgindo na minha cabeça, dessa vez eu realmente me lembrei de algo. Eu realmente já vivi na Coréia, com meus pais, eu... Eu vivia em uma casa e eles estavam conversando sobre algo importante e o Jongin estava lá.

— Você se lembra do Jongin? — ele abre um sorriso.

— Sim. — abro um leve sorriso também. — Na verdade a lembrança surgiu quando ele me beijou.

— Ele fez o que?

 

Tenho certeza de que estou corado agora, mas de que adianta negar, estou junto com ele agora, não é? E Minseok é meu amigo, tenho certeza de que ficará feliz por mim.

 

— Independente de estar se esfregando no Jongin agora, você sabe que não é bom ficar trazendo essas memórias.

— Eu sei, mas é que surgiu do nada, eu não pude evitar, mas o problema não é esse.

— O que?

— Essa lembrança me trouxe um sentimento ruim, tenho a sensação de que estávamos em perigo e que meus pais sabiam disso.

— Você acha que o que aconteceu dez anos atrás não foi um simples acidente?

— Eu não sei. — digo. — Mas Hyung, mesmo que isso me mate, mesmo que tome todo meu tempo de vida eu... Eu sinto que devo isso a mim mesmo, eu preciso descobrir o que aconteceu comigo, eu preciso descobrir como fui parar nos Estados Unidos, eu preciso entender quem eu sou.

— Vamos devagar. — Minseok segura minha mão. — Um passo de cada vez, lembra? Não adianta nada se esforçar dessa forma e se matar, vamos devagar, e tenho certeza que descobriremos algo e uma forma de descobrir tudo sem que isso te cause dor, sem que isso faça com que o percamos novamente.

 

Meus pelos arrepiam e o vejo corar. — Ele realmente se preocupa comigo, não é? Acho que de todos Minseok é o mais sensível, mesmo que vista essa camada de durão.

 

— Obrigado por estar ao meu lado. — agradeço.

— Não me agradeça por isso. — ele desvia o olhar. — Me agradecer por acelerar sua morte.

— Hey. — o encaro.

 

Eu não sei o que tudo isso pode me causar, não sei ao certo o que tenho o que aconteceu comigo e o que tudo isso pode me trazer, mas... Eu definitivamente preciso entender quem eu sou e tudo o que aconteceu comigo, eu não consigo simplesmente fingir e viver essa vida como Do Kyungsoo, sabendo agora que esse não é meu verdadeiro eu.

 

— Eu não vou morrer. — abro um sorriso.

— Acho bom mesmo. — Minseok resmunga dando peteleco em minha testa.

 

Nós prometemos uns aos outros não nos afastarmos e nos tornarmos grandes amigos, mas é tão difícil manter contato com todos. O único que está sempre por perto é o Minseok, e agora o Jongin, até mesmo ele parece ter se afastado de mim. — Mas acho que é por causa do Baekhyun, não que eu esteja triste, fico feliz que pude ajudar um amigo a ser feliz.

 

— E como estão os preparativos? — pergunto. — É depois de amanhã, não é? Sua eliminatória.

 

Minseok faz que sim com a cabeça. — Ele parece tão apreensivo.

 

— Você tem esse ar sombrio às vezes. — falo. — Mas outras vezes é tão transparente que possível ler sua alma.

— Até você com isso.

— Você parece triste. — observo. — Sozinho.

— Não sou sozinho. — ele se altera. — Tenho um pai, uma mãe, uma irmã e tenho amigos.

 

Minseok se levanta batendo os punhos a mesa e sai da lanchonete. — Por que todo mundo tem que ser tão dramático? — Levanto e corro atrás de meu amigo; o encontro parado do lado de fora de cabeça baixa.

 

— Têm todas essas pessoas na sua vida e ainda assim permanece como a pessoa mais solitária do mundo. — insisto.

— Você não me conhece Kyungsoo, não tem o direito de dizer como sou e como me sinto. — grita.

— Tem razão. — digo. — Eu definitivamente não conheço o Minseok que todos conhecem, mas eu conheço o Minseok que veio até mim que não desistiu de mim, que me protegeu e mesmo eu sendo arrogante você continua ao meu lado, como meu amigo, então sim, eu definitivamente não conheço o Minseok de antes, mas falo pelo agora. Você tem uma dor reprimida dentro de você que não deixa sair, e até que você permita que saia, você sempre será infeliz.

 

Seus olhos fixam-se aos meus. — Falei demais? — Mas não acho que eu esteja errado, da mesma forma que ele tenta me ajudar, eu também posso ajuda-lo, não é? Não quero que sofra.

 

— Seja honesto comigo, o que acha que eu deveria fazer? — Minseok pergunta.

— Eu não sei. — respondo. — Sinceramente não sei, como mesmo disse eu sou aquele que chegou há pouco tempo e não sabe nada da sua vida de antes, mas se permite arriscar algo, eu acho que tem algo inacabado, um sentimento alguma dor, alguma coisa do seu passado que carrega até hoje, se você não resolver isso consigo mesmo temo que continuará assim para sempre.

 

Meu celular toca, é o Jongin.

 

— Pode ir. — Minseok fala. — E obrigado pelas palavras, espero você no sábado.

— Pode contar comigo. — afirmo.

 

 

---//---

 

POV Minseok

 

Ser honesto comigo mesmo, entender o que está acontecendo comigo, mas como? Eu simplesmente não entendo o que as pessoas querem dizer com isso, eu me sinto bem, eu me sinto ótimo, então porque todos insistem que tem algo de errado comigo? — Como posso ser honesto comigo mesmo se eu não faço ideia de como estou sendo desonesto. — Será que tudo tem relação ao que aconteceu no passado? Mas isso já não foi resolvido? Kyungsoo está vivo, minha relação com Chanyeol não é a das melhores, mas agora nos falamos Junmyeon e Yixing sempre foram os mais próximos de nós hoje em dia vivem em suas bolhas, mas ainda assim nos falamos Jongin à mesma coisa, Baekhyun continua o mesmo, Sehun esta vivendo a vida dele e Jongdae... — Eu simplesmente o afastei de mim, sem nenhuma razão aparente. Mas não creio que tudo isso que está ocorrendo seja porque afastei o Jongdae, será?

 

Pego um taxi e fico pensativo todo o caminho. — Como resolver algo que não sei o motivo de estar errado? Mas também não posso ficar parado e esperando que tudo se resolva sozinho, não é? Não posso bater de porta em porta perguntando o que há de errado comigo, eu preciso entender, eu preciso saber, e quem melhor para me ajudar a enxergar do que aquele que sempre esteve ao meu lado?

 

Assim que chego a sua casa sou recebido por sua mãe que me informa que ele foi a casa de Chanyeol com Baekhyun, mas que logo estaria de volta, e então me autorizou a esperar. — Lembro quando ficávamos horas brincando aqui, lembro do Baekhyun chorando por não conseguir ser mais rápido que o Chanyeol; nós nos divertíamos, era tudo tão mais simples. — Entro em seu quarto e me sento em sua cama. — Era tudo tão mais simples naquela época. — Vejo nossa foto em seu criado mudo, a foto de nós nove. — Éramos inocentes, não tínhamos malicia nas falas, não tínhamos malicia nos toques, e hoje em dia não conseguimos nos comunicar direito sem que isso atinja nossos sentimentos. Nos tornamos homens amargurados com a perda do Kyungsoo, e agora com ele de volta eu achei que retomaríamos tudo aquilo, mas é realmente impossível, não é? Nós mudamos demais, não somos mais aquelas crianças que um dia fizeram uma promessa de serem sempre amigos, aqueles nove que se reuniram no hospital e fizeram uma nova promessa, são pessoas completamente diferentes.

 

Levanto e vou até a janela, o céu acinzentado, os carros passando. As pessoas vivendo suas vidas. — É tão egoísta assim querem deixar o passado para trás e começar um novo futuro? Mas porque eu sinto que meu passado, meu presente e meu futuro está ligado a todos eles, eu sinto que... Eu sinto que eu só seria verdadeiramente feliz se eu tivesse cada um deles verdadeiramente ao meu lado, então é isso que devo fazer? Convidar todos para minha eliminatória, sentir todos eles lá, torcendo por mim me fará sentir bem, não é?

 

— Cheguei! — o grito de Jongdae me causa arrepios. — Vou guardar essas coisas, já desço para ajudar a fazer o almoço.

 

Encaro a porta de seu quarto ouvindo seus passos tornarem-se cada vez mais altos, até que enfim ele surge; seus cabelos estão escondidos debaixo de uma touca cinza, e está usando uma roupa de frio pesada. — Seu rosto repentinamente cora.

 

— Minseok? — ele questiona confuso. — O que está fazendo aqui? Aconteceu alguma coisa?

 

Faço que não a cabeça e aponto para a caixa em suas mãos.

 

— Chanyeol me emprestou alguns álbuns para eu escolher, é para uma apresentação. — Jongdae conta.

— Apresentação? Finalmente está criando coragem e vai se apresentar em publico?

 

Ele sorri sem jeito, coloca a caixa em cima de sua cama e volta a me encarar.

 

— O que está fazendo aqui? — insiste.

 

Na verdade eu nem precisaria estar aqui né, era só mandar uma mensagem para ele falando sobre a luta e certamente ele estaria lá, Jongdae sempre está lá.

 

— Eu estava com o Kyungsoo agora pouco. — digo. — Estávamos conversando sobre umas coisas, e outras coisas que meu treinador disse pra mim, e que minha irmã também disse... Sobre eu ser honesto comigo mesmo, meu medos, minhas inseguranças, tudo. Sempre achei que fosse uma pessoa cem por cento resolvida em tudo, mas desde que o Kyungsoo voltou minha vida parece que virou de cabeça para baixo.

— A de todos nós. — ele afirma. — Kyungsoo voltar mexeu com a vida de todos nós.

— Eu estou tentando me reestabelecer, me trazer de volta ao jogo e você sempre esteve ali por mim, quem melhor do que você para dizer o que há de errado comigo.

 

Jongdae sorri, tira toca e cruza os braços.

 

— Está brincando, não é? — ele questiona. — Você desaparece, simplesmente desaparece, e surge do nada querendo que eu diga o que há errado em você?

— Vamos lá, pare com essa cena, vem cá, senta comigo.

 

Sento em sua cama e estendo a mão para ele.

 

— MINSEOK! — Jongdae grita. — Eu não sou seu animal de estimação.

— Nunca disse isso.

— Quer saber? Quer saber o que realmente há de errado em você? Você é uma pessoa amarga e fria...

— Eu não preciso ouvir isso. — digo.

 

Levanto para sair, mas Jongdae corre até a porta e a tranca, e me empurra fazendo com que eu caia na cama.

 

— Você pediu para eu falar, agora você vai me ouvir. — ele insiste. — Você vive nesse seu mundo onde tudo tem que girar de acordo com suas vontades, ninguém ao seu redor pode sofrer, porque você tem medo de sofrer junto, ninguém ao seu redor pode ser feliz, porque você tem medo de nunca ser feliz também, você tem medo de que todos sigam rumos diferentes, porque você tem medo de nunca sair do mesmo lugar, mas não por mérito, pois você é a pessoa mais merecedora de um bom futuro, mas por ser egoísta, você ficou tanto tempo preso ao passado que você não se permitiu crescer, não se permitiu amar, não se permitiu viver. Você abandonou seu amigo quando ele entrou em depressão, você deixou o Junmyeon de lado quando ele mais precisou da sua ajuda. Você Minseok é o que mais se preocupa com todos nós, com nós oito, mas você se recusa a aceitar que não somos mais crianças, se recusa a aceitar que nós não mudamos.

— Você não mudou você continua o mesmo.

— Por que eu te amo seu filho da puta!

 

Respiro fundo e sinto meus pelos arrepiarem. — Me ama? Ele já me disse isso outras vezes, mas porque isso soa tão... Doloroso?

 

— Eu vim aqui te chamar para minha eliminatória no sábado, eu sei que vai de qualquer forma, mas queria vir aqui te chamar. — digo.

 

Seus olhos enchem-se de lágrimas e suas bochechas ficam avermelhadas.

 

— Desculpa, mas eu tenho um compromisso nesse sábado.

— Mais importante do que estar apoiando a pessoa que diz amar? — questiono.

— Minseok, você é cruel. — ele chora. — Sai daqui, sai da minha casa!

 

O que eu fiz? — Levanto-me e deixo seu quarto, desço as escadas e saio de sua casa. — O que diabos foi tudo isso?

 

 

---//---

 

POV Chanyeol

 

Nossas aulas ainda não voltaram, estão ainda todos em clima das festividades do ano novo, em com tudo que vem acontecendo em nossa vida acho que merecemos descansar um pouco, por isso decidi vir ao shopping com Baekhyun, curtir um pouco, ver um filme.

 

— Podíamos comprar algumas partituras. — Baek fala. — Você falou que estava querendo compor alguma coisa para as apresentações de inicio de semestre.

— Vai se apresentar comigo? — pergunto sorrindo.

 

Ver o sorriso dele me faz querer sorrir também, sempre o tive como meu melhor amigo, mas hoje o tenho como meu namorado, e por mais que ainda seja um pouco complicado para mim, eu estou me esforçando para ser o melhor para ele, o melhor que ele merece.

 

— Você acha que o Dae vai ficar bem? — Baek questiona. — Ele saiu tão estranho da sua casa.

— Ele precisa. — afirmo. — Assim como eu precisei de um baque para me reerguer, ele precisa de um baque também para entender que não é só um coadjuvante na história do Minseok.

 

Subimos na escada rolante e Baekhyun fica um degrau acima de mim. — Até quando não poderemos andar de mãos dadas sem que nos critiquem, sem que nos joguem pedras? — Vejo então alguém que me chama atenção, é o primo de Kyungsoo, ele está na escada rolante ao lado, descendo.

 

— Oh! Você. — Yifan fala de repente segurando a mão de Baekhyun.

 

Baek fica agitada e foca seu olhar em mim, todo instante Yifan olha para cima esperando a resposta de meu namorado.

 

— O que foi isso? — questiono.

— Não sei. — ele responde agitado. — Deve ter me confundido com alguém.

 

O puxo para um abraço assim que saímos da escada rolante.

 

— Vamos logo ver essas partituras, o filme logo vai começar. — digo.

 

Tivemos uma tarde agradável em casal; compramos partituras, assistimos filmes juntos, tiramos fotos, almoçamos... Em uma tarde completa eu me esqueci de todos os meus problemas, de todos os meus medos e consegui me concentrar em uma única pessoa, Byun Baekhyun.

 

Já é final de tarde, finalmente estamos saindo do shopping e decidimos ir tomar umas bebidas em um bar que sempre vamos com nossos amigos da universidade, mas dessa vez, apenas nós dois.

 

— Está feliz? — ele me pergunta.

— Por que eu não estaria? Estou do lado do meu namorado que também é meu melhor amigo, o que poderia me deixar mais feliz?

 

Meu coração aperta. — Para Chanyeol, pare de pensar bobagens.

 

— Você é fofo, às vezes, mas é fofo. — Baek sorri.

 

O celular de Baekhyun de repente apita, e assim que o pega para ver a mensagem seu rosto torna-se mais branco que cera, seus olhos arregalam-se em choque.

 

— O que aconteceu? — questiono. — Baek? Está tudo bem?

— Yeol, eu... Eu preciso ir a um lugar, me perdoa.

 

Baekhyun simplesmente se levanta e corre para fora do bar.

 

— Baekhyun!


Notas Finais


Por enquanto é isso, Chanyeol e Kyungsoo permanecem afastados tentando fazer desaparecer os sentimentos que sentem um pelo outro, tudo em nome da amizade.
Contrapartida Minseok e Jongdae parecem definitivamente não se entender.
Ao final Baekhyun recebe uma mensagem que o deixa perturbado! O que será que está por vir?

Logo estarei de volta... Kissus! <3 <3 <3 <3


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